Incêndio em Veículos com GNV



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Transcrição:

1/4 1. FINALIDADE Padronizar e minimizar a ocorrência de desvios na execução de tarefas fundamentais para o funcionamento correto do processo de atendimento de ocorrências emergenciais do tipo EM VEÍCULOS COM GNV. 2. DISPOSIÇÕES GERAIS: CONSIDERANDO: A crescente demanda de veículos com gás natural veicular GNV; A estocagem, distribuição e utilização cada vez maior desse tipo de gás; Que incêndios onde existam veículos com GNV possuem um potencial de risco muito elevado; Que em várias partes do país e do mundo existem históricos de incêndios em veículos com GNV com inúmeras vítimas, entre elas bombeiros; Que tal evento poderá trazer impactos ambientais graves. 3. PROCEDIMENTOS 3.1. O Comandante de Socorro, ao chegar ao local da ocorrência, deverá realizar uma avaliação inicial da cena observando os seguintes fatores: Avaliar a segurança da cena para uma abordagem segura; Observar a quantidade de veículos envolvidos no acidente; Considerar, a princípio, que todos os veículos envolvidos no evento possuem GNV; Perceber a dimensão da área atingida pelas chamas; Avaliar o risco de propagação do incêndio; Solicitar apoio (pessoal, material e viaturas), se necessário; Avaliar a existência de riscos secundários, como: queda de árvores e postes; existência de produtos perigosos; vítimas no interior do portamalas; fenômenos naturais ou qualquer outro fator que ofereça risco aos bombeiros, aos populares e à região que os circundam. 3.2. As viaturas deverão ser estacionadas próximas ao local do evento, a uma distância mínima aproximada de 50 metros, podendo essa distância ser maior, de acordo com o vulto da ocorrência: Estacionar evitando áreas baixas em relação ao acidente; Estacionar na direção do vento (vento pelas costas); Estacionar a uma distância segura do acidente, para proceder à identificação do produto com segurança. 3.3. Isolamento, evacuação e sinalização: Isolar a área do incêndio em todas as direções, em torno de 50 metros; Manter todas as pessoas estranhas ao serviço fora da área isolada; Incêndio em Veículos com GNV

2/4 Evacuar as residências vizinhas dentro do raio de isolamento, em caso de risco para as mesmas; Nos casos em que houver chamas envolvendo os cilindros, atentar para a necessidade de aumentar o raio da evacuação (apenas para casos em que os 50 metros não estejam oferecendo segurança); Sinalizar a área com a utilização de cones, cordas e/ou fitas zebradas; Delimitar áreas: Área quente local onde está localizada a origem do acidente, tendo somente acesso as equipes de intervenção; Área morna local de ligação entre as áreas quente e fria, onde será montado o corredor de descontaminação, se necessário; Área fria local extremo ao acidente, onde o risco será mínimo ou inexistente, local onde ficarão as equipes de apoio. 3.4. Aproximar-se do veículo, se possível, com o vento pelas costas, pela parte frontal do mesmo, utilizando linhas de mangueiras para o combate com jato chuveiro e outras linhas, também com jato chuveiro, dando cobertura às primeiras linhas, todas em alta pressão. Proteger as viaturas de forma a não ficarem expostas à linha de deslocamento de ar, em casos de explosão ou flashpoint; Perguntar ao motorista do veículo sinistrado, quando possível, se o mesmo é abastecido a GNV; Realizar a estabilização (calçar, furar os pneus etc.) do veículo quando possível e necessário, para evitar sua movimentação; Observar a coloração do fogo (chama azulada), que indica queima do referido gás; Deverá ser observada a duração do incêndio, assim como a coloração dos cilindros envolvidos, a fim de determinar um possível efeito de B.L.E.V.E. (boiling liquid expanding vapor explosion). 3.5. O combate deverá ser realizado pelo método de resfriamento dos tanques e do veículo, a fim de evitar o fenômeno B.L.E.V.E. nos cilindros envolvidos em chamas ou em aquecimento por irradiação; Deverá também ser utilizado o jato neblina em alta pressão, a fim de proceder ao efeito de arrastamento de ar (exaustão) para a dispersão da concentração do GNV, se for o caso; O combate deverá ser realizado com o uso de duas linhas de mangueiras de 2½ polegadas, sempre que possível, ou canhão monitor, mantendo as guarnições em posição de alarme gases (deitados em decúbito ventral, junto ao solo); Manter-se longe dos cilindros. Realizar o combate ao incêndio à máxima distância possível. Evitar extinguir o fogo antes que o vazamento seja contido. Para grandes incêndios em veículos de grande porte, utilizar

