ESTADO DE SANTA CATARINA
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- Marcela Figueiroa Varejão
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1 1 REGULAMENTA O FUNDO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE ALTO BELA VISTA GERAINVEST, REVOGA DECRETO 1883 E DA OUTRAS PROVIDENCIAS O Prefeito Municipal de Alto Bela Vista, Estado de Santa Catarina, no uso da competência privativa que lhe confere a Lei Orgânica do Município de Alto Bela Vista e tendo em vista o disposto no artigo 20 da Lei nº 637 de 09 de maio de 2014, D E C R E T A: CAPÍTULO I DISPOSIÇÃO INICIAL Art. 1º. O Fundo Municipal de Desenvolvimento de Alto Bela Vista, instituído pela Lei nº 637 de 09 de Maio de 2014, reger-se-á pelo presente regulamento e pelas demais normas aplicáveis, CAPÍTULO II DAS FINALIDADES DO FUNDO Art. 2º. São finalidades do Fundo, gerar emprego, ampliar a renda e promover o desenvolvimento econômico e social do seu povo, apoiar á programas, projetos e atividades mediante incentivos às empresas (independente do porte), prestadores de serviços e outras atividades econômicas devidamente formalizadas. CAPÍTULO III DOS CRITÉRIOS PARA HABILITAÇÃO DO CRÉDITO SESSÃO I PARA INVESTIMENTO Art. 3º. As empresas, com o propósito de investimentos, para sua habilitação ao Crédito, deverão apresentar: I - cópia do ato ou contrato de constituição da empresa e suas alterações, devidamente registrados na Junta Comercial do Estado; II - prova dos registros ou inscrições no cadastro fiscal do Ministério da Fazenda, Secretaria da Fazenda Estadual e do Município de sua sede;
2 2 III - prova de regularidade, em se tratando de empresa já em atividade, quanto a: a) tributos e contribuições federais; b) tributos estaduais; c) tributos do Município de sua sede; d) contribuições previdenciárias; e) FGTS; f) INSS. IV - projeto circunstanciado do investimento que pretende realizar, compreendendo a construção do prédio e seu cronograma, instalações, produção estimada, projeção do faturamento mínimo, estimativa do ICMS a ser gerado, projeção do número de empregos diretos e indiretos a serem gerados, prazo para o início de funcionamento das atividades da empresa e estudo da viabilidade econômica do empreendimento; V - projeto de preservação do meio ambiente e compromisso formal de recuperação dos danos que vierem a ser causados pela empresa, bem como compatibilidade com as diretrizes do Plano Diretor do Município quando for o caso; VI - certidão negativa judicial e de protesto de títulos da Comarca a que pertence o Município em que a empresa interessada tiver a sua sede, em caso de filial, e de seus sócios/proprietários. Parágrafo Único. O requerimento de que trata o caput deverá ser acompanhado, ainda, de memorial contendo os seguintes elementos: a) valor inicial de investimento; b) área necessária para sua instalação; c) absorção inicial de mão-de-obra e sua projeção futura; d) efetivo aproveitamento de matéria-prima existente no Município; e) viabilidade de funcionamento regular; f) produção inicial estimada; g) objetivos; h) atestados de idoneidade financeira, fornecidos por instituições bancárias; i) outros informes que venham a ser solicitados pela Administração Municipal. SESSÃO II CAPITAL DE GIRO
