A RAINHA DAS ABELHAS

Documentos relacionados
AS DOZE PRINCESAS DANÇARINAS

Adaptação: Sueli Maria de Regino IRMÃO E IRMÃ

O PRÍNCIPE SAPO OU ENRIQUE DE FERRO

O tempo passou. Branca de Neve cresceu e tornou-se uma jovem ainda mais bonita. Certo dia, ao perguntar sobre sua beleza ao espelho, a vaidosa rainha

Adaptação: Sueli Maria de Regino OS DOZE CAÇADORES

Escrita e ilustrada pelos alunos da Escola Básica do Primeiro Ciclo da Benquerença Ano Lectivo 2008/2009

Adaptação: Sueli Maria de Regino JOÃO E MARIA

AUTORAS E ILUSTRADORAS: ELISA CHRISTIANE COQUILLARD GUERRIERI REZENDE VERIDIANA SOUSA MARQUES

Colégio Santa Dorotéia

Adaptação: Sueli Maria de Regino RAPUNZEL

(Rodolfo Bracali,adaptado da obra dos Irmãos Grimm) Belo Horizonte

Certa manhã, todos foram para a mata apanhar lenha e frutas silvrestres, mas os sete irmãos acabaram se perdendo

O príncipe foi andando até que chegou a uma sala de jantar onde havia uma mesa preparada para dois e, em uma poltrona, estava uma gata branca de pêlo

Conto de fadas produzido coletivamente pelos alunos do 2º ano A, da EMEB Prof.ª Maria Aparecida Tomazini, sob orientação da prof.

Produção de texto. Observe a imagem e produza um texto narrativo, com no mínimo 10 linhas, a partir do título proposto

A GUARDADORA DE GANSOS

Exercício Extra 27. As três laranjas mágicas

João, que ouvira a conversa, correu até o quintal e apanhou um punhado de pedrinhas brancas e as escondeu nos bolsos do casaco. No dia seguinte, ao

UM CÃOZINHO PERDIDO A PRINCESA DESAPARECIDA

O Menino NÃO. Era uma vez um menino, NÃO, eram muitas vezes um menino que dizia NÃO. NÃO acreditam, então vejam:

Generosidade. Sempre que ajudares alguém, procura passar despercebido. Quanto menos te evidenciares, mais a tua ajuda terá valor.

Adaptação: Sueli Maria de Regino O ALFAIATE VALENTE

(continua) Contos e Fábulas O lobo e os 7 cabritinhos

O sapo estava sentado à beira do rio. Sentia-se esquisito. Não sabia se estava contente ou se estava triste

Diariamente, após ter limpado a casa toda, preparado o almoço e cuidado dos animais, a caçula ia até a fonte, bem longe da casa, para encher uma

Unidade Portugal. Ribeirão Preto, de de AVALIAÇÃO DO CONTEÚDO DO GRUPO VIII 3 o BIMESTRE. A cigarra e a formiga

Composições Narrativas Contos Populares

Depois, levou os filhotes para o pátio do castelo. Todos parabenizaram a pata: a sua ninhada era realmente bonita... Exceto um: o patinho das penas

Uma Aventura Fantástica

Em dois mil anos...um dia em que ninguém creu. Slide 1 - Páscoa

Rosa Alva e Rosa Carmim

Era uma vez uma menina que se chamava Alice. uma tarde de Verão, depois do almoço, Alice adormeceu e teve um sonho muito estranho.

Do Sempre e do Nunca

- Vanessa Maia - NINA E A MAQUINA DO TEMPO. em: O EXAME DE SANGUE. Ilustrações de Tiburcio

Leí disse a Néfi que o Senhor queria que ele e seus

Aquele castelo pertence a um rei. Lá em cima, na torre, mora a filha dele. Quando ela nasceu, um mago previu que seria muito infeliz por causa de um

A madrasta obrigava Cinderela a vestir roupas velhas e remendadas, mas, mesmo assim, a moça era sempre obediente e gentil. O tempo passava e a vida

Confira a seguir o excelente trabalho dessa turma!

