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1 :19:12 T/R/AHR/CC/CC0202/4893 T/R/AHR/CC/CC0202/4893 Semana das Cidades - Seminário - 23 a 28 de junho de 1999 Datas de produção maços em duas caixas rocesso relativo à organização, pela Assessoria, da iniciativa do residente da República, Jorge Sampaio, "Semana das Cidades - coesão, competitividade e cidadania" e à realização de um Seminário na Universidade de Aveiro em 24 de junho de Inclui cópias de cartas-convite e de envio de programa; algumas respostas; expediente diverso; reserva de alojamento nos hóteis; troca de correspondência com os intervenientes estrangeiros no seminário, autores das comunicações: Jordi Borja, Klaus Kaufmann e François Ascher; etc. O roteiro destas jornadas temáticas incluiu orto, Leixões, Maia, Aveiro, Coimbra, Castelo Branco, Fundão, Covilhã, Guarda, Vialonga (V.F.Xira) e Oeiras. Dia 23 Jantar oferecido pela Câmara Municipal do orto Dia 24 Seminário na Universidade de Aveiro "Coesão e Competitividade das aglomerações urbanas - níveis de governo, competências e cidadania" Dia 25 Comboio especial (Campanhã, Contumil, Custóias, Leixões) Visita ao porto de Leixões Almoço com Associações Empresariais (alácio da Bolsa, orto) Apresentação do projeto do novo Aeroporto de edras Rubras - Francisco Sá Carneiro (Fundação Cupertino de Miranda) Visita à Bienal da Maia; celebração do Dia Mundial Multimédia; jantar com artistas da Bienal Dia 26 Castelo Branco - NERCAB (Núcleo empresarial e industrial) Fundão - visita ao Hospital Covilhã - visita à Covifeira Dia 27 Covilhã - visita ao núcleo urbano e Fábrica de Lanifícios "aulo de Oliveira"; Guarda - Museu; NERGA (Núcleo empresarial e industrial) Dia 28 Coimbra - visita à Expovita 99 (Saúde e Medicina); Vialonga - visita ao Bairro do Olival de Fora e ao Infantário da ABEIV; Oeiras - visita ao Bairro da Encosta da ortela e ao arque Urbano da Quinta do Sales; Jantar das Minorias - Iniciativa sobre a Integração Multicultural na Área Metropolitana de Lisboa, alácio de Belém. CC.4893 Cota depósito 4893 Cota antiga Unidades de descrição relacionadas 1505 (AI) T/R/AHR/CC/CC0218/ Deslocação do residente da República, Jorge Sampaio, no âmbito da "Semana das cidades - coesão, competitividade e cidadania" entre 23 a 28 de junho de 1999 (reportagem fotográfica) T/R/AHR/CC/CC0204/4826- Deslocações de SE o R em ortugal a 2000 Documentação oriunda de: Casa Civil do residente da República. Assessoria para os Assuntos olíticos e arlamentares /62

2 :19:12 técnicas 1- Documentação remetida para o Arquivo Intermédio sem guia de remessa e transferida de AI para Arquivo Histórico com a guia de remessa n.º 10/ Foram substituídos os separadores originais; foram expurgados e eliminados os relatórios de envio de telecópias (fax) T/R/AHR/CC/CC0204/4558 T/R/AHR/CC/CC0204/4558 Semana da Educação ; 40 anos das eleições de 1958 Datas de produção Cota depósito 4558 técnicas 1 maço numa caixa rocesso que inclui: 1) elementos informativos sobre a Semana da Educação, iniciativa promovida pelo residente da República, Jorge Sampaio, entre 18 e 24 de janeiro de 1998; 2) documentação relativa à participação do residente da República (presidente da Comissão de Honra) nas iniciativas organizadas no âmbito das comemorações do 40.º aniversário da candidatura de Humberto Delgado às eleições presidenciais de 1958, promovidas - entre outros - pela filha do "General sem Medo", Iva Delgado. Desta documentação consta expediente trocado entre a Comissão Organizadora e a Casa Civil da R; convite para participação do R na Sessão Solene comemorativa na Faculdade de Letras da Universidade do orto, no dia 14 de maio de 1998 e mensagem do R, por essa ocasião; iniciativa do "Comboio da Liberdade" (viagem orto-lisboa) e exposição evocativa na Estação de S.Apolónia (organização, convites para participação e respetivas respostas, programa da deslocação do R ao orto para embarcar no comboio); brochuras várias; recortes de imprensa; etc. CC.4558 Documentação oriunda de: Casa Civil do residente da República. Assessoria para os Assuntos olíticos e arlamentares. Este processo, por lapso, não se encontrava registado na base de dados do Arquivo Intermédio. T/R/AHR/CC/CC0204/4558/003 Ç T/R/AHR/CC/CC0204/4558/003 Convite oficial do residente da República e da residente da Comissão Nacional para as Comemorações do 40.º Aniversário das Eleições de 1958 para participação no Comboio da Liberdade, no dia 3 de outubro de 1998, com partida da Estação de São Bento, no orto, às 11h30 e chegada à Estação de Santa Apolónia, em Lisboa, às 15h45. Datas de produção cartão CC.4558/003 Idioma(s)/escrita(s) ortuguês técnicas Documento digitalizado T/R/AHR/CC/CC0204/4831 T/R/AHR/CC/CC0204/4831 2/62

3 :19:12 rogramas SEXA R - Deslocações Datas de produção maços numa caixa rocesso constituído por recolha de programas de deslocações do R Jorge Sampaio em território nacional com inclusão na comitiva de consultor para a Juventude ou no âmbito da Assessoria /Consultoria para os Assuntos da Juventude (CAJ). Alguns dos casos incluem documentação anexa relativa ao evento. - Visita do R à Força Aérea (Casa Militar), 3 de abril de 1998; - Visita do R ao Serviço de Medicina Nuclear (Casa Militar), 22 de abril de 1998; - Visita do R ao Instituto Hidrográfico (Casa Militar), 22 de abril de 1998; - Visita do R ao Comando Naval (Casa Militar), 30 de abril de 1998; - Deslocações R no dia 8 de maio de 1998: Colóquio sobre "Declaração Universal dos Direitos do Homem: ", UC, Lisboa; 150 anos da Associação Industrial ortuense, Europarque, Santa Maria da Feira; - Deslocação R à FCSH, UNL - sessão de abertura do Colóquio "Maio de 1968: trinta anos depois. Os movimentos estudantis em ortugal", 28 de maio de 1998; - Deslocação do R a Barcelos - comemoração dos 75 anos do Corpo Nacional de Escutas, 30 de maio de 1998; - Iniciativa "Dia Mundial da Criança" - Deslocação de D. Maria José Ritta à EXO 98; almoço de crianças com R em Belém, 1 de junho de 1998; - "Cutty Sark Tall Ships Race" - Vasco da Gama Memorial - arada naval, 3 de agosto de 1998; - Deslocação R a Beja, Aljustrel, Castro Verde, Ferreira do Alentejo e Moura, 20 a 23 de setembro de 1998; - Deslocação do R no "Comboio da Liberdade", orto - Lisboa, 3 de outubro de 1998; - Comemorações oficiais do 5 de Outubro, 4 e 5 de outubro de 1998; - Deslocação de Maria José Ritta à Sessão de Abertura da Conferência "Hands On! Europe 98", 8 de outubro de 1998; - Seminário Euro-Iberamericano "A cooperação nas políticas sobre as drogas e as toxicodependências", 8 e 9 de outubro de 1998; - Deslocação R ao orto, 7 a 10 de outubro de 1998; - Deslocação R à Faculdade de Direito de Lisboa por ocasião do 85.º aniversário, 27 de outubro de 1998; - Deslocação R ao Taguspark - inauguração solene da conferência internacional "Oeiras - arque das Tecnologias", 16 de novembro de 1998; - Deslocação R a Viseu, Serras de Montemuro, Arada e Freita, Mortágua e Rio Maior, 13 a 15 de novembro de 1998; - Lançamento do livro "A Terceira Rosa" de Manuel Alegre, alácio Galveias; Cerimónia de encerramento das comemorações do 25.º aniversário da cooperativa AR.CO, 26 de novembro de 1998; - Concerto de Fim de Ano Comemorativo do 25.º aniversário da Orquestra Sinfónica Juvenil, CCB, 13 de dezembro de 1998; - Deslocação R à sessão final nacional do "Hemiciclo - Jogo da Cidadania - Construção Europeia, Ideias e rojetos", Lisboa, 15 de junho de 2000; - Deslocação R à FIL por ocasião do X Congresso das Comunicações "A Concorrência e a Economia Digital", Lisboa, 7 de novembro de 2000; - Deslocação do R ao "Festival Número" - 1.º Festival Internacional de Arte(s) Multimédia, Cinema, Música e Moda de Lisboa, 30 de novembro de 2000; - Deslocação do R ao 5.º Encontro de Gestão e Tecnologias de Informação, Universidade de Coimbra, 7 de março de 2001; - Seminário sobre a Evolução do "rocesso de Bolonha" em ortugal, FCT/UNL, 9 de abril de 2002; - Deslocação do R para cerimónia de apresentação do ortal Universia ortugal, Sintra, 2 de maio de Nome comum Chefe de Estado, Comemoração, Discurso, Forças armadas, Manifestação cultural Termos de indexação não controlados Colóquio, Conferência, Congresso, Deslocação oficial, Território nacional CC.4831 Cota depósito 4831 Cota antiga Unidades de descrição relacionadas ; (AI) [T/R/AHR/GB/GB0206/4827/003] - 75.º Aniversário do Corpo Nacional de Escutas - Bodas de Diamante; [T/R/AHR/GB/GB0206/4824/056] - Mensagem de Sua Excelência o residente da República no âmbito da comemoração do 75.º aniversário do Corpo Nacional de Escutas; [T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/3592/003] - rograma de deslocações do residente da República [Jorge Sampaio] no dia 8 de maio de 1998: Colóquio "Declaração Universal dos Direitos do Homem: 1948:1998", Lisboa; [T/R/AHR/CC/CC0204/4834] - CAJ - Diversos 3/62

4 :19:12 técnicas Documentação oriunda de: Casa Civil do residente da República. Assessoria para os Assuntos da Ciência, Educação e Juventude, Consultoria para os Assuntos da Juventude A documentação foi remetida para Arquivo Intermédio inventariada na guia de remessa n.º 01/2006 e transferida de AI para o Arquivo Histórico com a guia de remessa n.º 23/2001. O processo (AI) já foi tratado, registado e incorporado no AHR apesar de ainda não ter sido feita formalmente a sua transferência. T/R/AHR/CC/CC0206/0177/011 Ç T/R/AHR/CC/CC0206/0177/011 Visita ao Algarve de Suas Excelência os residentes do Brasil e de ortugal (6/7 de agosto de 1960) - Esquema Geral Datas de produção fls. Idioma(s)/escrita(s) ortuguês lano (projeto) de deslocação dos Chefes de Estado, Américo Tomás e Kubitschek de Oliveira, em comboio presidencial, até ao Algarve para as cerimónias comemorativas em Lagos e Sagres; disposições gerais; dormidas; convidados; trânsito. CC.0177/011 T/R/AHR/CC/CC0207/5432/006 Ç T/R/AHR/CC/CC0207/5432/006 Datas de produção Relações Luso-Espanholas - Comboios de Alta Velocidade 2 fls. Idioma(s)/escrita(s) ortuguês Informação da ARI produzida no âmbito da preparação da audiência concedida pelo R Jorge Sampaio à residente do Congresso de Deputados Espanhol Luisa F. Rudi Úbeda, no alácio de Belém, em 18 de janeiro de Inclui apensa cópia de nota manuscrita do Assessor Bernardo Futscher ereira. CC.5432/006 T/R/AHR/CC/CC0216/0577 T/R/AHR/CC/CC0216/0577 SOREFAME Datas de produção maço numa caixa Contém documentação relativa a um pedido de audiência sobre a instabilidade social e a situação de conflito laboral entre os trabalhadores e a administração da empresa. Inclui em anexo: diversos relatórios; comunicados diversos; informações da Assessoria de Representação de Interesses sobre as audiências concedidas à Comissão de Trabalhadores da empresa; relatórios sobre a situação da empresa; comunicados aos trabalhadores e orgãos do poder; texto sobre as "preocupações dos trabalhadores da Sorefame face à situação económico-financeira da empresa". Assunto Empresa em dificuldade, Empresa pública 4/62

5 CC.0577 Cota depósito 0577 Cota antiga roc.º 122/RI 1- Documentação oriunda de: Casa Civil do residente da República. Assessoria de Representação de Interesses A empresa Sociedades Reunidas de Fabricações Metálicas, S. A. R. L., mais conhecida pelo acrónimo SOREFAME, foi uma empresa portuguesa, especializada na construção de componentes eléctricos e mecânicos pesados, fundada em 1943, pelo engenheiro Ângelo Fortes, através da aglomeração de várias pequenas empresas do ramo metalomecânico, que operavam na orcalhota (Amadora) e foi constituída no âmbito do plano estratégico de industrialização para ortugal do Subsecretário de Estado do Comércio e Indústria, Ferreira Dias. e capital maioritário na posse pela firma francesa Neyrpic, dedicou-se, inicialmente, ao fabrico de equipamentos hidromecânicos, cuja procura era bastante elevada devido ao programa de construção de barragens hidroeléctricas em ortugal. A Neyrpic fornecia, igualmente, valências técnicas, tendo-se verificado, frequentemente, a deslocação de funcionários franceses à Amadora, enquanto que engenheiros e técnicos portugueses ingressavam em estágios na cidade de Grenoble. Nos princípios da década de 1950, a Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses (C) entrou num profundo processo de modernização, no qual se encontrava planeada a electrificação de todas as linhas urbanas de Lisboa; no caso da Linha de Sintra, esta operadora afirmou a sua intenção em continuar a utilizar veículos com caixas metálicas, pelo que a SOREFAME associou-se à empresa americana Budd Company, que possuía a patente para a construção de material circulante em aço inoxidável canelado, tendo recebido uma licença de fabrico e os conhecimentos técnicos necessários; concedeu, igualmente, uma participação simbólica à Budd Company. Um grupo de engenheiros da SOREFAME estagiaram na fábrica da Budd, em Red Lion, nos EUA, enquanto que, posteriormente, foram realizadas várias deslocações periódicas de engenheiros americanos ao complexo na Amadora. Nestas instalações, foi construída uma fábrica destinada a fabricar material circulante com caixa metálica, tendo sidosfabricadas 3 composições deste tipo, em Unidade Tripla Eléctrica, para a Linha de Sintra e que foram os primeiros veículos ferroviários produzidos pela empresa. ara o fornecimento do novo material circulante a utilizar na Linha de Sintra, após a electrificação, foi formado um consórcio, denominado de Groupement d Étude et d Électrification de Chemin de Fer en Monophasé 50 Hz1, e constituído pela SOREFAME, e pelas empresas AEG, Siemens-Schuckert, Alsthom, Brown Boveri Company, Jeumont, Schneider-Westinghouse, Oerlikon, e Schindler ; este agrupamento obteve o monopólio do fornecimento de veículos ferroviários a tração eléctrica para a C, sendo a montagem realizada nas instalações da Amadora. or este motivo, o complexo foi, por diversas vezes, visitado por técnicos estrangeiros, das outras empresas, que elaboravam os ensaios necessários. Ao longo dos anos, porém, a SOREFAME foi-se tornando, gradualmente, mais independente em relação às outras empresas, sendo capaz de realizar, sem apoio, a montagem, a partir dos desenhos fornecidos; antes da transição para a década de 1960, já tinha instalado um banco de ensaios para estudo dos efeitos da compressão nas caixas metálicas, de forma a melhor compreender a sua vida útil. Quando a empresa gestora do Metropolitano de Lisboa quis dar continuidade ao uso de carruagens na sua frota, inicialmente adquiridas à casa alemã Linke-Hofmann-Busch, encomendou várias unidades à SOREFAME; estas foram, assim, as primeiras caixas de aço de carbono fabricadas por esta empresa, com licença do fabricante original. osteriormente, o Metropolitano optou pelo aço inox para o seu material circulante; ambos os materiais, principalmente o aço carbono, foram utilizados, igualmente, no fabrico de locomotivas. Em 1961, entraram ao serviço as locomotivas da Série 1200, fabricadas pela SOREFAME e a empresa construiu a sua primeira locomotiva a tração eléctrica em Desde essa altura até finais do Século XX, a companhia assume-se como o maior fornecedor de material ferroviário para a C, tendo construído, sob várias licenças, a maior parte da sua frota. Em 26 de Novembro de 1971, a C contratou a produção de 110 carruagens de aço inoxidável de 2.ª classe à SOREFAME, sendo 30 de compartimentos, e 80 de salão; esta encomenda, englobada no programa de investimentos prioritários do III lano de Fomento, totalizou escudos, tendo sido, até à data, a mais vultosa feita à indústria nacional, em termos de material rebocado.revia-se, no contrato, que as primeiras carruagens seriam entregues em março de 1973, sendo produzidas 4 por mês. A verdade é que nos anos 70 do séc.xx, a empresa apresentava-se tecnologicamente muito avançada, dispondo de moderno centro informático de cálculo, um vasto gabinete de estudos e projectos de engenharia, laboratórios de investigação, simulação em modelo, certificação de processos e pessoal. Em ortugal, a crise energética (petrolífera) sentida nesta década veio trazer uma maior prioridade, por parte dos governos, aos transportes públicos, em detrimento dos transportes individuais; assim, os Ministérios das Comunicações e da Indústria fizeram, em 1973, um contrato com a SOREFAME, a Equimetal e a Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses, sendo a SOREFAME responsável pelo fabrico de material circulante para passageiros, a ser utilizado em território nacional. ara assegurar a realização deste contrato, em conjunto com as diversas encomendas que já detinha no estrangeiro, a SOREFAME realizou avultados investimentos e reorganizou-se internamente, especialmente em termos de mão-de-obra e ao nível tecnológico. 5/62

6 Internacionalmente, destaca-se a encomenda de cerca de 200 caixas para o material circulante do Metropolitano de Chicago, encomendadas pela Boeing em Também em 1974, a SOREFAME recebe uma encomenda da Alsthom para o fabrico de mais de 30 locomotivas, de 2800 CV, para a Rodésia. Este processo veio trazer valências adicionais à empresa, por ter sido a responsável pela montagem das locomotivas. A Revolução de 25 de Abril de 1974 veio trazer, porém, um clima de instabilidade social e política, que atingiu fortemente a empresa: ocorrem diversas greves, motivadas, principalmente, pelos despedimentos executados aquando da recente reorganização e o aumento nos salários teve efeitos nefastos, devido ao uso de mão-de-obra intensiva. A empresa deixou de poder competir com outras empresas internacionais e a situação económico-financeira deteriorou-se ainda mais, quando a operadora Caminhos de Ferro ortugueses cancelou a maior parte das encomendas, devido à crise económica de 1976 e 1977; assim, a SOREFAME não obteve retorno para os volumosos investimentos realizados anteriormente. or outro lado verificou-se, nos finais da década, uma vertiginosa quebra nas exportações de equipamentos hidroeléctricos, que ainda ocupavam uma parte significativa da carteira de negócios da empresa relacionada com a alteração da posição do Banco Mundial, que deixou de financiar grandes investimentos, como barragens, nos países subdesenvolvidos. No início dos Anos 80, a Budd, ameçada de falência, foi adquirida pela Bombardier Transportation, embora este processo não tenha afetado diretamente a SOREFAME, dada a sua total independência, em termos de fabrico em aço inox, em relação à empresa americana; nesta altura, participava regularmente em concursos internacionais para a construção de caixas em aço inox, detendo um currículo considerável, especialmente pelas suas exportações para os EUA. Ainda nesta década, fabrica 58 carruagens semelhantes ao modelo VTU-78 da série Corail da operadora Société Nationale des Chemins de Fer Français (SNCF), mas utilizando caixas em aço canelado, devido ao facto de já ter fabricado material circulante com este tipo de construção; estas novas carruagens entraram ao serviço em 1987, nos comboios Alfa da companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses. Em finais da década, a suíça Asea Brown Boveri adquiriu 50 por cento da SOREFAME. Em 1990, a SOREFAME ganhou o contrato para fornecer, de forma faseada, 113 unidades múltiplas eléctricas para o Metropolitano de Lisboa mas também nesse ano, esta empresa foi dividida, no âmbito de um programa de reestruturação da indústria metalomecânica portuguesa; a SOREFAME ficaria responsável pelo fabrico de material circulante para os caminhos de ferro, enquanto que a produção de equipamentos para geração energética passaria para uma nova companhia, a Hidrosorefame. Ambas as empresas foram integradas no Grupo SENETE (Sistemas de Energia, Transportes e Equipamentos), que tinha como sócios o IE, a Asea Brown Boveri (ABB) e a Mague. Nos inícios da Década de 1990, a SOREFAME integrou um consórcio - com as empresas Siemens - Österreichische Bundesbahnen e Krauss-Maffei Wegmann GmbH & Co KG - Asea Brown Boveri - Henschel - para a construção de várias unidades da Série Nesta altura, estava a fabricar, sob licença da Alsthom, bogies do tipo Y32, que foram adatados, nas instalações da Amadora, às carruagens modernizadas e da C, que entraram ao serviço em Ainda, em 1991 foram encomendadas 42 unidades múltiplas a tração eléctrica para serem utilizadas na Linha de Sintra, sendo a construção da caixa e dos bogies e a montagem das unidades sido realizadas em 1992 nas instalações da SOREFAME, utilizando motores e equipamentos eléctricos da Siemens, parcialmente fabricados em ortugal. Neste ano, entraram ao serviço as automotoras da Série 9600, fabricadas pela SOREFAME e pela empresa espanhola Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles. Em 1994, encontrava-se a produzir as locomotivas da Série 5600 e 88 caixas para carruagens de dois pisos para o Departamento de Transportes da Califórnia, nos Estados Unidos, e a testar um protótipo para o Metropolitano de Lisboa; o seu departamento de I&D, tinha como objetivo estudar, em conjunto com outras entidades nacionais e estrangeiras, novas tecnologias e materiais, de forma a estudar a sua resistência e oferecer, assim, uma maior segurança nos veículos. Neste ano, o IE vende a sua participação no Grupo SENETE, pelo que a ABB assume-se como o maior acionista e a partir desta altura, a SOREFAME começou a trabalhar quase exclusivamente na montagem de material circulante, utilizando componentes que a empresa alemã produzia numa fábrica, em Espanha. Em 1995, tinha uma encomenda para produzir 4 eléctricos articulados para a Companhia de Carris de Ferro de Lisboa mas, no ano seguinte, a ABB fundiu-se com a empresa Daimler-Benz, tornando-se no grupo ADtranz - ABB Daimler-Benz Transportation, que se afirmou como o maior produtor de material circulante no mundo. A integração na ADtranz veio trazer uma alteração organizacional na empresa, modificando profundamente a sua orgânica estrutural e desenvolvendo, de forma significativa, o Departamento de Engenharia da Empresa; também foram introduzidas, na unidade fabril da Amadora, novas técnicas de fabricação, e instituiu-se formação, por parte de alguns principais fornecedores, especialmente sobre componentes críticos, como portas e freios. Abandonaram-se os antigos sistemas de produção e introduziu-se um novo, denominado de rodução Magra; enquanto os antigos modelos abrangiam a execução integral da estrutura do veículo, este novo processo ditava que a produção se devia cingir mais à montagem de componentes, que seriam fornecidos por empresas especializadas. Esta nova política trouxe profundas alterações, em termos de equipamentos e ferramentas utilizadas, e na mãode-obra, que foi reduzida, de cerca de 1500 pessoas para 500 trabalhadores. Em 1998, a ADtranz recebeu uma encomenda de 72 unidades de material circulante ligeiro para o Metro do orto, sendo este contrato parte de um consórcio maior, que também incluía a construção das infra- 6/62

