NOTITIA CRIMINIS (notícia do crime)
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- Jorge Ferrão Vasques
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1 NOTITIA CRIMINIS (notícia do crime) Conceito É o conhecimento pela autoridade policial, quer seja espontâneo quer seja provocado, de um fato aparentemente criminoso. Espécies a) Espontânea (cognição imediata) É o conhecimento direto dos fatos pela autoridade policial ou através de comunicação informal (exemplo: a autoridade tem notícia da infração por meio de suas investigações). A delação apócrifa ou notitia criminis inqualificada é o que vulgarmente chamamos de denúncia anônima pode sim dar ensejo a instauração de Inquerito Policial desde que a autoridade policial averigúe antes a veracidade das informações. Assim já decidiu nossos tribunais: STJ - RHC 7329 GO 1998/ Ementa CRIMINAL. RHC. "NOTITIA CRIMINIS" ANÔNIMA. INQUERITO POLICIAL. VALIDADE. 1. A "DELATIO CRIMINIS" ANÔNIMA NÃO CONSTITUI CAUSA DA AÇÃO PENAL QUE SURGIRA, EM SENDO CASO, DA INVESTIGAÇÃO POLICIAL DECORRENTE. SE COLHIDOS ELEMENTOS SUFICIENTES, HAVERA, ENTÃO, ENSEJO PARA A DENUNCIA. E BEM VERDADE QUE A CONSTITUIÇÃO FEDERAL (ART. 5., IV) VEDA O ANONIMATO NA MANIFESTAÇÃO DO PENSAMENTO, NADA IMPEDINDO, ENTRETANTO, MAS, PELO CONTRARIO, SENDO DEVER DA AUTORIDADE POLICIAL PROCEDER A INVESTIGAÇÃO, CERCANDO-SE, NATURALMENTE, DE CAUTELA. 2. RECURSO ORDINARIO IMPROVIDO STF - HC MC/RO* RELATOR: MIN. CELSO DE MELLO EMENTA: A INVESTIGAÇÃO PENAL E A QUESTÃO DA DELAÇÃO ANÔNIMA. DOUTRINA. PRECEDENTES. PRETENDIDA EXTINÇÃO DO PROCEDIMENTO INVESTIGATÓRIO, COM O CONSEQÜENTE ARQUIVAMENTO DO INQUÉRITO POLICIAL. DESCARACTERIZAÇÃO, NA ESPÉCIE, DA
2 PLAUSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO. MEDIDA CAUTELAR INDEFERIDA. - As autoridades públicas não podem iniciar qualquer medida de persecução (penal ou disciplinar), apoiando-se, unicamente, para tal fim, em peças apócrifas ou em escritos anônimos. É por essa razão que o escrito anônimo não autoriza, desde que isoladamente considerado, a imediata instauração de persecutio criminis. - Peças apócrifas não podem ser formalmente incorporadas a procedimentos instaurados pelo Estado, salvo quando forem produzidas pelo acusado ou, ainda, quando constituírem, elas próprias, o corpo de delito (como sucede com bilhetes de resgate no crime de extorsão mediante seqüestro, ou como ocorre com cartas que evidenciem a prática de crimes contra a honra, ou que corporifiquem o delito de ameaça ou que materializem o crimen falsi, p. ex.). - Nada impede, contudo, que o Poder Público, provocado por delação anônima ( disque-denúncia, p. ex.), adote medidas informais destinadas a apurar, previamente, em averiguação sumária, com prudência e discrição, a possível ocorrência de eventual situação de ilicitude penal, desde que o faça com o objetivo de conferir a verossimilhança dos fatos nela denunciados, em ordem a promover, então, em caso positivo, a formal instauração da persecutio criminis, mantendo-se, assim, completa desvinculação desse procedimento estatal em relação às peças apócrifas b) Provocada (cognição mediata) É o conhecimento da infração pela autoridade mediante provocação de terceiros, conforme descrito a seguir. 1 - Requisição do juiz ou Ministério Público Nos crimes de ação penal pública, o juiz ou o promotor de justiça podem determinar a instauração do inquérito policial através da requisição. Aqui, requisição é sinônimo de ordem, sendo espécie de notícia crime, pois, por meio dela, a autoridade policial tem conhecimento da infração. Art. 5º Nos crimes de ação pública o inquérito policial será iniciado: (...) 2 - Requerimento da vítima (Art. 5, II II - mediante requisição da autoridade judiciária ou do Ministério Público (...)