O mundo doce de Maria

O segredo do rio. Turma 4 3º/4º anos EB1/JI da Póvoa de Lanhoso. Trabalho realizado no âmbito do PNL. (Plano Nacional de Leitura)

HISTÓRIAS DA AJUDARIS 16. Agrupamento de Escolas de Sampaio

Era uma vez uma mulher que perdeu o seu marido e se casou novamente. Depois de alguns dias, um homem bateu em sua porta:

Versão COMPLETA. O Ribeiro que queria Sorrir. PLIP004 Ana Cristina Luz. Ilustração: Margarida Oliveira

AS PERSONAGENS DO SÍTIO DO PICAPAU AMARELO NA CIDADE

Capítulo 1 - Um Novo Herdeiro

LEITURA ORIENTADA NA SALA DE AULA

Era dia 28 de Março de 2017, ainda uma noite fria surpreendentemente e havia um rapaz mais ou menos alto cabelo quase careca, olhos verdes azulados e

Palavras que se acumulam / Histórias de fadas e princesas O REI SAPO

Autora: Sophia de Mello Breyner Andresen. Ilustrador: Júlio Resende. Nome: Data:

Língua Portuguesa UMA HISTÓRIA COMO AS OUTRAS. 6º Ano do Ensino Fundamental II. Nome: Beatriz Fátima da Silva Santos

Bíblia para crianças apresenta.

Língua Portuguesa. O pequeno e grande Miles. 6º Ano do Ensino Fundamental II. Nome: Ronaldo Rodrigues Júnior

Num bonito dia de inverno, um grupo de crianças brincava no recreio da sua escola,

FORMAÇÃO CAFÉ COM MATEMÁTICA. A cidade de Contagem 1

Claro que diziam isto em voz baixa, mas ela ouvia-os e ficava muito triste.

O Texugo. Indicador do Mel. e o pássaro

A CHUVA QUE CHEGOU JÁ FAZIA SEIS DIAS... E A CHUVA NÃO CHEGAVA. O JARDIM ESPERAVA POR ELA, MAS ELA SÓ AMEAÇOU.

Majestade, o Marquês de Sacobotas, meu patrão, encarregou-me de oferecer-lhe este coelho caçado em matas de propriedade

Apoio: Patrocínio: Realização:

O Príncipe Feliz O PRÍNCIPE FELIZ. Uma estória comovente. de amizade, amor, e. altruísmo.

A Princesa e a Ervilha

Momento com Deus Crianças de 07 a 08 anos NOME: DATA: 25/05//2014 RUTE

J.I. Faria de Baixo 2017/ Agrupamento de Escolas Ferreira da Silva. Cucujães

Colégio Santa Dorotéia

Biografia de Vanda Furtado Marques Apresentação da História: Violeta a menina que regava o mundo com

Um passinho outro passinho

A guardiã dos gansos

A rapariga e o homem da lua

Entidade Mantenedora: SEAMB Sociedade Espírita Albertino Marques Barreto CNPJ: /

Português Compreensão de texto 2 o ano Unidade 9

Nº 10 A Domingo III do Tempo Comum

PRÁTICA DE ENSINO: JOGOS INTERATIVOS

1ª Leitura - Hb 12,1-4

LENDA DAS AMENDOEIRAS EM FLOR

O MILAGRE DAS ROSAS. PE Episódio #63 Nível II Intermédio (B1-B2) Texto: Rosário Carvalhosa Voz: Catarina Stichini

DEUS HONRA A JOSÉ, O ESCRAVO

Jônatas, filho de Gérson, neto de Moisés... Juízes 18:30

Colégio Zaccaria TELEFAX: (0 XX 21)

A Bandeja de Doces. A Bandeja de Doces. [Patricia Montenegro]

duas cabeças A desvantagem de ter G. K. Chesterton

"agora boa historia" assinado:maria Clara

Certo dia, chegou uma mensagem do rei, informando que sua filha, a princesa, escolheria o futuro esposo entre os jovens do reino.

Versão RECONTO. O Principezinho. PLIP003 De Antoine De Saint Exupéry

O Tigre à Beira do Rio

Cópia autorizada. II

As histórias de Amor da Bíblia!