7 estruturas, e a manutenção destes veículos. Este foi o primeiro contrato no qual foram aplicadas condições contratuais sobre a disponibilidade e fiabilidade do material circulante, e aonde a concepção e integração eléctricas foram totalmente desenvolvidas no Departamento de Engenharia, sediado na fábrica da Amadora. Em 1999, foi organizado, por estas instalações, o plano SEM XXI, que promoveu a implementação de um esquema integrado de manutenção e exploração, para modernizar o sistema ferroviário em ortugal e o tecido industrial para material circulante. A ABB vende a sua participação na SOREFAME à DaimlerChrysler, constituindo o grupo DaimlerChrysler Rail Systems, que recebeu o total controlo da empresa, embora, para o mercado ferroviário, ainda tenha permanecido a designação de ADtranz. Em 2000, a ADtranz ganhou o contrato C2000, que se destinava à produção de 34 automotoras para a divisão metropolitana do orto da operadora Comboios de ortugal; por imposição contratual, a concepção eléctrica seria assegurada pela Siemens, tendo sido incluídas, tal como na encomenda para o Metro do orto, condições sobre a fiabilidade e disponibilidade durante a operação dos veículos. Em maio de 2001, o grupo Adtranz foi adquirido pela firma canadiana Bombardier Transportation, formando o maior grupo mundial no fabrico de material circulante ferroviário sendo as instalações na Amadora integradas na Bombardier Transportation ortugal, num processo - muito contestado nomeadamente pela redução de milhares de postos de trabalho e pelo progressivo desmantelamento da capacidade produtiva da fábrica - restringido a unidade fabril cada vez mais aos processos de montagem e extinguindo-a, no fim. T/R/AHR/CH/CH0101/CH010101/D T/R/AHR/CH/CH0101/CH010101/D Fausto Cardoso de Figueiredo Datas de produção capa numa bota Grã-Cruz da Classe de Mérito Industrial CH.D20019 Cota depósito D20019 Cota antiga 35 7/62

8 Fausto Cardoso de Figueiredo, empresário e grande animador do turismo português, nasceu no Baraçal, Celorico da Beira no dia 17 de Setembro de 1880 e faleceu no Estoril em 5 de Abril de Concluiu o curso de Farmácia na Escola Superior em Lisboa, tendo nesta cidade exercido, durante alguns anos, a profissão de farmacêutico. Mais tarde, tendo passado a fazer parte do conselho de administração da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses (C), fez extensas viagens ao estrangeiro, nelas adquirindo vastos conhecimentos sobre a indústria do turismo, que ambicionou introduzir e desenvolver em ortugal. Concebeu, então, o projecto de fazer da costa do Estoril - área de elevadas potencialidades geográficas e climatéricas, mas que na altura ( primeira década do século XX) estava totalmente desaproveitada - uma estância turística de nível internacional, expondo-o na Câmara dos Deputados. Mesmo diante da difícil conjuntura da rimeira Guerra Mundial, constituiu em 1915 a "Sociedade Estoril" que, no início de 1916, lançou a primeira pedra do Casino Estoril. Em 1918 foi concedida pela C à referida sociedade a exploração e electrificação da linha do comboio, inaugurada em 1926.Em Dezembro de 1927, a concessão da regulamentação do jogo permitiu o avanço do projecto num ritmo mais acelerado, tornando-se o Estoril na primeira zona do turismo internacional no país. Fausto Figueiredo, com o apoio de arquitectos franceses, e tendo já constituído a "Sociedade Estoril lage", enveredou pela transformação da região, fazendo surgir os 2 hotéis de referência (alácio e do arque), restaurantes, o Tamariz, o arque, o Casino, o "Golf", o "Ténis", o tiro aos pombos, e organizando muitas outras manifestações desportivas de carácter internacional. Em 1928 foi inaugurada a Estação Ferroviária do Cais do Sodré e, em 30 de Agosto de 1930 foi inaugurado o que então era o mais importante e luxuoso hotel do país - o Hotel alácio. Os primeiros hóspedes do Hotel foram o ríncipe Hirohito (futuro Imperador do Japão) e sua esposa em viagem de luade-mel. Um ano mais tarde foi inaugurado o Casino Estoril, que viria a tornar-se um dos mais célebres da Europa. Fausto Figueiredo foi comendador e membro do Conselho da Ordem de Cristo, condecorado com a Grã- Cruz da Ordem do Mérito Industrial e Grande Oficial da Torre-e-Espada. Faleceu na sua moradia "inhal Manso", no Estoril, cuja rua tem agora o seu nome, Avenida Fausto Figueiredo. A acção de Fausto de Figueiredo, atraiu ao Estoril monarcas e figuras públicas de renome mundial, que em virtude da Segunda Guerra Mundial foram forçados a exilar-se, optando por ortugal como país neutro, tornando a zona do Estoril uma das mais cosmopolitas do mundo, à época. Na política, Fausto de Figueiredo acompanhou João Franco, ainda nos tempos de Monarquia, e, proclamada a República, esteve ao lado do artido Republicano ortuguês, sendo seu deputado ao arlamento. No «Estado Novo» foi deputado à Câmara Corporativa. Foi, também, vogal do Conselho Superior do Comércio Externo e da Comissão de ropaganda do Ministério dos Negócios Estrangeiros. ara além de administrador da C foi ainda presidente da Cibra - Companhia de Cimentos ortugueses. São suas as seguintes palavras: "A transformação do Estoril constitui, para mim, o maior sonho da minha vida e à sua realização me consagrei, julgando assim, prestar um serviço à minha átria." T/R/AHR/CH/CH0101/CH010101/D T/R/AHR/CH/CH0101/CH010101/D José de Sousa (Operário; Mestre Geral da Fábrica de Louça de Sacavém, Lda.) Datas de produção capa numa bota Cavaleiro da Classe de Mérito Industrial. CH.D20258 Cota depósito D20258 Cota antiga 353 8/62

9 A Fábrica de Loiça de Sacavém constituiu uma importante unidade industrial de produção cerâmica situada em Sacavém, marcando profundamente o quotidiano da povoação e celebrizando-a, não apenas dentro de ortugal, como também internacionalmente, reproduzida na frase promocional «Sacavém é outra loiça!». A fábrica situava-se na antiga Quinta do Aranha, junto da da actual linha de caminho-de-ferro da Azambuja, tendo chegado a ocupar, na sua época áurea, uma superfície de m²; a essa implantação não foi alheia a construção do primeiro ramal de comboio ligando Lisboa ao Carregado, com paragem em Sacavém, inaugurado em 1856, e que permitiu assim uma mais fácil expedição das mercadorias e recepção de matérias-primas. De acordo com um dos painéis de azulejos à entrada da fábrica (e que foi visível até meados da década de 1990), a unidade industrial teria sido criada em 1850, por Manuel Joaquim Afonso, sendo, porém, que a plena laboração só teria tido início em Nos anos em que esteve à frente da fábrica, Manuel Joaquim Afonso teve que fazer face a diversos problemas financeiros, pelo que, entre 1861 e 1863, a fábrica acabou por ser vendida a um inglês, John Stott Howorth, que introduziu novas técnicas de produção oriundas do Reino Unido. Em poucos anos, a Fábrica de Loiça tornava-se numa das mais importantes em ortugal no ramo da produção cerâmica, destacado-se pela produção de faiança fina baseada no caulino (uma argila com alto grau de pureza); o sucesso alcançado é tal que o rei D. Luís I confere a Howorth título nobiliárquico (Barão de Howorth de Sacavém) e, ainda, o privilégio de a fábrica se poder intitular Real Fábrica de Loiça de Sacavém. ara além disso, nos últimos anos da sua vida, o rei-consorte D. Fernando II executou e pintou várias peças cerâmicas na Fábrica, dada a grande amizade que o unia ao Barão de Sacavém. À data da morte do Barão, em 1893, já a louça de Sacavém se achava fortemente implantada no mercado, rivalizando em fama, por exemplo, com a Vista Alegre, de Ílhavo. Em 1894, a baronesa Howorth de Sacavém estabelece uma sociedade em comandita com o antigo guarda-livros da fábrica, James Gilman, a qual assegurará a administração da mesma até à morte da Baronesa, em 1909, altura em que Gilman assume sozinho a gestão da empresa. Mantém-se a aposta na ligação estratégica ao mercado inglês, tanto ao nível da exportação do produto final, como da aquisição de novas tecnologias para a fábrica. Assim, em 1912, é inaugurado um forno-túnel com 8 metros de altura e 85 metros de comprimento, obra de dimensões colossais, e onde pela primeira vez se utilizou o betão armado em ortugal. A Fábrica de Loiça tornou-se numa das principais unidades fabris da chamada cintura industrial da zona oriental de Lisboa (compreendida entre o Beato e Vila Franca de Xira), e o seu sucesso foi tal que conduziu ao aumento vertiginoso da população de Sacavém - que, por alturas da fundação da fábrica, teria pouco mais de 350 habitantes, tendo, porém, a partir de então aumentado a população da freguesia de uma forma constante e sustentada - sendo que em 1890 mais de metade dos quase 1890 habitantes da povoação tinham o seu emprego na Fábrica de Loiça. Muitos dos que aí trabalhavam eram oriundos de várias partes do aís, que se migravam para a capital e zonas suburbanas, na busca de melhores condições de vida. Com um operariado bastante politizado e sindicalizado, e talvez também pela sua gerência inglesa, a Fábrica de Loiça de Sacavém foi pioneira em certas medidas que denotam a existência de preocupações sociais da parte do patronato: a criação de uma escola dentro da fábrica, a existência de um caixa de socorros mútuos para os seus trabalhadores, o direito a férias remuneradas e a instituição de campos de férias para os filhos dos trabalhadores da fábrica. Nas primeiras décadas do século XX, o pintor Jorge Colaço executou na fábrica de Sacavém os azulejos para diversas das suas mais significativas obras: a Estação de São Bento, no orto (1903), o alace-hotel do Buçaco, no Luso (1907), o avilhão dos Desportos, em Lisboa (1922), ou a Casa do Alentejo, também na capital. Em 1921, com a morte de James Gilman, sucede-lhe à frente da fábrica o seu filho Raul Gilman, tendo como sócio um outro inglês, Herbert Gilbert. A povoação de Sacavém continua a crescer, em grande parte devido à fábrica, de tal forma que em 1927 o governo de ditadura militar, saída da Revolução Nacional de 28 de Maio de 1926, decide atribuir o estatuto de vila à freguesia de Sacavém. Ao mesmo tempo, porém, inicia a política de repressão aos trabalhadores, gente de espírito combativo e que não se revê na ditadura. Dessa forma, não é de admirar as tentativas de paralisação levadas a cabo por operários da fábrica, contra o regime. Destaca-se a famosa «greve dos rapazes», em 1937, em que os aprendizes da Fábrica de Loiça acabaram por ser detidos pela G. N. R., seguindo-se uma vigília das suas mães e/ou esposas, e uma dura repressão por parte da IDE.. Em 1962 ascendia à administração o filho de Herbert Gilbert, Leland Gilbert, e em 1970, entrava-se na última fase de vida da fábrica, com o derradeiro dono, Clive Gilbert. Após o 25 de Abril de 1974, a Fábrica de Loiça entra num período conturbado, tanto a nível laboral, como financeiro, acabando a fábrica por encerrar em Em 6 de Outubro de 1982, Monteiro ereira, o administrador da fábrica, fora assassinado à saída da sua casa, em Almada, por uma rajada de metralhadora, num atentado perpetrado pelo grupo terrorista F..'s "25 de Abril". Em 23 de Março de 1994, o Tribunal Cível da Comarca de Lisboa declara a falência da empresa, fechando a Fábrica de Sacavém definitivamente as portas a 7 de Abril desse ano, sendo os seus bens vendidos em hasta pública. ara preservação da memória desta unidade da indústria cerâmica e do seu património histórico foi instituido o Museu de Cerâmica de Sacavém, sendo o seu forno nº 18 o único edifício remanescente da antiga fábrica. 9/62

10 T/R/AHR/CH/CH0101/CH010101/D T/R/AHR/CH/CH0101/CH010101/D Vitor da Silva (Operário; Encarregado de Oleiros da Fábrica de Louça de Sacavém, Lda.) Datas de produção capa numa bota Cavaleiro da Classe de Mérito Industrial. CH.D20259 Cota depósito D20259 Cota antiga /62

11 A Fábrica de Loiça de Sacavém constituiu uma importante unidade industrial de produção cerâmica situada em Sacavém, marcando profundamente o quotidiano da povoação e celebrizando-a, não apenas dentro de ortugal, como também internacionalmente, reproduzida na frase promocional «Sacavém é outra loiça!». A fábrica situava-se na antiga Quinta do Aranha, junto da da actual linha de caminho-de-ferro da Azambuja, tendo chegado a ocupar, na sua época áurea, uma superfície de m²; a essa implantação não foi alheia a construção do primeiro ramal de comboio ligando Lisboa ao Carregado, com paragem em Sacavém, inaugurado em 1856, e que permitiu assim uma mais fácil expedição das mercadorias e recepção de matérias-primas. De acordo com um dos painéis de azulejos à entrada da fábrica (e que foi visível até meados da década de 1990), a unidade industrial teria sido criada em 1850, por Manuel Joaquim Afonso, sendo, porém, que a plena laboração só teria tido início em Nos anos em que esteve à frente da fábrica, Manuel Joaquim Afonso teve que fazer face a diversos problemas financeiros, pelo que, entre 1861 e 1863, a fábrica acabou por ser vendida a um inglês, John Stott Howorth, que introduziu novas técnicas de produção oriundas do Reino Unido. Em poucos anos, a Fábrica de Loiça tornava-se numa das mais importantes em ortugal no ramo da produção cerâmica, destacado-se pela produção de faiança fina baseada no caulino (uma argila com alto grau de pureza); o sucesso alcançado é tal que o rei D. Luís I confere a Howorth título nobiliárquico (Barão de Howorth de Sacavém) e, ainda, o privilégio de a fábrica se poder intitular Real Fábrica de Loiça de Sacavém. ara além disso, nos últimos anos da sua vida, o rei-consorte D. Fernando II executou e pintou várias peças cerâmicas na Fábrica, dada a grande amizade que o unia ao Barão de Sacavém. À data da morte do Barão, em 1893, já a louça de Sacavém se achava fortemente implantada no mercado, rivalizando em fama, por exemplo, com a Vista Alegre, de Ílhavo. Em 1894, a baronesa Howorth de Sacavém estabelece uma sociedade em comandita com o antigo guarda-livros da fábrica, James Gilman, a qual assegurará a administração da mesma até à morte da Baronesa, em 1909, altura em que Gilman assume sozinho a gestão da empresa. Mantém-se a aposta na ligação estratégica ao mercado inglês, tanto ao nível da exportação do produto final, como da aquisição de novas tecnologias para a fábrica. Assim, em 1912, é inaugurado um forno-túnel com 8 metros de altura e 85 metros de comprimento, obra de dimensões colossais, e onde pela primeira vez se utilizou o betão armado em ortugal. A Fábrica de Loiça tornou-se numa das principais unidades fabris da chamada cintura industrial da zona oriental de Lisboa (compreendida entre o Beato e Vila Franca de Xira), e o seu sucesso foi tal que conduziu ao aumento vertiginoso da população de Sacavém - que, por alturas da fundação da fábrica, teria pouco mais de 350 habitantes, tendo, porém, a partir de então aumentado a população da freguesia de uma forma constante e sustentada - sendo que em 1890 mais de metade dos quase 1890 habitantes da povoação tinham o seu emprego na Fábrica de Loiça. Muitos dos que aí trabalhavam eram oriundos de várias partes do aís, que se migravam para a capital e zonas suburbanas, na busca de melhores condições de vida. Com um operariado bastante politizado e sindicalizado, e talvez também pela sua gerência inglesa, a Fábrica de Loiça de Sacavém foi pioneira em certas medidas que denotam a existência de preocupações sociais da parte do patronato: a criação de uma escola dentro da fábrica, a existência de um caixa de socorros mútuos para os seus trabalhadores, o direito a férias remuneradas e a instituição de campos de férias para os filhos dos trabalhadores da fábrica. Nas primeiras décadas do século XX, o pintor Jorge Colaço executou na fábrica de Sacavém os azulejos para diversas das suas mais significativas obras: a Estação de São Bento, no orto (1903), o alace-hotel do Buçaco, no Luso (1907), o avilhão dos Desportos, em Lisboa (1922), ou a Casa do Alentejo, também na capital. Em 1921, com a morte de James Gilman, sucede-lhe à frente da fábrica o seu filho Raul Gilman, tendo como sócio um outro inglês, Herbert Gilbert. A povoação de Sacavém continua a crescer, em grande parte devido à fábrica, de tal forma que em 1927 o governo de ditadura militar, saída da Revolução Nacional de 28 de Maio de 1926, decide atribuir o estatuto de vila à freguesia de Sacavém. Ao mesmo tempo, porém, inicia a política de repressão aos trabalhadores, gente de espírito combativo e que não se revê na ditadura. Dessa forma, não é de admirar as tentativas de paralisação levadas a cabo por operários da fábrica, contra o regime. Destaca-se a famosa «greve dos rapazes», em 1937, em que os aprendizes da Fábrica de Loiça acabaram por ser detidos pela G. N. R., seguindo-se uma vigília das suas mães e/ou esposas, e uma dura repressão por parte da IDE.. Em 1962 ascendia à administração o filho de Herbert Gilbert, Leland Gilbert, e em 1970, entrava-se na última fase de vida da fábrica, com o derradeiro dono, Clive Gilbert. Após o 25 de Abril de 1974, a Fábrica de Loiça entra num período conturbado, tanto a nível laboral, como financeiro, acabando a fábrica por encerrar em Em 6 de Outubro de 1982, Monteiro ereira, o administrador da fábrica, fora assassinado à saída da sua casa, em Almada, por uma rajada de metralhadora, num atentado perpetrado pelo grupo terrorista F..'s "25 de Abril". Em 23 de Março de 1994, o Tribunal Cível da Comarca de Lisboa declara a falência da empresa, fechando a Fábrica de Sacavém definitivamente as portas a 7 de Abril desse ano, sendo os seus bens vendidos em hasta pública. ara preservação da memória desta unidade da indústria cerâmica e do seu património histórico foi instituido o Museu de Cerâmica de Sacavém, sendo o seu forno nº 18 o único edifício remanescente da antiga fábrica. T/R/AHR/CH/CH0101/CH010101/D /62

12 T/R/AHR/CH/CH0101/CH010101/D Datas de produção João Afonso (Contramestre da Fábrica de Conservas Lopes, Coelho Dias e Companhia, Lda) 1 capa numa bota Condecoração com o grau de Cavaleiro da Ordem do Mérito - Classe de Mérito Industrial (Decreto de concessão publicado em D.G. de 11 de junho de 1935) O processo só inclui o documento relativo à ficha de registo (proposta de condecoração). Nome comum Distinção honorífica, Indústria de conservas, Operário especializado Cota depósito Cota antiga 628 CH.D20408 D20408 A "Conservas Lopes, Coelho Dias & Cª, Lda" (Joaquim António Lopes, José Coelho Dias) foi a primeira fábrica de conservas em Matosinhos e a que inaugurou uma atividade que chegou a ter mais de 50 fábricas entre Matosinhos e Leça de almeira foi o ano de fundação da antiga "Especial Fábrica a Vapor de Conservas Alimentícias Lusitana", na Rua de S.edro de Miragaia (orto). A firma girava sob a razão do Sr. José Coelho Dias, sendo o Sr. Joaquim António Lopes, o sócio em comandita. As conservas desta fábrica começaram a alcançar uma crescente preferência em todos os mercados onde se apresentavam. No entanto, era forte a pressão de clientes e amigos para a necessidade de expansão, e para se dedicarem ao fabrico da conserva de sardinha. Depois de uma longa e aturada viagem pelo estrangeiro, onde puderam verificar os últimos progressos da indústria conserveira, e estudar vários locais em ortugal, onde poderiam instalar a nova fábrica, optaram por escolher a praia de Matosinhos, pois na altura oferecia as melhores garantias, quer pela excelência dos seus produtos, boas propriedades da água, próxima do orto artificial de Leixões e da cidade do orto. Em 1899 dá-se o início da atividade conserveira em Matosinhos com a constituição da denominada de "Real Fábrica de Conservas de Matosinhos". Ocupando um espaço de m2, foi considerada (no género) uma das maiores da enínsula Ibérica. Empregava em casos normais 400 operários, sendo que em ocasiões de grande movimento chegava aos operários. Foi um exemplo da interação entre indústria e vias de comunicação, não só o elétrico passava à porta, como o comboio passava nas suas instalações, a caminho da Estação de Leixões, facilitando o transporte das suas exportações. Após a instalação da fábrica, a indústria conserveira começou a desenvolver, deixando de ser simples atividade de preparação de sardinha em salmoura. Em 1904, as instalações da fábrica foram alvo de melhoramentos e foi também aumentado o seu capital social. Em 1941 a unidade fabril foi adquirida pelo Sr. Adão acheco olónia, mantendo-se em laboração até meados da década de 60, altura que marca o seu encerramento. Em 2013 o antigo património (Fábrica) foi demolido dando lugar a habitações de luxo. T/R/AHR/CH/CH0101/CH010101/D T/R/AHR/CH/CH0101/CH010101/D Francisco de Oliveira (Encarregado da oficina de fabricação de louça sanitária da Fábrica de Louça de Sacavém) 1 capa numa bota Cavaleiro da Classe de Mérito Industrial. CH.D20721 Cota depósito D20721 Cota antiga /62

