Declaração das Verdades Fundamentais



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Declaração das Verdades Fundamentais

Declaração das Verdades Fundamentais A Bíblia é a nossa todo-suficiente regra de fé e prática. Esta Declaração das Verdades Fundamentais tem como objetivo fornecer uma base de comunhão entre todos os nossos fiéis, para que as expressemos com base nas Sagradas Escrituras e em uníssono (1ª Coríntios 1.10; Atos 2.42). A terminologia empregada nesta declaração visa expor a verdade essencial, de maneira que permita o exercício de um ministério do evangelho pleno, sem a ausência de um só elemento fundamental e caro à Revelação Divina. As reivindicações aqui expostas, não contém toda a verdade bíblica, mas, apenas cobrem as nossas necessidades em relação a estas doutrinas fundamentais. 1. A Inspiração Divina das Sagradas Escrituras As Escrituras, tanto o Antigo quanto o Novo Testamento, são ambas inspiradas por Deus e a revelação de Deus ao homem, a única regra infalível de autoridade, fé e conduta (2ª Timóteo 3.15 17; 1ª Tessalonicenses 2.13; 2 Pedro 1.21). Entendemos as Escrituras como o Cânon outorgado pelas Igrejas Protestantes históricas, ou seja, os 66 Livros, exceto os apócrifos. 2. Um único Deus Verdadeiro O único Deus verdadeiro se revelou como o eternamente auto-existente "EU SOU", o Criador do céu e da terra, e o Redentor da humanidade. Ele tem se revelado a si mesmo como incorporando os princípios de relacionamento e associação, como o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Deuteronômio 6.4; Isaías 43.10,11; Mateus 28.19; Lucas 3.22). A DIVINDADE ADORÁVEL (a) Termos definidos Os termos Trindade e pessoas, quando relacionados com a divindade, embora não se encontrem nas Escrituras, são palavras em harmonia com Elas, que podem transmitir aos demais a nossa imediata compreensão da doutrina de Cristo, respeitando o Ser de Deus, distinguindo-o dentre os muitos "deuses e senhores. Por isso, esses termos podem falar com propriedade do Senhor nosso Deus, que é um só Senhor, como Trindade, ou como um único Ser composto por três pessoas, e ainda serem absolutamente bíblicos (exemplos: Mateus 28.19; 2ª Coríntios 13.14; João 14.16,17). (b) Distinção e Relacionamentos na Divindade Cristo ensinou uma distinção de pessoas na divindade a qual Ele expressou em termos específicos de relacionamento, como Pai, Filho e Espírito Santo, mas que esta distinção e relacionamento, quanto ao seu modo é insondável e incompreensível, porque é inexplicável (Lucas 1.35; 1ª Coríntios 1.24; Mateus 11.25-27; 28.19; 2ª Coríntios 13.14; 1ª João 1.3,4).

