Conselhos de Fiscalização das Profissões Regulamentadas. Ministério da Educação

Documentos relacionados
CONSELHO NACIONAL DE TÉCNICOS EM RADIOLOGIA Serviço Público Federal

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. RESOLUÇÃO do CNE (ainda depende Homologação do Ministro da Educação)

RESOLUÇÃO. Santa Rosa, RS, 24 de abril de 2014.

NORMATIZAÇÃO DE ESTÁGIO DOS CURSOS DE LICENCIATURA

Ato Normativo nº 556/2008-PGJ, de 15/10/2008 (Pt. n /08)

CAPÍTULO I DA NATUREZA E DOS OBJETIVOS

MINISTÉRIO DA FAZENDA CONSELHO NACIONAL DE SEGUROS PRIVADOS. RESOLUÇÃO CNSP N o 249, de 2012.

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE CONSELHO DO ENSINO, DA PESQUISA E DA EXTENSÃO

PROJETO DE LEI Nº. 4050

SECRETARIA DE ÓRGÃOS COLEGIADOS RESOLUÇÃO Nº 1/2008

CAPÍTULO II DA ESTRUTURA DO NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS REGULAMENTO DO PROGRAMA BOLSA DE COMPLEMENTAÇÃO EDUCACIONAL CAPÍTULO I NATUREZA E FINALIDADE

REGULAMENTO DAS ATIVIDADES COMPLEMENTARES DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM SISTEMAS PARA INTERNET

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Gabinete de Consultoria Legislativa

RESOLUÇÃO CONSEPE/UFERSA Nº 007/2010, de 19 de agosto de 2010.

Dos Serviços de Obras, Arquitetura, Engenharia e Tecnologia, Sanitária.

Minuta de Instrução Normativa

INSTRUÇÃO CVM Nº 551, DE 25 DE SETEMBRO DE 2014

Conselho Municipal de Meio Ambiente CONSEMAC Câmara Setorial Permanente de Educação Ambiental CSPEA Parecer 03/2013 Março 2013

RESOLUÇÃO Nº 617 DE 27 DE NOVEMBRO DE 2015

ESTÁGIO SUPERVISIONADO

Faculdades Ibmec-RJ. Regulamento de Atividades Complementares do Curso de Graduação em Administração

FACITEC - Faculdade de Ciências Sociais e Tecnológicas IESST Instituto de Ensino Superior Social e Tecnológico

MANUAL DA PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU

Regulamento do Núcleo de Apoio à Pesquisa do Curso de Medicina da UNIFENAS-BH

RESOLUÇÃO n o 002, de 28 de fevereiro de 2000

MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA PORTARIA Nº 754, DE 3 DE OUTUBRO DE 2006

Superior Tribunal de Justiça

COORDENAÇÃO DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS PORTARIA NORMATIVA Nº. 01, 23 DE AGOSTO DE 2013.

SECRETARIA DE ÓRGÃOS COLEGIADOS RESOLUÇÃO Nº 05/2012

EDITAL DE SELEÇÃO PARA MESTRADO 2016 PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO (UNIFEI)

REGULAMENTO N 01/2016-PPGEE/MEPE/UNIR

Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas. Novo Mercado de. Renda Fixa

O PREFEITO MUNICIPAL DE RIBAS DO RIO PARDO, Estado de Mato Grosso do Sul, faz saber que o Plenário Aprovou a seguinte Lei.

REGIMENTO DA REVISTA DIÁLOGO EDUCACIONAL

SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS CIRCULAR SUSEP N.º 528, DE 25 DE FEVEREIRO DE 2016.

Norma CNEN para. Concessão de Bolsas no País

UNIVERSIDADE DO SAGRADO CORAÇÃO REGULAMENTO DOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU

Dispõe sobre a regulamentação do uso obrigatório do simulador de direção veicular.

FACULDADE DE ODONTOLOGIA

2. ATOS DO DIRETOR-GERAL

Auditoria de Meio Ambiente da SAE/DS sobre CCSA

DA IMPLANTAÇÃO E DO FUNCIONAMENTO DOS LABORATÓRIOS DE INFORMÁTICA

RESOLUÇÃO DO CONSELHO SUPERIOR Nº 48/2015, DE 9 DE NOVEMBRO DE TÍTULO I Projeto de Pesquisa - Caracterização

EDITAL PROCESSO SELETIVO PARA AUXILIAR DE SAÚDE BUCAL ESF SORRI BAURU MARÇO 2016

RESOLUÇÃO Nº Dispõe sobre o Adicional de Qualificação no âmbito da Justiça Eleitoral.

