RADIAÇÃO: O que é isso?

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "RADIAÇÃO: O que é isso?"

Transcrição

1 RADIAÇÃO: O que é isso?

2 Radiação é uma energia invisível que atravessa o ar e as paredes. O sol é a principal fonte de radiação, que também vem do espaço cósmico e está em toda parte: na terra, na água, no ar e até em nosso corpo, já que ossos e tecidos contêm carbono 14 e potássio, que são elementos radioativos. A radiação é um fenômeno natural. Urânio é um metal, denso e flexível, que se encontra em abundância na crosta terrestre sempre associado a outros elementos, como o fosfato, por exemplo. O urânio tem a propriedade de emitir radiação, e é esta propriedade que faz com que ele seja capaz de gerar energia elétrica. Urânio de Santa Quitéria se encontra na Fazenda Itataia há bilhões de anos. Atualmente 97 minas de urânio estão em atividade em 20 países, dentre os quais: Austrália, Canadá, Cazaquistão, Rússia, África do Sul, Namíbia, Estados Unidos, Finlândia, Índia e China.

3 É urânio natural que vai sair da mina de Itataia depois de retiradas do solo, as rochas que contêm fosfato e urânio passam por um processo industrial para separar os dois elementos. Em seguida o urânio é concentrado, resultando numa pasta amarela chamada yellowcake. Continua sendo urânio natural, muito próximo do que existe na natureza. Este produto sai de Santa Quitéria, é processado, enriquecido e em seguida utilizado na fabricação do combustível que gera energia nas usinas nucleares. A radiação também pode ser criada pelo homem. A radiação artificial mais conhecida é o Raio X, que utilizamos há muito tempo. Outras aplicações da radiação são utilizadas para diagnosticar doenças (como as tomografias), para tratamentos médicos, para combater pragas na agricultura, para conservar alimentos e até para esterilizar produtos, como fraldas e garrafas de refrigerantes. A quantidade de radiação que recebemos pode ser mensurada utilizando-se a medida chamada Sievert (sívert). A dose média de radiação natural que recebemos por ano é de 2,4 msv (milésimos de Sievert). Calcula-se que 48% do total de radiação que recebemos hoje em dia vem de exames e tratamentos médicos. Como o sol é a maior fonte de radiação, quando ficamos muito tempo expostos a ele, ou mais próximos dele (em viagens de avião, por exemplo) recebemos doses maiores de radiação.

4 Veja nesta tabela as doses de radiação (em msv) que recebemos de algumas fontes Raio X de dente 1,6 msv Mamografia 3 msv Tomografia computadorizada de 6 a do tórax 18 msv Fumar 30 cigarros por dia de 13 a durante 1 ano 60 msv Trabalhador em mina de urânio de Caetité/BA durante 1 ano 0.46 msv De acordo com todas as análises feitas em 12 anos de atividades da mina de Caetité, a dose de radiação que os trabalhadores recebem anualmente é bem menor que a de um Raio X de dente.

5 Programas de proteção radiológica e ambiental são desenvolvidos o tempo todo para preservar a saúde dos trabalhadores e dos moradores do entorno da mina. As águas de açudes, rios e poços, o ar, a poeira e os produtos da agricultura e da pecuária são analisados constantemente. Os trabalhadores são treinados e seguem regras especiais de segurança no trabalho; eles são examinados regularmente, assegurando-se assim a saúde de todos. Para garantir a preservação do meio ambiente e a saúde da população e dos trabalhadores, as atividades de mineração e beneficiamento de urânio são fiscalizadas por órgãos municipais, estaduais e federais. Dentre eles a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis).

6 Radiação e Saúde Entrevista com o médico Nelson Valverde, especialista em Saúde Ocupacional e Radiopatologia, perito da Organização Mundial de Saúde (OMS), colaborador da Agência Internacional de Energia Atômica (ONU) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O urânio em estado natural pode provocar câncer? Não. Ele é um elemento natural da face da Terra, portanto a energia emitida por esse urânio é um fato normal em nossas vidas. Muitas pesquisas sobre este assunto já foram feitas no mundo inteiro: na região de Ramsar, no Irã, onde a radiação natural é até 50 vezes maior que a existente na maioria dos lugares, foram feitos estudos sobre a saúde da população para saber se lá havia uma maior incidência de câncer ou alterações genéticas. O resultado da pesquisa demonstrou que mesmo vivendo numa região com radiação muito alta, o número de casos de câncer era semelhante ao de outros lugares sem tanta radiação.

