Tipos de usuários do Linux Root Usuário Comum: #

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Transcrição:

LINUX Linux não é totalmente um SO, na verdade ele é o que chamamos de KERNEL, ou seja, o núcleo do Sistema Operacional. O Kernel é o responsável pela integração do hardware com o software. Como o código-fonte é aberto, é possível juntá-lo a outros softwares e criar um Sistema Operacional, ou seja, as Distribuições Linux, que podem ser customizadas. Tipos de usuários do Linux Nas distribuições Linux existem três tipos de usuários: O usuário Comum, Usuário de Sistema e o Administrador do Sistema chamado de ROOT ou superusuário. Root: Possui controle total sobre o SO. Alguns programas somente podem se acessados pelo ROOT, assim como cabe a ele cadastrar novos usuários e fazer toda manutenção do sistema. Usuário Comum: Esse tipo de usuário somente pode manipular arquivos em seu diretório e em outros diretórios se possuírem permissão para isso, permissão essa que é dada pelo ROOT. O usuário comum não pode executar diversas funções a nível de Sistema. No ambiente Linux o usuário poderá interagir com o Sistema Operacional por meio da interface gráfica ou pelo Terminal. O Usuário por meio do terminal terá acesso a uma linha de comando. Nessa linha o usuário poderá inserir comandos que serão interpretados pelo Sistema Operacional. No Terminal o Superusuário (Root) aparecerá com o símbolo # e o usuário comum usará o

símbolo $, essa simbologia é utilizada para diferenciar os dois usuários. Ambiente Gráfico No Linux podemos utilizar diferentes interfaces gráficas nas diferentes distribuições existentes. Exemplos: Gnome: O Gnome é um gerenciador gráfico dos mais populares entre os usuários e desenvolvedores. KDE: O gerenciador gráfico KDE também é um gerenciador de janelas sendo um dos mais utilizados por diversos usuários, ele possui diversos programas para diversas funções Gerenciadores de Arquivos Dolphin: O Dolphin é o gerenciador de arquivos do KDE, nele podemos trabalhar em rede, renomear, excluir, criar novas pastas, entre outros. Nautilus: Nautilus é o gerenciador de arquivos padrão para o GNOME. Sendo um dos mais completos gerenciadores de arquivos gráficos. Nele é possível a instalação de extensões e scripts. SISTEMAS DE ARQUIVOS Quando instalamos uma distribuição Linux em nosso computador, vamos perceber que esse sistema operacional nos oferece uma gama de sistema de arquivos, muitas dessas distribuições possuem um sistema de arquivos padrão, mas o usuário pode optar por escolher um sistema de arquivos diferente. Sistema de Arquivos Ext3

A medida que os HDs (Hard Disk) foram aumentando sua capacidade, o sistema Ext2 não era mais viável para gerenciar as necessidades de armazenamento. Em decorrência disso o sistema de arquivos Ext3 (Third Extended file system) surgiu com suporte à jornalização (journaling), que é um registro (log) das transações cuja finalidade é a recuperação do sistema em caso de desligamento indesejado. No journaling os dados e os metadados primeiro são escritos no journal e depois no sistema de arquivos, com isso há um aumento de confiabilidade, mas ocorre uma perda de desempenho, devido ao fato de todos os dados precisarem serem escritos no HD duas vezes. Sistema de Arquivos Ext4 O Ext4 surgiu com inovações que não existiam no Ext3, mas mantendo alguns recursos que o Ext3 já possuía. Dentre as inovações, foram aprimorados o desempenho, confiabilidade e a escalabilidade e ainda o suporte ao sistema de arquivos de 1 EB (exabyte). O Ext4 tem um desempenho muito bom e computadores de grande porte, além disso utiliza checksums no jornal para melhorar a confiabilidade. Houve uma melhora na capacidade de armazenamento, suportando maior quantidade de atividades e maiores arquivos. O Ext4 é compatível com as versões do Ext2 e Ext3. Para verificação de disco o Ext4 utiliza a ferramenta fsck, que é um programa com funções similares ao scandisk do Windows. Ele é utilizado por exemplo quando há um desligamento abrupto do computador, podendo levar ao corrompimento de arquivos no sistema de arquivos, quando isso ocorrer o fsck tentará corrigir

