Comércio Internacional Português

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1 Comércio Internacional Português Exportações Portuguesas de Bens Janeiro a agosto de 2013 Direção de Informação, outubro de 2013

2 CIP bens 2013 (janeiro a agosto) - principais resultados Em 2013 (janeiro a agosto), as exportações portuguesas de bens aumentaram 3,4% e as importações diminuíram 0,4%. O défice comercial português de bens ( MEur) diminuiu 17,2% ( MEur) e a taxa de cobertura das importações pelas exportações aumentou para 84,5% (81,4% em janeiro/agosto de 2012); Para este resultado ao nível da balança comercial contribuíram, quer o comércio extracomunitário, com um aumento de 6,5% nas exportações e quase estagnação nas importações (tvh 0,1%), quer o comércio intracomunitário com uma subida de 2,1% nas exportações e quebra de 0,7% nas importações; Numa ótica mensal, as exportações diminuíram 23,8% face a julho de 2013 (variação em cadeia), num movimento negativo normal em agosto de cada ano, e estagnaram comparativamente a agosto de 2012 (variação homóloga). Com a União Europeia, em 2013 (janeiro/agosto), as exportações aumentaram 2,1% enquanto as importações diminuíram 0,7%, respetivamente, resultando uma quebra do défice comercial intracomunitário de 12,9% e uma descida do respectivo peso nas exportações de 71,3% em 2012 para 70,4% do total em Espanha foi o principal destino das nossas exportações de bens com uma quota de 23,6%, seguindo-se a Alemanha (11,8%) e França (11,6%); Com os Países Extracomunitários, em 2013 (janeiro/agosto), as exportações e as importações aumentaram 6,5% e 0,7%, respetivamente, observando-se uma quebra no défice comercial de 27,6%. O seu peso nas exportações totais passou de 28,7% em 2012 para 29,6% nos primeiros oito meses deste ano; Angola, com uma quota de 6,2% nas exportações totais, foi o principal cliente extracomunitário e o quarto em termos globais; Espanha, Marrocos e Argéla, com acréscimos de 604 MEur, 230 MEur e 139 MEur, pela mesma ordem, foram os mercados que mais contriburam para o crescimento global das exportações portuguesas (valeram 94,3% do crescimento global); Máquinas e Aparelhos, Combustíveis Minerais e Veículos Automóveis e Outro Material de Transporte, foram os grupos de produtos mais exportados, com quotas de 14,7%, 10,8% e 10,6% no total, pela mesma ordem; O grupo que mais contribuiu para o crescimento das exportações globais foi o dos Combustíveis Minerais, com um crescimento de 719 MEur e tvh 26,8% face a janeiro/agosto de 2012, seguindo-se os Alimentares (141 MEur; tvh 9,7%). Em sentido contrário, de notar a quebra de 7,2% nas exportações de Veículos e Outro Material de Transporte (-260 MEur).

3 Comércio Internacional Português de Bens em 2013 (janeiro a agosto) De acordo com o primeiro apuramento de dados do INE Instituto Nacional de Estatística, em 2013 (janeiro a agosto) as exportações 1 portuguesas de bens ascenderam a milhões de euros (MEur), que corresponde a um crescimento nominal em valor de 3,4%, relativamente ao período homólogo de A taxa de cobertura das importações pelas exportações situou-se nos 84,5%, o que significa um aumento de 3,1 pontos percentuais (p.p.) face a igual período do ano anterior (81,4%). O défice comercial diminuiu MEur (-17.2%), por via do aumento das exportações em MEur e da diminuição das importações em 168 MEur (tvh -0,4%). As vendas Intra e Extracomunitárias apresentaram variações homólogas de 2,1% e 6,5%, respetivamente, com a União Europeia a representar 70,4% das nossas exportações totais e a contribuir com 1,5 p.p. para o crescimento global de 3,4%. Os Países Terceiros registaram uma participação nas exportações globais de 29,6% (28,7% em 2012), contribuindo com 1,9 p.p. para o crescimento total. Milhões EUR Comércio Internacional Português de Bens ,4 Saídas Totais -0,4-17,2 2,1-0, Jan/Agosto 2013 Jan/Agosto Var. % Entradas Totais Saldo Total Expedição UE -12,9 6,5 Chegada UE Saldo UE Exportação Extra 0,1 Importação Extra -27,6 Saldo Extra Se retirarmos da análise a rubrica referente aos Combustíveis, as exportações e importações apresentam crescimentos de 1,1% e 0,2%, respetivamente, resultando uma redução do défice comercial dos não-energéticos de 13,4% e uma taxa de cobertura de 94,6%. 1 Os termos "Saídas" e "Entradas" correspondem ao somatório dos fluxos respectivos em termos de comércio intra e extracomunitário (expedições+exportações; chegadas+importações). Neste documento utilizam-se apenas os termos vulgarmente conhecidos (exportações e importações).

4 Numa ótica mensal, as exportações não se alteraram face a agosto de 2012 (variação homóloga de 0,0%). Comparativamente a julho de 2013 (variação em cadeia), as exportações diminuíram 23,8%, um movimento que, segundo o INE, é normal em agosto, mês em que o comércio internacional regista tradicionalmente um abrandamento face ao mês anterior, devido à paragem de laboração de algumas empresas no período de férias. % Taxas de Variação Homólogas Mensais das Exportações de Bens (mês n / mês n ano anterior) 40,0 30,0 20,0 10,0 0,0 Global IntraUE 3,7 0,0-10,0 ExtraUE -6,8 J F M A M J J A S O N D J F M A M J J A S O N D J F M A M J J A % Taxas de Variação em Cadeia das Exportações de Bens 40,0 (mês n / mês anterior) 30,0 20,0 10,0 0,0-10,0-20,0-30,0 ExtraUE -14,1 Global -23,8 IntraUE -27,8 J F M A M J J A S O N D J F M A M J J A S O N D J F M A M J J A Por Grupos de Produtos, as Máquinas e Aparelhos constituíram a principal exportação com uma quota de 14,7% das exportações totais, seguindo-se Combustíveis (10,8%), os Veículos e Outro Material de Transporte (10,6%), Metais Comuns (8,0%), Plásticos e Borracha (7,0%), Químicos (5,7%), Vestuário (5,3%), Agrícolas (5,1%) e Alimentares (5,1%).