3 A vítima de uma infração ou o seu representante legal noticiam o fato à autoridade policial por meio de requerimento, devendo conter a narração dos fatos e suas circunstâncias; a individualização do suposto autor da infração, ou seus sinais característicos e razões de convicção de ser mesmo o autor do delito; a nomeação de testemunhas, com indicação da profissão e residência delas. Caso o delegado de polícia indefira o requerimento da vítima para instauração do inquérito policial, ela poderá recorrer administrativamente ao secretário de Segurança Pública (o CPP usa a expressão chefe de Polícia no art. 5.º, 2.º). Art. 5º Nos crimes de ação pública o inquérito policial será iniciado: (...) II - mediante requisição da autoridade judiciária ou do Ministério Público, ou a requerimento do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo. 1º O requerimento a que se refere o no II conterá sempre que possível: a) a narração do fato, com todas as circunstâncias; b) a individualização do indiciado ou seus sinais característicos e as razões de convicção ou de presunção de ser ele o autor da infração, ou os motivos de impossibilidade de o fazer; c) a nomeação das testemunhas, com indicação de sua profissão e residência. 2º Do despacho que indeferir o requerimento de abertura de inquérito caberá recurso para o chefe de Polícia. 3 - Representação da vítima (delatio criminis postulatória) Nos crimes de ação penal pública condicionada à representação, ou seja, naqueles em que o legislador, por uma questão de política criminal, conferiu à vítima o poder de autorizar ou não a persecução criminal, se ela resolve fazê-lo, noticiando o fato para que o inquérito seja instaurado, essa espécie de notícia-crime é chamada de representação. Essa representação é condição de procedibilidade, e sem ela, o Inquérito não poderá ser instaurado. (art. 5º 5º c/c art. 39 3º do CPP) Art. 5º, 5º - Nos crimes de ação privada, a autoridade policial somente poderá proceder a inquérito a requerimento de quem tenha qualidade para intentá-la. Art. 39. O direito de representação poderá ser exercido, pessoalmente ou por procurador com poderes especiais, mediante declaração, escrita ou oral, feita ao juiz, ao órgão do Ministério Público, ou à autoridade policial.
4 3º Oferecida ou reduzida a termo a representação, a autoridade policial procederá a inquérito, ou, não sendo competente, remetê-lo-á à autoridade que o for. 4 - Delação Qualquer do povo, nos crimes de ação penal pública incondicionada, pode, validamente, noticiar o fato delituoso à autoridade policial, dando ensejo à instauração do inquérito, pelo que se chama de delação. Conforme prevista no Art. 5º 3º do CPP. Art. 5º 3º - Qualquer pessoa do povo que tiver conhecimento da existência de infração penal em que caiba ação pública poderá, verbalmente ou por escrito, comunicá-la à autoridade policial, e esta, verificada a procedência das informações, mandará instaurar inquérito. 5 - Requisição do Ministro da Justiça Em alguns crimes, a persecução criminal está condicionada a uma autorização do ministro da Justiça, também chamada de requisição. O estudante deve distinguir que essa requisição, apresentada pelo ministro da Justiça, ao contrário da requisição emanada dos juízes e promotores, não é sinônimo de ordem, e sim uma mera autorização para o início da persecução criminal em algumas infrações que a exigem. Conforme previsto no Art. 5º 4º c/c Art. 24 do CPP. Art. 5º, 4º O inquérito, nos crimes em que a ação pública depender de representação, não poderá sem ela ser iniciado Art. 24. Nos crimes de ação pública, esta será promovida por denúncia do Ministério Público, mas dependerá, quando a lei o exigir, de requisição do Ministro da Justiça, ou de representação do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo.
