RELATÓRIO DE ATIVIDADES E CONTAS

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1 RELATÓRIO DE ATIVIDADES E CONTAS 2014

2 INDÍCE 1. INTRODUÇÃO 2. VOTOS DE AGRADECIMENTO 3. PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO DO MINIGOLFE E APOIO PARA FORMAÇÃO NOS CLUBES 4. ORGANIZAÇÃO DE ESTRUTURAS DE APOIO ÀS SELEÇÕES NACIONAIS 5. QUADRO COMPETITIVO NACIONAL 6. CONTAS DO EXERCÍCIO DE ANÁLISE ECONÓMICO-FINANCEIRA 6.2. PERSPETIVAS FUTURAS 6.3. ANEXOS 1. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E ANEXO 2. RELATÓRIO E PARECER DO CONSELHO FISCAL 3. RELATÓRIO DE AUDITORIA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE MINIGOLFE RELATÓRIO E CONTAS DE 2014 Página 2

3 1. INTRODUÇÃO Tal como assinalámos no Plano de Atividades, 2014 foi o ano em que foram iniciadas alterações de fundo que, do nosso ponto de vista, são necessárias ao funcionamento da Federação. Não se deixou, no entanto, de continuar a reduzir o passivo para que a sustentabilidade financeira da federação seja uma realidade, pois sabemos que dela depende a continuidade da Utilidade Pública Desportiva ( UPD ) a partir de 2016, tal como informamos todos os associados. A homologação da UPD à Federação é provisória até 2016 e foi concedida pelo facto de uma boa parte da dívida a credores externos ter sido paga. No entanto, como é dito no despacho, é preciso agora que sejamos competentes para, em conjunto, sair definitivamente da situação de insolvência técnica. O Relatório e as Contas de 2014 deverão reflectir com maior profundidade o trabalho efetuado para o equilíbrio do passivo da Federação. É necessário, com urgência, o aumento das receitas próprias da Federação. Em 2014 foram conseguidos alguns patrocínios, embora pouco significativos para a receita da federação. No final de 2014 foram iniciados contactos com três patrocinadores importantes, que ainda decorrem, e esperamos que se concretizem em No plano desportivo continuámos a aprofundar, embora não tanto como pretendíamos, as áreas que definimos como objetivos estratégicos para o mandato desta direção: O apoio ao desenvolvimento do Minigolfe; O apoio à formação nos clubes; FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE MINIGOLFE RELATÓRIO E CONTAS DE 2014 Página 3

4 A implementação de estruturas sólidas e equilibradas para o quadro competitivo; A implementação de estruturas sólidas para as seleções nacionais. Como atrás acentuámos, não apoiámos algumas áreas tanto como pretendíamos. Referimo-nos em primeiro lugar à formação, em que alguns dos projectos apresentados pelos clubes ficaram adiados para Tal como referimos na AG realizada de 21/11/2014 os projetos apresentados em 2014 serão agora analisados e tudo faremos para apoiar os clubes que, sabemos, continuaram a sua atividade formativa, mesmo sem este apoio. Por outro lado, embora se tenham feito algumas coisas importantes no desenvolvimento da modalidade sabemos que mais se poderá e deverá fazer. Houve uma forte razão para que o apoio nestas áreas não tenha sido dado como a formação e os clubes merecem. Esta razão prende-se com a redução das verbas do Contrato-Programa assinado com o IPDJ, IP. O apoio à modalidade foi reduzido em 40% no ano de 2013, quando da entrada desta direção, sendo esta redução justificada pela tutela pelo corte de 30 milhões de euros no seu orçamento. Mesmo sabendo das grandes dificuldades, queremos reafirmar que continuaremos a tentar concretizar os objetivos traçados que, em nosso entender, são comuns a todos os intervenientes da modalidade. Contamos com o apoio e a participação de todos pois, sem isso, não há milagres. FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE MINIGOLFE RELATÓRIO E CONTAS DE 2014 Página 4

5 2. Votos de Agradecimentos Secretaria - geral da Presidência do Conselho de Ministros pela confiança dada a esta direcção até Secretaria de Estado do Desporto e Juventude. Instituto Português do Desporto e da Juventude, na pessoa do seu Presidente, pelo apoio prestado a esta direcção sempre que solicitado. Senhor Director Regional do Norte do IPDJ e a todos os funcionários da Casa do Desporto do Porto pela sua grande colaboração com esta direção. Confederação do Desporto de Portugal, pela grande colaboração com esta direção. Câmara Municipal de Porto de Mós pelo apoio prestado na realização da Taça de Portugal de A todos os filiados da FPM, em especial aos clubes, que têm colaborado com a direção na resolução de algumas dificuldades nas diversas áreas da modalidade. A todos aqueles que desinteressadamente deram o seu contributo, sendo ele solicitado ou não. FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE MINIGOLFE RELATÓRIO E CONTAS DE 2014 Página 5

