Maria de Fátima Freire de Sá

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Maria de Fátima Freire de Sá"

Transcrição

1 A Personalidade Jurídica do Nascituro e do Embrião Maria de Fátima Freire de Sá Professora dos Programas de Graduação e Pós-Graduação lato e stricto sensu em Direito na PUC Minas. Pesquisadora do Centro de Estudos em Biodireito CEBID

2 No Direito Civil brasileiro, vingou a idéia de que a personalidade é determinada pelo nascimento. Tanto o Código de 1916, no art. 4º, quanto o Código Civil de 2002, em seu art. 2º, filiaram-se à Teoria Natalista: Art. 2 º - A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro. A práxis, no entanto, demonstrou incongruências: se o nascituro pode receber doação; ser legatário; ver-se representado por um curador ao ventre em caso de conflito de interesses com a mãe ou o mesmo em caso de incapacidade dessa; possuir capacidade para ser parte em ação judicial, como não lhe atribuir personalidade?

3 A Personalidade Jurídica e a Personalidade do Nascituro na Fundamentação Clássica: Na Idade Média a questão da personalidade era trabalhada de maneira difusa. Ser pessoa era condição restrita a certa classe, em que a idéia de igualdade se fazia dentro dos estamentos sociais, aos escravos, por exemplo, não era atribuída a personalidade, eles eram patrimônios de um sujeito proprietário. Com a formação do capitalismo, o trabalhador adquiriu liberdade formal. A burguesia clamava pelo fim da escravidão como meio de valorar a força de trabalho.

4 A implantação do modo de produção capitalista acarretou assim a necessidade de universalização destes conceitos: todos passam a ser proprietários, ou de bens que lhes permitam subsistir, ou de força de trabalho que vendam. Por isso, todos passam a ser sujeitos jurídicos, todos passam a ter capacidade negocial. ( PRATA, 1982) A todo homem foi conhecida a condição de sujeito de direitos, originariamente por vincular-se à capacidade de exercício do direito de propriedade. O abstracionismo culminou na elaboração da teoria clássica da relação jurídica, explicada pela existência de dois sujeitos contrapostos, dotados de personalidade.

5 Sendo a personalidade e a capacidade criações da necessidade patrimonial burguesa, errôneo seria pensar em situações que envolvessem o nascituro pois, esse ser não contribuiria para o desenvolvimento econômico. Logo, todas as questões atinentes à personalidade e, portanto, envolvendo sujeitos de direito, eram travadas no campo patrimonial. A personalidade foi inserida nos códigos civis como exigência do direito natural: todos os homens são necessariamente livres, cabendo-lhes, pois, personalidade. O código era a fonte perfeita do Direito, desnecessária, pois, qualquer interpretação.

6 O Direito aproximara-se das ciências naturais e seu método deveria ser descrito em fórmulas simples, garantidoras de segurança jurídica. As categorias positivas conteriam definições reais. Porém, a cientificização do Direito criou uma ampla esfera de exclusões. O Estado Democrático de Direito reconhece que o ordenamento jurídico só ganha sentido em um contexto lingüístico; descrições adquirem sentido tão-somente na argumentação, mas parece que nossa Ciência do Direito disso tem-se esquecido. Afirmações de que a personalidade é inerente, natural ou consentânea à própria realidade humana reduzem o Direito à esfera moral.

7 Teorias de Personalidade do Nascituro: Teoria Concepcionista: A personalidade se inicia desde a concepção. O nascituro é pessoa, pois gerado, embora não nascido.

8 Teoria da Personalidade Condicional: Defende o início da personalidade a partir da concepção, desde que a criança nasça com vida. A aquisição de direitos pelo nascituro seria feita pelo implemento da condição resolutiva nascer com vida. Condição é cláusula voluntariamente aposta em negócio jurídico que subordina seus efeitos a evento futuro e incerto.

9 Teoria Natalista: A personalidade surge a partir do nascimento, portanto, nascituro não é pessoa, ainda que receba alguma proteção legal. A sua realidade biológica é distinta dos seres nascidos. Este argumento é uma ontologização pois, trazem uma essência única para o ser humano, diferenciando-o daquele em formação.