5 ATENÇÃO - CRIMES SUJEITOS À REQUISIÇÃO DO MINISTRO DA JUSTIÇA a) Crime cometido por estrangeiro contra brasileiro, fora do Brasil (CP, art. 7º, 3º, b ); b) Crimes contra a honra cometidos contra chefe de governo estrangeiro (CP, art. 141, I, c/c art. 145, par. único); c) Crimes contra a honra praticados contra o Presidente da República (CP, art. 141, I, combinado c/ art. 145, par. único); d) Crimes contra a honra cometidos por meio da imprensa contra determinadas autoridades (Lei 5.250/67). 6 - Notícia-crime revestida de forma coercitiva (flagrante) Essa espécie de notícia-crime nada mais é do que a prisão em flagrante, que pode representar hipótese de notícia-crime espontânea, quando quem realiza a prisão é a própria autoridade policial ou seus agentes, ou provocada, quando quem realiza a prisão é um particular (CPP, art. 301). PEÇAS INAUGURAIS DO INQUÉRITO POLICIAL As peças inaugurais do inquérito policial podem ser: a) Auto de prisão em flagrante; b) Requisições; c) requerimentos e; d) Portaria. Entretanto na praxe, mesmo diante das requisições e requerimentos, os delegados baixam portaria para inicio do IP. INCOMUNICABILIDADE O artigo 21 do CPP contempla a possibilidade da decretação da incomunicabilidade do preso durante o inquérito policial, por conveniência da investigação ou quando o interesse da sociedade o exige, por deliberação judicial, mediante requerimento da autoridade policial ou do Ministério Público (MP). Ocorre que esse dispositivo, em face do disposto no artigo 136, parágrafo 3º, IV, da CF, o qual não admite a incomunicabilidade até mesmo durante o estado de defesa, encontra-se revogado. Art. 21. A incomunicabilidade do indiciado dependerá sempre de despacho nos autos e somente será permitida quando o
6 interesse da sociedade ou a conveniência da investigação o exigir; Entretanto, mesmo quando em vigor, a incomunicabilidade não era extensível ao advogado do indiciado. RESUMINDO: A incomunicabilidade, prevista no art. 21 do CPP, não foi recepcionada pela CF de Portanto, não se aplica mais essa disposição normativa. Mesmo no Estado de Defesa (inc. IV, do 3.º, do art. 136, da CF/88), período de limitação de algumas garantias individuais fundamentais, não pode haver a incomunicabilidade, quanto mais em situações normais! RDD (Regime Disciplinar Diferenciado) e INCOMUNICABILIDADE Quanto ao regime disciplinar diferenciado, introduzido no Art. 52 da LEP (Lei de Execuções Penais), pela Lei n.º /03, não impõe a incomunicabilidade do preso, e sim apenas um maior isolamento. Art. 52. A prática de fato previsto como crime doloso constitui falta grave e, quando ocasione subversão da ordem ou disciplina internas, sujeita o preso provisório, ou condenado, sem prejuízo da sanção penal, ao regime disciplinar diferenciado, com as seguintes características: I - duração máxima de trezentos e sessenta dias, sem prejuízo de repetição da sanção por nova falta grave de mesma espécie, até o limite de um sexto da pena aplicada; II - recolhimento em cela individual; III - visitas semanais de duas pessoas, sem contar as crianças, com duração de duas horas; IV - o preso terá direito à saída da cela por 2 horas diárias para banho de sol. 1º O regime disciplinar diferenciado também poderá abrigar presos provisórios ou condenados, nacionais ou estrangeiros, que apresentem alto risco para a ordem e a segurança do estabelecimento penal ou da sociedade. 2º Estará igualmente sujeito ao regime disciplinar diferenciado o preso provisório ou o condenado sob o qual recaiam fundadas suspeitas de envolvimento ou participação, a qualquer título, em organizações criminosas, quadrilha ou bando.
7 Logo, o preso é recolhido a cela individual; a visita semanal é de apenas duas pessoas, sem contar crianças, com duração de duas horas; seu direito à saída da cela para banho de sol será de apenas duas horas diárias; e deve ser restringido seu acesso aos meios de comunicação. Portanto, de forma alguma, implica em incomunicabilidade. Trata-se apenas de um maior isolamento, resguardado seu direito à visita, bem como a entrevista com seu advogado. Providências (Arts. 6.º e 7.º do CPP) O CPP indica as providências a serem tomadas pela autoridade policial na condução das investigações, quais sejam: a) Dirigir-se ao local dos fatos, isolando a área para atuação dos peritos; Trata-se de diligência obrigatória uma vez que é necessário o isolamento da área para que não se altere o cenário do crime e os peritos possam fazer seu trabalho. Expressamente previsto no Art. 169 do CPP: Art Para o efeito de exame do local onde houver sido praticada a infração, a autoridade providenciará imediatamente para que não se altere o estado das coisas até a chegada dos peritos, que poderão instruir seus laudos com fotografias, desenhos ou esquemas elucidativos. Excepcionalmente a lei prevê a alteração do cenário do crime nos casos de acidente de transito: Art 1º Em caso de acidente de trânsito, a autoridade ou agente policial que primeiro tomar conhecimento do fato poderá autorizar, independentemente de exame do local, a imediata remoção das pessoas que tenham sofrido lesão, bem como dos veículos nele envolvidos, se estiverem no leito da via pública e prejudicarem o tráfego. Parágrafo único. Para autorizar a remoção, a autoridade ou agente policial lavrará boletim da ocorrência, nele consignado o fato, as testemunhas que o presenciaram e todas as demais circunstâncias necessárias ao esclarecimento da verdade. b) Apreender objetos; Previsto nos Arts 240 a 250 do CPP. c) Colher todas as provas; d) Ouvir o ofendido; Caso devidamente notificado não comparecer de forma injustificada, este poderá ser conduzido coercitivamente. Art. 201, 1 do CPP.
