Revisão da série (retropolação)
|
|
|
- Wagner Varejão
- 6 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 DIRETORIA DE PESQUISAS - DPE COORDENAÇÃO DE CONTAS NACIONAIS CONAC Sistema de Contas Regionais Referência 2002 Nota Metodológica nº 26 Revisão da série (retropolação) (versão para informação e comentários) Versão 1
2 Introdução A divulgação, em dezembro de 2007, da série revisada das Contas Regionais com o novo ano de referência 2002 e integrado ao Sistema de Contas Nacionais introduziu, em nível regional, as novas pesquisas do IBGE e outras fontes, além de ter aperfeiçoado a metodologia de compilação dos quadros básicos do SCN, embora tenha mantido inalterada a estrutura do SCN, baseada nas Tabelas de Recursos e Usos - TRU e na Conta Econômica Integrada - CEI. A série anterior referenciada nos Censos Econômicos e Agropecuário do IBGE teve como base 1985, contemplando as recomendações apresentadas no manual de contas nacionais elaborado pelas Nações Unidas em 1993 (SNA 93) e compatível com as Contas Nacionais. Foi divulgada em 1999, pela primeira vez, a série regional 1985/1997 e que perdurou até o 2006 com a divulgação da série 1985/2004. A retropolação de uma série de contas, a partir de um novo ano de referência, incorpora, nos cálculos dos agregados, a nova estrutura de pesos das atividades econômicas. Além da incorporação da nova ponderação, é desejável, sempre que possível, introduzir as alterações conceituais da nova série nos anos anteriores, procurando com isso aumentar a homogeneidade das duas séries. Por diversos motivos não é possível incorporar nos anos anteriores todas as mudanças introduzidas no ano de referência. Assim como no SCN, a coerência metodológica entre a série com referência 2002 e 1985 das Contas Regionais, permitiu que o Produto Interno Bruto e seus componentes, fossem revistos para trás, adequando-se a nova estrutura das atividades econômicas calculada para Desta forma foi possível manter uma série integrada das Contas Regionais desde 1995, ano escolhido para o início da série em virtude da homogeneidade da moeda brasileira. Metodologia As Contas Regionais, com referência em 2002, passou a divulgar os seus resultados em dezessete atividades 1 econômicas, mais desagregados do que no ano de referência 1985, que divulgava quinze 2 atividades econômicas. Além disso, algumas atividades foram reclassificadas, em virtude da atualização da Classificação Nacional de Atividades Econômicas CNAE As atividades são: Agricultura, silvicultura e exploração florestal; Pecuária e pesca; Indústria extrativa; Indústria de transformação; Construção civil; Produção e distribuição de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana; Comércio e serviços de manutenção e reparação; Serviços de alojamento e alimentação; Transportes, armazenagem e correio; Serviços de informação; Intermediação financeira, seguros e previdência complementar e serviços relacionados; Serviços prestados às famílias e associativas; Serviços prestados às empresas; Atividades imobiliárias e aluguéis; Administração, saúde e educação públicas e seguridade social; Saúde e educação mercantis; e Serviços domésticos. 2 As atividades são: Agropecuária; Indústria extrativa mineral; Indústria de transformação; Eletricidade, gás e água; Construção; Comércio e reparação de veículos e de objetos pessoais e de uso doméstico; Alojamento e alimentação; Transportes e armazenagem; Comunicações; Intermediação financeira; Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas; Administração pública, defesa e seguridade social; Saúde e educação mercantis; Outros serviços coletivos, sociais e pessoais; e Serviços domésticos. 2