10 Existem justificativas para a proteção do nascituro, sem atribuir-lhes a personalidade: o nascituro tem expectativa de direito e seria tutelado em virtude de interesse público na proteção da vida. A expectativa de direito é direito subjetivo com eficácia suspensa ou em formação. Nesse sentido, o disposto no 2º do art. 6º da LICC. Falar-se em condição ou expectativa de direito é reconhecer-se o nascituro como titular de direitos em formação, o que pressupõe titularidade, obviamente, personalidade. [...] só pode ser titular de direitos quem tiver personalidade, donde concluir-se que, formalmente, o nascituro tem personalidade jurídica. (AMARAL, 2003)

11 No Direito Civil brasileiro, vingou a idéia de que a personalidade é determinada pelo nascimento. Tanto o Código de 1916, no art. 4º, quanto o Código Civil de 2002, em seu art. 2º, filiaram-se à Teoria Natalista: Art. 2 o - A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.

12 A Personalidade Como Centro de Imputação: A concepção de relação jurídica está intimamente ligada à direito subjetivo. Relação jurídica é o vínculo entre dois ou mais sujeitos, estabelecido em virtude de um objeto. São sujeitos dessa relação aqueles entes dotados de personalidade jurídica. Para esta corrente, sujeitos são os entes a que o ordenamento outorga direitos e deveres. Porém, além da relação jurídica, haveria situações anômalas, que dispensam a intersubjetividade; seriam as situações subjetivas. Pietro Perlingieri esboça uma teoria da situação jurídica subjetiva em sua obra Perfis do Direito Civil.

13 A situação jurídica subjetiva é categoria geral de avaliação do agir humano; é um centro de interesses tutelados pelo ordenamento jurídico que ainda não possuem um titular. Esta é a situação do nascituro, que pode até receber doação (art. 542 do Código Civil), há o interesse tutelado mas seu titular não existe, pois só se constitui sujeito, a partir do nascimento com vida. O Direito não pode limitar-se a afirmar partícipes de situações jurídicas apenas entes nascidos. O nascituro é centro de imputação, e as situações jurídicas das quais participa, seja como direito, dever, ônus, sujeição e faculdade dependerão do caso concreto.

14 No Rio Grande do Sul, magistrados vêm decidindo por deferir aos genitores o seguro obrigatório por acidente (DPVAT) ao fundamento de que: Não tem o nascituro somente expectativas de direitos, sendo, no tocante aos mesmo [direitos de personalidade], de forma efetiva, sujeito de direito. Todos os fatos relacionados à sua vida desde o momento da concepção, geram consequências jurídicas.

15 Outro acórdão inovador foi em relação ao registro de um natimorto. A discussão se verificou em razão de um aborto espontâneo na 14ª semana de gestação. O Tribunal rechaçou a alegação do Ministério Público e do Magistrado singular que se ampararam em um critério médico ao afirmarem que natimorto é o nascituro que vem a morrer após a 22ª semana de gestação. Em razão disso, deram provimento ao apelo dos pais para que lhes fosse confeccionada certidão de natimorto, conforme o art. 33, V e art. 53 1º da Lei n.6.015/73: Art Haverá, em cada cartório, os seguintes livros, todos com 300 (trezentas) folhas cada um: V - "C Auxiliar - de registro de natimortos; Art No caso de ter a criança nascido morta ou no de ter morrido na ocasião do parto, será, não obstante, feito o assento com os elementos que couberem e com remissão ao do óbito. 1º No caso de ter a criança nascido morta, será o registro feito no livro "C Auxiliar", com os elementos que couberem.

16 Existem autores que afirmam ser o nascituro detentor apenas de capacidade processual. A legitimatio ad processum implica, no mínimo a possibilidade de ter direitos, e sabemos que apenas à pessoa pode-se atribuir direitos. Logo, se há possibilidade judiciária de se discutir situações jurídicas, ao nascituro não cabe apenas capacidade processual, mas personalidade civil.

