Relatório de prestação de contas SICOOB NORTE
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- Diana Caldeira Beretta
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1 Exercício Relatório de prestação de contas SICOOB NORTE
2 MENSAGEM DA DIRETORIA >> Os resultados que o Sicoob ES alcançou em são motivo de muitas comemorações. Enquanto muitos setores da economia brasileira e internacional amargaram severas dificuldades, em especial o do mercado financeiro altamente competitivo e onde a credibilidade é fundamental, o nosso sistema de cooperativismo de crédito alcançou a marca de R$ 1,6 bilhão de ativos. Na missão de promover o desenvolvimento econômico e social do estado do Espírito Santo emprestamos R$ 1,9 bilhão aos nossos associados. Mesmo com este volume de empréstimos, fomos criteriosos nas concessões o que resultou em 1,8% de inadimplência, um dos menores índices se comparado ao mercado, que foi de 5,5% e coroamos o ano obtendo o melhor resultado histórico de R$ 78 milhões. Do resultado alcançado de R$ 78 milhões, já foram devolvidos aos associados pela remuneração do capital social R$ 24,3 milhões e mais R$ 29,3 serão distribuídos de acordo com a decisão da assembleia geral. Atingimos a marca de 124 mil associados e R$ 372,1 milhões de Patrimônio Líquido. Os depósitos cresceram 41% e chegaram a R$ 884,2 milhões. Os empréstimos alcançaram a quantia de R$ 1,09 bilhão com crescimento de 27%. Destacamos que emprestamos R$ 297,4 milhões para crédito rural, dos quais R$ 99,4 milhões são provenientes de recursos captados pela nossa caderneta de poupança. Mantivemos a posição de 6º maior grupo empresa- rial do Estado do Espírito Santo, conforme a revista 200 Maiores Empresa FINDES/IEL. Medimos a satisfação dos nossos associados, por pesquisa realizada pelo Instituto Futura, que comprovou a excelência de sua satisfação com o índice geral de 81,8%. Com o objetivo de ampliar o portifólio de produtos e serviços, lançamos o consórcio para veículos e imóveis, possibilitando aos associados a realização de novos negócios. Para alcançarmos estes resultados foi fundamental o apoio indispensável dos associados e a capacidade de gestão da nossa equipe, todos irmanados no mais alto espírito de cooperação, base da nossa existência. Agradecemos a todos pelo apoio e confiança depositados. Demonstramos, a seguir, a contribuição do Sicoob Norte para o desenvolvimento da região em que atua. Realizamos a ampliação da agência de Governador Lindemberg e fizemos a implantação da nova marca em nossas 17 agências. Também aumentamos a capacidade de atendimento nas agências de Nestor Gomes, Boa Esperança e Governador Lindemberg com a instalação de mais um terminal de autoatendimento (ATM). Gráficos demonstrativos da evolução do Sicoob Norte serão apresentados nas próximas páginas. As informações ajudarão aos associados e à sociedade a avaliar a eficácia do trabalho desenvolvido em. 3
3 CRESCIMENTO CONFIANÇA >> Um dos principais indicadores de expansão do Sicoob Norte é o crescimento do número de associados e o aumento do Capital Social. Compare nos gráficos abaixo. >> Os depósitos e as aplicações financeiras cresceram 69,37% em, passando para R$ 130,8 milhões, demonstrando que o associado considera o Sicoob uma instituição segura para fazer investimentos. Associados Capital Social (R$) Depósitos à vista (R$) Depósitos a prazo (R$) (14,94%) (10,65%) (21,69%) (47,68%) (15,28%) (16,38%) (21,57%) (30,57%) Associados por agência Capital Social (R$) por agência Depósitos à vista (R$) por agência Depósitos a prazo (R$) por agência São Gabriel São Domingos Águia Branca Nova Venécia Gov. Lindenberg Novo Brasil Vila Valério B. de S. Francisco São Mateus Pinheiros Montanha Ecoporanga Guriri Laginha Nestor Gomes Vila Pavão Boa Esperança São Gabriel São Domingos Águia Branca Nova Venécia Gov. Lindenberg Novo Brasil Vila Valério B. de S. Francisco São Mateus Pinheiros Montanha Ecoporanga Guriri Laginha Nestor Gomes Vila Pavão Boa Esperança São Gabriel São Domingos Águia Branca Nova Venécia Gov. Lindenberg Novo Brasil Vila Valério B. de S. Francisco São Mateus Pinheiros Montanha Ecoporanga Guriri Laginha Nestor Gomes Vila Pavão Boa Esperança São Gabriel São Domingos Águia Branca Nova Venécia Gov. Lindenberg Novo Brasil Vila Valério B. de S. Francisco São Mateus Pinheiros Montanha Ecoporanga Guriri Laginha Nestor Gomes Vila Pavão Boa Esperança
4 CRÉDITO RESULTADO >> Os contratos liberados, no valor de R$ 313,7 milhões demonstram que o Sicoob apóia a realização dos projetos e sonhos dos associados, contribuindo para o desenvolvimento das regiões em que atua. >> O gráfico abaixo demonstra o desempenho do Sicoob Norte na captação de recursos para a poupança. Patrimônio líquido (R$) A evolução do patrimônio líquido reflete bem o crescimento do Sicoob Norte, que passou de R$ 59,7 milhões para R$ 68,2 milhões em. Crédito (R$) Total de crédito liberado (R$) Poupança (R$) (14,16%) (19,18%) (58,82%) (16,04%) (13,12%) (28%) (31%) (47,64%) Sobras brutas (R$) No gráfico ao lado demonstramos as sobras brutas que em foram de R$ 11,1 milhões Crédito (R$) por agência São Gabriel São Domingos Águia Branca Nova Venécia Gov. Lindenberg Novo Brasil Vila Valério B. de S. Francisco São Mateus Pinheiros Montanha Ecoporanga Guriri Laginha Nestor Gomes Vila Pavão Boa Esperança (41%) Crédito rural Empréstimos Títulos descontados Total liberado: R$ operações (empréstimos e crédito rural) Poupança (R$) por agência São Gabriel São Domingos Águia Branca Nova Venécia Gov. Lindenberg Novo Brasil Vila Valério B. de S. Francisco São Mateus Pinheiros Montanha Ecoporanga Guriri Laginha Nestor Gomes Vila Pavão Boa Esperança Rentabilidade ( % ) IPCA Patrimônio Líquido Capital Social (51,54%) (44,78%) O gráfico abaixo traz a rentabilidade do Sicoob, que foi maior do que o índice oficial de inflação (IPCA). Isso demonstra que o patrimônio líquido e o seu capital social estão muito mais valorizados. 6,5% 16,34% 22,95% 6 7
5 BALANÇO PATRIMONIAL RESULTADO >> As principais contas contábeis do balanço patrimonial do Sicoob Norte estão demonstradas abaixo, conforme estabelece a legislação. A T I V O 31/12/ 31/12/ Circulante Disponibilidades Títulos e Valores Mobiliários - Nota Relações Interfinanceiras - Nota Operações de Crédito - Nota Empréstimos e Títulos Descontados Financiamentos Rurais e Agroindustriais ( - ) Provisão para Operações de Crédito (14.685) (10.355) Outros Créditos - Nota Outros Valores e Bens - Nota Não Circulante Realizável a Longo Prazo Títulos e Valores Mobiliários - Nota Operações de Crédito - Nota Empréstimos e Títulos Descontados Financiamentos Rurais e Agroindustriais Outros Créditos - Nota Permanente Investimentos - Nota Imobilizado de Uso - Nota Diferido - Nota Intangível - Nota TOTAL P A S S I V O 31/12/ 31/12/ Circulante Depósitos - Nota Depósito à Vista Depósito Sob Aviso Depósito a Prazo Outros Depósitos - 2 Relações interfinanceiras - 6 Relações Interdependências 2 8 Obrigações Por Empréstimos e Repasses - Nota Outras Obrigações Cobrança e Arrecadações de Tributos e Assemelhados -Nota Sociais e Estatutárias - Nota Fiscais e Previdenciárias - Nota Diversas - Nota Não Circulante Exigível a Longo Prazo Depósitos - Nota Depósito a Prazo - 17 Obrigações Por Empréstimos e Repasses - Nota Outras Obrigações - Nota Fiscais e Previdenciárias Diversas Patrimônio Líquido - Nota Capital Social Reserva de Sobras Sobras Acumuladas TOTAL Apuração do resultado Verifique abaixo, a forma como o Sicoob Norte alcançou os resultados de, conforme foi demonstrado no balanço patrimonial. RECEITAS 1º semestre ,76 2º semestre ,33 Total de receitas ,09 DESPESAS 1º semestre ,16 2º semestre ,22 Total de despesas ,38 Resultado bruto ,71 RESULTADO NÃO OPERACIONAL Recita total do ano ,59 Despesa total do ano ,62 (-) IRPJ e CSLL Resultado não operacional (35.013,03) RESULTADO DO ATO NÃO COOPERATIVO Receita total do ano ,08 (-) Despesa total do ano ,10 (-) IRPJ e CSPLL ,63 Resultado do ato não cooperativo ,35 Resultado do ato cooperativo ,73 DESTINAÇÃO DO RESULTADO DO ATO COOPERATIVO Fundo de reserva (40%) ,49 FATES (5%) ,69 Destinação FATES resultado anto não cooperativo ,35 Destinação FATES - Receita não operacional - Sobras líquidas do exercício ,55 Considerando que já foram pagos R$ 5,1 milhões de juros ao capital social, o resultado geral do Sicoob Norte foi de R$ 11,1 milhões em. Rateio A legislação cooperativa estabelece que as sobras à disposição da Assembléia Geral sejam rateadas entre os associados proporcionalmente ao volume de negócios que cada um realizou com a cooperativa. Supondo que a assembleia decida por ratear 50% das sobras tendo como base o saldo médio do depósito à vista, 30% com base no depósito a prazo e 20% sobre os juros pagos nos empréstimos de cada associado, esta decisão gerará uma remuneração de 3,85% a.a. para o depósito à vista, um adicional de 1,26% a.a. aos juros recebidos em suas aplicações financeiras e uma redução de 2,16% a.a. dos juros pagos em seus empréstimos. 8 9