(c) Unidade do Ser Único do Pai, do Filho e do Espírito Santo Assim, portanto, nesse único Ser, há o Pai que constitui o Pai e não o Filho, há o Filho que constitui o Filho e não o Pai, e há o Espírito Santo que constitui o Espírito Santo e não o Pai ou o Filho. Então, o Pai é o Gerador e não é gerado por nenhuma das outras duas pessoas e nem delas procede; o Filho é o Unigênito eternamente gerado pelo Pai e o Espírito Santo é o Único procedente do Pai e do Filho desde toda a eternidade. Portanto, porque essas três pessoas estão na divindade em estado de unidade, existe um só Deus Todo-Poderoso e seu nome é um só (João 1.18, 15.26;17.11,21; Zacarias 14.9) (d) Identidade e Cooperação na Divindade O Pai, o Filho e o Espírito Santo nunca são idênticos quanto à pessoa, nem confundidos quanto ao relacionamento, nem divididos com respeito à divindade, nem opostos quanto à cooperação. Quanto ao relacionamento, o Filho está no Pai e o Pai está no Filho. Quanto à comunhão, o Filho é com o Pai e o Pai é com o Filho. Quanto à autoridade, o Pai não é do Filho, mas o Filho é do Pai. Quanto à natureza, relacionamento, cooperação e autoridade, o Espírito Santo é procedente do Pai e do Filho. Assim, nenhuma pessoa na divindade existe ou funciona separadamente ou de forma independente umas das outras (João 5.17-30,32,37; 8.17,18). (e) O Título, Senhor Jesus Cristo A denominação Senhor Jesus Cristo, é um nome próprio. Ela nunca é aplicada no Novo Testamento ao Pai ou ao Espírito Santo. É pertencente, portanto, exclusivamente ao Filho de Deus (Romanos 1.1-3,7; 2ª João 3). (f) O Senhor Jesus Cristo, Deus Conosco O Senhor Jesus Cristo é propriamente o Unigênito do Pai quanto à sua divina e eterna natureza, mas quanto à sua natureza humana, Ele é propriamente o Filho do Homem. Jesus é, portanto, ao mesmo tempo ambos: Deus e homem. Por ser Deus e homem, Ele é o "Emanuel" - Deus Conosco (Mateus 1.23; 1ª João 4.2,10,14; Apocalipse 1.13,17). (g) O Título, Filho de Deus Uma vez que o nome Emanuel engloba ambos Deus e homem, em uma só pessoa - nosso Senhor Jesus Cristo, isso implica que o título Filho de Deus descreve propriamente a sua divindade e o título Filho do Homem, sua humanidade. Portanto, o título Filho de Deus pertence à ordem da eternidade e o título Filho do Homem à dimensão temporal (Mateus 1.21-23; 2ª João 3; 1ª João 3.8; Hebreus 7.3; 1.1-13). (h) A transgressão da Doutrina de Cristo É uma transgressão da doutrina de Cristo dizer que Jesus Cristo recebeu o título Filho de Deus apenas pelo fato da Encarnação, ou por causa de sua relação com o plano da redenção. Portanto, negar que o Pai é um Pai real e eterno, e que o Filho é um Filho real e eterno, é uma contestação da distinção e relacionamento no Ser de Deus, uma negação do Pai e do Filho, e substituição da verdade de que Jesus Cristo veio em carne (2ª João 9; João 1.1,2,14,18,29,49; 1ª João 2.22,23; 4.1-5; Hebreus 12.2).

(i) A exaltação de Jesus Cristo como Senhor O Filho de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo, efetuou a purificação dos nossos pecados, assentou-se à mão direita da Majestade nas alturas, tendo sujeitado a si mesmo, anjos, principados e potestades. E, tendo sido feito Senhor e Cristo, Ele enviou o Espírito Santo que, em nome de Jesus, teve poder para dobrar nossos joelhos e nos fazer confessar que Jesus Cristo é o Senhor para a glória de Deus Pai até o fim, quando o Filho ficará sujeito ao Pai, para que Deus seja tudo em todos (Hebreus 1.3; 1ª Pedro 3.22; Atos 2.32-36; Romanos 14.11; 1ª Coríntios 15.24-28). (j) Honra igual ao Pai e ao Filho Portanto, uma vez que o Pai entregou todo o julgamento ao Filho, não é só expresso o dever de todos no céu e na terra, de dobrar os joelhos, mas é uma alegria indescritível no Espírito Santo atribuir ao Filho todos os atributos da divindade, e dar-lhe toda a honra e a glória contidas em todos os nomes e títulos da divindade, exceto aqueles que expressam relação (ver alíneas b, c, d), e, assim, honrar o Filho assim como honramos o Pai (João 5.22,23; 1ª Pedro 1.8, Apocalipse 5.6-14, Filipenses 2.8-9, Apocalipse 7.9,10; 4.8-11). 3. A Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo O Senhor Jesus Cristo é o Filho eterno de Deus. As Escrituras declaram: a. Seu nascimento virginal (Mateus 1.23; Lucas 1.31,35). b. Sua vida sem pecado (Hebreus 7.26; 1ª Pedro 2.22). c. Seus milagres (Atos 2.22; 10.38). d. Sua obra substitutiva na cruz (1ª Coríntios 15.3; 2ª Coríntios 5.21). e. Sua ressurreição corporal dentre os mortos (Mateus 28.6; Lucas 24.39; 1ª Coríntios 15.4). f. Sua exaltação à mão direita de Deus (Atos 1.9,11; 2.33; Filipenses 2.9-11; Hebreus 1.3). 4. A Queda do Homem O homem foi criado bom e justo, porque Deus disse: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança". Entretanto, o homem por transgressão voluntária caiu e, portanto, incorreu não apenas na morte física, mas também na morte espiritual que é a eterna separação de Deus (Gênesis 1.26-27, 2.17, 3.06; Romanos 5.12-19). 5. A salvação do homem A Esperança do homem está apenas da redenção efetuada através do sangue derramado de Jesus Cristo, o Filho de Deus. (a) Condições para a Salvação A salvação é recebida através do arrependimento para com Deus e fé no Senhor Jesus Cristo. Pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, sendo justificado pela