3/4 suportes de mangueiras ou monitorar os canhões; se isso for impossível, abandonar a área; Resfriar os cilindros com grandes quantidades de água até que o fogo tenha sido extinguido; Existe o risco de explosão, caso a ignição ocorra em área fechada. O GNV forma misturas explosivas com o ar e com dioxigenil tetrafluoroborato. O Comandante de Operações deverá ordenar a retirada de todo o pessoal imediatamente, caso aumente o barulho do dispositivo de segurança (alívio) ou ocorrendo qualquer descoloração do cilindro em decorrência de exposição ao fogo; É obrigatório o uso de luvas, botas e roupa de aproximação, com capacete e viseira abaixada; O Equipamento de Proteção Respiratória (EPR), no caso o respirador de adução de ar de circuito aberto com válvula de demanda e pressão positiva, deverá ser utilizado em ambientes confinados ou em caso de fumaça aparente e próxima, nos ambientes abertos, devido ao risco de inalação; Poderá haver intoxicação das guarnições devido aos gases e à fumaça provenientes do incêndio; Os gases e vapores aquecidos poderão causar queimaduras das vias aéreas. 3.6. As válvulas/registros nunca deverão ser fechadas nas saídas de um cilindro em queima ou sendo aquecido, pois sua pressão interna aumentará rapidamente, não conseguindo o alívio suficiente através da válvula de segurança, o que irá provocar a explosão do cilindro em decorrência do efeito B.L.E.V.E. Quando o cilindro de um veículo estiver envolvido em chamas, sua válvula não deverá ser fechada, sendo feito junto ao motor.

4/4 Imagem 1: Esquema de veículo com GNV 1 1- Cilindro de armazenamento c/ válvula; 2- Chave comutadora de combustível; 3- Tubulação de gás a alta pressão (220 psi); 4- Emulador (regulagem do motor) 5- Variador de avanço; 6- Válvulas de corte de combustível; 7- Redutor de pressão; 8- Misturador; 9- Válvula de abastecimento; 10- Mostrador de combustível. VÁLVULAS DE FECHAMENTO 3.7. O Comandante de Operações deverá atentar quanto ao fechamento das válvulas e registros envolvidos no evento, mantendo o veículo isolado, afastado de qualquer ponto de exposição a fontes de ignição ou a colisões; Os cilindros de GNV podem ser removidos e manipulados logo após o evento. Imagem 2: Registro de passagem frontal

5/4 3.8. O combate deverá ser realizado utilizando jato chuveiro; evitar jogar água diretamente em pontos de vazamento ou dispositivos de segurança, pois poderá haver congelamento; deve ser mantida uma distância mínima de 5 m, se possível abrigado de uma possível projeção das chamas pelo plugue fusível. 3.9. No caso de ambientes fechados, como garagens, galpões e outros, deve-se ventilar o ambiente, tendo em vista que os maiores problemas são causados pelo acúmulo de gases e fumaça. Pode-se ressaltar que o GNV é formado basicamente por metano e que possui um limite inferior de explosividade (LIE) de 6,5% e limite superior de explosividade (LSE) de 17%. 3.10. Afastar-se sempre que ouvir ruído ou sons de dispositivos de segurança/alívio ou estufamento dos cilindros; esses são sinais do aumento de pressão dentro de tubulações, cilindros, tanques e outros; nesse caso, o risco de explosão é muito grande; deve-se procurar um local seguro para se abrigar e realizar o combate. Quando isso não for possível, deverão ser armadas linhas com esguicho canhão e o local deverá ser evacuado, retirando todos da área sinistrada. 3.11. Deve-se evitar que os resíduos de um possível vazamento de óleo ou combustível, proveniente do acidente, alcancem mananciais e recursos hídricos, galerias de águas pluviais e redes de esgotos. Deve ser dada prioridade para a remoção do produto, sempre que possível, em detrimento de outras formas de controle (diluição, neutralização etc.). 3.12. Ao final do incêndio, deve-se manter a área isolada. Você poderá encontrar as fichas dos produtos no link http://www.br.com.br/wps/portal/portalconteudo/produtos/automotivos/gnv 3.13. Entrega do local: O local deverá ser entregue, preferencialmente, ao policiamento responsável pelo local; Sempre solicitar ou verificar, se possível, os documentos do veículo sinistrado para comprovação do proprietário e demais dados, a fim de serem repassados para o agente competente; Independente de o proprietário/responsável se encontrar presente, se deve sempre acionar policiamento para o local. 4. DEFINIÇÕES E ABREVIATURAS 4.1. Definições GNV: Gás Natural Veicular; Estocagem: Atividade que diz respeito à armazenagem ordenada e a distribuição de produtos acabados dentro da fábrica ou em locais destinados a este fim, pelos fabricantes, ou através de um processo de distribuição;

