Estrutura Populacional e IDH
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- Martín Brás Batista
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1 POPULAÇÃO Estrutura Populacional e IDH (in: Página 1
2 (in: TERRA, Lygia & COELHO, Marcos. Geografia Geral O espaço natural e socioeconômico. São Paulo, SP: Moderna, 2005.) Página 2
3 Países subdesenvolvidos industrializados Passaram por um processo de industrialização, tendo diminuído suas taxas de mortalidade, natalidade e crescimento vegetativo após Apresentam um percentual de jovens (menos de 15 anos) próximo a 20% e o percentual de velhos (mais de 60 anos) está entre 5% e 15%. Fazem parte desse grupo os Tigres Asiáticos, China, Cuba e alguns países de economia de transição, como Armênia, Moldova etc. Comparativamente aos países desenvolvidos com população madura, esses países apresentam taxas percentuais menores de população idosa e menor expectativa de vida. Até a década de 1970 o Brasil era um país jovem, mas a partir da década de 1980 passou a fazer parte do regime demográfico maduro, pois a população brasileira está envelhecendo, embora apresente expectativa de vida mais baixa do que a dos países desse grupo e taxa de população jovem um pouco maior. (in: TERRA, Lygia & COELHO, Marcos. Geografia Geral O espaço natural e socioeconômico. São Paulo, SP: Moderna, 2005.) Regime demográfico de população envelhecida É encontrado nos países desenvolvidos que já realizaram sua transição demográfica, como, por exemplo, Alemanha, França, Reino Unido, Suécia e Japão, que apresentam elevada expectativa de vida (em virtude de melhores condições de vida), baixas taxas de natalidade e mortalidade e, consequentemente, baixo crescimento vegetativo. Página 3
4 (in: TERRA, Lygia & COELHO, Marcos. Geografia Geral O espaço natural e socioeconômico. São Paulo, SP: Moderna, 2005.) Estrutura Ocupacional População Economicamente Ativa (PEA): pessoas inseridas no mercado de trabalho; inclusive os "desempregados", por estarem temporariamente desocupados. População Economicamente Inativa (PEI): população não ativa, como os jovens, os aposentados e os "subempregados" que complementam ou obtêm sua renda na economia informal, sem participar diretamente do sistema tributário. (in: TERRA, Lygia & COELHO, Marcos. Geografia Geral O espaço natural e socioeconômico. São Paulo, SP: Moderna, 2005.) Página 4
5 Nos países desenvolvidos existe concentração de trabalhadores no setor terciário, que abrange a informática, a mídia, os serviços e o comércio em geral. O setor primário perde cada vez mais funcionários para a mecanização do campo; e o setor secundário está ocupando menor número de trabalhadores, devido ao uso intensivo de máquinas e inclusive de robôs. Nos países subdesenvolvidos industrializados existe um setor terciário "inchado", caracterizado pela economia informal. Os países subdesenvolvidos não industrializados ainda apresentam elevada população economicamente ativa no setor primário. Pelo menos, em um aspecto parece que os países ricos e pobres estão juntos: o desemprego. No entanto, os fatores que levam ao desemprego nesses países são diferentes. Nos países ricos ocorreu uma intensa automatização, progressos tecnológicos e transferência de indústrias para países subdesenvolvidos - processos que eliminaram os empregos no setor secundário, que muitas vezes foram absorvidos pelo setor terciário. Como isso nem sempre aconteceu, esses países enfrentam um fato novo: as elevadas taxas de desemprego. Na maior parte dos países subdesenvolvidos, o processo de urbanização não foi acompanhado pela geração de empregos no setor industrial. Esse fato criou