13 A Fábrica de Loiça de Sacavém constituiu uma importante unidade industrial de produção cerâmica situada em Sacavém, marcando profundamente o quotidiano da povoação e celebrizando-a, não apenas dentro de ortugal, como também internacionalmente, reproduzida na frase promocional «Sacavém é outra loiça!». A fábrica situava-se na antiga Quinta do Aranha, junto da da actual linha de caminho-de-ferro da Azambuja, tendo chegado a ocupar, na sua época áurea, uma superfície de m²; a essa implantação não foi alheia a construção do primeiro ramal de comboio ligando Lisboa ao Carregado, com paragem em Sacavém, inaugurado em 1856, e que permitiu assim uma mais fácil expedição das mercadorias e recepção de matérias-primas. De acordo com um dos painéis de azulejos à entrada da fábrica (e que foi visível até meados da década de 1990), a unidade industrial teria sido criada em 1850, por Manuel Joaquim Afonso, sendo, porém, que a plena laboração só teria tido início em Nos anos em que esteve à frente da fábrica, Manuel Joaquim Afonso teve que fazer face a diversos problemas financeiros, pelo que, entre 1861 e 1863, a fábrica acabou por ser vendida a um inglês, John Stott Howorth, que introduziu novas técnicas de produção oriundas do Reino Unido. Em poucos anos, a Fábrica de Loiça tornava-se numa das mais importantes em ortugal no ramo da produção cerâmica, destacado-se pela produção de faiança fina baseada no caulino (uma argila com alto grau de pureza); o sucesso alcançado é tal que o rei D. Luís I confere a Howorth título nobiliárquico (Barão de Howorth de Sacavém) e, ainda, o privilégio de a fábrica se poder intitular Real Fábrica de Loiça de Sacavém. ara além disso, nos últimos anos da sua vida, o rei-consorte D. Fernando II executou e pintou várias peças cerâmicas na Fábrica, dada a grande amizade que o unia ao Barão de Sacavém. À data da morte do Barão, em 1893, já a louça de Sacavém se achava fortemente implantada no mercado, rivalizando em fama, por exemplo, com a Vista Alegre, de Ílhavo. Em 1894, a baronesa Howorth de Sacavém estabelece uma sociedade em comandita com o antigo guarda-livros da fábrica, James Gilman, a qual assegurará a administração da mesma até à morte da Baronesa, em 1909, altura em que Gilman assume sozinho a gestão da empresa. Mantém-se a aposta na ligação estratégica ao mercado inglês, tanto ao nível da exportação do produto final, como da aquisição de novas tecnologias para a fábrica. Assim, em 1912, é inaugurado um forno-túnel com 8 metros de altura e 85 metros de comprimento, obra de dimensões colossais, e onde pela primeira vez se utilizou o betão armado em ortugal. A Fábrica de Loiça tornou-se numa das principais unidades fabris da chamada cintura industrial da zona oriental de Lisboa (compreendida entre o Beato e Vila Franca de Xira), e o seu sucesso foi tal que conduziu ao aumento vertiginoso da população de Sacavém - que, por alturas da fundação da fábrica, teria pouco mais de 350 habitantes, tendo, porém, a partir de então aumentado a população da freguesia de uma forma constante e sustentada - sendo que em 1890 mais de metade dos quase 1890 habitantes da povoação tinham o seu emprego na Fábrica de Loiça. Muitos dos que aí trabalhavam eram oriundos de várias partes do aís, que se migravam para a capital e zonas suburbanas, na busca de melhores condições de vida. Com um operariado bastante politizado e sindicalizado, e talvez também pela sua gerência inglesa, a Fábrica de Loiça de Sacavém foi pioneira em certas medidas que denotam a existência de preocupações sociais da parte do patronato: a criação de uma escola dentro da fábrica, a existência de um caixa de socorros mútuos para os seus trabalhadores, o direito a férias remuneradas e a instituição de campos de férias para os filhos dos trabalhadores da fábrica. Nas primeiras décadas do século XX, o pintor Jorge Colaço executou na fábrica de Sacavém os azulejos para diversas das suas mais significativas obras: a Estação de São Bento, no orto (1903), o alace-hotel do Buçaco, no Luso (1907), o avilhão dos Desportos, em Lisboa (1922), ou a Casa do Alentejo, também na capital. Em 1921, com a morte de James Gilman, sucede-lhe à frente da fábrica o seu filho Raul Gilman, tendo como sócio um outro inglês, Herbert Gilbert. A povoação de Sacavém continua a crescer, em grande parte devido à fábrica, de tal forma que em 1927 o governo de ditadura militar, saída da Revolução Nacional de 28 de Maio de 1926, decide atribuir o estatuto de vila à freguesia de Sacavém. Ao mesmo tempo, porém, inicia a política de repressão aos trabalhadores, gente de espírito combativo e que não se revê na ditadura. Dessa forma, não é de admirar as tentativas de paralisação levadas a cabo por operários da fábrica, contra o regime. Destaca-se a famosa «greve dos rapazes», em 1937, em que os aprendizes da Fábrica de Loiça acabaram por ser detidos pela G. N. R., seguindo-se uma vigília das suas mães e/ou esposas, e uma dura repressão por parte da IDE.. Em 1962 ascendia à administração o filho de Herbert Gilbert, Leland Gilbert, e em 1970, entrava-se na última fase de vida da fábrica, com o derradeiro dono, Clive Gilbert. Após o 25 de Abril de 1974, a Fábrica de Loiça entra num período conturbado, tanto a nível laboral, como financeiro, acabando a fábrica por encerrar em Em 6 de Outubro de 1982, Monteiro ereira, o administrador da fábrica, fora assassinado à saída da sua casa, em Almada, por uma rajada de metralhadora, num atentado perpetrado pelo grupo terrorista F..'s "25 de Abril". Em 23 de Março de 1994, o Tribunal Cível da Comarca de Lisboa declara a falência da empresa, fechando a Fábrica de Sacavém definitivamente as portas a 7 de Abril desse ano, sendo os seus bens vendidos em hasta pública. ara preservação da memória desta unidade da indústria cerâmica e do seu património histórico foi instituido o Museu de Cerâmica de Sacavém, sendo o seu forno nº 18 o único edifício remanescente da antiga fábrica. 13/62

14 T/R/AHR/CH/CH0101/CH010101/D T/R/AHR/CH/CH0101/CH010101/D Fernando Alves Figueiredo (Encarregado da oficina de fabricação de louça da Fábrica de Louça de Sacavém) 1 capa numa bota Cavaleiro da Classe de Mérito Industrial. CH.D20722 Cota depósito D20722 Cota antiga /62

15 A Fábrica de Loiça de Sacavém constituiu uma importante unidade industrial de produção cerâmica situada em Sacavém, marcando profundamente o quotidiano da povoação e celebrizando-a, não apenas dentro de ortugal, como também internacionalmente, reproduzida na frase promocional «Sacavém é outra loiça!». A fábrica situava-se na antiga Quinta do Aranha, junto da da actual linha de caminho-de-ferro da Azambuja, tendo chegado a ocupar, na sua época áurea, uma superfície de m²; a essa implantação não foi alheia a construção do primeiro ramal de comboio ligando Lisboa ao Carregado, com paragem em Sacavém, inaugurado em 1856, e que permitiu assim uma mais fácil expedição das mercadorias e recepção de matérias-primas. De acordo com um dos painéis de azulejos à entrada da fábrica (e que foi visível até meados da década de 1990), a unidade industrial teria sido criada em 1850, por Manuel Joaquim Afonso, sendo, porém, que a plena laboração só teria tido início em Nos anos em que esteve à frente da fábrica, Manuel Joaquim Afonso teve que fazer face a diversos problemas financeiros, pelo que, entre 1861 e 1863, a fábrica acabou por ser vendida a um inglês, John Stott Howorth, que introduziu novas técnicas de produção oriundas do Reino Unido. Em poucos anos, a Fábrica de Loiça tornava-se numa das mais importantes em ortugal no ramo da produção cerâmica, destacado-se pela produção de faiança fina baseada no caulino (uma argila com alto grau de pureza); o sucesso alcançado é tal que o rei D. Luís I confere a Howorth título nobiliárquico (Barão de Howorth de Sacavém) e, ainda, o privilégio de a fábrica se poder intitular Real Fábrica de Loiça de Sacavém. ara além disso, nos últimos anos da sua vida, o rei-consorte D. Fernando II executou e pintou várias peças cerâmicas na Fábrica, dada a grande amizade que o unia ao Barão de Sacavém. À data da morte do Barão, em 1893, já a louça de Sacavém se achava fortemente implantada no mercado, rivalizando em fama, por exemplo, com a Vista Alegre, de Ílhavo. Em 1894, a baronesa Howorth de Sacavém estabelece uma sociedade em comandita com o antigo guarda-livros da fábrica, James Gilman, a qual assegurará a administração da mesma até à morte da Baronesa, em 1909, altura em que Gilman assume sozinho a gestão da empresa. Mantém-se a aposta na ligação estratégica ao mercado inglês, tanto ao nível da exportação do produto final, como da aquisição de novas tecnologias para a fábrica. Assim, em 1912, é inaugurado um forno-túnel com 8 metros de altura e 85 metros de comprimento, obra de dimensões colossais, e onde pela primeira vez se utilizou o betão armado em ortugal. A Fábrica de Loiça tornou-se numa das principais unidades fabris da chamada cintura industrial da zona oriental de Lisboa (compreendida entre o Beato e Vila Franca de Xira), e o seu sucesso foi tal que conduziu ao aumento vertiginoso da população de Sacavém - que, por alturas da fundação da fábrica, teria pouco mais de 350 habitantes, tendo, porém, a partir de então aumentado a população da freguesia de uma forma constante e sustentada - sendo que em 1890 mais de metade dos quase 1890 habitantes da povoação tinham o seu emprego na Fábrica de Loiça. Muitos dos que aí trabalhavam eram oriundos de várias partes do aís, que se migravam para a capital e zonas suburbanas, na busca de melhores condições de vida. Com um operariado bastante politizado e sindicalizado, e talvez também pela sua gerência inglesa, a Fábrica de Loiça de Sacavém foi pioneira em certas medidas que denotam a existência de preocupações sociais da parte do patronato: a criação de uma escola dentro da fábrica, a existência de um caixa de socorros mútuos para os seus trabalhadores, o direito a férias remuneradas e a instituição de campos de férias para os filhos dos trabalhadores da fábrica. Nas primeiras décadas do século XX, o pintor Jorge Colaço executou na fábrica de Sacavém os azulejos para diversas das suas mais significativas obras: a Estação de São Bento, no orto (1903), o alace-hotel do Buçaco, no Luso (1907), o avilhão dos Desportos, em Lisboa (1922), ou a Casa do Alentejo, também na capital. Em 1921, com a morte de James Gilman, sucede-lhe à frente da fábrica o seu filho Raul Gilman, tendo como sócio um outro inglês, Herbert Gilbert. A povoação de Sacavém continua a crescer, em grande parte devido à fábrica, de tal forma que em 1927 o governo de ditadura militar, saída da Revolução Nacional de 28 de Maio de 1926, decide atribuir o estatuto de vila à freguesia de Sacavém. Ao mesmo tempo, porém, inicia a política de repressão aos trabalhadores, gente de espírito combativo e que não se revê na ditadura. Dessa forma, não é de admirar as tentativas de paralisação levadas a cabo por operários da fábrica, contra o regime. Destaca-se a famosa «greve dos rapazes», em 1937, em que os aprendizes da Fábrica de Loiça acabaram por ser detidos pela G. N. R., seguindo-se uma vigília das suas mães e/ou esposas, e uma dura repressão por parte da IDE.. Em 1962 ascendia à administração o filho de Herbert Gilbert, Leland Gilbert, e em 1970, entrava-se na última fase de vida da fábrica, com o derradeiro dono, Clive Gilbert. Após o 25 de Abril de 1974, a Fábrica de Loiça entra num período conturbado, tanto a nível laboral, como financeiro, acabando a fábrica por encerrar em Em 6 de Outubro de 1982, Monteiro ereira, o administrador da fábrica, fora assassinado à saída da sua casa, em Almada, por uma rajada de metralhadora, num atentado perpetrado pelo grupo terrorista F..'s "25 de Abril". Em 23 de Março de 1994, o Tribunal Cível da Comarca de Lisboa declara a falência da empresa, fechando a Fábrica de Sacavém definitivamente as portas a 7 de Abril desse ano, sendo os seus bens vendidos em hasta pública. ara preservação da memória desta unidade da indústria cerâmica e do seu património histórico foi instituido o Museu de Cerâmica de Sacavém, sendo o seu forno nº 18 o único edifício remanescente da antiga fábrica. 15/62

16 T/R/AHR/CH/CH0101/CH010101/D T/R/AHR/CH/CH0101/CH010101/D Gregório da Silva (Operário da Fábrica de Louça de Sacavém) Datas de produção capa numa bota rocesso de atribuição de condecoração com o grau de Cavaleiro da Classe de Mérito Industrial pelo residente da República, António Óscar Fragoso Carmona. CH.D20723 Cota depósito D20723 Cota antiga /62

17 A Fábrica de Loiça de Sacavém constituiu uma importante unidade industrial de produção cerâmica situada em Sacavém, marcando profundamente o quotidiano da povoação e celebrizando-a, não apenas dentro de ortugal, como também internacionalmente, reproduzida na frase promocional «Sacavém é outra loiça!». A fábrica situava-se na antiga Quinta do Aranha, junto da da actual linha de caminho-de-ferro da Azambuja, tendo chegado a ocupar, na sua época áurea, uma superfície de m²; a essa implantação não foi alheia a construção do primeiro ramal de comboio ligando Lisboa ao Carregado, com paragem em Sacavém, inaugurado em 1856, e que permitiu assim uma mais fácil expedição das mercadorias e recepção de matérias-primas. De acordo com um dos painéis de azulejos à entrada da fábrica (e que foi visível até meados da década de 1990), a unidade industrial teria sido criada em 1850, por Manuel Joaquim Afonso, sendo, porém, que a plena laboração só teria tido início em Nos anos em que esteve à frente da fábrica, Manuel Joaquim Afonso teve que fazer face a diversos problemas financeiros, pelo que, entre 1861 e 1863, a fábrica acabou por ser vendida a um inglês, John Stott Howorth, que introduziu novas técnicas de produção oriundas do Reino Unido. Em poucos anos, a Fábrica de Loiça tornava-se numa das mais importantes em ortugal no ramo da produção cerâmica, destacado-se pela produção de faiança fina baseada no caulino (uma argila com alto grau de pureza); o sucesso alcançado é tal que o rei D. Luís I confere a Howorth título nobiliárquico (Barão de Howorth de Sacavém) e, ainda, o privilégio de a fábrica se poder intitular Real Fábrica de Loiça de Sacavém. ara além disso, nos últimos anos da sua vida, o rei-consorte D. Fernando II executou e pintou várias peças cerâmicas na Fábrica, dada a grande amizade que o unia ao Barão de Sacavém. À data da morte do Barão, em 1893, já a louça de Sacavém se achava fortemente implantada no mercado, rivalizando em fama, por exemplo, com a Vista Alegre, de Ílhavo. Em 1894, a baronesa Howorth de Sacavém estabelece uma sociedade em comandita com o antigo guarda-livros da fábrica, James Gilman, a qual assegurará a administração da mesma até à morte da Baronesa, em 1909, altura em que Gilman assume sozinho a gestão da empresa. Mantém-se a aposta na ligação estratégica ao mercado inglês, tanto ao nível da exportação do produto final, como da aquisição de novas tecnologias para a fábrica. Assim, em 1912, é inaugurado um forno-túnel com 8 metros de altura e 85 metros de comprimento, obra de dimensões colossais, e onde pela primeira vez se utilizou o betão armado em ortugal. A Fábrica de Loiça tornou-se numa das principais unidades fabris da chamada cintura industrial da zona oriental de Lisboa (compreendida entre o Beato e Vila Franca de Xira), e o seu sucesso foi tal que conduziu ao aumento vertiginoso da população de Sacavém - que, por alturas da fundação da fábrica, teria pouco mais de 350 habitantes, tendo, porém, a partir de então aumentado a população da freguesia de uma forma constante e sustentada - sendo que em 1890 mais de metade dos quase 1890 habitantes da povoação tinham o seu emprego na Fábrica de Loiça. Muitos dos que aí trabalhavam eram oriundos de várias partes do aís, que se migravam para a capital e zonas suburbanas, na busca de melhores condições de vida. Com um operariado bastante politizado e sindicalizado, e talvez também pela sua gerência inglesa, a Fábrica de Loiça de Sacavém foi pioneira em certas medidas que denotam a existência de preocupações sociais da parte do patronato: a criação de uma escola dentro da fábrica, a existência de um caixa de socorros mútuos para os seus trabalhadores, o direito a férias remuneradas e a instituição de campos de férias para os filhos dos trabalhadores da fábrica. Nas primeiras décadas do século XX, o pintor Jorge Colaço executou na fábrica de Sacavém os azulejos para diversas das suas mais significativas obras: a Estação de São Bento, no orto (1903), o alace-hotel do Buçaco, no Luso (1907), o avilhão dos Desportos, em Lisboa (1922), ou a Casa do Alentejo, também na capital. Em 1921, com a morte de James Gilman, sucede-lhe à frente da fábrica o seu filho Raul Gilman, tendo como sócio um outro inglês, Herbert Gilbert. A povoação de Sacavém continua a crescer, em grande parte devido à fábrica, de tal forma que em 1927 o governo de ditadura militar, saída da Revolução Nacional de 28 de Maio de 1926, decide atribuir o estatuto de vila à freguesia de Sacavém. Ao mesmo tempo, porém, inicia a política de repressão aos trabalhadores, gente de espírito combativo e que não se revê na ditadura. Dessa forma, não é de admirar as tentativas de paralisação levadas a cabo por operários da fábrica, contra o regime. Destaca-se a famosa «greve dos rapazes», em 1937, em que os aprendizes da Fábrica de Loiça acabaram por ser detidos pela G. N. R., seguindo-se uma vigília das suas mães e/ou esposas, e uma dura repressão por parte da IDE.. Em 1962 ascendia à administração o filho de Herbert Gilbert, Leland Gilbert, e em 1970, entrava-se na última fase de vida da fábrica, com o derradeiro dono, Clive Gilbert. Após o 25 de Abril de 1974, a Fábrica de Loiça entra num período conturbado, tanto a nível laboral, como financeiro, acabando a fábrica por encerrar em Em 6 de Outubro de 1982, Monteiro ereira, o administrador da fábrica, fora assassinado à saída da sua casa, em Almada, por uma rajada de metralhadora, num atentado perpetrado pelo grupo terrorista F..'s "25 de Abril". Em 23 de Março de 1994, o Tribunal Cível da Comarca de Lisboa declara a falência da empresa, fechando a Fábrica de Sacavém definitivamente as portas a 7 de Abril desse ano, sendo os seus bens vendidos em hasta pública. ara preservação da memória desta unidade da indústria cerâmica e do seu património histórico foi instituido o Museu de Cerâmica de Sacavém, sendo o seu forno nº 18 o único edifício remanescente da antiga fábrica. 17/62

18 T/R/AHR/CH/CH0101/CH010101/D T/R/AHR/CH/CH0101/CH010101/D Júlio de Oliveira (Operário da Fábrica de Louça de Sacavém) 1 capa numa bota Cavaleiro da Classe de Mérito Industrial. CH.D20724 Cota depósito D20724 Cota antiga /62

19 A Fábrica de Loiça de Sacavém constituiu uma importante unidade industrial de produção cerâmica situada em Sacavém, marcando profundamente o quotidiano da povoação e celebrizando-a, não apenas dentro de ortugal, como também internacionalmente, reproduzida na frase promocional «Sacavém é outra loiça!». A fábrica situava-se na antiga Quinta do Aranha, junto da da actual linha de caminho-de-ferro da Azambuja, tendo chegado a ocupar, na sua época áurea, uma superfície de m²; a essa implantação não foi alheia a construção do primeiro ramal de comboio ligando Lisboa ao Carregado, com paragem em Sacavém, inaugurado em 1856, e que permitiu assim uma mais fácil expedição das mercadorias e recepção de matérias-primas. De acordo com um dos painéis de azulejos à entrada da fábrica (e que foi visível até meados da década de 1990), a unidade industrial teria sido criada em 1850, por Manuel Joaquim Afonso, sendo, porém, que a plena laboração só teria tido início em Nos anos em que esteve à frente da fábrica, Manuel Joaquim Afonso teve que fazer face a diversos problemas financeiros, pelo que, entre 1861 e 1863, a fábrica acabou por ser vendida a um inglês, John Stott Howorth, que introduziu novas técnicas de produção oriundas do Reino Unido. Em poucos anos, a Fábrica de Loiça tornava-se numa das mais importantes em ortugal no ramo da produção cerâmica, destacado-se pela produção de faiança fina baseada no caulino (uma argila com alto grau de pureza); o sucesso alcançado é tal que o rei D. Luís I confere a Howorth título nobiliárquico (Barão de Howorth de Sacavém) e, ainda, o privilégio de a fábrica se poder intitular Real Fábrica de Loiça de Sacavém. ara além disso, nos últimos anos da sua vida, o rei-consorte D. Fernando II executou e pintou várias peças cerâmicas na Fábrica, dada a grande amizade que o unia ao Barão de Sacavém. À data da morte do Barão, em 1893, já a louça de Sacavém se achava fortemente implantada no mercado, rivalizando em fama, por exemplo, com a Vista Alegre, de Ílhavo. Em 1894, a baronesa Howorth de Sacavém estabelece uma sociedade em comandita com o antigo guarda-livros da fábrica, James Gilman, a qual assegurará a administração da mesma até à morte da Baronesa, em 1909, altura em que Gilman assume sozinho a gestão da empresa. Mantém-se a aposta na ligação estratégica ao mercado inglês, tanto ao nível da exportação do produto final, como da aquisição de novas tecnologias para a fábrica. Assim, em 1912, é inaugurado um forno-túnel com 8 metros de altura e 85 metros de comprimento, obra de dimensões colossais, e onde pela primeira vez se utilizou o betão armado em ortugal. A Fábrica de Loiça tornou-se numa das principais unidades fabris da chamada cintura industrial da zona oriental de Lisboa (compreendida entre o Beato e Vila Franca de Xira), e o seu sucesso foi tal que conduziu ao aumento vertiginoso da população de Sacavém - que, por alturas da fundação da fábrica, teria pouco mais de 350 habitantes, tendo, porém, a partir de então aumentado a população da freguesia de uma forma constante e sustentada - sendo que em 1890 mais de metade dos quase 1890 habitantes da povoação tinham o seu emprego na Fábrica de Loiça. Muitos dos que aí trabalhavam eram oriundos de várias partes do aís, que se migravam para a capital e zonas suburbanas, na busca de melhores condições de vida. Com um operariado bastante politizado e sindicalizado, e talvez também pela sua gerência inglesa, a Fábrica de Loiça de Sacavém foi pioneira em certas medidas que denotam a existência de preocupações sociais da parte do patronato: a criação de uma escola dentro da fábrica, a existência de um caixa de socorros mútuos para os seus trabalhadores, o direito a férias remuneradas e a instituição de campos de férias para os filhos dos trabalhadores da fábrica. Nas primeiras décadas do século XX, o pintor Jorge Colaço executou na fábrica de Sacavém os azulejos para diversas das suas mais significativas obras: a Estação de São Bento, no orto (1903), o alace-hotel do Buçaco, no Luso (1907), o avilhão dos Desportos, em Lisboa (1922), ou a Casa do Alentejo, também na capital. Em 1921, com a morte de James Gilman, sucede-lhe à frente da fábrica o seu filho Raul Gilman, tendo como sócio um outro inglês, Herbert Gilbert. A povoação de Sacavém continua a crescer, em grande parte devido à fábrica, de tal forma que em 1927 o governo de ditadura militar, saída da Revolução Nacional de 28 de Maio de 1926, decide atribuir o estatuto de vila à freguesia de Sacavém. Ao mesmo tempo, porém, inicia a política de repressão aos trabalhadores, gente de espírito combativo e que não se revê na ditadura. Dessa forma, não é de admirar as tentativas de paralisação levadas a cabo por operários da fábrica, contra o regime. Destaca-se a famosa «greve dos rapazes», em 1937, em que os aprendizes da Fábrica de Loiça acabaram por ser detidos pela G. N. R., seguindo-se uma vigília das suas mães e/ou esposas, e uma dura repressão por parte da IDE.. Em 1962 ascendia à administração o filho de Herbert Gilbert, Leland Gilbert, e em 1970, entrava-se na última fase de vida da fábrica, com o derradeiro dono, Clive Gilbert. Após o 25 de Abril de 1974, a Fábrica de Loiça entra num período conturbado, tanto a nível laboral, como financeiro, acabando a fábrica por encerrar em Em 6 de Outubro de 1982, Monteiro ereira, o administrador da fábrica, fora assassinado à saída da sua casa, em Almada, por uma rajada de metralhadora, num atentado perpetrado pelo grupo terrorista F..'s "25 de Abril". Em 23 de Março de 1994, o Tribunal Cível da Comarca de Lisboa declara a falência da empresa, fechando a Fábrica de Sacavém definitivamente as portas a 7 de Abril desse ano, sendo os seus bens vendidos em hasta pública. ara preservação da memória desta unidade da indústria cerâmica e do seu património histórico foi instituido o Museu de Cerâmica de Sacavém, sendo o seu forno nº 18 o único edifício remanescente da antiga fábrica. 19/62