PORTARIA No- 957, DE 10 DE MAIO DE 2016

RESOLUÇÃO CONJUNTA ANA, IEMA E IGAM Nº 553, DE 8 DE AGOSTO DE 2011

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECOLÓGICA DA BAHIA COORDENAÇÃO TÉCNICA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA

RESOLUÇÃO Nº 46/2011, de 03 de novembro de 2011.

Institui, na forma do art. 43 da Constituição Federal, a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia SUDAM, estabelece a sua composição, natureza

ENQUADRAMENTO DO VOLUNTARIADO NA UNIVERSIDADE DE AVEIRO

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 25, DE 15 DE ABRIL DE 2003

CARTA CIRCULAR Nº 3.721, DE 24 DE AGOSTO DE 2015

Art. 5º - A operação do SIDS será executada segundo as diretrizes enunciadas no art. 4º da Lei nº , de 2001.

Nº 63 - Brasília - DF, quarta-feira, 02 de abril de 2008 Pág: 13 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO GABINETE DO MINISTRO

NORMA DE ELABORAÇÃO DE INSTRUMENTOS NORMATIVOS - NOR 101

CONSIDERANDO a Constituição da República Federativa do Brasil, nos artigos 197 e 199;

DECISÃO COREN-MA Nº 09/2014

Estado do Rio de Janeiro Prefeitura Municipal de Mangaratiba Gabinete do Prefeito

Instrução Normativa SRF nº 682, de 4 de outubro de 2006

CURSO DE FONOAUDIOLOGIA

PREFEITURA DO MUNICIPIO DE PORTO VELHO

CONSIDERANDO o disposto na subseção VII da seção III do capítulo V do Título V do Decreto nº de 08 de março de 1979;

Estrutura de gerenciamento do risco de mercado

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. INTERESSADA: União de Faculdades de Alagoas Ltda./Faculdade Figueiredo UF: AL

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL Gabinete do Reitor

FACULDADE DE ARARAQUARA CURSO DE BACHARELADO EM DIREITO

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MINEIROS UNIFIMES POLÍTICA DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU STRICTO SENSU

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO

CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO CEARÁ - CREA-CE CÂMARA ESPECIALIZADA DE ENGENHARIA MECÂNICA E METALÚRGICA - CEEMM

PROGRAMA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA VOLUNTÁRIO PIC DIREITO/UniCEUB EDITAL DE 2016

PORTARIA N.º 1.900, DE 23 DE DEZEMBRO DE 2013.

Descrição da Estrutura de Gerenciamento Risco Operacional -

COMPARATIVO ENTRE OS ARTIGOS ALTERADOS

GOVERNO DO ESTADO DO AMAPÁ CONSELHO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE (COEMA) RESOLUÇÃO COEMA Nº 016/09

I IRPJ, CSLL, PIS e COFINS, excetuados os recolhimentos vinculados às operações de comércio exterior, a

IT - 34 CREDENCIAMENTO DE EMPRESAS E RESPONSÁVEIS TÉCNICOS

REGULAMENTO DE ESTÁGIO PROFISSIONAL (SUPERVISIONADO)

EDITAL Nº 33, DE 18 DE MARÇO DE 2015.

EDITAL PROEX Nº 045/2014

EDITAL DE CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 004/LCPA/SBPA/2016

REGULAMENTO DOS ESTÁGIOS CURRICULARES E NÃO CURRICULARES DOS CURSOS DIURNO E NOTURNO DE ODONTOLOGIA. CAPÍTULO I Da caracterização

Legislação sobre publicidade Odontológica é de responsabilidade do Conselho

Eliana Lúcia Ferreira Coordenadora do Curso.

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO SECRETARIA GERAL DOS CONSELHOS DA ADMINISTRAÇÃO SUPERIOR CONSELHO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO

PROJETO DE LEI Nº. Art. 1º. A Lei nº , de 13 de janeiro de 1993, passa a vigorar com as seguintes alterações:

PORTARIA Nº 72, DE 01 DE FEVEREIRO DE 2012

REGULAMENTO DA POLÍTICA DE MANUTENÇÃO E GUARDA DO ACERVO ACADÊMICO DA ESCOLA DE DIREITO DE BRASÍLIA EDB

RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 158 /2014-TCE/AP

Numero do Documento:

REGULAMENTO DO NÚCLEO DE ESTUDOS COMPORTAMENTAIS (NEC) DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS

EDITAL DE PROCESSO SELETIVO

Gabinete do Prefeito DECRETO Nº 4049, DE 29 DE AGOSTO DE 2013.