uma grande massa de trabalhadores subempregados (não deixam de ser desempregados), como os camelôs, os vendedores ambulantes, os guardadores de vagas de carros ou os limpadores de pára-brisas. Outra grave situação dos países subdesenvolvidos é a do desemprego conjuntural, isto é, quando uma crise econômica implica a demissão de milhares de trabalhadores. Apesar de formar o setor terciário, esses trabalhadores jamais poderão ser comparados com os do setor terciário dos países ricos, pois a renda ou salário, as oportunidades, as qualificações e os avanços tecnológicos dos países em que vivem são extremamente menores. Tipos de desemprego CONJUNTURAL Também chamado de desemprego cíclico, característico de períodos de crise econômica, quando os bancos retraem os créditos, desestimulando os investimentos, e o poder de compra cai em consequência da elevação dos preços. ESTRUTURAL Característico de países subdesenvolvidos, ligado às particularidades de sua economia. Explica-se pelo excesso de mão-de-obra na agricultura e pela insuficiência dos equipamentos responsáveis pela geração de empregos. Página 5
6 Índice de Desenvolvimento Humano Desde 1993, o Programa das Nações unidas para o Desenvolvimento (Pnud) publica anualmente o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o qual mede o bem-estar das populações, juntando à renda indicadores da qualidade de vida em cada nação. Essa qualidade de vida é medida pelo desempenho do país nas áreas de saúde e educação. A média geométrica desses índices dá a cada país um conceito de muito alto, alto, médio ou baixo desenvolvimento humano. Em 2010, o Pnud modificou a metodologia de cálculo do IDH e revisou os valores do passado, pelos novos critérios. Veja abaixo os indicadores que entram atualmente nos cálculos. Índices Saúde Educação Renda IDH Critérios Baseia-se na esperança de vida ou expectativa de vida. O Pnud considera que um indicador menor igual a 20 anos é o pior possível (valor 0 na escala). A máxima a melhor possível é de 83,2 anos (valor 1 na escala) Média de anos de escolaridade dos adultos e os anos esperados para uma criança na idade que ela entra na escola. O valor mínimo para os dois indicadores é zero. O máximo é de 13,2 anos para os adultos e 20,6 anos de expectativa para as crianças. Calculado pela Renda Nacional Bruta per capita em dólar PPC (valor corrigido de acordo com a paridade de poder de compra da moeda de cada país em comparação ao dólar). O valor mínimo da escala é US$163,00/ano e o máximo US$ ,00. Os 3 têm peso igual Brasil 72,5 anos 7,2 anos (adultos) 13,8 anos (esperado) US$ ,00 /hab./ano 85º (em 2013) Página 6
7 Confira o IDH de alguns países selecionados. MUITO ALTO IDH ALTO IDH 1º Noruega 0,955 48º Bahrain 0,796 2º Austrália º Uruguai 0,792 3º Estados Unidos 0,937 55º Rússia 0,788 4º Países Baixos 0,921 57º Arábia Saudita 0,782 5º Alemanha 0,920 59º Cuba 0,780 6º Nova Zelândia 0,919 61º México 0,775 7º Irlanda 0,916 64º Líbia 0,769 8º Suécia 0,916 71º Venezuela 0,748 9º Suíça 0,913 72º Líbano 0,745 10º Japão 0,912 76º Irã 0,742 11º Canadá 0,911 77º Peru 0,741 12º Coreia do Sul 0,909 78º Ucrânia 0,740 16º Israel 0,900 81º Bósnia e Herz. 0,735 20º França 0,893 84º Omã 0,731 40º Chile 0,819 85º Brasil 0,730 43º Portugal 0,816 89º Equador 0,724 45º Argentina 0,811 91º Colômbia 0,719 47º Croácia 0,805 94º Tunísia 0,712 MÉDIO IDH BAIXO IDH 95º Tonga 0, º Congo 0, º Jordânia 0, º Quênia 0, º China 0, º Bangladesh 0, º Tailândia 0, º Paquistão 0, º Suriname 0, º Angola 0, º Bolívia 0, º Madagascar 0, º Palestina 0, º Nigéria 0, º Paraguai 0, º Haiti 0, º Egito 0, º Costa do Marfim 0, º Síria 0, º Sudão 0, º Guiana 0, º Etiópia 0, º Honduras 0, º Afeganistão 0, º Indonésia 0, º Serra Leoa 0, º África do Sul 0, º Burkina Faso 0, º Iraque 0, º Chade 0, º Timor-Leste 0, º Moçambique 0, º Índia 0, º Rep. Dem. Congo 0, º Suazilândia 0, º Níger 0,304 Página 7
