Texto base: Apocalipse 4:1-6 AUTORIDADE DIANTE DO TRONO DO SENHOR 1 Depois destas coisas, olhei, e eis não somente uma porta aberta no céu, como também a primeira voz que ouvi, como de trombeta ao falar comigo, dizendo: Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas. 2 Imediatamente, eu me achei em espírito, e eis armado no céu um trono, e, no trono, alguém sentado; 3 e esse que se acha assentado é semelhante, no aspecto, a pedra de jaspe e de sardônio, e, ao redor do trono, há um arco-íris semelhante, no aspecto, a esmeralda. 4 Ao redor do trono, há também vinte e quatro tronos, e assentados neles, vinte e quatro anciãos vestidos de branco, em cujas cabeças estão coroas de ouro. 5 Do trono saem relâmpagos, vozes e trovões, e, diante do trono, ardem sete tochas de fogo, que são os sete Espíritos de Deus. 6 Há diante do trono um como que mar de vidro, semelhante ao cristal, e também, no meio do trono e à volta do trono, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás. 1 Não sei quanto a você, mas a adoração mexe comigo. Minhas experiências mais sublimes e elevadas com o Senhor envolviam um momento de adoração. E muitas vezes, é difícil explicar o que aconteceu naquele momento, porque a adoração é tão pessoal, é algo que nasce lá do íntimo de cada um. Estudiosos já definiram, e muito bem, o significado bíblico da adoração: Adorar é expressar nosso amor a Deus por quem Ele é! Pelo que disse e pelo que Ele faz. Adorar é reconhecer e exaltar o que Ele é: grande, forte, poderoso e misericordioso. Adoramos a Deus como resposta a sua pessoa, seu poder e sua obra redentora em nossa vida. Adoração é rendição; é humilhar-se na presença do Senhor Mas pessoalmente, acredito que não entendemos o processo e a importância da adoração sem entendermos os efeitos da queda do homem no jardim do Éden. A verdade é que depois da queda pelo pecado, o homem escolheu ser senhor de sua própria vida e transformou-se em seu próprio deus. Como tal, tornou-se independente de Deus e cada vez mais arrogante e vaidoso.
Hoje, todo homem, que por efeito da queda é naturalmente arrogantemente, presume possuir alguma sabedoria, força ou poder e, por isso mesmo, lá no fundo, busca e até acredita ser merecedor de glória, honrarias e louvor. Não é a toa que muitos lutam com o problema do reconhecimento. Pode ser até saudável oferecer reconhecimento é meio doentia, muitas vezes uma marca dos efeitos da queda. reconhecimento aos outros, pois isto motiva, orienta e edifica. Mas toda busca por Já que adorar é reconhecer e exaltar quem Deus é, quando adoramos, estamos declarando que o Senhor é Deus. Quando nos humilhamos e nos curvamos diante dele, estamos reconhecendo sua autoridade e quebrando o veneno da serpente de nos infectou com o desejo de sermos deuses. Quando declaramos pelo espírito e não de lábios que... Tu, Senhor e Deus nosso, é digno de receber toda a glória, a honra e o poder, porque criastes todas as coisas, e por tua vontade elas existem e foram criadas (Ap 4:11), ou ainda Digno é o Cordeiro que foi morto de receber poder, riqueza, sabedoria, força, honra, glória e louvor! (Ap 5:12)... dizemos que não temos estes atributos em nós e que necessitamos dos atributos que vem dele. Quando dizemos Tua é a força, estamos também declarando que não temos a força, ela não é nossa. 2 Quando dizemos que Dele é o reino, o poder e a glória estamos nos curvando, e reconhecendo que o reino não é nosso, tampouco o poder ou a glória. Portanto, a adoração é absolutamente vital. Sem ela, não podemos nem sequer pensar em termos um relacionamento com Deus. Toda a criação de Deus precisa reconhecer que Ele é o único Deus e nunca poderá haver outro. Adoração é absolutamente vital para nós. Alguns parecem pensar que adoramos porque Deus precisa de adoração, como se Ele fosse incompleto ou menor sem ela. Não é verdade. Deus não precisa de nada. Nós é que precisamos adorá-lo, porque na adoração restabelecemos a verdade de nossa posição diante dele e de nós mesmo. Por isso é que temos tantos problemas na área da adoração e do culto. Quem não é verdadeiro adorador, quem não se rendeu à autoridade e senhorio de Cristo, ainda estará lutando com questões de reconhecimento, independência, submissão e obediência. Nenhum levita vai crescer em autoridade e unção sem quebrar as marcas da queda e do velho homem lá no fundo do seu coração. Quais são os dois problemas mais comuns no ministério de louvor e adoração? Não sei como você entende, mas me incomoda profundamente:
Ministros de louvor que pensam que ministério é só tocar ou cantar, e que unção é só para o palco. Quando descem de lá não se envolvem na igreja local, não assistem aos cultos, não oram e jejuam nas campanhas da igreja, não crescem no conhecimento da Palavra e, principalmente, não evangelizam e não geram discípulos. A falta de confiança e de uma aliança de amor e de ministério entre músicos e pastor, entre líderes e liderados. Não adianta uma nova estrutura organizacional, precisamos de uma transformação interior, no coração dos pastores e de todos os lideres e liderados. Para isto, todos nós precisamos de encontro com Deus assentado no seu trono de glória e poder, uma visão e uma revelação da autoridade e santidade de Deus. Ninguém pode servir a Deus sem o temor do Senhor. João teve uma visão do trono de Deus em Apocalipse capitulo 4. O que o apostolo viu? 1. João viu diante dele um trono, e diz que nele estava assentado alguém (verso 2). Trono não fica vazio. Alguém sempre vai se assentar nele. A questão é: quem está assentado no trono de sua vida? Ou o Cordeiro Jesus é o único Senhor, ou você é o senhor. Enquanto lá no fundo do coração Jesus não for o Senhor, haverá toda sorte de dificuldades com a questão de autoridade, discipulado e relacionamento. O levita independente, que não serve em amor e aliança na igreja local, que não almeja vínculo de servitude e discipulado, revela luta pelo assento no trono e é ainda inapto e imaturo na adoração. 3 2. João viu diante do trono um arco-íris, parecendo uma esmeralda, que circundava o trono (verso 3). É um sinal eterno e imutável da aliança de Deus com a humanidade, uma marca do seu pacto de redenção. Fala que podemos nos aproximar com liberdade e fé, porque é um trono de graça e misericórdia (Hb 4:10 a 16) 10 Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas. 11 Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência. 12 Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. 13 E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas. 14 Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão.