11 Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Filipenses (Ap.Paulo)

Nada Falta a Quem Não Desperdiça

JOÃO E OS COELHINHOS HELENA FRENZEL QUINTEXTOS.BLOGSPOT.COM

HISTÓRIA DO IOGURTE TRABALHO COLETIVO. Professora: Batasina Colombari. Atividade desenvolvida: 4º e 5ª ano

Reino dos contos Chocolate

Cristóbal nasceu num aquário. O mundo dele resumia-se a um pouco de água entre as quatro paredes de vidro. Isso, alguma areia, algas, pedras de divers

Transcrição:

Adaptação: Sueli Maria de Regino A RAINHA DAS ABELHAS Em uma terra distante, vivia um homem que tinha três filhos. Os dois mais velhos eram fortes e valentes, porém, arrogantes e meio desmiolados. O mais novo, diferente dos irmãos, era atencioso, tinha um bom coração e sempre procurava agir corretamente. Por ser assim, bondoso e honesto, os seus irmãos o chamavam de Bobinho. Um dia, os dois irmãos mais velhos saíram pelo mundo em busca de riquezas e aventuras. De farra em farra, o tempo passou e os dois acabaram se esquecendo de voltar para casa. Ao ver o pai aflito pela falta de notícias, Bobinho saiu à procura dos irmãos. Quando, finalmente, os encontrou, pediu que voltassem para casa, mas os irmãos disseram que não voltariam antes de conseguir o que desejavam: fama, poder e riquezas. Bobinho insistiu, disse que o pai estava muito preocupado com a falta de notícias, mas os irmãos começaram a caçoar, dizendo que ele era mesmo um tolo e que nunca venceria na vida. Como não conseguia convencer os irmãos, Bobinho resolveu ficar um pouco mais com eles. E assim, os três rapazes seguiram juntos pela estrada.

Viajaram toda a manhã, até que encontraram um grande formigueiro. Os dois mais velhos quiseram desmanchar o monte de terra, para ver as formigas fugindo, carregando os seus ovinhos, mas Bobinho enfrentou os irmãos e disse: Não vou deixar vocês maltratarem as formiguinhas! Os irmãos caçoaram de Bobinho, mas deixaram as formigas em paz e seguiram adiante. Algum tempo depois, chegaram a um lago onde nadavam muitos patos. Os dois mais velhos quiseram caçar algumas aves para assar, mas o Bobinho voltou a enfrentar os irmãos: Não vou deixar vocês matarem esses patinhos! Os irmãos riram de Bobinho, mas desistiram da ideia de caçar os patos. Continuaram a caminhar e, mais adiante, encontraram, no oco de uma árvore, uma colmeia cheia de mel. Os dois rapazes quiseram acender uma fogueira para afugentar as abelhas e roubar o mel, mas o Bobinho voltou a enfrentá-los: Não vou deixar vocês queimarem as abelhinhas. Os irmãos, mais uma vez, caçoaram de Bobinho, mas deixaram as abelhas em paz. Um pouco mais à frente, chegaram a um castelo, cheio de estátuas de pedra. Os três irmãos andaram pelo pátio, chamaram, chamaram, mas ninguém apareceu para atender. Como as portas estavam abertas, eles entraram. Atravessaram salas, salões e corredores, sem encontrar ninguém. Por fim, chegaram a uma porta bem fechada, com três fechaduras, No meio da porta, porém, havia um buraquinho, por onde se podia espiar o que havia do outro lado. Os irmãos olharam pelo buraquinho da porta e viram, lá dentro, um anão de cabelo grisalho, sentado diante de uma mesa. Eles o chamaram uma vez, duas vezes, mas o homenzinho parecia não ouvir. Da terceira vez, gritaram tão alto, que ele se levantou, destrancou as três fechaduras e abriu a porta. Sem dizer uma só palavra, o anão os levou até um grande salão, onde encontraram uma mesa posta, cheia de pratos deliciosos. Os três irmãos,