graça através da fé, o homem torna-se herdeiro de Deus segundo a esperança da vida eterna (Lucas 24.47, João 3.3; Romanos 10.13-15; Efésios 2.8; Tito 2.11; 3.5-7). (b) As Evidências da Salvação A evidência interior da salvação é o testemunho direto do Espírito Santo (Romanos 8.16). A evidência exterior testemunhada pelos demais homens é uma vida de verdadeira justiça, ética e santidade (Efésios 4.24; Tito 2.12). 6. A necessidade absoluta do novo nascimento Através da fé em Jesus Cristo mediante o poder vivificante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, o homem deve obrigatoriamente nascer de novo para torna-se digno do Reino dos Céus. (a) A religiosidade e as boas obras não produzem cidadãos dos céus Ninguém pode entrar no Reino de Deus pelo autoesforço, bondade própria ou praticando boas obras. O cidadão mais justo, bondoso ou religioso deste mundo não é naturalmente apto para o Reino de Deus (Romanos 3.10-12, 20, 23; Efésios 2.8,9). (b) O novo nascimento é um ato sobrenatural de Deus Disse o Senhor Jesus a Nicodemos: Em verdade em verdade, te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. (João 3.5). Isso significa que tudo começa com a conversão efetuada através da Palavra de Deus (nascer da água) depois, para o crente nascer de novo, além do seu desejo, há de operar também uma vontade superior à dele próprio, a vontade do Pai (João 3.6-8). Esse é o ato da graça criadora que faz do crente um filho de Deus. 7. O perdão dos nossos pecados Nossa salvação eterna só é possível por causa da justificação da nossa alma que recebemos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor. Por causa disso, a justiça de Cristo é imputada a nós e vivemos por ela (1ª Coríntios 1.30; 2ª Coríntios 5.18-21). (a) A necessidade do perdão Deus encerrou todos os homens debaixo do pecado: Os gentios (não judeus) por não reconhecerem a revelação de Deus na natureza (Romanos 1.18-20), por não ouvirem suas consciências (Romanos 2.14,15) e pela prática da idolatria e degradação moral (Romanos 1.23-31). Já os judeus, são condenados por transgredirem a Lei de Moisés (Romanos 2). (b) Absolvição Divina e Justificação Somos absolvidos dos nossos pecados quando cremos no sacrifício da cruz. Pela fé, então, somos justificados diante de Deus. Justificar é o termo judicial que significa absolver, declarar justo, ou pronunciar sentença de aceitação. Essa figura é oriunda do Direito. Como réus éramos culpados perante Deus, o justo Juiz de todos, porém, ao invés

de recebermos a sentença merecida da condenação eterna, o Pai nos declara, pela Graça e obra meritória de Cristo, inocentes de todos os nossos pecados outrora cometidos na nossa ignorância (Romanos 1.17; 3.21-26). (c) O Perdão dos pecados cometidos depois de justificados A justificação é o estado de aceitação no qual o crente permanece (Romanos 5.2) e goza, apesar de seu passado pecaminoso e imperfeições no presente, da mais completa e segura posição de justificado para com Deus. Esse é o veredito divino que ninguém poderá contradizer (Romanos 8.31-34). Porém, para que o crente desfrute desse contínuo privilégio deverá sempre se arrepender, deixar e confessar suas falhas (1ª João 2.1,2). 8. As Ordenanças da Igreja (a) Batismo nas Águas A ordenança do batismo por imersão é imperativo nas Escrituras. Todos os que se arrependem e creem em Cristo como Salvador e Senhor devem ser batizados. Assim, eles declaram ao mundo que morreram com Cristo e que agora foram levantados com Ele para andar em novidade de vida (Mateus 28.9; Marcos 16.16; Atos 10.47,48; Romanos 6.4). (b) a Sagrada Comunhão A Santa Ceia do Senhor, constituída pelos elementos pão e fruto da videira é o símbolo que expressa nossa participação na natureza divina de nosso Senhor Jesus Cristo (2 Pedro 1.4). Também aponta como um memorial de seu sofrimento e da sua morte (1ª Coríntios 11.26). Além disso, é uma profecia da Sua segunda vinda (1ª Coríntios 11.26) e é ordenada a todos os crentes "até que Ele venha!" Salientamos que todo o ritual da ceia é simbólico, inclusive seus dois elementos, o pão como figura do corpo de Jesus e o vinho do seu sangue. 9. O Batismo no Espírito Santo Todos os crentes têm direito, devendo buscar e esperar ardentemente, à promessa do Pai: o batismo no Espírito Santo e com fogo, de acordo com a ordem de nosso Senhor Jesus Cristo. Esta foi a experiência comum a todos os fiéis na igreja cristã primitiva. Segue-se com ele o revestimento de poder para a vida e serviço cristão, a dádiva dos dons e seus usos no trabalho do ministério (Lucas 24.49; Atos 1.4,8, 1ª Coríntios 12.1-31). Esta experiência é distinta e posterior a do novo nascimento (At 8.12-17; 10.44-46; 11.14-16; 15.7-9). Com o batismo no Espírito Santo vêm experiências como uma plenitude transbordante do Espírito (João 7.37-39; Atos 4.8), uma reverência aprofundada para com Deus (Atos 2.43, Hebreus 12.28), uma consagração intensificada a Ele e maior dedicação ao seu trabalho (Atos 2.42). Além de um amor mais ativo por Cristo, por Sua Palavra e pelos perdidos (Marcos 16.20).