7 Em algum lugar do mundo onde se faz mineração e beneficiamento de urânio houve aumento de casos de câncer? Também para estudar esta possibilidade muitas pesquisas foram feitas. No Canadá, os cientistas pesquisaram os moradores de uma localidade chamada Uravan, que viveram bem próximos a uma mina de urânio durante 48 anos. Não foi constatado aumento de casos de câncer nessas pessoas. Os chineses estudaram durante cinco anos, 75 mil pessoas que vivem em áreas próximas a uma mineração de urânio, comparando a saúde delas com a de moradores de outras áreas e chegaram à conclusão que não havia nenhuma diferença entre os dois grupos. Ou seja, quem morava perto de uma mineração de urânio não teve mais câncer nem maior número de abortos. Este estudo foi publicado numa das mais conceituadas revistas científicas a Nature e afastou em todo o mundo o temor de que a atividade de mineração e beneficiamento de urânio signifique um perigo para a população. Se uma pessoa mora perto de reservas de urânio, isto quer dizer que ela vive sob o risco de contaminação? Não, porque nessas reservas o que existe é urânio natural e o concentrado de urânio, o yellowcake também é urânio natural. O fato de morar perto de uma reserva ou de uma mina que está sendo explorada não significa nenhum perigo para a vida das pessoas.

8 Quer saber mais? Consórcio Santa Quitéria / Área de Sustentabilidade Av. Prof. Benedicto Montenegro, 1300 Betel - Paulínia/SP - CEP

3 O Ciclo do Combustível Nuclear

3 O Ciclo do Combustível Nuclear 42 3 O Ciclo do Combustível Nuclear O ciclo do combustível nuclear é o conjunto de etapas do processo industrial que transforma o mineral urânio, desde quando ele é encontrado em estado natural até sua

Leia mais

PROTEÇÃO RADIOLÓGICA

PROTEÇÃO RADIOLÓGICA PROTEÇÃO RADIOLÓGICA O ser humano não dispõe de sistemas próprios para a detecção da presença de radiação ionizante. O uso desenfreado das radiações mostrou que: A radiação ionizante é capaz de produzir

Leia mais

Radioatividade X Prof. Neif Nagib

Radioatividade X Prof. Neif Nagib Radioatividade X Prof. Neif Nagib Breve Histórico Em 1895, Wilhem Röntgen descobriu os raios X, que eram úteis mas misteriosos. A descoberta da radioatividade ocorreu, casualmente, por Henri Becquerel,

Leia mais

Atual Estágio de Desenvolvimento Tecnológico da Produção de Energia Nuclear no Brasil. Alfredo Tranjan Filho Presidente.

Atual Estágio de Desenvolvimento Tecnológico da Produção de Energia Nuclear no Brasil. Alfredo Tranjan Filho Presidente. Atual Estágio de Desenvolvimento Tecnológico da Produção de Energia Nuclear no Brasil Alfredo Tranjan Filho Presidente Julho, 2008 MISSÃO DA INB Garantir o fornecimento de combustível nuclear para geração

Leia mais

A Ásia conta com enormes reservas minerais e energéticas, circunstância que tem facilitado seu recente desenvolvimento industrial.

A Ásia conta com enormes reservas minerais e energéticas, circunstância que tem facilitado seu recente desenvolvimento industrial. A Ásia conta com enormes reservas minerais e energéticas, circunstância que tem facilitado seu recente desenvolvimento industrial. Recursos minerais e energéticos de alguns países da Ásia Os principais

Leia mais

Ciclo do Combustível Nuclear no Brasil

Ciclo do Combustível Nuclear no Brasil Ciclo do Combustível Nuclear no Brasil Salvaguardas para a Operação de Centrais Nucleares Roberto C. A. Travassos ELETROBRAS Gerente de Planejamento e Orçamento GPO.T ETN-GPO.T / Ago-2010 / Pag. 1 Ciclo

Leia mais

MATÉRIAS-PRIMAS MINERAIS

MATÉRIAS-PRIMAS MINERAIS ESCOLA POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE MINAS E DE PETRÓLEO MATÉRIAS-PRIMAS MINERAIS RECURSOS MINERAIS ENERGÉTICOS CARVÃO MINERAL CARVÃO MINERAL Carvão não é um mineral,

Leia mais

METALURGIA EXTRATIVA DO URÂNIO

METALURGIA EXTRATIVA DO URÂNIO METALURGIA EXTRATIVA DO URÂNIO ANA CAROLINA Z. OLIVEIRA ISRAEL GARCIA CHAGAS LUIZ FELIPE ABRILERI FÁBIO GONÇALVES RIZZI LUCAS LANDI MARTINS 1 AGENDA Introdução Usos Propriedades Minérios Tipos de depósitos