17 O Embrião é Pessoa em Sentido Jurídico?

18 Lei de Biossegurança, art.5º Art.5º - É permitida, para fins de pesquisa e terapia, a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento, nas seguintes condições: I sejam embriões inviáveis; ou II sejam embriões congelados há 3 (três) anos ou mais, na data da publicação desta Lei, ou que, já congelados na data da publicação desta Lei, depois de completarem 3 (três) anos, contados a partir da data de congelamento. 1º Em qualquer caso, é necessário o consentimento dos genitores.

19 Considerações Finais: Sendo o nascituro o centro de imputação, errônea é a filiação a alguma teoria para atribuir-lhe personalidade. Esta se faz diante de situações jurídicas a ele previstas normativamente. O embrião humano é passível de tutela, porém o ordenamento jurídico não lhe imputa situações jurídicas. Assim, não há como considerar detentor de direitos subjetivos, deveres jurídicos, direitos potestativos, sujeição, poderes, ônus ou faculdades.

20 As teorias são úteis em um discurso de justificação, pois justificam moral, física ou psicologicamente. Se o direito subjetivo paira sobre nós, mas é alcançado argumentativamente, não precisamos recorrer àquelas teorias para atribuir personalidade ao nascituro. Esse, como referencial de imputação, pode participar de situações jurídicas, e é isso que lhe confere personalidade.

21 OBRIGADA!

IUS RESUMOS. Aquisição da personalidade civil e os direitos do nascituro. Organizado por: Samille Lima Alves

IUS RESUMOS. Aquisição da personalidade civil e os direitos do nascituro. Organizado por: Samille Lima Alves Aquisição da personalidade civil e os direitos do nascituro Organizado por: Samille Lima Alves SUMÁRIO I. AQUISIÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA E OS DIREITOS DO NASCITURO... 3 1. Das pessoas como sujeitos

Leia mais

A personalidade civil. Artigos 1º e 2º do Código Civil

A personalidade civil. Artigos 1º e 2º do Código Civil A personalidade civil Artigos 1º e 2º do Código Civil Parte geral CÓDIGO CIVIL A Parte Geral do Código Civil contém três livros: - as pessoas - naturais e jurídicas (sujeitos da relação jurídica); - os

Leia mais

PARTE GERAL. A pessoa jurídica pode titularizar direitos da personalidade? Vide enunciado 286 CJF, artigo 52 do CC e súmula 227 do STJ.

PARTE GERAL. A pessoa jurídica pode titularizar direitos da personalidade? Vide enunciado 286 CJF, artigo 52 do CC e súmula 227 do STJ. Turma e Ano: Turma Regular Master A Matéria / Aula: Direito Civil Aula 03 Professor: Rafael da Mota Mendonça Monitora: Fernanda Manso de Carvalho Silva PARTE GERAL PESSOA NATURAL Personalidade 1. Conceito:

Leia mais

PESSOAS NATURAIS E SUJEITOS DE DIREITOS

PESSOAS NATURAIS E SUJEITOS DE DIREITOS PESSOAS NATURAIS E SUJEITOS DE DIREITOS Entes personalizados: pessoas que têm personalidade jurídica naturais e jurídicas - aplica-se o princípio da legalidade ampla (tudo é permitido, salvo o que é proibido

Leia mais

I) PERSONALIDADE: 2. Início da Personalidade: 1) Teoria Natalista. 2) Teoria Concepcionista. 3) Teoria da Personalidade Condicionada

I) PERSONALIDADE: 2. Início da Personalidade: 1) Teoria Natalista. 2) Teoria Concepcionista. 3) Teoria da Personalidade Condicionada Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Civil (Parte Geral) / Aula 04 Professor: Rafael da Motta Mendonça Conteúdo: I) Personalidade: Início da Personalidade: Teoria Concepcionista; Teoria da Personalidade

Leia mais

DA PERSONALIDADE JURÍDICA DO NASCITURO GREGÓRIO, B.G

DA PERSONALIDADE JURÍDICA DO NASCITURO GREGÓRIO, B.G DA PERSONALIDADE JURÍDICA DO NASCITURO GREGÓRIO, B.G Resumo: O tema presente tem como estudo o nascituro e sua análise como pessoa para fins de aquisição da personalidade jurídica, tem o intuito de esclarecer

Leia mais

CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS HUMANAS: NASCITURO OU APENAS UMA CÉLULA?

CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS HUMANAS: NASCITURO OU APENAS UMA CÉLULA? CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS HUMANAS: NASCITURO OU APENAS UMA CÉLULA? Daniel Martins Alves 1 RESUMO: Trata-se da discussão acadêmica sobre células-tronco e se o embrião produzido in vitro tem os mesmos

Leia mais

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO - IED. Docente: TIAGO CLEMENTE SOUZA

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO - IED. Docente: TIAGO CLEMENTE SOUZA INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO - IED Docente: TIAGO CLEMENTE SOUZA E-mail: [email protected] 1.2 Direito Positivo: Direito Positivo: Direito Posto, que vigora em um determinado espaço territorial,

Leia mais

O NASCITURO NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO

O NASCITURO NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO O NASCITURO NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO Nely Lopes Casali * SUMÁRIO: 1. O Nascituro no Ordenamento Jurídico Brasileiro. 2. Capacidade Processual do Nascituro. 3. Conclusão. 4. Referências. 1. O

Leia mais

O NASCITURO COMO TITULAR DE PERSONALIDADE JURÍDICA E DE DIREITOS THE UNBORN AS HOLDER OF LEGAL PERSONALITY AND RIGHTS

O NASCITURO COMO TITULAR DE PERSONALIDADE JURÍDICA E DE DIREITOS THE UNBORN AS HOLDER OF LEGAL PERSONALITY AND RIGHTS O NASCITURO COMO TITULAR DE PERSONALIDADE JURÍDICA E DE DIREITOS THE UNBORN AS HOLDER OF LEGAL PERSONALITY AND RIGHTS Ana Carolina Negrão Gonçalves [email protected] Graduanda em Direito Centro Universitário

Leia mais

Universidade de Brasília UnB - Faculdade de Direito Disciplina: Teoria Geral do Direito Privado Professora: Ana Frazão ROTEIRO 2

Universidade de Brasília UnB - Faculdade de Direito Disciplina: Teoria Geral do Direito Privado Professora: Ana Frazão ROTEIRO 2 Universidade de Brasília UnB - Faculdade de Direito Disciplina: Teoria Geral do Direito Privado Professora: Ana Frazão ROTEIRO 2 A RELAÇÃO JURÍDICA NA VISÃO DA TEORIA GERAL DO DIREITO PRIVADO 1. O conceito

Leia mais

PROJETO DE PESQUISA A PROMOÇÃO E A TUTELA DA PESSOA HUMANA NO ORDENAMENTO BRASILEIRO: ESTUDO SOB A PERSPECTIVA CIVIL-CONSTITUCIONALISTA

PROJETO DE PESQUISA A PROMOÇÃO E A TUTELA DA PESSOA HUMANA NO ORDENAMENTO BRASILEIRO: ESTUDO SOB A PERSPECTIVA CIVIL-CONSTITUCIONALISTA PROJETO DE PESQUISA A PROMOÇÃO E A TUTELA DA PESSOA HUMANA NO ORDENAMENTO BRASILEIRO: ESTUDO SOB A PERSPECTIVA CIVIL-CONSTITUCIONALISTA FLAVIANO QUAGLIOZ CAMPOS, 2006 TEMA Proteção da Personalidade Humana

Leia mais

A SITUAÇÃO JURÍDICA DO NASCITURO: UMA PÁGINA VIRADA? THE JURIDICAL SITUATION OF THE UNBORN: A TURNED PAGE?