5 Principais Exportações Portuguesas por Grupos de Produtos Máquinas, Aparelhos Combustíveis Minerais Veículos, Out. Mat. Transp. Metais Comuns Plásticos, Borracha Químicos Vestuário Agrícolas Alimentares Pastas Celulósicas, Papel 2013 Jan/Agosto 2012 Jan/Agosto Minerais, Minérios Calçado Matérias Têxteis Madeira, Cortiça Óptica e Precisão Peles, Couros 0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 8,0 9,0 10,0 11,0 12,0 13,0 14,0 15,0 Crescimento das Exportações de Bens 2013 (Janeiro/Agosto) (tvh %) Combustíveis Minerais 26,8 Peles, Couros Óptica e Precisão Alimentares 9,7 14,6 18,6 Calçado Químicos Pastas Celulósicas, Papel Matérias Têxteis Plásticos, Borracha Agrícolas 6,4 5,3 4,7 4,4 4,3 4,2 Madeira, Cortiça Metais Comuns Vestuário Máquinas, Aparelhos Minerais, Minérios -0,1-0,3 0,1 0,9 2,3 Veículos, Out. Mat. Transp. -7,2

6 Contribuição p/ o Crescimento das Exportações 2013 (Jan/Agosto) (%) Combustíveis Minerais Alimentares Químicos Plásticos, Borracha Calçado Pastas Celulósicas, Papel Agrícolas Óptica e Precisão Matérias Têxteis Metais Comuns Madeira, Cortiça Peles, Couros Vestuário Máquinas, Aparelhos Minerais, Minérios Veículos, Out. Mat. Transp. -25,2-0,2-0,4 13,7 8,8 8,7 7,2 6,7 6,3 5,1 4,8 2,2 2,2 2,2 0,1 69,8 Unid.: % Cresci. Global De destacar os aumentos das exportações de Combustíveis Minerais (719 MEur; 26,8%) e Alimentares (141 MEur; 9,7%), em contraste com a quebra dos Veículos e Outro Material de Transporte (-260 MEur; -7,2%). Numa desagregação por Grandes Categorias Económicas, os Bens Intermédios representaram 57,0% do total exportado, os Bens de Consumo 32% e os Bens de Capital 11%. O peso dos bens transformados nas exportações ascendeu a 94,7%. Exportação por Grandes Categorias Económicas 2013 (Jan/Agosto) Capital 11% Consumo 32% Intermédios 57%

7 Por Mercados Clientes, Espanha foi o principal destino das nossas exportações de bens com uma quota de 23,6%, seguindo-se a Alemanha (11,8%), França (11,6%), Angola (6,2%), Reino Unido (5,2%), Países Baixos (4,1%), EUA (4,0%), Itália (3,3%), Bélgica (3,0%), Marrocos (1,8%), Brasil (1,5%), China (1,4%), Argélia (1,3%) e Suécia (1,0%). 15 Principais Mercados Clientes das Exportações Portuguesas de Bens Espanha Alemanha França Angola Reino Unido Países Baixos EUA Itália 2013 Jan/Agosto 2012 Jan/Agosto Bélgica Marrocos Brasil China Argélia Suécia Polónia Unid.: % Total 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0 12,0 14,0 16,0 18,0 20,0 22,0 24,0 Espanha, com um aumento em valor de 604 MEur e 8,8 em percentagem, apresenta o maior contributo positivo para o crescimento global das exportações, seguindo-se Marrocos (230 MEur; tvh 69,6%), Argélia (139 MEur; tvh 54,2%), Reino Unido (76 MEur; tvh 4,8%), Angola (72 MEur; tvh 3,9%) e Rússia (59 MEur; tvh 47,4%). As principais contribuições negativas foram as da China (-130 MEur; tvh 22,6%), Venezuela (-91 MEur; -44,6%), Alemanha (-91 MEur; tvh -2,4% e Grécia (-56 MEur; tvh -31,6%).

8 Argentina África do Sul Marrocos Argélia Rússia Gibraltar Brasil Espanha Reino Unido Angola Alemanha Itália Rep. Checa Finlândia China Japão Grécia Nigéria Egipto Venezuela Crescimento das Exportações de Bens 2013 (Janeiro/Agosto) (tvh %) 72,3 69,6 54,2 47,4 20,4 10,7 8,8 4,8 3,9-2,4-3,1-19,4-20,5-22,6-28,3-31,6-38,8-39,8-44,6 108,6 Contribuição p/ o Crescimento das Exportações 2013 (Jan/Agosto) (%) Espanha Marrocos Argélia Reino Unido Angola Rússia África do Sul Brasil Argentina Gibraltar Egipto Nigéria Finlândia Itália Japão Rep. Checa Grécia Alemanha Venezuela China -2,4-2,9-3,1-3,3-3,6-4,2-5,5-8,8-8,9-12,6 7,4 7,0 5,7 4,6 4,5 3,8 3,6 13,4 22,3 58,5 Unid.: % Crescimento Global

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