Prof Bruno Tamancoldi
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- Sara Pinheiro Anjos
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1 Prof Bruno Tamancoldi
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4 Magistério
5 ENCÍCLICAS DE BENTO XVI Deus Caritas est 25/XII/2005 Spe Salvi 30/XI/2007 Caritas in Veritate 29/VI/2009
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7 Deus Caritas est
8 CARITAS Amor como Fundamento da Fé Cristã Nós cremos no amor de Deus Unidade do Amor -Eros e Agape diferença e unidade
9 EROS Amor do encontro querer estar junto do outro. Linha de Pontificado de Bento XVI presença nas 3 Encíclicas Papais Linha de Episcopado de Dom Filippo Otimismo Teológico Encontro.
10 FÉBÍBLICA ShemaIsrael Escuta ó Israel O Senhor, nosso Deus é o único Senhor (Cf. Dt 6,4). A fé nas Sagradas Escrituras nos apresenta um Deus que se preocupa e se revela ao homem. Quem terei eu nos céus? Além de vós, nada mais anseio sobre a terra (...) o meu é estar perto de Deus. (Cf.Sl 73.72,25,28).
11 Jesus Cristo Amor Encarnado Igreja e Caridade quando a Igreja exerce a caridade, a exerce em nome de Cristo. Caridade dever da Igreja Caridade vs Filantropia Espírita Justiça e Caridade
12 Spe Salvi facti sumus Rm 8,24
13 Desafios do Mundo Moderno Niilismo
14 Esperança Cristã Rm 5,5
15 Oração
16 Sofrimento Cristão Os que semeiam entre lágrimas recolherão com alegria. Sl 125, 5
17 Juízo Final
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20 Introdução
21 AMOR E VERDADE INTRODUÇÃO A principal força propulsora para o verdadeiro desenvolvimento de cada pessoa e da humanidade inteira CV 1 Só na verdade é que a caridade refulge e pode ser autenticamente vivida. A verdade é luz que dá sentido e valor a caridade. Esta luz é simultaneamente a luz da razão e a da fé, através das quais a inteligência chega à verdade natural e sobrenatural da caridade: identifica o seu significado de doação acolhimento e comunhão. Sem a verdade, a caridade cai no sentimentalismo. CV 3
22 A verdade é lógos que cria diá-logos e, consequentemente, comunicação e comunhão. A verdade, fazendo sair os homens das opiniões e sensações subjetivas, permite-lhes ultrapassar determinações culturais e históricas para se encontrarem na avaliação do valor e substancia das coisas. CV 4
23 Caritas in veritate é um princípio à volta do qual gira a doutrina social da Igreja, princípio que ganha operativa em critérios orientadores da ação moral. Destes, desejo lembrar dois em particular, requeridos especialmente pelo compromisso em prol do desenvolvimento numa sociedade em vias de globalização: a justiça e o bem comum. CV 6
24 Capítulo I
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26 POPULORUM PROGRESSIO E VATICANO II 26/mar/1967 depois da conclusão do Concílio Vaticano II. O desenvolvimento dos povos, especialmente daqueles que se esforçam por afastar a fome, a miséria, as doenças endêmicas, a ignorância; que procuram uma participação mais ampla nos frutos da civilização, uma valorização mais ativa das suas qualidades humanas; que se orientam com decisão para o seu pleno desenvolvimento, é seguido com atenção pela Igreja. Depois do Concílio Ecumênico Vaticano II, uma renovada conscientização das exigências da mensagem evangélica traz à Igreja a obrigação de se pôr ao serviço dos homens, para os ajudar a aprofundarem todas as dimensões de tão grave problema e para os convencer da urgência de uma ação solidária neste virar decisivo da história da humanidade. PP 1
27 Vaticano II
28 GAUDIUM ET SPES DEZ/1965 Para levar a cabo esta missão, é dever da Igreja investigar a todo o momento os sinais dos tempos, e interpretá-los à luz do Evangelho; para que assim possa responder, de modo adaptado em cada geração, às eternas perguntas dos homens acerca do sentido da vida presente e da futura, e da relação entre ambas. É, por isso, necessário conhecer e compreender o mundo em que vivemos, as suas esperanças e aspirações, e o seu carácter tantas vezes dramático.gs 4.
