INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA NO MÉXICO
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- Irene Igrejas Galindo
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1 ÁREA DE OPERAÇÕES INDUSTRIAIS 2 - AO2 GERÊNCIA SETORIAL DO COMPLEXO AUTOMOTIVO Data: Agosto/2 N o 34 INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA NO MÉXICO O Brasil vem procurando ampliar os mercados para exportação e, o México é um dos países, entre os quais, buscou estabelecer um acordo comercial, com a redução de tarifas de importação em ambos os países. O México tem uma indústria automobilística que produziu 1,5 milhão de veículos em 1999, maior volume até então alcançado, e, que vem se beneficiando do crescimento da economia americana. Os carros representam 65% da produção total embora comerciais leves tenham crescido, significativamente, após a entrada do país no Nafta, registrando uma participação significativa, em torno de 32%, atualmente. Desde o ingresso do país no Nafta, a sua indústria vem passando por uma racionalização da produção com a redução do número de modelos e plataformas produzidas e alcançando maiores escalas de produção. Houve uma retomada dos investimentos na indústria e o aumento da capacidade produtiva existente. Há ainda investimentos previstos que irão levar à produção de novos modelos como por exemplo, aqueles da Nissan (Sentra) e Renault, Chrysler (PT Cruiser), Ford (Focus). A produção tem sido superior à demanda interna conforme Gráfico 1. Gráfico 1 Evolução de Produção e Vendas 2. mil unidades Produção Vendas As vendas retomaram crescimento a partir de 1996, após queda para 115 mil unidades em 1995, devido, sobretudo, à exportação. O mercado interno cresceu também nesse período e, em 1999, as vendas alcançaram 76 mil unidades. O México, porém, defronta-se com dificuldades para alavancar o consumo interno em função de taxas de juros elevadas e pouco crédito, além de parte da população em faixas baixas de renda.
2 Gráfico 2 Vendas de Veículos Brasil e México 25 mil unidades México Brasil Gráfico 3 Produção de Veículos - Brasil e México 2.5 mil unidades México Brasil Comparando-se o comportamento desta indústria com a brasileira, observa-se que enquanto, no Brasil, ocorreu a redução de venda e produção de 36% e 35%, respectivamente, no período , no México registrou-se crescimento de 4% e 13% para venda e produção, respectivamente. No Brasil, o principal foco é o mercado interno. Diferentemente, no México, a produção é voltada para atender o mercado externo, em especial o americano. Assim como no Brasil, os carros pequenos são aqueles de maior participação de vendas no mercado, em torno de 5%. As empresas que não ofertam esse tipo de produto, como Ford e Chrysler, vêm tendo uma participação menor no mercado interno. Como na maioria dos países em desenvolvimento, esse segmento vem crescendo no México devendo alcançar maior participação. Similarmente ao Brasil, as vendas de carros de luxo (7% das vendas de carros) estão crescentemente sendo atendidas por importações.
3 A integração do México ao Nafta, também, significou aumento das importações e das exportações. Com a racionalização da produção e especialização das plantas na região do Nafta, o número de modelos e plataformas foi reduzido, determinados modelos não são mais produzidos no país e muitos são dirigidos à exportação. Especialmente no caso das montadoras americanas, a política de produção é voltada para aquele mercado. A General Motors, no entanto, é a mais focada no país e produz modelo que atende ao mercado interno. Em 1999, 44% da produção dessa empresa foi exportada, contra 78% da Chrysler e 9% da Ford. Alguns fabricantes, no entanto, não americanos estão escolhendo o México como local para seus novos produtos e ganhando participação de mercado, como Volkswagen (Beetle) e Nissan (Sentra). Gráfico 4 Vendas de Carros 1999 VW 27% Nissan 23% Outros 1% Honda 4% Chrysler 1% Ford 1% GM 25% Gráfico 5 Vendas de Comerciais Leves 1999 Chrysler 2% Nissan 17% VW 3% Outros % Ford 31% GM 29% Ao mesmo tempo, que grande parte da produção é destinada à exportação, as empresas vêm importando volumes significativos. Dessa forma, a balança comercial do México foi alterada, pois com o crescimento das importações, o superávit comercial desapareceu. No final de 1998, as importações atingiram 75, mil unidades e, em 1999, 133,5 mil unidades, alcançando 28,7% de participação das vendas de carros. A especialização das plantas e a não fabricação de modelos voltados para o mercado interno poderão resultar na continuação do crescimento dos níveis de importação, à medida que os fabricantes ofereçam uma linha ampla de produtos.
