1. SISTEMAS SOLARES TÉRMICOS
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- Maria de Fátima Isabella Palmeira Caldas
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1 35088-(36) Diário da República, 2.ª série N.º de dezembro de 2013 Despacho (extrato) n.º H/2013 Nos termos e para os efeitos do Decreto -Lei n.º 118/2013, de 20 de agosto e respetiva regulamentação, o presente despacho procede à publicação das regras de quantificação e contabilização do contributo de sistemas para aproveitamento de fontes de energia renováveis, de acordo com o tipo de sistema: 1. SISTEMAS SOLARES TÉRMICOS A energia produzida pelo sistema solar térmico, deve ser determinada com recurso à versão em vigor do programa Solterm do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG) ou outra ferramenta que utilize metodologia de cálculo equivalente que permita, quando aplicável, quantificar essa energia para diversos usos, devidamente validada por entidade competente designada para o efeito pelo ministério responsável pela área da energia. 2. SISTEMAS SOLARES FOTOVOLTAICOS 1 A energia produzida pelo sistema solar fotovoltaico, deve ser determinada com recurso à versão em vigor do programa Solterm do LNEG ou outra ferramenta que utilize metodologia de cálculo equivalente, devidamente validada por entidade competente designada para o efeito pelo ministério responsável pela área da energia. 2 - Nos casos em que o sistema fotovoltaico esteja associado a várias frações, a contribuição renovável para cada uma das frações autónomas deverá ser repartida em função da sua permilagem. 3. SISTEMAS EÓLICOS 1 - A determinação da energia produzida por um aerogerador deverá ser efetuada através do somatório do produto entre a curva de potência do aerogerador e a função de distribuição por classes da velocidade do vento para o local em questão: [kwh/ano] (1) i - Classes de vento, em intervalos não superiores a 1 m/s - Potência média do aeroi - Número i, [h] 2 - Em alternativa ao número anterior, e sempre que não se disponha da caracterização detalhada do vento por distribuição de classes poderá, em regiões no exterior do perímetro
2 Diário da República, 2.ª série N.º de dezembro de (37) urbano, a produção de energia elétrica decorrente de microgeradores eólicos ser determinada utilizando o mapeamento do potencial eólico recorrendo ao número de horas anuais equivalentes à potência nominal (NEPs) que, para efeito de cálculo no presente regulamento, podem ser consultadas no sítio da internet do LNEG para as cotas de 10 e 20 m. Os valores de produção para cotas intermédias poderão ser interpolados linearmente. Na ausência de caracterização experimental, para cotas abaixo de 10 m, assumir-se-ão os valores de 10 m e, para cotas acima de 20 m, assumir-se-ão os dados disponibilizados para 20 m. 3 - Para as zonas no interior dos perímetros urbanos e na ausência de dados experimentais do vento ou de cálculos numéricos detalhados com programa de simulação de escoamentos (CFD), dever-se-á assumir como valor máximo, um número de horas anuais equivalentes de 750 horas. 4 Para as situações descritas nos números 2 e 3 e para qualquer região de Portugal Continental, a estimativa da energia a produzir anualmente será efetuada através da expressão: [kwh/ano] (2) - Horas anuais equivalentes à P nom, [h.ano] - Potência nominal da turbina [W] 5 - Nos casos em que o sistema eólico esteja associado a várias frações, a contribuição renovável para cada uma das frações autónomas deverá ser repartida em função da sua permilagem. 4. BIOMASSA 1 - A contribuição de um sistema de queima de biomassa sólida, quando utilizado para climatização, é determinada pela expressão: [kwh/ano] (3) - Parcela das necessidades de energia para aquecimento supridas pelo(s) sistema(s) a biomassa; k - Eficiência do sistema a biomassa; - Área interior útil de pavimento, [m 2 ]; - Necessidades nominais anuais de energia útil para aquecimento, [kwh/m 2.ano].