Regulamento Institucional

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE MATO GROSSO PORTARIA Nº 276/2012

EDITAL DE SELEÇÃO PARA CONTRATAÇÃO EM CARÁTER TEMPORÁRIO ACT Nº DE 02 DE JANEIRO DE 2014.

DECRETO Nº 2.655, DE 02 DE JULHO DE 1998

REGULAMENTO DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU

Transcrição:

Ministério da Educação Nº 2081 - Terça feira, 16 de agosto de 2016 PORTARIA NORMATIVA Nº 18, DE 15 DE AGOSTO DE 2016 - Dispõe sobre a regulação de polos de apoio presencial no exterior e dá outras providências PORTARIA Nº 20, DE 8 DE AGOSTO DE 2016. SECRETARIA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA, ALFABETIZAÇÃO, DIVERSIDADE E INCLUSÃO Revoga a Portaria nº 9, de 6 de abril de 2016, que institui Grupo de trabalho com o objetivo de definir os requisitos funcionais para um portal educativo da Educação de Jovens e Adultos Conselhos de Fiscalização das Profissões Regulamentadas RESOLUCÃO Nº 11, DE 15 DE AGOSTO DE 2016. CONSELHO NACIONAL DE TÉCNICOS EM RADIOLOGIA - Institui e normatiza as atribuições, competências e funções dos técnicos e tecnólogos em radiologia no setor industrial, revoga as Resoluções Conter nºs 18/2006, 21/2006, 07/2016 e dá outras providências Ministério da Educação PORTARIA NORMATIVA Nº 18, DE 15 DE AGOSTO DE 2016. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Dispõe sobre a regulação de polos de apoio presencial no exterior e dá outras providências. O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, no uso da atribuição que lhe confere o art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição, considerando os princípios da razoabilidade, proporcionalidade e eficiência, previstos no art. 2º da Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999, orientadores das atividades da administração pública, e tendo em vista o disposto no art. 12, inciso X, alínea "c", do Decreto nº 5.622, de 19 de dezembro de 2005, resolve: Art. 1º Os pedidos de emissão de atos autorizativos para funcionamento de polos no exterior deverão tramitar como aditamento ao ato de credenciamento. 1º O pedido de aditamento será instruído em conformidade com o disposto no Decreto no 5.622, de 2005. 2º Para os fins do art. 12, inciso X, alínea "c", do Decreto nº 5.622, de 2005, a documentação deverá comprovar a disponibilidade dos imóveis em que se situem os polos de apoio presencial por prazo que garanta a oferta dos cursos pretendidos, discriminando a relação entre a mantenedora e o responsável legal pelo imóvel. 3º Toda a documentação em língua estrangeira deverá ser apresentada em tradução juramentada. 4º Quando da celebração de parceria ou convênio para instalação de polo, a documentação deverá prever como responsabilidade exclusiva da instituição de educação superior devidamente credenciada: I - elaboração, reformulação e atualização do Projeto Pedagógico dos cursos ofertados; II - seleção e capacitação de professores e tutores;

