CONGRESSO DE DIREITO ADUANEIRO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "CONGRESSO DE DIREITO ADUANEIRO"

Transcrição

1 CONGRESSO DE DIREITO ADUANEIRO CLASSIFICAÇÃO, ORIGEM E VALOR ADUANEIRO JOSÉ RIJO Lisboa, 29 de Janeiro de 2014 Janeiro 2014 JOSÉ RIJO 1

2 Classificação Pautal, Origem e Valor Aduaneiro TRÊS PILARES ESTRURANTES DO DIREITO ADUANEIRO Origem Classificação Pautal Valor Aduaneiro Janeiro 2014 JOSÉ RIJO 2

3 Classificação Pautal Fontes normativas Sistema Harmonizado (SH) Adotado pelo Conselho de Cooperação Aduaneira/Organização Mundial das Alfândegas Codificação baseada em 6 dígitos, utilizada em mais de 200 países e abrangendo cerca de 98% do comércio internacional As Partes Contratantes podem, além dos 6 dígitos SH, criar subdivisões para a classificação de mercadorias a um nível mais detalhado Aplicado desde 1 de Janeiro de 1988 Nomenclatura Combinada (NC) Regulamento (CEE) n.º 2658/87 do Conselho de 23 de Julho de 1987 Regulamento (UE) n.º 1001/2013 da Comissão de 4 de Outubro de 2013 Satisfazer as exigências da Pauta Aduaneira Comum, da qual é parte integrante (artigo 20º, n.º 3, alínea a) do CAC) Dar resposta às estatísticas do comércio externo da União Europeia Acrescenta dois dígitos ao código do SH (subposições da NC) Nono e décimo dígitos (subposições TARIC) Códigos adicionais de quatro dígitos acrescentados pela TARIC para efeitos de aplicação de regulamentações específicas não codificadas nos nono e décimo dígitos Janeiro 2014 JOSÉ RIJO 3

4 Classificação Pautal A sua importância nas trocas internacionais de mercadorias Na aplicação das taxas relativas a direitos de importação e outros impostos Na aplicação das medidas de política comercial Elementos da classificação pautal O texto da nomenclatura (codificação e designação) As regras gerais de interpretação As Notas Explicativas do Sistema Harmonizado As Notas Explicativas da Nomenclatura Combinada Os regulamentos comunitários de classificação pautal As decisões do Conselho Técnico Aduaneiro Os acórdãos do Tribunal de Justiça da União Europeia As recomendações de classificação As informações pautais vinculativas Janeiro 2014 JOSÉ RIJO 4

5 Fontes normativas Origem das mercadorias União Europeia GATT / OMC O Acordo sobre as Regras de Origem de 1994 (não preferencial) Ausência de regras de origem preferencial OMA / CCA As regras de origem propriamente ditas A certificação das provas de origem O controlo das provas de origem A origem não preferencial a) Princípio geral do artigo 24º do CAC b) Casos específicos dos Anexos 10 e 11 das DACAC A origem preferencial a) Acordos de Comércio Livre b) Sistema de Preferências Generalizadas Janeiro 2014 JOSÉ RIJO 5

6 Origem das mercadorias A sua importância nas trocas internacionais de mercadorias Na importação de mercadorias Na exportação de mercadorias A determinação do caráter originário das mercadorias Tipos de mercadorias Produtos inteiramente obtidos Produtos em cujo fabrico se utilizaram componentes originários de dois ou mais países Critério da transformação substancial A mudança da posição pautal As listas de transformação ou complemento de fabrico A percentagem de valor acrescentado Regras de acumulação (origem preferencial) Regra do transporte direto Regra do não draubaque Princípio da territorialidade Janeiro 2014 JOSÉ RIJO 6

7 Valor Aduaneiro Fontes normativas Acordo relativo ao Valor Aduaneiro (Artigo VII do GATT 1947) Acordo sobre a aplicação do Artigo VII do Acordo Geral sobre Pautas Aduaneiras e Comércio (OMC 1994) Direito da União Europeia Artigos 28º a 36º do CAC Artigos 141º a 181º-A das DACAC Anexos 23 a 29 das DACAC Janeiro 2014 JOSÉ RIJO 7

8 Valor Aduaneiro A sua importância nas trocas internacionais de mercadorias Na condição de base tributável para efeitos de aplicação dos direitos aduaneiros e demais encargos devidos pela importação de mercadorias No apuramento das estatísticas do comércio internacional Na monitorização da aplicação de medidas de política comercial (fixação de contingentes, determinação de restrições quantitativas, etc.) Janeiro 2014 JOSÉ RIJO 8