20 T/R/AHR/CH/CH0101/CH010101/D T/R/AHR/CH/CH0101/CH010101/D José dos Santos (Operário-motorista da Fábrica de Louça de Sacavém) 1 capa numa bota Cavaleiro da Classe de Mérito Industrial. CH.D20725 Cota depósito D20725 Cota antiga /62

21 A Fábrica de Loiça de Sacavém constituiu uma importante unidade industrial de produção cerâmica situada em Sacavém, marcando profundamente o quotidiano da povoação e celebrizando-a, não apenas dentro de ortugal, como também internacionalmente, reproduzida na frase promocional «Sacavém é outra loiça!». A fábrica situava-se na antiga Quinta do Aranha, junto da da actual linha de caminho-de-ferro da Azambuja, tendo chegado a ocupar, na sua época áurea, uma superfície de m²; a essa implantação não foi alheia a construção do primeiro ramal de comboio ligando Lisboa ao Carregado, com paragem em Sacavém, inaugurado em 1856, e que permitiu assim uma mais fácil expedição das mercadorias e recepção de matérias-primas. De acordo com um dos painéis de azulejos à entrada da fábrica (e que foi visível até meados da década de 1990), a unidade industrial teria sido criada em 1850, por Manuel Joaquim Afonso, sendo, porém, que a plena laboração só teria tido início em Nos anos em que esteve à frente da fábrica, Manuel Joaquim Afonso teve que fazer face a diversos problemas financeiros, pelo que, entre 1861 e 1863, a fábrica acabou por ser vendida a um inglês, John Stott Howorth, que introduziu novas técnicas de produção oriundas do Reino Unido. Em poucos anos, a Fábrica de Loiça tornava-se numa das mais importantes em ortugal no ramo da produção cerâmica, destacado-se pela produção de faiança fina baseada no caulino (uma argila com alto grau de pureza); o sucesso alcançado é tal que o rei D. Luís I confere a Howorth título nobiliárquico (Barão de Howorth de Sacavém) e, ainda, o privilégio de a fábrica se poder intitular Real Fábrica de Loiça de Sacavém. ara além disso, nos últimos anos da sua vida, o rei-consorte D. Fernando II executou e pintou várias peças cerâmicas na Fábrica, dada a grande amizade que o unia ao Barão de Sacavém. À data da morte do Barão, em 1893, já a louça de Sacavém se achava fortemente implantada no mercado, rivalizando em fama, por exemplo, com a Vista Alegre, de Ílhavo. Em 1894, a baronesa Howorth de Sacavém estabelece uma sociedade em comandita com o antigo guarda-livros da fábrica, James Gilman, a qual assegurará a administração da mesma até à morte da Baronesa, em 1909, altura em que Gilman assume sozinho a gestão da empresa. Mantém-se a aposta na ligação estratégica ao mercado inglês, tanto ao nível da exportação do produto final, como da aquisição de novas tecnologias para a fábrica. Assim, em 1912, é inaugurado um forno-túnel com 8 metros de altura e 85 metros de comprimento, obra de dimensões colossais, e onde pela primeira vez se utilizou o betão armado em ortugal. A Fábrica de Loiça tornou-se numa das principais unidades fabris da chamada cintura industrial da zona oriental de Lisboa (compreendida entre o Beato e Vila Franca de Xira), e o seu sucesso foi tal que conduziu ao aumento vertiginoso da população de Sacavém - que, por alturas da fundação da fábrica, teria pouco mais de 350 habitantes, tendo, porém, a partir de então aumentado a população da freguesia de uma forma constante e sustentada - sendo que em 1890 mais de metade dos quase 1890 habitantes da povoação tinham o seu emprego na Fábrica de Loiça. Muitos dos que aí trabalhavam eram oriundos de várias partes do aís, que se migravam para a capital e zonas suburbanas, na busca de melhores condições de vida. Com um operariado bastante politizado e sindicalizado, e talvez também pela sua gerência inglesa, a Fábrica de Loiça de Sacavém foi pioneira em certas medidas que denotam a existência de preocupações sociais da parte do patronato: a criação de uma escola dentro da fábrica, a existência de um caixa de socorros mútuos para os seus trabalhadores, o direito a férias remuneradas e a instituição de campos de férias para os filhos dos trabalhadores da fábrica. Nas primeiras décadas do século XX, o pintor Jorge Colaço executou na fábrica de Sacavém os azulejos para diversas das suas mais significativas obras: a Estação de São Bento, no orto (1903), o alace-hotel do Buçaco, no Luso (1907), o avilhão dos Desportos, em Lisboa (1922), ou a Casa do Alentejo, também na capital. Em 1921, com a morte de James Gilman, sucede-lhe à frente da fábrica o seu filho Raul Gilman, tendo como sócio um outro inglês, Herbert Gilbert. A povoação de Sacavém continua a crescer, em grande parte devido à fábrica, de tal forma que em 1927 o governo de ditadura militar, saída da Revolução Nacional de 28 de Maio de 1926, decide atribuir o estatuto de vila à freguesia de Sacavém. Ao mesmo tempo, porém, inicia a política de repressão aos trabalhadores, gente de espírito combativo e que não se revê na ditadura. Dessa forma, não é de admirar as tentativas de paralisação levadas a cabo por operários da fábrica, contra o regime. Destaca-se a famosa «greve dos rapazes», em 1937, em que os aprendizes da Fábrica de Loiça acabaram por ser detidos pela G. N. R., seguindo-se uma vigília das suas mães e/ou esposas, e uma dura repressão por parte da IDE.. Em 1962 ascendia à administração o filho de Herbert Gilbert, Leland Gilbert, e em 1970, entrava-se na última fase de vida da fábrica, com o derradeiro dono, Clive Gilbert. Após o 25 de Abril de 1974, a Fábrica de Loiça entra num período conturbado, tanto a nível laboral, como financeiro, acabando a fábrica por encerrar em Em 6 de Outubro de 1982, Monteiro ereira, o administrador da fábrica, fora assassinado à saída da sua casa, em Almada, por uma rajada de metralhadora, num atentado perpetrado pelo grupo terrorista F..'s "25 de Abril". Em 23 de Março de 1994, o Tribunal Cível da Comarca de Lisboa declara a falência da empresa, fechando a Fábrica de Sacavém definitivamente as portas a 7 de Abril desse ano, sendo os seus bens vendidos em hasta pública. ara preservação da memória desta unidade da indústria cerâmica e do seu património histórico foi instituido o Museu de Cerâmica de Sacavém, sendo o seu forno nº 18 o único edifício remanescente da antiga fábrica. 21/62

22 T/R/AHR/CH/CH0101/CH010105/CH /D T/R/AHR/CH/CH0101/CH010105/CH /D Datas de produção António Montês (Diretor do Museu rovincial de José Malhoa) 1 capa numa bota Contém: - roposta de condecoração com o Grau de Cavaleiro da Ordem Militar da Torre e Espada, de 6 de fevereiro de 1956; Alvará de Concessão publicado no DG n.º 104, de 1 de maio de 1956; - roposta de condecoração com o Grau de Oficial, de 8 de maio de 1959; Alvará de Concessão com o mesmo Grau, de 4 de dezembro de 1959 publicado no DG n.º 6, de 8 de janeiro de Nome comum Distinção honorífica, Museu Cota depósito CH.D27593 D27593 Cota antiga 1111 Unidades de descrição relacionadas [T/R/AHR/CH/CH0101/CH010111/D205292] - António Montês (Ordem de Instrução ública); [T/R/AHR/CH/CH0101/CH010112/D206696] - António Montês (Ordem de Benemerência) António Montês (Montez) nasceu em 1896 nas Caldas da Rainha e faleceu em Lisboa, a 12 de setembro de Frequentou os estudos secundários em Leiria, entre 1909 e 1914 e reparatórios de Engenharia em Coimbra, entre ; entre 1916 e 1917, ingressou na Escola de Guerra, no Curso de Infantaria. Desempenhou, durante o Sidonismo, as funções de administrador nos Concelhos de Caldas da Rainha e Óbidos e foi tesoureiro, chefe de expediente e subgerente da filial das Caldas da Rainha do Banco Industrial ortuguês até 1925; entre 1926 e 1963, data em que passou à reforma, foi chefe de secção no Serviço de Via e Obras, secretário-geral, e chefe do Serviço de Turismo e ublicidade dos Caminhos de Ferro ortugueses, notabilizando-se, enquanto chefe do Serviço de Turismo e ublicidade, por criar a iniciativa "Comboios-Mistério" e dinamizar os "Expressos opulares", tendo popularizado o mote "O Comboio Descobriu a aisagem", que significou a expansão do turismo em ortugal graças ao transporte ferroviário. Importante dinamizador da cultura nas sua terra natal, Caldas da Rainha, foi responsável por vários projetos de promoção da localidade como estância termal; cumpriu funções como tesoureiro e vicepresidente da Associação Comercial e Industrial, em 1924, e foi membro das Comissões de Iniciativa, entre 1927 e 1929, e de Turismo, em Foi, igualmente, um dos promotores da elevação da vila de Caldas da Rainha a cidade, em 1927, e da instalação dos monumentos, em homenagem a Rafael Bordalo inheiro, em 1927, a José Malhoa, entre 1928 e (inaugurado em) 1955, e à Rainha D. Leonor, em 1935; dinamizou, igualmente, a Comissão Regional para a Homenagem ao Grande intor José Malhoa, em 1928, e foi responsável pela gestão do programa das Comemorações Centenárias de 1940, na rovíncia da Estremadura. Foi, ainda, um dos fundadores e o primeiro diretor do Museu rovincial José Malhoa, das Caldas da Rainha, tendo sido diplomado com o Curso de Conservador de Museus em Na década de 1950, visitou vários museus de cerâmica na Europa Central, de forma a adquirir conhecimentos para a fundação de um museu deste tipo na localidade das Caldas da Rainha. Cessou funções como diretor do Museu em 25 de dezembro de 1966, ao atingir o limite de idade. Foi, igualmente, estudioso e crítico de arte, conferencista, jornalista, defensor do património e promotor do turismo, tendo participado assiduamente em vários jornais e revistas, destacando-se os seus artigos na Gazeta dos Caminhos de Ferro e na revista Viagem] Integrou a redação do periódico Gazeta das Caldas, aquando da sua fundação, em 1925, e dirigiu e contribuiu no Boletim da C durante oito anos. T/R/AHR/CH/CH0101/CH010106/CH /D T/R/AHR/CH/CH0101/CH010106/CH /D Francisco Maria da Costa Andrade (Capitão de Infantaria) 22/62

23 Datas de produção Cota depósito Cota antiga capa numa bota Contém a proposta do Ministro da Guerra, para o Grau de Cavaleiro, de 26 de julho de 1922, aprovada em 10 de março de Decreto de Concessão para o Grau de Cavaleiro, de 31 de março de CH.D24701 D24701 Foi proposto porque após o combate de 18 de agosto de 1915, comandou um comboio de reabastecimento, debaixo de fogo, assumindo, no regresso, o comando do seu pelotão no combate que se estava a travar. T/R/AHR/CH/CH0101/CH010107/CH /D T/R/AHR/CH/CH0101/CH010107/CH /D Datas de produção Cota depósito Cota antiga 158 Jaime Corrêa do Inso (Capitão-de-Fragata reformado) 1 capa numa bota Contém um Alvará de Concessão com o Grau de Comendador, de 1 de agosto de Decreto de Concessão com o Grau de Comendador, publicado no Diário do Governo, n.º 209, de 5 de setembro de CH.D24991 D24991 Jaime Corrêa do Inso, nascido em 18 de Dezembro de 1880 na freguesia de Nossa Senhora da Graça, concelho de Nisa e distrito de ortalegre, como aspirante de Marinha, cursando o 1º ano da Escola Naval. A par da formação académica sucedem-se os embarques e em 1903 a sempre notória viagem de guardamarinha, um dilatado período durante o qual eram aplicados no mar os conhecimentos técnicos adquiridos em terra. Assim, a bordo do transporte de tropas África, após a travessia do Mediterrâneo, visita Macau e regressa escalando portos de Moçambique, Angola e Cabo Verde. Esta viagem de fim de curso irá despertar-lhe a paixão pelas coisas da China e tornar Macau o seu lugar de eleição. Embarca em 1904 na canhoneira átria, navio marcante na sua carreira, de que, mais tarde, será comandante e sobre o qual publicará, em 1951, um artigo nos Anais de Marinha. Em inícios de 1905 o navio passa a estar integrado na Divisão Naval do Atlântico Sul, com base em Luanda e posteriormente, durante cerca de nove meses, escala os principais portos do Brasil, como prova de reconhecimento à comunidade portuguesa, aí residente, que com as suas contribuições para a Subscrição Nacional de 1890, efectuada como resposta ao Ultimato Inglês, tinha possibilitado a construção, no Arsenal da Ribeira das Naus, da canhoneira. Foi a átria o primeiro e único navio de guerra nacional que subiu o Rio Amazonas e escalou o porto de Manaus. Após uma breve permanência em águas cabo-verdianas regressa à Metrópole, em meados de 1906, sendo então promovido a 2º tenente. Continuam os seus embarques e retorna a Angola onde, durante um ano, exerce as funções de Encarregado do Depósito da Divisão Naval. Depois regressa aos navios e presta serviço no Corpo de Marinheiros. Em 1909 inicia a colaboração nos Anais do Clube Militar Naval, a qual durará mais de meio século, com Apontamentos sobre Movimentos Atmosféricos em que determina as regras práticas para os navios evitarem ciclones e em 1910 publica De Minimis... Deficiências diversas da Armada que devem ser remediadas: uniformes, material e legislação, onde escreve: não será por demais que nos occupemos d algumas pequenas coisas que representam deficiências que será bom remediar. Foi sempre um dos seus objectivos Melhorar as coisas! É instaurada a República e para o 2º tenente Jaime do Inso interrompido o período africano e restabelecidos os contactos com aquele Extremo-Oriente, que tanto o tinha cativado quando da viagem de guarda-marinha. Novamente a bordo da átria, em princípios de 1911, larga de urgência para reforçar a soberania de ortugal no distante Macau, que assistia, com preocupação, à queda do milenário Império 23/62

24 Chinês e ao nascimento de uma então titubeante República. ouco foi o tempo de permanência em Macau já que a situação em Timor era quase desesperada, pois um dos mais poderosos chefes nativos tinha-se revoltado e o Governo local não dispunha de um mínimo de forças militares capazes de controlar a situação. A átria ruma a Sul aportando a Díli, em Fevereiro de Durante oito meses com a artilharia de bordo apoiou as forças terrestres e os seus marinheiros participaram em terra não só em várias acções de combate como também na defesa de centros populacionais, nomeadamente de Baucau com uma força de desembarque comandada por Jaime do Inso que é louvado pelo Comandante da Estação Naval de Macau devido à maneira zelosa e acertada como dirigiu a coluna da Marinha em Baucau durante as operações de Timor em 1912 e pelo Ministro das Colónias por motivo dos bons serviços prestados durante as operações em Baucau, de 29 de Junho a 25 de Julho de 1912 como comandante do destacamento da Marinha que guarneceu aquela vila. Três décadas depois, em 1942, dar-se-ia a ocupação japonesa que duraria até 45 e passado precisamente o mesmo espaço de tempo, em 1975, acontecia a invasão indonésia. Estranha e terrível esta periodicidade! É de um realismo impressionante Em Socorro de Timor, a descrição da acção directa do navio e principalmente a actuação do seu pessoal em terra. Durante o século XX e antes da criação dos Fuzileiros, em 1961, muitas foram as acções das forças de desembarque das unidades navais cujos relatos estão dispersos por várias obras. Das intervenções mais notórias foi, logo a seguir à de Timor, a do pessoal do cruzador Adamastor, no rio Rovuma em 1916, durante a I Guerra Mundial depois, em 1925 e 26, a do cruzador República para proteger as comunidades portuguesas residentes em Cantão e Xangai, devido às manifestações raciais resultantes da guerra civil chinesa, em 1927, novamente em Xangai, para defender as feitorias ocidentais da cidade e finalmente a das guarnições das fragatas acheco ereira e Nuno Tristão e dos patrulhas S. Vicente e S. Tomé que asseguraram a defesa das povoações de Ambriz e Ambrizete e reforçaram as forças terrestres em Cabinda, Landana e Sto. António do Zaire, em 1961, na fase inicial da subversão em Angola. Um projecto interessante seria o de reunir todos estes escritos numa única colectânea dando assim a conhecer as Histórias dos Marinheiros em Terra no Século XX. As recordações de Macau levam Jaime do Inso a publicar, ainda em 1912, nos Anais do Clube Ecos de Macau. Guerra dos iratas. A Batalha de Lantau e a proferir na Sociedade de Geografia de Lisboa, em 1913, a conferência Macau, a Jóia do Oriente. Foram os seus dois primeiros trabalhos dos muitos que ao longo dos anos iria fazer sobre aquele diminuto enclave português incrustado na imensa China. No principio dos anos trinta do século XX e após ter completado o período chinês, Jaime do Inso inicia o seu percurso como um homem ligado essencialmente à cultura, a faceta que mais o notabilizou. Até 1938 os seus embarques foram efectuados por períodos muito limitados, como Encarregado do Comando do cruzador Vasco da Gama e de Comandante da fragata D. Fernando II e Glória. Em terra prestou serviço no Comando Geral da Armada onde foi, durante um biénio, Defensor Oficioso junto do Tribunal da Marinha, exerceu funções de Oficial de Inspecção e fez parte de várias comissões encarregadas de estudar assuntos respeitantes ao essoal, cargos que comprovam as suas elevadas qualidades de carácter e isenção. Em 1932 o seu livro A Caminho do Oriente, das Edições Elite, é premiado no Concurso de Literatura Colonial e no ano seguinte, também nas mesmas Edições, é dada à estampa Visões da China, uma colectânea de artigos da sua autoria publicados em jornais da Metrópole, Brasil e Macau e onde transcreve uma série de cartas inéditas de Wenceslau de Moraes que este lhe tinha endereçado, desde 1913, quando Cônsul em Kobe, até 1927 no exílio em Tokushima. Em 1935 é promovido a capitão-de-fragata e regressa à Escola de Artilharia Naval, sediada na fragata D. Fernando II e Glória, tendo sido, como atrás citado, seu Comandante e cumulativamente Director da Escola, de Dezembro de 1937 a Abril de 38, data em que a Junta de Saúde Naval o considera incapaz para o serviço activo sendo então mandado para a situação de Reserva, mas continuando a exercer a tarefa de reunir dados para a história dos navios da Marinha. O estudo da História e a respectiva investigação passaram a ser as suas actividades quase exclusivas. Assim, em 1939 é nomeado, por Despacho Ministerial, para prestar serviço na Secção de História do Estado Maior Naval e nesse mesmo ano é concluído, nos Anais do Clube, o seu trabalho A Marinha ortuguesa na Grande Guerra, cujos vários capítulos, que vinham a ser publicados desde 1937, descrevem a intervenção da Marinha no Continente e Ilhas, em Cabo Verde e em Moçambique, a actuação do Batalhão de Marinha em Angola, a Aviação Naval, o Transporte de Tropas e o Serviço de Comboios e para finalizar a participação da Marinha Mercante. Sublinhe-se uma sua afirmação na introdução desta obra, que revela a rigorosa metodologia utilizada na sua feitura e a ilação a que chegou: O que mais interessa, são os factos e esses procurámos autenticá-los com o máximo escrúpulo, não nos poupando às mais fastidiosas buscas e recorrendo a informações de testemunhas presenciais. Duma forma geral, podemos concluir, do que adiante se lê, que a nossa Marinha fez face a todas as emergências da guerra, numas condições deploráveis e por vezes inacreditáveis. Esta obra, juntamente com Em Socorro de Timor de 1912 e a China de 1936 devem ser considerados os mais importantes títulos da sua longa bibliografia. Entretanto os seus estudos no Estado Maior Naval são variados e fundamentais para a História da Marinha nas primeiras duas décadas do século XX. 24/62