10. A evidência física inicial do Batismo no Espírito Santo O batismo dos crentes no Espírito Santo é testemunhado pelo sinal físico inicial do falar em outras línguas conforme concedido pelo Espírito de Deus (Atos 2.4). O falar em línguas neste caso é o mesmo, em essência, que o dom de línguas (1ª Coríntios 12.4-10,28), mas diferente no seu propósito e uso. 11. A atualidade dos dons espirituais Os dons espirituais ainda hoje são distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade. O fato de haverem cessado na maioria das igrejas não implica que seja essa a vontade plena de Deus. Não há suporte das Escrituras para tal extinção. Deus ainda opera em larga escala através deles, principalmente (mas não exclusivamente) entre aqueles que confessam a fé pentecostal. Cai por terra, portanto, a noção do Protestantismo histórico que os dons só eram vitais nos dias dos Apóstolos por causa da oposição que os Judeus e os Romanos faziam à Igreja Primitiva. Findo esse período segundo eles, os dons deixaram de operar, porque deixaram de ser necessários. Fazem mal uso de (1Co 13.8-10)... quando vier o que é perfeito, tudo o que é em parte (os dons) será aniquilado.. Ora, sabemos que ainda Cristo, o que é perfeito, não se manifestou em sua segunda vinda. Assim, os dons continuam operantes e não cessantes (Rm 11.29), como eles afirmam, torcendo dessa maneira, o significado do texto. 12. Santificação e Libertação Santificação é o ato de separação do que é mau e de dedicação a Deus (Romanos 2.1,2; 1ª Tessalonicenses 5.23; Hebreus 13.12). As Escrituras ordenam uma vida de "santidade sem a qual ninguém verá o Senhor " (Hebreus 12.14). Pelo poder do Espírito Santo, nos tornamos capazes de obedecer ao mandamento. "Sede santos, porque eu sou santo" (1 Pedro 1.15,16). A Santificação é realizada no crente pela fé e pelo reconhecimento na sua identificação com Cristo na Sua morte e ressurreição. Além disso, é necessário um acerto diário de contas para perdão dos pecados cometidos e confirmação da libertação da nossa antiga maneira de ser pecaminosa. Nossa união com Cristo é confirmada quando oferecemos todas as nossas faculdades continuamente ao domínio do Espírito Santo (Romanos 6.1-11,13; 8.1,2,13; Gálatas 2.20, Filipenses 2.12-13, 1 Pedro 1.5). 13. O Sagrado Matrimônio O Sagrado Matrimônio entre o homem e a mulher foi estabelecido por Deus desde o princípio em indissolubilidade, mais tarde, confirmada pelo nosso Senhor Jesus Cristo (Gênesis 2.21-24; Provérbios 18.22; Mateus 19.4-6). a) Jesus proibiu a dissolução do Sagrado Matrimônio por qualquer motivo A estabilidade do casamento é indicada pela proibição de rompê-lo. Deus ordena para cada união de casamento "não o separe o homem" (Mateus 19.6b).