A SITUAÇÃO JURÍDICA DO NASCITURO: UMA PÁGINA VIRADA? THE JURIDICAL SITUATION OF THE UNBORN: A TURNED PAGE? Revista Brasileira de Direito Civil em Perspectiva DOI: 10.21902/ Organização Comitê Científico Double Blind Review pelo SEER/OJS Recebido em: 22.01.2016 Aprovado em: 31.05.2016 A SITUAÇÃO JURÍDICA DO

Leia mais

DIÁLOGOS COM O DIREITO DE FILIAÇÃO BRASILEIRO

DIÁLOGOS COM O DIREITO DE FILIAÇÃO BRASILEIRO ELIMAR SZANIAWSKI DIÁLOGOS COM O DIREITO DE FILIAÇÃO BRASILEIRO Rodrigo Xavier Leonardo Prefácio O presente estudo analisa os aspectos polêmicos do direito de filiação contemporâneo sob os pontos de vista

Leia mais

Professor Leandro Eustaquio Direito das obrigações Capítulo I Introdução ao Direito das obrigações

Professor Leandro Eustaquio  Direito das obrigações Capítulo I Introdução ao Direito das obrigações Professor Leandro Eustaquio www.leandroeustaquio.com.br Direito das obrigações 17-02 Capítulo I Introdução ao Direito das obrigações 1. Considerações iniciais 2. Conceito e importância das obrigações Trata-se

Leia mais

Direito do nascituro

Direito do nascituro Direito do nascituro Jonas Junior SILVA RESUMO: O direito romano se baseava que o nascituro fazia parte da mãe, e parecia que permitia o aborto, diferente da lei brasileira que defende o direitos da personalidade

Leia mais

LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO LINDB...

LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO LINDB... Sumário Capítulo I LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO LINDB... 19 1. Noções introdutórias e funções da LINDB... 19 2. Vigência normativa... 20 2.1. Princípio da Continuidade ou Permanência...

Leia mais

FUNDAMENTOS HISTÓRICOS, TEÓRICOS E METODOLÓGICOS

FUNDAMENTOS HISTÓRICOS, TEÓRICOS E METODOLÓGICOS Unidade I FUNDAMENTOS HISTÓRICOS, TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DO SERVIÇO SOCIAL Prof. José Junior O assistencialismo O conceito de assistencialismo estabelece uma linha tênue com o conceito de assistência,

Leia mais

Sumário. Agradecimentos Nota dos autores à 4ª edição Coleção sinopses para concursos Guia de leitura da Coleção...

Sumário. Agradecimentos Nota dos autores à 4ª edição Coleção sinopses para concursos Guia de leitura da Coleção... Sumário Agradecimentos... 13 Nota dos autores à 4ª edição... 15 Coleção sinopses para concursos... 17 Guia de leitura da Coleção... 19 Capítulo I LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO LINDB...

Leia mais

LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO LINDB...

LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO LINDB... Sumário Capítulo I LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO LINDB... 21 1. Noções introdutórias e funções da LINDB... 21 2. Vigência normativa... 22 2.1. Princípio da Continuidade ou Permanência...

Leia mais

RADIOLOGIA PROCEDIMENTOS DE ENFERMAGEM EM RADIOLOGIA

RADIOLOGIA PROCEDIMENTOS DE ENFERMAGEM EM RADIOLOGIA CENTRO UNIVERSITÁRIO DINÂMICA DAS CATARATAS RADIOLOGIA PROCEDIMENTOS DE ENFERMAGEM EM RADIOLOGIA Prof.ª Dr.ª Ana Lúcia Billig Foz do Iguaçu, fevereiro 2017 Bacharelado: Enfermagem e Obstetrícia UPF Licenciatura:

Leia mais

Universidade de Brasília UnB - Faculdade de Direito Disciplina: Teoria Geral do Direito Privado Professora: Ana Frazão REQUISITOS DO NEGÓCIO JURÍDICO

Universidade de Brasília UnB - Faculdade de Direito Disciplina: Teoria Geral do Direito Privado Professora: Ana Frazão REQUISITOS DO NEGÓCIO JURÍDICO Universidade de Brasília UnB - Faculdade de Direito Disciplina: Teoria Geral do Direito Privado Professora: Ana Frazão REQUISITOS DO NEGÓCIO JURÍDICO Classificação Os requisitos do negócio jurídico desdobram-se

Leia mais

Sumário. Palavras Prévias 13ª edição Prefácio Apresentação As Obrigações em Leitura Civil-constitucional... 25

Sumário. Palavras Prévias 13ª edição Prefácio Apresentação As Obrigações em Leitura Civil-constitucional... 25 Sumário Palavras Prévias 13ª edição... 17 Prefácio... 21 Apresentação... 23 Capítulo Introdutório As Obrigações em Leitura Civil-constitucional... 25 Capítulo I Introdução ao Direito das Obrigações...

