rumo ao martírio (2 Macabeus 6, 18-31)

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Transcrição:

Ficha No. 12 ELEAZAR rumo ao martírio (2 Macabeus 6, 18-31)

Os contrastes da fé no interior e no exterior de si

Antíoco, rei da Síria, emanou um decreto que todos os Judeus deveriam abandonar os seus hábitos e desobedecer à lei de Deus Eleazar preferiu a tortura e a morte antes de ter que abandonar o seu Deus e a sua religião

Experimento a refletir sobre a minha fé e religião e sobre aquilo que isso significa para mim: Parece-me que a minha família fosse o lugar para mim do início da minha fé? Quem me ensinou e aprofundou em mim as convicções da fé a prática da religião?

Quais pessoas e fatos tiveram peso em ajudar-me a construir a minha fé profunda? Que valores na minha vida, aos poucos, dei à fé e à religião? O que faço para transmitir a minha fé a e minha religião à minha família, amigos e ambiente de vida, de trabalho o de Comunidade-Instituto?

A fé e a religião, para mim, são uma questão vital ou uma questão secundária? Dou mais valor à autoridade, ao amor e à estima dos homes do que à lei de Deus e ao seu amor por mim?

Como reajo às leis humanas que vão contra a lei de Deus e contra à minha consciência? Concretamente como me comporto nesses casos específicos?

Entre a vontade do Senhor e a minha vontade

Eleazar, preferindo uma morte gloriosa a uma vida em desonra, encaminhou-se voluntariamente ao suplício (2 Mac 6, 19). O r d e m d o s S e r v o s d e M a r i a

Considero a minha vida e tomo consciência dos momentos quem que tive que escolher: - entre o prazer físico e a paz da alma; - entre o engano, a mentira, as meias verdades e a minha integridade moral; - entre a vontade do Senhor e a minha vontade. Nestas ocasiões:

Como fiz discernimento entre as escolhas justas e equivocadas, egoísmo e altruísmo, amor pessoal e amor por Deus? Quais foram as minhas escolhas? O que me motivou àquelas escolhas?

As minhas escolhas e conclusões se revelaram sempre justas? Estou pronto, come Eleazar, a morrer na fidelidade ao meu Deus à minha religião? Que peso me parece ter o caminhar na vida consagrada em relação às escolhas?

Os amigos de Eleazar procuraram convencê-lo a enganar a sua gente, fingindo de seguir a ordem do rei e comendo ao invés carne lícita para ele. (cf 2 Mac 6, 21-22)

Porém Eleazar respondeu dizendo que o mandassem à morte... Por isso, partindo da vida agora, com coragem eu me mostrarei digno da minha velhice. E aos jovens deixarei o exemplo de como se deve morrer honrosamente, com prontidão e valentia, pelas veneráveis e santas leis (2 Mac 6, 27-28).

Pensando no caminho da fé: Como me parece testemunhar ativamente a minha religião? Encontrei pessoas que negavam, ridicularizavam ou criticavam indevidamente a minha religião? Como respondi àquelas contestações?

A amizade, o respeito humano, a pressão dos outros foram mais fortes que o meu apego a Deus e à religião? Como? Ou a minha fé era assim profunda e o meu amor pelo Senhor assim forte, que O escolhi ao invés de permitir que a minha fé diminuísse e a minha religião fosse colocada em ridículo?

Eleazar ofereceu a sua vida a Deus e aceitou o martírio com fé e amor: podendo escapar da morte, estou suportando cruéis dores em meu corpo ao ser flagelado, mas sofro-as de boa vontade em minha alma, por causa do seu temor (2 Mac 6, 30).

Parece-me de ter vivido momentos de martírio na minha vida? Como vivi esses momentos? O que me deixaram como crescimento de fé, nos momentos sucessivos da minha vida?

Em conclusão, tendo pedir ao Senhor o dom de viver o martírio no quotidiano da minha vida e procuro colher o que ressoa dentro de mim. O r d e m d o s S e r v o s d e M a r i a