29
30 SOLLICITUDO REI SOCIALIS DEZ/1987 Desta forma, a doutrina social cristã reivindicou mais uma vez o seu caráter de aplicação da Palavra de Deus à vida dos homens e da sociedade, assim como às realidades terrenas que com elas se relacionam, oferecendo «princípios de reflexão», «critérios de julgamento» e «diretrizes de ação». Ora, no documento de Paulo VI encontram-se estes três elementos, com uma orientação predominantemente prática, isto é, ordenada para o comportamento moral. Por conseguinte, quando a Igreja se ocupa do «desenvolvimento dos povos» não pode ser acusada de exorbitar do seu próprio campo de competência e, muito menos, do mandato recebido do Senhor. SRS 8
31 Capítulo II
32 DESENVOLVIMENTO HUMANO As grandes novidades, que o quadro actual do desenvolvimento dos povos apresenta, exigem em muitos casos novas soluções. Estas hão-de ser procuradas conjuntamente no respeito das leis próprias de cada realidade e à luz duma visão integral do homem, que espelhe os vários aspectos da pessoa humana, contemplada com o olhar purificado pela caridade. Descobrir-se-ão então singulares convergências e concretas possibilidades de solução, sem renunciar a qualquer componente fundamental da vida humana. CV 32
33 dignidade da pessoa e as exigências da justiça requerem, sobretudo hoje, que as opções econômicas não façam aumentar, de forma excessiva e moralmente inaceitável, as diferenças de riqueza e que se continue a perseguir como prioritário o objetivo do acesso ao trabalho para todos, ou da sua manutenção. Bem vistas as coisas, isto é exigido também pela «razão econômica». O aumento sistemático das desigualdades entre grupos sociais no interior de um mesmo país e entre as populações dos diversos países, ou seja, o aumento maciço da pobreza em sentido relativo, tende não só a minar a coesão social e, por este caminho, põe em risco a democracia, mas tem também um impacto negativo no plano econômico com a progressiva corrosão do «capital social», isto é, daquele conjuntode relações de confiança, de credibilidade, de respeito das regras, indispensáveis em qualquer convivência civil. CV32
34 Os custos humanos são sempre também custos econômicos, e as disfunções econômicas acarretam sempre também custos humanos. CV 32
35 Capítulo III
36 FRATERNIDADE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIEDADE CIVIL A doutrina social da Igreja considera possível viver relações autenticamente humanas de amizade e camaradagem, de solidariedade e reciprocidade, mesmo no âmbito da atividade econômica e não apenas fora dela ou «depois» dela. A área econômica não é eticamente neutra nem de natureza desumana e anti-social. Pertence à atividade do homem; e, precisamente porque humana, deve ser eticamente estruturada e institucionalizada. CV 36
37 O grande desafio que temos diante de nós resultante das problemáticas do desenvolvimento neste tempo de globalização, mas revestindo-se de maior exigência com a crise econômico-financeiro é mostrar, a nível tanto de pensamento como de comportamentos, que não só não podem ser transcursados ou atenuados os princípios tradicionais da ética social, como a transparência, a honestidade e a responsabilidade, mas também que, nas relações comerciais, o princípio de gratuidade e a lógica do dom como expressão da fraternidade podem e devem encontrar lugar dentro da atividade econômica normal. Isto é uma exigência do homem no tempo atual, mas também da própria razão econômica. Trata-se de uma exigência simultaneamente da caridade e da verdade. CV 36
38 Capítulo IV
39 DESENVOLVIMENTO DOS POVOS DIREITOS E DEVERES, AMBIENTE Dar resposta às exigências morais mais profundas da pessoa tem também importantes e benéficas consequências no plano econômico. De fato, a economia tem necessidade da ética para o seu correto funcionamento; não de uma ética qualquer, mas de uma ética amiga da pessoa. Hoje fala-se muito de ética em campo econômico, financeiro, empresarial. Nascem centros de estudo e percursos formativos de negócios éticos; difunde-se no mundo desenvolvido o sistema das certificações éticas, na esteira do movimento de idéias nascido à volta da responsabilidade social da empresa.
40 Os bancos propõem contas e fundos de investimento chamados «éticos». Desenvolvemse as «finanças éticas», sobretudo através do microcrédito e, mais em geral, de microfinanciamentos. Tais processos suscitam apreço e merecem amplo apoio. Os seus efeitos positivos fazem-se sentir também nas áreas menos desenvolvidas da terra. Todavia, é bom formar também um válido critério de discernimento, porque se nota um certo abuso do adjetivo «ético», o qual, se usado vagamente, presta-se a designar conteúdos muito diversos, chegando-se a fazer passar à sua sombra decisões e opções contrárias à justiça e ao verdadeiro bem dohomem. CV 45
41 Capítulo V
42 A COLABORAÇÃO DA FAMÍLIA O tema do desenvolvimento coincide com o da inclusão relacional de todas as pessoas e de todos os povos na única comunidade da família humana, que se constrói na solidariedade tendo por base os valores fundamentais da justiça e da paz.cv 54
43 Capítulo VI
44 O DESENVOLVIMENTO DOS POVOS E A TÉCNICA Hoje, o problema do desenvolvimento está estreitamente unido com o progresso tecnológico, com as suas deslumbrantes aplicações no campo biológico. A técnica é bom sublinhá-lo é um dado profundamente humano, ligado à autonomia eàliberdadedohomem.cv 69
45 A técnica seduz intensamente o homem, porque o livra das limitações físicas e alarga o seu horizonte. Mas a liberdade humana só o é propriamente quando responde à sedução da técnica com decisões que sejam fruto de responsabilidade moral. Daqui, a urgência de uma formação para a responsabilidade ética no uso da técnica. A partir do fascínio que a técnica exerce sobre o ser humano, deve-se recuperar o verdadeiro sentido da liberdade, que não consiste no inebriamento de uma autonomia total, mas na resposta ao apelo do ser, a começar pelo ser que somosnósmesmos.cv 70
46 Conclusão
47 Sem Deus, o homem não sabe para onde ir e não consegue sequer compreender quem é. Perante os enormes problemas do desenvolvimento dos povos que quase nos levam ao desânimo e à rendição, vem em nosso auxílio a palavra do Senhor Jesus Cristo que nos torna cientes deste dado fundamental: «Sem Mim, nada podeis fazer» (Jo 15, 5), e encoraja: «Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo» (Mt28, 20).78
48 A disponibilidade para Deus abre à disponibilidade para os irmãos e para uma vida entendida como tarefa solidária e jubilosa. Pelo contrário, a reclusão ideológica a Deus e o ateísmo da indiferença, que esquecem o Criador e correm o risco de esquecer também os valores humanos, contam-se hoje entre os maiores obstáculos ao desenvolvimento. O humanismo que exclui Deus é um humanismo desumano. CV 78
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