O divórcio não é por Ele cogitado, sendo permitido apenas em extremas circunstâncias. Esse princípio é demonstrado pelo apóstolo Paulo nas seguintes palavras inspiradas pelo Espírito Santo: "estás ligado a mulher? não busques separarte..." (1ª Coríntios 7.27). Mas o que dizer a respeito das leis do divórcio? Ele era permitido entre os judeus, sendo inclusive parte da Lei de Moisés (Deuteronômio 24.1-4), no entanto, eles estavam torcendo o texto para separarem-se de suas mulheres sob qualquer pretexto. Jesus os recriminou por essas práticas (Mateus 19.6-8). Nossas leis também permitem o divórcio por quase todos os motivos. Sim elas permitem. Porém elas vão além da vontade expressa de Deus ao serem tão liberais. As leis do divórcio foram escritas apenas visando termos sociais em vez dos propósitos bíblicos. As leis refletem as reivindicações da sociedade mais do que os decretos de Deus. Os crentes não devem ir além das leis de Deus, como bons cristãos. Uma coisa pode ser legal, mas não ser espiritual (1ª Coríntios 6.12). As leis do Deus Trino e Santo estão acima das leis da sociedade. b) O único motivo permitido por Jesus para o divórcio Jesus admitiu o divórcio em caso de adultério. Ele disse que aquele que se divorcia de sua esposa e casar com outra comete adultério, a não ser que a causa do divórcio seja o próprio adultério (Mateus 19. 9). Vemos que um relacionamento adúltero tanto por parte do marido como por parte da mulher quebra o compromisso de casamento e permite à parte inocente divorciar-se e casar-se novamente. c) Outros motivos bíblicos para o divórcio O apóstolo Paulo nos informa que o abandono de um(a) crente por um companheiro(a) descrente é motivo de divórcio: "Se algum irmão tem mulher descrente e ela consente em habitar com ele, não a deixe. E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe. Porque o marido descrente é santificado pela mulher e a mulher descrente pelo marido, doutra sorte os seus filhos seriam imundos, mas agora são santos. Mas se o descrente se apartar, aparte-se, porque neste caso o irmão ou a irmã não estão sujeitos à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz" (1ª Coríntios 7.12-15). A nítida impressão parece ser de que a deserção por parte de um marido ou mulher descrente põe em liberdade o crente do vínculo de um contrato de casamento. Nesse texto fica explícito que o abandono do lar pela parte descrente, libera o crente daquele contrato de casamento. Porém, o mesmo princípio é válido para um casal crente, caso um deles abandone seu próprio conjugue ou deixe de cumprir seus deveres maritais. d) Caso haja perdão por parte do cônjuge traído o divórcio deve ser evitado O divórcio causado pelo adultério é a situação normal, mas não necessariamente obrigatória. Caso a parte ofendida seja capaz de perdoar não cometerá pecado permanecendo com o seu conjugue. Pelo contrário, colocará em prática o princípio do perdão que é um dos pilares do cristianismo (Mateus 18.15-22). Não por acaso esse princípio está exposto imediatamente antes do texto acerca do divórcio no Evangelho de

Mateus (Mateus 19.1-12) e sim para ser considerado dentro do contexto da dissolução do matrimônio. 14. A Igreja e Sua Missão A Igreja é o corpo de Cristo e a habitação de Deus através do Espírito Santo. Como divino compromisso para o cumprimento de sua Grande Comissão, cada crente nascido do Espírito é uma parte integrante da Universal Assembleia e igreja dos primogênitos, cujos nomes estão arrolados no céu (Efésios 1.22,23; 2.22, Hebreus 12.23). Desde que o propósito de Deus relativo ao homem é o de procurar, de salvar o que está perdido, além de ser adorado por ele; para construir um corpo de crentes à imagem de Seu Filho, demonstrando Seu amor e compaixão por todo o mundo, a razão prioritária para estar na Assembleia de Deus Graça Plena como parte da Igreja de Jesus Cristo no Mundo é: a. Ser uma agência de Deus para evangelizar o mundo (Atos 1.8; Mateus 28.19-20; Marcos 16.15,16). b. Ser um corpo no qual o homem pode adorar a Deus (1 Coríntios 12.13). c. Ser um canal do propósito de Deus para construir um corpo de santos que são continuamente aperfeiçoados à imagem de Seu Filho (Efésios 4.11-16; 1ª Coríntios 12.28; 14.12). d. Ser um povo que demonstra o amor e a compaixão de Deus para todo o mundo (Salmos 112.9; Gálatas 2.10; 6.10; Tiago 1.27). O Ministério Graça Plena existe expressamente para dar ênfase e continuidade ao padrão apostólico do Novo Testamento, ensinando e encorajando os crentes a serem batizados no Espírito Santo. Esta experiência: a. Permite que eles evangelizem no poder do Espírito, com o acompanhamento sinais sobrenaturais (Marcos 16.15-20; Atos 4.29-31; Hebreus 2.3-4). b. Acrescenta-lhes uma dimensão imprescindível para uma relação de adoração para com Deus (1ª Coríntios 2.10-16; 1ª Coríntios 12-14). c. Permite que eles respondam à obra completa do Espírito Santo na expressão do seu fruto, dons e ministérios, como nos tempos do Novo Testamento para a edificação do corpo de Cristo, além de cuidar do pobres e necessitados do mundo (Gálatas 5.22-26; Mateus 25.37-40; Gálatas 6.10; 1ª Coríntios 14.12; Efésios 4.11,12; 1ª Coríntios 12.28; Colossenses 1.29). 15. O Ministério

