VoIP Características e Estado da Arte
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- Vagner Pedroso Santos
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1 Mestrado em Redes e Serviços de Comunicação Trabalho para a disciplina de Serviços Multimédia VoIP Características e Estado da Arte Paulo Cardoso e Vitor Cardoso Porto, 12 de Julho de 2004
2 RESUMO A popularidade da Internet como meio de transmissão a baixo custo tem despertado o interesse por tecnologias para a comunicação de voz utilizando o protocolo IP (Internet Protocol). Este trabalho visa fazer um estudo profundo sobre a tecnologia VoIP, suas características, vantagens e desvantagens e analisar algumas soluções existentes no mercado.
3 Índice 1 Introdução 1 2 A Evolução da Telefonia 3 3 Convergência de voz e dados Introdução VoIP ou ToIP? Voz Voice over IP VoIP TCP/IP H Codificadores 19 4 Protocolos RTP - Real-Time Transport Protocol RTCP Real Time Control Protocol RSVP ReSource reservation Protocol RTSP - Real-Time Streaming Protocol SIP - Session Initiation Protocol 27 5 Estado da arte Introdução Vantagens e Desvantagens Algumas soluções existentes no mercado IP Reflexes Alcatel Cisco Skype 34 6 Conclusão 35 7 Referências 35
4 Lista de figuras Figura 1 Cabeçalho TCP 9 Figura 2 Cabeçalho UDP 11 Figura 3 Arquitectura protocolar do H Figura 4 Sinalização via Gatekeeper 16 Figura 5 Sinalização directa 16 Figura 6 Protocolo RTP 20 Figura 7 Processo de reserva num nó do caminho do fluxo de dados 26 Figura 8 Interacção do SIP com outros protocolos 28 Figura 9 Esquema da possível utilização do IP Enabler 32 Figura 10 Cisco 7970G 33 Figura 11 Equipamento VoiP Nortel - i Figura 12 Interface do Skype 34
5 1 Introdução A telefonia pública, conhecida como Public Switched Telefone Network (PSTN) ou Rede Telefónica Pública Comutada, é uma das maiores redes mundialmente conhecidas, senão a maior. Esta tecnologia é eficiente, mas antiga, pois foi projectada para a comunicação em tempo real de voz síncrona com Qualidade de Serviço (Quality of Service - QoS) garantida. Quando uma chamada telefónica é iniciada é estabelecido um circuito reservado full-duplex restrito a dois interlocutores. Assim que a chamada é finalizada esse circuito reservado é destruído e a linha fica novamente livre para outras comunicações. Contudo, e com a evolução das novas tecnologias, mais concretamente com a Internet, novas portas se abriram e o modo de comunicar começa a ser visto de uma forma diametralmente oposta. O método básico para comunicação telefónica é estabelecer um circuito entre dois assinantes: isto ainda se faz hoje na maioria das ligações tradicionais. O utilizador de telefone convencional está habituado a uma rotina de marcação: levantar o telefone, ouvir o sinal de marcar, digitar o número do destinatário, ouvir a chamar e só então falar. Apesar da telefonia ter evoluído para circuitos digitais e multiplexados, a presença do circuito é indispensável na comunicação. Na telefonia o utilizador é conhecido sempre por assinante. Com a utilização de redes de pacotes para tráfego de voz elimina-se a necessidade da presença de um circuito. Dentro destes conceitos, a voz é empacotada e transmitida em redes de computadores juntamente com os dados. As soluções baseadas em Internet Protocol (IP) têm sido propostas em substituição aos modelos de telefonia convencional, com inúmeras vantagens daí resultantes. Alguns especialistas afirmam que o tráfico de dados superará o tráfico de voz, se já não ultrapassou. Actualmente, as empresas estão a avaliar o transporte de voz sobre as redes IP para reduzirem os custos de telefonia e fax, com a vantagem da utilização de aplicações multimédia avançadas. Os serviços de transmissão de voz sobre redes IP oferecem alta qualidade e podem ser integrados aos serviços de dados e vídeo, tornando realidade a convergência dos serviços. A tecnologia de voz sobre IP (VoIP) está a provar que 1
6 pode ser viável, adopta padrões internacionais e pode ser implementada em escala mundial. O protocolo IP é o utilizado para este processo. A rede que funcionar com esse protocolo poderá transmitir também voz, por isso poderá ser um ponto fundamental na sua escolha. Existem aspectos relacionados com a natureza do sinal de voz que permitem adicionar mecanismos de compressão, por exemplo: distribuição não uniforme de amplitudes, correlação entre amostras sucessivas, correlação entre ciclos sucessivos, factor de inactividade ou percentual de silêncio, densidade espectral média não uniforme confirmando a redundância de informações e densidade espectral instantânea, ou a presença de formatos que se mantêm inalterados durante 20 a 30 ms. Uma possibilidade interessante é a supressão de silêncio. Numa conversação telefónica apenas 40% do tempo o canal voz está activo, ou seja, o utilizador está a falar. Um mecanismo conhecido como Voice Activity Detection (VAD) é usado para perceber a presença do silêncio e removê-la. Para realizar uma chamada são necessários protocolos de controlo e sinalização para executarem algumas tarefas como a localização do utilizador, notificação de chamada, início de transmissão de voz, finalização de transmissão de voz e desconexão. Hoje em dia a arquitectura mais difundida no mercado para transmitir voz sobre Local Area Network (LAN) é o padrão H.323, proposto pela International Telecom Union (ITU-T). Este padrão é uma pilha de protocolos que está direccionada na conexão e controlo da chamada, que são separados da transmissão de conteúdo (voz) entre os computadores. Para a transmissão do fluxo de voz utiliza-se o protocolo do modelo de referência Transmission Control Protocol/Internet Protocol (TCP/IP) chamado Real Time Protocol (RTP). O RTP utiliza o serviço de transporte User Datagram Protocol (UDP) para transmitir os pacotes. O RTP é necessário porque na telefonia IP uma taxa de transmissão constante é fundamental, enquanto que a perda de pacotes pode ser desprezada. 2
7 Uma preocupação desse trabalho é a utilização de tecnologias abertas que se estão a tornar padrão no mercado para não torná-lo dependente de tecnologias proprietárias. Algum software comercial e freeware que fornecem transmissão de voz sobre IP são implementados utilizando o padrão H.323, entre eles o Microsoft NetMeeting e o Nestcape Conference. O RTP é o protocolo padrão para transporte de dados que necessitam de transmissão em tempo real, tais como áudio e vídeo, e pode ser usado por diversos tipos de serviços de media interactivos, tal como a telefonia IP. O protocolo é composto por transmissão de dados e por controlo da chamada de Rede Telefónica Pública Comutada (RTCP). 2 A Evolução da Telefonia A tentativa de transportar áudio em redes de pacotes iniciou-se na década de 70, por Danny Cohen, numa experiência de transmissão de voz em pacotes e em tempo real entre o USC/ISI (University of Southern California/Information Sciences Institute) e o MIT s Lincoln Lab. As amostras de áudio eram comprimidas utilizando o codificador Continuously- Variable Slope Differential (CVSD) e o transporte dos pacotes de áudio era feito com o protocolo Network Voice Protocol (NTV). O primeiro protocolo de Internet para transportar voz em pacotes é formalmente apresentado em 1977 por Danny Cohen. O seu trabalho continuou no melhoramento da qualidade oferecida pela rede de comutação de pacotes em comparação com as redes de comutação de circuitos no que diz respeito a problemas de entrega assíncrona, altas taxas de perda de pacotes, latências elevadas e jitter (variação entre o tempo em que o pacote é esperado e o tempo em que é recebido, isto é, o pacote foi recebido antes ou depois do esperado). Em 1981 R. Cole propõe o protocolo Packet Video Protocol (PVP) para o transporte de vídeo em pacotes. Em 1992, a Internet Engineering Task Force (IETF) realiza a primeira audiocast através da Multicast Backboneon the Internet (MBone), a partir de San Diego. Henning Schulzrinne começa, no mesmo ano, a desenvolver o Real-Time Transport Protocol (RTP), de modo a normalizar uma camada de transporte para 3