6 FATES >> A tabela abaixo demonstra a utilização dos recursos do Fates - Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social no exercício de. PRESTAÇÃO DE CONTAS - 01/01/ A 31/12/ Palestras / Treinamentos R$ ,99 Convênios com escolas locais (*) R$ ,72 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Associados, Submetemos a V. Sas. as Demonstrações Contábeis do exercício de da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Norte do Espírito Santo Sicoob Norte em milhares de reais, na forma da legislação em vigor. 1. Política Operacional Em, o Sicoob Norte completou 23 anos, mantendo a vocação de instituição financeira cooperativa muito atrativa para investimentos e para obtenção de crédito. A atuação junto aos Associados se dá pela captação de depósitos, pela concessão de empréstimos e pela prestação de serviços financeiros. 2. Avaliação de resultados A Cooperativa obteve no exercício de um resultado de R$ mil (cinco milhões, novecentos e sessenta e nove mil), que representou um retorno anual sobre o Patrimônio de Líquido de 8,75%. Sobra Bruta A Carteira de Crédito obteve um crescimento de 19,18%, alcançando R$ mil (duzentos e vinte e dois milhões, seiscentos e quarenta e oito mil). Verifique, abaixo, a distribuição da Carteira de Crédito. Carteira de Crédito 4. Captação As captações chegaram a R$ mil (cento e trinta milhões novecentos e sessenta e cinco mil). Em comparação ao exercício anterior, observa-se um crescimento de 37,28%. Veja, a seguir, a distribuição das captações. Total de Recursos Captados Gastos com assembleias R$ ,57 Total FATES R$ ,28 ( * ) Coopesg, Coopepi, Coopesma, Univen, Unisan, Escola Master, Assefac, Aefab, Centro Educacional de Barra de São Francisco Ltda - Pitágoras. Retorno sobre o Patrimônio Líquido 5. Patrimônio Liquido O Patrimônio Líquido do Sicoob Norte encerrou com um crescimento de 14,16% em relação ao exercício de, apresentando soma de R$ mil. Total do Patrimônio Líquido 3. Ativos O ativo total somou R$ mil (duzentos e noventa e três milhões, setecentos e trinta e seis mil) em, evoluindo 22,63% em relação ao exercício de. Os recursos depositados na Centralização Financeira somaram R$ mil (vinte e sete milhões, noventa e dois mil), o que equivale a uma redução de 42,29% em relação ao ano anterior. Total de Ativos 6. Patrimônio de Referência O Patrimônio de Referência da Cooperativa era de R$ mil (sessenta e seis milhões duzentos e treze mil). O crescimento em relação ao exercício anterior foi de 13,52%. Patrimônio de Referência 10 11
7 7. Número de Associados O número de associados saiu de para , o que corresponde a um crescimento de 14,94% no ano. Número de Associados 8. Receitas de Prestação de Serviços Nossas receitas de prestação de serviços somaram R$ mil (quatro milhões, oitocentos e cinquenta e cinco mil) elevando-se 6,77% em relação a. Receitas de Prestação de Serviços 9. Número de Funcionários O número de funcionários reduziu em 2,52% no exercício de passando de 159 funcionários para 155. Número de Funcionários 10. Índice da Basiléia O índice de Basiléia praticado pela Cooperativa saiu de 23,83% para 22,42% em. Este índice supera o percentual de 11% exigido para as cooperativas de crédito. Índice da Basiléia 11. Política de Crédito A concessão de crédito está pautada em prévia análise do propenso tomador, havendo limites de alçadas pré-estabelecidos a serem observados. A Cooperativa realiza também todas as consultas cadastrais e faz a avaliação do associado por meio do Rating (avaliação por pontos), buscando, assim, garantir ao máximo a liquidez das operações. É adotada ainda a política de classificação de risco de crédito da carteira de acordo com as diretrizes estabelecidas pela Resolução CMN nº No primeiro semestre de, houve uma concentração de 92,66% nos níveis de risco A a C. 12. Cenário Econômico O Copom considera que os riscos para a estabilidade financeira global continuam elevados, entre outros, devido à exposição de bancos internacionais às dívidas soberanas de países com desequilíbrios fiscais. Também tem havido continuada redução nas projeções de crescimento para importantes economias emergentes. Sobre inflação, os núcleos persistem em níveis moderados nos EUA e na Zona do Euro. Nas economias emergentes, de modo geral, o viés da política monetária é expansionista. Taxas de inflação elevadas reduzem os investimentos e o potencial de crescimento da economia, além de terem efeitos regressivos sobre a distribuição de renda. Assim, a estratégia adotada pelo Copom visa assegurar a convergência da inflação para a trajetória de metas, o que exige a pronta correção de eventuais desvios em relação a essa trajetória. A demanda doméstica ainda se apresenta robusta, especialmente o consumo das famílias, em grande parte devido aos efeitos de fatores de estímulo, como o crescimento da renda e a expansão do crédito. O processo de redução dos juros foi favorecido por mudanças na estrutura dos mercados financeiros e de capitais, pelo aprofundamento do mercado de crédito bem como pela geração de superávits primários consistentes com a manutenção de tendência decrescente para a relação entre dívida pública e PIB. Considerando que a desaceleração da economia brasileira no segundo semestre do ano passado foi maior do que se antecipava e que eventos recentes indicam postergação de uma solução definitiva para a crise financeira europeia, neste momento, o Copom atribui elevada probabilidade à concretização de um cenário que contempla a taxa Selic se deslocando para patamares de um dígito. Em meio a esse contexto, o Espírito Santo vem apresentando bons resultados, favorecidos pela economia diversificada, com destaque para a cafeicultura capixaba que atingiu a maior produtividade da safra /2012, passando a frente de todos os estados brasileiros, segundo dados levantados pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Também apresentaram destaques as exportações, o crescimento industrial e o comércio varejista principalmente o segmento de veículos e motocicletas. Nesse contexto o Sicoob Norte com seus 17 pontos de atendimentos teve refletido nos seus resultados o crescimento apresentado pelo Estado, encerrando o exercício com R$ mil de sobras, representando um crescimento de 83,44 % com referência ao exercício de. Os recentes pontos de atendimentos instalados na Grande Vitória objetiva fortalecer a atuação do Sicoob ES na região Metropolitana, ampliando sua base de clientes nos setores da indústria, comércio e serviço, difundindo o sistema de crédito cooperativo nesses segmentos, criando novas oportunidades de negócios e desenvolvimento. 13. Governança Corporativa Governança corporativa é o conjunto de mecanismos e controles, internos e externos, que permitem aos cooperados definir e assegurar a execução dos objetivos da Cooperativa, contribuindo para a sua continuidade e fortalecimento dos princípios cooperativistas. Nesse sentido, a administração do Sicoob Norte tem na Assembleia Geral, que é a reunião de todos os Associados, o poder maior de decisão. A gestão da Cooperativa está alicerçada em papéis definidos, com clara segregação de funções. Cabem ao Conselho de Administração as decisões estratégicas e à Diretoria Executiva, a gestão dos negócios da Cooperativa no seu dia a dia. A cooperativa ainda é monitorada periodicamente quanto à efetivação dos controles internos. Esse monitoramento é realizado pelo Sicoob Central ES que a partir de janeiro de, centralizou esse serviço adotando padrão de qualidade e atuação compatível com a realidade de nossas atividades, sistemas, produtos e serviços. Com essa centralização houve melhoria na qualidade da governança visto que os agentes têm maior independência pois respondem hierarquicamente à gerência e diretoria do Sicoob Central ES, estando desvinculado desta singular, podendo dessa forma trabalhar com maior independência. Como forma de atuação proativa esse monitoramento é feito de forma a diagnosticar a motivação dos problemas identificados pela auditoria desenvolvendo e propondo ações de melhoria, regularização e prevenção de problemas / riscos de perdas. Integra ainda a área de fiscalização a auditoria interna realizada periodicamente por auditor do Sicoob Central ES cuja metodologia e procedimentos aplicados seguem as políticas e manuais aprovados no sistema. Os balanços da Cooperativa são auditados por auditores externos, que emitem relatórios conclusivos os quais são levados ao conhecimento dos Conselhos e da Diretoria sendo emitidos pareceres para conhecimento da Assembléia Geral. Todos esses processos são acompanhados e fiscalizados pelo Banco Central do Brasil, órgão ao qual cabe tal competência. Tendo em vista o risco que envolve a intermediação financeira, a Cooperativa utiliza várias ferramentas de gestão. Para exemplificar, na concessão de crédito é adotado o Manual de Crédito, desenvolvido, como muitos outros manuais, pelo Sicoob Confederação, homologado pelo Sicoob Central ES, aprovado e instituído pelo Conselho de Administração do Sicoob Norte. Além do Estatuto Social, são seguidos regimentos e regulamentos, entre os quais destacamos o Regimento Interno, o Regulamento do Conselho de Administração, o Regulamento do Conselho Fiscal, o Regulamento Eleitoral e o Código de Ética. A cooperativa de Crédito de Livre Admissão Norte do Espírito Santo ainda adota procedimentos para cumprir todas as normas contábeis e fiscais, além de ter uma política de remuneração de seus empregados e estagiários dentro de um plano de cargos e salários que contempla a remuneração adequada, a segregação de funções e o gerenciamento do desempenho de todo o seu quadro funcional. Todos esses mecanismos de controle, além de necessários, são fundamentais para levar aos Associados e à sociedade em geral a transparência da gestão e de todas as atividades desenvolvidas pela instituição. 