5 cm FATORES DE FORMAÇÃO DO SOLO
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- Rubens Andrade da Rocha
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1 5 cm FATORES DE FORMAÇÃO DO SOLO
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3 FATORES DE FORMAÇÃO DO SOLO SOLO = ƒ (material de origem, relevo, clima, organismos e tempo) -clima e seres vivos: fatores ativos (energia e compostos) -relevo: condicionamentos modificadores -tempo: duração das ações -material de origem: diversidade da matéria prima A gênese ou formação do solo explica porque um solo difere do outro na cor,, na espessura,, na textura,, na capacidade de fornecer nutrientes às s plantas,, etc.
4 CLIMA -isoladamente é o que mais influencia no intemperismo [regula a natureza (tipo) e a velocidade (intensidade) das reações químicas] -crescimento de organismos e distinção dos horizontes pedogenéticos -Fator ativo temperatura, precipitação pluvial, deficiência ou excesso hídrico -TEMPERATURA: condiciona a ação da água (acelera as reações químicas, aumenta a evaporação diminui a lixiviação de produtos) - *temperatura versus velocidade das reações químicas = para cada 10 ºC de aumento da temperatura, aumenta-se em 2 a 3 vezes a velocidade das reações químicas -recebimento de radiação influencia as reações
5 -TEMPERATURA: -quanto mais quente e úmido o clima = mais rápida e intensa será a decomposição das rochas = fornecerão materiais muito intemperizados: -Solos espessos e com abundância de minerais secundários (principalmente argilominerais e óxidos Fe e Al) -pobres em cátions básicos (Ca, Mg e K) lixiviados por chuva intensa -Neutralização das cargas por H e Al = ph ácido
6 -TEMPERATURA: -Climas áridos ou muito frios = mais lenta a decomposição das rochas = fornecerão materiais menos intemperizados: -Solos pouco espessos, com menos argila e mais minerais primários, que pouco ou nada foram afetados pelo intemperismo -ph neutro ou alcalino -Menor quantidade de MO e maior quantidade de cátions básicos trocáveis -Quanto mais frio maior o acúmulo de MO
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9 -temperatura
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11 -Acidólise total: zonas frias (vegetação líquens e coníferas) onde os resíduos se degradam lentamente (solos podzólicos ricos em quartzo e matéria orgânica -Alitização: trópicos (precipitação abundante - > 1500 mm e vegetação exuberante) *oxi-hidróxidos de Fe e Al (goethita e gibbsita) -Monossiatilização trópico sub-úmido (>500 mm chuva e Tm >15 ºC) *caulinita e oxi-hidróxidos de Fe -Bissiatilização zonas temperadas e áridas onde a lixiviação é pouco intensa (forma minerais secundários ricos em Si) *** podem ocorrer modificações de acordo com condições locais de relevo, microclima, etc
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13 -Quantidade de ÁGUA da chuva na superfície: penetre, mantida ou transite *regiões mais úmidas solos mais desenvolvidos que regiões secas *percolação hidrata constituintes e favorece remoção de cátions *lixiviação é interrompida - minerais tendem a ser preservados e os solos evoluem pouco
14 -quanto maior a disponibilidade de água (pluviosidade total) e mais freqüente sua renovação (distribuição) mais completas as reações químicas do intemperismo
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18 FATOR DE INTEMPERISMO DE RAMAN Região Temperatura média do solo (ºC) Dissolução relativa da água Número de dias de intemperismo Fator de intemperismo Absoluto Relativo Ártica 10 1, Temperada 18 2, ,8 Tropical 34 4, ,5
19 ORGANISMOS -microflora, microfauna,, macrofauna e macroflora -homem -cobertura vegetal- atenuante do fator clima (passiva) -efeito atenuador na temperatura -fixação de materiais sólidos s (dunas) -processos de troca catiônica (absorção pelas raízes, decomposição e exportação) -maior importância: adição (resíduos vegetais-superf superfície e interior)
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21 1) Algas, bactérias e fungos: : início da decomposição de restos vegetais e animais = húmus h deposiçãosuperficial ãosuperficial/ agregação/ estruturação do solo -fixação N 2 -Em 1g de material de solo do horiz.. A = a 2 bilhões de microrganismos 2) Vegetais: : ação a direta = penetração de raízes em fendas de rochas -pressão exercida para expansão e excreções orgânicas = aceleram o intemperismo
22 Líquens e musgos vivem sobre a rocha recém-exposta exposta acelerando o intemperismo e criando condições para a formaçãodo solo e estabelecimento de plantas superiores 3) Formigas, cupins, minhocas: -agem triturando os restos vegetais, -cavando galerias e misturando materiais dos diversos horizontes -Sua carcaças as e resíduos contribuem para formação do húmus e agregados