8 meios em tempo real, sendo este protocolo publicado em 1995 como IETF Proposed Standard. Depois de transportar dados e áudio em pacotes, apenas faltava o vídeo para completar o transporte dos três elementos essenciais para um ambiente de conferência multimédia em redes de comutação de pacotes. Em 1992, após o IETF ter realizado a primeira difusão de áudio, é realizada a partir de Bóston, através da Mbone, a primeira difusão de áudio e vídeo simultaneamente, utilizando as aplicações vat e DVC respectivamente. Em 1995, Steve McCanne e Van Jacobson desenvolveram a vic, uma aplicação que utiliza o codificador normalizado H.261. Ainda nesse ano surgiu outra aplicação, o CU-SeeMe que foi um dos primeiros protótipos de videoconferência disponíveis na Internet. Inicialmente para MacOs e depois para Windows, este protótipo utilizava um processo responsável pela distribuição de sinais pelos vários intervenientes da conferência. É publicada, em 1996, pela International Telecommunications Union (ITU), a primeira versão da recomendação H.323. Inicialmente projectada para as LANs a H.323 é uma recomendação para a comunicação de áudio, vídeo e dados. Esta recomendação tem como objectivo a definição de protocolos ou a utilização de protocolos já existentes e a definição de procedimentos para as comunicações multimédia. Nesse ano é também prestado pela Delta Three o primeiro serviço comercial de Telefonia sobre IP, seguindo-se a Net2phone, ibasis e Telematrix. Ainda em 1996 a Microsoft lança o seu primeiro sistema de conferência sobre redes de pacotes: o Microsoft NetMeeting v1.0, inicialmente sem vídeo, que foi incorporado meses mais tarde na versão v2.0b2, utilizava os protocolos recentes T.120 para a conferência de dados e H.323 para videoconferência, ambos da ITU. Em Fevereiro de 1999, o protocolo SIP foi aceite como norma, pelo IETF como um protocolo de sinalização para a criação, modificação e finalização de sessões com um ou mais participantes. 4
9 Nos últimos anos, com o estabelecimento da Internet, as primeiras conferências empresariais marcam a transição da utilização de redes de pacotes para o tráfego de voz como experiências de laboratório, para o mundo dos serviços empresariais. A telefonia sobre IP é também designada como Voz sobre IP (VoIP Voice over IP) ou ainda Telefonia sobre Internet (Internet Telephony). 3 Convergência de voz e dados 3.1 Introdução A integração de voz e dados é um tópico largamente discutido no seio das organizações com vista a uma diminuição de custos e à consolidação das infraestruturas de voz e dados. Contudo, ainda prevalece algum cepticismo à mudança. Os sistemas telefónicos baseados em PPCAs, que já demonstraram o seu valor no passado, começam a ser limitados face às novas tecnologias emergentes e aos novos desafios propostos à comunidade empresarial. 3.2 VoIP ou ToIP? A diferença entre Telefonia sobre IP (ToIP) ou Voz sobre IP (VoIP) é mais uma questão de moda do que propriamente conceitos diferentes, pois os primeiros fabricantes que implementaram VoIP, a determinada altura quiseram distinguir-se uns dos outros dizendo que alguns só faziam VoIP e que outros faziam ToIP. Esta distinção faz algum sentido porque as primeiras soluções de VoIP faziam essencialmente a interligação de centrais telefónicas. A voz que saía das centrais telefónicas era transformada em pacotes IP, que eram entregues num ponto remoto num equipamento igual, o qual desempacotava a voz do IP e a entregava à central telefónica. De facto isso é voz sobre IP. A Telefonia sobre IP é mais do que isso, porque não passa apenas voz mas também as facilidades telefónicas (reencaminhamento, chamada em espera, conferência, etc.). A nível de centrais telefónicas, das redes internas, passa a tratar o transporte do sistema de voz completamente em IP. Hoje em dia, essa diferença já se encontra um pouco ultrapassada. Na ToIP partese da rede local da empresa, com uma infra-estrutura determinada segundo os 5
10 casos (tipo de HW que coloca o administrador do sistema, que admita qualidade de serviço, prioridade de pacotes de voz, etc.). Quando alguém levanta o micro dum telefone IP, automaticamente o que faz é enviar dados sobre IP. O switch de dados tem de ser capaz de diferenciar o que são pacotes com dados de voz e de dar-lhes prioridade sobre o resto dos dados que existam. Num ambiente empresarial, a VoIP está controlada porque dá-se prioridade aos pacotes de dados de voz, não obstante, num ambiente de Internet isso não exista. Para se poder realizar VoIP sobre Internet é necessário ter garantida essa prioridade, o que se faz controlando-a com o fornecedor de Internet. 3.3 Voz A conversão humana é uma forma de onda mecânica com frequências principais na faixa que vai de 300 Hz a 3,4 KHz, com alguns padrões de repetição definidos em função do timbre de voz e dos fonemas emitidos durante a conversão. O primeiro problema da telefonia em geral é a reprodução com qualidade da voz humana num terminal à distância. Um ambiente de telefonia totalmente analógico é possível pela transmissão da forma de onda entre os interlocutores através de meio metálico, com possíveis amplificações analógicas. Isto, porém, representa um alto custo pela impossibilidade de se utilizar o meio físico para a transmissão de mais de um canal de conversação. Com o advento da telefonia digital, a voz é codificada em formato digital, que pode ser multiplexado no tempo de forma a compartilhar meios de transmissão. A representação digital de áudio oferece algumas vantagens: alta imunidade a ruído e estabilidade. Podem ser usadas duas formas para a codificação da voz humana: a) baseado na forma de onda; b) baseado nos padrões de voz. A codificação baseada na forma de onda já é utilizada hoje na telefonia convencional para digitalizar a voz, de forma a permitir a multiplexação dos circuitos. A técnica hoje utilizada é conhecida por Pulse Code Modulation (PCM). Os dispositivos responsáveis pela codificação de voz são conhecidos como voice codecs, ou simplesmente vocoders. Estes elementos são responsáveis pela 6
11 codificação da voz num fluxo de bits, possivelmente utilizando técnicas de compressão de voz e supressão de silêncio. 3.4 Voice over IP VoIP Qualquer sistema que transporta voz numa rede de dados utiliza, em condições normais, tecnologias de voz em pacotes. Os sinais analógicos de voz são digitalizados e o fluxo digital resultante é convertido em pacotes standard. Voz sobre IP ou VoIP é uma tecnologia que permite a digitalização e codificação de voz e o empacotamento de dados IP para a sua transmissão numa rede que utilize TCP/IP. Devido ao volume de dados gerado por uma aplicação VoIP, esta tecnologia encontra-se em funcionamento em redes corporativas privadas, mas se a rede base para transporte desta aplicação for a Internet, não é aconselhável que seja utilizada para fins profissionais, pois o TCP/IP não oferece padrões de Qualidade de Serviço (QoS) comprometendo desta forma a qualidade da voz. A qualidade da voz fica dependente do tráfego de dados existentes no momento da conversa. Uma grande diferença entre uma aplicação de dados e uma aplicação de voz é que uma aplicação de voz é sensível ao atraso. Numa rede IP não é possível garantir um atraso constante o que pode tornar uma aplicação de voz em tempo real, como por exemplo, uma ligação telefónica, um serviço de baixa qualidade com a voz entrecortada e muitas vezes inteligível. A tecnologia VoIP é um conceito relativamente simples: transformar voz em mais uma aplicação IP dentro de uma rede de dados que utilize o IP como protocolo de nível de rede. Aliás, esta simplicidade é que permite transmitir dados e voz dentro de uma mesma rede, completamente anárquica e dispersa, a custos relativamente baixos. A grande diferença entre as aplicações de dados, excluindo-se multimédia, e as de voz é a incapacidade de uma rede de oferecer atraso constante a uma aplicação de voz on-line, como é uma ligação telefónica, que causa atrasos indesejáveis para os utilizadores. Na prática, esta limitação introduz voz entrecortada e muitas vezes ininteligível. A capacidade de uma rede em oferecer atrasos constantes é chamada de QoS. 7