Leia mais

Como definir a estabilidade de um átomo? Depende. Eletrosfera. Núcleo. Radioatividade

Como definir a estabilidade de um átomo? Depende. Eletrosfera. Núcleo. Radioatividade Como definir a estabilidade de um átomo? Depende Eletrosfera Ligações Núcleo Radioatividade O que é radioatividade? Tem alguma ver com radiação? Modelos atômicos Átomo grego Átomo de Thomson Átomo de

Leia mais

GRANDEZAS E UNIDADES USADAS EM RADIOPROTEÇÃO

GRANDEZAS E UNIDADES USADAS EM RADIOPROTEÇÃO GRANDEZAS E UNIDADES USADAS EM RADIOPROTEÇÃO RADIOPROTEÇÃO - HISTÓRICO 1895 Wilhelm Conrad Röentgen descobre os Raios X - revolução na medicina 1896 Marie e Pierre Curie e Henry Becquerel descobrem as

Leia mais

Como definir a estabilidade de um átomo? Depende. Eletrosfera. Núcleo. Radioatividade

Como definir a estabilidade de um átomo? Depende. Eletrosfera. Núcleo. Radioatividade Como definir a estabilidade de um átomo? Depende Eletrosfera Ligações Núcleo Radioatividade O que é radioatividade? Tem alguma ver com radiação? Radiação eletromagnética Ampla faixa de frequência Modelos

Leia mais

Visão estratégica da INB a 2034

Visão estratégica da INB a 2034 Visão estratégica da INB - 2009 a 2034 Posição final do Conselho de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro Alfredo Tranjan Filho. 16/06/2009 CONVERSÃO DO U 3 O 8 EM UF 6 MINERAÇÃO E PRODUÇÃO DE

Leia mais

ESTRUTURA DA MATÉRIA E O ÁTOMO

ESTRUTURA DA MATÉRIA E O ÁTOMO ESTRUTURA DA MATÉRIA E O ÁTOMO Todas as coisas existentes na natureza são constituídas de átomos ou suas combinações. Atualmente, sabemos que o átomo é a menor estrutura da matéria que apresenta as propriedades

Leia mais

NOÇÕES BÁSICAS DAS NORMAS E REGULAMENTOS

NOÇÕES BÁSICAS DAS NORMAS E REGULAMENTOS O PAPEL DA LEGISLAÇÃO Imposição de Regras - Benefício referente à prática de determinada atividade. ORGANISMOS INTERNACIONAIS Comissão Internacional de Proteção Radiológica (ICRP) - Elaborar recomendações

Leia mais

PRINCÍPIOS BÁSICOS DE RADIOPROTEÇÃO FILOSOFIA DA PROTEÇÃO RADIOLÓGICA

PRINCÍPIOS BÁSICOS DE RADIOPROTEÇÃO FILOSOFIA DA PROTEÇÃO RADIOLÓGICA FILOSOFIA DA PROTEÇÃO RADIOLÓGICA Proteção dos indivíduos, de seus descendentes, da humanidade como um todo e do meio ambiente contra os possíveis danos provocados pelo uso da radiação ionizante. 1 FILOSOFIA

Leia mais

LOGO. Radioatividade. Profa. Núria Galacini

LOGO. Radioatividade. Profa. Núria Galacini LOGO Radioatividade Profa. Núria Galacini Radioatividade Breve Histórico: 1896: Antoine-Henri Becquerel percebeu que um sal de urânio sensibilizava o negativo de um filme fotográfico, recoberto por papel

Leia mais

CURSO DE RADIOPROTEÇÃO COM ÊNFASE NO USO, PREPARO E MANUSEIO DE FONTES RADIOATIVAS NÃO SELADAS

CURSO DE RADIOPROTEÇÃO COM ÊNFASE NO USO, PREPARO E MANUSEIO DE FONTES RADIOATIVAS NÃO SELADAS CURSO DE COM ÊNFASE NO USO, PREPARO E MANUSEIO DE FONTES RADIOATIVAS NÃO SELADAS FILOSOFIA DA PROTEÇÃO RADIOLÓGICA Proteção dos indivíduos, de seus descendentes, da humanidade como um todo e do meio ambiente

Leia mais

Proteção Radiológica no Diagnóstico por Imagem

Proteção Radiológica no Diagnóstico por Imagem NÚCLEO DE PROTEÇÃO RADIOLÓGI CA DA UNIFESP Proteção Radiológica no Diagnóstico por Imagem Profª.. Dra. Regina Bitelli Medeiros http://protecaoradiologica protecaoradiologica.unifesp.br email: : [email protected]