Leia mais

A acolhida de mulheres que manifestam intenção de entregar seus bebês para adoção

A acolhida de mulheres que manifestam intenção de entregar seus bebês para adoção Poder Judiciário Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo Supervisão das Varas da Infância e da Juventude Coordenadoria da Infância e da Juventude A acolhida de mulheres que manifestam intenção

Leia mais

INTRODUÇÃO 1 ARBITRAGEM E TUTELA JURISDICIONAL

INTRODUÇÃO 1 ARBITRAGEM E TUTELA JURISDICIONAL Sumário INTRODUÇÃO Capítulo 1 ARBITRAGEM E TUTELA JURISDICIONAL 1.1. Conflito de interesses 1.2. Métodos de resolução de conflitos 1.3. Direito de ação, tutela jurisdicional e arbitragem Capítulo 2 ASPECTOS

Leia mais

TEORIA AUGUSTINIANA NOVA TEORIA DO INÍCIO DA PERSONALIDADE JURÍDICA DO NASCITURO

TEORIA AUGUSTINIANA NOVA TEORIA DO INÍCIO DA PERSONALIDADE JURÍDICA DO NASCITURO TEORIA AUGUSTINIANA NOVA TEORIA DO INÍCIO DA PERSONALIDADE JURÍDICA DO NASCITURO Marcelo Augusto de FREITAS Discente do Curso de Direito da UNILAGO Daniela Galvão de ARAUJO Advogada, Especialista e Mestre

Leia mais

JUDICIALIZAÇÃO DA SAÚDE

JUDICIALIZAÇÃO DA SAÚDE JUDICIALIZAÇÃO DA SAÚDE (1) Introdução e Preâmbulo do tema Artigo 1º, III, CF a República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se

Leia mais

Abortamento. Bioética e Deontologia Profissional. 4º Ano da Licenciatura em Medicina

Abortamento. Bioética e Deontologia Profissional. 4º Ano da Licenciatura em Medicina Abortamento Bioética e Deontologia Profissional 4º Ano da Licenciatura em Medicina 1 Abortamento Interrupção da gravidez, antes de atingida a viabilidade fetal. Nunes, 2000 O aborto é o resultado do abortamento.

Leia mais

Pessoa Natural Personalidade Pergunta-se: 1 - Início da Personalidade da Pessoa Teoria natalista Art. 2.º 2 Nascituro Conceito Pergunta-se:

Pessoa Natural Personalidade Pergunta-se: 1 - Início da Personalidade da Pessoa Teoria natalista Art. 2.º 2 Nascituro Conceito Pergunta-se: Personalidade É a aptidão genérica para ser titular de direitos contrair deveres. Pergunta-se: os animais possuem personalidade? 1 - Início da Personalidade da Pessoa Teoria natalista Art. 2.º A personalidade

Leia mais

DIREITOS HUMANOS. Introdução, Marco Contemporâneo e Gerações de Direitos Humanos. Prof. Renan Flumian

DIREITOS HUMANOS. Introdução, Marco Contemporâneo e Gerações de Direitos Humanos. Prof. Renan Flumian DIREITOS HUMANOS Introdução, Marco Contemporâneo e Gerações de Direitos Humanos Prof. Renan Flumian 1. Direitos Humanos 1.1. Conceito: ramo do direito que tem como função proteger a dignidade da pessoa

Leia mais

Salário-Família & Salário-Maternidade

Salário-Família & Salário-Maternidade Salário-Família & Salário-Maternidade Temas apresentados pelos alunos: Camila Coutinho Daniel Cândido Marcos Baeta Salário-Família O que é? Benefício pago aos segurados empregados, exceto os domésticos,

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Autonomia, denominação e natureza jurídica do Direito do Trabalho Florença Oliveira Introdução O Direito do Trabalho regula a relação empregatícia, sendo ramo especializado e autônomo

Leia mais

CPC adota TEORIA ECLÉTICA DA AÇÃO. Que parte de outras duas teorias: b) concreta: sentença favorável. Chiovenda: direito potestativo.