12 Existiram, fundamentalmente, três factores importantes que contribuíram para o crescimento da tecnologia de Voz Sobre IP: o desenvolvimento e padronização de protocolos que permitem QoS em redes IP; o desenvolvimento acelerado de métodos de compressão de voz e a explosão da Internet. Independente da tecnologia adoptada, o movimento de integração entre voz e dados na mesma infra-estrutura de rede, já era há alguns anos esperado. As vantagens são claras, pois os custos envolvidos na manutenção de equipas técnicas, infra-estruturas diferenciadas e ligações internacionais são reduzidos com a integração. O aumento do leque de novas aplicações, da disseminação de microcomputadores pessoais (para funcionamento como terminal multimédia), das redes IP e da banda de transmissão disponível para o utilizador, contribuíram em muito para que a Voz sobre IP (VoIP) se tornasse uma realidade. Contudo, a diferença de preço entre o terminal telefónico convencional e um equipamento para uso de VoIP, ainda é um forte factor limitador para o uso desta última solução em larga escala. Além disso, a alta disponibilidade das redes telefónicas convencionais aliadas à falta de qualidade de serviço e de fiabilidade da rede, originalmente herdada do IP, são aspectos de peso na comparação entre os ambientes existentes e o VoIP. Apesar de tais desvantagens, e devido aos enormes benefícios introduzidos pela integração entre telefonia e IP, a mudança de cenário de comunicação de voz e dados actual para uma realidade integrada em larga escala, onde os meios de transmissão deverão servir aos dois mundos de forma transparente ao utilizador, é uma realidade apetecível. 3.5 TCP/IP A arquitectura de rede TCP/IP é o nome que se dá a toda a família de protocolos utilizados pela Internet. Esta família de protocolos foi desenvolvida pela Defense Advanced Research Project Agency (DARPA) no Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD). Este conjunto de protocolos foi desenvolvido para permitir aos computadores partilharem recursos numa rede. Toda a família de protocolos inclui um conjunto 8
13 de padrões que especificam os detalhes de como comunicar entre computadores, assim como também convenções para interligar redes e reencaminhar o tráfego. Oficialmente esta família de protocolos é chamada modelo de referência Transmission Control Protocol / Internet Protocol (TCP/IP), comummente referenciada só como TCP/IP, devido aos seus dois protocolos mais importantes serem o TCP e o IP. Figura 1 Cabeçalho TCP Desde a sua origem, o protocolo IP foi desenvolvido e implementado como um protocolo de comunicação para controlo de tráfego baseado na regra do melhor esforço (Best-effort Service), não garantindo, assim, nenhum mecanismo de qualidade de serviços e, consequentemente, nenhuma de alocação de recursos da rede. Na altura, ninguém imaginava que a Internet se tornaria a grande rede mundial que é actualmente. E, desse rápido crescimento da Internet, a tendência actual é a integração de voz (telefonia) e dados numa única infra-estrutura de redes de pacotes IP. O TCP é o protocolo da camada de transporte, que oferece um serviço fiável e orientado à conexão. Actualmente, o TCP/IP está presente na maioria dos sistemas operativos e é utilizado por muitas empresas numa variedade de aplicações, sendo um protocolo de comunicação de dados projectado para aplicações não sensíveis ao atraso, tais como: , Web, FTP, etc. A arquitectura do TCP/IP incorpora alguns protocolos que fornecem diversos serviços: O IP aceita dados segmentados (chamado protocol data units, ou PDUs) através de um host e envia-os pela Internet através de 9
14 gateways até ao destino. A entrega não é fiável porque alguns PDUs nunca chegam ao destino; O Transmission Control Protocol (TCP) fornece mecanismos de transporte que garantem a entrega livre de erros, sem perdas ou duplicação, e reconstituição de PDUs para corresponder à ordem enviada. O TCP gere a transferência entre dois processos chamados transport users. Permite multiplexação, gestão de conexões, transporte de dados, registo de erros, entre outras; O User Datagrama Protocol (UDP) opera no mesmo nível que o TCP, mas de forma mais rápida, porque exclui recursos de fiabilidade inerentes no TCP, sendo adequado para aplicações orientadas para transacções; O File Transfer Protocol (FTP) é projectado para passar ficheiros ou parte de deles de um sistema para outro. Passa dados pelo TCP através de interface do sistema operativo. Os ficheiros transferidos podem usar o conjunto de caracteres ASCII, bem como incluir algumas opções de compressão de dados e mecanismos de identificação de senhas para controlo de acesso; O Simple Mail Transfer Protocol (SMTP) fornece o mecanismo mas não a interface gráfica para correio electrónico de rede. O protocolo permite que os utilizadores enviem correspondência de uma LAN bem como da Internet; A função TELNET fornece um padrão de emulação de terminal, permitindo que terminais conectem e controlem aplicações operando em host remoto como se fosse um utilizador local. Tem um módulo de utilizador para traduzir códigos de terminais em código específicos de rede e um módulo de servidor para interagir com processos e aplicações e conduzir terminais; O Simple Network Management Protocol (SNMP) é um protocolo que suporta a troca de mensagens de gestão de rede entre hosts. Os hosts podem incluir um centro de gestão de rede, às vezes 10
15 denominado de host central. O SNMP é projectado para operar sobre o UDP; O Hypertext Transfer Protocol (HTTP) é o protocolo que define como os programas de navegação na Internet e respectivos servidores devem interagir de maneira a transferirem ficheiros na WWW. Assim como o TCP, outro protocolo da camada de transporte é o User Datagram Protocol (UDP), sem conexão e, por consequência, não fiável. Figura 2 Cabeçalho UDP O protocolo UDP é restringido a portas e sockets, e transmite os dados de forma não orientada à conexão. Ele nada mais é do que uma interface para o protocolo IP. Esse protocolo substitui o protocolo TCP quando a transferência de dados não precisa estar submetida a serviços como controlo de fluxo. A função básica do UDP é servir de multiplexador ou desmultiplexador para o tráfego de informações do IP. 3.6 H.323 O H.323 é uma recomendação (standard) da International Telecom Union (ITU-T), organismo que define padrões para redes de computadores e telecomunicações. Estas redes incluem TCP/IP em cima de Ethernet, Fast Ethernet e Token Ring. A especificação H.323 foi aprovada em 1996 pelo Grupo de estudos 16 do ITU e sua versão 2 foi aprovada em janeiro de O H.323 é parte de uma série padrões de comunicações que permitem vídeo-conferência e VoIP através de redes. Este padrão descreve como áudio, vídeo, dados e informações de controlo podem ser geridas numa rede baseada em pacotes para disponibilizar serviços de conversação em equipamentos H.323. Permite também que produtos multimédia e aplicações de fabricantes diferentes possam comunicar entre si de forma eficiente 11