Leia mais

Assessoria ao Cirurgião Dentista. 11 3894 3030 papaizassociados.com.br. Publicação mensal interna a Papaiz edição XII Setembro 2015 de

Assessoria ao Cirurgião Dentista. 11 3894 3030 papaizassociados.com.br. Publicação mensal interna a Papaiz edição XII Setembro 2015 de Assessoria ao Cirurgião Dentista Publicação mensal interna a Papaiz edição XII Setembro 2015 de Escrito por: Dr. André Simões, radiologista da Papaiz Diagnósticos Odontológicos por Imagem 11 3894 3030

Leia mais

ANEXO B. DADOS MUNDIAIS DE ENERGIA

ANEXO B. DADOS MUNDIAIS DE ENERGIA ANEXO B. DADOS MUNDIAIS DE ENERGIA 1. OFERTA MUNDIAL DE ENERGIA GRÁFICO B.1: OFERTA MUNDIAL DE ENERGIA POR FONTE GRÁFICO B.2: OFERTA MUNDIAL DE ENERGIA POR REGIÃO (*) (*) Excluindo bunkers marítimos internacionais

Leia mais

Radioatividade Ambiental. Paulo Sergio Cardoso da Silva. Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares - IPEN

Radioatividade Ambiental. Paulo Sergio Cardoso da Silva. Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares - IPEN Radioatividade Ambiental Paulo Sergio Cardoso da Silva Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares - IPEN nucleons A ESTRUTURA DO NÚCLEO O número atômico (Z) corresponde ao número de prótons presentes

Leia mais

Geração Elétrica. Prof. Dr. Eng. Paulo Cícero Fritzen

Geração Elétrica. Prof. Dr. Eng. Paulo Cícero Fritzen Geração Elétrica Prof. Dr. Eng. Paulo Cícero Fritzen 1 TRATAMENTO DE RESÍDUOS NUCLEARES Roteiro da Apresentação Energia Nuclear Consumo mundial Informações gerais Mercado Reservas, produção e consumo no

Leia mais

PORTARIA Nº 518, DE 4 DE ABRIL DE 2003

PORTARIA Nº 518, DE 4 DE ABRIL DE 2003 PORTARIA Nº 518, DE 4 DE ABRIL DE 2003 O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPRE-GO, no uso das competências que lhe conferem o art. 87, parágrafo único, II, da Constituição da República Federativa do Brasil

Leia mais

QUÍMICA ENSINO MÉDIO PROF.ª DARLINDA MONTEIRO 3 ANO PROF.ª YARA GRAÇA

QUÍMICA ENSINO MÉDIO PROF.ª DARLINDA MONTEIRO 3 ANO PROF.ª YARA GRAÇA QUÍMICA 3 ANO PROF.ª YARA GRAÇA ENSINO MÉDIO PROF.ª DARLINDA MONTEIRO CONTEÚDOS E HABILIDADES Unidade I Vida e ambiente 2 CONTEÚDOS E HABILIDADES Aula 6 Conteúdos Efeito estufa. Fontes de energia alternativa.

Leia mais

João Roberto Loureiro de Mattos

João Roberto Loureiro de Mattos III SEMINÁRIO BRASIL EM NÚMEROS 2014 UFMG 10/OUT/2014 TEMA: CIÊNCIA E TECNOLOGIA João Roberto Loureiro de Mattos TEMAS INTERESSE: INOVAÇÃO E ENERGIA JOÃO ROBERTO LOUREIRO DE MATTOS Engenheiro Mecânico

Leia mais

CURSO DE RADIOPROTEÇÃO COM ÊNFASE NO USO, PREPARO E MANUSEIO DE FONTES RADIOATIVAS NÃO SELADAS

CURSO DE RADIOPROTEÇÃO COM ÊNFASE NO USO, PREPARO E MANUSEIO DE FONTES RADIOATIVAS NÃO SELADAS CURSO DE RADIOPROTEÇÃO COM ÊNFASE NO USO, PREPARO E MANUSEIO DE FONTES RADIOATIVAS NÃO SELADAS Walter Siqueira Paes Tel: (19) 3429-4836 [email protected] [email protected] www.usp.br/protecaoradiologica

Leia mais

EBI 123 de Pedome. Diana Dinis Nº7. Inês Marques Nº9. Sónia Nunes Nº20. Vera Oliveira Nº23 8ºB 1

EBI 123 de Pedome. Diana Dinis Nº7. Inês Marques Nº9. Sónia Nunes Nº20. Vera Oliveira Nº23 8ºB 1 Poluição do Solo Trabalho elaborado por: Diana Dinis Nº7 Inês Marques Nº9 Sónia Nunes Nº20 Vera Oliveira Nº23 Turma: Disciplina: Ciências Naturais Professora: Raquel Soares 1 Índice Poluição do Solo...

