ORDEM DOS ENGENHEIROS
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- Benedicto Bastos Ferreira
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1 ORDEM DOS ENGENHEIROS RECONHECIMENTO DE COMPETÊNCIAS PARA A ELABORAÇÃO E SUBSCRIÇÃO DE PROJETOS DE CONDICIONAMENTO ACÚSTICO DE EDIFÍCIOS 1. Introdução De acordo com o disposto no nº 2 do artº 3 do Regulamento dos Requisitos Acústicos dos Edifícios, republicado pelo Decreto-Lei nº 96/2008, incumbe às ordens ou associações profissionais, o reconhecimento das qualificações dos seus membros na área da acústica de edifícios, adequadas à elaboração e subscrição dos projetos de condicionamento acústico. Por proposta da comissão executiva da especialização em engenharia acústica, foi aprovado em Conselho Diretivo Nacional em abril 2014, o estabelecimento de quatro categorias de edifícios, para efeitos da elaboração e subscrição de projetos acústicos. Em decorrência e igualmente por proposta da especialização em engenharia acústica, foram aprovados em outubro 2015, os critérios aplicáveis ao reconhecimento de competências necessárias à elaboração e subscrição dos projetos de cada categoria. O presente documento descreve este processo de reconhecimento de competências, bem como o procedimento operacional para a sua aplicação. 2. Procedimento e pressupostos no processo de reconhecimento de competências O reconhecimento da habilitação para a elaboração e subscrição de projetos de condicionamento acústico é consagrado pela emissão de uma declaração pela Ordem dos Engenheiros que atesta essa capacidade técnica. Para tal o candidato deve apresentar o pedido de emissão desta declaração, identificando a categoria de edifícios cujos projetos pretende elaborar ou subscrever e incluindo os elementos adiante indicados no capítulo elementos instrutórios. Os pressupostos para o reconhecimento de competências associadas às diversas categorias de edifícios, são os seguintes: Categoria I: Atribuição automática aos engenheiros civis e engenheiros civis estagiários com o mínimo de um ano de experiência
2 Engenheiros de outros colégios deverão submeter o pedido de acordo com o indicado adiante, no capítulo elementos instrutórios. Categoria II: Atribuição automática, durante um ano após a entrada em vigor dos novos critérios de qualificação, aos membros até agora habilitados à elaboração e subscrição de projetos de condicionamento acústico. Nas restantes situações, deverão submeter o pedido de acordo com o indicado adiante, no capítulo elementos instrutórios. Categoria III: Os membros deverão possuir nível de qualificação profissional de membro sénior ou conselheiro e deverão submeter o pedido de acordo com o indicado adiante, no capítulo elementos instrutórios. Categoria IV: Deverão submeter o pedido de outorga do título de especialista em engenharia acústica, observando o disposto no Regulamento das Especializações. 3. Elementos Instrutórios Para os edifícios das categorias I, II e III o candidato deverá submeter os seguintes elementos: Requerimento com indicação da categoria de edifícios, cujos projectos pretende realizar; Curriculum académico incluindo evidências documentais das habilitações e explicitação dos conteúdos programáticos de cursos ou formações na área da Acústica de Edifícios; Curriculum profissional que evidencie atividade profissional na área da Acústica de Edifícios; Dois ou mais projetos da categoria a que se pretende habilitar, elaborados por si ou em que tenha tido colaboração relevante e atestada por subscritor habilitado para a elaboração e subscrição de projetos de condicionamento acústico. Para os edifícios da categoria IV, que são realizados por membros especialistas em engenharia acústica, aplica-se o disposto no Regulamento das Especializações.
3 4. Critérios de reconhecimento de competências para a subscrição de projetos de condicionamento acústico de edifícios O reconhecimento de competências nas várias categorias, a atestar pela Ordem, requer parecer favorável emitido pela comissão executiva da especialização em Engenharia Acústica, baseado na constatação de evidências documentais das componentes formativa e profissional do processo apresentado pelo candidato. O reconhecimento destas competências baseia-se fundamentalmente nos seguintes critérios: Categoria I: Evidência de domínio do tema de isolamento de fachadas aos sons de condução aérea. Categoria II: Evidência de domínio das seguintes áreas de acústica de edifícios: Isolamento de fachadas aos sons de condução aérea; Isolamento sonoro entre compartimentos, em ambas as componentes aérea e de percussão, incluindo transmissões por flanco; Ruído de equipamentos de edifícios correntes; Tempo de reverberação em recintos correntes; Ruído ambiente e fenomenologia da propagação sonora em meio exterior (fontes pontuais). Categoria III: Evidência de domínio das seguintes áreas de acústica de edifícios: Isolamento aos sons de condução aérea de fachadas; Isolamento sonoro entre compartimentos, em ambas as componentes aérea e de percussão, incluindo transmissões por flanco; Ruído de equipamentos de edifícios, nas componentes aérea, estrutural e de condução guiada; Conformação acústica interior de recintos correntes e outros; Ruído ambiente e fenomenologia da propagação sonora em meio exterior (fontes pontuais, lineares e de superfície). Categoria IV: Aplica-se o disposto no Regulamento das Especializações.
4 ANEXO Categorias de edifícios aprovadas pelo CDN de abril de 2014, para efeitos da subscrição de projetos de condicionamento acústico.
5 Categoria I: Moradias unifamiliares isoladas. Categoria II: Edifícios escolares (creches, jardins de infância e escolas do ensino básico); Centros de saúde e clínicas hospitalares; Estações de transporte de passageiros, sem sonorização dirigida ao público. Categoria III: Edifícios escolares (creches, jardins de infância e escolas do ensino básico, ensino secundário, ensino superior ou equivalente); Centros de saúde, clínicas hospitalares e hospitais; Estações de transporte de passageiros, com ou sem sonorização dirigida ao público; Edifícios de serviços e hoteleiros; Recintos desportivos; Auditórios, salas de espetáculo e igrejas, até 200 lugares. Categoria IV: Edifícios escolares (creches, jardins de infância e escolas do ensino básico, ensino secundário, ensino superior ou equivalente e escolas de música); Centros de saúde, clínicas hospitalares e hospitais; Estações de transporte de passageiros, com ou sem sonorização dirigida ao público; Edifícios de serviços e hoteleiros; Recintos desportivos; Auditórios, salas de espetáculo e igrejas; Estúdios de gravação.
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