16 e que os utilizadores possam comunicar sem preocupação com a velocidade da rede. A recomendação H.323 tem como uma das suas características a flexibilidade, pois pode ser aplicada tanto à voz, quanto à vídeo-conferência ou multimédia. As aplicações H.323 estão-se a tornar populares no mercado corporativo por várias razões, sendo de realçar as seguintes: O H.323 define padrões de voz para uma infra-estrutura existente, além de ser projectada para compensar o efeito de latência em LANs, permitindo que os clientes possam usar aplicações de voz sem mudar a infra-estrutura de rede; As redes baseadas em IP estão a ficar mais rápidas, com velocidades de 100 Mbps ou Gigabit; O H.323 fornece padrões de interoperabilidade entre LANs e outras redes; O fluxo de dados em redes pode ser administrado. Com o H.323, o gestor de rede pode restringir a quantidade de largura de banda disponível para conferências e voz. O suporte à comunicação Multicast também reduz exigências de largura de banda; A especificação H.323 tem o apoio de muitas empresas de comunicação e organizações, incluindo a Intel, Microsoft, Cisco e IBM. Os esforços destas companhias estão a gerar um nível mais alto de consciência no mercado. 12
17 Figura 3 Arquitectura protocolar do H.323 A ITU-T propôs o padrão H.323, sendo o mais difundido actualmente, especialmente por ser o precursor da telefonia IP e ser o primeiro padrão a tratar deste tema. As principais características deste padrão são as seguintes: Especifica algoritmos padrões de compressão que devem ser implementados de forma a garantir compatibilidade, conhecidos como áudio codecs ou vocoders; Cria protocolos utilizados para o controlo da chamada, estabelecimento dos canais de comunicação e negociação de qualidade de serviço; Permite a interoperabilidade com outros terminais de voz, como telefonia convencional, RDIS, voz sobre ATM e outros, permitindo assim a construção de gateways; Descreve elementos activos do sistema e suas funções. O protocolo H.323 utiliza nas suas diversas funcionalidades uma família de recomendações ITU-T: H.225 para estabelecimento de ligações; H.235 para segurança e cifra; H.245 para controlo; 13
18 H.246 para interoperabilidade com serviços em redes de comutação de circuitos; H.320 para videoconferência sobre RDIS; H.324 para videoconferência sobre conexões de baixa capacidade (como a PSTN); H.332 para conferências de maiores dimensões; H.450.x para serviços suplementares. Todos estes padrões fazem parte da série H de recomendações. Verificam-se também, na recomendação H.323, os elementos que compõem uma rede de telefonia IP. Estes elementos podem ser definidos da seguinte forma: Terminal H.323 é um terminal numa rede, que permite a interface com o utilizador e a comunicação bidireccional em tempo real com outro terminal H.323, Gateway ou Multipoint Control Unit (MCU). Esta comunicação consiste na troca de áudio, vídeo e/ou dados em qualquer combinação entre dois terminais. Um terminal H.323 pode ser um telefone IP ou um PC com microfone, altifalantes e câmara de vídeo. Todos os terminais H.323 têm que suportar o H.245, Q.931, Registration, Admission and Status (RAS) e Real-Time Transport Protocol RTP. Os terminais H.323 podem também incluir o protocolo de conferência de dados T.120, codificadores de vídeo e suporte para MCU. Um terminal H.323 pode comunicar com outro terminal, um gateway ou um MCU; Gateway H.323 É o elemento situado entre uma rede IP e outra rede de telecomunicações (PSTN, Rede Integrada de Serviços Digitais (RDIS), móvel, etc.), de forma a permitir a interoperabilidade entre as duas redes, executando a função de tradução entre diferentes formatos de dados. As gateways são opcionais numa LAN onde os terminais comunicam entre si directamente, mas quando os terminais precisam de comunicar com um ponto de uma outra rede, a comunicação faz-se, obrigatoriamente, via gateway através dos protocolos H.245 e Q.931. Disponibiliza, ainda, serviços de compressão e empacotamento. 14
19 Gatekeeper É o componente mais importante de um sistema H.323 e executa a função de gestor, actuando como ponto central para todas as chamadas dentro da sua zona (é a agregação do gatekeeper e dos terminais registados nela), e fornece serviços aos pontos finais registados. Algumas das funcionalidades que os gatekeepers fornecem são as seguintes: Tradução de endereços: tradução de um endereço álias (o endereço álias fornece um método alternativo de endereçamento de um ponto. Ele pode ser um endereço de e- mail, um número telefónico ou algo similar) para um endereço de transporte. Isto é feito usando-se uma tabela de tradução que pode ser actualizada através de mensagens de registo; Controlo de admissão: o gatekeeper pode permitir ou negar acessos baseados em autorização de chamada, endereço de fonte e/ou destino, etc; Sinalização da chamada: o gatekeeper controla o processo de sinalização entre dois pontos finais que se querem ligar; Autorização de chamada: o gatekeeper pode rejeitar chamadas de um terminal devido a falhas de autorização através do uso de sinalização H.225. As razões para rejeição podem ser acessos restritos durante alguns períodos de tempo ou acessos de certos terminais ou gateways; Gestão da largura de banda: Controlo do número de terminais que podem aceder simultaneamente à rede. Através do uso da sinalização H.225, o gatekeeper pode rejeitar chamadas de um terminal devido à limitação da largura de banda; Gestão da chamada: O gatekeeper pode manter uma lista de chamadas H.323 em andamento. Essa informação pode ser necessária para indicar que um terminal chamado está ocupado, e fornecer informações para a função de gestão da largura de banda. 15
20 Multipoint Control Unit: - É um terminal que numa rede H.323 permite que três ou mais terminais e/ou Gateways participem numa conferência multiponto. Dois terminais podem, contudo, iniciar uma conferência ponto a ponto e mais tarde evoluirem para uma conferência multiponto. Um MCU consiste em duas partes, uma obrigatória, o Multipoint Controller (MC), e uma opcional, o Multipoint Processor (MP): Multipoint Controller: - é um controlador para conferência multiponto, que tem a capacidade de negociação com todos os terminais de modo a obter níveis comuns de comunicação. Pode também controlar recursos numa conferência como por exemplo saber de quem é uma emissão de vídeo multicast; Multipoint Processor: - permite a mistura, comutação e outro tipo de processamento de streams sob o controlo de um MC. Permite também o processamento centralizado de streams dependendo do tipo de conferência suportada. Figura 4 Sinalização via Gatekeeper Figura 5 Sinalização directa Os terminais especificados nesta recomendação fornecem comunicação de áudio e, opcionalmente, dados e vídeo em conexões ponto-a-ponto ou multiponto. A comunicação com outros terminais da série de normas H da ITU é viabilizada através de Gateways. Os Gatekeepers controlam a admissão dos terminais e oferecem serviços de tradução de endereços. Em conferências multiponto, o controlo é feito através dos Controladores Multiponto, Processadores Multiponto e Unidades de Controlo Multiponto. É importante salientar que esta recomendação 16