14. Conselho Fiscal Eleito na Assembléia Geral Ordinária, com mandato até a AGO de 2013, o Conselho Fiscal tem função compementar à do Conselho de Administração. Sua responsabilidade é verificar de forma sistemática os atos da administração da Cooperativa, bem como validar seus balancetes mensais e seu balanço patrimonial anual. Em, todos os membros efetivos do Conselho Fiscal participaram de um curso de formação ministrado pelo Sicoob Central ES, com o objetivo de detalhar as responsabilidades dos conselheiros fiscais e as formas de exercê-las. 15. Código de Ética Todos os integrantes da equipe do Sicoob ES aderiram, por meio de compromisso firmado, ao Código de Ética e de Conduta Profissional proposto pela Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob Sicoob Confederação. A partir de então, todos os novos funcionários, ao ingressar na Cooperativa, assumem o mesmo compromisso. 16. Sistema de Ouvidoria Com a edição da Resolução de 25/03/ o Conselho Monetário Nacional possibilitou às cooperativas singulares de crédito firmar convênio para compartilhamento e utilização de componente organizacional de ouvidoria único mantido na central, 12 13
8 confederação ou banco cooperativo do sistema. Diante dessa possibilidade foi instituído o componente único de ouvidoria mantido no Bancoob que iniciou suas atividades a partir de 1º de julho de para as cooperativas que aderiram ao convênio. O Sicoob Norte a partir dessa data aderiu ao componente único de ouvidoria e passou a trabalhar com a estrutura compartilhada. Embora a alteração em sua estrutura não houve diferenças para o associado e a comunidade que continuam recebendo tratamento de qualidade para as demandas registradas no sistema tecnológico - Sistema de Ouvidoria do Sicoob, no atendimento via DDG 0800 ou mesmo na própria cooperativa, através de correspondência entregue. Toda essa estrutura tem a atribuição de assegurar o cumprimento das normas relacionadas aos direitos dos usuários de nossos produtos, além de atuar como canal de comunicação com os nossos associados e integrantes das comunidades onde estamos presentes. No exercício de, a Ouvidoria do Sicoob Norte registrou 20 demandas sobre a qualidade dos produtos e serviços oferecidos por esta cooperativa. Dessas demandas 18 foram classificadas procedentes e 02 foram classificadas improcedentes, todas resolvidas antes do prazo legal estabelecido, que é de 15 (quinze) dias, de maneira satisfatória para as partes envolvidas, em perfeito acordo com o previsto na legislação vigente. 17. Gerenciamento de Risco I - Risco Operacional O gerenciamento do risco operacional da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Norte do Espírito Santo - Sicoob Norte objetiva garantir a aderência às normas vigentes e minimizar o risco operacional, por meio da adoção de boas práticas de gestão de riscos, na forma instruída na Resolução CMN 3.380/2006. Conforme preceitua o artigo 11 da Resolução CMN 3.721/2009, a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Norte do Espírito Santo - Sicoob Norte aderiu à estrutura única de gestão do risco operacional do Sicoob, centralizada na Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob Ltda. (Sicoob Confederação), a qual encontra-se evidenciada em relatório disponível no sítio O processo de gerenciamento do risco operacional está estruturado com base no preenchimento de Listas de Verificação de Conformidade (LVC), baseada na metodologia Controll Self Assessment (CSA), processo por meio do qual, sob a responsabilidade da Diretoria Executiva, coordenação do Departamento de Controles e Riscos e a atuação do Agente de Controle Interno e Risco, são identificadas situações de risco que são avaliadas quanto ao impacto e à probabilidade de ocorrência, de forma padronizada. Para as situações de risco identificadas são estabelecidos planos de ação, com a aprovação da Diretoria Executiva, que são registrados em sistema próprio para acompanhamento, pelo Agente de Controle Interno e Risco. Da mesma forma, perdas operacionais ocorridas têm as causas e as ações de mitigação identificadas, sendo as informações devidamente registradas em sistema informatizado, para acompanhamento pelo Agente de Controle Interno e Risco. Não obstante a centralização do gerenciamento do risco operacional, a Cooperativa de Crédito Norte do Espírito Santo - Sicoob Norte possui estrutura compatível com a natureza das operações, a complexidade dos produtos e serviços oferecidos e é proporcional à dimensão da exposição ao risco operacional. O Conselho de Administração da Cooperativa de Crédito Norte do Espírito Santo Sicoob Norte é responsável pelas informações divulgadas neste relatório. II - Risco de Mercado O gerenciamento do risco de mercado da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Norte do Espírito Santo - Sicoob Norte objetiva garantir a aderência às normas vigentes e minimizar o risco de mercado, por meio da adoção de boas práticas de gestão de riscos, na forma instruída na Resolução CMN 3.464/2007. Conforme preceitua o artigo 11 da Resolução CMN 3.721/2009, a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Norte do Espírito Santo - Sicoob Norte aderiu à estrutura única de gestão do risco de mercado do Sicoob, centralizada no Banco Cooperativo do Brasil S.A. (Bancoob), a qual encontra-se evidenciada em relatório disponível no sítio No gerenciamento do risco de mercado são adotados procedimentos padronizados de identificação de fatores de risco, de classificação da carteira em trading e banking, de mensuração do risco de mercado (Value at Risk VaR), de estabelecimento de limites de risco, de testes de estresse e de aderência do modelo de mensuração de risco (backtesting do VaR). Não obstante a centralização do gerenciamento do risco de mercado, a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Norte do Espírito Santo Sicoob Norte possui estrutura compatível com a natureza das operações, a complexidade dos produtos e serviços oferecidos e é proporcional à dimensão da exposição ao risco de mercado da entidade. III - Risco de Crédito O gerenciamento de risco de crédito da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Norte do Espírito Santo Sicoob Norte objetiva garantir a aderência às normas vigentes, maximizar o uso do capital e minimizar os risco envolvidos nos negócios de crédito por meio da adoção de boas práticas de gestão de riscos. Conforme preceitua o artigo 10 da Resolução CMN 3.721/2009, a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Norte do Espírito Santo Sicoob Norte aderiu à estrutura única de gestão do risco de crédito do Sicoob, centralizada no Banco Cooperativo do Brasil S.A. (Bancoob), a qual encontra-se evidenciada em relatório disponível no sítio Compete aos responsáveis pela estrutura centralizada de riscos a padronização de processos, de metodologias de análises de risco de clientes e de operações, de criação e de manutenção de política única de risco de crédito para o Sicoob, além do monitoramento das carteiras de crédito das cooperativas. Não obstante a centralização do gerenciamento de risco de crédito, a Cooperativa de Crédito de Livre Ad- DEMONSTRAÇÃO DE SOBRAS OU PERDAS EM 31/12/ (EM MILHARES DE R$) missão Norte do Espírito Santo Sicoob Norte possui estrutura compatível com a natureza das operações, com a complexidade dos produtos e serviços oferecidos e é proporcional à dimensão da exposição ao risco de crédito da entidade. Agradecimentos Agradecemos aos nossos associados pela preferência e pela confiança depositada em nossa Cooperativa de crédito e na nossa Administração. Aos colaboradores e parceiros pela dedicação ao trabalho em nossa instituição. São Gabriel da Palha - ES, 31 de dezembro de. Conselho de Administração 2º Sem. 31/12/ 31/12/ Ingressos da Intermediação Financeira Operações de Crédito Resultado de Op. com Tít. e Valores Mobil. e Instr. Financeiros Dispêndios da Intermediação Financeira (13.995) (21.511) (16.286) Operações de Captação no Mercado (4.475) (8.052) (4.793) Operações de Empréstimos, Cessões e Repasses (2.759) (5.285) (4.978) Provisão para Operações de Créditos (6.761) (8.174) (6.515) Resultado Bruto Intermediação Financeira Outros Ingressos/Rec. (Dispêndios/Desp.) Operacionais (5.105) (9.284) (10.016) Ingressos/Receitas de Prestação de Serviços Ingressos/Receitas de Participações Dispêndios/Despesas de Pessoal (4.950) (9.288) (8.231) Outros Dispêndios/Despesas Administrativas (5.313) (10.311) (9.413) Dispêndios/Despesas Tributárias (118) (223) (171) Ingressos de Depositos Intercooperativos Outros Ingressos/Rendas Operacionais Outros Dispêndios/Despesas Operacionais (640) (1.118) (1.132) Resultado Operacional Resultado Não Operacional 41 (35) (189) Resultado Antes da Tributação e Participações Imposto de Renda e Contribuição Social (87) (155) (120) Resultado Antes das Participações Participações Estatutárias nas Sobras - (2.807) (1.583) F.A.T.E.S. Nota 19 d - (508) (367) Reserva Legal - Nota 19 d - (2.299) (1.216) Juros Sobre Capital Próprio - Nota 19 b - (5.182) (4.104) Sobras/Perdas à Disponsição da A.G.O As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis
9 DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA EM 31/12/ (EM MILHARES DE R$) DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO EM 31/12/ (EM MILHARES DE R$) Eventos Capital Reservas de Sobras Sobras ou Perdas Acum. Totais Capital Capital a Subscrito Realizar Legal Saldo em 31/12/ (449) Movimentações de Capital: Com Sobras e Reservas 803 (803) - Por Subscrição/Realização Por Devolução ( - ) (6.489) (6.489) Distribuição de Sobras (3) (3) Sobras ou Perdas Líquidas Destinação das Sobras ou Perdas:. Fundo de Reserva (1.216) -. F A T E S (367) (367). Juros Sobre Capital Próprio (4.104) (653) Saldos em 31/12/ (61) Movimentações de Capital: Com Sobras e Reservas (1.672) - Por Subscrição/Realização 502 (44) 458 Por Devolução ( - ) (1.811) (1.811) Sobras ou Perdas Líquidas Destinação das Sobras ou Perdas:. Fundo de Reserva (2.299) -. F A T E S (508) (508). Juros Sobre Capital Próprio (5.182) (823) Saldos em 31/12/ (105) Saldos em 30/06/ (1) Movimentações de Capital: Por Subscrição/Realização 308 (104) 204 Por Devolução ( - ) (950) (950) Sobras ou Perdas Líquidas Destinação das Sobras ou Perdas:. Fundo de Reserva (2.299) -. F A T E S (508) (508). Juros Sobre Capital Próprio (5.182) (823) Saldos em 31/12/ (105) As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. DESCRIÇÃO 2º Sem. Exercício findo em: 31/12/ Exercício findo em: 31/12/ Atividades Operacionais Sobras/Perdas do Exercício Imposto de Renda e Contribuição Social (87) (155) (120) Provisão para Operações de Créditos Depreciações e Amortizações Resultado na venda de Investimentos/Imobilizado (20) (20) - Ganho no recebimento de Sinistro do Imobilizado - (20) - Resultado das baixas do Ativo Imobilizado Aumento (redução) em ativos operacionais Títulos e Valores Mobiliários (21.319) (39.162) 692 Relações Interfinanceiras Operações de Crédito (23.754) (39.671) (27.128) Outros Créditos (678) Outros Valores e Bens (278) (301) 285 Aumento (redução) em passivos operacionais Depósitos a Vista (7.720) Depósitos sob Aviso (191) (625) (1.456) Depósitos a Prazo Outros Depósitos - (2) (6) Outras Obrigações (169) Relações Interfinanceiras (4) (6) 5 Obrigações por Empréstimos e Repasses Relações Interdependências (26) (6) (4) Caixa Líquido Aplicado em Atividades Operacionais (22.905) (12.993) Atividades de Investimentos Recebimento de Indenização de Sinistro do imobilizado Alienação de Imobilizações de Uso Aplicação no Diferido - - (54) Aplicação no Intangível - (42) (14) Inversões em Imobilizado de Uso (371) (1.078) (1.207) Inversões em Investimentos (1.430) (2.056) (366) Caixa Líquido Aplicado / Originado em Investimentos (1.781) (3.107) (1.641) Atividades de Financiamentos Por Subscrição/Realização Por Devolução ( - ) (950) (1.811) (6.489) Capital Cooperado Desligado - - (3) FATES (508) (508) (367) Pagamento de Juros Sobre Capital Prórpio (5.182) (5.182) (4.104) Caixa Líquido Aplicado / Originado em Investimentos (2.077) (2.684) 905 Aumento / Redução Líquida das Disponibilidades (26.763) (18.784) Modificações em Disponibilidades Líquida No Ínicio do Período No Fim do Período Variação Líquida das Disponibilidades (26.763) (18.784) As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis
10 NOTAS EXPLICATIVAS EM 31/12/ E DE 2012 (EM MILHARES DE R$) 1. Contexto operacional A Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Norte do Espírito Santo - SICOOB NORTE, é uma cooperativa de crédito singular, instituição financeira não bancária, fundada em primeiro de novembro de 1988, filiada à Cooperativa Central de Crédito do Espírito Santos SICOOB CENTRAL ES e componente da Confederação Nacional das Cooperativas do SICOOB SICOOB CONFEDERA- ÇÃO, em conjunto com outras cooperativas singulares e centrais. Tem sua constituição e o funcionamento regulamentados pela Lei 4.595/64, que dispõe sobre a Política e as Instituições Monetárias, Bancárias e Creditícias, pela Lei 5.764/71, que define a Política Nacional do Cooperativismo, pela Lei Complementar 130/09, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo e pela Resolução 3.859/10 do Conselho Monetário Nacional, que dispõe sobre a constituição e funcionamento de cooperativas de crédito. O SICOOB NORTE com sede em São Gabriel da Palha possui Postos de Atendimento Cooperativo - PAC nas seguintes localidades: São Domingos do Norte, Águia Branca, Nova Venécia, Governador Lindemberg, Novo Brasil, Vila Valério, Barra de São Francisco, São Mateus, Guriri, Pinheiros, Montanha, Ecoporanga, Laginha, Nestor Gomes, Vila Pavão e Boa Esperança. O SICOOB NORTE tem como atividade preponderante a operação na área creditícia, tendo como finalidade: (i) Proporcionar, através da mutualidade, assistência financeira aos associados; (ii) A formação educacional de seus associados, no sentido de fomentar o cooperativismo, através da ajuda mútua da economia sistemática e do uso adequado do crédito; e (iii) Praticar, nos termos dos normativos vigentes, as seguintes operações dentre outras: captação de recursos, concessão de créditos, prestação de garantias, prestação de serviços, formalização de convênios com outras instituições financeiras e aplicação de recursos no mercado financeiro, inclusive depósitos a prazo com ou sem emissão de certificado, visando preservar o poder de compra da moeda e remunerar os recursos. Em 08 de fevereiro de 2006 ocorreu a transformação do SICOOB NORTE para entidade de Livre Admissão de Associados ; aprovada junto ao Banco Central do Brasil - BACEN em 11 de setembro de Apresentação das demonstrações contábeis As demonstrações contábeis são de responsabilidades da Administração da Cooperativa e foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, considerando as alterações exigidas pelas Leis nº /07 e nº /09, adaptadas às peculiaridades da legislação cooperativista e às normas e instruções do Banco Central do Brasil BACEN, bem como apresentadas conforme o Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional COSIF. Consideram ainda, no que for julgado pertinente e relevante, os pronunciamentos, orientações e as interpretações técnicas emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis CPC, tendo sido aprovadas pela administração em 13 de janeiro de Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de Contabilidade, algumas Normas e suas Interpretações foram emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), as quais serão aplicadas às instituições financeiras quando aprovadas pelo Banco Central do Brasil. Nesse sentido, os Pronunciamentos contábeis já aprovados pelo Banco Central do Brasil são: Resolução 3.566/ Redução ao Valor Recuperável do Ativo (CPC 01), Resolução 3.604/ Fluxo de Caixa (CPC 03), Resolução 3.750/ - Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05), Resolução 4.007/ - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (CPC 23) e Resolução 3.823/2009 Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25). 3. Resumo das principais práticas contábeis a) Apuração do resultado Os ingressos e dispêndios são registrados de acordo com o regime de competência. As operações de crédito com taxas pré-fixadas são registradas pelo valor de resgate, e os ingressos e dispêndios correspondentes ao período futuro são apresentados em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. Os ingressos e dispêndios de natureza financeira são contabilizados pelo critério pro-rata temporis e calculados com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados, que são calculadas com base no método linear. As operações de crédito com taxas pós-fixadas são atualizadas até a data do balanço. As receitas e despesas são reconhecidas na demonstração de sobras em conformidade com o regime de competência. As receitas com prestação de serviços são reconhecidas na demonstração de sobras ou perdas quando da prestação de serviços a terceiros, substancialmente serviços bancários. Os dispêndios e as despesas e os ingressos e receitas operacionais, são proporcionalizados de acordo com os montantes do ingresso bruto de ato cooperativo e da receita bruta de ato não-cooperativo, quando não identificados com cada atividade. b) Estimativas contábeis Na elaboração das demonstrações contábeis faz-se necessário utilizar estimativas para contabilizar certos ativos, passivos e outras transações. As demonstrações contábeis da Cooperativa incluem, portanto, estimativas referentes à provisão para créditos de liquidação duvidosa, à seleção das vidas úteis dos bens do ativo imobilizado, provisões necessárias para passivos contingentes, entre outros. Os resultados reais podem apresentar variação em relação às estimativas utilizadas. A Cooperativa revisa as estimativas e premissas, no mínimo, semestralmente. c) Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa, conforme Resolução CMN nº 3.604/08, incluem as rubricas caixa, depósitos