Leia mais

BASES CONCEITUAIS DA ENERGIA. Pedro C. R. Rossi UFABC

BASES CONCEITUAIS DA ENERGIA. Pedro C. R. Rossi UFABC BASES CONCEITUAIS DA ENERGIA Pedro C. R. Rossi ([email protected]) Fontes de energia Principais fontes de energia disponíveis para a sociedade Fontes de energia Energia primária, energia de uso

Leia mais

Lista Extra. Resumo dos objetivos: Astronomia Livro 3 - Intensivo

Lista Extra. Resumo dos objetivos: Astronomia Livro 3 - Intensivo Lista Extra Resumo dos objetivos: Astronomia Livro 3 - Intensivo 1. (Ufrgs) O Sol nasce exatamente no ponto do horizonte local que corresponde ao leste geográfico a) em 21 de março e 23 de setembro b)

Leia mais

Alunos: Guilherme F. Alves Paulo Henrique de Melo Toledo. Professor: Dr. Rafael A. Souza. Juiz de Fora 27 de Junho de 2018

Alunos: Guilherme F. Alves Paulo Henrique de Melo Toledo. Professor: Dr. Rafael A. Souza. Juiz de Fora 27 de Junho de 2018 Alunos: Guilherme F. Alves Paulo Henrique de Melo Toledo Professor: Dr. Rafael A. Souza Juiz de Fora 27 de Junho de 2018 Fontes de Energia 1 São recursos da natureza (primários) ou artificiais (secundários)

Leia mais

MARINHA DO BRASIL PROGRAMA NUCLEAR DA MARINHA ARAMAR. CIESP Sorocaba, 30 de abril de CA(EN) Luciano Pagano Jr

MARINHA DO BRASIL PROGRAMA NUCLEAR DA MARINHA ARAMAR. CIESP Sorocaba, 30 de abril de CA(EN) Luciano Pagano Jr MARINHA DO BRASIL MARINHA DO BRASIL PROGRAMA NUCLEAR DA MARINHA ARAMAR CIESP Sorocaba, 30 de abril de 2013 CA(EN) Luciano Pagano Jr SUBMARINOS NUCLEARES S(N) -PROPULSÃO COM ENERGIA PROVENIENTE DE UM REATOR

Leia mais

DE ONDE VEM A ENERGIA? Energia eletromagnética, Energia Mecânica e Energia térmica

DE ONDE VEM A ENERGIA? Energia eletromagnética, Energia Mecânica e Energia térmica DE ONDE VEM A ENERGIA? Energia eletromagnética, Energia Mecânica e Energia térmica Energia, o que é? Não há uma definição exata para o conceito de energia, mas podemos dizer que ela está associada à capacidade

Leia mais

ENEM 2003 QUESTÕES DE FÍSICA

ENEM 2003 QUESTÕES DE FÍSICA ENEM 2003 QUESTÕES DE FÍSICA 01) Águas de março definem se falta luz este ano. Esse foi o título de uma reportagem em jornal de circulação nacional, pouco antes do início do racionamento do consumo de

Leia mais

QUÍMICA LISTA DE RECUPERAÇÃO 3º BIMESTRE - 1º ANO. Professor: GIL KENNEDY DATA: 25 / 09 / 2017

QUÍMICA LISTA DE RECUPERAÇÃO 3º BIMESTRE - 1º ANO. Professor: GIL KENNEDY DATA: 25 / 09 / 2017 LISTA DE RECUPERAÇÃO 3º BIMESTRE - 1º ANO Professor: GIL KENNEDY DATA: 25 / 09 / 2017 QUÍMICA QUESTÃO 01 Localize na tabela periódica o elemento químico de número atômico 16. Sobre esse elemento, responda

Leia mais

FÍSICA MÉDICA. Aula 03 - Proteção Radiológica

FÍSICA MÉDICA. Aula 03 - Proteção Radiológica FÍSICA MÉDICA Aula 03 - Proteção Radiológica Introdução Tendo em vista os danos biológicos causados nos seres vivos pela exposição à radiação, tornou-se necessário estabelecer meios de proteção aos que

Leia mais

Aula 21 Física Nuclear

Aula 21 Física Nuclear Aula 21 Física 4 Ref. Halliday Volume4 Sumário Descobrindo o Núcleo; Algumas Propriedades Nucleares; Decaimento Radioativo; Decaimento Alfa; Decaimento Beta; Radiação Ionizante; Analisando os dados, Rutherford