4 TABELA 1 Participação das Importações nas Vendas Carros 16% 15% 17% 29% Comerciais leves 45% 49% 57% 55% TABELA 2 Importação de Comerciais Leves por Empresa Venda Importação % GM Ford Chrysler VW Nissan Outros TABELA 3 Importação de Carros por Empresa Vendas Importação Imp/venda% Audi 1.728, 1.728, 1 BMW 2.524, , Chrysler , 27.23, 57 Ford , 32.64, 69 GM , , 13 Honda , 1.461, 56 Mercedes 2.532, 71 Benz 1.89, Nissan , , Volkswagen , 36.98, 31 Total 463.7, , 29
5 As exportações também cresceram, à medida que as montadoras voltaram as fábricas do país para exportação. Em 1986, 21% da produção foram exportadas e, em 1996, 8%. Nos anos seguintes, como o mercado mexicano cresceu, a participação foi em torno de 67%, porém em termos de volume, tem-se mantido próximo a um milhão de unidades, desde As exportações destinam-se, sobretudo, ao mercado norte-americano, em torno de 91%. A América do Sul tem tido um representação baixa, cerca de 5,5%, em 1998, observando-se a redução dessa participação, que chegou a atingir cerca de 8,4% em 1991 e Do total destinado à América do Sul, a grande maioria destina-se a países que não o Brasil e Argentina, que representavam 1%, cada. Para incrementar suas exportações e reduzir sua dependência dos Estados Unidos, o México vem realizando diversos acordos bilaterais de comércio com a redução de tarifas. Gráfico 6 Evolução da Produção e Exportação mil unid Produção Exportação Exportação Produção Com a criação do Nafta, em 1994, as tarifas começaram a declinar, com a meta de eliminação de bar-reiras de comércio na América do Norte em um período de 1 anos. A tarifa de comerciais leves foi já eliminada em 1999, enquanto aquelas de carros e de comerciais pesados estão em 3,3% e 6%, respectivamente. Em 23 todas as tarifas serão zero, porém aquela sobre produtos provenientes de países fora do bloco será mantida em 2%. Estão também previstos índices crescentes de conteúdo regional, que, em 23, deverão atingir 62,5% e 6% para veículos leves e pesados, respectivamente, assim como relações entre exportações e importações. O país estabeleceu acordos com vários países como Israel, Guatemala, Honduras, Chile, Argentina, entre outros, porém, destaca-se o recente acordo firmado com a União Européia, em que está prevista a redução gradativa de tarifa de importação, passando de 3,3% em 2, para zero, em 23. Com esse acordo espera-se também a entrada de novos fabricantes no México, principalmente, com modelos focados no mercado interno. A indústria no Brasil vem procurando expandir suas vendas externas e, nesse sentido, foi assinado um acordo com o México, que substitui as tarifas atualmente praticadas nos respectivos blocos, quais sejam, de 2% e 35%, por 8%. Os pontos principais são apresentados a seguir:
6 Regras conteúdo local Acordo Brasil - México para o México, 18% de conteúdo binacional para o Brasil, 6% de conteúdo local cota de exportaçõ es cada país poderá exportar 4. no primeiro ano e 5. no segundo, de veículos leves; veículos não exportados na cota do segundo ano poderão ser transferidos para o terceiro ano tarifas 8% prazo de duração 2 anos Em relação ao setor automobilístico, 6% das exportações de carros e 5% de comerciais leves destinaramse ao México, em 1998, porém já se registrou crescimento em 1999, alcançando US$ 217 milhões, cerca de 93% superior ao valor de Em relação a autopeças, verifica-se também o aumento de participação de exportações e importações como pode ser visto na tabela a seguir. TABELA 4 Comércio de Autopeças do Brasil e México (US$ milhão) Exportação 174,4 181,8 185,2 % s/ total 4,3 4,3 5,2 Importação 73,2 72,8 78,9 % s/ total 1,6 1,7 2,1 Os acordos, além de propiciarem aumento de exportações e importações, têm impactos sobre as estratégias de racionalização da produção das montadoras, aumentando a disputa pelos investimentos de instalação de novas linhas de produção. O recente acordo do México com a União Européia também poderá impactar o desempenho da indústria instalada no Brasil tanto no que se refere à exportação como à produ-ção de novos modelos. Ficha Técnica: Angela Maria M. M. Santos Gerente Setorial Caio Marcio M. Pinhão engenheiro Lorenza C. Croesy Estagiária de economia
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