automaticamente os blocos com defeito e outros problemas que possam existir. Sistema de Arquivos ReiserFS O sistema de arquivos ReiserFS, foi criado no ano de 2001 por HANS REISER e a partir de então tem se tornado padrão nas principais distribuições Linux, principalmente por oferecer segurança, eficiente e confiável. Um dos maiores benefícios do sistema de arquivos ReiserFS é o suporte ao journaling e a não utilização de blocos de tamanho fixo. Ainda podemos citar como vantagem a capacidade em inicializar o sistema (BOOT) muito mais rapidamente, pois ele verifica no HD somente o que foi apontado pelo journal file. Já uma das desvantagens desse sistema é que ele não trabalha perfeitamente dom RAID quando implementado via software, mas caso você utilize o RAID via hardware há um bom suporte. Estrutura do sistema de arquivos, no Linux cada Diretório possui uma função específica, conforme lista abaixo. /root/: diretório pessoal do usuário root, o administrador do sistema; /dev/: encontramos aqui os dispositivos de hardware. Existem vários arquivos, um para cada dispositivo; /tmp/: aqui se encontram os arquivos temporários gerados pelo sistema; /etc/: nesse diretório ficam os arquivos de configuração do sistema e dos programas instalados; gravarem seus arquivos;

/bin/: aqui encontram-se os programas que são usados frequentemente pelos usuários; /home/: os usuários cadastrados no sistema possuem um diretório com seu nome dentro de /home. Em geral é a única área acessível aos usuários para /media/: aqui devem ser inseridos os pontos de montagem para as mídias removíveis, como CD's e disquetes; /mnt/: diretório utilizado para conexão com volumes presentes em outros computadores da rede ou para acessar dispositivos removíveis. Em outras palavras, aqui ficam os pontos de montagem temporários; /lib/: as bibliotecas essenciais e os módulos do kernel Linux ficam aqui. Bibliotecas são conjuntos de funções e recursos utilizados por programas; /sbin/: local dos programas essenciais para o funcionamento e manutenção do sistema. Somente o administrador (root) tem permissão de executar esses programas; /srv/: dados dos serviços fornecidos pelo sistema; /opt/: softwares adicionais instalados de maneira não padrão devem ficar aqui; /usr/: os arquivos acessados pelos usuários se encontram contidos neste diretório, principalmente programas e os arquivos utilizados por esses programas; /var/: aqui se encontram informações variáveis do sistema, como spool de impressora, caixas postais, logs do sistema, cache de programas, etc. /boot/: arquivos estáticos utilizados durante a inicialização do sistema;

Arquivo Oculto Inserir um ponto antes de seu nome Remover um diretório rm rf nomediretorio rm -> remover -r -> Apaga as árvores de diretório de forma recursiva (diretórios dentro de diretórios). -f - > Não pergunta por confirmações. Não imprime mensagens de diagnóstico. Não produz mensagens de erro se o erro se deve a arquivos que não existem. CONTAS DE USUÁRIO, GRUPOS E PERMISSÕES Há três tipos diferentes de permissões para arquivos, diretórios e aplicações. r Indica que uma determinada categoria de usuários pode ler (read) o arquivo. w Indica que uma determinada categoria de usuários pode gravar/escrever (write) no arquivo. x Indica que uma determinada categoria de usuários pode executar (execute) o conteúdo de um arquivo. Um quarto símbolo (-) indica que nenhum acesso é permitido. Cada uma das três permissões é atribuída a três categorias diferentes de usuários. As categorias são: proprietário (owner) O proprietário do arquivo ou aplicação. grupo (group) O grupo que detém o arquivo ou aplicação.

todos (everyone) Todos os usuários com acesso ao sistema. Exemplo rwxrwxr-x araujo araujo 0 Jul 29 09:35 focus.txt rwx rwx define o acesso do proprietário define o acesso do grupo r-x todos os outros usuários podem ler e executar o arquivo, mas não podem modificá-lo de maneira alguma. comando chmod altera as permissões de um arquivo ou pasta. Número das permissões r (Ler) 4 w (Escrever) 2 x (Executar) 1 EXERCICIOS 1 - Em um computador com o Red Hat Enterprise Linux, um usuário pode se autenticar no sistema e usar qualquer aplicação ou arquivo que tenha permissão para acessar, após a criação de uma conta de usuário normal. O Red Hat Enterprise Linux determina se um usuário ou grupo pode acessar estes recursos baseado nas permissões a eles atribuídas. Considere que um Técnico, cujo nome de usuário é pedro, criou um arquivo executável chamado apptrf e utilizou o comando ls -l apptrf que resultou em: -rwxrwxr-x 1 erico erico 0 Jul 31 12:25 focus.txt Considerando a saída do comando e o funcionamento das permissões e contas de usuário no Red Hat Enterprise Linux, é

correto afirmar O terceiro (e último) conjunto de símbolos define os tipos de acesso para todos os outros usuários. Todos os outros usuários podem ler e executar o arquivo focus.txt, mas não podem modificá-lo, gravando dados, de maneira alguma. 2 - O kernel do Linux é um software aplicativo cujo papel principal é gerenciar os recursos de hardware para o usuário.