Um ministério divinamente chamado e biblicamente ordenado foi provido por nosso Senhor Jesus Cristo para que a sua Igreja fosse liderada de tal maneira que pudesse realizar quatro importantes objetivos: (1) Evangelização do mundo (Marcos 16.15-20); (2) Adoração a Deus (João 4.23,24); (3) A construção de um corpo de santos sendo aperfeiçoados à imagem de Seu Filho (Efésios 4.11,16); (4) Atender as necessidades humanas através dos ministérios do amor e da compaixão (Salmos 112.9; Gálatas 2.10, 6.10; Tiago 1.27). 16. Cura Divina A cura divina é parte integrante do evangelho. Cura e libertação das doenças são previstas na expiação realizada por Cristo no Calvário. Ela é um privilégio de todos os crentes (Is 53.4,5; Mateus 8.16,17; Tiago 5.14-16). 17. A Bendita Esperança do Arrebatamento A ressurreição daqueles que dormiram em Cristo e sua trasladação em conjunto com aqueles que estão vivos e permanecem até a vinda do Senhor é a esperança iminente e abençoada da Igreja (1ª Tessalonicenses 4.16,17; Romanos 8.23; Tito 2.13; 1ª Coríntios 15.51,52). Esse evento profético se dará antes da Grande Tribulação que virá sobre todo o mundo (1ª Tessalonicenses 1.10, 5.9). 18. O Tribunal de Cristo Após o Arrebatamento todos os salvos deverão passar pelo Tribunal de Jesus Cristo para serem julgados pelas obras realizadas em favor da causa de Cristo neste mundo. Todo aquele cuja obra subsistir à prova do fogo receberá recompensa. Os demais, todavia serão salvos sem recompensas, como que através desse fogo, porque não se trata de um tribunal levantado para condenar e sim julgar e galardoar a obra de cada cristão salvo (1ª Coríntios 2.11-15; 2ª Coríntios 5.10). 19. O Reino Milenar de Cristo A segunda vinda de Cristo inclui o arrebatamento dos santos, que é a nossa bendita esperança, seguido sete anos depois, pelo retorno visível de Cristo com seus santos para reinar na terra por mil anos (Zacarias 14.5; Mateus 24.27,30; Apocalipse 1.7; 19.11-14; 20.1-6). Este milenar reinado trará a salvação da nação de Israel (Ezequiel 37.21,22; Sofonias 3.19,20; Romanos 11.26,27) e o estabelecimento da paz universal (Isaías 11.6-9, Salmo 72.3-8; Miquéias 4.3,4). 20. O Juízo Final e as duas eternidades Há duas eternidades possíveis para o Homem: na Glória com Deus, como salvo e participante da vida eterna e na perdição eterna daqueles que rejeitaram a Salvação, cujos nomes não se encontram no Livro da Vida, os que os torna réus do Juízo Final quando esses ímpios mortos serão ressuscitados e julgados de acordo com suas obras.

Após a aplicação da sentença condenatória, serão remetidos para o castigo eterno no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte, onde já estarão Satanás, seus anjos, a besta e o falso profeta (Mateus 25.46; Marcos 9.43-48; Apocalipse 19.20; 20.11-15; 21.8). 21. Os Novos Céus e a Nova Terra Esperamos o Novo Céu e a Nova Terra onde Deus estabelecerá o seu tabernáculo com os homens. Estaremos assim para sempre com o Senhor. (2ª Pedro 3.13; Apocalipse 21,22). Ministério Assembleia de Deus Graça Plena Conselho de Doutrinas A Declaração das Verdades Fundamentais é a definição oficial da Assembleia de Deus Graça Plena das suas 21 doutrinas principais. Por se tratarem de verdades e crenças inegociáveis, todas as nossas igrejas, ministros e membros devem concordar plenamente com elas.