25 T/R/AHR/CH/CH0101/CH010111/D T/R/AHR/CH/CH0101/CH010111/D Datas de produção Domingos Fezas Vital (rofessor e Reitor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra) 1 capa numa bota roposta do Ministro da Instrução ública de 16 de dezembro de 1929 para condecoração com a Grã-Cruz da Ordem da Instrução ública. Decreto de concessão publicado no DG n.º 22 de 22 de setembro de Nome comum Direito, Distinção honorífica, rofessor, Universidade Cota depósito Cota antiga 107 CH.D25057 D25057 Domingos Fezas Vital (Caminha, 10 de janeiro de Lisboa, 22 de janeiro de 1953) foi um jurisconsulto e rofessor de Direito da Universidade de Coimbra - da qual foi nomeado reitor por um dos governos da Ditadura Nacional ( ) - e a partir de 1935, rofessor da Universidade de Lisboa. Monárquico e apoiante do "Estado Novo", foi presidente da Junta Nacional da Educação ( ) e da Câmara Corporativa ( ). Foi também dirigente da Causa Monárquica e lugar-tenente do duque de Bragança em ortugal. Estudou Direito em Coimbra, onde se destacou desde logo pela sua inteligência. Foi, desde a sua juventude, um militante político; defensor do catolicismo e da monarquia, apoiou os dois movimentos monárquicos de aiva Couceiro, como ajudante do tenente Caio. Devido ao fracasso destas incursões, exilou-se em Espanha e França até ao seu regresso a ortugal, em reparou, posteriormente, uma tese, que lhe valeu a integração no magistério universitário, como professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, instituição da qual chegou a ser diretor, vice-reitor e reitor; lecionou, igualmente, na Faculdade de Direito de Lisboa, após ter vencido um concurso. Também fez várias conferências na Sociedade de Geografia, nas Universidades de Coimbra e Lisboa, e na Ordem dos Advogados. Foi, posteriormente, eleito procurador da Câmara Corporativa, tendo chegado a ser o 1.º vice presidente, e depois seu presidente, após o falecimento do General Eduardo Augusto Marques; em 1940, toma posse como presidente do Junta Nacional da Educação, tendo-se, no entanto demitido de ambas as funções para se empregar como colaborador de D. Duarte Nuno de Bragança, após a morte de João de Azevedo Coutinho. Exerceu como Membro do Conselho de Administração da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses, juiz do Tribunal ermanente de Arbitragem de Haia, e vogal da Comissão ermanente do Direito Marítimo Internacional, além de ter feito parte de vários júris de doutoramento em Direito; fez igualmente, parte da Acção Católica ortuguesa, foi membro da Associação dos Jurisconsultos Católicos ortugueses, e destacou-se como presidente das Semanas Sociais Católicas. T/R/AHR/CH/CH0101/CH010111/D T/R/AHR/CH/CH0101/CH010111/D Datas de produção António Montês (Diretor do Museu rovincial de José Malhoa) 1 capa numa bota Contém: - roposta do Ministro da Educação Nacional de 29 de maio de 1944 para condecoração com o grau de Oficial da Ordem de Instrução ública. Decreto de concessão publicado no DG n.º 12 de 15 de janeiro de 1945; - roposta do Ministro da Educação Nacional de 25 de fevereiro de 1954 para condecoração com o grau de Comendador. Decreto de concessão de 25 de março de 1954, publicado no DG de 4 de maio de Nome comum Distinção honorífica, Museu CH.D /62

26 Cota depósito Cota antiga 587 Unidades de descrição relacionadas D25292 [T/R/AHR/CH/CH0101/CH010105/CH /D207593] - António Montês (Ordem Militar de Santiago da Espada); [T/R/AHR/CH/CH0101/CH010112/D206696] - António Montês (Ordem de Benemerência) António Montês (Montez) nasceu em 1896 nas Caldas da Rainha e faleceu em Lisboa, a 12 de setembro de Frequentou os estudos secundários em Leiria, entre 1909 e 1914 e reparatórios de Engenharia em Coimbra, entre ; entre 1916 e 1917, ingressou na Escola de Guerra, no Curso de Infantaria. Desempenhou, durante o Sidonismo, as funções de administrador nos Concelhos de Caldas da Rainha e Óbidos e foi tesoureiro, chefe de expediente e subgerente da filial das Caldas da Rainha do Banco Industrial ortuguês até 1925; entre 1926 e 1963, data em que passou à reforma, foi chefe de secção no Serviço de Via e Obras, secretário-geral, e chefe do Serviço de Turismo e ublicidade dos Caminhos de Ferro ortugueses, notabilizando-se, enquanto chefe do Serviço de Turismo e ublicidade, por criar a iniciativa "Comboios-Mistério" e dinamizar os "Expressos opulares", tendo popularizado o mote "O Comboio Descobriu a aisagem", que significou a expansão do turismo em ortugal graças ao transporte ferroviário. Importante dinamizador da cultura nas sua terra natal, Caldas da Rainha, foi responsável por vários projetos de promoção da localidade como estância termal; cumpriu funções como tesoureiro e vicepresidente da Associação Comercial e Industrial, em 1924, e foi membro das Comissões de Iniciativa, entre 1927 e 1929, e de Turismo, em Foi, igualmente, um dos promotores da elevação da vila de Caldas da Rainha a cidade, em 1927, e da instalação dos monumentos, em homenagem a Rafael Bordalo inheiro, em 1927, a José Malhoa, entre 1928 e (inaugurado em) 1955, e à Rainha D. Leonor, em 1935; dinamizou, igualmente, a Comissão Regional para a Homenagem ao Grande intor José Malhoa, em 1928, e foi responsável pela gestão do programa das Comemorações Centenárias de 1940, na rovíncia da Estremadura. Foi, ainda, um dos fundadores e o primeiro diretor do Museu rovincial José Malhoa, das Caldas da Rainha, tendo sido diplomado com o Curso de Conservador de Museus em Na década de 1950, visitou vários museus de cerâmica na Europa Central, de forma a adquirir conhecimentos para a fundação de um museu deste tipo na localidade das Caldas da Rainha. Cessou funções como diretor do Museu em 25 de dezembro de 1966, ao atingir o limite de idade. Foi, igualmente, estudioso e crítico de arte, conferencista, jornalista, defensor do património e promotor do turismo, tendo participado assiduamente em vários jornais e revistas, destacando-se os seus artigos na Gazeta dos Caminhos de Ferro e na revista Viagem] Integrou a redação do periódico Gazeta das Caldas, aquando da sua fundação, em 1925, e dirigiu e contribuiu no Boletim da C durante oito anos. T/R/AHR/CH/CH0101/CH010111/D T/R/AHR/CH/CH0101/CH010111/D Moses [Moisés] Bensabat Amzalak (rofessor do Instituto Superior de Ciências Económicas e Vice-Reitor da Universidade Técnica) Datas de produção capa numa bota roposta do Ministro da Educação Nacional de 1 de março de 1945 para condecoração com a Grã-Cruz da Ordem da Instrução ública. Decreto publicado no DG n.º 111 de 15 de maio de Nome comum Distinção honorífica, Ensino superior, Judeu, rofessor Cota depósito Cota antiga 604 Unidades de descrição relacionadas CH.D25301 D25301 [T/R/AHR/CH/CH0101/CH010101/D200020] - Moisés [Moses] Bensabat Amzalak 26/62

27 Moisés (ou Moses) Bensabat Amzalak foi um judeu e alfacinha de gema, nasceu e morreu em Lisboa (4 de outubro de de junho de 1978) foi professor universitário de economia, com obras sobre temas navais, e um estudioso da presença judaica na enínsula Ibérica, em particular em ortugal. Autor prolifero, publicou mais de 300 títulos, publicou vários livros sobre matérias tão diversas como matéria comercial, história económica (portuguesa e brasileira), economia, história judaico-portuguesa. Considerado um dos maiores economistas portugueses de sempre, cuja obra ainda está por descobrir, sendo premente a compilação de todos os seus textos, das suas obras completas, para ser conhecida pela comunidade científica e pelo grande público. As suas boas relações com o Regime do Estado Novo foram instrumentais na tolerância que Lisboa teve com o acolhimento dos refugiados judeus das perseguições nazis e a instalação em ortugal de ramificações das agências de apoio a esses mesmos refugiados. Entre muitas outras operações, merece destaque a operação extremamente valiosa, ativamente humanitária e de repercussão política -, de negociações, acolhimento e receção dos milhares de fugitivos da segunda guerra mundial em colaboração com o rofessor Leite into, Administrador-delegado da Companhia de Caminhos de Ferro da Beira Alta. Nessa altura foram organizados dezenas de comboios, "Os comboios do Volfrâmio" cheios de refugiados com origem em Berlim e outras cidades da Europa trazendo refugiados para ortugal. A linha de caminho de ferro da Beira-Alta foi, segundo Leite into, a Estrada do Céu para milhares de entes que, desolados haviam atravessado uma Espanha também ela desolada. Moisés Bensabat Amzalak teve um longa e frutuosa carreira académica. Ocupou várias posições académicas, das quais se destaca ser professor e diretor do antigo Instituto Superior de Comércio, mais tarde Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, e atualmente o Instituto Superior de Economia e Gestão. Foi vice-reitor da Universidade Técnica de Lisboa (em e de e Reitor de 1956 a 1962, tendo sido diretor do ISCEF de ). Doctor honoris-causa em várias universidades, (Estrasburgo, Caen, aris, Bordéus, Lyon, Toulouse, Argel, oitiers, Aix-Marselha, fui igualmente conferencista em numerosas universidades como a de Jerusalém ou Oxford. Sócio efetivo da Academia das Ciências de Lisboa, presidente da classe de Letras e, mais tarde, presidente da própria Academia. Membro, e inclusive presidente, de inúmeros júris de doutoramentos e para professor catedrático da Universidade Técnica de Lisboa, fazia igualmente parte dos júris de concursos no Ministério dos Negócios Estrangeiros, razão pela qual viria a conhecer e privar com várias gerações de diplomatas portugueses. No período imediatamente após a rimeira Guerra Mundial, Moisés Amzalak, lidera uma tertúlia de economistas, do qual faz parte o então regente da cadeira de Finanças em Coimbra, Oliveira Salazar. Encontra-se colaboração da sua autoria na revista Anais das bibliotecas, arquivo e museus municipais ( ). Moisés Amzalak foi administrador do jornal "O Século", da Sacor e membro da Direção da Associação Comercial de Lisboa. Foi procurador à Câmara Corporativa. Moisés Bensabat Amzalak foi uma das figuras mais marcantes da Comunidade Israelita de Lisboa, sobretudo nos finais do século XIX e primeira metade do século XX. Filho de Leão Amzalak (que juntamente com Abraham Anahory foi um dos "responsáveis" pelo renascimento do judaísmo em ortugal) foi parnás da Sinagoga e membro da Direção da Comunidade desde a fundação em 1912, quando são eleitos os primeiros corpos gerentes, da qual fará parte até à sua morte em 1978, 66 anos depois. Em 1928 coordena a publicação do primeiro, e único número, da Revista de Estudos Hebraicos, publicada pelo Instituto de Estudos Hebraicos de ortugal, na qual participam algumas das figuras mais destacadas da cultura portugueses de então como José Leite de Vasconcelos, Joaquim de Carvalho, Augusto da Silva Carvalho, e Artur Carlos de Barros Basto. Aliás, relativamente à atividade de Artur Carlos de Barros Basto, Moisés Amzalak foi, desde cedo, um dos apoiantes da reintegração dos marranos no Judaísmo, tendo sido padrinho de casamento do Artur Carlos de Barros Basto com Léa Azancot, da Comunidade Israelita de Lisboa. T/R/AHR/CH/CH0101/CH010112/D T/R/AHR/CH/CH0101/CH010112/D Jaime Bento da Silva (Médico municipal de Almodôvar) Datas de produção capa numa bota 27/62

28 roposta do Ministro do Interior, de 30 de setembro de 1929, para o grau de Comendador da Ordem da Benemerência, "pelos serviços prestados durante o descarrilamento do comboio correio do sul e sueste, entre as estações de Aljustrel e Figueirinha, a 9 de setembro de Decreto de concessão publicado no DG n.º 9, de 12 de janeiro de Nome comum Distinção honorífica, Médico Cota depósito Cota antiga 118 CH.D25784 D T/R/AHR/CH/CH0101/CH010112/D T/R/AHR/CH/CH0101/CH010112/D Datas de produção António Montês (Diretor do Museu José Malhoa das Caldas da Rainha) 1 capa numa bota roposta do Ministro da Educação Nacional, de 30 de janeiro de 1967, para condecoração com o grau de Comendador da Ordem da Benemerência. Decreto de concessão publicado no DG n.º 146, 2.ª Série, de 24 de junho de Nome comum Distinção honorífica, Museu Cota depósito CH.D26696 D26696 Cota antiga 1811 Unidades de descrição relacionadas [T/R/AHR/CH/CH0101/CH010111/D205292] - António Montês (Ordem de Instrução ública); [T/R/AHR/CH/CH0101/CH010105/CH /D207593] - António Montês (Ordem Militar de Santiago da Espada) 28/62

29 António Montês (Montez) nasceu em 1896 nas Caldas da Rainha e faleceu em Lisboa, a 12 de setembro de Frequentou os estudos secundários em Leiria, entre 1909 e 1914 e reparatórios de Engenharia em Coimbra, entre ; entre 1916 e 1917, ingressou na Escola de Guerra, no Curso de Infantaria. Desempenhou, durante o Sidonismo, as funções de administrador nos Concelhos de Caldas da Rainha e Óbidos e foi tesoureiro, chefe de expediente e subgerente da filial das Caldas da Rainha do Banco Industrial ortuguês até 1925; entre 1926 e 1963, data em que passou à reforma, foi chefe de secção no Serviço de Via e Obras, secretário-geral, e chefe do Serviço de Turismo e ublicidade dos Caminhos de Ferro ortugueses, notabilizando-se, enquanto chefe do Serviço de Turismo e ublicidade, por criar a iniciativa "Comboios-Mistério" e dinamizar os "Expressos opulares", tendo popularizado o mote "O Comboio Descobriu a aisagem", que significou a expansão do turismo em ortugal graças ao transporte ferroviário. Importante dinamizador da cultura nas sua terra natal, Caldas da Rainha, foi responsável por vários projetos de promoção da localidade como estância termal; cumpriu funções como tesoureiro e vicepresidente da Associação Comercial e Industrial, em 1924, e foi membro das Comissões de Iniciativa, entre 1927 e 1929, e de Turismo, em Foi, igualmente, um dos promotores da elevação da vila de Caldas da Rainha a cidade, em 1927, e da instalação dos monumentos, em homenagem a Rafael Bordalo inheiro, em 1927, a José Malhoa, entre 1928 e (inaugurado em) 1955, e à Rainha D. Leonor, em 1935; dinamizou, igualmente, a Comissão Regional para a Homenagem ao Grande intor José Malhoa, em 1928, e foi responsável pela gestão do programa das Comemorações Centenárias de 1940, na rovíncia da Estremadura. Foi, ainda, um dos fundadores e o primeiro diretor do Museu rovincial José Malhoa, das Caldas da Rainha, tendo sido diplomado com o Curso de Conservador de Museus em Na década de 1950, visitou vários museus de cerâmica na Europa Central, de forma a adquirir conhecimentos para a fundação de um museu deste tipo na localidade das Caldas da Rainha. Cessou funções como diretor do Museu em 25 de dezembro de 1966, ao atingir o limite de idade. Foi, igualmente, estudioso e crítico de arte, conferencista, jornalista, defensor do património e promotor do turismo, tendo participado assiduamente em vários jornais e revistas, destacando-se os seus artigos na Gazeta dos Caminhos de Ferro e na revista Viagem] Integrou a redação do periódico Gazeta das Caldas, aquando da sua fundação, em 1925, e dirigiu e contribuiu no Boletim da C durante oito anos. T/R/AHR/CM/CM0205/2399 T/R/AHR/CM/CM0205/2399 Tomada de posse do residente da República Mário Soares - 9 de março de 1991 Datas de produção maço numa caixa rocesso que inclui cópias Diretivas operacionais da S, RML (segurança, escolta, etc.); lista de membros das Forças Armadas ortuguesas; Telexes relativos a aspectos protocolares; Esquema geral da Cerimónia (Assembleia da República); de reunião preparatória; Nota às Redações do Assessor para a Comunicação Social da Casa Civil da R; Comitiva; Receção no alácio da Ajuda (programa); rograma oficial (brochura produzida pelos Serviços da Assembleia da República); lista de convidados especiais do residente - Embaixadores não residentes que assistiram às cerimónias de tomada de posse; convidados para o banquete no alácio da Ajuda; deputados da Assembleia Legislativa de Macau; Reitores das Universidades portuguesas. Assunto Assembleia Nacional, Chefe de Estado, Receção oficial, Tomada de posse CM.2399 Cota depósito /62

30 Mário Alberto Nobre Lopes Soares nasceu a 7 de Dezembro de 1924 em Lisboa filho de João Lopes Soares pedagogo e ministro da I República. Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1951, e em Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em 1957.Desde jovem assumido opositor ao regime salazarista, Mário Soares foi um dos mais famosos resistentes ao Estado Novo, pelo que foi preso doze vezes, deportado em São Tomé até se exilar em França, onde desenvolveu trabalho em várias universidades. Foi o fundador do artido Socialista de ortugal, em 19 de Abril 1973, na Alemanha e no dia 28 de Abril de 1974, 3 dias depois da Revolução de 25 de Abril, desembarcou em Lisboa, vindo do exílio em aris no chamado "Comboio da Liberdade". Foi recebido, entre uma multidão de portugueses. Dois dias depois, esteve presente na chegada a Lisboa de Álvaro Cunhal. Ainda que tivessem ideias políticas diferentes, subiram de braços dados, pela primeira e última vez, as ruas da Baixa ombalina e a avenida da Liberdade. Durante o período revolucionário que ficou conhecido como rocesso Revolucionário em Curso (REC) foi o principal líder civil do campo democrático, tendo conduzido o artido Socialista à vitória nas eleições para a Assembleia Constituinte de Foi ministro dos Negócios Estrangeiros de Maio de 1974 a Março de 1975 e foi um dos impulsionadores da independência das colónias portuguesas. Em Março de 1977, como rimeiro Ministro, iniciou o processo de adesão de ortugal à CEE e subscreveu, nessa qualidade, o Tratado de Adesão, em 12 de Julho de Foi primeiro-ministro de ortugal nos seguintes períodos: I Governo Constitucional entre 1976 e 1977 ; II Governo Constitucional em 1978 ; IX Governo Constitucional entre 1983 e Foi residente da República entre 1986 e 1996 (1º mandato de 10 de Março de 1986 a 1990; 2º mandato de 13 de Janeiro de 1991 a 9 de Março de 1996). técnicas 1- Esta documentação constou de uma remessa da Casa Militar - Assessor do Exército com indicação Caixa nº 4, sem data. 2 - Inclui cópia de um conjunto de documentos enviados pela "Fundação Mário Soares", relativos a listagens de convidados do residente da República, que assistiram à sua tomada de posse. 3 - Contém cópias de um conjunto de documentos enviados pela "Fundação Mário Soares", em nome de Osita Eleutério e dirigidos ao Assessorr Diplomático do residente da República, Carlos ereira Marques, relativos à sessão solene da osse do residente da República na Assembleia da República, em 09/03/1991; a cerimónia de homenagem a Antero de Quental, no Jardim da Estrela, em 09/03/1991; programa; recepção oferecida, no alácio da Ajuda; etc. T/R/AHR/GB/GB0102/0496/016 Ç T/R/AHR/GB/GB0102/0496/016 Carta (manuscrita) do Conde de enha Garcia dirigida ao residente da República, enviada de Madrid, dando conta de dificuldades na viagem de comboio para aris e manifestando o seu desagrado face ao discurso na sessão inaugural na Conferência preliminar da az. Datas de produção técnicas 2 fls. Original de missiva particular (escrita em papel do Madrid alace Hotel) dando conta dos relatos e primeiras impressões da Conferência da az, em particular, no que se refere ao fato de se ter associado ortugal à China e ao Sião, em termos de "graduação dos serviços prestados aos aliados" pelas forças portuguesas e defendendo a ideia que "o sangue derramado pelos nossos soldados nas terras de França é mais vivo e fala mais alto do que as más vontades dos políticos". GB.0496/016 A Conferência da az teve início em 18 de janeiro de 1919 em aris, com o discurso proferido pelo residente francês Raymond oincaré e a eleição de Georges Clemenceau, rimeiro Ministro e representante da França, para presidir aos trabalhos da Conferência. Documento digitalizado. T/R/AHR/GB/GB0202/GB020201/0400 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020201/ /62

31 Viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, a Espanha, entre 16 e 26 de outubro de Datas de produção maço numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado a Espanha. Lista de propostas de condecorações de pessoal civil e militar, a atribuir pelo residente da República; troca de correspondência com diversas entidades sobre questões relacionadas, nomeadamente, com a organização, preparativos, despesas, ofertas, agradecimentos, transporte da comitiva e bagagens, segurança da visita; correspondência trocada entre as Companhias de Caminhos de Ferro portuguesa e espanhola sobre a distribuição dos acompanhantes do residente nas cabines com carruagens-camas no comboio presidencial. Nome comum Chefe de Estado, Visita oficial Nome geográfico Espanha GB.0400 Cota depósito 0400 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020201/0405/001 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020201/0405/001 Carta impressa com o percurso do comboio especial que transportou o residente da República, Américo Tomás e a sua comitiva, de Lisboa a Valência de Alcântara, em 20 de novembro de Datas de produção fl. GB.0405/001 O processo contém um exemplar adicional. técnicas eça constante da exposição «Viagens presidenciais - Espanha 1929/1987» organizada pelo Arquivo Histórico da, em outubro de T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0186/002 Características físicas e requisitos técnicos Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0186/002 Carta dirigida pelo Secretário-Geral da, Jaime Athias, ao residente do Conselho de Administração dos Caminhos de Ferro ortugueses, solicitando-lhe que o comboio residencial faça uma paragem na estação de eso. 1 fl. GB.0186/002 Fotocópia A viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, a ortalegre, realizou-se entre 5 e 7 de junho de 1928; - O documento está assinado pelo Secretário-Geral, Jaime Athias. T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0186/003 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0186/003 31/62

