CÓDIGO PENAL CÓDIGO DE PROCESSO PENAL
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- Luiz Belo Sacramento
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1 LEI E PROCESSO CÓDIGO PENAL CÓDIGO DE PROCESSO PENAL ª Edição Actualização nº 3
2 CÓDIGO PENAL CÓDIGO DE PROCESSO PENAL Actualização nº 3 ORGANIZAÇÃO BDJUR BASE DE DADOS JURÍDICA EDITOR EDIÇÕES ALMEDINA, S.A. Rua Fernandes Tomás nºs 76, 78, Coimbra Tel.: Fax: [email protected] ISBN ORIGINAL Agosto, 2015 PÁGINA INTERNET DO LIVRO
3 ATUALIZAÇÃO Nº 3 Atualizações ao Código Penal decorrentes da Lei nº 103/2015, de 24 de agosto: Na página 20, o nº 4 do artigo 53º passa a ter a seguinte redação: 4 O regime de prova é também sempre ordenado quando o agente seja con - denado pela prática de crime previsto nos artigos 163º a 176º-A, cuja vítima seja menor. Na página 21, o nº 4 do artigo 54º passa a ter a seguinte redação: 4 Nos casos previstos no nº 4 do artigo anterior, o regime de prova deve visar em particular a prevenção da reincidência, devendo para o efeito incluir sempre o acompanhamento técnico do condenado que se mostre necessário, designadamente através da frequência de programas de reabilitação para agressores sexuais de crianças e jovens. Na página 26 são aditados os artigos 69º-B e 69º-C, com a seguinte redação: ARTIGO 69º-B Proibição do exercício de funções por crimes contra a autodeterminação sexual e a liberdade sexual 1 Pode ser condenado na proibição de exercer profissão, emprego, funções ou atividades, públicas ou privadas, ainda que não remuneradas, cujo exercício envolva contacto regular com menores, por um período fixado entre dois a 20 anos, atenta a concreta gravidade do facto e a sua conexão com a função exercida pelo agente, quem for punido por crime previsto nos artigos 163º a 176º-A, quando a vítima não seja menor. 2 É condenado na proibição de exercer profissão, emprego, funções ou atividades, públicas ou privadas, cujo exercício envolva contacto regular com menores, por um período fixado entre cinco e 20 anos, quem for punido por crime previsto nos artigos 163º a 176º-A, quando a vítima seja menor. 3
4 CÓDIGO PENAL/CÓDIGO DE PROCESSO PENAL 3 É condenado na proibição de exercer funções ou atividades públicas ou privadas, ainda que não remuneradas, nos estabelecimentos previstos no nº 1 do artigo 166º, por um período fixado entre cinco e 20 anos, quem for punido por crime previsto no artigo 166º ARTIGO 69º-C Proibição de confiança de menores e inibição de responsabilidades pa rentais 1 Pode ser condenado na proibição de assumir a confiança de menor, em especial a adoção, tutela, curatela, acolhimento familiar, apadrinhamento civil, entrega, guarda ou confiança de menores, por um período fixado entre dois e 20 anos, atenta a concreta gravidade do fato e a sua conexão com a função exercida pelo agente, quem for punido por crime previsto nos artigos 163º a 176º-A, quando a vítima não seja menor. 2 É condenado na proibição de assumir a confiança de menor, em especial a adoção, tutela, curatela, acolhimento familiar, apadrinhamento civil, entrega, guarda ou confiança de menores, por um período fixado entre cinco e 20 anos, quem for punido por crime previsto nos artigos 163º a 176º-A, quando a vítima seja menor. 3 É condenado na inibição do exercício de responsabilidades parentais, por um período fixado entre cinco e 20 anos, quem for punido por crime previsto nos artigos 163º a 176º-A, praticado contra descendente do agente, do seu cônjuge ou de pessoa com quem o agente mantenha relação análoga à dos cônjuges. 4 Aplica-se o disposto nos nºs 1 e 2 relativamente às relações já constituídas. Na página 62, a al. c) do nº 3 e o nº 5 do artigo 171º passam a ter a seguinte redação: c) Aliciar menor de 14 anos a assistir a abusos sexuais ou a atividades sexuais; (...) 5 A tentativa é punível. Na página 62, os nºs 3 e 4 do artigo 172º passam a ter a seguinte redação: 3 Quem praticar os atos descritos no número anterior com intenção lucrativa é punido com pena de prisão até 5 anos. 4 A tentativa é punível. Na página 62, o artigo 173º passa a ter a seguinte redação: 1 Quem, sendo maior, praticar ato sexual de relevo com menor entre 14 e 16 anos, ou levar a que ele seja praticado por este com outrem, abusando da sua inexperiência, é punido com pena de prisão até 2 anos. 2 Se o ato sexual de relevo consistir em cópula, coito oral, coito anal ou introdução vaginal ou anal de partes do corpo ou objetos, o agente é punido com pena de prisão até 3 anos. 3 A tentativa é punível. 4