III - seleção, matrícula, formação, acompanhamento e avaliação dos estudantes; IV - emissão e registro dos correspondentes diplomas ou certificados; e V - prática de todos os demais atos pedagógicos e acadêmicos. Art. 2º Os alunos vinculados a polos de apoio presencial localizados no exterior deverão ser regularmente informados no Censo da Educação Superior, inclusive no Censo referente ao ano de 2015. Art. 3º Na avaliação de polos de apoio presencial localizados no exterior, serão admitidas as seguintes estratégias, alternativamente: I - avaliação in loco por avaliadores integrantes do Banco de Avaliadores do Sinaes - Basis, nos termos do art. 10, 5º, do Decreto nº 5.622, de 2005; II - videoconferência; e III - parceria com órgãos ou agências estrangeiras de avaliação ou acreditação da educação superior. 1º O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - Inep e a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior - Seres definirão, em cada caso, ouvida a instituição de educação postulante, a estratégia de avaliação a ser realizada, tendo em vista os princípios da razoabilidade, proporcionalidade e eficiência, que regem a administração pública. 2º Excepcionalmente, a avaliação in loco poderá ser realizada por professores ou pesquisadores residentes no exterior, desde que vinculados a instituições de educação superior brasileiras ou financiados por agências brasileiras de fomento à pesquisa. 3º Na hipótese do parágrafo anterior, o Inep capacitará o professor ou o pesquisador colaborador para a realização da visita in loco. Art. 4º As instituições de educação superior, que, na data de publicação desta Portaria, tenham polos no exterior em funcionamento, deverão formular pedido específico de aditamento para os referidos polos, para fins de convalidação das atividades de apoio presencial ali prestadas. Parágrafo único. Os pedidos de que trata o caput deverão ser instruídos em conformidade com o disposto no art. 1º desta Portaria e protocolados no próximo período previsto no calendário regulatório da Seres para protocolos de pedidos desta natureza. Art. 5º Esta Portaria entra em vigor na data da sua publicação. MENDONÇA FILHO (DOU de 16/08/2016 Seção I p. 09) PORTARIA Nº 20, DE 8 DE AGOSTO DE 2016. SECRETARIA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA, ALFABETIZAÇÃO, DIVERSIDADE E INCLUSÃO. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. A SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA, ALFABETIZAÇÃO, DIVERSIDADE E INCLUSÃO DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, no uso da sua atribuição que lhe confere o Decreto nº 7.690, de 02 de março de 2012, resolve: Art. 1º Fica revogada a Portaria nº 9, de 06 de abril de 2016, publicada no DOU do dia 28 de julho de 2016, que institui Grupo de trabalho com o objetivo de definir os requisitos funcionais para um portal educativo da Educação de Jovens e Adultos. Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. IVANA DE SIQUEIRA (DOU de 16/08/2016 Seção II p. 19)

Conselhos de Fiscalização das Profissões Regulamentadas RESOLUCÃO Nº 11, DE 15 DE AGOSTO DE 2016. CONSELHO NACIONAL DE TÉCNICOS EM RADIOLOGIA. Institui e normatiza as atribuições, competências e funções dos técnicos e tecnólogos em radiologia no setor industrial, revoga as Resoluções Conter nºs 18/2006, 21/2006, 07/2016 e dá outras providências. O CONSELHO NACIONAL DE TÉCNICOS EM RADIOLOGIA, no uso de suas atribuições legais e regimentais conferidas pela Lei n.º 7.394, de 29 de outubro de 1985, pelo Decreto n.º 92.790, de 17 de junho de 1986, e nos termos do seu Regimento Interno: CONSIDERANDO as prerrogativas contidas no Art. 5º, Inciso XIII, Art. 22, Incisos XVI e XXVI da Constituição Federal; CONSIDERANDO o disposto no Artigo 1º, Inciso IV, da Lei n.º 7.394/1985 e no Artigo 2º, Inciso IV, do Decreto 92.790/1986; CONSIDERANDO que, nos termos da lei e do decreto de regência e do caráter vinculante da decisão definitiva de mérito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) n.º 1717-6, do Supremo Tribunal Federal (STF), compete única e exclusivamente ao Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia (CONTER) regular e fiscalizar o exercício da profissão de técnico e tecnólogo em Radiologia, em todo o território nacional; CONSIDERANDO as Diretrizes Básicas de Proteção Radiológica, instituídas pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), por meio da Norma CNEN NN 3.01; CONSIDERANDO a Consulta Pública CONTER n.º 01/2015, realizada entre os dias 1º e 31 de julho de 2015; CONSIDERANDO a decisão da Diretoria Executiva, Ad Referendum da Plenária. Resolve: Art. 1º Instituir e normatizar as atribuições, competências e funções dos técnicos e tecnólogos em Radiologia no setor Industrial, nas seguintes especialidades: I - Radiografia Industrial; II - Irradiação Industrial; III - Radioinspeção de segurança; IV - Perfilagem de poços; V - Medidores nucleares. Art. 2º - Os requisitos para habilitação dos profissionais das técnicas radiológicas de nível médio no setor industrial são: I Ser maior de 18 anos de idade; II - Possuir diploma de conclusão do curso técnico em Radiologia, expedido por instituição de ensino reconhecida pela Secretaria Estadual ou Municipal de Educação; III - Estar devidamente inscrito no Conselho Regional de Técnicos em Radiologia (CRTR) de sua jurisdição; IV Ter condições físicas e psicológicas para executar trabalhos de campo; V - Ser aprovado em curso de formação na área da Radiologia Industrial promovido por instituição de ensino reconhecida pelo sistema educacional, com carga horária mínima de 360 (trezentos e sessenta) horas, incluída a carga horária mínima de 80 horas para as disciplinas relativas à proteção radiológica. Parágrafo único - A ementa básica do curso de formação fica com a seguinte composição: a) Tópicos avançados sobre a operação dos diferentes tipos de equipamentos emissores de radiação ionizante que são usados para inspeção, segurança e irradiação no setor Industrial; b) Proteção radiológica, plano de emergência e prevenção de acidentes; c) Introdução ao programa ALARA; d) Ética, legislação e normas técnicas; e) Ensaios não-destrutivos (ENDs); f) Procedimentos técnicos em radiografia industrial; g) Diferentes tipos de fontes radioativas; h) Tipos de materiais, construção civil, eletromecânica e processos de fabricação: soldagens, fundição e forjaria. VI - Para exercer as funções de Operador de Radiografia Industrial I e II, os profissionais de nível médio devem comprovar, por meio de formulário assinado pelo Supervisor de Proteção Radiológica (SPR) e histórico de dose individual, a experiência na especialidade pretendida prevista nos Artigos 3º e 4º da Norma CNEN NN 7.02.