15 Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. 16 Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna. Mas fala também de compromisso. Quem é adorador diante do trono de Deus é comprometido com a pregação do evangelho. Paulo viu o céu, deve ter visto o arco-íris e dizia: ai de mim se não pregar o evangelho. O adorador maduro não somente é discípulo-servo, mas, sobretudo, um filho fecundo de Deus, cujo maior anelo é gerar para Deus muitos filhos semelhantes a Jesus (Rm 8.29 e 30) 29 Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. 30 E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.. Por isso, é difícil entender (João 4:23) 23 Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. na perspectiva de que Deus busca melhores adoradores dentro da igreja. Quem não é adorador, pra mim, nem é verdadeiro filho de Deus. O contexto em que Jesus proferiu estas palavras é de evangelismo de uma mulher samaritana. Jesus tinha intimidade com o Pai, mas o principal para ele era fazer a vontade de Deus, ou seja, como ele mesmo declarou, buscar e salvar o perdido. É incoerente o levita que proclama e ministra intimidade com Deus mas que não sente e entende que este é o maior desejo do coração de Deus. 4 3. Diante do trono do Senhor estão acesas sete lâmpadas de fogo (verso 5). Se o fogo do Espírito arde diante do trono, sem a experiência da revelação do trono, sem submissão e humildade, sem o senhorio de Cristo não há fogo e poder espiritual. Quem quer fogo tem que ir diante do trono e ser depurado pelo fogo de Deus. 4. Diante do trono do Senhor há algo parecido com um mar de vidro, claro como cristal (verso 6). Fala de transparência e verdade. Quem já teve a revelação do trono sabe que não há mais lugar para fingimentos, vidas duplas, pecados ocultos, pois tudo é claro diante dos olhos de Deus. A vida do levita maduro é transparente e ele tem prazer na prestação de contas, em abrir sua vida e suas lutas no âmbito do discipulado. Não há nada para esconder e nada que não seja resolvido se andarmos na luz (1 João 1:7) Se, porém, andarmos na luz, como ele
está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.. 5. Diante do trono do Senhor sai o rio da água da vida que, claro como cristal, que flui do trono de Deus e do Cordeiro (Ap 22:10) Então, me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro. O mar que João viu no capitulo 4 agora é um rio. O rio sempre sai do trono. Quando o trono está no coração do crente, com certeza fluirão rios de águas vivas do seu interior (João 7:38) Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.. Ou seja, sequidão é a condição daquele que vive longe do trono de Deus! Há muita gente tocando, cantando, dançando, porem fazendo tudo sem um encontro com o trono de Cristo. Precisamos de uma revelação da autoridade, da soberania e do senhorio de Deus sobre todo o universo e sobre a sua igreja. Se Cristo é entronizado no coração e a autoridade de Deus é vista na vida do cristão e dos que ministram ao Senhor, haverá submissão bíblica, haverá compromisso, haverá fogo do Espírito e haverá um fluir de vida gracioso sobre o ministério, sobre os relacionamentos e sobre a vida pessoal. Com um estilo de louvor e adoração forjado diante do trono de Deus, viveremos o sonho de uma verdadeira restauração da igreja e seu ministério a Deus e ao mundo, como aconteceu na época do rei Ezequias: Toda a assembléia prostrou-se em adoração, enquanto os músicos cantavam e os corneteiros tocavam, até que terminou o holocausto. Então o rei e todos os presentes ajoelharam-se e adoraram. (2 Crônicas 29. 28 ª 30) 28 Toda a congregação se prostrou, quando se entoava o cântico, e as trombetas soavam; tudo isto até findar-se o holocausto. 29 Tendo eles acabado de oferecer o sacrifício, o rei e todos os que se achavam com ele prostraram-se e adoraram. 30 Então, o rei Ezequias e os príncipes ordenaram aos levitas que louvassem o SENHOR com as palavras de Davi e de Asafe, o vidente. Eles o fizeram com alegria, e se inclinaram, e adoraram. 5