3 Para que a retropolação da série com referência 2002 pudesse ser realizada, observou-se a correspondência entre as atividades das duas referências (2002 e 1985). Neste sentido a série foi classificada em nove atividades econômicas: Agropecuária; Indústria Extrativa; Indústria de Transformação; Produção e distribuição de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana; Construção Civil; Comércio; Intermediação financeira, seguros e previdência complementar e serviços relacionados; Administração, saúde e educação públicas e seguridade social e Demais Serviços 3. A correspondência entre as atividades encontra-se em anexo. A retropolação das Contas Regionais do novo ano de referência foi estimada a partir do ano de 2002 retrocedendo até 1995, admitindo-se que as variações em volume e preço das atividades na classificação proposta, entre 1995 e 2002, se mantiveram inalteradas. Os resultados obtidos foram ajustados às Contas Nacionais tanto em valores constantes quanto correntes, considerando sua série retropolada 4 (1995 e 2001). A estimação dos valores constantes para cada atividade, ou seja, os valores aos preços do ano anterior, foi realizada deflacionando o valor adicionado bruto corrente do ano T considerando o respectivo índice de preço para o ano de T-1 da série com referência em Esquematicamente: bruto a preços constante de T-1 Índice de preço do valor adicionado bruto do ano T-1 bruto corrente do ano T Por analogia, o cálculo do valor corrente do ano anterior (T-1) foi retropolado aplicandose ao valor adicionado bruto de T aos preços de T-1 (valor constante de T), seu respectivo índice de volume da série de referência em Assim: bruto corrente do ano T-1 Índice de volume do valor adicionado bruto do ano T-1 bruto a preços constante de T-1 O procedimento, acima esquematizado, foi realizado até o primeiro ano da série regional retropolada (1995) sendo, em seguida, ajustada à série retropolada das Contas Nacionais. A diferença encontrada, em valores correntes e constantes, por atividade econômica, foi distribuída, segundo a nova estrutura de pesos, entre as unidades da federação. 3 Os demais serviços compreendem os serviços de manutenção e reparação; serviços de alojamento e alimentação; transportes, armazenagem e correio; serviços de informação; serviços prestados às famílias e associativas; serviços prestados às empresas; atividades imobiliárias e aluguéis; saúde e educação mercantis; e serviços domésticos. 4 Recomenda-se a leitura da Nota Metodológica Nº 22 do Sistema de Contas Nacionais Revisão da Série (retropolação) disponível em 3
4 A estimativa da série retropolada dos impostos, líquidos de subsídios, sobre produtos, incluiu o valor da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) que era considerado imposto sobre a atividade na referência 1985, e que passou a ser considerado como imposto sobre produto na base O cálculo dos valores constantes dos impostos entre 2001 e 1995, foi estimado com base na metodologia da série com referência em Neste sentido, foi possível encadear as séries em valores constantes e correntes, para o Valor Adicionado Bruto a preço básico, total e as nove atividades, para os impostos, líquidos de subsídios, sobre produto e para o Produto Interno Bruto a preço de mercado, além do cálculo do Produto Interno Bruto per capita, para todas as unidades da federação. 4
5 Anexo 5
6 6
DIRETORIA DE PESQUISAS DPE COORDENAÇÃO DE CONTAS NACIONAIS CONAC
DIRETORIA DE PESQUISAS DPE COORDENAÇÃO DE CONTAS NACIONAIS CONAC Nota metodológica da série retropolada 2002-2009 PIB dos Municípios - Referência 2010 (versão para informação e comentários) Versão 1 outubro
Econômico Contabilidade Nacional
Tabela 3.7.1 - Produto Interno Bruto a preço de mercado corrente (milhões de R$), do e Estados da região Norte - 2008-2011 Acre Roraima 3.032.205 3.239.404 3.770.085 4.143.013 154.251 163.207 201.511 230.011
Panorama Econômico do Rio Grande do Sul Unidade de Estudos Econômicos UNIDADE DE ESTUDOS ECONÔMICOS
Panorama Econômico do Rio Grande do Sul 2008 Unidade de Estudos Econômicos COMPOSIÇÃO DO PIB PIB DO RIO GRANDE DO SUL 62% 9% 29% Estamos mais sujeitos a refletir crises agrícolas que a média da economia
Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br)
Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) O Banco Central passou a divulgar, no Boletim Regional de janeiro de, o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-RS), que se constitui em uma