Leia mais

NOTAS DE AULAS DE FÍSICA MODERNA

NOTAS DE AULAS DE FÍSICA MODERNA NOTAS DE AULAS DE FÍSICA MODERNA Prof. Carlos R. A. Lima CAPÍTULO 16 PROCESSOS E REAÇÕES NUCLEARES Edição Agosto de 2007 CAPÍTULO 08 PROCESSOS E REAÇÕES NUCLEARES ÍNDICE 16.1- Introdução 16.2- Radioatividade

Leia mais

As Florestas Plantadas na Sustentabilidade do Agronegócio

As Florestas Plantadas na Sustentabilidade do Agronegócio As Florestas Plantadas na Sustentabilidade do Agronegócio Junho de GILMAN VIANA RODRIGUES SECRETÁRIO DE ESTADO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO MATRIZ ENERGÉTICA MUNDIAL EVOLUÇÃO DO USO DE FONTES

Leia mais

Professora Sikandra Silveira

Professora Sikandra Silveira De que materiais são feitos os objetos da imagem? De onde são retirados? MINERAIS E MINÉRIOS Professora Sikandra Silveira MINERAIS E MINÉRIOS Hematita (minério de ferro): Ferro + Oxigênio Galena (minério

Leia mais

Radioatividade I. Química Prof.ª Talita Sousa

Radioatividade I. Química Prof.ª Talita Sousa A descoberta do raio X A radiação está no ar, nas plantas, nos alimentos e nos aparelhos eletrodomésticos, como a televisão e o micro-ondas, e raios X e materiais radioativos são amplamente empregados

Leia mais

Recomendação de vídeo!

Recomendação de vídeo! Radioatividade 1 Recomendação de vídeo! Trabalho muito criativo feito pela aluna Adrienne, sobre a Marie Curie: https://atmosferavds.wordpress.com/2015/12/22/talk-show-radio-show/ https://atmosferavds.wordpress.com/2015/12/23/talk-show-final-alternativo-de-radioshow/

Leia mais

Radioatividade. Aula 08. Um pouco de História. Radiações. Aceleradores de Partículas

Radioatividade. Aula 08. Um pouco de História. Radiações. Aceleradores de Partículas Radioatividade Aula 08 Energias Químicas no Cotidiano É um fenômeno natural ou artificial, pelo qual algumas substâncias ou elementos químicos, chamados radioativos, são capazes de emitir radiações, as

Leia mais

Semana 06. A partir da injeção de glicose marcada com esse nuclídeo, o tempo de aquisição de uma imagem de tomografia é cinco meias-vidas.

Semana 06. A partir da injeção de glicose marcada com esse nuclídeo, o tempo de aquisição de uma imagem de tomografia é cinco meias-vidas. 01. (Enem 2ª aplicação 2016) A energia nuclear é uma alternativa aos combustíveis fósseis que, se não gerenciada de forma correta, pode causar impactos ambientais graves. O princípio da geração dessa energia

Leia mais

Diferentes classificações dos materiais

Diferentes classificações dos materiais Diferentes classificações dos materiais Na Natureza encontramos uma grande variedade de materiais que utilizamos nas mais diversas atividades e com diferentes fins. Estes materiais designam-se por materiais

Leia mais

Classificação Periódica Folha 01 Prof.: João Roberto Mazzei

Classificação Periódica Folha 01 Prof.: João Roberto Mazzei www.professormazzei.com Classificação Periódica Folha 01 Prof.: João Roberto Mazzei 01. (PUC SP 1995) Considerando-se os elementos do 3º. período da Tabela Periódica, é correto afirmar: a) o elemento de

Leia mais

Fusão e Fissão Nuclear: uma breve introdução

Fusão e Fissão Nuclear: uma breve introdução Fusão e Fissão Nuclear: uma breve introdução Reginaldo A. Zara CCET-Unioeste Unioeste, 14/12/2007. FUSÃO E FISSÃO NUCLEAR Como podem os prótons ficar confinados em uma região tão pequena como é o núcleo

Leia mais

Proteção Radiológica Competências da Direção-Geral da Saúde 16.º Encontro de Verificadores Ambientais EMAS 12 de dezembro de 2017

Proteção Radiológica Competências da Direção-Geral da Saúde 16.º Encontro de Verificadores Ambientais EMAS 12 de dezembro de 2017 Proteção Radiológica Competências da Direção-Geral da Saúde 16.º Encontro de Verificadores Ambientais EMAS 12 de dezembro de 2017 Unidade de Riscos Associados a Radiações Conteúdos A DGS como entidade