Parágrafo único - Os Operadores de Radiografia Industrial I e II, reconhecidos e registrados pela CNEN antes da publicação desta resolução, possuem experiência operacional comprovada e ficam dispensados do cumprimento deste requisito. Art. 3º - Os requisitos para habilitação dos profissionais das técnicas radiológicas de nível superior no setor Industrial são: I Ser maior de 18 anos de idade; II - Possuir diploma de conclusão de curso de graduação em Radiologia expedido por instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC); III - Estar devidamente inscrito no Conselho Regional de Técnicos em Radiologia (CRTR) da sua jurisdição; IV - Ter condições físicas e psicológicas para executar trabalhos de supervisão de campo. Art. 4º - São atribuições e competências dos profissionais das técnicas radiológicas de nível médio com habilitação no setor industrial: I - Exercer as funções de Operador de Radiografia Industrial I e II, nos termos da Norma CNEN NN 7.02 e do Art. 6º da Norma CNEN NN 6.04; II - Operar irradiadores de gamagrafia, aparelhos de raios X industriais e demais equipamentos emissores de radiação ionizante no setor Industrial; III - Delimitar e sinalizar áreas supervisionadas e controladas; IV - Verificar as condições de funcionamento dos equipamentos emissores de radiação; V - Auxiliar no treinamento dos estagiários e profissionais recém-formados no setor Industrial; VI - Cumprir os requisitos do Plano de Proteção Radiológica (PPR) da instalação; VII - Ser responsável pela segurança e proteção física das fontes de radiação no setor industrial; VIII - Verificar a validade dos certificados de calibração dos medidores de radiação e monitores de radiação e de vistoria dos equipamentos emissores de radiação; IX - Certificar-se dos procedimentos operacionais com relação ao controle de fontes radioativas durante a sua operação, transporte e armazenamento; X - Verificar documentação e registros disponíveis na instalação de operação, conforme descrito no Plano de Proteção Radiológica (PPR); XI - Realizar as monitorações estabelecidas no Plano de Proteção Radiológica (PPR), o armazenamento das fontes radioativas e manter os registros correspondentes nas instalações de operação; XII - Ser responsável pelas chaves do local de armazenamento de fontes radioativas, quando houver; XIII - Comunicar imediatamente ao Supervisor de Proteção Radiológica (SPR) toda e qualquer anormalidade ou condição de perigo que for observada nos dispositivos e instalações radiológicas; XIV Assumir o controle e aplicar as ações previstas nos procedimentos de emergência. Art. 5º - São atribuições dos profissionais das técnicas radiológicas de nível superior com habilitação no setor Industrial, além das prerrogativas previstas no Artigo 4º, as demais atividades: I - Exercer a função de Supervisor de Proteção Radiológica (SPR), nos termos da Norma CNEN NN 7.01; II - Treinar, orientar e avaliar o desempenho dos profissionais de nível técnico sob sua supervisão; III - Auxiliar na seleção e escalação das equipes de trabalho; IV - Aplicar e verificar cotidianamente o Plano de Proteção Radiológica (PPR) da instalação, bem como dos procedimentos para o uso, manuseio, acondicionamento, transporte e armazenamento de fontes radioativas, devendo comunicar qualquer anormalidade ou divergência ao SPR responsável pela instalação; V - Manter sob controle, em conformidade com as Diretrizes Básicas de Proteção Radiológica, instituídas pela Norma CNEN NN 3.01, e de acordo com o Plano de Proteção Radiológica (PPR) do serviço, as fontes de radiação, os rejeitos radioativos, as condições de proteção radiológica dos indivíduos, as áreas controladas e os equipamentos de monitoração da radiação; VI - Avaliar as exposições nos locais sujeitos a radiações, comparando condições normais e situações de emergência, e adotar as medidas de proteção necessárias; VII - Supervisionar o recebimento e o envio dos medidores individuais para troca, junto aos laboratórios de monitoração individual; VIII - Verificar a disponibilidade, para uso imediato e em quantidades suficientes, de todo o material auxiliar para proteção radiológica, incluindo aqueles a serem utilizados em situação de emergência; IX - Comunicar, oficial e imediatamente, ao SPR responsável pela instalação, a ocorrência de irregularidades inerentes às fontes de radiação e as ações necessárias para garantir a proteção radiológica da instalação e das pessoas; X - Atuar, investigar e implementar, quando necessário, ações corretivas e preventivas aplicáveis em situações de