9 Valor Aduaneiro Métodos de determinação do valor aduaneiro Método do valor transacional (artigo 29º do CAC) Requisitos Importação de uma mercadoria Operação de venda destinada a um Estado-membro Com um preço pago ou a pagar Determinação do valor aduaneiro Valor transacional baseado no preço da venda Acrescido dos ajustamentos positivos elencados no artigo 32º do CAC Deduzido dos ajustamentos negativos previstos no artigo 33º do CAC Métodos de substituição Valor transacional de mercadorias idênticas, valor transacional de mercadorias similares, método do valor dedutivo e método do valor calculado (artigo 30º do CAC) Valor aduaneiro calculado por meios razoáveis e compatíveis com os princípios e disposições gerais do Artigo VII do GATT/OMC e do CAC (artigo 31º do CAC) Janeiro 2014 JOSÉ RIJO 9

10 Notas comuns Concorrem para tributação das mercadorias e apuramento das dívidas aduaneiras Aplicam-se no domínio da definição das medidas de política comercial Constituem o núcleo duro das matérias do Direito Aduaneiro na sua dimensão fiscal internacional Consubstanciam por excelência a zona de intervenção da inspeção aduaneira Contribuem decisivamente para a mais que justificada autonomia científica do Direito Aduaneiro, quer na vertente académica, quer no domínio da sua aplicação em sede de operações de comércio internacional Janeiro 2014 JOSÉ RIJO 10

11 Muito obrigado JOSÉ RIJO Advogado Telef: Telem: Fax:

Jornal Oficial da União Europeia L 219. Legislação. Atos não legislativos. 61. o ano. Edição em língua portuguesa. 29 de agosto de 2018.

Jornal Oficial da União Europeia L 219. Legislação. Atos não legislativos. 61. o ano. Edição em língua portuguesa. 29 de agosto de 2018. Jornal Oficial da União Europeia L 219 Edição em língua portuguesa Legislação 61. o ano 29 de agosto de 2018 Índice II Atos não legislativos REGULAMENTOS Regulamento de Execução (UE) 2018/1206 da Comissão,

Leia mais

Formação para Executivos Curso de Regimes e Procedimentos Aduaneiros. Maio de ª Edição Porto

Formação para Executivos Curso de Regimes e Procedimentos Aduaneiros. Maio de ª Edição Porto Formação para Executivos Curso de Regimes e Procedimentos Aduaneiros Maio de 2009 1ª Edição Porto --------------- -------- 1ª sessão 11 de Maio 2ª sessão 12 de Maio 3ª sessão 18 de Maio 4ª sessão 19 de

Leia mais

Evolução histórica da classificação fiscal de mercadorias

Evolução histórica da classificação fiscal de mercadorias Evolução histórica da classificação fiscal de mercadorias Em Genebra, após a 1ª. GM, a Liga das Nações, em 1937, elaborou uma nomenclatura que ficou conhecida como Nomenclatura Aduaneira de Genebra (N.A.G),

Leia mais

PAUTA ADUANEIRA versão 2017 do SH. Principais Alterações

PAUTA ADUANEIRA versão 2017 do SH. Principais Alterações PAUTA ADUANEIRA versão 2017 do SH Principais Alterações Fundamentos para a revisão da Pauta Aduaneira Pautas Aduaneiras elaboradas com base no SH da OMA; SH revisto de 5 em 5 anos para acomodar os avanços

Leia mais

INTRODUÇÃO. a) a classificação das mercadorias nos itens em que a NALADI/SH subdivide o SH; e

INTRODUÇÃO. a) a classificação das mercadorias nos itens em que a NALADI/SH subdivide o SH; e INTRODUÇÃO 1. A Nomenclatura da Associação Latino-Americana de Integração (NALADI/SH) tem como base o Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias (SH) com as correspondentes Seções,

Leia mais

VALOR ADUANEIRO LISBOA, FEVEREIRO 2017 HEITOR MARTINS ENQUADRAMENTO VALOR ADUANEIRO. Introdução

VALOR ADUANEIRO LISBOA, FEVEREIRO 2017 HEITOR MARTINS ENQUADRAMENTO VALOR ADUANEIRO. Introdução LISBOA, FEVEREIRO 2017 HEITOR MARTINS ENQUADRAMENTO Introdução 2 1 CONSIDERAÇÕES GERAIS INDICE Introdução Evolução histórica O Acordo do Artigo VII do GATT Métodos de determinação do Valor Aduaneiro na

Leia mais

Mercados. informação regulamentar. Países Baixos Condições Legais de Acesso ao Mercado

Mercados. informação regulamentar. Países Baixos Condições Legais de Acesso ao Mercado Mercados informação regulamentar Países Baixos Condições Legais de Acesso ao Mercado Janeiro 2010 Aicep Portugal Global Índice 1. Regime Geral de Importação 3 2. Regime de Investimento Estrangeiro 4 3.