5 CÓDIGO PENAL/CÓDIGO DE PROCESSO PENAL Na página 62, os nºs 1 e 2 do artigo 174º passam a ter a seguinte redação: 1 Quem, sendo maior, praticar ato sexual de relevo com menor entre 14 e 18 anos, mediante pagamento ou outra contrapartida, é punido com pena de prisão até 2 anos. 2 Se o ato sexual de relevo consistir em cópula, coito oral, coito anal ou introdução vaginal ou anal de partes do corpo ou objetos, o agente é punido com pena de prisão até 3 anos. Na página 62, o nº 1 do artigo 175º passa a ter a seguinte redação: 1 Quem fomentar, favorecer ou facilitar o exercício da prostituição de menor ou aliciar menor para esse fim é punido com pena de prisão de 1 a 8 anos. Na página 63, os nºs 3 a 8 do artigo 176º passam a ter a seguinte redação: 3 Quem praticar os atos descritos nas alíneas a) e b) do nº 1 recorrendo a violência ou ameaça grave é punido com pena de prisão de 1 a 8 anos. 4 Quem praticar os actos descritos nas alíneas c) e d) do nº 1 utilizando material pornográfico com representação realista de menor é punido com pena de prisão até dois anos. 5 Quem, intencionalmente, adquirir, detiver, aceder, obtiver ou facilitar o acesso, através de sistema informático ou qualquer outro meio aos materiais referidos na alínea b) do nº 1 é punido com pena de prisão até 2 anos. 6 Quem, presencialmente ou através de sistema informático ou qualquer outro meio, sendo maior, assistir ou facilitar acesso a espetáculo pornográfico envolvendo a participação de menores de 16 anos de idade é punido com pena de prisão até 3 anos. 7 Quem praticar os atos descritos nos nºs 5 e 6 com intenção lucrativa é punido com pena de prisão até 5 anos. 8 A tentativa é punível. Na página 63 é aditado o artigo 176º-A, com a seguinte redação: ARTIGO 176º-A Aliciamento de menores para fins sexuais 1 Quem, sendo maior, por meio de tecnologias de informação e de comunicação, aliciar menor, para encontro visando a prática de quaisquer dos atos compreendidos nos nºs 1 e 2 do artigo 171º e nas alíneas a), b) e c) do nº 1 do artigo anterior, é punido com pena de prisão até 1 ano. 2 Se esse aliciamento for seguido de atos materiais conducentes ao encontro, o agente é punido com pena de prisão até 2 anos. Nas páginas 63 e 64, a al. b) do nº 1 e os nºs 4 a 8 do artigo 177º passam a ter a seguinte redação: 1 ( ) 5
6 CÓDIGO PENAL/CÓDIGO DE PROCESSO PENAL b) Se encontrar numa relação familiar, de coabitação, de tutela ou curatela, ou de dependência hierárquica, económica ou de trabalho do agente e o crime for praticado com aproveitamento desta relação. ( ) 4 As penas previstas nos artigos 163º a 168º e 171º a 175º, nos nºs 1 e 2 do artigo 176º e no artigo 176º-A são agravadas de um terço, nos seus limites mínimo e máximo, se o crime for cometido conjuntamente por duas ou mais pessoas. 5 As penas previstas nos artigos 163º a 168º e 171º a 174º são agravadas de metade, nos seus limites mínimo e máximo, se dos comportamentos aí descritos resultar gravidez, ofensa à integridade física grave, transmissão de agente patogénico que crie perigo para a vida, suicídio ou morte da vítima. 6 As penas previstas nos artigos 163º a 165º, 168º, 174º, 175º e no nº 1 do artigo 176º são agravadas de um terço, nos seus limites mínimo e máximo, se a vítima for menor de 16 anos. 7 As penas previstas nos artigos 163º a 165º, 168º, 174º, 175º e no nº 1 do artigo 176º são agravadas de metade, nos seus limites mínimo e máximo, se a vítima for menor de 14 anos. 8 Se no mesmo comportamento concorrerem mais do que uma das circunstâncias referidas nos números anteriores só é considerada para efeito de determinação da pena aplicável a que tiver efeito agravante mais forte, sendo a outra ou outras valoradas na medida da pena. Na página 64 é revogado o artigo 179º: ARTIGO 179º Inibição do poder paternal e proibição do exercício de funções (Revogado pela Lei nº 103/2015, de 24-08) 6
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