JOSÉ MANUEL GODINHO CALADO
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- Ana Luiza Bayer Meneses
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1 (BIO)ENERGIA JOSÉ MANUEL GODINHO CALADO ABRIL 2013
2 Bioetanol Biodiesel Biogás Biocombustíveis Biometanol Bioéster dimetílico Biocombustíveis sintéticos Biohidrogénio
3 Bioetanol O bioetanol é obtido por fermentação de biomassa, ou seja, por um processo biológico anaeróbico que converte os açúcares em álcool. Maioritariamente utiliza leveduras, espécie Saccharomyces cerevisiae. Plantas com elevado teor de açúcar (cana de açúcar, sorgo sacarino), com elevado teor de amido (cereais de outonoinverno e milho) ou plantas celulósicas (madeira, palha). Plantas com elevado teor em açúcar são as de maior interesse porque a solução passa pelo esmagamento mecânico. Posteriormente procede-se à fermentação e a água e o álcool produzidos são separados por destilação.
4 Culturas com potencial para produzir bioetanol Biocombustíveis de primeira geração Biocombustíveis de segunda geração Cereais Culturas produtoras de açúcares Culturas lenhocelulósicas Milho Cereais de Outono-Inverno. Trigo, cevada e triticale Cana de açúcar Sorgo sacarino Beterraba sacarina Miscanthus Cana Eucalipto
5 Sorghum bicolor ssp. saccharatum - sorgo sacarino Condições ecofisiológicas Suporta temperaturas elevadas. Apresenta alguma tolerância à acidez do solo. Desenvolve-se de forma aceitável em zonas secas e quentes e atinge altas produções de matéria seca. Grande abrangência geográfica 52º N a 40º S
6 O sorgo apresenta tolerância à secura, adaptando-se a climas áridos devido às seguintes características: Sistema radical muito desenvolvido e fibroso; Baixo nível de transpiração relativamente à capacidade de absorção radical; O enrolamento das folhas reduz a superfície foliar exposta à transpiração; A cobertura cerosa dos caules e das folhas também representa uma proteção contra a secura. O sorgo é mais exigente em temperaturas do que o milho, com uma mínima para crescimento de 15 ºC e ótimas entre 24 e 30 ºC. Condiciona o período de sementeira
7 Interesse do sorgo sacarino Ciclo vegetativo com curta duração (90 a 120 dias). Menos exigente em solos e água do que outras culturas que produzem açúcares (ex: cana sacarina, que apresenta um ciclo vegetativo mais longo). Relativamente ao milho é menos exigente em solos, água e fertilizantes. Cultura tolerante à secura e à baixa fertilidade do solo.
8 As práticas culturais são conhecidas e de fácil generalização. Práticas culturais com recurso à mecanização desde a sementeira à colheita. É uma das culturas mais eficiente em termos energéticos e não compromete o aprovisionamento alimentar. Caules suculentos com açúcares diretamente fermentáveis (produção altas), utilização do bagaço como fonte de energia para industrialização, cogeração de eletricidade, etanol de segunda geração ou forragem para animais, contribuindo para um balanço energético favorável.
9 Balanço de energia na produção de álcool, com diversas matérias-primas Matérias Primas Energia renovável / Energia fóssil usada Etanol de milho (EUA) 1,3 Etanol de cana-de-açúcar (Brasil) 8,9 Etanol de beterraba (Alemanha) 2,0 Etanol de sorgo sacarino (África) 4,0 Etanol de trigo (Europa) 2,0 Etanol de mandioca 1,0 Fonte: Macedo (2007)
10 Ensaio de vinte genótipos realizado na herdade da Mitra em 2012 Solo: Mediterrâneo Pardo de quartzodioritos (Pmg), Luvisol. Preparação do solo: Mobilização primária e mobilização de preparação da cama da semente. Povoamento: plantas ha -1; com distância entrelinhas de 0,75 m. Fertilização: 100 kg ha -1 de N, P 2 O 5 e K 2 O aplicados à sementeira e 60 kg ha -1 de N aplicados em coberura por fetirrigação. Dotação de rega: 4300 a 5400 m 3 ha -1 ; que variou devido à data de colheita efetuada, no estado de grão leitoso, entre a segunda quinzena de agosto e o fim de setembro.
11 Condições termopluviométricas registadas na estação meteorológica da Mitra nos meses de maio a outubro de 2012.
12 Ensaio de vinte genótipos realizado na herdade da Mitra em 2012 Observações Produção de biomassa Afilhamento Altura dos caules Teor de sólidos solúveis (ºBrix) Estimativa da produção de açúcares e bioetanol
13 Capacidade de afilhamento caracterizou diversos genótipos em ensaio na herdade da Mitra nos meses de maio a Outubro de 2012.
14 Densidade de caules e altura das plantas contribuem para a produção de biomassa obtida com o sorgo sacarino.
15 Altura das plantas, até à inflorescência, de 10 genótipos de sorgo sacarino em ensaio na herdade da Mitra no verão de 2012, Universidade de Évora
16 Produção de biomassa dos caules verdes de 10 genótipos de sorgo sacarino em ensaio no verão de 2012 na herdade da Mitra, Universidade de Évora.
17 Teor de sólidos solúveis (grau brix) de 10 genótipos de sorgo sacarino em ensaio na herdade da Mitra no verão de 2012, Universidade de Évora.
18 Produção de biomassa dos caules secos de 10 genótipos de sorgo sacarino em ensaio na herdade da Mitra no verão de 2012, Universidade de Évora.
19 A produção de biomassa obtida com o sorgo sacarino é superior aos valores verificados em regiões de latitude mais elevada (Munteanu & Tabără, 2012). Posiciona-se ao nível dos melhores resultados verificados em outras regiões do mundo, notando-se um acréscimo relativamente ao que foi verificado por Lourenço et al. (2007). Capacidade de adaptação do sorgo sacarino a diversos ambientes, incluindo as condições mediterrânicas do Sul de Portugal.
20 Considerações e reflexões Estimativa da produção de açúcares a partir da média da biomassa seca de 10 genótipos é ton ha -1 50% 6675 l ha-1 de etanol Estimativa da produção de açúcares a partir da média da biomassa seca de 20 genótipos é ton ha l ha-1 de etanol
21 Aproveitamento de caules e folhas para o caldo, porque é pouco viável separar folhas e caules Destilarias pequenas limitam a eficiência da extração de sumo Bagaço pode usar-se para alimentação animal e como material lenho-celulósico Valores mínimos a atingir Produção de caules verdes 65 ton ha -1 Produção de etanol: 60 l ton -1 Produção de etanol: 4000 l ha -1
22 Avaliar e melhorar Características morfológicas Altura das plantas Afilhamento Agronomia Otimização de recursos: dotação de rega e fertilizantes Colheita e equipamento
23 Viabilidade do sorgo sacarino em Portugal A dinamização da cultura depende da eliminação de alguns constrangimentos Disponibilidade de variedades e respetiva semente em Portugal/Europa Existência de unidade de transformação Melhorar o conhecimento sobre a colheita e sobre outras práticas culturais
24 FIM
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