3 3 Art. 4º. As empresas, que objetivam o empréstimo para Capital de Giro, para sua habilitação ao crédito, deverão apresentar os documentos elencados nos incisos I, II, III do art. 3º deste decreto. SESSÃO III DAS GARANTIAS Art. 5º. Para ter acesso aos incentivos e benefícios desta lei, a Empresa Contraente deverá apresentar garantias bancárias ou patrimoniais do pagamento ou indenização para o Município do valor investido, em uma das seguintes modalidades: a) Seguro caução em instituição bancária em nome do Município de Alto Bela Vista no valor total do investimento acrescido dos juros e correção até prazo final de pagamento, onde conste a anuência e o comprometimento da instituição bancária em ressarcir o Município em caso de inadimplência da empresa; b) 02 (dois) avalistas, que deverão ter no mínimo 02 imóveis registrados em seu nome, com a devida certidão do registro atualizado e comprovação de renda. 1º. Os avalistas, quando casados, deverão apresentar a documentação do cônjuge. 2º. O GERAINVEST reserva-se o direito de aprovar ou não os avalistas apresentados. Caso os avalistas sejam negados, terá a empresa, após a comunicação, o direito de, em 03 dias, apresentar nova nominata de avalistas. c) Alienação do imóvel onde o bem será edificado em caso de empréstimo para construção ou ampliação de imóvel ou aquisição de maquinas para indústrias, com registro em cartório de registro de imóveis. CAPÍTULO IV DA APROVAÇÃO Art. 6º. O GERAINVEST reserva-se o direito de conceder o empréstimo em parte ou no todo, conforme avaliação do projeto e orçamento apresentados, avaliados pela comissão, levando-se em consideração os critérios adotados pela Lei 637. Parágrafo único: Após o protocolo do pedido, O Conselho de Desenvolvimento Econômico terá o prazo de até 15 dias para seu parecer.
4 4 CAPÍTULO V DOS VALORES Art. 7º. As empresas interessadas terão direito a empréstimo no valor máximo de até 03 (três) vezes o faturamento médio mensal ou a projeção de faturamento desde que apresentado em projeto formal elaborado por contador ou instituição especializada como Sebrae e outras do gênero. 1º. Para empréstimos de Capital de giro de no máximo R$ ,00 (vinte mil reais); 2º. Os micro empreendedores individuais (MEI) terão direito aos valores máximos de 3.000,00 (três mil reais) no total, podendo optar por capital de giro ou investimentos. Art. 8º. Os valores máximos a que as empresas tem direito conforme estabelecido no art. 7º deste decreto deverão respeitar ainda: I O valor do empréstimo terá como limite máximo 40% (quarenta por cento) do faturamento bruto da empresa no ano anterior devidamente comprovado no balanço da empresa, exceto para o disposto no caput do art. 7º. II O número mínimo de novos empregos que a empresa criará com registro em carteira. III Para valores acima de R$ ,00 (vinte mil reais) apresentar plano de negócios detalhado com projeção de faturamento, pesquisa ou indicadores de mercado, faturamento médio bruto, ponto de equilíbrio ou outros dados que comprovem a viabilidade do negocio. CAPÍTULO VI DA LIBERAÇÃO DOS RECURSOS Art. 9. Uma vez preenchidos os requisitos dos artigos 3º, 4º, 5º e 6º, o GERAINVEST fará o devido pagamento através de depósito bancário na conta do requerente. 1º. O GERAINVEST reserva-se 15 (Quinze) dias para liberação dos recursos, após assinatura de contrato das partes e avalistas. No caso do parágrafo 2º deste artigo, somente após a apresentação do contrato do(s) novo(s) funcionário(s).
