PROTOCOLO DE COMODATO



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Transcrição:

PROTOCOLO DE COMODATO Considerando que a Administração Regional de Saúde do Norte I.P., (ARSN) tem por missão garantir à população da respetiva área geográfica de intervenção, o acesso à prestação de cuidados de saúde de qualidade, adequando os recursos disponíveis às necessidades em saúde, Considerando a importância do estabelecimento de parcerias funcionais, de aliança e de redes fortes para a promoção da saúde, que incluam os sectores publico, privado e outros grupos da sociedade civil, para além dos tradicionalmente envolvidos, num esforço conjunto de construção de uma sociedade verdadeiramente promotora da saúde, Considerando o Acordo de Cooperação celebrado em Fevereiro de 2009 entre a ARSN e a Liga Portuguesa contra o Cancro Núcleo Regional do Norte (Liga) que tem como objeto a realização do Programa de Rastreio do Cancro da Mama na Região Norte, adiante designado, Programa, que se consubstancia na realização de mamografias a efetuar a todas as mulheres assintomáticas com idades compreendidas entre os 45 e os 69 anos de idade, sem diagnóstico anterior de cancro de mama e sem próteses mamárias, inscritas nos Centros de Saúde (CS) ou Unidades de Saúde Familiar (USF) da Região Norte, Considerando que se revela essencial obter um local que funcione como unidade fixa de mamografia para realização do Programa na área de abrangência do Agrupamento de Centros de Saúde Grande Porto VII Gaia, Considerando, por fim, que existe por parte da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Gaia a possibilidade e a disponibilidade de mediante o presente Protocolo afetar ou disponibilizar gratuitamente à Liga Portuguesa Contra o Cancro um imóvel para que no mesmo possam ser realizadas as mamografias do Programa de Rastreio do Cancro da Mama, Assim, reconhecendo a importância e complementaridade da atividade que poderá ser estabelecida tendo em vista o desenvolvimento de atividades neste âmbito, é celebrado o presente Protocolo de Comodato, entre a :

Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Gaia, pessoa coletiva nº. 500 874 751 com sede na Rua Teixeira Lopes, 33, 4400-320 Vila Nova de Gaia, neste ato representado pelo seu Provedor, Senhor Joaquim Lima Moreira Vaz, adiante designado como Primeira Outorgante, Administração Regional de Saúde do Norte, I.P, pessoa coletiva nº. 503 135 593, com sede na Rua de Santa Catarina, 1288, 4000 447 Porto, neste ato representada pela Senhor Dr. Rui Afonso Móia Pereira Cernadas, vice-presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde do Norte, IP, adiante designada como Segunda Outorgante, e a, Liga Portuguesa Contra o Cancro - Núcleo Regional do Porto, pessoa coletiva nº. 500 967 768, com sede na Estrada Interior da Circunvalação, 6657, 4200-177 Porto, neste ato representado por, Senhor Dr. Vitor Manuel Veloso da Silva, adiante designado como Terceira Outorgante, que se rege pelas cláusulas seguintes: Cláusula Primeira Objeto O presente Protocolo tem por objeto a cedência a título gratuito, de 4 divisões destinadas à execução do Programa Rastreio do Cancro da Mama, livre de quaisquer ónus ou encargos, pela primeira à Terceira Outorgante. Cláusula Segunda Abrangência 1. A Primeira Outorgante é legítima proprietária do imóvel sito na Rua Teixeira Lopes, 33 4400-3320 Vila Nova de Gaia, na Freguesia de Santa Marinha. 2. Pelo presente Protocolo a Primeira Outorgante cede à Terceira Outorgante a título de comodato, o gozo e utilização gratuita das 4 divisões que fazem parte do imóvel identificado no número anterior, descritas na planta em anexo ao presente Protocolo do qual faz parte integrante. 3. As divisões cedidas serão transferidas a título de comodato e somente poderão ser utilizadas pela Terceira Outorgante para desenvolver o Programa de Rastreio de Cancro da Mama, não o podendo afetar a uso diferente daquele aqui previsto. 4. O acesso às divisões ora cedidas será efetuado pela rua da Misericórdia.

Cláusula Terceira Obrigações da Primeira Outorgante 1. A Primeira Outorgante obriga-se a: a) Permitir e viabilizar de forma gratuita o uso e fruição plena das divisões pela Terceira Outorgante para o fim aqui previsto, durante a vigência do presente Protocolo; b) Não adotar qualquer conduta que condicione ou limite a utilização das divisões pela Terceira Outorgante. 2. A Primeira Outorgante, desde já autoriza a Terceira Outorgante a realizar quaisquer obras de adaptação ou de conservação nas divisões, desde que as mesmas não alterem fachadas nem a estrutura principal do edifício. Cláusula Quarta Obrigações da Segunda Outorgante 1. A Segunda Outorgante, enquanto entidade promotora do Programa, obriga-se, nos termos da Cláusula 3.ª do Acordo de Cooperação celebrado entre a ARSN e a Liga a: a) Fornecer à Liga o documento Rastreio do Cancro da Mama da Região Norte aprovado pela Comissão Oncológica Regional Norte, e as respetivas atualizações, onde constem os objetivos a atingir, as metodologias a utilizar e os indicadores de execução e de resultados esperados, necessários ao cumprimento da Cláusula 1.ª deste Acordo; b) A enviar a lista de inscrições das mulheres que reúnam os critérios de inclusão no rastreio ( ); c) A divulgar o Programa de rastreio; d) A assegurar os encargos relativos ao transporte das utentes, nos termos da legislação em vigor, para a consulta de aferição e para o hospital de referência, quando necessitem de tratamento após a consulta de aferição; e) Definir os hospitais de referência do Rastreio e providenciar que estes garantam o diagnóstico e tratamento adequados em tempo útil, bem como o fornecimento da informação essencial à monitorização e avaliação do Programa; f) A proceder ao pagamento das faturas. c) Assumir e propugnar pelo cumprimento do Acordo outorgado entre a si e a Terceira Outorgante em 18/02/2009, no qual se fundamenta o presente Protocolo.