6/4 Limite Inferior de Inflamabilidade: Consiste no número mínimo de moléculas de um combustível, ou seja, a mínima concentração de vapores desprendidos por uma substância ou de gás necessária para que se forme uma mistura inflamável com o ar. (OLIVEIRA, 2005). Concentrações de gás abaixo do LII não são combustíveis, pois, nesta condição, tem-se excesso de oxigênio e pequena quantidade do produto para a queima. Esta condição é chamada de "mistura pobre". (HADDAD et al., 2002); Limite Superior de Inflamabilidade: Concentração tal de um vapor ou gás num ambiente acima da qual a mistura com o ar não se configura inflamável, posto que não é possível que exista a combustão. Concentrações de gás acima do LSE não são combustíveis, pois, nesta condição, tem-se excesso de produto e pequena quantidade de oxigênio para que a combustão ocorra, é a chamada "mistura rica" (HADDAD, 2002). 4.2. Abreviaturas ABGNV Associação Brasileira do gás natural veicular ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas BLEVE Boiling liquid expanded vapor explosion (Explosão de vapor expandido de líquido em ebulição) BM Bombeiro Militar CLT Consolidação das Leis de Trabalho CTGÁS Centro de tecnologia do gás EPI Equipamento de Proteção Individual EPR Equipamento de Proteção Respiratório GLP - Gás liquefeito do petróleo GNV Gás natural veicular IBP Instituto brasileiro de petróleo e gás INMETRO Instituto nacional de metrologia, normalização e qualidade industrial LII Limite inferior de inflamabilidade LSI Limite superior de inflamabilidade NBR Norma Brasileira de Regulamentação NFPA National Fire Protection Association OBM Organização de Bombeiro Militar S.I. Sistema Internacional

7/4 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Manual para Atendimento a Emergências ABIQUIM / 6ª Edição; Jornal Folha do Motorista / Rio Edição de 15/01/01 a 05/02/01; Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico (FISPQ) do GNV BR. Acesso em: junho de 2013; Sistema de informações sobre riscos de exposição química. Disponível em: http://www.intertox.com.br/. Acesso em: Junho de 2013; Patnaik, Pradyot. Guia Geral Propriedades Nocivas das Substâncias Químicas. Volume II, 2ª Edição. Belo Horizonte, 2011. Editora Ergo LTDA; Patnaik, Pradyot. Guia Geral Propriedades Nocivas das Substâncias Químicas. Volume I, 2ª Edição. Belo Horizonte, 2011. Editora Ergo LTDA; ARAÚJO, Giovanni Moraes de. Segurança na Armazenagem, Manuseio e Transporte de Produtos Perigosos Gerenciamento de Emergência Química. 2ª edição, Rio de Janeiro: Gerenciamento Verde Editora e Livraria Virtual, 2005. 948 p. Centro de Tecnologia do Gás. O que é GNV? Disponível em <www.ctgás.com.br> Acesso em janeiro de 2013; CORPO DE BOMBEIROS DO ESTADO DE SÃO PAULO. Tática e técnica de combate a incêndio em gás natural veicular (GNV) / : INC 010. São Paulo, 2005; IBP Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás. O Papel Estratégico do GNV. Disponível em: <http://www.ibp.org.br> Acesso em janeiro de 2013; Reinert, Márcio. Combate a incêndios em veículos movidos a gás natural veicular. Disponível em: <http://biblioteca.cbm.sc.gov.br/biblioteca/index.php/component/docman /doc_download/62-marcio-reinert-. Acesso em janeiro de 2013.