RESOLUÇÃO Nº 03/2002 R E S O L V E:
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- Luiz Gustavo da Costa Alencastre
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1 RESOLUÇÃO Nº 03/2002 Dispõe sobre o processo de avaliação, recuperação, aprovação e reprovação, para o Ensino Fundamental da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis. O PRESIDENTE DO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE FLORIANÓPOLIS, no uso de suas atribuições, conforme Cap. IV, artigo 8º, inciso XI do Regimento Interno deste Conselho e tendo em vista a deliberação em plenária do dia 26 de novembro de R E S O L V E: Art. 1º - A avaliação constitui-se a ação reflexiva que permeia todas as ações pedagógicas, onde os diversos segmentos afetos à educação podem pensar e redimensionar, permanentemente, seu Projeto Político Pedagógico, na perspectiva de definir objetivos, metas e ações que proporcionem o exercício da cidadania, daqueles que convergem para a escola conjuntamente a outras instâncias sociais, considerando-se portanto, o desenvolvimento das múltiplas dimensões humanas e a consolidação de uma escola pública, gratuita, democrática e de qualidade social. 1º - Esta Resolução normatizará a avaliação do processo de produção/apropriação do conhecimento nas instituições educativas da Rede Municipal de Ensino. 2º - Os órgãos que compõem a Rede Municipal de Ensino deverão criar e elaborar mecanismos que assegurem a avaliação da práxis educativa, em sua competência específica envolvendo todos segmentos da comunidade escolar, à luz da legislação vigente, do Projeto Político Pedagógico da Rede e de cada unidade escolar. Art.2º- A avaliação objetiva a verificação/reflexão/intervenção no processo de produção/apropriação do conhecimento com intuito de promover o desenvolvimento dos sujeitos envolvidos. Art. 3º - A avaliação constituir-se-á como: I processo permanente, contínuo da produção/apropriação do aluno, do professor e da escola, com prevalência dos aspectos qualitativos do conhecimento sobre os quantitativos; Ensino Fundamental; II possibilidade de avanço nas séries/ciclos do
2 êxito; III aproveitamento de estudos concluídos com IV realização de estudos de recuperação paralela. Art. 4º - É direito do aluno, durante os períodos letivos, a participação no processo avaliativo, na perspectiva de sua aprendizagem, em termos de atividades realizadas ou instrumentos específicos de aferição, bem como da revisão dos resultados deles decorrentes. ser : Art. 5º - A expressão da avaliação do aluno poderá processo de aprendizagem; numéricos de 1 a 10. I através de descrição do diagnóstico permanente do II avaliação quantitativa expressa por indicadores Art.6º- Entende-se por recuperação paralela o processo de ensino e aprendizagem que viabiliza novas oportunidades ao aluno e professor que não alcançaram seus objetivos poderem rever sua caminhada na produção/apropriação dos conceitos. 1º A recuperação paralela realizar-se-á, quando necessário, durante o período letivo, para todos os alunos. 2º Após os estudos de recuperação, deverá prevalecer o resultado da avaliação em que o educando obtiver melhor apropriação/produção dos conceitos. critérios para a sua aplicação. 3º - Caberá a cada unidade escolar elaborar formas e 4º - Caberá à Secretaria Municipal de Educação, em conjunto com as unidades escolares, viabilizar, quando necessário, as condições físicas, humanas e materiais para realização da recuperação no decorrer do ano letivo. Art. 7º - O Conselho de Classe, de caráter deliberativo, envolverá alunos, professores, direção escolar, equipe pedagógica, funcionários e pais ou responsáveis de alunos da unidade escolar. O Conselho de Classe é órgão que possibilita: suas dificuldades; I - a avaliação global do aluno e o levantamento das II - a avaliação dos envolvidos no trabalho