Leia mais

CURSO DE TECNOLOGIA EM RADIOLOGIA

CURSO DE TECNOLOGIA EM RADIOLOGIA CURSO DE TECNOLOGIA EM RADIOLOGIA Todas as disciplinas do curso de Tecnologia em Radiologia têm como critério para aprovação, em conformidade com o capítulo V do regimento escolar: MA = P1 + P2 >= 7,0

Leia mais

UMA VISÃO SUCINTA DAS ATIVIDADES DA CNEN

UMA VISÃO SUCINTA DAS ATIVIDADES DA CNEN UMA VISÃO SUCINTA DAS ATIVIDADES DA CNEN Inac 2013 Recife 25/11/2013 Angelo Fernando Padilha Comissão Nacional de Energia Nuclear CNEN Marcos da área nuclear no Brasil 1951: Promulgada a lei do monopólio

Leia mais

Apostila de Química 03 Radioatividade

Apostila de Química 03 Radioatividade Apostila de Química 03 Radioatividade 1.0 Histórico Em 1896, acidentalmente, Becquerel descobriu a radioatividade natural, ao observar que o sulfato duplo de potássio e uranila: K2(UO2)(SO4)2 conseguia

Leia mais

GERAÇÃO, TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA DE ELÉTRICA

GERAÇÃO, TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA DE ELÉTRICA Universidade do Estado de Mato Grosso Campus Sinop Faculdade de Ciências Exatas e Tecnológicas GERAÇÃO, TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA DE ELÉTRICA ROGÉRIO LÚCIO LIMA Sinop Outubro de 2016 Recursos

Leia mais

MINERAÇÃO. Evolução da produção Mineral

MINERAÇÃO. Evolução da produção Mineral Mineração 41 MINERAÇÃO» O setor mineral mundial vive um momento de alta demanda e preços em níveis jamais vistos, motivado principalmente pela China;» O alto crescimento da economia chinesa tem exercido

Leia mais

O QUE É RADIOATIVIDADE?

O QUE É RADIOATIVIDADE? RADIAÇÃO O QUE É RADIOATIVIDADE? O fenômeno foi descoberto a partir do esquecimento de uma rocha de urânio sobre um filme fotográfico virgem: o filme foi velado (marcado) por alguma coisa que saía da rocha.

Leia mais

Unidade I Átomos, Moléculas e íons

Unidade I Átomos, Moléculas e íons UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS DEPARTAMENTO DE QUÍMICA DQMC QUÍMICA GERAL I - QGE1001 Unidade I Átomos, Moléculas e íons Profª Drª Karine P. Naidek 1 2 Estrutura

Leia mais

COLÉGIO 7 DE SETEMBRO DISICIPLINA DE GEOGRAFIA PROF. RONALDO LOURENÇO 1º 1 PERCURSO 26 (PARTE 3) A PRODUÇÃO MUNDIAL DE ENERGIA

COLÉGIO 7 DE SETEMBRO DISICIPLINA DE GEOGRAFIA PROF. RONALDO LOURENÇO 1º 1 PERCURSO 26 (PARTE 3) A PRODUÇÃO MUNDIAL DE ENERGIA COLÉGIO 7 DE SETEMBRO DISICIPLINA DE GEOGRAFIA PROF. RONALDO LOURENÇO 1º 1 PERCURSO 26 (PARTE 3) A PRODUÇÃO MUNDIAL DE ENERGIA ENERGIA: EVOLUÇÃO HISTÓRICA E CONSTEXTO ATUAL ENERGIAS NÃO RENOVÁVEIS 1 PETRÓLEO

Leia mais

Medidas preventivas em caso de acidente nuclear

Medidas preventivas em caso de acidente nuclear Medidas preventivas em caso de acidente nuclear Sumário O que é um acidente nuclear?... 01 O que fazer em caso de acidente nuclear?... 02 Da ocorrência do problema até a evacuação... 03 Caso seja emitida

Leia mais

Capacitação dos Indivíduos Ocupacionalmente Expostos - IOE

Capacitação dos Indivíduos Ocupacionalmente Expostos - IOE Capacitação dos Indivíduos Ocupacionalmente Expostos - IOE Por: Luciano Santa Rita Oliveira Mestre em Radioproteção e Dosimetria Tecnólogo em Radiologia Sumário Definição de IOE Proteção Radiológica Áreas

Leia mais

ENERGIA NUCLEAR. Professora: Thamilis Aguiar Colégio Energia Barreiros

ENERGIA NUCLEAR. Professora: Thamilis Aguiar Colégio Energia Barreiros ENERGIA NUCLEAR Professora: Thamilis Aguiar Colégio Energia Barreiros O QUE É ENERGIA NUCLEAR? É a energia proveniente da fissão do núcleo de alguns átomos de elementos (geralmente urânio),que têm a capacidade