5 5 2º. Para os empréstimos concedidos com a finalidade de geração de novos empregos, terá o beneficiário que, em 15 (quinze), dias apresentar o contrato do(s) novo(s) funcionário(s). Art. 10. Para cada empréstimo concedido com a finalidade da geração de novos empregos, às referidas vagas terão que ser mantidas até a quitação do empréstimo sob pena de devolução do recurso imediatamente. 1º. O quadro funcional anteriormente mantido na empresa, deverá permanecer igualmente inalterado. 2º. O descumprimento do disposto neste artigo ensejará na devolução total do recurso com multa de 10% (dez pôr cento) do valor auferido. Art. 11. Após a liberação dos recursos, terá o beneficiário, obrigatoriamente, 15 (quinze) dias, para apresentar cópia fiel da nota de compra dos investimentos para a comissão de administração do GERAINVEST, sob pena do estabelecido no 2º do artigo anterior. Parágrafo único: Caso não efetuados administrativamente a restituição dos valores, e que o GERAINVEST tenha que acionar judicialmente para a cobrança, arcará o beneficiário com as despesas processuais e honorários advocatícios. CAPÍTULO VII DOS JUROS Art. 12. Estabelecem as partes que o adquirente pagará pelo empréstimo, 3% (Três pôr cento) de juro ao ano. 1º. Em caso de mora, o juro será de 1% (um por cento) ao mês e 2% (dois por cento) a título de multa. Art. 13. A metodologia de aplicação dos juros será a forma denominada Juros Simples sendo que a taxa de juro será aplicada sobre o prazo total do empréstimo (carência + amortização), na seguinte formula para o cálculo da parcela: Valor = Valor do financiamento Taxa = Taxa total de juros pelo período da operação. Prazo = Prazo de Carência + prazo de amortização em meses; Parcela = Valor da Parcela. Calculo da parcela = Valor X Taxa / Prazo
6 6 CAPÍTULO VIII DA CARENCIA E DOS PRAZOS PARA RESTITUIÇÃO DOS VALORES Art. 14. A empresa que se credenciar e tiver direito ao recebimento dos valores do financiamento terá os seguintes prazos de carência e pagamento integral do empréstimo com a devida correção: Valor até Objetivo do Empréstimo Prazo de Prazo para Carência amortização 5.000,00 Capital de Giro 03 Meses 12 Meses 5.000,00 Investimento (maquinas instalações e equipamentos) 12 Meses 12 Meses ,00 Capital de Giro 04 Meses 24 Meses ,00 Investimento (maquinas instalações e equipamentos) 12 Meses 24 Meses ,00 Capital de Giro 04 Meses 24 Meses ,00 Investimento (maquinas instalações e equipamentos) 12 Meses 36 Meses ,00 Investimento (maquinas instalações e equipamentos) 12 Meses 42 Meses ,00 Investimento (maquinas instalações e equipamentos) 12 Meses 48 Meses ,00 Investimento (maquinas instalações e equipamentos) 12 Meses 54 Meses Acima de R$ ,00 Investimento (maquinas instalações e equipamentos) 12 Meses 60 Meses Art. 15. Em caso de não pagamento de 3 (três) parcelas, considerarse-á vencido todo o débito, não podendo ser reparcelado. Art. 16. O beneficiário deste empréstimo, não poderá se valer de outro enquanto houver pendência de contrato. CAPÍTULO IX LOCAL E FORMA DE PAGAMENTO Art.17. O Município no momento da liberação dos recursos para o Beneficiário emitirá o carne com os boletos para pagamento bancário de todas as parcelas do empréstimo. CAPÍTULO X DA PRESTAÇÃO DE CONTAS Art. 18. A prestação de contas da Gestão financeira do Fundo cabe ao Prefeito Municipal e ao coordenador do fundo, sendo feita em cada exercício: à Câmara Municipal de Vereadores, ao Tribunal de Contas do Estado, ou quando for o caso, ao Tribunal de Contas da União, por meio de balancetes e/ou meio magnético, demonstrativos e balanços e será encaminhada através da contabilidade geral do Município. Parágrafo único: A prestação de contas de que trata este artigo atenderá as normas de legislação estadual ou federal pertinentes e do Tribunal de Contas do Estado.
7 7 CAPÍTULO XI DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E FINAIS Art. 19. O Prefeito Municipal fica autorizado a baixar normas complementares necessárias ao fiel cumprimento e execução do presente regulamento. Art. 20. Este regulamento entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se o decreto de 09 de julho de Gabinete do Prefeito Municipal de Alto Bela Vista/SC, em 09 de julho de DECIO GRATNER Prefeito Municipal Registrado e Publicado em data supra. FÁTIMA LORETE CLEIN DA SILVA Responsável pelas Publicações
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