Cláusula Quinta Obrigações da Terceira Outorgante 1. A Terceira Outorgante obriga-se a: a) Guardar e conservar as divisões cedidas; b) Facultar à Primeira Outorgante o acesso às divisões quando por esta solicitado; c) Não destinar o imóvel a fim diverso do estabelecido no presente Protocolo; d) Não fazer delas uma utilização imprudente; e) Tolerar qualquer benfeitoria ou obra de conservação que a primeira outorgante queira realizar no imóvel e nas divisões. 2. A Terceira Outorgante assume ainda: a) Todas as despesas inerentes à utilização das divisões, nomeadamente as relativas aos consumos de água, luz, limpeza, comunicações e licenciamento das mesmas ao fim em vista. b) O pagamento de toda e qualquer despesa que resulte de obras que tenham sido mandadas realizar por si, salvaguardando-se o disposto no n.º 2 da Cláusula Terceira. Cláusula Sexta Manutenção e reparação 1. A Terceira Outorgante suportará, através do seu orçamento, os encargos inerentes à utilização das divisões, nomeadamente conservação e reparação. 2. Caso se registe necessidade de reparação e/ou manutenção das divisões, objeto do presente Protocolo, por causa não imputável à Terceira Outorgante, deve a mesma comunicá-los de imediato à Primeira Outorgante, assumindo esta os custos inerentes aos mesmos. Cláusula Sétima Restituição do imóvel 1. Com a cessação do Protocolo, a Terceira Outorgante fica obrigada a entregar as divisões à Primeira Outorgante, no estado em que as mesmas se encontrarem, ressalvadas que fiquem as deteriorações inerentes a uma prudente utilização. 2. Pelas obras de conservação realizadas ou pelas benfeitorias efetuadas, nenhuma das Outorgantes poderá reivindicar o pagamento de qualquer indemnização.

Cláusula Oitava Casos omissos/alterações Contratuais 1. Os casos omissos neste Protocolo e as suas dúvidas serão resolvidas e esclarecidas por consenso entre as Outorgantes. 2. O alargamento ou alteração das condições subjacentes ao presente Protocolo carecem de aceitação expressa dos seus Outorgantes. Cláusula Nona Entrada em vigor O presente protocolo entra em vigor a partir da data da sua assinatura. Cláusula Décima Rescisão 1. O presente Protocolo pode ser rescindido a todo o tempo com fundamento na falta de cumprimento pela Terceira Outorgante de qualquer das cláusulas integradas no mesmo, ou na verificação superveniente da não prossecução dos objetivos que presidiram à celebração do mesmo. 2. A rescisão referida no número anterior deverá ser efetuada por escrito e comunicada à contraparte por carta registada com aviso de receção. 3. A rescisão produz efeitos após a sua notificação à contraparte. 4. Sem prejuízo do disposto nos números anteriores, e salvaguardando-se o previsto na Cláusula seguinte, o presente Protocolo apenas vigorará enquanto e no pressuposto de se manter em vigor o Acordo de Cooperação celebrado entre a Segunda e a Terceira Outorgante, referido no preâmbulo. Cláusula Décima Primeira Validade 1. Sem prejuízo do disposto na Cláusula anterior, o presente Protocolo é válido por um período inicial de 4 anos. 2. Findo o prazo a que alude o número anterior, o Protocolo considera-se automaticamente renovado por períodos de 1 ano, salvo se, com a antecedência mínima de 120 dias em relação ao termo de cada período de vigência, qualquer das partes o denunciar.

3. A denúncia referida no número anterior deverá ser efetuada por escrito e comunicada às outras partes por carta registada com aviso de receção. 4. Em caso de denúncia ou rescisão, nenhuma das partes terá o direito de exigir indemnização por encargos assumidos e despesas realizadas no âmbito do Protocolo. Porto, 16 de maio de 2014. Feito em três exemplares originais, ficando um para cada Outorgante. Pela Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Gaia (Joaquim Lima Moreira Vaz) Pela Administração Regional de Saúde do Norte, I.P. (Rui Afonso Móia Pereira Cernadas) Pela Liga Portuguesa contra o Cancro (Vítor Manuel Veloso da Silva)