3º Trimestre de 2011
Contas Nacionais Trimestrais Indicadores de Volume e Valores Correntes 3º Trimestre de 2011 Coordenação de Contas Nacionais 06 de dezembro de 2011 Revisões nas Contas Nacionais Trimestrais No 3º trimestre
GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS JOSÉ MELO DE OLIVEIRA SECRETÁRIO DE ESTADO DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO AIRTON ÂNGELO CLAUDINO
GOVERNO DO ESTADO DO AMAZONAS Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico SEPLAN Produto Interno Bruto Trimestral do Estado do Amazonas 4º Trimestre de 2014 Março de 2015 GOVERNADOR
PRODUTO INTERNO BRUTO DO PIAUÍ
PRODUTO INTERNO BRUTO DO PIAUÍ 2012 2 O PROJETO DE CONTAS REGIONAIS Considerações Metodológicas O projeto de Contas Regionais do Brasil (CR) estima o PIB dos estados brasileiros pela ótica da produção,
ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIZ DE QUEIROZ ESALQ/USP LES 200 Contabilidade Social 3ª Lista de Exercícios Prof.ª Sílvia Miranda Setembro/2016
ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIZ DE QUEIROZ ESALQ/USP LES 200 Contabilidade Social 3ª Lista de Exercícios Prof.ª Sílvia Miranda Setembro/2016 Nome:... 1) Tendo em vista o quadro abaixo, que indica a
CARACTERÍSTICAS GERAIS DO ESTADO DE MINAS GERAIS
SEMINÁRIO ESTRUTURA E PROCESSO DA NEGOCIAÇÃO COLETIVA CONJUNTURA DO SETOR RURAL E MERCADODETRABALHONOESTADO DE ESTADO CONTAG CARACTERÍSTICAS C C S GERAIS TABELA 1 CARACTERÍSTICAS GERAIS DO ESTADO DE MINAS
CONTABILIDADE SOCIAL
CONTABILIDADE SOCIAL Reflexão: "A riqueza é um meio; os seres humanos são o objetivo." -- John F. Kennedy Contabilidade Social Prof. Volney Gouveia Estrutura central do SCN Constituídas por uma sequência
taxa Indicadores IBGE Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Fevereiro de 2016 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE
taxa Indicadores IBGE Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Fevereiro de 2016 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE Presidente da República Dilma Rousseff Ministro do Planejamento,
Contas Nacionais Trimestrais
Contas Nacionais Trimestrais Indicadores de Volume e Valores Correntes 2º Trimestre de 2013 Coordenação de Contas Nacionais 30 de agosto de 2013 Tabela Resumo Principais resultados do PIB a preços de mercado
INDICADORES SOCIOECONÔMICOS DE CAMPINA GRANDE - PB
INDICADORES SOCIOECONÔMICOS DE CAMPINA GRANDE PB ANO BASE 217 OUTUBRO DE 218 1 Sumário Indicadores de Economia:... 3 Valor do rendimento nominal médio mensal Pessoas de 1 anos ou mais de idade com rendimento
Contas Nacionais Trimestrais
Contas Nacionais Trimestrais 30 de Dezembro de 206 3º Trimestre 206 Contacto (s): Próxima edição: 3 Março de 207 José Fernandes [email protected] Produto Interno Bruto aumentou 4,0% em volume
Pesquisa Mensal de Emprego Maio 2004
Pesquisa Mensal de Emprego Maio 2004 Região Metropolitana do Rio de Janeiro Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE 1 PESQUISA MENSAL DE EMPREGO ESTIMATIVAS PARA O MÊS DE MAIO DE 2004 REGIÃO
Boletim da Aprendizagem Profissional JAN a SET 2017
Boletim da Aprendizagem Profissional JAN a SET 2017 A Aprendizagem Profissional, instituída pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), é um instituto destinado à formação técnico profissional de adolescentes
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua PNAD Contínua Mercado de Trabalho Brasileiro 3º trimestre de 2017
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua PNAD Contínua 2012-2017 Mercado de Trabalho Brasileiro 3º trimestre de 2017 Rio de Janeiro, 17 de novembro de 2017 Força de Trabalho no Brasil Pesquisa
DIRETORIA DE PESQUISAS - DPE COORDENAÇÃO DE CONTAS NACIONAIS CONAC. Sistema de Contas Nacionais - Brasil Referência 2000. Nota Metodológica nº 24
DIRETORIA DE PESQUISAS - DPE COORDENAÇÃO DE CONTAS NACIONAIS CONAC Sistema de Contas Nacionais - Brasil Referência 2000 Nota Metodológica nº 24 Tabelas Comparativas (versão para informação e comentários)