32 Características físicas e requisitos técnicos Carta dirigida pelo Secretário-Geral da, Jaime Athias, ao residente do Conselho de Administração dos Caminhos de Ferro ortugueses, solicitando-lhe as ordens convenientes para a alteração prevista na data de regresso do comboio residencial. 1 fl. GB.0186/003 Fotocópia A viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, a ortalegre, realizou-se entre 5 e 7 de junho de 1928; - O documento está assinado pelo Secretário-Geral, Jaime Athias. T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0187/001 Características físicas e requisitos técnicos Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0187/001 Ofício dirigido pelo Secretário-Geral da, Jaime Athias, ao residente do Conselho de Administração da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses, manifestando o seu agradecimento pelas facilidades dispensadas no transporte do comboio residencial. 1 fl. GB.0187/001 Fotocópia A viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, a Viseu realizou-se, entre 11 e 13 de junho de 1928; - O documento está assinado pelo Secretário-Geral, Jaime Athias. T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0187/002 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0187/002 Ofício dirigido pelo residente do Conselho Administrativo da Companhia ortuguesa para a Construção e Exploração de Caminhos de Ferro, ao Secretário-Geral da, referindo-se às diligências feitas relativamente à marcha do comboio especial de Aveiro a Viseu, por ocasião de viagem presidencial. Datas de produção fl. GB.0187/002 Idioma(s)/escrita(s) ortuguês Características físicas e requisitos técnicos Fotocópia A viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, a Viseu, realizou-se entre 11 e 13 de junho de T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0188/001 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0188/001 Ofício dirigido pelo Secretário-Geral da, Jaime Athias, ao residente do Conselho de Administração da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses, solicitando-lhe as facilidades necessárias ao transporte do Chefe de Estado no comboio presidencial. 1 fl. 32/62

33 Características físicas e requisitos técnicos GB.0188/001 Fotocópia A viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, a Braga, realizou-se entre 23 e 25 de junho de T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0189/001 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0189/001 Ofício dirigido pelo Secretário-Geral da, Jaime Athias, ao residente do Conselho de Administração da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses, manifestando-lhe o seu agradecimento pelas facilidades dispensadas no transporte do comboio presidencial. 2 fls. GB.0189/001 A viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, à Figueira da Foz, realizou-se entre 9 e 10 de setembro de T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0190 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0190 Viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, a Tomar, em 23 de setembro de Datas de produção capilha numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado a Tomar, por ocasião da inauguração do Caminho de Ferro Lamarosa-Tomar. Diversas minutas de ofícios de agradecimento a várias personalidades, pelas facilidades dispensadas, nomeadamente no que se refere ao comboio especial que transportou o Chefe de Estado. GB.0190 Cota depósito 0190 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0191/001 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0191/001 Ofício (minuta) dirigido pelo Secretário-Geral da, Jaime Athias, ao residente do Conselho de Administração da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses, solicitando-lhe a organização de um comboio especial para transporte presidencial. 1 fl. GB.0191/001 A viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, a Torres Vedras, realizou-se em 4 de março de T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0191/002 Ç 33/62

34 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0191/002 Ofício (minuta) dirigido pelo Secretário-Geral da, Jaime Athias, ao residente do Conselho de Administração da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses, manifestando-lhe o seu agradecimento pelas facilidades dispensadas no transporte do comboio presidencial. 1 fl. GB.0191/002 A viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, a Torres Vedras, realizou-se em 4 de março de T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0192 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0192 Viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, a Guimarães, entre 3 e 5 de abril de Datas de produção capilha numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado a Guimarães. Inclui diversas minutas de ofícios assinadas pelo Secretário-Geral da, Jaime Athias, dirigidas ao residente do Conselho de Administração da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses, manifestando-lhe o seu agradecimento pelas facilidades dispensadas, nomeadamente no que se refere ao comboio especial que transportou o Chefe de Estado, na sua deslocação a Guimarães e à Trofa. Nome comum Chefe de Estado Nome geográfico Região do norte Termos de indexação não controlados Deslocação oficial, Território nacional GB.0192 Cota depósito 0192 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0193 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0193 Viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, a Vidago e à Régua, entre 14 e 23 de setembro de Datas de produção capilha numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado a Vidago e à Régua. Diversas minutas de ofícios assinadas pelo Secretário-Geral da, Jaime Athias, dirigidas ao residente do Conselho de Administração da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses, manifestando o seu agradecimento pelas facilidades dispensadas, nomeadamente, no que se refere ao comboio especial que transportou o R. Assunto Chefe de Estado, Região do Norte (ortugal), Visita em território nacional GB.0193 Cota depósito 0193 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0193/002 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0193/002 34/62

35 Ofício n.º 469/1 do Comandante da 3.ª Região Militar, General Felisberto Alves edrosa, dirigido ao Secretário Geral da, dando a conhecer que na Estação de Caminho de Ferro de Albergaria estiveram presentes várias autoridades de Leiria e ainda 20 oficiais da guarnição militar daquela cidade, que não tiveram oportunidade de cumprimentar o residente da República, à sua passagem, devido a uma informação errada do horário do comboio. Datas de produção fl. GB.0193/002 Idioma(s)/escrita(s) ortuguês técnicas Documento digitalizado. T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0194 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0194 Viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, a Vila Franca de Xira, em 1 de junho de Datas de produção capilha numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado a Vila Franca de Xira por ocasião da inauguração da Exposição "ecuária e Máquinas Agrícolas". Inclui diversas minutas de ofícios do Secretário-Geral da, Jaime Athias, em nome do residente da República, dirigidos ao residente do Conselho de Administração da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses, manifestando-lhe o seu agradecimento pelas facilidades dispensadas, nomeadamente no que se refere ao comboio especial que transportou o R. Nome comum Chefe de Estado, Manifestação comercial, Maquinaria agrícola, ecuária Termos de indexação não controlados Deslocação oficial, Território nacional GB.0194 Cota depósito 0194 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0195 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0195 Viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, à Covilhã, entre 15 e 16 de junho de Datas de produção capilha numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado à Covilhã: diversas minutas de ofícios assinadas pelo Secretário-Geral da, Jaime Athias, dirigidas ao residente do Conselho de Administração da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses, manifestando o seu agradecimento pelas facilidades dispensadas, nomeadamente no que se refere ao comboio especial que transportou o R; condecorações atribuídas na ocasião. Nome comum Chefe de Estado, Distinção honorífica Nome geográfico Região do centro (portugal) Termos de indexação não controlados Deslocação oficial, Território nacional GB.0195 Cota depósito /62

36 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0195/002 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0195/002 Carta do Sub-Inspetor Chefe da Divisão Hispano-ortuguesa da Secção de Lisboa da Companhia Internacional das Carruagens-cama e dos Grandes Expressos Europeus, dirigida ao Secretário-Geral da, remetendo-lhe uma fatura relativa à despesa de transporte por ocasião da viagem presidencial à Covilhã, em comboio especial. Datas de produção fl. GB.0195/002 Idioma(s)/escrita(s) ortuguês T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0196 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0196 Viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, a Setúbal, entre 27 e 29 de julho de Datas de produção Cota depósito capilha numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado a Setúbal. Diversas minutas de ofícios assinados pelo Secretário-Geral da, Jaime Athias, dirigidos ao residente do Conselho de Administração da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses e ao Diretor-Geral da Contabilidade ública, manifestando o seu agradecimento pelas facilidades dispensadas, nomeadamente no que se refere ao comboio especial que transportou o Chefe de Estado. GB.0196 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0197 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0197 Viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, a Coruche, em 16 de agosto de Datas de produção Cota depósito capilha numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado a Coruche. Diversas minutas de ofícios assinadas pelo Secretário-Geral da, Jaime Athias, dirigidas ao residente do Conselho de Administração da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses e ao residente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Coruche, manifestando o seu agradecimento pelas facilidades dispensadas, nomeadamente, no que se refere ao comboio especial que transportou o Chefe de Estado a esta vila, no âmbito da inauguração da ponte do Sorraia. Cópia de parte da ata aprovada pela Câmara Municipal de Coruche com um voto de congratulação pela referida visita. GB.0197 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0203 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/ /62

37 Viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, a Nisa, Castelo de Vide, Marvão e ortalegre, entre 7 e 10 de maio de Datas de produção capilha numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado a algumas localidades do Alentejo. Diversas minutas de ofícios assinadas pelo Secretário-Geral da, Jaime Athias, dirigidas a Altas Individualidades de Ministérios e a algumas entidades, sobre vários assuntos relacionados com os preparativos da viagem, quer de ordem administrativos e financeiros, quer convites dirigidos a várias individualidades que acompanharam o residente, informações sobre os horários do comboio especial que transportou o residente e comitiva, quer ainda de agradecimentos às diferentes entidades que permitiram e facilitaram a referida visita; respostas dessas mesmas entidades dirigidas ao Secretário-Geral; comitiva; condecorações. Nome comum Chefe de Estado, Distinção honorífica Nome geográfico Alentejo, Região do centro (portugal) Termos de indexação não controlados Deslocação oficial, Território nacional GB.0203 Cota depósito 0203 De acordo com indicação no próprio processo a deslocação presidencial esteve inicialmente prevista para 23 a 25 de abril T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0204 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0204 Viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, a Aveiro, entre 15 e 16 de outubro de Datas de produção capilha numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado a Aveiro. Diversas minutas de ofícios assinadas pelo Secretário-Geral da, Jaime Athias, dirigidas a Altas Individualidades de Ministérios e a algumas entidades, sobre vários assuntos relacionados com os preparativos da viagem, quer de ordem administrativos e financeiros, quer convites dirigidos a várias individualidades que acompanharam o residente; informações sobre os horários do comboio especial que transportou o residente e comitiva; quer ainda de agradecimentos às diferentes entidades que permitiram e facilitaram a referida visita; respostas dessas mesmas entidades dirigidas ao Secretário- Geral. Nome comum Chefe de Estado, Instalação portuária Nome geográfico Aveiro Termos de indexação não controlados Deslocação oficial, Inauguração, Território nacional GB.0204 Cota depósito 0204 Em 1930, o projeto de melhoramento da Barra da autoria do Eng.º João Henrique Von Hafe, ao serviço da Junta Autónoma da Ria e Barra de Aveiro, foi aprovado em Conselho de Ministros. A adjudicação das obras fez-se em Os trabalhos do molhe norte e do dique regulador das correntes, uma vinda do canal de Ovar outra do canal de Mira, iniciaram-se em março de 1932 e prolongaram-se até 1936, sendo fiscal das obras, por parte do Estado, o Eng.º Duarte Abecassis. Em 16 de outubro de 1932, o residente da República, General Óscar Carmona, veio a Aveiro inaugurar, simbolicamente, as obras do porto exterior. T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/ /62

38 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0205 Viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, a Évora, entre 4 e 6 de junho de Datas de produção Cota depósito capilha numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado a Évora, no âmbito da inauguração da rede de abastecimento de águas, entrega de condecorações a bombeiros e Inauguração do Monumento aos Mortos da Grande Guerra e entrega de condecorações à Liga dos Combatentes. Diversas minutas de ofícios assinadas pelo Secretário-Geral da, Jaime Athias, dirigidas a Altas Individualidades de Ministérios e a algumas entidades locais, sobre vários assuntos relacionados com os preparativos da viagem, quer de ordem administrativa e financeira, quer convites dirigidos a várias individualidades que acompanharam o residente; informações sobre os horários do comboio especial que transportou o residente e comitiva, quer ainda de agradecimentos às diferentes entidades que permitiram e facilitaram a referida visita; respostas dessas mesmas entidades dirigidas ao Secretário- Geral. GB.0205 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0209 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0209 Viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, ao orto, entre 15 e 17 de junho de Datas de produção Cota depósito capilha numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado ao orto. Diversos ofícios assinados pelo Secretário-Geral da, Jaime Athias, dirigidos a individualidades de Ministérios e outras entidades, sobre vários assuntos relacionados, nomeadamente, com os preparativos e segurança da viagem; pagamento de despesas; informações variadas sobre os horários e os bilhetes de admissão no comboio especial que transportou o residente e comitiva; agradecimentos às diferentes entidades que permitiram e facilitaram a referida visita; respostas de algumas dessas mesmas entidades dirigidas ao Secretário-Geral. GB.0209 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0211 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0211 Viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, a Coimbra, entre 5 e 7 de julho de Datas de produção Cota depósito capilha numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado a Coimbra. Diversos ofícios assinadao pelo Secretário-Geral da, Jaime Athias, dirigidos a individualidades de Ministérios e outras entidades, sobre vários assuntos relacionados, nomeadamente, com os preparativos e segurança da viagem, pagamento de despesas, informações variadas sobre os horários e os bilhetes de admissão no comboio especial que transportou o residente e comitiva; agradecimentos aos diferentes intervenientes que permitiram e facilitaram a referida visita; respostas de algumas dessas mesmas entidades dirigidas ao Secretário-Geral. GB /62

39 O residente da República seguiu, em cura de repouso, para o alace Hotel do Buçaco, onde permaneceu, de 7 a 22 de julho de T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0216 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0216 Viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, a Braga, entre 25 e 27 de maio de Datas de produção capilha numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado a Braga. Diversas minutas de ofícios, assinados pelo Secretário-Geral, Jaime Athias, dirigidas a diversas altas individualidades, nomeadamente, sobre a liquidação de despesas diversas e gratificações; autorizações de marcha e convites no comboio especial e indicação das horas de passagem nas diversas estações; segurança; agradecimentos às diferentes entidades que permitiram e facilitaram a referida visita, nomeadamente a nível de segurança e comunicações. Nome comum Chefe de Estado, Comemoração Nome geográfico Região do norte Termos de indexação não controlados Deslocação oficial, Estado Novo, Território nacional GB.0216 Cota depósito 0216 Deslocação oficial por ocasião das comemorações do 10.º aniversário do 28 de maio (de 1926), que tiveram início em Braga no dia 26 de maio de 1936, culminando com um desfile militar nas ruas daquela cidade. Nesta viagem, em comboio especial, o residente da República, Óscar Carmona, fez-se acompanhar de várias individualidades, tais como o residente do Conselho, Oliveira Salazar, e alguns ministros do seu governo. T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0216/001 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0216/001 Lista das entidades oficiais, que acompanharam o residente da República, Óscar Carmona, no comboio especial, por ocasião da sua viagem a Braga, entre 25 e 27 de maio de 1936, com a discriminação dos respetivos lugares nas carruagens. Datas de produção fólios GB.0216/001 Idioma(s)/escrita(s) ortuguês Características físicas e requisitos técnicos Cópia T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/ /62

40 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0217 Viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, a Vidago, Vila Real, Chaves e Bragança, entre 24 de Julho e 8 de Agosto de Datas de produção Cota depósito capilha numa caixa Contém documentação relativa à deslocação e permanência na estância da vila de Vidago, do Chefe de Estado. Diversas minutas de ofícios, assinadas pelo Secretário-Geral, Jaime Athias, dirigidas a diversas altas individualidades, nomeadamente, sobre a liquidação de despesas diversas e gratificações; autorizações de marcha no comboio especial e convites; segurança; agradecimentos às diferentes entidades que permitiram e facilitaram a referida visita, nomeadamente a nível de segurança e comunicações. GB.0217 Há referência a uma visita oficial a Vila Real e a Chaves, respetivamente, em 26 de Julho e em 2 de Agosto de T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0218 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0218 Viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, ao orto e a Braga, entre 10 e 13 de abril de Datas de produção Cota depósito capilha numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado. Diversas minutas de ofícios, assinados pelo Secretário-Geral, Jaime Athias, dirigidas a diversas altas individualidades, nomeadamente, sobre liquidação de despesas diversas e gratificações; autorizações de marcha no comboio especial e indicação das horas de passagem nas diversas estações; segurança; agradecimentos às diferentes entidades que permitiram e facilitaram a referida visita, nomeadamente a nível de segurança e comunicações. GB.0218 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0219 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0219 Vilegiatura do residente da República, Óscar Carmona, em Viana do Castelo, entre 1 e 17 de Junho de Datas de produção Cota depósito 0219 Características físicas e requisitos técnicos 1 capilha numa caixa Documentação relativa à deslocação e estadia por ocasião de temporada de descanso, do Chefe de Estado. Diversos ofícios, assinados pelo Secretário-Geral, Jaime Athias, dirigidos a diversas altas individualidades, nomeadamente, sobre liquidação de despesas diversas e gratificações; autorizações de marcha no comboio especial e indicação das horas de passagem nas diversas estações; medidas de segurança; agradecimentos às diferentes entidades que permitiram e facilitaram a referida visita, nomeadamente a nível de segurança e comunicações. GB.0219 Contém fotocópias 40/62

41 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0220 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0220 Viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, a Beja, entre 20 e 21 de Junho de Datas de produção capilha numa caixa Contém documentação (algumas minutas e cópias) relativa à deslocação presidencial a Beja. Diversos ofícios assinadas pelo Secretário-Geral da, Jaime Athias, dirigidos ao residente do Conselho de Administração da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses, manifestando o seu agradecimento pelas facilidades dispensadas, nomeadamente no que se refere ao comboio especial que transportou o Chefe de Estado e os seus convidados àquela vila; itinerários e horários. Nome comum Chefe de Estado Nome geográfico Beja Termos de indexação não controlados Deslocação oficial, Território nacional GB.0220 Cota depósito 0220 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0221 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0221 Viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, a Estremoz, em 16 de outubro de Datas de produção Cota depósito capilha numa caixa Contém documentação (parte cópias) relativa à deslocação presidencial a Estremoz. Diversos ofícios assinados pelo Secretário-Geral da, Jaime Athias, dirigidos ao residente do Conselho de Administração da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses, manifestando o seu agradecimento pelas facilidades dispensadas, nomeadamente no que se refere ao comboio especial que transportou o Chefe de Estado e os seus convidados àquela vila; itinerários e horários. GB.0221 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0222 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0222 Viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, a Coimbra, entre 7 e 8 de dezembro de Datas de produção capilha numa caixa Contém documentação (em parte cópias e minutas) relativa à deslocação do Chefe de Estado a Coimbra, que se fez representar, por motivo de saúde, pelo residente da Assembleia Nacional. Diversos ofícios assinados pelo Secretário-Geral da, Jaime Athias, dirigidas ao residente do Conselho de Administração da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses, manifestando o seu agradecimento pelas facilidades dispensadas, nomeadamente no que se refere ao comboio especial que transportou o Chefe de Estado e os seus convidados àquela vila; itinerários e horários; convites para a viagem, dirigidos a Altas Individualidades do Governo, comunicando-lhes o envio de guias de marcha no comboio presidencial. GB /62

42 Cota depósito 0222 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0223 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0223 Viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, ao orto, entre 27 e 28 de Maio de Datas de produção Cota depósito capilha numa caixa Contém documentação relativa à deslocação presidencial ao orto. Diversos ofícios assinados pelo Secretário-Geral da, Jaime Athias, dirigidos ao residente do Conselho de Administração da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses, manifestando o seu agradecimento pelas facilidades dispensadas, nomeadamente no que se refere ao comboio especial que transportou o Chefe de Estado e os seus convidados àquela vila; itinerários e horários; convites dirigidos a Altas Individualidades do Governo, convidando-os para a viagem e comunicando-lhes o envio de guias de marcha no comboio presidencial. GB.0223 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0233 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0233 Viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, ao Distrito da Guarda, [de 23 a 25 de Agosto de 1948]. Datas de produção Cota depósito capilha numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado ao distrito da Guarda. Troca de correspondência, minutas de ofícios e cartas, entre o Secretário-Geral da, Jaime Athias e o Representante em ortugal da Companhia Internacional das Carruagens-Camas, sobre gratificações a distribuir pelo pessoal de mesa que prestou serviço no comboio presidencial. GB.0233 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0234 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0234 Viagem oficial do residente da República, Óscar Carmona, ao orto, entre 6 e 7 de fevereiro de 1949 Datas de produção capilha numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado ao orto: troca de correspondência, troca de ofícios e cartas, entre o Secretário-Geral da, Jaime Athias e o representante em ortugal da Companhia Internacional dos Wagons-Lits e dos Grandes Expressos Europeus, Júlio de Abreu Campos, sobre gratificações a distribuir pelo pessoal de mesa que prestou serviço no comboio presidencial, agradecimentos pelas facilidades concedidas e preparativos da viagem. Nome comum Chefe de Estado, Visita oficial 42/62

43 Termos de indexação não Território nacional controlados GB.0234 Cota depósito 0234 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0237 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0237 Viagem oficial do residente da República, Craveiro Lopes, ao orto e a Braga, entre 27 e 29 de Maio de Datas de produção Cota depósito maço numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado ao orto e a Braga, no âmbito de diversas inaugurações, com destaque para o Estádio do Futebol Clube do orto. Minuta com o itinerário e os horários do comboio presidencial; constituição das mesas dos almoços no comboio presidencial; diversos discursos proferidos pelo residente da Câmara Municipal do orto; recortes da imprensa nacional sobre a visita. GB.0237 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0237/002 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0237/002 Lista das entidades oficiais, que seguiram no comboio presidencial. 2 fls. GB.0237/002 - A viagem oficial do residente da República, Craveiro Lopes, ao orto e a Braga, realizou-se entre 27 e 29 de Maio de Este documento foi fotocopiado integralmente, em virtude do original estar completamente ilegível. T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0240 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0240 Viagem oficial do residente da República, Craveiro Lopes, a Guimarães, entre 22 e 25 de junho de Datas de produção maço numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado a Guimarães, por ocasião das Festas do Milenário de Guimarães, e com presença em diversas inaugurações. Inclui minuta de um discurso; lista de letras indicativas para as etiquetas das malas com os nomes correspondentes; exemplar de um convite para a receção no antigo aço dos Duques de Bragança; agradecimento do Diretor do Museu de Arte Antiga; troca de correspondência entre o residente do Conselho de Administração da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses e o Secretário-Geral da, Filipe Charters da Câmara de Oliveira, sobre os serviços disponibilizados, gratificações concedidas ao pessoal que prestou serviço no comboio presidencial, agradecimentos vários; algumas minutas de ofícios sobre os convites e as fardas dos criados, que serviram durante a receção; recortes de imprensa nacional, retirados do jornal "Diário da Manhã", relativos à visita presidencial. Nome comum Chefe de Estado, Manifestação cultural 43/62