bancários e as relações interfinanceiras de curto prazo e de alta liquidez, com risco insignificante de mudança de valores e limites, com prazo de vencimento igual ou inferior a 90 dias. O caixa e equivalente de caixa compreendem: 31/12/ 31/12/ Caixa/numerário em trânsito e depósitos bancários Relações interfinanceiras centralização financeira Total d) Operações de crédito As operações de crédito com encargos financeiros pré- -fixados são registradas a valor futuro, retificadas por conta de rendas a apropriar e as operações de crédito pós-fixadas são registradas a valor presente, calculadas pro rata temporis, com base na variação dos respectivos indexadores pactuados. e) Provisão para operações de crédito Constituída em montante julgado suficiente pela Administração para cobrir eventuais perdas na realização dos valores a receber, levando-se em consideração a análise das operações em aberto, as garantias existentes, a experiência passada, a capacidade de pagamento e liquidez do tomador do crédito e os riscos específicos apresentados em cada operação, além da conjuntura econômica. A Resolução CMN nº 2.682/09 introduziu os critérios para classificação das operações de crédito definindo regras para constituição da provisão para operações de crédito, as quais estabelecem nove níveis de risco, de AA (rico mínimo) a H (risco máximo). f) Depósitos em garantia Existem situações em que a cooperativa questiona a legitimidade de determinados passivos ou ações movidas contra si. Por conta desses questionamentos, por ordem judicial ou por estratégia da própria administração, os valores em questão podem ser depositados em juízo, sem que haja a caracterização da liquidação do passivo. g) Investimentos Representados substancialmente por quotas do SI- COOB CENTRAL ES, são avaliados pelo método de custo de aquisição. h) Imobilizado Equipamentos de processamento de dados, móveis, utensílios e outros equipamentos, instalações, veículos, benfeitorias em imóveis de terceiros e softwares, são demonstrados pelo custo de aquisição, deduzido da depreciação acumulada. A depreciação é calculada pelo método linear para baixar o custo de cada ativo a seus valores residuais de acordo com as taxas divulgadas em nota específica abaixo, que levam em consideração a vida útil econômica dos bens. i) Diferido O ativo diferido foi constituído pelas benfeitorias realizadas nas propriedades de terceiros, e pelos softwares adquiridos, registrados pelos custos incorridos nas benfeitorias e pelo custo de aquisição, respectivamente, e classificados nessa conta conforme determinação do COSIF. Esses gastos estão sendo amortizados pelo método linear no período de 5 anos. Conforme determinado pela Resolução CMN nº 3.617/08 do CMN devem ser registrados no ativo diferido, exclusivamente, os gastos que contribuirão para o aumento do resultado de mais de um exercício social. Os saldos existentes em setembro de 2008 são mantidos até a sua efetiva realização. j) Intangível Correspondem aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da Cooperativa ou exercidos com essa finalidade. Os ativos intangíveis com vida útil definida são geralmente amortizados de forma linear no decorrer de um período estimado de benefício econômico. Os ativos intangíveis compreendem softwares adquiridos de terceiros e são amortizados ao longo de sua vida útil estimada. k) Ativos contingentes Não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis sobre as quais não cabem mais recursos contrários, caracterizando o ganho como praticamente certo. Os ativos contingentes com probabilidade de êxito provável, quando aplicável, são apenas divulgados em notas explicativas às demonstrações contábeis. l) Obrigações por empréstimos e repasses As obrigações por empréstimos e repasses são reconhecidas inicialmente no recebimento dos recursos, líquidos dos custos de transação. Em seguida, os empréstimos tomados são apresentados pelo custo amortizado, isto é, acrescidos de encargos e juros proporcionais ao período incorrido ( pro rata temporis ). m) Demais ativos e passivos São registrados pelo regime de competência, apresentados ao valor de custo ou de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos e as variações monetárias auferidos, até a data do balanço. Os demais passivos são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e das variações monetárias incorridos
11 n) Provisões São reconhecidas quando a cooperativa tem uma obrigação presente legal ou implícita como resultado de eventos passados, sendo provável que um recurso econômico seja requerido para saldar uma obrigação legal. As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido. o) Passivos contingentes São reconhecidos contabilmente quando, com base na opinião de assessores jurídicos, for considerado provável o risco de perda de uma ação judicial ou administrativa, gerando uma provável saída no futuro de recursos para liquidação das ações, e quando os montantes envolvidos forem mensurados com suficiente segurança. As ações com chance de perda possível são apenas divulgadas em nota explicativa às demonstrações contábeis e as ações com chance remota de perda não são divulgadas. p) Obrigações legais São aquelas que decorrem de um contrato por meio de termos explícitos ou implícitos, de uma lei ou outro instrumento fundamentado em lei, as quais a Cooperativa tem por diretriz. q) Imposto de renda e contribuição social O imposto de renda e a contribuição social sobre o lucro são calculados sobre o resultado apurado em operações consideradas como atos não-cooperativos. O resultado apurado em operações realizadas com cooperados é isento de tributação. r) Segregação em circulante e não circulante Os valores realizáveis e exigíveis com prazos inferiores há 360 dias estão classificados no circulante, e os prazos superiores, no longo prazo (não circulante). s) Valor recuperável de ativos impairment A redução do valor recuperável dos ativos não financeiros (impairment) é reconhecida como perda, quando o valor de contabilização de um ativo, exceto outros valores e bens, for maior do que o seu valor recuperável ou de realização. As perdas por impairment, quando aplicável, são registradas no resultado do período em que foram identificadas. Em 31 de dezembro de não existem indícios da necessidade de redução do valor recuperável dos ativos não financeiros. 4. Títulos e valores mobiliários Em 31 de dezembro de e, as aplicações em Títulos e Valores Mobiliários do SICOOB Norte estavam assim compostas: Descrição 31/12/ 31/12/ Títulos de Renda Fixa Do total aplicado R$ 740 mil (setecentos e quarenta mil) corresponde à aplicação em Depósito Sob Aviso, sem vencimento, com rendimentos equivalentes a 100% da variação do CDI, a serem disponibilizados financeiramente por ocasião da sua liquidação. O montante de R$ mil (trinta e nove milhões, trezentos e cinquenta e cinco mil) refere-se a operações que estão vinculadas ao Acordo de Compensação assinado entre a Cooperativa e o Bancoob com o objetivo de mitigação de risco de crédito, sendo seus vencimentos correspondentes aos vencimentos dos contratos de repasse do crédito rural, com rendimentos entre 98% a 100% do CDI. 5. Relações interfinanceiras Referem-se à centralização financeira das disponibilidades líquidas da Cooperativa depositada junto ao SI- COOB CENTRAL ES, conforme determinado no artigo 37 da Resolução CMN nº 3.859/ Operações de crédito a) Composição por tipo de operação, e classificação por nível de risco de acordo com a Resolução CMN nº de 21/12/1999: Nível / Percentual de Risco / Situação Emprést. / Tít. Desc. * Adto. Depos., Cheque Especial e CG Financ. Financ. Rurais Total Prov. Total Prov. AA Nor A 0,50% Nor B 1% Nor B 1% Venc C 3% Nor C 3% Venc D 10% Nor D 10% Venc E 30% Nor E 30% Venc F 50% Nor F 50% Venc G 70% Nor G 70% Venc H 100% Nor H 100% Venc Total Normal Total Vencido Total Geral Provisões (11.054) (740) (193) (877) (12.864) (8.771) Total Líquido * Em Empréstimos estão contidos os valores das Operações Renegociadas. Em 31/12/ o Sicoob ES instituiu uma política de provisão administrativa que visa minimizar possíveis impactos negativos sobre a carteira de crédito, pela inadimplência dos devedores, tendo em vista as previsões negativas no cenário econômico mundial e que podem refletir no mercado capixaba. Para cálculo da provisão administrativa foram consideradas os operações das faixas A, B e C que tiveram a provisão dobrada, totalizando R$ mil (um milhão, oitocentos e vinte e um mil). Em cumprimento às orientações do Banco Central do Brasil, no primeiro semestre de o Sistema Sicoob concluiu o cronograma de implantação da exigência contida no artigo 3º da Resolução CMN nº 2.682, que estabelece que a classificação das operações de crédito de um mesmo cliente ou grupo econômico deve ser definido considerando aquela que apresentar maior risco. Em 31/12/ Para adequação às normas, mais especificamente ao art. 8º da Resolução 2.682/99, foi constituída provisão adicional administrativa no montante de R$ mil (um milhão, quinhentos e oitenta e quatro mil) que objetivava ajustar a carteira de crédito a real expectativa de recebimento. c) Composição da carteira de crédito por faixa de