Leia mais

RADIOATIVIDADE. Manoel S. D Agrella Filho

RADIOATIVIDADE. Manoel S. D Agrella Filho RADIOATIVIDADE Manoel S. D Agrella Filho RADIOATIVIDADE Em 1896, Henry Becquerel deixou um minério de Urânio em cima de uma placa fotográfica não revelada. Depois de revelada, o filme mostrou o contorno

Leia mais

Principais fontes e combustíveis utilizados na geração de energia elétrica

Principais fontes e combustíveis utilizados na geração de energia elétrica Principais fontes e combustíveis utilizados na geração de energia elétrica Wildson W de Aragão Físico Professor de Física de Escolas de Ensino Médio e Cursos Pré Vestibular da rede particular de Ensino

Leia mais

MATRIZ ENERGÉTICA MUNDIAL

MATRIZ ENERGÉTICA MUNDIAL UM FENÔMENO NUCLEAR 5% 14% 2% 9% MATRIZ ENERGÉTICA BRASILEIRA Renováveis (47%) 3% 37% 30% Biomassa Petróleo GN Nuclear 6% MATRIZ ENERGÉTICA MUNDIAL Biomassa Renováveis (13%) Petróleo 2% 1% 25% 10% 35%

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DO SOLO DISCIPLINA SEMINÁRIOS EM CIÊNCIA DO SOLO II

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DO SOLO DISCIPLINA SEMINÁRIOS EM CIÊNCIA DO SOLO II UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DO SOLO DISCIPLINA SEMINÁRIOS EM CIÊNCIA DO SOLO II Discente: Vinícius Gedeão Bezerra de Carvalho Orientador: Clístenes Williams

Leia mais

Perguntas do Jogo sobre Radioatividade

Perguntas do Jogo sobre Radioatividade Perguntas do Jogo sobre Radioatividade 1) Quem foi o descobridor da radioatividade? a) Pierre Curie; b) Marie Curie; c) Henri Becquerel. 2) O que são raios X? a) Radiação eletromagnética resultante da

Leia mais

CURSO DE TECNOLOGIA EM RADIOLOGIA

CURSO DE TECNOLOGIA EM RADIOLOGIA CURSO DE TECNOLOGIA EM RADIOLOGIA Todas as disciplinas do curso de Tecnologia em Radiologia têm como critério para aprovação, em conformidade com o capítulo V do regimento escolar: MA = P1 + P2 >= 7,0

Leia mais

FORMAÇÃO DE ELEMENTOS QUÍMICOS NO UNIVERSO

FORMAÇÃO DE ELEMENTOS QUÍMICOS NO UNIVERSO FORMAÇÃO DE ELEMENTOS QUÍMICOS NO UNIVERSO Eder Cassola Molina Universidade de São Paulo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas Departamento de Geofísica Elementos Químicos número atômico

Leia mais

ENERGIA RENOVÁVEIS ÍVISSON REIS

ENERGIA RENOVÁVEIS ÍVISSON REIS UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES JEQUITINHONHA E MUCURI FACULDADES DE CIÊNCIAS EXATAS DERPATAMENTO DE QUÍMICA PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL PET ENERGIA RENOVÁVEIS ÍVISSON REIS PRINCIPAIS FONTES DE ENERGIA

Leia mais

SÓ EU SEI O QUE VAI CAIR NA PROVA! RADIOATIVIDADE. Prof. Gabriel P. Machado

SÓ EU SEI O QUE VAI CAIR NA PROVA! RADIOATIVIDADE. Prof. Gabriel P. Machado RADIOATIVIDADE Prof. Gabriel P. Machado DEFINIÇÃO Propriedade de núcleos instáveis, que emitem partículas e radiação de modo a atingir estabilidade. HISTÓRICO 1895: Wilhelm Konrad Roentgen conseguiu produzir

Leia mais

O papel da Regulação na Segurança e Garantia da Qualidade das Práticas de Radioterapia e Medicina Nuclear

O papel da Regulação na Segurança e Garantia da Qualidade das Práticas de Radioterapia e Medicina Nuclear O papel da Regulação na Segurança e Garantia da Qualidade das Práticas de Radioterapia e Medicina Nuclear Renato Di Prinzio, D. Sc. Diretoria de Radioproteção e Segurança Nuclear CNEN [email protected]

Leia mais

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Atuação do Ibama no desastre de Mariana/MG

Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Atuação do Ibama no desastre de Mariana/MG Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis Atuação do Ibama no desastre de Mariana/MG III Congresso da Sociedade de Análise de Risco Latino Americana SRA-LA São Paulo, maio

Leia mais