8 TE LIGA CRIATURA! Mapa-mundi de acordo com o índice de Desenvolvimento Humano (in: Pnud, 2012) TESTES 1. (UERJ) Pirâmide Etária brasileira ( ) Nas duas últimas décadas, o governo federal vem propondo ações no sentido de oferecer uma resposta às transformações na composição etária da população brasileira. Essas ações têm seguido uma tendência que se manifesta mais diretamente na seguinte iniciativa: a) revisão das bases da legislação sindical b) alteração das regras da previdência social c) expansão das verbas para o ensino fundamental d) ampliação dos programas de prevenção sanitária Página 8
9 2. (ENEM) Composição da população residente urbana por sexo, segundo os grupos de idade - Brasil 1991/2010 Pirâmide Etária Urbana Brasileira Composição da população residente rural por sexo, segundo os grupos de idade - Brasil 1991/2010 Pirâmide Etária Rural Brasileira Fonte: IBGE, Censo Demográfico 1991/2010 BRASIL. IBGE, Censo Demográfico Rio de Janeiro, A interpretação e a correlação das figuras sobre a dinâmica demográfica brasileira demonstram um(a) a) menor proporção de fecundidade na área urbana. b) menor proporção de homens na área rural. c) aumento da proporção de fecundidade na área rural. d) queda da longevidade na área rural. e) queda do número de idosos na área urbana. Página 9
10 3. (PUCRS) Responda a questão com base nas pirâmides etárias e nas afirmativas, que tratam do tema população. I. A pirâmide B apresenta uma configuração que demonstra o aumento das taxas de natalidade nas três últimas décadas. II. A pirâmide D evidencia uma estrutura estável, embora deva ter passado por uma situação de guerra, pois há uma diminuição considerável no número de homens adultos. III. A pirâmide A apresenta uma contradição típica de países pobres: alta natalidade e mortalidade infantil, acompanhadas de uma elevada expectativa de vida da população. IV. A pirâmide C indica elevado índice de expectativa de vida e a pirâmide A, elevada taxa de mortalidade. Com base nas pirâmides e nas afirmativas, conclui-se que somente estão corretas a) I e III b) III e IV c) II e IV d) I e II e) I, II e III 4. (EsPCEx) O gráfico seguinte apresenta a distribuição, em percentual, da População Economicamente Ativa (PEA) do Brasil, por setores de atividade. Considerando as transformações socioeconômicas ocorridas no Brasil, no período descrito no gráfico, pode-se dizer que o setor a) X, secundário, tem crescido de forma constante graças ao desenvolvimento tecnológico. b) Y, primário, tem decrescido, especialmente a partir dos anos 80, em virtude do processo de urbanização. c) Z, terciário, tem decrescido a cada ano que passa em virtude do chamado desemprego estrutural. d) X, terciário, tem decrescido nos últimos anos, apesar de já ocupar quase metade da PEA. e) Z, primário, tem decrescido muito nas últimas décadas graças, sobretudo, ao processo de êxodo rural verificado no período. Página 10
11 5. (UFRGS) Observe as pirâmides populacionais abaixo, referentes à população brasileira. População por sexo e grupos de idade Grupos etários abertos (80 anos ou +) Grupos quinquenais de idade (50 a 54 anos) Com base na leitura dessas pirâmides populacionais, considere as afirmações abaixo, referentes à projeção do crescimento da população brasileira pelo IBGE para o ano I. Tanto a população jovem quanto a idosa diminuirá. II. Haverá um envelhecimento da população. III. O crescimento da população com mais de 80 anos é mais acentuado que o da população entre a idade de 50 e 54 anos. Quais estão corretas? a) apenas I. b) apenas II. c) apenas III. d) apenas II e III. e) I, II e III. Gabarito: 1.b / 2.a / 3.c / 4.e / 5.d Página 11
