Fabio Pereira das Neves

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Transcrição:

Fabio Pereira das Neves UM CONTEXTO MAIS AMPLO DE "EQUILÍBRIO" DOS CONTRÁRIOS A PARTIR DA REFLEXÃO SOBRE A POESIA EM O ARCO E A LIRA DE OCTAVIO PAZ DISSERTAÇÃO DE MESTRADO DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA Programa de Pós-Graduação em Filosofia Rio de Janeiro Fevereiro de 2014

Fabio Pereira das Neves Um contexto mais amplo de "equilíbrio" dos contrários a partir da reflexão sobre a poesia em O arco e a lira de Octavio Paz Dissertação de Mestrado Dissertação apresentada ao Programa de Pósgraduação em Filosofia da PUC-Rio como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em Filosofia. Orientador: Prof. Eduardo Jardim de Moraes Rio de Janeiro Fevereiro de 2014

Fabio Pereira das Neves Um contexto mais amplo de "equilíbrio" dos contrários a partir da reflexão sobre a poesia em O arco e a lira de Octavio Paz Dissertação apresentada como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre pelo Programa de Pósgraduação em Filosofia do Departamento de Filosofia da PUC-Rio. Aprovada pela Comissão Examinadora abaixo assinada. Prof. Eduardo Jardim de Moraes Orientador Departamento de Filosofia da PUC-Rio Prof. Pedro Duarte Andrade Departamento de Filosofia da PUC-Rio Profa. Beatriz da Matta Andreiuolo UNILASALLE-RJ Profa. Denise Berruezo Portinari Coordenadora Setorial do Centro de Teologia e Ciências Humanas - PUC-Rio Rio de Janeiro, 5 de fevereiro de 2014

Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução total ou parcial do trabalho sem autorização do autor, do orientador e da Universidade. Fabio Pereira das Neves Graduou-se em Marketing na Faculdade da Cidade em 2002. Ficha Catalográfica Neves, Fabio Pereira das Um contexto mais amplo de equilíbrio dos contrários a partir da reflexão sobre a poesia em O arco e a lira de Octavio Paz / Fabio Pereira das Neves; orientador: Eduardo Jardim de Moraes. 2014. 93 f. ; 30 cm Dissertação (mestrado) Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Departamento de Filosofia, 2014. Inclui referências bibliográficas 1. Filosofia Teses. 2. Poesia. 3. Solução dos contrários. I. Moraes, Eduardo Jardim de. II. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Departamento de Filosofia. III. Título. CDD: 100

À Paula Campos Pimenta Velloso, que estava lá, bem no começo

Agradecimentos ao Eduardo Jardim de Moraes. ao Rainer Maria Rilke. ao Pedro Duarte de Andrade, à Katia Muricy, à Beatriz Andreiuolo, à Marcela Cibella de Oliveira, ao Edgar de Brito Lyra Netto, à Nina Gaul, ao Murilo Cavalcante e à Maria Priscilla Coelho. ao Departamento de Filosofia da PUC-Rio. à Clarissa Marinho, à Paula Pimenta, à Mariana Peluso, à Lays Gabrielle da Silva Neves e à Natalia Rebiere. ao Wilson Soares Câmara, ao Durval Mota, ao Gilvan Renato Muzy e ao André Ferreira. à Ana Carolina Caetano Borges, ao Maurício Pimenta Velloso e à Fernanda Velloso. a toda a minha família, em especial ao meu pai, José Augusto, à minha mãe, Iracema e à minha irmã, Vanessa. à Edna Sampaio e à Diná Lucia. ao CNPq e à PUC-Rio, pelo apoio financeiro concedido para este trabalho acadêmico.

Resumo Neves, Fabio Pereira das; Moraes, Eduardo Jardim de. Um contexto mais amplo de "equilíbrio" dos contrários a partir da reflexão sobre a poesia em O arco e a lira de Octavio Paz. Rio de Janeiro, 2014. 93p. Dissertação de Mestrado Departamento de Filosofia, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Essa dissertação tem como objetivo analisar a reflexão acerca da poesia no livro O arco e a lira de Octavio Paz. Para realizar essa tarefa analisamos brevemente sua vida e obra, tendo especial atenção para a questão da batalha dialética constante que se equilibra na própria fonte do pensamento e da obra de Octavio Paz. A apaixonada reconciliação de opostos que está no núcleo de toda a sua obra se encontra nesta oposição, que ao mesmo tempo é uma momentânea reconciliação dessa luta, que é a comunhão. Procuramos demonstrar o caráter imprescindível que há para ele na aproximação do fazer poético com o pensamento crítico evidenciada em toda a sua obra. Palavras-chave Filosofia; poesia; "solução" dos contrários.

Abstract Neves, Fabio Pereira das; Moraes, Eduardo Jardim de (Advisor). A broader context of "balance" between opposites in Octavio Paz's reflection on poetry in The Bow and the Lyre. Rio de Janeiro, 2014. 93p. MSc. Dissertation Departamento de Filosofia, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. This dissertation aims to analyze Octavio Paz's reflection on poetry in the book The Bow and the Lyre. To accomplish this task we have briefly his life and work, taking special attention to the issue of the constant dialectic battle that balances in own source of thought and work of Octavio Paz. The passionate reconciliation of opposites that is at the core of all his work is this opposition, which at the same time is an instantaneous reconciliation this conflict, which is communion. We tried to demonstrate the characteristic trait that become manifest in the approximation of poetic expression and the critical thinking, evidenced in all his works. Keywords Philosophy; poetry, "balance" between opposites.

Sumário Introdução 11 1. O pensador poeta, o poeta pensador e sua obra 17 1.1 Biografia e formação de Octavio Paz 20 1.2 Breve análise da obra de Octavio Paz 32 1.2.1 Ensaios 32 1.2.2 Poesia 32 2. Início da reflexão sobre a poesia 33 2.1. Poesia de solidão e poesia de comunhão 35 2.1.1. Elaboração do ensaio 35 2.1.2. Análise do ensaio 38 3. Auge da reflexão sobre a poesia: O arco e a lira 42 3.1. Estrutura do livro 46 3.1.1. Introdução 46 3.1.2. O poema 48 3.1.3. A revelação poética 62 3.1.4. Poesia e história 66 3.1.5. Os signos em rotação 68 4. A experiência poética, a outra margem e a otredad 73 Considerações Finais 79 Referências Bibliográficas 83 Anexo 1: Cronologia da vida e da obra de Octavio Paz 86 Anexo 2: Poemas utilizados originais e traduzidos 89

Ofício Os poemas que não fiz não os fiz porque estava dando ao meu corpo aquela espécie de alma que não pôde a poesia nunca dar-lhe Os poemas que fiz só os fiz porque estava pedindo ao corpo aquela espécie de alma que somente a poesia pode dar-lhe Assim devolve o corpo a poesia que se confunde com o duro sopro de quem está vivo e às vezes não respira. Gastão Cruz