emergência, de acordo com o previsto no Plano de Proteção Radiológica (PPR); XI - Supervisionar e coordenar as ações de proteção radiológica nos depósitos iniciais de rejeitos da instalação, quando houver; XII - Examinar e acompanhar a execução dos projetos de construção e alteração de instalações radiológicas industriais; XIII - Garantir que as instalações atendam às condições de operação e armazenamento. Art. 6º - Os tecnólogos em Radiologia podem exercer todas as atividades dos técnicos em Radiologia no setor Industrial, desde que cumpram os requisitos previstos nos Incisos V e VI do Artigo 2º desta resolução. Art. 7º - Os profissionais das técnicas radiológicas com habilitação no setor Industrial devem observar permanente e rigorosamente as normas de proteção radiológica, bem como o Código de Ética Profissional. Art. 8º - Os técnicos e tecnólogos em Radiologia com habilitação no setor Industrial estão sujeitos às normas e códigos profissionais que regulam o exercício da profissão. Faltas, erros e infrações serão apuradas e julgadas com base no Código de Processo Ético- disciplinar. Art. 9º - Os Operadores de Radiografia Industrial I e II, qualificados e certificados de acordo com a Norma CNEN NN 7.02, que, na data da publicação desta resolução, operavam equipamentos emissores de radiação ionizante no setor Industrial, deverão se inscrever no Conselho Regional de Técnicos em Radiologia (CRTRs) de sua jurisdição. 1º - Para ter o reconhecimento do Sistema CONTER/CRTRs como "Técnico em Radiologia Industrial", os Operadores de Radiografia Industrial I e II, registrados de acordo a Norma CNEN NN 7.02, deverão cumprir os requisitos previstos no Art. 2º desta resolução e obedecer ao rito processual definido pelo CONTER. 2º - Os Operadores de Radiografia Industrial I e II, registrados conforme a Norma CNEN NN 7.02, que, até a data de publicação da presente resolução tiverem comprovado o exercício profissional, experiência técnica e prática na especialidade em que atuam, serão considerados habilitados para o exercício das suas funções. Art. 10 - Ficam revogadas as Resoluções CONTER nºs 18/2006, 21/2006 e 07/2016, publicadas no D.O.U. em 24 de outubro de 2006 Seção 1, nº 168-204; 11 de janeiro de 2007 Seção 1, nº 8-67 e 14 de junho de 2016 Seção 1, nº 112-77, respectivamente. Art. 11 - Esta Resolução entra em vigor na data da sua publicação no Diário Oficial da União. VALDELICE TEODOROTR Diretora-Presidente HAROLDO FELIX DA SILVA Diretor Secretário (DOU de 16/08/2016 Seção I p. 82) O BDE on-line é um suplemento da Enciclopédia de Administração Universitária, produzido pela EDITAU - Edições Técnicas de Administração Universitária. Informações e assinaturas pelo telefone: (31) 3491-3739 ou pelo e-mail: editau@editau.com.br.