DIRETORIA DE ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS, INFORMAÇÕES E DESENVOLVIMENTO URBANO E RURAL DEPARTAMENTO DE SISTEMA DE INFORMAÇÕES
PRINCIPAIS PAÍSES DE DESTINO DA EXPORTAÇÃO DO MUNICÍPIO DE PIRACICABA - 2005 2005 Estados Unidos 421.693.481 25,29 México 124.421.946 7,46 Argentina 73.091.226 4,38 Federação da Rússia 59.379.834 3,56
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POLIONU LISTA DE PAÍSES
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VISTOS CONSULARES. Afeganistão Sim Sim. África do Sul Não Não. Albânia Sim Sim. Alemanha Não Não. Andorra Não Sim. Angola Sim Sim
VISTOS CONSULARES - Você vai para o exterior? Uma das primeiras providências a ser tomada é procurar saber se o país de seu destino exige visto no passaporte junto à embaixada ou ao consulado para permitir
INDICADORES ECONÔMICOS
Ministério das Relações Exteriores - MRE Departamento de Promoção Comercial e Investimentos - DPR Divisão de Inteligência Comercial - DIC INDICADORES ECONÔMICOS Regiões Selecionadas: África, América Latina
População estrangeira residente em Portugal, por nacionalidade e sexo, segundo o grupo etário
POPULAÇÃO ESTRANGEIRA RESIDENTE E PORTUGAL 263322 12641 13174 16773 18713 27278 33693 32825 28375 21820 15712 10714 8835 7614 15155 143319 6644 7129 8951 9991 13983 18061 18393 16279 12722 8994 5933 4835
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JUROS E RISCO BRASIL META DA TAXA SELIC FONTE: BANCO CENTRAL 13.75% 12.75% 11.25% 10.25% 8.75% 9.50% 10.25% 10.75% 11.25% 12.50% 11.00% 10.50% 9.75% 9.00% 8.50% 8.00% 7.25% 8.50% 9.00% 10.00% 10.50% 11.00%
JUROS E RISCO BRASIL
JUROS E RISCO BRASIL META DA TAXA SELIC FONTE: BANCO CENTRAL 11.75% 13.00% 13.75% 12.75% 11.25% 10.25% 8.75% 9.50% 10.25% 10.75% 11.25% 12.50% 11.00% 10.50% 9.75% 9.00% 8.50% 8.00% 7.25% 8.00% 8.50% 9.00%
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META DA TAXA SELIC 14,5% 14,25% 13,75% 13,75% 13,5% 13,00% 13,25% 12,75% 12,25% 11,75% 12,75% 12,25% 12,75% 12,50% 12,5% 12,00%
abr-08 ago-08 dez-08 abr-09 ago-09 dez-09 abr-10 ago-10 dez-10 abr-11 ago-11 dez-11 abr-12 ago-12 dez-12 abr-13 ago-13 dez-13 abr-14 ago-14 dez-14 abr-15 ago-15 dez-15 abr-16 ago-16 dez-16 META DA TAXA
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META DA TAXA SELIC 14,5% 13,75% 14,25% 13,75% 13,5% 13,25% 12,75% 13,00% 12,75% 12,50% 12,00% 12,25% 11,75% 12,5% 11,25% 11,00% 10,50% 11,25% 11,5%
abr-08 ago-08 dez-08 abr-09 ago-09 dez-09 abr-10 ago-10 dez-10 abr-11 ago-11 dez-11 abr-12 ago-12 dez-12 abr-13 ago-13 dez-13 abr-14 ago-14 dez-14 abr-15 ago-15 dez-15 META DA TAXA SELIC Cenário básico
META DA TAXA SELIC 14,5% 14,25% 13,75% 13,75% 13,5% 13,00% 13,25% 12,75% 12,25% 11,75% 12,75% 12,25% 12,75% 12,50% 12,5% 12,00%
abr-08 ago-08 dez-08 abr-09 ago-09 dez-09 abr-10 ago-10 dez-10 abr-11 ago-11 dez-11 abr-12 ago-12 dez-12 abr-13 ago-13 dez-13 abr-14 ago-14 dez-14 abr-15 ago-15 dez-15 abr-16 ago-16 dez-16 META DA TAXA
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META DA TAXA SELIC 14,5% 13,75% 14,25% 13,75% 13,5% 13,25% 12,75% 13,00% 12,75% 12,50% 12,00% 12,25% 11,75% 12,5% 11,25% 11,00% 10,50% 11,25% 11,25%
mar-08 jul-08 nov-08 mar-09 jul-09 nov-09 mar-10 jul-10 nov-10 mar-11 jul-11 nov-11 mar-12 jul-12 nov-12 mar-13 jul-13 nov-13 mar-14 jul-14 nov-14 mar-15 jul-15 nov-15 META DA TAXA SELIC Cenário básico
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