21 não especifica as interfaces de rede no nível físico ou os protocolos de transporte implementados na rede. Os componentes descritos na norma H 323 (Terminais, Gateways, Gatekeepers, e MCUs) comunicam entre si através da transmissão de streams de informação, isto é, fluxos de dados transmitidos em sequência. Estes streams de informação são classificados como vídeo, áudio, dados, controlo de comunicação e chamadas de controlo como descrito abaixo: Sinais de Áudio: contém estrutura digitalizada e codificada. Para reduzir a taxa média de sinal de áudio, a activação de voz pode ser fornecida. O sinal de áudio é acompanhado de um sinal de controlo. Sinais de Vídeo: contém vídeo em movimento digitalizado e codificado. O sinal de vídeo é transmitido numa taxa não maior que a seleccionada como resultado da capacidade de troca. O sinal de vídeo também é acompanhado de uma sinal de controlo. Sinais de Dados: inclui fotos estáticas, fax, documentos, ficheiros de computador e outros dados. Controlo de Comunicação: são sinais de controlo de dados e são usados na capacidade de transmissão (abrindo e fechando canais lógicos), controlo do modo e outras funções que fazem parte do controlo de comunicação. Controlo de Chamadas: são sinais usados no estabelecimento de uma chamada, desconexão e outras funções de controlo. Observação: Os streams de informação descritos acima são formatados e enviados na rede segundo as especificações da norma H.225. Outros elementos, pertencentes também à gama da norma H.323, são descritos abaixo: Video Codec (H.261): codifica o vídeo da fonte (por exemplo uma câmara de vídeo composto) para transmissão, e descodifica o código de vídeo recebido o qual é transmitido ao monitor. Audio Codec (G.711): codifica o sinal de áudio oriundo de uma fonte, por exemplo um microfone, para transmissão, e descodifica o sinal recebido que é enviado para saída de altifalantes. 17
22 Canal de Dados: implementa o Quadro de Comunicação, ou Whiteboard, transmitindo imagens estáticas, ficheiros de dados e fontes de base de dados. Unidade de Controlo (H.245 H.225): fornece sinalização para operação do terminal H.323. Sinais de controlo para chamadas, capacidade de transmissão, comandos, indicadores e mensagens para abertura e descrição de canais lógicos. A Camada H.225: formata a transmissão e a recepção de vídeo, áudio, dados e sinais de controlo dentro das mensagens a serem enviadas e recebidas na rede. Executa a sincronização lógica dos dados enviados e recebidos, uma sequência numérica, detecção e correcção de erros em cada tipo de média. As mensagens RAS definidas na recomendação H.225 permitem a sinalização para as funções de registo, admissão, alteração da largura de banda e procedimentos de libertação de recursos entre terminais e Gatekeepers. A Recomendação H.225 descreve o protocolo de sinalização de chamada usado para o controlo de admissão e estabelecimento de conexões entre dois ou mais terminais. Esta recomendação define também um procedimento (Q.931) usado pelos terminais H.323 para a sinalização de chamadas. A Recomendação H.245 define o protocolo H.245, o qual permite a troca de informação sobre capacidades, negociação de canais e comutação entre diferentes tipos de meios. Especifica a sintaxe e a semântica das mensagens, assim como procedimentos para o uso delas na negociação de canais no início e durante a comunicação. Uma vez estabelecida a chamada, a transmissão dos meios é iniciada. O transporte de áudio e vídeo é realizado recorrendo ao protocolo RTP, não esquecendo o RTCP para o controlo e monitorização da entrega de dados do RTP. No entanto também aqui a Recomendação H.225 define procedimentos para a formatação e transporte dos pacotes de áudio e vídeo. Por fim, a codificação e descodificação de áudio e vídeo, segundo a recomendação H.323, são realizadas recorrendo a vários codificadores existentes. 18
23 3.7 Codificadores Os codificadores e descodificadores, normalmente designados por codecs, são dispositivos que permitem reduzir a largura de banda para a transmissão de dados utilizando técnicas de compressão. Estas técnicas de compressão devem para isso operar em tempo real, devido a características do próprio serviço, como a comunicação interactiva. A compressão de sinais é baseada em técnicas de processamento que eliminam informação redundante, ou mesmo desnecessária. Na compressão pode haver, ou não, perda de informação, dependendo principalmente do método utilizado. Existem várias entidades responsáveis por normalizar codificadores de áudio e vídeo, tais como a International Telecommunication Union (ITU), a Telecommunication Industries Association (TIA) e a United States Federal Standards (USFS). Para codificar o sinal áudio em tempo real alguns dos codificadores mais conhecidos são ITU-T G.711, ITU-T G.722, ITU-T G.726, ITU-T G.723, ITU-T G.728, ITU-T G.729, CELP, GSM e MPEG-Áudio e para a codificação de vídeo em tempo real os codificadores H.261, H.262, H.263 e JPEG. 4 Protocolos 4.1 RTP - Real-Time Transport Protocol O Real-Time Transport Protocol (RTP), definido pelos RFCs 1889 e 1890 na sua versão 2, é utilizado para o suporte de serviços de transporte em aplicações de tempo real, como por exemplo streaming a pedido e serviços interactivos tais como a videoconferência ou a telefonia IP. O RTP permite funções de transporte ponto a ponto na rede e é apropriado para aplicações que transmitem dados em tempo real como áudio e vídeo sobre serviços de redes unicast ou multicast. Inclui também serviços de reconstrução de meios com informação temporal, detecção de perdas de pacotes, segurança, monitorização da entrega e identificação de conteúdo. Contudo, a utilização individual deste protocolo não resolve, por si só, o problema da reserva de recursos da rede nem garante a QoS no transporte de dados em tempo real. 19
24 O RTP é geralmente usado em conjunto com o UDP, mas pode fazer uso de qualquer protocolo de nível inferior baseado em pacotes. Figura 6 Protocolo RTP Normalmente as aplicações correm o RTP sobre UDP fazendo uso dos serviços de multiplexagem e checksum. Contudo, o RTP é um protocolo independente da camada de transporte subjacente podendo ser usado sobre o protocolo Connection Less Network Protocol (CLNP) ou o Internetwork Packet Exchange (IPX), entre outros. Foi também experimentado directamente sobre AAL5 utilizando serviços nativos de ATM. A utilização do RTP sobre UDP ou IP não é fiável, já que estes também não o são. Pode-se no entanto recorrer à fiabilidade providenciada por camadas inferiores como o caso das camadas ATM AAL3/4 ou AAL5. Em seguida são descritas algumas das funcionalidades que são disponibilizadas pelo RTP: Ordenação: caso cheguem pacotes desordenados estes podem ser reordenados pelo destinatário em tempo real. Permite ainda detectar, caso exista, a perda de pacotes e compensá-la sem retransmissões; Sincronização intra-meios: deve ser transmitida a informação sobre o intervalo de tempo entre os instantes em que pacotes sucessivos devem ser descodificados. Por exemplo, quando se utiliza mecanismos de 20
25 detecção de silêncio não são enviados pacotes durante esse período, no entanto a duração desse silêncio deve ser reconstruída apropriadamente; Sincronização inter-meios: disponibiliza mecanismos que permitem a sincronização de diferentes tipos de meios. Por exemplo no caso de uma videoconferência, o áudio pode ser reproduzido devidamente sincronizado com o vídeo; Identificação do Payload: permite identificar o tipo de dados que estão a ser transmitidos. Esta propriedade é necessária quando se pretende modificar o codificador do meio transmito devido à variação de parâmetros, como sejam a capacidade ou a qualidade do stream pretendido; Identificação de frames: o vídeo e áudio são enviados em unidades lógicas chamadas frames. É necessário indicar ao destinatário onde começa e acaba esse frame, de modo a auxiliar a entrega sincronizada a camadas superiores; Multicast simples: o RTP e o RTCP foram construídos para multicast, tanto para pequenos grupos (ex. videoconferência com três participantes), como para a difusão de eventos (ex. emissões de rádio pela Internet); Serviços para meios genéricos de tempo real: podem ser usados outros codificadores de meios, sendo a informação sobre esses codificadores definida em especificações próprias; Misturadores e Tradutores: os Misturadores são dispositivos que recebem meios de vários utilizadores, misturando-os num único stream e possibilitando a alteração do formato do stream, que é enviado posteriormente. São úteis para reduzir exigências de largura de banda de um stream antes de ser enviado para uma ligação com menor largura de banda, sem que para isso seja necessário diminuir a taxa da transferência da fonte do meio. Os Tradutores recebem um único stream e converte-o para outro formato; Retorno da QoS: o RTCP permite aos destinatários fornecer feedback com informação da qualidade de recepção. As fontes de RTP podem usar esta informação para ajustar a taxa de transferência de dados, enquanto os 21