6 3. PROJECTOS DE DESENVOLVIMENTO DO MINIGOLFE E APOIO PARA FORMAÇÃO NOS CLUBES Continuámos o nosso trabalho no minigolfe para pessoas com deficiência com a AIREV - Associação para a Integração e Reabilitação Social de Crianças e Jovens Deficientes de Vizela. Continua em Évora o trabalho de implementação do minigolfe na APPCDM - Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental. Foi dada formação a elementos da referida associação que já trabalham com jovens da referida instituição. Em relação às escolas de Minigolfe continuamos a dar continuidade ao trabalho iniciado em Portel, Coruche, Porto de Mós e Évora. Iremos tentar, no final da época, a realização de um torneio entre jovens vindos desta formação. Novos contactos foram estabelecidos ou restabelecidos para que, em 2015, se inicie formação na Ericeira, Vale de Cambra, Viseu, Loulé e Tavira. Na Falagueira - Amadora continuam os apoios para a formação de um clube ligado à Junta de Freguesia. Foi solicitado à federação apoio para a formação de elementos da Junta, que irá ser dado em Tal como no ano anterior, foi efetuada importante sensibilização para a modalidade em Lamego, Porto, Maia e Barcelos através das autarquias e clubes, com o apoio da federação. Embora num plano diferente, consideramos que a participação da federação nas parcerias que se candidataram ao Campeonato da Europa de General Class de 2016 em Vizela, e ao Campeonato da Europa de Seniores de 2017 em Portel, são formas importantes de propaganda e desenvolvimento da modalidade. FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE MINIGOLFE RELATÓRIO E CONTAS DE 2014 Página 6

7 4. ORGANIZAÇÃO DE ESTRUTURAS DE APOIO ÀS SELECÇÕES NACIONAIS Tal como temos referido, as seleções nacionais e a sua presença nas competições internacionais são um dos objetivos desta direcção. Este objetivo ainda está longe de ser conseguido, pois só é possível de concretizá-lo com uma estrutura sólida, que a nível de recursos humanos vamos consolidando mas, a nível financeiro, ainda não foi conseguido. Como afirmámos no último relatório para o IPDJ, é necessário, também, um muito maior investimento financeiro da tutela nesta área que, com eventuais patrocínios particulares e outras receitas próprias da federação irão dar, certamente os resultados que todos desejamos. A tutela, para poder financiar mais as seleções, pede resultados internacionais. Os patrocinadores para financiarem as seleções querem que elas tenham visibilidade. A federação, não tendo capacidade financeira para enviar os melhores atletas, tem dificuldades em conseguir alcançar e cimentar resultados internacionais. Em 2014 o apoio da federação às seleções que se deslocaram foi apenas cerca de 20% tendo os atletas que suportar os restantes 80%. Esperamos, contudo, que em 2015 o IPDJ corresponda ao nosso projeto para as seleções, para que comecemos a entrar num ciclo positivo em termos de resultados internacionais. Em 2014 estivemos representados, no Campeonato do Mundo de Juniores e no Campeonato da Europa de Seniores. O Campeonato do Mundo de Juniores realizou-se em Lahti, na Finlândia, onde estivemos representados por uma seleção feminina e outra masculina. FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE MINIGOLFE RELATÓRIO E CONTAS DE 2014 Página 7

8 Acompanharam os atletas o Vice-Presidente da Federação, Domingos Silva e o Director para Juventude e treinador António Pinto. A delegação esteve em Lahti entre os dias 31 de Julho e 10 Agosto. Os resultados foram modestos em função das expetativas criadas no ano anterior. Estes resultados devem-se ao facto de não haver uma rotina internacional dos atletas e de não terem estado presentes os melhores classificados da categoria, por falta de financiamento. Queremos expressar os nossos agradecimentos pela grande colaboração prestada nesta deslocação, aos Senhores Armindo Gonçalves, Augusto Rocha e Luis Carlos Magalhães. O Campeonato da Europa de Seniores realizou-se em Murnau, na Alemanha, onde estivemos representados por uma seleção feminina e outra masculina. Acompanhou os atletas o Presidente da Federação, Ananias Quintano, que também assumiu o cargo de treinador. FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE MINIGOLFE RELATÓRIO E CONTAS DE 2014 Página 8

9 Houve alguns resultados interessantes sobretudo a possibilidade de haver atletas a lutar para passarem à fase final da prova. Também aqui o facto de não se terem deslocado a Murnau os melhores atletas da categoria, pesou nos resultados finais obtidos que, com a sua presença, seriam bem melhores. Não estivemos presentes no Campeonato da Europa de General Class em Neutraubling, na Alemanha, por não haver a possibilidade de formar seleções, pelo facto dos atletas não conseguirem suportar as despesas da deslocação. Embora as condições financeiras continuem difíceis, entendemos que a federação deve continuar, dentro das suas possibilidades, a apoiar as suas Seleções, com prioridade para os escalões mais novos. FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE MINIGOLFE RELATÓRIO E CONTAS DE 2014 Página 9