44 Nome geográfico Região do norte Termos de indexação não controlados Deslocação oficial, Território nacional GB.0240 Cota depósito 0240 A indefinição sobre a função a atribuir ao aço dos Duques, em Guimarães, durou todo o período das obras de reconstrução, isto é, vinte e dois anos. No entanto, nos anos 50 começou a ganhar força a função Residência Oficial do Chefe de Estado. Nessa década, ainda durante o restauro, o General Craveiro Lopes usou o alácio para atos oficiais, nomeadamente em 1953, aquando da sua deslocação oficial por ocasião das comemorações do 1.º Centenário da elevação de Guimarães a cidade e, mais tarde, em 1955, na visita oficial deste mesmo presidente com o seu homólogo brasileiro João Café Filho. Devido ao atraso das obras provocado, principalmente, pela indefinição da função a atribuir ao aço, o Ministro das Obras úblicas, Eng. Arantes de Oliveira, decide acelerá-las no seguimento de algumas conversas com o residente do Conselho, Oliveira Salazar. Existem despachos do Ministro das Obras úblicas no sentido de acelerar a conclusão do andar nobre e da parte residencial. ara isso, foi criada a Comissão de Mobiliário, em junho 1955, com a finalidade de adquirir modelos apropriados à categoria de Residência Oficial e realiza-se, em fevereiro de 1959, a visita de elementos do Ministério das Obras úblicas a Guimarães para preparar a inauguração do aço. Um jornal da época publica o seguinte:... Estando já concluído o restauro do aço dos Duques de Bragança, cujo monumento se destina, parte a Museu, e parte a Residência residencial,.... A 24 de junho de 1959 é finalmente inaugurado, pelo residente da República, Américo Tomás, o aço dos Duques de Bragança com a atribuição das funções de Museu e Residência Oficial do residente da República no Norte do aís, ou melhor residência de verão do Chefe de Estado nas suas deslocações ao norte do país. T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0245 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0245 Viagem oficial do residente da República, Craveiro Lopes, ao Campo Militar de Santa Margarida, em 2 de outubro de Datas de produção capilha numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado ao Campo Militar de Santa Margarida. Inclui memorando sobre o transporte em automóvel do residente e respetiva comitiva, da estação de Caminho de Ferro para a Tribuna residencial no campo; itinerário do comboio especial. Nome comum Base militar, Chefe de Estado, Forças armadas Termos de indexação não controlados Deslocação oficial, Território nacional GB.0245 Cota depósito 0245 O Campo Militar de Santa Margarida (CMSM) é uma base e área de instrução do Exército ortuguês. O CMSM localiza-se na localidade de Santa Margarida da Coutada, no concelho de Constância, sendo uma das maiores instalações militares da Europa, a maior instalação militar portuguesa em termos de guarnição e a segunda maior em termos de área ocupada, sendo apenas suplantada pelo Campo de Tiro de Alcochete. O Arquiteto Nuno Craveiro Lopes, filho do residente da República, Craveiro Lopes, trabalhou no Serviço de Obras Militares, colaborando no projeto e construção do Campo Militar de Santa Margarida. T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0246 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0246 Viagem oficial do residente da República, Craveiro Lopes, ao orto e a Braga, entre 26 e 28 de maio de /62

45 Datas de produção maço numa caixa rocesso que contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado, ao Norte do aís, por ocasião das comemorações do 30.º aniversário da Revolução Nacional de 28 de Maio. Inclui: apontamentos sobre a visita; comitiva presidencial; horários da viagem; listas dos automóveis e do pessoal menor que prestou serviço durante a visita; distribuição da comitiva presidencial pelos automóveis; anotações sobre as comemorações do 28 de Maio; itinerário e horário do comboio especial para condução do residente durante a estadia; 3 exemplares de cartões de convite para a receção que decorreu no alácio da Biblioteca em Braga; diversos ofícios do residente da Comissão Central das Comemorações do XXX.º Aniversário da Revolução Nacional em Braga, Elísio de Oliveira Alves imenta, dirigidos ao Secretário-Geral da, Luís ereira Coutinho, sobre as listas de convidados e preparativos vários para a receção; troca de correspondência, nomeadamente, com o residente do Conselho de Administração da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses e o Secretário-Geral da residência, sobre pormenores de horários do comboio especial; cartas de algumas personalidades agradecendo convites para a receção; ofícios de e para a Guarda Nacional Republicana, sobre medidas de segurança; diversos telegramas sobre convidados para a receção; recortes de Imprensa Nacional do jornal "Diário da Manhã" a noticiar o acontecimento. Nome comum Chefe de Estado, Comemoração, Discurso Nome geográfico Região do norte Termos de indexação não controlados Deslocação oficial, Território nacional GB.0246 Cota depósito 0246 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0250 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0250 Viagem oficial do residente da República, Américo Tomás, ao Douro Internacional, entre 18 e 20 de abril Datas de produção maço numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado à zona do Douro, por ocasião da inauguração dos "Aproveitamentos do Douro Internacional" - Barragem do icote e visita às obras da Barragem de Miranda do Douro (programa e itinerário). Troca de correspondência entre o Secretário-Geral da, Luís ereira Coutinho, e o Ministro das Comunicações, do Interior, da Economia, e o Conselho de Administração da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses para agradecimento pela eficiência dos serviços prestados; horários e estações dos comboios especiais (comboio presidencial entre Lisboa e Celorico da Beira e regresso). Nome comum Chefe de Estado, Energia hidroelétrica, Obras de engenharia civil, Visita oficial Nome geográfico ortugal, Região do norte Termos de indexação não controlados Território nacional GB.0250 Cota depósito 0250 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0250/002 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0250/002 Ementas de 2 almoços e respetiva carta de vinhos, no comboio presidencial, por ocasião da visita oficial do residente da República, Américo Tomás, aos aproveitamentos do Douro Internacional. Datas de produção fls. 45/62

46 técnicas Ementas relativas às viagens de comboio Lisboa-Celorico da Beira (ida) e Celorico da Beira-Lisboa (volta). GB.0250/002 A viagem oficial do residente da República, Américo Tomás, ao Douro, realizou-se entre 18 e 20 de abril de Documentos digitalizados. T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0253/006 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0253/006 Carta impressa do itinerário e respetivos horários do comboio especial para condução do residente da República, Américo Tomás, na sua deslocação ao norte de ortugal. Datas de produção fls. GB.0253/006 Idioma(s)/escrita(s) ortuguês A viagem oficial do residente da República, Américo Tomás, ao orto, a Braga e a Guimarães, realizouse entre 20 e 28 de Junho de T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0254 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0254 Viagem oficial do residente da República, Américo Tomás, a Aveiro, entre 3 e 6 de julho de Datas de produção maço numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado a Aveiro. Correspondência, sobretudo, minutas de ofícios de agradecimento, dirigidos pelo Secretário-Geral da, Luís ereira Coutinho, a diversos ministérios intervenientes nos preparativos da visita, pelo seu eficiente contributo; alguns telegramas; informações adicionais sobre horários do comboio especial para transporte do residente. Nome comum Chefe de Estado Nome geográfico Aveiro Termos de indexação não controlados Deslocação oficial, Território nacional GB.0254 Cota depósito 0254 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0257/003 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0257/003 Itinerário da visita do Chefe de Estado ao Norte do aís, entre os dias 20 e 27 de junho de Datas de produção fls. GB.0257/003 Idioma(s)/escrita(s) ortuguês 46/62

47 :19:14 técnicas O processo contém também um itinerário impresso do comboio especial que levou o R ao norte de ortugal. O documento foi substituído por uma fotocópia, devido à ilegibilidade do texto no documento original. T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0258 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0258 Viagem oficial do residente da República, Américo Tomás, a Coimbra, em 17 de Outubro de Datas de produção Cota depósito capilha numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado à cidade de Coimbra. Carta impressa, com a marcha detalhada do comboio especial de Coimbra a Lisboa para condução do residente da República; minuta de ofício com horário de partida de Coimbra do residente. GB.0258 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0259 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0259 Viagem oficial do residente da República, Américo Tomás, a Évora, entre 31 de outubro e 1 de novembro de Datas de produção maço numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado a Évora. Listagem de convidados para a receção oferecida em honra do residente da República, em que constam os nomes das personalidades, os cargos, as moradas e o número de pessoas; aditamento à relação de entidades do distrito de Évora; exemplar de um cartão de convite; resposta a um convite; correspondência, sobretudo, minutas de ofícios de agradecimento e de envio de convites, dirigidos pelo Secretário-Geral da, Luís ereira Coutinho, em nome do residente da República, a diversos ministérios intervenientes nos preparativos da visita, pelo seu eficiente contributo; algumas minutas de ofícios sobre despesas de transporte do residente no comboio especial. Nome comum Chefe de Estado Nome geográfico Évora Termos de indexação não controlados Deslocação oficial, Território nacional GB.0259 Cota depósito 0259 técnicas As 5 folhas de convites, são de grandes dimensões. T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0261/001 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0261/001 rograma da visita do residente da República, Américo Tomás, a Coimbra. 2 fls. Contém também o ante-projecto do programa da visita; um ofício a enviar o programa; Carta impressa com a marcha detalhada do comboio especial. GB.0261/001 47/62

48 :19:14 As viagens oficiais do residente da República, Américo Tomás, a Coimbra, ao orto e a Vila Nova de Gaia, realizaram-se, respectivamente, entre 11 e 13 de Maio e em 25 de Junho de T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0261/003 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0261/003 rograma da visita do residente da República, Américo Tomás, ao orto e a Vila Nova de Gaia, em 25 de Junho de fls. Contém também uma carta impressa, com a marcha detalhada do comboio especial. GB.0261/003 As viagens oficiais do residente da República, Américo Tomás, a Coimbra, ao orto e a Vila Nova de Gaia, realizaram-se, respectivamente, entre 11 e 13 de Maio e em 25 de Junho de T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0265 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0265 Visita do residente da República, Américo Tomás, ao orto, em 20 de Outubro de Datas de produção Cota depósito capilha numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado ao orto, por ocasião da inauguração do ano lectivo na Universidade desta cidade. Diversas minutas de ofícios, dirigidos pelo Secretário-Geral da, Luís ereira Coutinho, a diversos Ministérios intervenientes nos preparativos da visita, pelo seu eficiente contributo; carta impressa, com a marcha detalhada do comboio especial para condução do residente da República. GB.0265 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0272/001 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0272/001 rograma da visita do residente da República, Américo Tomás, ao Norte do país, e respetivo itinerário, nos dias 28 e 29 de outubro de Datas de produção fls. Documento produzido pelo Gabinete do Ministro das Obras úblicas; o processo inclui também um itinerário impresso do comboio especial em que se deslocou o chefe de Estado por ocasião da visita presidencial ao orto e a Braga. GB.0272/001 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/ /62

49 :19:14 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0279 Visitas do residente da República, Américo Tomás, ao orto, respectivamente, em 17 de Outubro e entre 9 e 10 de Novembro de Datas de produção Cota depósito 0279 técnicas 1 capilha numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado à cidade do orto. Diversas minutas de ofícios em nome do Secretário-Geral da, Luís ereira Coutinho, para várias individualidades do Governo, a agradecer o bom desempenho prestado pelos respectivos serviços; itinerários impressos dos comboios especiais GB.0279 Os documentos referentes a estas 2 visitas estavam, originalmente, juntos no mesmo processo. T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0280/001 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0280/001 rograma da visita a Ílhavo e cerimónias de inauguração do Bairro dos escadores e do Centro Social, realizada pelo residente da República, Américo Tomás. Datas de produção fls. Idioma(s)/escrita(s) ortuguês Contém também, associado, um mapa com o itinerário de estradas; um itinerário impresso do comboio especial; cópia do programa da visita. GB.0280/001 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0281 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0281 Visitas do residente da República, Américo Tomás, a Serpa e a Coimbra, respectivamente, em 3 e 4 de Março e em 28 de Abril de Datas de produção Cota depósito capilha numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado a Serpa, no âmbito de uma visita ao erímetro Florestal da Contenda e a Coimbra, por ocasião da inauguração do Instituto Maternal de Coimbra. Diversas minutas de ofícios em nome do Secretário-Geral da, Luís ereira Coutinho, para várias individualidades do Governo, a agradecer o bom desempenho prestado pelos respectivos serviços; carta impressa com o itinerário do comboio especial. GB.0281 Os documentos referentes a estas 2 visitas estavam, originalmente, juntos no mesmo processo. T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0282 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/ /62

50 :19:14 Visitas do residente da República, Américo Tomás, aos Distritos de ortalegre e de Castelo Branco, respetivamente, entre 30 de maio e 2 de junho e 15 e 16 de junho de Datas de produção maço numa caixa Contém documentação relativa a 2 deslocações do Chefe de Estado aos distritos de ortalegre e de Castelo Branco. Inclui correspondência, nomeadamente, diversas minutas de ofícios do Secretário-Geral da, Luís ereira Coutinho, dirigidos a várias individualidades do Governo, a agradecer o bom desempenho prestado pelos respetivos serviços para a realização das visitas; cópia autêntica da deliberação tomada pela Câmara Municipal de ortalegre; carta impressa com o itinerário do comboio presidencial especial; etc. Nome comum Chefe de Estado Nome geográfico Alentejo, Região do centro (portugal) Termos de indexação não controlados Deslocação oficial, Território nacional GB.0282 Cota depósito 0282 técnicas Os documentos referentes a estas 2 visitas estavam, originalmente, juntos num mesmo processo, daí terem sido tratados em conjunto, respeitando a organização original. T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0283/005 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0283/005 Carta impressa referente ao itinerário e horário do comboio especial, para condução do residente da República, Américo Tomás, na sua visita ao orto. Datas de produção fls. Carta remetida com respetivo ofício de envio. GB.0283/005 Idioma(s)/escrita(s) ortuguês T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0285 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0285 Visitas do residente da República, Américo Tomás, à óvoa de Varzim, a Guimarães e aos perímetros florestais de Basto e do Gerês, entre 30 de junho e 4 de julho de Datas de produção maço numa caixa Contém documentação relativa às deslocações do Chefe de Estado à óvoa de Varzim, por ocasião, nomeadamente, das "Comemorações das Festas de S. edro" e do "Cortejo Nacional da Gente do Mar", à estadia em Guimarães e aos perímetros florestais das Terras de Basto e do Gerês: Brochuras sobre as referidas festas populares; ofícios relativos a faturas de diversas despesas, nomeadamente, a alojamentos no Hotel alace do Buçaco, instalação telefónica dos CTT, aquisição de determinados artigos necessários, organização de serviços do comboio especial; diversas minutas de ofícios de agradecimento do Secretário-Geral, em nome do R, dirigidos a várias entidades do Governo; itinerário do comboio especial que transportou o residente. Nome comum Chefe de Estado Nome geográfico Região do norte Termos de indexação não controlados Deslocação oficial, Território nacional GB /62

51 :19:14 Cota depósito 0285 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0289/001 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0289/001 Ofício do Chefe de Serviço da Exploração do Movimento de Organização de Transportes e Horários da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses, dirigido ao Secretário-Geral da residência da República, a enviar carta-circular relativa ao transporte em comboio especial, do Chefe de Estado, na sua visita a Coimbra. GB.0289/001 A visita do residente da República, Américo Tomás, a Coimbra, realizou-se em 21 de Outubro de T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0290/001 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0290/001 Ofício do Chefe de Serviço da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses, dirigido ao Secretário- Geral da, a enviar carta-circular relativa ao transporte em comboio especial, do Chefe de Estado, na sua visita à Azambuja. GB.0290/001 A visita do residente da República, Américo Tomás, à Azambuja, realizou-se em 6 de Janeiro de T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0291/001 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0291/001 Ofício do Chefe de Serviço da Exploração Movimento de Organização de Transportes e Horários da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses, dirigido ao Secretário-Geral da residência da República, a enviar carta-circular relativa ao transporte no comboio especial, do Chefe de Estado, na sua visita ao Tramagal. GB.0291/001 A visita do residente da República, Américo Tomás, ao Tramagal (Fábrica), realizou-se em 10 de Fevereiro de T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0294/002 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0294/002 Ofícios do Chefe de Serviço da Exploração Movimento de Organização de Transportes e Horários da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses, dirigidos ao Secretário-Geral da residência da República, a enviar cartas-circulares relativas ao transporte em comboio especial, do Chefe de Estado, durante a visita presidencial à Guarda. Datas de produção GB.0294/002 51/62

52 :19:14 A visita do residente da República, Américo Tomás, ao Distrito da Guarda, realizou-se entre 30 de Maio e 2 de Junho de T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0296/001 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0296/001 Ofício do Chefe de Serviço da Exploração do Movimento de Organização de Transportes e Horários da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses, dirigido ao Secretário-Geral da residência da República, a enviar carta-circular relativa ao transporte no comboio especial, do Chefe de Estado, na sua visita ao Centro e Norte do país. Datas de produção fl. GB.0296/001 Idioma(s)/escrita(s) ortuguês A visita do residente da República, Américo Tomás, ao Centro e Norte do aís, realizou-se entre 16 e 22 de Junho de T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0297/001 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0297/001 Ofício do Chefe de Serviço da Exploração do Movimento de Organização de Transportes e Horários da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses, dirigido ao Secretário-Geral da residência da República, a enviar carta-circular relativa ao transporte no comboio especial, do Chefe de Estado, na sua visita a Coimbra. GB.0297/001 A visita do residente da República, Américo Tomás, a Coimbra, realizou-se entre 4 e 5 de Julho de T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0299 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0299 Visita do residente da República, Américo Tomás, ao distrito de Bragança, entre 29 e 31 de agosto de Datas de produção capilha numa caixa Contém alguma documentação relativa à deslocação presidencial ao Nordeste transmontano, por ocasião da celebração do V Centenário da cidade de Bragança: programa da visita; minutas de ofícios, do Secretário-Geral da, em nome do Chefe de Estado, como forma de agradecimento a várias entidades pelo bom acolhimento e desempenho das missões que lhes foram confiadas, nomeadamente no âmbito do transporte em comboio especial (comboio presidencial). Nome comum Chefe de Estado, Comemoração, Visita oficial Nome geográfico ortugal, Região do norte Termos de indexação não controlados Território nacional GB /62

53 :19:14 Cota depósito 0299 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0299/002 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0299/002 Ofício do Chefe de Serviço da Exploração Movimento de Organização de Transportes e Horários da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses, dirigido ao Secretário-Geral da residência da República, a enviar carta-circular relativa ao transporte no comboio especial, do Chefe de Estado, na sua visita ao distrito de Bragança. Datas de produção técnicas 1+1 fls. GB.0299/001 A visita do residente da República, Américo Tomás, ao distrito de Bragança, realizou-se entre 29 e 31 de Agosto de Esta peça foi selecionada para a exposição do Museu da "O motor da República - Os carros do residente", patente na Alfândega do orto T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0300/001 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0300/001 Ofício do Chefe de Serviço da Exploração Movimento de Organização de Transportes e Horários da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses, dirigido ao Secretário-Geral da residência da República, a enviar carta-circular relativa ao transporte no comboio especial, do Chefe de Estado, na sua visita ao nordeste do país. Datas de produção fls. Inclui, em anexo, carta-circular da C sobre comboio presidencial, datada de 13 de outubro de 1964 GB.0300/001 Idioma(s)/escrita(s) ortuguês T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0301/001 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0301/001 Ofício do Chefe de Serviço da Exploração Movimento de Organização de Transportes e Horários da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses, dirigido ao Secretário-Geral da residência da República, a enviar carta-circular relativa ao transporte no comboio especial, do Chefe de Estado. GB.0301/001 A visita do residente da República, Américo Tomás, ao orto, realizou-se em 21 de Outubro de T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0305/001 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0305/001 53/62

54 :19:14 Ofício do Chefe de Serviço da Exploração Movimento de Organização de Transportes e Horários da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses, dirigido ao Secretário-Geral da residência da República, a enviar carta-circular relativa ao transporte no comboio especial, do Chefe de Estado, na sua visita ao orto. GB.0305/001 A visita do residente da República, Américo Tomás, ao orto, realizou-se em 7 de Maio de T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0306/006 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0306/006 Ofício do Chefe de Serviço da Exploração Movimento de Organização de Transportes e Horários da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses, dirigido ao Secretário-Geral da residência da República, a enviar carta-circular relativa ao transporte no comboio especial, do Chefe de Estado, na sua visita ao distrito de Vila Real. Datas de produção fls. GB.0306/006 Idioma(s)/escrita(s) ortuguês T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0311 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0311 Visita do residente da República, Américo Tomás, ao Norte do aís, em 16 de outubro de Datas de produção capilha numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado ao Norte do aís, para presidir à inauguração oficial das instalações fabris das organizações: "Riopele", "Natarfil", "Saramagos", arque de Jogos e início da construção do seu bairro privativo, em Vila Nova de Famalicão. Correspondência, nomeadamente, diversas minutas de ofícios de agradecimento, dirigidos pelo Secretário-Geral da, Luís ereira Coutinho, a diversos ministérios intervenientes nos preparativos da visita; relatório das cerimónias, elaborado pela administração da Fábrica "Riopele"; carta-circular impressa referente ao itinerário e horário do comboio especial para condução do residente. Nome comum Chefe de Estado, Empresa industrial, Indústria têxtil Nome geográfico Região do norte Termos de indexação não controlados Deslocação oficial, Inauguração, Território nacional GB.0311 Cota depósito 0311 Em 1927, a «Riopele» é fundada como uma tecelagem de algodão em ousada de Saramagos, V. Nova de Famalicão (Guimarães), por José Dias de Oliveira. Nos anos 50, torna-se uma fiação moderna com fusos e uma tecelagem automática com 200 teares para a produção de fibras artificiais. A «Riopele» é a primeira fábrica têxtil em ortugal a introduzir as fibras sintéticas e dá inicio à exportação. Nos anos 60, introduz uma nova geração de tecidos inovadores (principalmente misturas 70% poliester e 30% viscose) com a marca "TEXLENE" que se torna a principal fonte de sucesso da empresa. 54/62

55 :19:14 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0312/002 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0312/002 Cópia da carta-circular impressa com o itinerário e horários dos comboios especiais para condução do residente da República, Américo Tomás. 2 fls. GB.0312/002 As visitas do residente da República, Américo Tomás, a Coimbra e a Matosinhos, realizaram-se, respetivamente, entre 19 e 20 de Outubro e em 12 de Novembro de T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0314/003 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0314/003 Carta-circular impressa com o itinerário do comboio especial para condução do residente da República, Américo Tomás, a Braga. Datas de produção fl. GB.0314/003 Idioma(s)/escrita(s) ortuguês Características físicas e requisitos técnicos Fotocópia A visita do residente da República, Américo Tomás, ao Norte do aís, realizou-se entre 25 e 31 de maio de T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0315/003 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0315/003 Cartas-circulares impressas sobre o itinerário e respetivos horários dos comboios especiais para condução do residente da República, Américo Tomás, ao orto, a Vila Nova de Gaia e a Ovar. 2 fls. GB.0315/003 A visita do residente da República, Américo Tomás, ao orto, a Vila Nova de Gaia e a Ovar, realizou-se entre 21 e 24 de junho de T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0319 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0319 Visitas do residente da República, Américo Tomás, a Matosinhos, ao orto e a Vila Nova de Gaia, de 23 a 25 de outubro; a Coimbra, de 28 a 31 de outubro e ao orto em 3 de novembro de Datas de produção maço numa caixa 55/62