26 destinatários podem por exemplo determinar se os problemas de qualidade de serviço são da rede local ou de toda a rede; Liberdade no controlo da sessão: com o RTCP os participantes podem trocar informação de identificação como o nome, , número de telefone e mensagens curtas; Cifra: de modo a garantir privacidade numa sessão, streams de RTP podem ser cifrados usando chaves que são trocadas por algum método não RTP, por exemplo pelos protocolos SIP ou SDP. Para controlar e monitorizar a entrega de dados em tempo real feita pelo RTP, é utilizado o protocolo RTCP. Este protocolo disponibiliza ainda feedback da qualidade dos dados transportados e permite incluir um identificador ao nível do transporte para a sincronização de áudio e vídeo. 4.2 RTCP Real Time Control Protocol A principal função do protocolo RTCP, definido pelos RFCs 1889 e 1890, é fornecer feedback da qualidade dos dados distribuídos. É baseado na transmissão periódica de pacotes de controlo a todos os participantes na sessão, usando o mesmo mecanismo de distribuição que o de pacotes de dados. O RTCP é o protocolo de controlo auxiliar do RTP. Todos os participantes numa sessão RTP enviam pacotes RTCP. Os emissores e os destinatários enviam periodicamente pacotes RTCP para o mesmo grupo multicast. Os pacotes RTCP podem conter informação sobre a qualidade do serviço para os participantes da sessão, informação sobre a fonte do stream que está a ser transmitido, ou estatísticas sobre os dados que já foram transmitidos até ao momento. O RFC 1889 define cinco tipos de pacotes RTCP para controlo de informação, cada um com uma função diferente, nomeadamente: RR: Receiver Report são gerados pelos participantes da sessão RTP que não são emissores activos. Fornecem feedback sobre a qualidade de recepção dos dados enviados, incluindo o número de pacotes perdidos, o número máximo de pacotes recebidos, o jitter, etc. SR: Sender Report são gerados pelo utilizador que está a enviar pacotes (fontes RTP), ou seja, os emissores activos. Adicionalmente ao feedback 22
27 da qualidade de recepção existente nos RR, os SR contêm uma secção do emissor que fornece informação de sincronização entre meios, contador de pacotes e número de bytes enviados; SDES: Source DEScription os itens da descrição da fonte são pacotes usados para controlo de sessão que contêm o Canonical Name (CNAME), um identificador único global similar em formato de endereço de . O CNAME é usado para associar diferentes fluxos de media gerados pelo mesmo utilizador. Os pacotes SDES também identificam o participante através do seu nome, e número telefónico o que fornece uma forma simples de controlo da sessão. As aplicações clientes podem mostrar as informações de nome e na interface do utilizador possibilitando aos participantes da sessão saber mais sobre os restantes; BYE quando um utilizador quer sair, ele inclui a mensagem BYE, que indica o fim da sua participação. APP: APPlication finalmente, os elementos de aplicação (APP) podem ser utilizados para adicionar informações específicas da aplicação nos pacotes RTCP. É intencionalmente vocacionado para uso experimental assim como que novas aplicações e novas funcionalidades vão sendo desenvolvidas Resumidamente, um participante ou uma fonte RTP que gera um stream envia, juntamente, pacotes de controlo designados por Sender Reports (SR). Os participantes que recebem o stream numa sessão RTP entregam periodicamente relatórios designados por Receivers Reports (RR) a todas as fontes RTP pertencentes à sessão. Os Sender Reports descrevem a quantidade de dados enviados até ao momento, bem como a relação entre o instante de amostragem e o tempo absoluto de modo a permitir a sincronização de diferentes tipos de meios. Os Receiver Reports contêm informação instantânea e cumulativa sobre a taxa de pacotes perdidos e o jitter de uma fonte. Indicam também o maior número da sequência recebida e o tempo de envio (timestamp), podendo este ser usado para estimar o atraso round-trip entre o remetente e o destinatário. 23
28 O protocolo RTCP, através destes pacotes de controlo de informação, fornece quatro funções ou serviços, designadamente: A principal função é fornecer feedback da qualidade dos dados distribuídos, desempenhada através de relatórios RTCP. Isso é realizado pela monitorização da QoS e pelo controlo de congestionamento. O controlo da informação é útil para os emissores, destinatários e monitores. O emissor pode ajustar a transmissão baseado no relatório de feedback do receptor. Os receptores podem determinar se o congestionamento é local, regional ou global. Os monitores ou gestores da rede podem avaliar o desempenho da rede para uma comunicação multicast; Nos pacotes RTP, a fonte é identificada por identificadores de 32-bit gerados aleatoriamente. Estes identificadores não têm uma convenção humanamente perceptível pelo que, os pacotes RTCP SDES transportam um identificador global, ao nível da camada de transporte, designado por Canonical Name (CNAME), que permite particularizar a fonte RTP. Este identificador é associado aos diferentes streams gerados pelo mesmo participante, possibilitando, por exemplo, sincronizar a reprodução de áudio e vídeo e podem incluir o nome do utilizador, o seu telefone, endereço e- mail ou outra informação pertinente; As primeiras duas funções requerem que todos os participantes enviem pacotes RTCP. Estes relatórios consomem, normalmente, cerca de 5% da largura de banda ocupada pelo stream. De notar que é necessário controlar a taxa de envio de pacotes RTCP em relação aos pacotes RTP num cenário de participantes em larga escala a fim de evitar situações de congestão da rede. Neste contexto, a função de sincronização torna-se vital; A última função permite transportar o mínimo de informações de controlo, como por exemplo o transporte da identificação do participante. À medida que o número de participantes aumenta, o número de pacotes RTCP a circular na rede é incrementado também. Esta função é mais adequada em sessões pouco controladas nas quais os utilizadores entram e saem sem 24
29 autenticação ou a negociação de parâmetros. Desde que o relatório do transmissor, os relatórios do receptor e os pacotes SDES contêm informações que podem mudar continuamente, é necessário enviar esses pacotes periodicamente. Se os participantes de uma sessão RTP simplesmente enviam pacotes RTCP num período fixo, a largura de faixa usada num grupo multicast poderia crescer linearmente com o tamanho do grupo, o que é indesejável. Ao invés disso, cada membro da sessão conta o número de outros membros da sessão que ele ouve (através de pacotes RTCP). O período entre pacotes RTCP para cada utilizador é então ajustado para ser linearmente escalonado com o número de membros do grupo. 4.3 RSVP ReSource reservation Protocol Este protocolo foi especialmente desenvolvido para serviços integrados de Internet, pois permite que as próprias aplicações requeiram da rede reservas de recursos necessários para os seus diversos serviços. As novas funções que foram implementadas neste protocolo têm dado a este uma flexibilidade e escalabilidade única comparada a protocolos convencionais de reserva de recursos. Este protocolo é utilizado quando uma aplicação ou serviço, normalmente temporeal, a ser executado num computador requer uma qualidade de serviço específica. O protocolo RSVP é utilizado pelos routers para entregar requisições de controlo da QoS para todos os nós ao longo do caminho por onde os dados irão fluir, além de manter o estado da conexão para o serviço que foi requisitado. Durante todo o caminho a percorrer, os routers vão negociar, através deste protocolo, essa largura de banda em benefício do fluxo de dados. As requisições RSVP geralmente resultam, embora não necessariamente, em reservas de recursos em cada nó ao longo da conexão. Cada nó da rede tem alguns procedimentos locais para efectuar essa reserva de recursos, nomeadamente: Controlo de Políticas determina se o utilizador tem privilégios administrativos para efectuar essa reserva. 25
