Programação Orientada a Objetos. Manipulação de Exceções
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- Vitorino Bernardes Flores
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1 Programação Orientada a Objetos Manipulação de Exceções Cristiano Lehrer, M.Sc.
2 Introdução à Manipulação de Exceções (1/2) Em uma linguagem sem manipulação de exceção: Quando ocorre uma exceção, o controle passa para o sistema operacional, onde uma mensagem será exibida e o programa é encerado. Em uma linguagem com manipulação de exceção: Os programas são autorizados a capturar algumas exceções, proporcionando assim a possibilidade de corrigir o problema e continuar a sua execução.
3 Introdução à Manipulação de Exceções (2/2) Muitas linguagens de programação permitem aos programas capturarem as exceções de entrada/saída, como por exemplo, fim de arquivo (end-of-file EOF): FORTRAN: READ(UNIT=5, FMT=1000, ERR=100, END=999) WEIGHT ERR linha de desvio caso ocorra uma exceção END linha de desvio caso ocorra o fim do arquivo Algumas linguagens de programação permitem aos programas capturarem exceções lógicas, como por exemplo, validação do subscrito de arrays: Java: int[] array = new int[5]; array[7] = 3; // ArrayIndexOutOfBoundsException
4 Conceitos Básicos (1/3) Uma exceção é qualquer evento, errôneo ou não, que seja detectável por hardware ou software e que possa exigir processamento especial. O processamento especial que pode ser exigido pela detecção de uma exceção é chamada manipulação de exceção. Esse processamento é feito por uma unidade de código chamada manipulador de exceção. Uma exceção é gerada quando ocorre seu evento associado.
5 Conceitos Básicos (2/3) Uma linguagem que não possua as capacidades de manipulação de exceções pode ainda definir, identificar, gerar e lidar com exceções definidas pelo usuário ou produzidas pelo compilador. Alternativas: Enviar um parâmetro auxiliar ou usar o valor de retorno para indicar o status de retorno de um subprograma. C: int printf(const char *format,...); Um valor de retorno positivo significa o número de caracteres realmente escritos. Um valor de retorno negativo indica um erro. Passar um rótulo (label) como parâmetro ao subprograma. Ter o manipulador como um subprograma separado passado como um parâmetro à unidade chamada.
6 Conceitos Básicos (3/3) Vantagens da manipulação de exceções incorporada a uma linguagem: O código de erro de detecção é entediante de se escrever, além de complicar o código-fonte do programa. C++: double media = (quantidade!= 0) : soma / quantidade? 0; Propagação de exceções permitem um elevado nível de reutilização de manipuladores de exceção.
7 Fluxo de Controle da Manipulação de Exceções
8 Manipulação de Exceções em C++ (1/6) Adicionado ao C++ em O projeto de manipulação de exceções é baseado, parcialmente, da CLU, da Ada e da ML. Forma geral da construção de manipuladores de exceção: try { // código que é esperado para gerar uma exceção catch(parâmetro formal) { // corpo do manipulador de exceções catch(parâmetro formal) { // corpo do manipulador de exceções
9 Manipulação de Exceções em C++ (2/6) catch são manipuladores de exceção: É um nome sobrecarregado, portanto, o parâmetro formal de cada catch deve ser único. O parâmetro formal não precisa ter uma variável. Pode ser simplesmente um tipo simples, para distinguir o manipulador dos outros. O parâmetro formal pode ser usado para transferir informações para o manipulador. O parâmetro formal pode ser uma reticências (...), no qual se torna um manipulador pega-tudo, ou seja, lida com todas as exceções ainda não tratadas. try { catch(int i) { catch(float f) { catch(...) {
10 Manipulação de Exceções em C++ (3/6) Vinculando exceções a manipuladores: As exceções são geradas explicitamente pela instrução: throw [expressão] Os colchetes são meta-símbolos usados para especificar que a expressão é opcional. Uma throw sem um operando só pode aparecer em um manipulador: Quando aparece nele, gera a exceção, a qual é manipulada em outro lugar. A palavra throw foi escolhida porque tanto signal como raise são funções na biblioteca de padrões ANSI C. Uma exceção sem tratamento é propagada ao chamador da função em que a mesma foi originada: Essa propagação continua até a função principal (main). Se nenhum manipulador for encontrado, o programa é encerrado.
11 Manipulação de Exceções em C++ (4/6) Continuação: Depois que um manipulador concluiu sua execução, o controle flui para a primeira instrução depois da construção try. Um manipulador pode gerar novamente uma exceção, usando uma throw sem uma expressão, em cujo caso é propagada para o chamador. int main () { char myarray[10]; try { for (int n=0; n<=10; n++) { if (n>9) throw "Fora do limite"; myarray[n]='z'; catch (char * str) { cout << "Exceção: " << str << endl; return 0;
12 Manipulação de Exceções em C++ (5/6) Outras opções de projeto: Todas as exceções são definidas pelo usuário. Exceções não são especificadas: Ainda que possam ser declaradas como novas classe. Não há manipuladores padrão: Porque as exceções detectadas pelo sistema não podem ser manipuladas. Exceções não podem ser desativadas. As funções podem listar os tipos de exceções que podem gerar int fun() throw (int, char *( { Se não houver nenhuma especificação throw no cabeçalho, a função poderá gerar qualquer exceção.