8 1º Se, intimado para esse fim, deixar de comparecer sem motivo justo, o ofendido poderá ser conduzido à presença da autoridade. e) Ouvir o indiciado: Este goza do direito de permanecer calado devendo ser assegurado o direito ao silencio, previsto na CF Art. 5º LXII) A presença do advogado é facultativa, entretanto caso seja constituído poderá orientar seu cliente bem como acompanhá-lo durante todo o feito. Se regularmente notificado não comparecer pode ser conduzido de forma coercitiva. Conforme posição majoritária da jurisprudência. (RT, 482:357).Constrangimento ilegal Inexistência Acusado que se recusa a comparecer à Polícia e prestar declarações em inquérito contra si instaurado Ameaça de condução coercitiva Admissibilidade habeas corpus cassado. No poder legal dos delegados de polícia, iniludivelmente se encontra o de interrogar pessoa indiciada em inquérito, para tanto podendo mandá-lo conduzir à sua presença, caso considere indispensável o ato e o interessado se recuse a comparecer f) Reconhecimento de pessoas e coisas; Disciplinado de forma expressamente nos Arts. 226 a 228 do CPP. g) Exame de corpo de delito: sempre (que a infração deixar vestígios); h) Ordenar a identificação do indiciado e antecedentes; Vide a Lei /2000 que dispõe sobre a identificação criminal; i) Averiguar a vida pregressa, situação econômica e demais elementos que sirvam para apreciação do temperamento e caráter do indiciado. Reprodução simulada dos fatos (CPP, art. 7.º) É a chamada reconstituição do crime. Assim, em sendo necessário esclarecer a forma como aconteceu a infração, a reprodução simulada pode ser determinada. Vale lembrar que o indiciado não está obrigado a participar desta, pois não pode ser compelido a se auto incriminar. Obriga-se, contudo, mesmo não desejando participar, a comparecer no dia e hora aprazados, em atenção à determinação da autoridade policial. Não será patrocinada a reprodução simulada se constituir ofensa à moralidade ou à ordem pública.