30 Controlo de Admissão permite preservar o caminho dos recursos do sistema e determina se o nó tem recursos suficientes para fornecer a qualidade de serviço requerida. O daemon RSVP verifica estes procedimentos e em caso de algum falhar devolve uma notificação de erro à aplicação que originou o pedido; se ambos tiverem sucesso o daemon RSVP determina os parâmetros necessários para obter a QoS desejada, nomeadamente a classe de QoS para cada pacote (através do classificador de pacotes) classificados e a sua ordem dentro de cada stream (através do organizador de pacotes). Figura 7 Processo de reserva num nó do caminho do fluxo de dados O processo da fig. 7 é repetido pelos routers no processo inverso até que a reserva coincida com uma nova reserva da mesma fonte. Estas reservas são implementadas através de dois tipos de mensagens RSVP: PATH e RESV. As primeiras são enviadas periodicamente do emissor para os respectivos endereços multicast e descrevem o formato dos dados, o endereço e porto de origem e as características do tráfego. Esta informação é vital para os destinatários pois permite-lhes não só encontrarem o caminho inverso como também determinarem que recursos devem reservar. As mensagens RESV são enviadas pelos destinatários, percorrendo todo o percurso inverso, e contêm parâmetros de reserva destinados a todos os nós da rede. 26
31 As principais características RSVP resumem-se às seguintes: Os fluxos RSVP são simplex, embora em alguns casos um computador possa actuar como emissor e receptor simultaneamente. Contudo, as reservas são efectuadas sempre de forma unidireccional; O RSVP suporta multicast e unicast e adapta-se à mudança de membros e rotas. Um host pode enviar uma mensagem IGMP (Internet Group Management Protocol) para se juntar a um grupo multicast; O RSVP é orientado aos receptores e opera com receptores heterogéneos com níveis diferentes de QoS; O RSVP tem boa compatibilidade pois funciona sobre IPv4 e IPv RTSP - Real-Time Streaming Protocol Em vez de serem armazenados em grandes ficheiros para reprodução futura em playback, os dados multimédia são normalmente enviados pela rede em streams. A divisão de streams em pacotes com tamanho satisfatório para transmissão entre servidores e clientes denomina-se streaming. Um cliente pode processar o primeiro pacote, descomprimir o segundo, enquanto recebe o terceiro usufruindo, assim, do multimédia antes de acabar a toda a sua transmissão. O RTSP é um protocolo multimédia cliente servidor que fornece uma entrega controlada de dados multimédia sobre uma rede IP entre os servidores de media e os clientes. O RTSP fornece os mesmos serviços em streams áudio e media da mesma maneira que HTTP faz para o texto e gráficos. 4.5 SIP - Session Initiation Protocol Desenvolvido pelo grupo MMUSIC do IETF, o Session Initiation Protocol (SIP), foi inicialmente publicado na RFC 2543 em 1996 e agora obsoleta com a publicação da RFC 3261 em Junho de É um protocolo de controlo (sinalização) ao nível da aplicação para a criação, alteração e finalização de sessões entre um ou mais intervenientes. Estas sessões incluem chamadas de telefonia sobre IP, distribuição e conferência multimédia. Após o grande sucesso do SIP, o IETF decidiu criar o SIP Working Group, um grupo independente para o desenvolvimento deste protocolo iniciado pelo MMUSIC. 27
32 A fig. 8 mostra alguns dos protocolos do IETF utilizados para a construção de uma arquitectura multimédia, na qual se verifica que o SIP não é um sistema integrado de comunicações para implementar um serviço multimédia, como é o caso do H.323. Normalmente essas arquitecturas incluem um número de protocolos diferentes. Figura 8 Interacção do SIP com outros protocolos O SIP é um protocolo baseado no Simple Mail Transfer Protocol (SMTP) usado como protocolo base do serviço de e também no HyperText TransferProtocol (HTTP) o protocolo base da Web. O SIP é um protocolo de texto, que reutiliza várias propriedades do HTTP e baseia-se no modelo cliente/servidor: o cliente faz pedidos e o servidor retorna respostas aos pedidos do cliente. Utiliza uma semântica e sintaxe semelhante e recorre aos métodos de autenticação do HTTP. Embora possa correr sobre o Transmission Control Protocol (TCP) e o Stream Control Transmission Protocol (SCTP), o SIP é mais utilizado sobre o protocolo User Datagram Protocol (UDP) disponibilizando para isso os seus próprios mecanismos de recuperação de erros e permitindo o envio de mensagens multicast. 28
33 Ao nível dos serviços, o SIP inclui na sua recomendação inicial os seguintes serviços: Localização do utilizador responsável pela localização do terminal para estabelecer a comunicação; Disponibilidade do utilizador responsável pela determinação da vontade do utilizador em estabelecer uma sessão de comunicação; Recursos do utilizador responsável pela determinação dos meios a utilizar e dos seus parâmetros; Características de negociação responsável pela negociação e por chegar a acordo relativamente aos recursos disponíveis, reconhecendo que nem todas as partes apresentam o mesmo nível de recursos; Gestão da sessão possibilidade de transferir, colocar em espera ou terminar sessões, assim como de modificar parâmetros das mesmas e de invocar serviços; Alteração das características da sessão possibilidade de alterar as características da sessão no decurso da mesma. Todo o software SIP está no terminal que interage com o utilizador designado por User Agent (UA). O UA pode funcionar como software cliente num PC, num dispositivo móvel, ou como firmware num telefone IP. 5 Estado da arte 5.1 Introdução Um estudo recente da Forrester sobre o desenvolvimento de VoIP na Europa (European Incumbent Telcos VoIP Map), prevê que em 2006 estas tecnologias representem 5% do total das ligações ponto-a-ponto, mas em 2020 estejam já muito perto dos 100%. 5.2 Vantagens e Desvantagens Até agora as empresas estavam a pagar a sua ligação à rede pública. Agora, com a VoIP, esse custo adicional é eliminado. A redução de custos é abismal e depende do número de chamadas e de utilizadores. Assim, e face a este 29
34 panorama, os fornecedores de rede telefónica deverão converter-se, a médio prazo, em fornecedores de Internet. A empresa que utiliza VoIP fica fortalecida em vários aspectos: maior flexibilidade e velocidade de organização quando são realizadas mudanças, redução de instalações, de infra-estrutura de rede e sua manutenção, assim como a redução de custos com o pessoal e administração. E permite ainda aumentar a produtividade, porque a utilização desta tecnologia melhora a mobilidade dos empregados optimizando as suas tarefas organizativas. Uma das vantagens do VoIP revela-se no caso de uma empresa ter múltiplos locais e, se as comunicações de voz entre eles forem frequentes, a tecnologia VoIP é algo que lhes permite um retorno de investimento muito rápido, porque reduz os custos das comunicações de voz entre delegações e escritórios da mesma empresa. Resumindo, podemos identificar três grandes motivos para implementar VoIP nas empresas, nomeadamente: O baixo custo da operacionalidade do VoIP; O facto de eliminar a necessidade de integrar redes de voz e dados; A capacidade do VoIP suportar os colaboradores da empresa, independentemente da sua localização física, fomentando assim o teletrabalho. Contudo, o custo elevado ainda é um dos entraves à aquisição de VoIP. As empresas que têm soluções baseadas em PBX argumentam o custo da troca de tecnologia e a amortização do investimento dum PBX. A maior preocupação dos fabricantes é a rentabilização de investimentos anteriores. O retorno do investimento, especialmente devido à relativa juventude de muitas instalações/investimentos de voz tradicional, é a principal preocupação das empresas. Outro problema muito importante ao implementar uma solução VoIP é que muitas vezes os clientes não estão dispostos a fazer uma auditoria à sua rede, e este é o primeiro campo a ser estudado. Fazer uma auditoria à rede permite comprovar se efectivamente o router, o switch ou outros equipamentos do cliente suportam 30