56 :19:14 Cota depósito 0319 técnicas Contém documentação relativa a deslocações do Chefe de Estado ao Norte e ao Centro de aís. Correspondência, nomeadamente, diversas minutas de ofícios de agradecimento, dirigidos pelo Secretário-Geral da, Luís ereira Coutinho, a diversas personalidades de Ministérios envolvidas nos preparativos das visitas; cartas-circulares impressas com os itinerários e respetivos horários dos comboios especiais para condução do residente da República; alguns telegramas de felicitações dirigidos ao Chefe de Estado. GB.0319 Os documentos referentes a estas visitas estavam, originalmente, juntos no mesmo processo. T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0322 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0322 Visita do residente da República, Américo Tomás, ao Distrito de Braga, entre 16 e 18 de junho de Datas de produção maço numa caixa rocesso com documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado, ao Minho, incluindo Guimarães e Barcelos. Inclui ofícios relativos a faturas de diversas despesas; diversas minutas de ofícios de agradecimento do Secretário-Geral dirigidos a várias entidades do Governo; itinerário do comboio especial que transportou o residente. Nome comum Chefe de Estado Nome geográfico Região do norte Termos de indexação não controlados Deslocação oficial, Território nacional GB.0322 Cota depósito 0322 Unidades de descrição relacionadas No Arquivo Digital do Museu da encontram-se documentos relativos a esta viagem. T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0323 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0323 Visitas de Sua Excelência o residente da República [Américo Tomás] ao Alentejo, a Fátima e a Coimbra, realizadas respetivamente, em 2 de Julho, 23 de Julho e 11 de Setembro de Datas de produção maço numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado, a diversos pontos do aís. Correspondência, nomeadamente, diversas minutas de ofícios de agradecimento, dirigidos pelo Secretário-Geral da, Luís ereira Coutinho, a diversas individualidades do governo, envolvidas nos preparativos da visita; carta-circular impressa com o itinerário e respetivos horários do comboio especial para condução do residente da República. Nome comum Chefe de Estado Nome geográfico Alentejo, Região do centro (portugal) Termos de indexação não controlados Deslocação oficial, Território nacional GB.0323 Cota depósito 0323 técnicas Os documentos referentes a estas visitas estavam, originalmente, juntos no mesmo processo. 56/62

57 :19:14 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0324/001 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0324/001 Carta-circular impressa com o itinerário e respetivos horários do comboio especial para condução do residente da República, Américo Tomás, na sua deslocação ao Norte do país. Datas de produção fls. GB.0324/001 Idioma(s)/escrita(s) ortuguês Características físicas e requisitos técnicos Fotocópia A visita do residente da República, Américo Tomás, ao Norte do aís, realizou-se entre 22 e 25 de Setembro de T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0327 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0327 Visita do residente da República, Américo Tomás, ao Norte do aís, de 18 a 21 de junho de Datas de produção capilha numa caixa Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado, ao orto, a Espinho, à óvoa de Varzim, a Leixões, à Caniçada e a Vilarinho das Furnas. Correspondência, nomeadamente, minutas de ofícios de agradecimento, dirigidos pelo Secretário-Geral da, Luís ereira Coutinho, a entidades intervenientes nos preparativos da visita; programa da visita ao "Lar do Comércio" e inauguração das obras exteriores do orto de esca na óvoa de Varzim; programa da visita às obras de Leixões e da Refinaria do orto; fatura referente a despesas de refeições no comboio especial; telegramas dirigidos por diversas personalidades, ao residente da República, com votos de boa viagem e de agradecimento, respetivas minutas de ofício de agradecimento; cartas-circulares com o itinerário e horários do comboio especial para condução do residente. Nome comum Chefe de Estado, Correspondência Nome geográfico Região do norte Termos de indexação não controlados Deslocação oficial, Território nacional GB.0327 Cota depósito 0327 Em 1968 iniciaram-se as obras de construção da Barragem de Vilarinho das Furnas no Gerês. T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0329 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0329 Visita do residente da República, Américo Tomás, ao Norte do aís, entre 25 e 27 de outubro de Datas de produção maço numa caixa 57/62

58 :19:14 Contém documentação relativa à deslocação do Chefe de Estado ao distrito do orto. Inclui discursos, de autores não identificados, por ocasião da inauguração do avilhão Gimno-Desportivo Universitário e da inauguração e entrega de novas escolas primárias; relatório das obras do plano de melhoramentos a inaugurar pelo residente e dos bairros de lata demolidos; minutas de ofícios de agradecimento, dirigidos pelo Secretário-Geral da, Luís ereira Coutinho, a entidades intervenientes nos preparativos da visita; carta-circular impressa com o itinerário e respetivos horários do comboio especial para condução do residente da República. Nome comum Chefe de Estado, Discurso, Estabelecimento de ensino, Habitação social Nome geográfico Região do norte Termos de indexação não controlados Deslocação oficial, Inauguração, Território nacional GB.0329 Cota depósito 0329 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0332/002 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0332/002 Ofício do Chefe de Serviço da Exploração Movimento de Organização de Transportes e Horários da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses, dirigido ao Secretário-Geral da residência da República, a enviar carta-circular relativa ao transporte no comboio especial, do Chefe de Estado, na sua visita ao orto. 3 fls. GB.0332/002 A visita do residente da República, Américo Tomás, ao orto, realizou-se entre 18 e 20 de Janeiro de 1969 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0335/002 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0335/002 Ofício do Chefe de Serviço da Exploração Movimento de Organização de Transportes e Horários da Companhia dos Caminhos de Ferro ortugueses, dirigido ao Secretário-Geral da residência da República, a enviar uma carta-circular relativa ao transporte no comboio especial, do Chefe de Estado, na sua visita ao orto. Datas de produção fls. GB.0335/002 A visita do residente da República, Américo Tomás, ao orto, realizou-se entre 26 e 28 de Abril de T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0347/008 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0347/008 Visita do residente da República ao orto em 4 de junho de 1970 Datas de produção (Documento composto) Itinerário do comboio presidencial e correspondência trocada. GB.0347/008 58/62

59 :19:14 Idioma(s)/escrita(s) ortuguês T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0367/019 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0367/019 Folheto sobre a circulação do comboio especial, que conduziu o residente da República, Américo Tomás e a comitiva, de regresso a Lisboa, após a sua visita a Trás-os-Montes. Datas de produção fls. Contém também uma carta-impressa com a marcha definitiva do comboio presidencial. GB.0367/019 A visita oficial do residente da República, Américo Tomás, aos Distritos de Vila Real, Bragança, Guarda e ao Concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, realizou-se entre 4 e 10 de outubro de T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0377/004 Ç T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0377/004 Folheto sobre a circulação do comboio especial, que conduziu o residente da República, Américo Tomás e a comitiva de ida e volta a Lisboa, em 18 de Junho de fólios Contém também uma carta-impressa com a marcha definitiva do comboio especial GB.0377/004 A visita do residente da República, Américo Tomás, à Barragem do Carrapatelo, realizou-se em 18 de Junho de 1972 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/4505 T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/4505 Visita do residente da República, Mário Soares, ao Distrito de Bragança - Mirandela, em 26 de fevereiro de 1987 Datas de produção Cota depósito 4505 Unidades de descrição relacionadas 1 capilha numa caixa Contém cópias de documentação relativa à viagem de comboio, do Chefe de Estado e respetiva comitiva, a Mirandela, por ocasião residência Aberta em Bragança (de 16 a 26 de fevereiro de 1987). rograma da visita em comboio; comitiva das carruagens; carta-impressa com o itinerário da viagem; composição do comboio real (1887/1907); locais ferroviários de interesse; excertos de textos alusivos a descrições de viagens de comboio, de vários escritores portugueses. GB.4505 [T/R/AHR/GB/GB0202/GB020202/0794] - residências Abertas realizadas pelo residente da República, Mário Soares, entre 15 de setembro de 1986 e 21 de abril de /62

60 :19:14 T/R/AHR/GB/GB0203/0053 T/R/AHR/GB/GB0203/0053 Almoço oferecido por Sua Excelência o Senhor residente da República, a S. E. o Marechal ilsudski, atual Ministro da Guerra da República da olónia no alácio Nacional de Belém, em 20 de dezembro de 1930 Datas de produção capa numa caixa rocesso relativo a receção oferecida pelo residente da República, Óscar Carmona, em honra do Marechal Josef ilsudski. Inclui minutas de cartas enviadas pelo Secretário Geral da residência da República, Jaime Anahory Athias, ao Diretor Geral da Fazenda ública, solicitando o empréstimo de pratas, loiças, cristais, etc. e ainda os serviços do Chefe de Secção dos alácios Nacionais, Dr. Custódio José Vieira, e ao Diretor do Instituto Superior de Agronomia, solicitando o empréstimo de vasos e plantas do Jardim Botânico da Ajuda, e a lista de convites e ementa do almoço. Nome comum Chefe de Estado, Homem político, Ministro Nome geográfico olónia, ortugal Termos de indexação não controlados alácio Nacional de Belém (Lisboa, ortugal) GB.0053 Cota depósito 0053 Cota antiga rocesso n.º 16 Józef ilsudski nasceu na atual Lituânia, então parte integrante do Império Russo, a 5 de dezembro de 1867 e faleceu em Varsóvia a 12 de maio de Revolucionário nacionalista e estadista polaco, Herói da rimeira Guerra, Marechal de campo, foi o primeiro Chefe de Estado da Segunda República olaca ( ). Em 1923, com o governo nas mãos dos seus opositores, retira-se da política ativa. Regressa ao poder, 3 anos mais tarde, depois do golpe de Estado de 12 a 14 de maio de 1926, tornando-se o "Homem forte" (ditador) da olónia, líder das Forças Armadas e responsável pela política externa polaca (até 1935). Reconhecido como uma das mais proeminentes figuras políticas do seu tempo e considerado o maior responsável pelo ressurgimento da olónia independente, 123 anos após sua repartição pelos 3 Impérios: Austríaco, Russo e russiano. A partir de meados da rimeira Guerra e até à sua morte, ilsudski foi efetivamente o político mais influente na política externa e no governo da olónia. Filho segundo de uma família de fortes raízes patrióticas polacas, frequentou a escola em Vilnius, numa altura marcada pelas políticas de "russificação" impostas pelo governo do Czar. Em 1885, ilsudski iniciou os estudos médicos na Universidade de Cracóvia (Ucrânia), envolvendo-se desde logo nos movimentos revolucionários estudantis. Em março de 1887 é detido pelas autoridades russas acusado de participar na conspiração dos socialistas de Vilnius socialistas para assassinar o Czar Alexandre III. Em resultado é condenado a 5 anos de exílio na Sibéria. Depois do seu regresso, adere ao artido Socialista olaco e colabora na organização do seu "braço" lituano. Em 1894, como editor-chefe, publica no jornal clandestino do partido Robotnik (O Operário) e em 1895 assume a liderança do artido, impondo a sua ideologia nacionalista à tendência internacionalista, considerando que um socialismo nacionalista oferecia melhores condições na luta para a restauração da independência polaca. Em fevereiro de 1900, depois das autoridades russas terem descoberto a tipografia clandestina do jornal socialista em Lodz, ilsudski é preso, na cidadela de Varsóvia, conseguindo escapar, depois de ter simulado uma doença mental, do Hospital siquiátrico de São etersburgo, em maio de Refugia-se na zona da Galicia, então território austro-húngaro, prosseguindo a sua luta contra o Império Russo, pela independência plena da olónia. No outono de 1904, cria uma unidade paramilitar (Organização de Combate do artido Socialista olaco) visando instituir um movimento armado de resistência contra as autoridades russas. Sucedem-se manifestações, levantamentos, boicotes, greves e atentados contra dirigentes russos. erante esta radicalização, o próprio artido Socialista olaco acaba por se dividir, em novembro de 1906, entre uma fação mais revolucionária e nacionalista, ligada a ilsudski ("Starzy") e outra fação mais moderada ("Mlodzi"), associada aos Sociais-democratas do Reino da olónia e Lituânia que acreditavam na cooperação com os próprios revolucionários russos opositores do regime czarista, acreditando que a utopia socialista seria um fator facilitador nas negociações pela independência da olónia. ilsudski e os seus apoiantes da fação revolucionária continuaram a conspirar contra a Rússia, tornando-se a tendência maioritária dentro do partido, a partir de 1909 e até ao início da I Guerra Mundial. O próprio ilsudski antecipou as consequências da Guerra e a necessidade de organizar um embrião do futuro exército polaco que ajudaria na conquista da independência da olónia, livre do domínio dos 3 impérios que tinham espartilhado a olónia, eliminando a sua existência política, desde finais do séc.xviii. Logo em 1906, com a conivência das autoridades austríacas, funda uma escola militar em Cracóvia para a formação e instrução de unidades paramilitares que promoviam atentados contra oficiais russos e assaltos 60/62

61 :19:14 a transportes de divisas (comboios que levavam os valores obtidos na cobrança de impostos de Varsóvia para a capital do Czar). Em 1908, ilsudski transformou estas unidades na Associação para a Luta Ativa (ZWC), cujo uns dos objetivos principais era treinar futuros oficiais e melicianos de um futuro Exército polaco. Em 1912, ilsudski (usando o "nome de guerra" "Mieczysław") torna-se comandante-em-chefe da Associação de Atiradores ou Homens Armados (Związek Strzelecki), que em 1914 já contava com cerca de homens. No início da Guerra são oficialmente criadas as Legiões olacas, cabendo a ilsudski comandar a rimeira Brigada. Apesar de se aliar às forças da Tripla Aliança, o governo inglês é informado que as legiões polacas nunca lutariam contra a Fraça ou a Grã-Bretanha mas apenas contra a Rússia. Ainda em 1914, ilsudski cria também a Organização Militar olaca (olska Organizacja Wojskowa), precursora dos serviços de segurança interna, responsável por missões de espionagem e sabotagem Depois da Batalha de Kostiuchnówka (4-6 julho de 1916), na qual as Legiões polacas conseguiram travar uma ofensiva russa, à custa da vida de homens, ilsudski conseguiu convencer - em troca da promessa da sua resignação e de muitos dos seus oficiais - os "oderes Centrais" (Alemanha e Áustria - Hungria) a proclamar a "independência" da olónia em 5 de novembro de 1916; a ideia era, desta forma, conseguir aumentar o número de tropas polacas na frente oriental contra a Rússia, aliviando as forças alemãs para se concentrarem na frente ocidental. ilsudski aceitou servir o Reino Regente da olónia, criado pelos seus aliados, na qualidade de ministro da Guerra do recém "governo" polaco. Depois da Revolução Russa, nos inícios de 1917, e com a deterioração da situação dos oderes Centrais, ilsudski afastou-se progressivamente daqueles recusando para as suas tropas o estatuto de "tropas coloniais alemãs". Antecipando a derrota da Alemanha e da Áustria, não queria aparecer, no fim do conflito, como estando do lado dos perdedores. Depois de ter proibido os soldados polacos a jurar lealdade aos oderes Centrais, foi detido em Magdeburg; as unidade polacas foram desmembradas e os seus efetivos foram incorporados no Exército austro-húngaro (julho 1917). Foi neste período que ilsudski angariou grande popularidade entre o povo polaco, reconhecido como o mais determinado dos líderes da olónia do seu tempo. A 8 de novembro de 1918, 3 dias antes do Armísticio, ilsudski e o coronel Kazimierz Sosnkowski, são libertados pelos alemães e enviados para Varsóvia, acreditando, desta forma, garantir um aliado no cenário do pós-guerra. A 11 de novembro, ilsudski é designado Comandante em Chefe das Forças Armadas polacas, sendo-lhe também atribuído pelo Conselho de Regência a responsabilidade de instituir um governo nacional para o novo país. Nesse dia, cabe-lhe a ele proclamar um estado polaco independente e no dia 22 de novembro é-lhe atribuído, pelo chefe do Governo, o cargo de Chefe de Estado da renascida olónia. Renegando as suas antigas ideias políticas e resistindo aos apelos dos seus antigos camaradas do artido Socialista, declina o apoio de qualquer partido e não forma nenhum partido novo, promovendo antes a criação de um governo de unidade nacional. Uma das suas principais missões é a de organizar um Exército olaco, a partir dos veteranos de origem polacas dos exércitos alemão, russo e austríaco. A outra foi a de dar uma governação una a um país dividido e destruído e cuja riqueza nacional tinha sido drasticamente reduzida pelas pilhagens do ocupante alemão, nos últimos tempos da guerra. ara além de combater a extrema pobreza do povo, o novo país tinha de por em prática a unificação de sistemas díspares de lei (6 códigos), economia (5 moedas diferentes), transportes (66 tipos de sistemas de comboios, com 165 tipos de locomotivas) e de administração nos diferentes setores (alemão, russo e austríaco) do território da olónia. Apesar da sua popularidade entre o povo polaco, ilsudski não era, da mesma forma, popular entre a elite política e os primeiros governos polacos - liderados por socialistas - não foram reconhecidos pelos Estados ocidentais que desconfiavam de ilsudski por ter cooperado com a Alemanha e a Aústria, entre 1914 e Só em janeiro de 1919, quando o famoso pianista e compositor Ignacy aderewski se torna primeiro-ministro e ministro dos negócios estrangeiros é que o novo Estado e governo polacos são reconhecidos pelo Ocidente. Enquanto que ilsduski, Chefe de Estado(provisório) e Comandante em Chefe, permanece em Varsóvia, o seu eterno rival Dmowski e aderewski representam a olónia na Conferência da az em aris; os artigos 87 a 93 do Tratado de Versailles e o equeno Tratado de Versailles, assinados em 28 de julho de 1919, formalmente reconhecem a olónia como um país independente e um Estado soberano perante a comunidade internacional. Em fevereiro de 1921, ilsudski visita aris, estabelecendo com o presidente francês Alexandre Millerand as bases da aliança militar franco-polaca que haveria de dar origem à declaração de guerra da França à Alemanha em setembro de 1939, depois da invasão do exército de Hitler da olónia. Entretanto, em março de 1921, era assinado o Tratado de Riga, pondo fim à Guerra olaco-soviética, iniciada em 7 de abril de 1920, com a tomada de Kiev pelas forças polacas e ucranianas; neste acordo a Bielorrússia e a Ucrânia eram divididas entre a olónia e a Rússia. Na sequência deste "ato cobarde" (segundo as palavras do próprio líder polaco), no dia 25 de setembro desse ano, ilsudski era vítima de uma tentativa de assassinato por um representante das Organizações pro-independentistas da Ucrânia. Depois da aprovação da Constituição polaca de março de 1921, os poderes do Chefe de Estado são particularmente reduzidos e iłsudski recusa candidatar-se ao cargo. Assim, em 9 de dezembro de 1922, a Assembleia Nacional elege Gabriel Narutowicz do artido do ovo, com a contestação dos partidos da Direita, e no dia 14, iłsudski oficialmente transfere os seus poderes de Chefe de Estado para o seu amigo Narutowicz, o primeiro residente eleito da olónia. Dois dias depois, o novo presidente é assassinado sendo Stanisław Wojciechowski a ocupar o cargo, após nova eleição. 61/62

62 :19:14 No dia 30 de maio de 1923, ilsudski resigna ao cargo de Chefe de Estado Maior e a 23 de julho anuncia que se retira de toda a atividade política. Mas a economia polaca está em ruínas e os governos sucedem-ses não conseguindo encontrar, ao longo dos anos, uma solução para o desemprego crescente e a crise económica. Os apoiantes de ilsudski insistem no seu regresso à política e unem-se, formando uma base social de apoio, constituída nomeadamente pelos antigos membros das Legiões e das organizações militares criadas e lideradas por ilsudski antes e durante a Guerra. Em de maio de 1926, perante o caos político, dá-se um golpe de Estado que derruba o governo em funções e coloca ilsudski no poder, apoiado pelo artido Socialista polaco, pelo artido Camponês e até pelo artido Comunista da olónia. Eleito residente da República a 31 de maio recusa, porém o cargo, consciente das limitações políticas atribuídas à função. Cabe ao seu velho amigo Ignacy Mościcki ficar com a Chefia do Estado enquanto que ilsudski - para além de ocupar o cargo de primeiro ministro por 2 ocasiões ( e 1930) - exerce os cargos de Ministro dos Assuntos Militares, Inspetor-Geral das Forças Armadas e presidente do Conselho de Guerra. A verdade é que ilsudski não tinha planos para grandes reformas; rapidamente se distancia dos elementos mais radicais e da Esquerda, entre os seus apoiantes. O seu objetivo nunca foi promover uma revolução mas sim estabilizar o país, reduzindo a influência dos partidos políticos e o poder do parlamento, que ele acusava de serem os grandes culpados pela corrupção e a ineficiência governativa e fortalecer o Exército. Nos anos subsequentes, o seu papel no governo polaco foi considerado, pelos historiadores, como uma ditadura ou, pelo menos, uma "quasi-ditadura". Com o apoio da sua popularidade entre os seus concidadãos e duma eficaz máquina de propaganda - que reduzia a influência da oposição - ilsudski - progressivamente desiludido com a Democracia e com o arlamentarismo no seu país - conseguiu manter os seus poderes autoritários, contando com o apoio do próprio presidente, designado por si e não pelo arlamento nacional, cujos poderes foram substancialmente limitados com as emendas constitucionais introduzidas depois do golpe de maio de O culminar das suas políticas ditatoriais e supra-legais ocorre em 1930 com a detenção de vários dos seus opositores, nas vésperas das eleições legislativas e com o criação, em 1934, de uma prisão reservada a presos políticos em Bereza Kartuska. A adoção de uma nova Constituição polaca em abril de 1935, feita à medida para ilsudski e para uma presidência forte, chegou tarde, uma vez que o líder morreu em 12 de maio desse ano, mas foi ela que serviu de suporte ao governo da olónia nos anos que antecederam a II Guerra Mundial e ao Governo no exílio durante a duração do conflito. A verdade, porém, é que o governo presidencialista de ilsudski dependia mais da sua autoridade carismática (emocional) do que duma autoridade legal (racional) e nenhum dos que lhe sucederam à frente dos destinos da olónia se assumiram como seus "legítimos herdeiros", e depois da sua morte, a olónia regressou a um sistema político de índole parlamentarista. Entre fins de dezembro de 1930 e março de 1931, Jozef ilsudski passou uma temporada na ilha da Madeira, por razões de saúde. Em 20 de dezembro, na sua passagem por Lisboa, almoçou no alácio de Belém, sendo condecorado, na ocasião com a Ordem da Torre e Espada, pelo residente da República, António Óscar Fragoso de Carmona. técnicas Foram substituídos os separadores originais. 62/62

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