CPC adota TEORIA ECLÉTICA DA AÇÃO. Que parte de outras duas teorias: b) concreta: sentença favorável. Chiovenda: direito potestativo. 1 PROCESSO CIVIL PONTO 1: CONDIÇÕES DA AÇÃO PONTO 2: CÓDIGO REFORMADO - TEORIA DA AÇÃO DOUTRINA PROCESSUAL CONTEMPORÂNEA PONTO 3: RESPOSTA DO RÉU PONTO 4: CONTESTAÇÃO 1. CONDIÇÕES DA AÇÃO ELEMENTOS CONSTITUTIVOS

Leia mais

06/02/2017 AÇÃO DISTRIBUIÇÃO DESPACHO CITAÇÃO CONTESTAÇÃO

06/02/2017 AÇÃO DISTRIBUIÇÃO DESPACHO CITAÇÃO CONTESTAÇÃO Professor: Joaquim Estevam de Araújo Neto Fone: (95) 99112-3636 - [email protected] Protegido pela Lei nº 9.610/98 - Lei de Direitos Autorais 1 PROCESSO AÇÃO DISTRIBUIÇÃO DESPACHO CITAÇÃO CONTESTAÇÃO

Leia mais

Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Gabinete do Desembargador Federal Vladimir Souza Carvalho. PJe-AGTR

Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Gabinete do Desembargador Federal Vladimir Souza Carvalho. PJe-AGTR Tribunal Regional Federal da 5ª Região : FLACI COSTA SANTOS e outro (Relatório) O desembargador federal Vladimir Souza Carvalho: Trata-se de agravo de instrumento, com pedido de atribuição de efeito suspensivo,

Leia mais

CONSIDERANDO a conveniência de uniformizar e aperfeiçoar as atividades dos serviços de registro civil das pessoas naturais;

CONSIDERANDO a conveniência de uniformizar e aperfeiçoar as atividades dos serviços de registro civil das pessoas naturais; PROVIMENTO CNJ Nº 3, DE 7 DE NOVEMBRO DE 2009 O CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA, Ministro Gilson Dipp, no uso de suas atribuições legais e regimentais, CONSIDERANDO que compete ao Poder Judiciário fiscalizar

Leia mais

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular DIREITO DAS PESSOAS E SITUAÇÕES JURÍDICAS Ano Lectivo 2016/2017

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular DIREITO DAS PESSOAS E SITUAÇÕES JURÍDICAS Ano Lectivo 2016/2017 Programa da Unidade Curricular DIREITO DAS PESSOAS E SITUAÇÕES JURÍDICAS Ano Lectivo 2016/2017 1. Unidade Orgânica Direito (1º Ciclo) 2. Curso Direito 3. Ciclo de Estudos 1º 4. Unidade Curricular DIREITO

Leia mais

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular DIREITO DAS PESSOAS E SITUAÇÕES JURÍDICAS Ano Lectivo 2011/2012

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular DIREITO DAS PESSOAS E SITUAÇÕES JURÍDICAS Ano Lectivo 2011/2012 Programa da Unidade Curricular DIREITO DAS PESSOAS E SITUAÇÕES JURÍDICAS Ano Lectivo 2011/2012 1. Unidade Orgânica Direito (1º Ciclo) 2. Curso Solicitadoria 3. Ciclo de Estudos 1º 4. Unidade Curricular

Leia mais

Sumário. Palavras Prévias 12ª edição Prefácio Apresentação As Obrigações em Leitura Civil-constitucional... 25

Sumário. Palavras Prévias 12ª edição Prefácio Apresentação As Obrigações em Leitura Civil-constitucional... 25 Sumário Palavras Prévias 12ª edição... 17 Prefácio... 21 Apresentação... 23 Capítulo Introdutório As Obrigações em Leitura Civil-constitucional... 25 Capítulo I Introdução ao Direito das Obrigações...

Leia mais