9 INDICIAMENTO Conceito É a informação ao suposto autor do fato para o qual convergem as investigações. Nesta fase, saímos do juízo de possibilidade para o de probabilidade e as investigações são focadas em pessoa determinada. INDICIADO MENOR Os indivíduos entre 18 e 21 anos, antes do advento do novo Código Civil (CC), eram reputados relativamente capazes. Assim, em praticando uma infração, o seu interrogatório, quer na fase do inquérito, quer na fase do processo, deveria ser assistido por um curador. Contudo, com o advento do novo CC, que em seu artigo 5.º considera os maiores de 18 anos como absolutamente capazes, o artigo 15 do CPP, que previa a nomeação de curador na fase inquisitorial, perdeu a razão de existir, encontrando-se revogado tacitamente. O artigo 194 do CPP, que tratava da figura do curador no interrogatório da fase processual, foi expressamente revogado pela Lei /2003. ENCERRAMENTO O inquérito policial é encerrado com a produção de um minucioso relatório que informa tudo quanto apurado, podendo ainda a autoridade mencionar as testemunhas que eventualmente não foram inquiridas, indicando o local onde possam ser encontradas. Não deve a autoridade policial esboçar juízo de valor em seu relatório, afinal, a opinião delitiva cabe ao titular da ação penal, e não ao delegado de polícia. Por fim, os autos do inquérito serão remetidos ao juiz de direito, para que futuramente sejam acessados pelo titular da ação penal. Art. 10. O inquérito deverá terminar no prazo de 10 dias, se o indiciado tiver sido preso em flagrante, ou estiver preso preventivamente, contado o prazo, nesta hipótese, a partir do dia em que se executar a ordem de prisão, ou no prazo de 30 dias, quando estiver solto, mediante fiança ou sem ela. 1º A autoridade fará minucioso relatório do que tiver sido apurado e enviará autos ao juiz competente. 2º No relatório poderá a autoridade indicar testemunhas que não tiverem sido inquiridas, mencionando o lugar onde possam ser encontradas. 3º Quando o fato for de difícil elucidação, e o indiciado estiver solto, a autoridade poderá requerer ao juiz a devolução dos
10 autos, para ulteriores diligências, que serão realizadas no prazo marcado pelo juiz. Art. 11. Os instrumentos do crime, bem como os objetos que interessarem à prova, acompanharão os autos do inquérito. Ao fazer a remessa, a autoridade policial deverá oficiar ao Instituto de Identificação e Estatística, ou órgão congênere, mencionando o juízo para o qual os autos foram remetidos, além dos dados relativos à infração e à pessoa do indiciado (CPP, art. 23). Os autos do Inquérito ao chegar a juízo tomara os seguintes rumos: Crimes de ação penal pública: a) juiz abre vistas ao MP que poderá tomar as seguintes providencias: 1 - oferecer denuncia; 2 - requer novas diligências Art. 16. O Ministério Público não poderá requerer a devolução do inquérito à autoridade policial, senão para novas diligências, imprescindíveis ao oferecimento da denúncia. 3 - requer o arquivamento, caso entenda não haver indícios mínimos de autoria ou materialidade da infração. (vide Art. 395). ARQUIVAMENTO E DESARQUIVAMENTO DO INQUÉRITO POLICIAL De posse dos autos do inquérito policial ou de outras peças de informação, cabe ao promotor de justiça, na formação de sua opinião delitiva, identificar se estão presentes os elementos mínimos a justificar a proposição da inicial acusatória, no intuito de dar início ao processo. Uma vez presentes os requisitos legais, deve o promotor oferecer a denúncia, dando andamento à persecução criminal. Em entendendo que as peças de informação, as quais lhe foram apresentadas, são insuficientes, requisita a devolução dos autos à autoridade policial, para que as investigações sejam complementadas, com a efetivação das diligências que entenda faltantes. Já se entender que não é caso de oferecer a denúncia, pela absoluta ausência de elementos mínimos a indicar a autoria ou a materialidade delitiva, ou até mesmo sequer a existência de alguma infração, deve promover o arquivamento, aguardando então o surgimento de novos elementos a justificar a propositura da ação penal. Assim, o arquivamento do inquérito ou de outras peças de informação ocorre pela impossibilidade de oferta da ação, devendo ser promovido pelo promotor de justiça, titular da ação penal pública, e homologado pelo magistrado.