3 35088-(38) Diário da República, 2.ª série N.º de dezembro de Para efeitos do número anterior, a parcela das necessidades de energia para aquecimento supridas pelo sistema a biomassa, deve ser estimada em função da área dos compartimentos servidos pelo sistema a biomassa e da área interior útil de pavimento, conforme a seguinte expressão: (4) - Área dos compartimentos servidos pelo sistema a biomassa, [m 2 ]; - Área interior útil de pavimento, [m 2 ]. 3 Quando utilizado para águas quentes sanitárias (AQS), a contribuição de um sistema de queima a biomassa sólida é determinada pela expressão: [kwh/ano] (5) - Parcela das necessidades de energia para AQS supridas pelo sistema a biomassa; k - Eficiência do sistema a biomassa; Q a - Necessidades de energia útil para preparação de AQS [kwh/ano] 4 No caso de sistemas com dupla função (AQS e aquecimento ambiente), a contribuição de um sistema de queima de biomassa sólida, é função da localização da instalação do equipamento, conforme a seguinte expressão: - Toma o valor de 1, exceto quando o sistema for instalado num espaço interior útil do edifício ou fração e condiciona o ambiente do mesmo, tomando, nesses casos, o valor de M/12, em que M é a duração da estação de aquecimento em meses.
4 Diário da República, 2.ª série N.º de dezembro de (39) 5. GEOTERMIA 1 - A contribuição de um sistema de aproveitamento de energia geotérmica para a preparação de AQS é determinada pela expressão: [kwh/ano] (6) em que : - Caudal de água do circuito secundário do permutador de calor sendo que nas situações de inexistência de permutador, deverá ser considerado o caudal fornecido pelo aquífero termal [kg/h]; - Período de tempo médio diário de consumo de fluido geotérmico, [h] que não pode exceder o que seria necessário para assegurar plenamente as necessidades médias diárias de energia para AQS; - Total anual de dias com necessidades de energia para AQS; - Calor específico do fluido geotérmico, [J/(kg.K)], sendo que na ausência de medições para o fluido geotérmico particular utilizado, assume-se por defeito o valor constante de 4187 J/(kg.K); - Rendimento nominal do permutador, que toma o valor de 1 nas situações em que não haja circuito secundário; - Temperatura do fluido primário, procedente do aquífero termal, à entrada do permutador [ C]; - Temperatura do fluido secundário, procedente da rede de abastecimento, à entrada do permutador [ C], sendo igual a 15 C, excetuando casos justificados e aceites pelo SCE. 2 Já para os sistemas de aproveitamento de energia geotérmica para aquecimento ambiente, a respetiva contribuição será determinada pelas seguintes expressões: [kwh/ano] (7) - Período de tempo médio diário de consumo de fluido geotérmico, [h], sendo que não pode exceder o que seria necessário para assegurar plenamente as necessidades médias diárias de energia para aquecimento ambiente; - Total anual de dias com necessidades de energia para aquecimento ambiente; - Temperatura do fluido secundário, procedente do sistema de aquecimento ambiente, à entrada do permutador ( C).
5 35088-(40) Diário da República, 2.ª série N.º de dezembro de MINI-HÍDRICA A contribuição de um sistema de produção de energia elétrica com base em minihídricas de açude é determinada pela expressão: [kwh/ano] (8) Em que: - Rendimento da turbina - Rendimento do gerador - Caudal médio em funcionamento [m 3 /s] - Altura média anual da queda de água [m] - Perdas hidráulicas médias friccionais [m] - Perdas hidráulicas médias de saída [m] - Massa volúmica da água (kg/m 3 ) - Período total anual de funcionamento [horas] 7. AEROTÉRMICA E GEOTÉRMICA (BOMBAS DE CALOR) 1 A contribuição renovável de sistemas deste tipo deve ser calculada em conformidade com o definido no Anexo VII da Diretiva 2009/28/CE: [kwh/ano] (9) - Total de calor utilizável estimado produzido por bombas de calor conformes aos critérios referidos no número 4 do artigo 5.º da Diretiva 2009/28/CE [kwh]; - Fator médio de desempenho sazonal estimado para as referidas bombas de calor, conforme Diretiva 2009/28/CE. 2 Apenas poderá ser considerado o contributo de energia renovável de bombas de calor para as quais > eletricidade e o consumo de energia primária para a produção de eletricidade, sendo calculado enquanto média da UE com base em dados do Eurostat. 3 A forma como devem ser estimados os valores de e de serão objeto de Despacho por parte do Diretor Geral de Energia e Geologia. 2 de dezembro de O Diretor -Geral, Pedro Henriques Gomes Cabral
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