10 5. QUADRO COMPETITIVO NACIONAL O calendário competitivo nacional foi cumprido com normalidade com uma organização da federação de qualidade, em nosso entender, que só foi possível com o apoio dos clubes. Todas as provas decorreram dentro do maior espírito desportivo mas com grande competitividade. Os vencedores das provas oficiais realizadas em 2014, foram os seguintes: Prova Categoria Nome Clube Infantil Masculino Miguel Oliveira Vizelgolfe Juvenil Feminino Helena Ribeiro Vizelgolfe Juvenil Masculino Fábio Lima Clube Minigolfe do Porto Júnior Feminino Sílvia Oliveira Vizelgolfe Júnior Masculino João Gonçalves Minigolfe Clube de Portugal Senhora Anabela Pereira Clube Minigolfe da Costa Nova Homem Pedro Carvalho Clube Minigolfe do Porto Sénior Masculino M Armindo Costa Clube Minigolfe do Porto Veterano Joaquim Cunha Clube Minigolfe do Porto FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE MINIGOLFE RELATÓRIO E CONTAS DE 2014 Página 10

11 Prova Categoria Clube Campeonato Nacional de Clubes Júnior Masculino Clube Minigolfe do Porto Campeonato Nacional de Clubes Senhora Clube Minigolfe Costa Nova Campeonato Nacional de Clubes Homem Minigolfe Clube de Portugal Campeonato Nacional de Clubes Sénior Masculino M Clube Minigolfe do Porto A Campeonato Nacional de Clubes Veterano Clube Minigolfe do Porto FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE MINIGOLFE RELATÓRIO E CONTAS DE 2014 Página 11

12 Prova Atleta Categoria Clube Taça de Portugal Fábio Lima Juvenil Clube Minigolfe do Porto Taça de Portugal Luisa Lobão Senhora Minigolfe Clube de Lamego Taça de Portugal João Nabais Homem Minigolfe Clube de Portugal FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE MINIGOLFE RELATÓRIO E CONTAS DE 2014 Página 12

13 6. CONTAS DO EXERCÍCIO DE ANÁLISE ECONÓMICA E FINANCEIRA Como dissemos no relatório anterior, a meta traçada por esta direcção, em termos financeiros, para o mandato foi, em primeiro lugar, tirar a federação da situação de degradação financeira em que se encontrava e, em segundo lugar, inverter a situação para que a federação tenha viabilidade. Pensamos que foram dados importantes passos no sentido de anular o passivo que nos foi deixado, como se pode verificar pelas contas de A implementação de processos de controlo interno, aliado a uma gestão eficaz e rigorosa nas despesas de funcionamento, no desenvolvimento da atividade desportiva, na formação e nas despesas efetuadas com as seleções nacionais demonstrou que a federação tem e pode criar potencialidades para uma suficiência económico-financeira estável, não podendo prescindir, contudo, do apoio da tutela. O próximo passo terá que ser no sentido de ter patrocínios fortes e um aumento do capital social da federação de modo a tentar evitar futuras situações de insolvência. Mais uma vez, é nosso dever agradecer aos credores da federação pois sem a sua ajuda não teria sido possível um reequilíbrio das contas da federação. FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE MINIGOLFE RELATÓRIO E CONTAS DE 2014 Página 13

14 6.2 - Perspetivas Futuras Agora que esta direção se encontra ligeiramente mais liberta da pressão financeira, pensamos que chegou a altura de federação e clubes, em conjunto, trabalharem para a divulgação da modalidade ao mais alto nível. Para este trabalho, a direção irá propor reuniões periódicas com os clubes e associações para um debate profundo sobre a modalidade e que passam por temas como a formação de atletas, de treinadores, de árbitros e outros temas que todos entendam ser de utilidade para a modalidade. Entendemos ser importante caminhar no sentido da qualidade desportiva da modalidade a níveis que nos permitam resultados interessantes no campo internacional. Só assim é possível atrair potenciais parceiros/patrocinadores e, também, obrigar a tutela a um aumento significativo no seu apoio. Iremos continuar a efetuar uma gestão rigorosa, mas que não comprometa os objetivos traçados para cada época desportiva. Os objetivos desportivos definidos têm, como já afirmámos, uma forte aposta nas seleções nacionais e na formação. Por isso, toda a verba disponível será canalizada para atingir estes objetivos e, também, na divulgação da modalidade por todos os meios possíveis. O Presidente da Federação Portuguesa de Minigolfe UPD (Ananias Quintano) FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE MINIGOLFE RELATÓRIO E CONTAS DE 2014 Página 14

15 6.3. Anexos 1. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E ANEXO 2. RELATÓRIO E PARECER DO CONSELHO FISCAL 3. RELATÓRIO DE AUDITORIA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE MINIGOLFE RELATÓRIO E CONTAS DE 2014 Página 15

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