UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO DEPARTAMENTO DE NEUROCIÊNCIAS E CIÊNCIAS DO COMPORTAMENTO NEUROVASC LAB LABORATÓRIO DE NEUROLOGIA VASCULAR E NEUROSSONOLOGIA MOTRICIDADE Profa. Dra. Taiza E. G. Santos-Pontelli DISCIPLINA DE NEUROLOGIA CURSO DE FISIOTERAPIA 2017
PLANO DE AULA Tema: Motricidade Objetivos: Revisar os principais aspectos anatomia, fisiologia e avaliação neurológica no paciente adulto Estratégia: Apresentação de aula teórica
PLANO DE AULA Conteúdo: MOTRICIDADE / ANATOMIA DO SISTEMA MOTOR MOTRICIDADE NIVEL PERIFÉRICO MOTRICIDADE NIVEL MEDULAR CEREBELO NUCLEOS DA BASE REFLEXOS, FORÇA MUSCULAR FUNCIONALIDADE
CONTROLE MOTOR Interação Indivíduo - Ambiente Estabilização do corpo no espaço Movimentação do corpo INPUT SENSORIAL PROCESSAMENTO CENTRAL Sistemas Cognitivos Processos Adaptativos Cerebelo/Núcleos da Base OUTPUT MOTOR Feed-back
MOTRICIDADE Sistema Nervoso: Somático (vida de relação) Visceral (vida vegetativa) Funções básicas do Sistema Nervoso: Motricidade (via eferente do SN) Sensibilidade (via aferente do SN)
MOTRICIDADE Vias Eferentes Somáticas (Motricidade Somática) Controlam a atividade dos músculos estriados esqueléticos; Permitem a realização de movimentos voluntários ou automáticos; Regulam postura e tônus.
MOTRICIDADE Divisão Funcional: Reflexa Automática Voluntária
MOTRICIDADE REFLEXA Atua a nível medular. Aparece ao redor do 4 o ou 5 o mês de vida intra uterina. Neurônio Alfa. Arco Reflexo Simples.
MOTRICIDADE AUTOMÁTICA Atua a nível cortical. Inicia no 7 o mês de vida intra uterina. Neurônio Gama. Movimentos Automáticos.
MOTRICIDADE VOLUNTÁRIA Atua a nível cortical. Inicia ao redor do 1 o ano de vida. Neurônio Alfa Movimentos Voluntários.
ANATOMIA DO SISTEMA MOTOR
ANATOMIA DO SISTEMA MOTOR
ANATOMIA DO SISTEMA MOTOR
ANATOMIA DO SISTEMA MOTOR
ANATOMIA DO SISTEMA MOTOR (SENSORIAL)
ANATOMIA DO SISTEMA MOTOR
ANATOMIA DO SISTEMA MOTOR
DOENÇAS DO NEURÔNIO MOTOR INFERIOR Classificação segundo envolvimento do NM: NM inferior isolado Polineuropatia Desmielinizante Progressiva (Guillain-Barré) Neuropatia Sensoriomotora Hereditária (Charcot-Marie-Tooth) Atrofia Bulbar Progressiva NM inferior e superior Esclerose Lateral Primária Esclerose Lateral Amiotrófica
DOENÇAS DO NEURÔNIO MOTOR INFERIOR
SÍNDROME DO NEURÔNIO MOTOR INFERIOR Fraqueza muscular Hiporreflexia Hipotonia Atrofia
ANATOMIA DO SISTEMA MOTOR
American Spinal Injury AssociaMon (ASIA)
Classificação funcional Acima de T1 tetraplegia Abaixo de T1 paraplegia estabilidade aumenta Tetraplegia incompleta > paraplegia completa > tetraplegia completa > paraplegia incompleta
SISTEMA NERVOSO CENTRAL Vanders Human Physiology, 2007
DIVISÃO FUNCIONAL DO CEREBELO Neurociências, David Fitzpatrick e Dale Purves
SOMATOTOPIA CEREBELAR Neurociências, David Fitzpatrick e Dale Purves
AFERÊNCIAS CEREBELARES Princípios de Neurociências, Schwartz, Jessell, Kandel
EFERÊNCIAS CEREBELARES Neurociências, David Fitzpatrick e Dale Purves
EFERÊNCIAS CEREBELARES Eferências cerebelares Cerebrocerebelo Espinocerebelo Vestibulocerebelo Denteado Interpósito e Fastigial Núcleos Vestibulares
EFERÊNCIAS CEREBELARES Eferências cerebelares Vestibulocerebelo - Modular os tratos vestibuloespinhais lateral e medial Núcleos Vestibulares - Movimentos oculares - Movimentos da cabeça Medula Espinhal e Tronco Cerebral