vencimento: Descrição Até 90 De 91 a Acima 360 de 360 Total Empréstimos Títulos Desc Financiamentos Financ. Rurais Total Obs.: Não inclui Adiantamento a Depositantes, Cheque Especial e Conta Garantida. d) Composição da carteira de crédito por tipo de produto, cliente e atividade econômica: Descrição Conta Corrente Crédito Rural Empr. Título Desc. 31/12 % da cart. Setor Privado Comércio ,13 Setor Privado Indústria ,77 Setor Privado Serviços ,83 Pessoa Física ,93 Outros ,34 Total ,00 e) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa de operações de crédito: Descrição 31/12/ 31/12/ Saldo Inicial Constituições/Reversões no Exercício Transferência para Prejuízo no Exercício (3.645) (5.490) Total f) Concentração dos Principais Devedores: Descrição 31/12 % Cart. 31/12 % Cart. Total Total Maior Devedor , ,20 10 Maiores Devedores , ,26 50 Maiores Devedores , ,99 g) Créditos Baixados Como Prejuízo, Renegociados e Recuperados: Descrição 31/12/ 31/12/ Saldo início do exercício Valor das oper. transferidas no período Valor das operações recuperadas no período (1.330) (1.066) Valor de op. recuperadas que foram excluídas do controle Valor dos juros recebidos nas oper. recuperadas Valor dos desc. concedidos nas oper. recuperadas (285) (372) Total Outros créditos curto e longo prazo Valores referentes às importâncias devidas à Cooperativa por pessoas físicas ou jurídicas domiciliadas no País, conforme demonstrado: Descrição curto prazo 31/12/ 31/12/ Rendas a Receber (a) Títulos e Créditos a Receber (b) Devedores Diversos Diversos(c) Total a) Em rendas a receber estão registrados: receita sobre saldo mantido na Centralização Financeira do Sicoob Central R$ 279 mil, dividendos distribuídos pela Sicoob Corretora de Seguros S/A R$ 92 mil e outras; b) Em títulos e créditos a receber estão registrados os valores a receber de tarifas; c) A maior representatividade desse grupo refere-se a adiantamento de férias R$ 74 mil e adiantamento por conta de imobilizações R$ 27 mil. Descrição longo prazo 31/12/ 31/12/ Devedores por Depósito e Garantia (a) (a) Trata-se de montante depositado em juízo referente questionamento da cobrança indevida do PIS e COFINS de atos cooperativos e processos trabalhistas. Valor correspondente encontra-se registrado na nota Outros valores e bens Encontram-se registrados neste grupo: Descrição 31/12/ 31/12/ Bens não de Uso Próprio (a) Almoxarifado Despesa Antecipada Total (a) Referente a bens recebidos como dação em pagamento de dívidas, não estão sujeitos a depreciação ou correção. 9. Investimentos 20 21
12 O saldo é representado por aportes de capital efetuados pelo SICOOB CENTRAL ES e aquisição de ações do BANCOOB, conforme demonstrado: Descrição 31/12/ 31/12/ Cooperativa Central de Crédito do Espírito Santo Banco Cooperativo do Brasil S.A. BANCOOB TOTAL Imobilizado de uso Demonstrado pelo custo de aquisição, menos depreciação acumulada. As depreciações são calculadas pelo método linear, com base em taxas determinadas pelo prazo de vida útil estimado conforme abaixo: Descrição Taxa de 31/12 31/12 Deprec. Instalações 10% Móveis e Equipamentos 10% Sist. de Proces. de Dados 20% Sistemas de Comunicação 10% Sistema de Segurança 10% Sistemas de Transporte 20% Imobilizações em curso (*) TOTAL Depreciação acumulada (2.651) (2.221) TOTAL (*) As imobilizações em curso serão alocadas em grupo específico após a conclusão das obras e efetivo uso, quando passarão a ser depreciadas. 11. Diferido Nesta rubrica registram-se as benfeitorias realizadas nas propriedades de terceiros, softwares adquiridos até novembro/2008, registrados pelos custos incorridos nas benfeitorias e pelo custo de aquisição, respectivamente. Descrição Taxa de 31/12 31/12 Amort. Benfeitorias 20% Gastos Pré-Operacionais 20% 15 - Programa de Computador -Software 20% TOTAL Amortização acumulada (965) (732) TOTAL Intangível Nesta rubrica registram-se os direitos que tenham por objeto os bens incorpóreos, destinados à manutenção da companhia, como as licenças de uso de softwares. Descrição Taxa de 31/12 31/12 Amort. Direito de Uso 10% Amortização acumulada (179) (104) TOTAL O valor registrado na rubrica Intangível direito de uso, refere-se a 17 (dezessete) licenças de uso do Sistema de Informática do Sicoob - SISBR, adquiridas em 01/06/2009, da Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob Ltda. - Sicoob Confederação. Na mesma data, a Central cedeu exclusivamente às suas filiadas (cooperativas singulares associadas), devidamente autorizado pelo Sicoob Confederação, com prazo de até 31 de maio de 2019, o direito de uso do SISBR. 13. Depósitos Os depósitos à vista não são remunerados. Os depósitos a prazo recebem encargos financeiros contratados. Os depósitos, até o limite de R$ 70 mil (Setenta mil ), por CPF/CNPJ, estão garantidos pelo Fundo Garantidor do Sicoob - FGS, o qual é um Fundo constituído pelas Cooperativas do Sistema Sicoob, regido por regulamento próprio. 14. Obrigações por empréstimos e repasses São demonstradas pelo valor principal acrescido de encargos financeiros e registram os recursos captados junto ao Banco Cooperativo do Brasil S.A. Bancoob e Sicoob Central ES para repasse aos associados em diversas modalidades (art. 37, da Resolução CMN nº 3.859/) e Capital de Giro. As garantias oferecidas são a caução dos títulos de créditos dos associados beneficiados. Instituições 31/12 31/12 Taxa Venc. curto prazo BANCOOB Div. Div SICOOB CENTRAL ES Div. Div Total Instituições 31/12 31/12 Taxa Venc. longo prazo BANCOOB Div. Div SICOOB CENTRAL ES Div. Div Obrigações sociais e estatutárias Descrição 31/12/ 31/12/ FATES - Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social Cotas de capital a pagar Outras obrigações Gratificações Total O FATES é destinado a atividades educacionais, à prestação de assistência aos cooperados, seus familiares e empregados da cooperativa, sendo constituído pelo resultado dos atos não-cooperados e 5% das sobras líquidas do exercício, conforme determinação estatutária. A classificação desses valores em conta de passivo segue determinação do plano de contas do COSIF. 16. Outras obrigações Diversas Descrição curto prazo 31/12/ 31/12/ Cheques administ. (a) Despesas de Pessoal Outras Despesas Administrativas (b) Credores Diversos País Cheques Descontados (c) Obrigações por Prestação de Serv. de Pagamento (d) Outras (e) Total (a) Refere-se a cheques emitidos pela Cooperativa contra o próprio caixa da instituição, porém não compensados até a data-base de 31/12/. (b) Refere-se à provisão para pagamento de despesas com, água e energia R$ 5 mil, custódia de valores R$ 1 mil, comunicações R$ 72 mil, propaganda e publicidade R$ 3 mil, manutenção e conservação de bens R$ 10 mil, transporte R$ 36 mil, seguro R$ 122 mil, plano de saúde R$ 2 mil, compensação R$ 198 mil, seguros a recolher R$ 9 e outras R$ 37 mil. (c) Refere-se a cheques depositados relativo a descontos enviados a compensação, porém não baixados até a data-base de 31/12/. (d) Refere-se aos convênios de folhas de pagamento com empresas associadas. (e) Maior representatividade refere-se ao grupo impostos e contribuições a recolher, com destaque para o imposto de renda retido na fonte sobre os juros ao capital e aos impostos e contribuições incidentes sobre a folha de pagamento. 17. Outras obrigações - Diversas - Provisões para riscos tributários e trabalhistas Considerando a avaliação dos consultores jurídicos quanto às chances de êxito em determinados questionamentos fiscais e trabalhistas em que a cooperativa é parte envolvida, foram constituídas as seguintes provisões: Descrição Provisão Depós. Provisão Depós. p/conting. judiciais p/conting. judiciais PIS (a) COFINS (a) INSS (b) Trabalhistas (c) Outras cont.(d) Total (a) PIS e COFINS - quando do advento da lei no /98, a cooperativa entrou com ação judicial questionando a legalidade da inclusão de seus ingressos decorrentes de atos cooperados na base de cálculo do PIS e COFINS. Conseqüentemente, registrou as correspondentes obrigações referentes ao período de março de 1999 a dezembro de 2004, sendo que os valores equivalentes foram depositados em juízo e estão contabilizados na rubrica Devedores por Depósitos em Garantia, sendo sua exigibilidade a longo prazo. (b) Depósitos judiciais referente ao processo do INSS sobre cédulas de presença. (c) A Cooperativa é pólo passivo em oito processos de natureza trabalhista, sendo constituída provisão para fazer face às perdas que podem ocorrer nas decisões judiciais, que segundo parecer dos assessores jurídicos, a probabilidade de ganho, por parte dos reclamantes é classificada como provável. (d) Processos indenizatórios de danos morais e materiais classificados pela assessoria jurídica como perda provável, sendo constituído provisão correspondente. 18. Instrumentos financeiros O SICOOB Norte opera com diversos instrumentos financeiros, com destaque para disponibilidades, títulos e valores mobiliários, relações interfinanceiras, operações de crédito, depósitos a vista e a prazo, empréstimos e repasses. Os instrumentos financeiros ativos e passivos estão registrados no balanço patrimonial a valores contábeis, os quais se aproximam dos valores justos, conforme critérios mencionados nas correspondentes notas explicativas. 19. Patrimônio líquido a) Capital Social O capital social é representado por cotas-partes no valor nominal de R$ 1,00 cada e integralizado por seus cooperados. De acordo com o Estatuto Social cada cooperado tem direito em um voto, independente do número de suas cotas-partes. b) Reserva Legal Representada pelas destinações estatutárias das sobras, no percentual de 40%, utilizada para reparar perdas e atender ao desenvolvimento de suas Atividades. 20. Sobras Acumuladas As sobras são distribuídas e apropriadas conforme Estatuto Social, normas do Banco Central do Brasil e posterior deliberação da Assembléia Geral Ordinária (AGO). Atendendo à instrução do Bacen, através da Carta Circular 3.224/06, o Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social FATES é registrado como exigibilidade, e utilizado em despesas para o qual se destina, conforme a Lei 5.764/71. Em Assembléia Geral Ordinária, realizada em 23 de março de, os cooperados deliberaram pelo aumento do Capital social com as sobras do exercício findo em 31 de dezembro de, no valor de R$ mil. a) Destinações estatutárias e legais De acordo com o estatuto social da cooperativa e a Lei nº 5.764/71, as sobras líquidas do exercício terão a seguinte destinação: 22 23