Leia mais

DIREITO ADUANEIRO E COMÉRCIO INTERNACIONAL. Ana Paula Caliço Raposo 29 de janeiro 2014

DIREITO ADUANEIRO E COMÉRCIO INTERNACIONAL. Ana Paula Caliço Raposo 29 de janeiro 2014 DIREITO ADUANEIRO E COMÉRCIO INTERNACIONAL Ana Paula Caliço Raposo 29 de janeiro 2014 1 Plano da Apresentação Conselho de Cooperação Aduaneira/Organização Mundial das Alfândegas (OMA) Convenções e instrumentos

Leia mais

Jornal Oficial da União Europeia L 290/3

Jornal Oficial da União Europeia L 290/3 31.10.2008 Jornal Oficial da União Europeia L 290/3 REGULAMENTO (CE) N. o 1067/2008 DA COMISSÃO de 30 de Outubro de 2008 relativo à abertura e modo de gestão dos contingentes pautais comunitários de trigo

Leia mais

Acções de Formação AGEPOR

Acções de Formação AGEPOR 2017 Acções de Formação AGEOR Formação em rocedimentos Aduaneiros Lisboa 19 de Abril de 2017 orto 20 de Abril de 2017 AGEOR Associação dos Agentes de Navegação de ortugal CERTIFICADO Nº 1809/2015 80 Serviços

Leia mais

Projeto Nota Fiscal Eletrônica. Tabela de Unidades de Medidas Tributáveis no Comércio Exterior

Projeto Nota Fiscal Eletrônica. Tabela de Unidades de Medidas Tributáveis no Comércio Exterior Projeto Nota Fiscal Eletrônica Nota Técnica 2016/001 Tabela de Unidades de Medidas Tributáveis no Comércio Exterior Versão 1.30 Abril 2017 1. Histórico de Alteração: Versão 1.10 Versão 1.20 Versão 1.30

Leia mais

IVA na importação. Tânia Carvalhais Pereira. Assistente da UCP e jurista do CAAD

IVA na importação. Tânia Carvalhais Pereira. Assistente da UCP e jurista do CAAD IVA na importação Tânia Carvalhais Pereira Assistente da UCP e jurista do CAAD Importação de bens Entrada em território nacional de: a) bens originários ou procedentes de países terceiros e que não se

Leia mais

DGAIEC - Missão. As Alfândegas na União Europeia Carta de Missão Comum

DGAIEC - Missão. As Alfândegas na União Europeia Carta de Missão Comum DGAIEC - Missão É o serviço do Ministério das Finanças que tem por missão exercer o controlo da fronteira externa comunitária e do território aduaneiro nacional, para fins fiscais, económicos e de protecção

Leia mais

Operadores Económicos Alfândegas Delegações Aduaneiras Postos Aduaneiros SUSPENSÃO PAUTAL APLICÁVEL A CERTAS MERCADORIAS DESTINADAS A AERONAVES

Operadores Económicos Alfândegas Delegações Aduaneiras Postos Aduaneiros SUSPENSÃO PAUTAL APLICÁVEL A CERTAS MERCADORIAS DESTINADAS A AERONAVES Mod. 52.4 Classificação: 205.35.06 Segurança: Pública Processo: Ofício Circulado N.º: 15677/2018 2018-11-05 Entrada Geral: N.º Identificação Fiscal (NIF): 0 Sua Ref.ª: Técnico: Operadores Económicos Alfândegas

Leia mais

ATO DELEGADO CÓDIGO ADUANEIRO DA UNIÃO ANEXOS VERSÃO

ATO DELEGADO CÓDIGO ADUANEIRO DA UNIÃO ANEXOS VERSÃO 1 ATO DELEGADO CÓDIGO ADUANEIRO DA UNIÃO VERSÃO abril 2016 1 VERSÕES DATA AUTOR VERSÃO COMENTÁRIO Criação do Documento 01-02-2016 Ana Bela Ferreira 1ª (original) 20-04-2016 Ana Bela Ferreira 2ª versão

Leia mais

Comércio Internacional Auditor Fiscal da RFB

Comércio Internacional Auditor Fiscal da RFB Prof. Thális Andrade Comércio Internacional Auditor Fiscal da RFB Políticas Comerciais Contatos: [email protected] Instagram: @direitoaduaneiro Facebook: Thális Andrade Raio-X das Questões

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: Decreto-Lei nº 199/96 de 18 de Outubro. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: Decreto-Lei nº 199/96 de 18 de Outubro. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA Decreto-Lei nº 199/96 de 18 de Outubro Bens em segunda mão Comissão paga ao fornecedor incluída no valor de compra. Processo: nº 3091, despacho do SDG dos