35 VoIP, dando prioridade à voz sobre dados. Não chega apenas dispor de determina largura de banda. A mudança abrupta duma solução de telefonia tradicional para uma solução de telefonia IP nem sempre é vantajosa, implicando um investimento, algumas vezes, impraticável. É por esta razão que se deve optar por uma migração suave para o mundo VoIP, com um investimento bastante mais reduzido e protegendo os investimentos anteriores na telefonia tradicional. O tema da segurança é, também, muito importante neste tipo de comunicações, sendo necessário o desenvolvimento de soluções firewall friendly. Existem diversos tipos de problemas, como por exemplo o aviso enviado pelo CERT sobre a existência de problemas de segurança no protocolo SIP. 5.3 Algumas soluções existentes no mercado Várias marcas já apresentaram diversas soluções para VoIP e, em termos tecnológicos, além de melhoramentos ao nível de escalabilidade, deverão surgir novos equipamentos terminais que permitam a integração entre o mundo da telefonia IP e o mundo GSM, GPRS / UMTS. A normalização de interfaces e protocolos de comunicação será um dos próximos passos de evolução tecnológica, assim como a independência do HW. Face ao SW. Ou mesmo a adopção generalizada do protocolo base SIP IP Reflexes Alcatel A Alcatel lançou no mercado uma nova gama de produtos que visa a utilização da voz sobre IP, oferecendo uma gama completa de terminais que mantêm todas as funções disponíveis na linha de telefones Reflexes. O IP Enabler permite actualizar o equipamento existente a um custo mais reduzido de forma célere, sendo, para o utilizador, um processo completamente transparente. Os telefones IP Reflexes são compatíveis com Alcatel Office a partir da edição 4 (para pequenas empresas) e OmniPCX 4400 (para grandes empresas). 31
36 Figura 9 Esquema da possível utilização do IP Enabler Cisco A solução de telefonia IP da Cisco é constituída por uma grande diversidade de equipamentos terminais: neste momento a Cisco dispõe de 10 modelos de telefones (desde o modelo de entrada 7902, até ao topo de gama 7970G), com ecrã táctil e a cores, um modelo sem fios, um modelo de áudio conferência e o Softphone, que permite o uso do PC como terminal de voz. O modelo 7970G introduz ecrã policromático de 12 bits e resolução de 320 x 240 pixeis, que juntamente com o recurso touch screen (comandos por toque no visor) aumenta o seu leque de aplicações. A Cisco acaba de divulgar o lançamento de ferramentas inéditas para telefones baseados em voz sobre IP. De acordo com o director de marketing da Cisco, Hank Lambert, a ideia é oferecer os dois recursos em toda a linha de equipamentos de VoIP, com a possibilidade de serviços multimédia interactivos mais rápidos e mais intuitivos. 32
37 Figura 10 Cisco 7970G Outra função de destaque do Cisco 7970G é o suporte a aplicações XML, que, somado aos demais recursos, permite imensas operações, tais como fazer reservas no restaurante, configurar o serviço de despertador, comprar ingressos e obter informações sobre horários de voos. Os utilizadores podem comunicar entre si instantaneamente com colegas através de mensagens de texto e voz, inclusive seleccionando grupos de telefones IP. Durante a ligação, o utilizador pode aceder à lista telefónica interna, exibindo a foto do interlocutor, ou, por exemplo, obter mais dados simplesmente tocando num ícone no ecrã Nortel A Nortel, tal como as empresas atrás referidas, tem um vasto leque de opções disponíveis no mercado uma para cada cenário possível e imaginário. Como exemplo, o aparelho i2004 oferece características de operação compatíveis com os novos de serviços de comunicação, tais como: Marcação por voz; Directório pessoal e corporativo; Comunicações desktop para necessidades específicas. personalizáveis Figura 11 Equipamento VoiP Nortel i
38 5.3.4 Skype Assim que fiz o download do Skype, eu vi logo que era o fim, disse o presidente do Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos da América (Federal Communications Commission). Quando os inventores do KaZaA distribuem, gratuitamente, um pequeno programa que permite telefonar gratuitamente para qualquer pessoa e em que a qualidade da comunicação é fantástica é o fim. O mundo, inevitavelmente, vai mudar. Criado por Niklas Zennström e por Janus Friis, fundadores do KaZaA, o Skype tem como principal vantagem a capacidade de usufruir de chamadas telefónicas para todo o mundo e de fazer um número ilimitado de chamadas com qualidade superior usando o sistema peer-to-peer (P2P) de forma gratuita. A rápida proliferação da banda larga permite que qualquer pessoa em qualquer parte do mundo tenha, realmente, uma escolha em termos de comunicações. Para efectuar chamadas com o Skype, necessita de um microfone e colunas de som para o computador. Independentemente da configuração do seu PC, o Skype instala-se facilmente, sem ter que configurar o servidor ou a estação de trabalho. Figura 12 Interface do Skype 34
39 O Skype funciona, quer em Windows quer em Linux, sem ser necessária qualquer configuração extra, por detrás de quase todos os firewalls e gateways. Para aumentar o nível de segurança, as chamadas efectuadas pelo Skype são encriptadas. Resumindo, podemos destacar como principais características do Skype: Chamadas ilimitadas para qualquer utilizador, de Skype, em qualquer parte do mundo; Boa qualidade de som; Funciona com quase todos os firewalls, NAT e routers sem qualquer configuração; Simplicidade e usabilidade; Segurança nas chamas através da encriptacão end-to-end. 6 Conclusão Efectuado este estudo podemos concluir que a tecnologia VoIP ainda tem um longo percurso a percorrer pois existem alguns atritos à mudança, não só por questões culturais como por questões de ordem financeira. É de salientar também que este entrave se deve ao elevado investimento realizado pelas empresas em infra-estruturas de telecomunicações que, muito possivelmente, terão que ser reconvertidas para que possam funcionar em ambiente IP. Contudo, é nossa opinião que muito em breve esta tecnologia será implementada nas grandes empresas pois as vantagens são inúmeras e a poupança em telecomunicações será cada vez mais um factor crítico na saúde financeira de qualquer empresa. O futuro passará, inevitavelmente, pelo uso do VoIP. 7 Referências Andrew T. Campbell, Aurel A. Lazar, H. Schulzrinne e R. Stadler, Building open programmable multimedia networks, IEEE Multimedia 4, No. 1, pag (January-March 1997) Call Center Magazine, Junho 2004 Cisco website, em Junho
40 Data & Computer Communications Sixth Edition, William Stallings, Prentice Hall, 2000 Enterprise Voice over IP website, em Junho 2004 H.323 Protocols Suite website, em em Junho 2004 João Paulo Pereira de Sousa, siptel Um sistema de IPtel com suporte para vídeo utilizando o protocolo SIP, 2003 OpenH323 Project website, em em Junho 2004 Packet, Cisco Systems users Magazine, Second Quarter 2004 Product and Solution, Reference Guide 2004, Nortel Networks 36
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