13 Descrição Sobras /lucro líquido do exercício Lucro líquido decorrente de atos não- -cooperativos apropriado ao FATES (220) (215) Sobras líquidas, base de cálculo das destinações Destinações estatutárias Reserva legal - 40% Fundo de assistência técnica, educacional e social - 5% Sobras à disp.da Assembléia Geral A Reserva legal destina-se a reparar perdas e atender ao desenvolvimento de suas Atividades; O Fundo de assistência técnica, educacional e social (FATES) é destinado a atividades educacionais, à prestação de assistência aos cooperados, seus familiares e empregados da cooperativa; e Os resultados decorrentes de atos não cooperativos são destinados ao FATES. 21. Resultado de atos não cooperativos O resultado de atos não cooperativos tem a seguinte composição: Descrição Receita de prestação de serviços Despesas específicas de atos não cooperativos (878) (595) Despesas apropriadas na proporção das receitas de atos não cooperativos (579) (540) Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social Resultado de atos não cooperativos (lucro líquido) Provisão de Juros ao Capital A cooperativa efetuou pagamento de juros ao capital, conforme previsto na Lei Complementar 130/2009, no montante de R$ mil (cinco milhões, cento e oitenta e dois mil) correspondente ao fator acumulado da Selic 11,62% a.a., sendo considerado como base de cálculo para remuneração, movimentação em conta capital no período compreendido entre a data da última apuração de resultado e a data de término do exercício contábil. A remuneração foi incorporada a conta capital do associado deduzida da tributação do imposto de renda na alíquota de 15%. Descrição 31/12/ 31/12/ Juros ao Capital IRF sobre juros ao capital (777) (616) Juros ao Capital Associados Desligados (45) (38) Valor incorporado a conta capital Partes Relacionadas As partes relacionadas existentes são as pessoas físicas que têm autoridade e responsabilidade de planejar, dirigir e controlar as atividades da cooperativa e membros próximos da família de tais pessoas. As operações são realizadas no contexto das atividades operacionais da Cooperativa e de suas atribuições estabelecidas em regulamentação específica. As operações com tais partes relacionadas não são relevantes no contexto global das operações da cooperativa, e caracterizam-se basicamente por transações financeiras em regime normal de operações, com observância irrestrita das limitações impostas pelas normas do Banco Central, tais como movimentação de contas correntes, aplicações e resgates de RDC e operações de crédito. As garantias oferecidas em razão das operações de crédito são: avais, garantias hipotecárias, caução e alienação fiduciária. Montante das operações ativas e passivas no exercício de : MONT. DAS OP. ATIVAS % em relação à cart. total R$ ,32 % MONT. DAS OP. PASSIVAS % em relação à cart. total R$ ,33 % Operações ativas e passivas saldo em 31/12/: NATUREZA DA OPER. DE CRÉ- DITO OPERAÇÕES ATIVAS VALOR DA OPER. DE CRÉDITO PCLD (PRO- VISÃO PARA CRÉDITO DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA) % DA OP. DE CRÉDITO EM RELAÇÃO À CARTEIRA TOTAL Conta Corrente 30-0,08 Crédito Rural (7) 1,49 Empréstimo 520 (5) 0,48 Títulos Desc. 4-0,02 OPERAÇÕES PASSIVAS SALDO EM 31/12/ Natureza dos Dep. Valor do Deposito % em relação à cart. total Taxa Média % Dep. a Vista 298 0,59 - Dep. a Prazo ,15 92% a 100% do CDI Foram realizadas transações com partes relacionadas, na forma de: depósito a prazo, cheque especial, conta garantida, cheques descontados, crédito rural RPL, crédito rural repasses, empréstimos, dentre outras, à taxa/remuneração relacionada no quadro abaixo, por modalidade: TAXA APROVADA TAXAS APLICADAS NATUREZA DAS PELO CONSELHO EM RELAÇÃO ÀS OPERAÇÕES ATIVAS DE ADMINISTRA- PARTES E PASSIVAS ÇÃO / DIRETORIA RELACIONADAS EXECUTIVA Cheque Especial 6,20% a.m. 6,20% a.m. Conta Garantida 5,00% a.m. 5,00% a.m. Desc. de Cheques 1,35% a.m. a 1,35% a.m. a Desc. de Cheques- Camp. Crédito Agora Empréstimos - CDC Carro-Campanha Crédito Agora. 4,00% a.m 1,20% a.m. a 4,00% a.m.,30% a.m. a 1,75% a.m. 4,00% a.m 1,20% a.m. a 4,00% a.m. 1,30% a.m. a 1,75% a.m. Empréstimos - Capital de Giro Fixo e Rotativo. Empréstimos - Capital de Giro Fixo. CDI+0,50% a.m. a CDI+3,00% a.m CDI+0,50% a.m. a CDI+3,00% a.m. 1,35% a.m. a 4,00% a.m 1,35% a.m. a 4,00% a.m Crédito Rural - RPL CDI + 9,50% a.a CDI + 9,50% a.a. Crédito Rural - Repasses 6,75% a.a. 6,75% a.a Aplicação Financeira RDC Longo CDI 92% do CDI a 1 00% do CDI 92% do CDI a 100% do CDI No exercício de, os benefícios monetários e não monetários destinados às partes relacionadas foram representados por honorários, custeio parcial de plano de saúde, seguro de vida, previdência privada e vale alimentação, apresentando-se da seguinte forma: BENEFÍCIOS MONETÁRIOS EXERCÍCIO DE (R$ mil) Honorários 626 Plano de Saúde / Seguro de Vida / Vale Alimentação / Previdência Privada Central de Crédito do Espírito Santo SICOOB CEN- TRAL ES O SICOOB NORTE, em conjunto com outras cooperativas singulares, é filiado à Cooperativa Central de Crédito do Espírito Santo - SICOOB Central ES, que representa o grupo formado por suas afiliadas perante as autoridades monetárias, organismos governamentais e entidades privadas. O SICOOB CENTRAL ES, é uma sociedade cooperativista que tem por objetivo a organização em comum em maior escala dos serviços econômico-financeiros e assistenciais de suas filiadas (cooperativas singulares), integrando e orientando suas atividades, de forma autônoma e independente, através dos instrumentos previstos na legislação pertinente e normas exaradas pelo Banco Central do Brasil, bem como facilitando a utilização recíproca dos serviços, para consecução de seus objetivos. Para assegurar a consecução de seus objetivos, cabe ao SICOOB CENTRAL ES a coordenação das atividades de suas filiadas, a difusão e fomento do cooperativismo de crédito, a orientação e aplicação dos recursos captados, a implantação e implementação de controles internos voltados para os sistemas que acompanhem informações econômico-financeiras, operacionais e gerenciais, entre outras. O SICOOB NORTE responde solidariamente pelas obrigações contraídas pelo SICOOB CENTRAL ES perante terceiros, até o limite do valor das cotas-partes do capital que subscrever, proporcionalmente, à sua participação nessas operações. As demonstrações contábeis do SICOOB CENTRAL ES, em 30 de junho de, foram auditadas por outros auditores independentes que emitiram relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis, datado de 26 de agosto de, com opinião sem modificação. As demonstrações contábeis de 31 de dezembro de, são auditadas por outros auditores independentes, cujo trabalho está em andamento. 25. Coobrigações e riscos em garantias prestadas Em 31 de dezembro de a cooperativa é responsável por coobrigações e riscos em garantias prestadas, no montante de R$ mil (um milhão, duzentos e trinta e um mil) (31/12/ - R$1.012 mil), referentes a aval prestado em diversas operações de crédito de seus associados com instituições financeiras oficiais. 26. Cobertura de seguros não auditado A Cooperativa adota política de contratar seguros de diversas modalidades, cuja cobertura é considerada suficiente pela Administração e agentes seguradores para fazer face à ocorrência de sinistros. As premissas de riscos adotados, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo de auditoria das demonstrações contábeis, consequentemente, não foram examinadas pelos nossos auditores independentes. 27. Índice de Basiléia O Patrimônio de Referência - PR da Cooperativa encontra-se compatível com o grau de risco da estrutura dos ativos, apresentando margem para o limite de compatibilização de R$ mil (trinta e três milhões, setecentos e vinte e um mil) em 31 de dezembro de e R$ mil (trinta e um milhões, trezentos e noventa e oito mil) em 31 de dezembro de. 28. Contingências Ativas Dos processos judiciais existentes, a cooperativa é autora de processos relativos a ações de cobrança, que totalizam o montante de R$ mil (dez milhões, setecentos e sessenta mil) cujo parecer jurídico relativo à probabilidade de ganho está classificado como provável ou praticamente certo, porém sem definição, com suficiente segurança, do prazo de conclusão. 29. Contingências Passivas Segundo a assessoria jurídica da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Norte do Espírito Santo, dos processos judiciais em que figura como pólo passivo, 17 (dezessete) processos apresentam probabilidade de perda classificados como possível ou provável perda. Ressaltamos que, para 08 (oito) processos trabalhistas, conforme parecer da assessoria jurídica foi constituído provisão registrada no montante de R$ 560 mil (quinhentos e sessenta mil) e para 03 (três) processos indenizatórios foi constituído provisão no montante de R$ 62 mil (sessenta e dois mil). Bento Venturim Diretor Presidente CPF: Jamir Antônio Prata Diretor Vice-Presidente CPF: Fábia Lorena Rosi Mantovanelli Contadora CRC-ES: /O-8 CPF:
14 RELATÓRIO DE AUDITORIA PARECER DO CONSELHO FISCAL O conselho fiscal da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Norte do Espírito Santo Sicoob Norte, em cumprimento às disposições legais e estatutárias, examinou o Relatório da Administração e as Demonstrações Financeiras referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de. Com base nos exames efetuados, considerando, ainda, o parecer dos auditores externos CNAC, datado de 05 de março de 2012, bem como as informações e esclarecimentos recebidos no decorrer do exercício, opina que os referidos documentos estão em condições de serem apreciados pela Assembléia Geral Ordinária. São Gabriel da Palha/ES, 06 de março de Fabiola Colombi Coordenador do Conselho Fiscal Jander Luiz Gasparini Secretário do Conselho Fiscal Douglas Busato Conselheiro Fiscal - Efetivo Ao Conselho de Administração e Cooperados da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Norte do Espírito Santo - SICOOB NORTE São Gabriel da Palha - ES Prezados Senhores: Examinamos as demonstrações contábeis da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Norte do Espírito Santo, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de e as respectivas demonstrações de sobras ou perdas, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Norte do Espírito Santo é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Cooperativa para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Cooperativa. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Norte do Espírito Santo em 31 de dezembro de, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Outros assuntos Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente auditados por outros auditores independentes que emitiram relatório datado de 28 de fevereiro de, que não conteve modificação. Belo Horizonte, 05 de março de 2012 Júlio César Toledo de Carvalho Contador CRC MG /O S ES CNAI
15 CONSELHOS GUIA DE TERMOS TÉCNICOS Conselho de administração Diretor Presidente: Bento Venturim Diretor Vice Presidente: Jamir Antônio Prata Conselheiros: Marcos Aurélio Bastianelo Valter José Matielo Luiz Fernando Rodrigues Julcilene Aparecida Bravim Pereira Agências Agência São Gabriel da Palha Telefone (27) Av. Graciano Neves, Centro CEP São Gabriel da Palha/ES Agência São Domingos do Norte Telefone (27) Av. Honório Fraga, 266, Centro CEP São Domingos do Norte/ES Agência Águia Branca Telefone: (27) Rua Jan Kordas, 61- Centro CEP Águia Branca/ES Agência Nova Venécia Telefone: (27) Av.São Mateus, 65 - Beira Rio CEP Nova Venécia/ES Agência Governador Lindenberg Telefone (27) Rua São José, 35, Centro CEP Governador Lindenberg/ES Agência Novo Brasil Telefone (27) Rua Alvino Paulo Pereira, Novo Brasil CEP Governador Lindenberg/ES Agência Vila Valério Telefone (27) Av.Dr. Valério, Centro CEP Vila Valério/ES Agência Barra de São Francisco Telefone (27) Av. Jones dos Santos Neves, Centro CEP Barra de São Francisco/ES Agência São Mateus Telefone (27) Av. Jose Tozzi, Centro CEP São Mateus/ES Conselho fiscal Efetivos: Fabiola Colombi Jander Luiz Gasparini Douglas Busato Suplentes: Francisco Silvio Reposse Junior Gezio Cesar Gava Michel Pereira Machado Agência Pinheiros Telefone (27) Av. Setembrino Pelissari, 378, Centro CEP Pinheiros/ES Agência Montanha Telefone (27) Praça Osvaldo Lopes, 48 - Centro CEP Montanha/ES Agência Ecoporanga Telefone: (27) Avenida Milton Motta, Centro CEP Ecoporanga/ES Agência Guriri Telefone (27) Av.Gov.Eurico Vieira de Rezende, Guriri CEP São Mateus/ES Agência Laginha de Pancas Telefone (27) Av. Espírito Santo, s/nº - Distrito de Laginha de Pancas CEP Pancas-ES Agência Nestor Gomes Telefone (27) Rua Principal, s/nº - Distrito de Nestor Gomes - Km 41 CEP São Mateus/ES Agência Vila Pavão Telefone (27) Rua XV de Novembro, Centro CEP Vila Pavão Agência Boa Esperança Telefone (27) Av. Senador Eurico Resende, Centro CEP Boa Esperança Com a finalidade de ampliar a transparência da nossa gestão, definimos de forma simples, mas correta, alguns termos usados na assembleia anual de prestação de contas e no dia a dia do seu contato com a Cooperativa. O objetivo é ajudar você a compreender com clareza todas as ações realizadas pelos seus representantes, para que a nossa instituição cresça e se fortaleça cada vez mais. Se você ainda tiver alguma dúvida, fale com o seu gerente. Ativo São os bens e direitos, com valor comercial ou valor de troca, pertencentes ao Sicoob. Exemplos: imóveis, carros, equipamentos, dinheiro aplicado e ações. Ativo circulante Parte do ativo que pode ser convertida em dinheiro em um período de até um ano. Exemplo: aplicações financeiras, títulos e operações de crédito com vencimento em até dois anos. Ativo permanente Parte do ativo que representa os investimentos da Cooperativa em máquinas, equipamentos, imóveis, ações e cotas, entre outros. Auditoria É a avaliação da situação do Sicoob, feita por um especialista, que comprova a veracidade das informações divulgadas e garante segurança aos associados quanto à saúde financeira da instituição. Balanço patrimonial Apresentação resumida das operações realizadas e dos resultados alcançados pelo Sicoob durante o ano. Fazem parte desta demonstração os bens, direitos, créditos, dívidas, compromissos, capital social, reservas e sobras da instituição. Capital social É a contribuição, em dinheiro, feita por cada pessoa para se tornar associada ao Sicoob. A soma do capital social de todos os cooperados forma o capital social da instituição. Sem capital social, nenhuma empresa pode existir. Depósitos a prazo São as aplicações financeiras dos associados, feitas para render juros. Podem ser retiradas no dia combinado com o Sicoob. Depósitos à vista Significam o mesmo que conta corrente. É o dinheiro que os associados mantêm na sua conta e que podem usar a qualquer momento, por meio de cheques, de cartões ou de saques. Depreciação É a desvalorização dos bens da Cooperativa em função do seu uso. Exemplo: a desvalorização de um carro ao longo dos anos. Desconto de título Crédito concedido pelo Sicoob aos associados que entregam à instituição documentos como cheques, duplicatas e promissórias, que servem como garantia do pagamento. Diferido Despesa feita pelo Sicoob para adquirir bens ou direitos, cujos valores serão diluídos ao longo do tempo. Exemplo: gastos com a reforma de imóvel alugado para instalar uma nova agência. Empréstimos Operações de crédito feitas aos associados, sem destinação específica. Financiamentos Operações de crédito realizadas com um objetivo definido. Exemplo: compra de um equipamento ou construção de um imóvel. Operações de crédito São todos os financiamentos, empréstimos e descontos de títulos feitos pelo Sicoob aos associados. Passivo São as obrigações do Sicoob. Exemplos: as aplicações e os depósitos dos associados, os salários e os impostos a pagar. Patrimônio líquido É a soma do capital social com as sobras e reservas do Sicoob. Rentabilidade Percentual de ganho obtido num determinado período. Exemplo: quanto o capital social valorizou em um ano. Sobra É o mesmo que lucro. É a diferença entre o que o Sicoob apurou nas operações realizadas e as despesas que teve para funcionar durante o ano. Reserva Parte das sobras destinada a cobrir eventuais prejuízos da Cooperativa e fortalecer o seu patrimônio líquido. Reserva de lucro Formada por 40% do valor das sobras líquidas do exercício, é destinada a fortalecer o patrimônio líquido do Sicoob e a cobrir eventuais prejuízos. O percentual é previsto no estatuto como reserva legal
16 A Assembléia Geral da ONU declarou 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas, destacando a contribuição das cooperativas para o desenvolvimento socioeconômico e reconhecendo seu trabalho para a redução da pobreza, geração de emprego e integração social, onde oferecem um modelo de negócio que contribui para o desenvolvimento socioeconômico dos cooperados e comunidades onde atuam.
17
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(2.3.1) Disponibilidades e relações interfinanceiras (Caixa e equivalentes de caixa)
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