3 educativo e no estabelecimento das ações para a superação das dificuldades; III - a avaliação do processo ensino aprendizagem desenvolvido pela escola na implementação das ações propostas e verificação dos resultados; revisão, quando necessário; IV - a definição de critérios para a avaliação e sua V - a avaliação da prática docente, enquanto motivação e produção de condições de apropriação do conhecimento, no que se refere: à metodologia, aos conteúdos programáticos e a totalidade das atividades pedagógicas realizadas. 1º - Os procedimentos de recursos às decisões do Conselho de Classe Final quanto à aprovação e/ou reprovação dos alunos serão normatizados em resolução específica. atas de Conselhos de Classe. 2 º - É dever da escola fazer e manter os registros das 3º - O Conselho de Classe poderá reunir-se extraordinariamente, convocado pela direção do estabelecimento e/ou por 1/3 (um terço) dos professores e/ou pais, e /ou alunos integrantes do Conselho. aprovação: Art. 8º - Serão considerados como requisitos mínimos para efeitos de 1º - Freqüência anual igual ou superior a 75% (setenta e cinco por cento) do total das horas letivas. 2º - Obtenção de média geral* (MG) igual ou superior a 6 (seis), desde que a média final por disciplina** (MFD) que compõem o currículo escolar não seja inferior a 5 (cinco). *MÉDIA GERAL = a soma das médias finais por disciplina (MFD) dividida pelo número de disciplinas que compõem o currículo escolar. **MÉDIA FINAL POR DISCIPLINA = o resultado da soma das notas dos períodos letivos, dividida pelo número de períodos letivos, em cada disciplina. MG = SOMA DAS MÉDIAS FINAIS POR DISCIPLINA = 6,0 NÚMERO DE DISCIPLINAS
4 3º - No caso da avaliação descritiva, o aluno deverá apresentar avanços nas diversas áreas do conhecimento em relação à diagnose realizada no início do período letivo de acordo com os conceitos fundamentais relacionados para a série/ciclo. 4º Na apreciação dos aspectos qualitativos deverão ser consideradas a compreensão e o discernimento dos fatos e a percepção de suas relações; a aplicabilidade dos conhecimentos; a capacidade de análise e de síntese, além de outras habilidades intelectuais que advierem do processo em atitudes demonstradas. Art.9º - Será considerado reprovado o aluno que não preencher os requisitos mínimos de aproveitamento e freqüência, previstos no artigo 8º. 1º - O prazo de pedido de revisão será de 2 (dois) dias úteis, contados a partir da divulgação do resultado. unidade escolar. 2º - A solicitação será através de requerimento encaminhado à direção da 3º - O aluno que não alcançar aproveitamento, conforme artigo 8º, em até duas disciplinas, terá direito à progressão parcial e fará dependência das mesmas, desde que estabelecido no Projeto Político Pedagógico da escola: detiver a sua matrícula; I o aluno fará dependência, no estabelecimento que II no caso de transferência para estabelecimento em que não esteja prevista no seu Projeto Político Pedagógico, a condição de dependência, o aluno poderá ser avaliado nos termos da reclassificação. 4º - Caberá à Secretaria Municipal de Educação viabilizar, quando necessário, as condições físicas, humanas e materiais para realização da dependência no decorrer do ano letivo.
5 Art.10 Caberá à Secretaria Municipal de Educação, com apoio do Conselho Municipal de Educação, proporcionar formação continuada referente ao processo avaliativo, aos profissionais da educação, representantes das APPs e Conselhos Deliberativos. Art.11 - Caberá à unidade escolar assegurar em seu plano estratégico anual os momentos específicos de estudo e reflexão sobre o processo avaliativo, proporcionando a participação de todos os segmentos da comunidade escolar. Art.12 A unidade escolar deverá manter a APP, Conselho Deliberativo e a Secretaria Municipal de Educação informados quanto aos indicadores educacionais e a SME, por sua vez, informar o desempenho de toda a Rede ao Conselho Municipal de Educação e a sociedade. sua publicação, revogando-se as disposições em contrário. Art.13 - Esta Resolução entrará em vigor na data de Florianópolis, 26 novembro de 2002 Glória Clarice Martins Presidente do Conselho Municipal de Educação
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