13 Avaliação: Manipulação de Exceções em C++ (6/6) É estranho que as exceções não sejam nomeadas, e que as exceções de hardware e software do sistema não sejam detectáveis, impossibilitando o tratamento. A vinculação da exceção com o tipo do parâmetro formal certamente não promove a legibilidade: É muito melhor definir classes com nomes significativos em uma hierarquia significativa que possam ser usadas para definir exceções.
14 Manipulação de Exceções em Java (1/10) A manipulação de exceções do Java baseia-se na do C++, mas foi projetada para estar mais próxima do paradigma das linguagens orientadas a objeto. Todas as exceções são objetos de classes que são descendentes da classe Throwable. Throwable Error Exception RuntimeException
15 Manipulação de Exceções em Java (2/10) A biblioteca Java inclui duas subclasses de Throwable: Error: Erros gerados pelo interpretador Java, como por exemplo, o esgotamento de memória do heap. Jamais serão geradas por programas usuários e nunca devem ser manipuladas. Exception: Exceções definidas pelo usuário são subclasses dessa. RuntimeException geradas quando um programa usuário causa um erro, mas com o tratamento opcional. IOException geradas quando ocorre um erro em uma operação de entrada e saída.
16 Manipulação de Exceções em Java (3/10) Manipuladores de exceção: Têm a mesma forma que os do C++, exceto: O parâmetro de cada catch deve estar presente. Sua classe deve ser uma descendente da classe Throwable. A sintaxe da cláusula try é exatamente a do C++. Exceções são lançadas com throw, como em C++, mas frequentemente com o operador new, para criar um objeto: throw new MyException();
17 Manipulação de Exceções em Java (4/10) A vinculação de exceções a manipuladores em Java é menos complexa do que no C++. Uma exceção é vinculada ao primeiro manipulador cujo parâmetro é da mesma classe que o objeto gerado ou um ancestral dele. Uma exceção podem ser manipuladas e depois regeradas, incluindo uma instrução throw sem um operando no final do manipulador: O manipulador também pode gerar uma exceção diferente.
18 Manipulação de Exceções em Java (5/10) Continuação: Se nenhum manipulador for encontrado num try, a busca continua nos manipuladores do próximo try, e assim por diante. Se nenhum manipulador puder ser encontrado no método, a exceção é propagada para o método chamador, até chegar ao método main. Se nenhum manipulador for encontrado, o programa é encerrado. Para garantir que todas as exceções sejam capturadas, pode ser incluído no try um manipulador para capturar todas as exceções: Simplesmente use uma classe Exception como parâmetro. Esse manipulador deverá ser o último num try.
19 Manipulação de Exceções em Java (6/10) Outras opções de projeto: A cláusula throws em Java é muito diferente da cláusula throw em C++. Exceções das classes Error e RuntimeException e todas as suas descendentes são chamadas de exceções não-verificadas. Todas as outras exceções são chamadas de exceções verificadas. Um método com exceções verificadas deve assegurar: Que elas estão listadas em sua cláusula throws, ou Manipuladas no método. Um método herdado não pode declarar mais exceções na sua cláusula throws do que o método original.
20 Manipulação de Exceções em Java (7/10) Um método que chama um método que lista uma exceção, marcada na sua cláusula throws tem três alternativas com essa exceção: Capturar e tratar a exceção. Capturar a exceção e lançar uma exceção que esteja listada na sua própria cláusula throws. Declará-la na sua cláusula throws e não manipulá-lo.
21 Manipulação de Exceções em Java (8/10) A cláusula finally: Pode aparecer no fim de uma estrutura try. Propósito: Especificar o código que será executado, independentemente da geração de uma exceção ou não pelo bloco protegido. try { catch(...) { catch(...) { finally {
22 Manipulação de Exceções em Java (9/10) Uma construção try com finally pode ser utilizada sem a especificação de nenhum manipulador de exceções (catch). try { for (index = 0; index < 100; index++) {... if (...) { return; finally {...
23 Manipulação de Exceções em Java (10/10) Avaliação: Os tipos de exceções fazem mais sentido do que no caso do C++. A cláusula throws é melhor do que a utilizada pelo C++: A cláusula throw em C++ diz pouco ao programador. A cláusula finally é frequentemente útil. O interpretador Java gera uma série de exceções que podem ser manipulados pelos programas do usuário.
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