Leia mais

A CEDEAO tem uma superfície de seis milhões de km2

A CEDEAO tem uma superfície de seis milhões de km2 A CEDEAO tem uma superfície de seis milhões de km2 A ESTRUTURA DA TEC Ø CONTEXTO DA TEC Ø Arquitetura e Estrutura da TEC Ø Medidas de acompanhamento Ø Medidas complementares de proteção A TEC da CEDEAO

Leia mais

Instruções de preenchimento do anexo D da declaração modelo 22 (impresso em vigor a partir de 2012)

Instruções de preenchimento do anexo D da declaração modelo 22 (impresso em vigor a partir de 2012) Classificação: 07 0. 0 5. 0 3 DIRECÇÃO DE SERVIÇOS DO IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO DAS PESSOAS COLECTIVAS Instruções de preenchimento do anexo D da declaração modelo 22 (impresso em vigor a partir de 2012)

Leia mais

DÉFICE DA BALANÇA COMERCIAL CONTINUA A DIMINUIR

DÉFICE DA BALANÇA COMERCIAL CONTINUA A DIMINUIR 09 de Maio de 2003 Estatísticas do Comércio Internacional Janeiro a Fevereiro de 2003 DÉFICE DA BALANÇA COMERCIAL CONTINUA A DIMINUIR O défice da balança comercial registou, nos dois primeiros meses de

Leia mais

Boletim de Atualização Tributária BOLETIM DE ATUALIZAÇÃO TRIBUTÁRIA. Código das Melhores Práticas de

Boletim de Atualização Tributária BOLETIM DE ATUALIZAÇÃO TRIBUTÁRIA. Código das Melhores Práticas de BOLETIM DE ATUALIZAÇÃO TRIBUTÁRIA Código das Melhores Práticas de N 37 Data 11.11.2016 Período Governança pesquisado: Atos publicados entre 04.11.2016 a 11.11.2016 RECEITA FEDERAL DO BRASIL Data da publicação:

Leia mais

Encontro 3 Nomenclatura e Classificação das Mercadorias

Encontro 3 Nomenclatura e Classificação das Mercadorias Encontro 3 Nomenclatura e Classificação das Mercadorias ENCONTRO 3 Nomenclatura e Classificação das Mercadorias TÓPICO 1: Contextualizando o encontro Olá! No segundo encontro, você conheceu um pouco do

Leia mais

Comércio Internacional para Concursos Guia de estudos Série Teoria e Questões

Comércio Internacional para Concursos Guia de estudos Série Teoria e Questões Comércio Internacional para Concursos Guia de estudos Série Teoria e Questões CAPÍTULO 1 POLÍTICAS COMERCIAIS. PROTECIONISMO E LIVRE CAMBISMO. COMÉRCIO INTERNACIONAL E CRESCIMENTO ECONÔMICO. BARREIRAS

Leia mais

Síntese de diversas matérias fiscais de maior relevo ocorridas na 2.ª quinzena de agosto de

Síntese de diversas matérias fiscais de maior relevo ocorridas na 2.ª quinzena de agosto de Síntese de diversas matérias fiscais de maior relevo ocorridas na 2.ª quinzena de agosto de 2016 1 1 - Convenção entre a República Portuguesa e a República da Costa do Marfim para Evitar a Dupla Tributação:

Leia mais

Proposta de DECISÃO DO CONSELHO

Proposta de DECISÃO DO CONSELHO COMISSÃO EUROPEIA Bruxelas, 29.6.2012 COM(2012) 346 final 2012/0167 (NLE) Proposta de DECISÃO DO CONSELHO que conclui um Acordo sob forma de troca de cartas entre a União Europeia e os Estados Unidos da

Leia mais

IBES. Disciplina: Geopolítica Professora: Fernanda Tapioca Ministrada dia INTEGRAÇÃO ECONOMICA

IBES. Disciplina: Geopolítica Professora: Fernanda Tapioca Ministrada dia INTEGRAÇÃO ECONOMICA IBES Disciplina: Geopolítica Professora: Fernanda Tapioca Ministrada dia 08.04.14 INTEGRAÇÃO ECONOMICA Sumário: 1. Conceito/ Significado 2. Espécies: nacional, internacional e mundial 3. Integração econômica

Leia mais

PROGRAMA DE DIREITO DA INTEGRAÇÃO ECONÓMICA

PROGRAMA DE DIREITO DA INTEGRAÇÃO ECONÓMICA Licenciatura de Direito em Língua Portuguesa PROGRAMA DE DIREITO DA INTEGRAÇÃO ECONÓMICA 4º ANO ANO LECTIVO 2011/2012 1 ELEMENTOS DE ESTUDO Bibliografia Básica: João Mota de Campos e João Luíz Mota de

Leia mais