que estavam mesmo com fome, comeram e beberam à vontade. Depois do jantar, foram levados a um quarto, para que pudessem dormir. Na manhã seguinte, sempre em silêncio, o anão conduziu o irmão mais velho até uma placa, onde estavam escritas as três tarefas que poderiam desencantar o castelo. A primeira tarefa era ir até o bosque, procurar as pérolas da filha do rei, perdidas debaixo do musgo. Eram exatamente mil pérolas e deviam ser encontradas antes do pôr-do-sol. Ao anoitecer, se faltasse uma única pérola, ele se transformaria em pedra. O rapaz foi para o bosque e procurou o dia inteiro. Quando a noite chegou, como havia encontrado apenas cem pérolas, foi transformado em pedra. No outro dia, o segundo irmão tentou cumprir a tarefa. Procurou o dia inteiro, mas como só encontrou duzentas pérolas, também foi transformado em pedra ao anoitecer. Por fim, chegou a vez do mais novo, o Bobinho, que começou a procurar as pérolas entre o musgo logo de manhã, bem cedinho. Ao meiodia, ele havia encontrado algumas, mas eram tão poucas... Vendo como era difícil aquela tarefa de encontrar pérolas, Bobinho se sentou numa pedra e chorou, chorou. Nisso, apareceu o rei das formigas e perguntou por que o Bobinho chorava tanto. Quando soube a causa da aflição do rapaz, chamou cinco mil formigas. Não demorou muito, os bichinhos acharam todas as pérolas e as amontoaram diante do Bobinho, que voltou ao palácio com a primeira tarefa cumprida. O anão, sempre em silêncio, levou o rapaz até a placa. A segunda tarefa era ir buscar, no fundo de um grande lago, a chave do quarto da filha do rei. Quando chegou à beira do lago, Bobinho viu que seria impossível cumprir a segunda tarefa, pois nem sequer sabia nadar. Muito triste, sentouse na raiz de uma árvore e começou a chorar.

Foi então que os patos, os mesmos que ele havia protegido dos irmãos, vieram nadando em sua direção. O rei dos patos perguntou por que o rapaz estava chorando e quando soube o que acontecia, ordenou que todos mergulhassem para procurar a chave. Assim que encontraram o que procuravam, os patos entregaram a chave ao rapaz. Com a segunda tarefa cumprida, o Bobinho voltou ao palácio, pois ainda tinha mais um desafio a enfrentar. No dia seguinte, o homenzinho, sempre em silêncio, levou o rapaz até a placa onde estava escrita a terceira tarefa: no quarto mais alto da mais alta torre do castelo, em três camas iguais, dormiam três princesas e, entre as três, ele deveria escolher a mais nova. Bobinho subiu na torre, entrou no quarto, e examinou cada uma das princesas, mas elas pareciam tão iguais... O anão, quebrando o silêncio, explicou que, antes de serem encantadas, as princesas haviam comido três doces diferentes: a mais velha, um torrão de açúcar; a segunda, uma colher de melado, e a mais moça, um pouco de mel. No final da tarde, o pobre rapaz, vendo que não havia como cumprir aquela tarefa, sentou-se a um canto do quarto e começou a chorar. Seu choro atraiu a atenção da rainha das abelhas, que lhe perguntou o que havia acontecido. Quando Bobinho lhe contou sobre a tarefa, a última que deveria cumprir, a abelha voou em torno da boca de cada princesa e pousou naquela que havia comido mel. Dessa forma, o rapaz pôde reconhecer qual delas era a filha caçula do rei. Com as três tarefas cumpridas, o feitiço se desfez. Tudo no castelo despertou do sono encantado e os que haviam virado pedra, voltaram à vida. O Bobinho se casou com a filha mais jovem do rei, que era a melhor das três princesas, e herdou o trono depois que o velho rei morreu.

Com o tempo, os irmãos de Bobinho tomaram juízo e aprenderam a viver com bondade e justiça. Por isso se casaram com as outras duas princesas e todos eles viveram felizes por muitos e muitos anos. Este texto é parte integrante da Biblioteca Bilíngue de Literatura Infantil e Juvenil - Libras/Português Acesse pelo site: www.bibliolibras.com.br Direitos Autorais 2016 Copyright Os textos das adaptações em Libras e Português da Biblioteca Bilíngue de Literatura Infantil e Juvenil Libras/Português podem ser utilizados, reproduzidos e divulgados livremente, com citação da fonte.