23 4) Homem: -Remoção da cobertura natural -Revolvimento do horizonte A -Adição de corretivos e fertilizantes, irrigação, resíduso urbanos e industriais
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25 MATERIAL DE ORIGEM
26 MATERIAL DE ORIGEM -mineral ou orgânico: material geológico do qual o solo se origina = fator de resistência à formação do mesmo (papel passivo à ação do clima e organismos) - Influencia a maior ou menor velocidade com que o solo se forma -regiões tropicais: difícil identificação (efeitos geomorfológicos e retrabalhamento da superfície) -provenientes do substrato rochoso (autóctones) ou de fontes distantes
27 -importância: textura, cor, composição química e mineralogia *arenoquartzosas: arenosos, porosos, baixa retenção de água e baixa fertilidade *máficas: profundos, argilosos e composição química e mineralógica variada 1) Materiais derivados de rochas claras (ou ácidas, ígneas ou metamórficas) solos quimicamente pobres - granitos, gnaisses, xistos e quartzitos 2) Materiais derivados de rochas ígneas escuras (ou básicas) -basalto, diabásio, gabros e anfibólitos solos quimicamente ricos 3) Materiais derivados de sedimentos consolidados -arenitos, ardósias, siltitos, argilitos e rochas calcárias 4) Sedimentos Inconsolidados -aluviões recentes, dunas de areias (depois de estabilizadas), cinzas vulcânicas, coluviões e depósitos orgânicos, ou turfeiras
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32 RELEVO -forma do terreno: dinâmica da água (infiltração e escoamento) -clima do solo (temperatura e umidade) -incidência da radiação solar (face de exposição) - + seco, menos água, + rasos -decréscimo de temperatura (altitude) -seres vivos (vegetação) RESENDE, et al. (1988)
33 RESENDE, et al. (1988)
34 A: boa infiltração e boa drenagem favorecem intemperismo químico B: boa infiltração e má drenagem desfavorecem intemperismo químico C: má infiltração e má drenagem desfavorecem intemperismo químico e favorecem a erosão Fonte: Toledo et al. (2000)
35 As reações químicas do intemperismo ocorrem mais intensamente nos compartimentos do relevo onde é possível boa infiltração da água, percolação por tempo suficiente para a consumação das reações e drenagem para lixiviação dos produtos solúveis. Com a repetição desse processo, os componentes solúveis são eliminados e o perfil se aprofunda.
36 Precipitações iguais, porém, acúmulo diferenciado em função do relevo = solos diferenciados: a) > acúmulo de água = > intemperismo químico, > acúmulo de MO na superfície (solo mais escuro), solo mais claro (cinza) em profundidade b) Boa denagem = > intemperismo químico (oxidação) - cores mais avermelhadas Relevo montanhoso x Erosão x Formação do solo a) Áreas mais declivosas: solos menos desenvolvidos - cores + avermelhadas + claras b) Áreas mais planas: solos mais desenvolvidos cores avermelhadas c) Áreas mais baixas, próximas a riachos menos desenvolvidos solos + acinzentados
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38 TEMPO -mais passivo: não adiciona, não exporta e nem gera energia -sistema solo é dinâmico: varia com transformações, transporte, adiç ões e perdas -planícies aluvionais : ainda recebem material (recente) -planaltos (Brasil Central): velhas superfícies de aplainamento -idade (cronologia) versus maturidade (evolução) *idade: anos transcorridos desde o in ício *maturidade: evolu ção manifestada pelos atributos
39 Neossolo Cambissolo Argissolo Espessura x Tempo -Solos jovens = mais rasos X Solos mais velhos = mais profundos
40 = 4,5 cm a cada 100 anos
41 Tempo Zero da formação do solo? -deposição de sedimentos nas várzeas de rios; -cataclismos derrame de larvas ou cinzas; -desbarrancamento súbito remoção do regolito de uma encosta íngreme e exposição da rocha ou saprolito; - Musgos e líquens começam a se desenvolver sobre uma delgada camada de rocha decomposta = estágio inicial de formação do solo
42 Fortaleza de Kamenetz,, na Ucrânia Construção: 1362 Abandono: blocos de Rocha Calcária começaram a se decompor sem ação do homem Vegetais começam a crescer, dando início à formação de um solo Insvestigação: 1930, Akimtzev investigou o solo formado no topo de uma das torres comparando-o com os solos da redondeza, derivados tb de rochas calcárias. Conclusão: solos da torre idênticos aos solos dos arredores do forte Supondo não ter ocorrido depósito de poeira no local, um perfil de profundidade média de 30 cm formou-se ali.
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