11 Homologação do pedido de arquivamento e coisa julgada Uma vez arquivado o inquérito este não faz coisa julgada podendo ser desarquivado desde que se tenha noticias de novas provas. Uma vez que esta decisão e tomada ainda na fase pré-processual. Art. 18. Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária, por falta de base para a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas, se de outras provas tiver notícia. Sumula 524 do STF Arquivado o Inquérito Policial, por despacho do juiz, a requerimento do promotor de justiça, não pode a ação penal ser iniciada, sem novas provas. Ou seja, aparecendo novas provas ate então desconhecida pode o Inquérito ser desarquivado para que o MP ofereça denuncia. Entretanto o STF tem entendido que quando o arquivamento ocorre pelo reconhecimento da atipicidade do fato essa decisão faz coisa julgada. Nesse sentido: Informativo 218 do STF O arquivamento requerido pelo Ministério Público e deferido pelo juiz, com fundamento na atipicidade do fato, produz coisa julgada, impedindo a instauração de nova ação penal. Com base nesse entendimento, a Turma deferiu habeas corpus impetrado contra decisão de Turma Recursal de Juizados Especiais que, provendo recurso do Ministério Público contra rejeição de denúncia, oriunda esta de desarquivamento de termo de ocorrência, imputou à paciente o crime de violação de domicílio. Trata-se, na espécie, de habeas corpus em que se sustentava a ocorrência de coisa julgada, tendo em vista a existência de decisão anterior - transitada em julgado - que determinara, a pedido do Ministério Público, o arquivamento de termo de ocorrência, ante a atipicidade da conduta da paciente. Precedente citado: HC SP (RTJ 127/193). HC GO, rel. Min. Sepúlveda Pertence, (HC )
12 ATENÇÃO A existência de novas provas não se confunde com notícias de provas. A notícia de provas autoriza apenas desarquivamento de inquérito policial, já as novas provas autorizam o exercício da ação penal e produzem verdadeira alteração dentro do quadro probatório no qual ocorreu o arquivamento. DIVERGÊNCIA DO JUIZ QUANTO AO PEDIDO DE ARQUIVAMENTO Discordando o magistrado das razões do promotor de justiça, e incorporando a função anômala de fiscal do princípio da obrigatoriedade da ação penal pública, deve, invocando o artigo 28 do CPP, remeter os autos ao Procurador- Geral, para que ele, em acatando as alegações do magistrado, determine que um outro promotor promova a denúncia, respeitando, assim, a independência funcional do membro da instituição; ou poderá diretamente, na condição de Procurador-Geral, oferecer ele próprio a denúncia; ou ainda, acatando as alegações do promotor de justiça, insistir no arquivamento, vinculando assim o magistrado a sua homologação. Art. 28 CPP - Se o órgão do MP, ao invés de apresentar a denúncia, requerer o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer peças de informação, o juiz, no caso de considerar improcedentes as razões invocadas, fará remessa do inquérito ou peças de informação ao procurador-geral, e este oferecerá a denúncia, designará outro órgão do Ministério Público para oferecê-la, ou insistirá no pedido de arquivamento, ao qual só então estará o juiz obrigado a atender. ARQUIVAMENTO IMPLÍCITO O arquivamento implícito é fenômeno processual penal que ocorre quando o titular da ação penal deixa de incluir na denúncia algum dos acusados. Ou seja, o titular da ação penal deixa de incluir na denuncia algum fato investigado ou algum dos indiciados, sem expressa manifestação ou justificação desse procedimento e por sua vez o juiz não se pronuncia na forma do Art. 28 do CPP com relação a omissão do MP. Neste caso, entende a doutrina que o MP não poderá aditar a denuncia para incluir algum fato ou investigado fruto de sua omissão injustificável, exceto se fundar em novas provas não conhecidas antes da denuncia. Há divergência na doutrina sobre o assunto. Uma parte, minoritária, afirma que, tendo ocorrido pedido tácito de arquivamento, ele se consuma quando o juiz não se pronuncia com relação aos fatos omitidos na peça de acusação. Ocasião na qual incide a Súmula 524 do STF, que afirma:
13 Súmula 524 do STF Arquivado o inquérito policial, por despacho do juiz, a requerimento do promotor de justiça, não pode a ação penal ser iniciada, sem novas provas. Contudo, no Brasil, essa forma de arquivamento não é aceita pela maioria doutrinária e jurisprudencial. Os Tribunais Superiores afirmam que todo arquivamento deve ser feito por requerimento fundamentado. Caso haja a omissão do MP na denúncia, o juiz deverá, então, abrir novamente vistas para que ocorra manifestação para oferecimento de denúncia, ou para que peça efetivamente o arquivamento. CRIMES DE AÇÃO PENAL PRIVADA Art. 19. Nos crimes em que não couber ação pública, os autos do inquérito serão remetidos ao juízo competente, onde aguardarão a iniciativa do ofendido ou de seu representante legal, ou serão entregues ao requerente, se o pedir, mediante traslado. A vitima dispõe de seis meses para a propositura da ação penal privada contados do dia em que tomou conhecimento da autoria do fato. Termo circunstanciado Nos crimes de menor potencial ofensivo, quais sejam, os crimes com pena máxima não superior a dois anos e todas as contravenções penais, tratados pela Lei 9.099/95 (Lei dos Juizados), esta, visando imprimir celeridade, prevê, como regra, em seu artigo 69, a substituição do inquérito policial pela confecção do chamado Termo Circunstanciado, que é uma breve e sucinta narrativa que descreve sumamente os fatos e indica os envolvidos e eventuais testemunhas.
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