EFERÊNCIAS CEREBELARES Eferências cerebelares Espinocerebelo Vermis Fastigial Formação Reticular e núcleos vestibulares Córtex Motor Primário Medula Espinhal
EFERÊNCIAS CEREBELARES Eferências cerebelares - Controle da cabeça, pescoço e partes proximais dos membros - Importante para os movimentos da face, boca e pescoço - Equilíbrio
EFERÊNCIAS CEREBELARES Eferências cerebelares Espinocerebelo Intermediária Interpósito Núcleo Rubro e tálamo Medula Espinhal e Córtex motor primário
EFERÊNCIAS CEREBELARES Eferências cerebelares - Atuam sobre os tratos rubroespinhal e corticoespinhal - Musculatura dos membros
FUNÇÕES DO CEREBELO Principal função: comparar e detectar erros motores entre o movimento planejado e o movimento que está sendo realizado Quantidade de informações Projeções para os sistemas motores Circuitos adaptáveis
ANATOMIA VASCULAR DO CEREBELO http://en.wikipedia.org/wiki/anatomy_of_the_cerebellum
ANATOMIA VASCULAR DO CEREBELO http://en.wikipedia.org/wiki/anatomy_of_the_cerebellum
LESÕES CEREBELARES
SINAIS E SINTOMAS Oculomotricidade: Nistagmo Rastreio e sácade Cancelamento do RVO deficitário RVO e reflexo optocinético alterados Movimento dos membros: Dissinergia Dismetria Tremor (cinético, intencional e postural) Disdiadococinesia Astenia e hipotonia Equilíbrio postural e marcha: Disartria Marsden & Harris, Clinical Rehabil 2011.
LESÕES CEREBELARES Locais de lesão Evolução Prognóstico clínico Outras doenças associadas Tratamentos escolhidos Médico, TO, fono, nutricional,
Incoordenação FUNÇÕES MOTORAS Movimentos alternados Diadococinesia Índex-nariz Calcanhar-joelho Manobra do rechaço Coordenação Perda de acurácia do movimento que não é secundária à paresia, tônus anormal ou presença de movimentos involuntários.
NÚCLEOS DA BASE
ANATOMIA DOS NÚCLEOS DA BASE
FUNÇÕES DOS NÚCLEOS DA BASE Iniciar e parar o movimento Selecionar a melhor sequência de movimentos Ajustes posturais Movimentos automáticos Funções cognitivas (atenção)
REPRESENTAÇÃO ESQUEMÁTICA DOS NÚCLEOS DA BASE
FISIOPATOLOGIA DAS HIPOCINESIAS X
LESÕES DOS NÚCLEOS DA BASE Hipocinesia (Parkinsonismo) Bradicinesia: lentidão para executar os movimentos Acinesia: dificuldade para iniciar os movimentos Aumento de tônus muscular Tremor de repouso
FISIOPATOLOGIA DAS HIPERCINESIAS X X
LESÕES DOS NÚCLEOS DA BASE Hipercinesias Coréia (doenças de Huntington, Sydenham) Balismo (Hemibalismo) Atetose ( Distonia (torcicolo ou distonia nucal; distonia de torção;...) Mioclonia...
REFLEXOS
REFLEXOS Reflexos superficiais Superficial presente / ausente Profundo 0- ausente 1- alterado 2- normal NE- não examinável
REFLEXOS Reflexos superficiais Reflexo cutâneo plantar (sinal de Babinski) Oppenheim
REFLEXOS Reflexos superficiais Reflexos cutâneoabdominais: superior, médio, inferior
REFLEXOS Reflexos profundos L5 a S2 (n. tibial): Reflexo aquiliano L2 a L4 (n. femoral): Reflexo patelar L2 a L4 (n. obturador ): Reflexo dos adutores da coxa C8 a T1 (nn. mediano e ulnar): Reflexo dos flexores dos dedos C5 a C6 (n. radial): Reflexo estilorradial C5 a C6 (n. músculocutâneo): Reflexo bicipital C7 a C8 (n. radial): Reflexo tricipital ** Sinal do clônus: sd piramidal
REFLEXOS Padrões de rigidez Rigidez de decorticação: lesões acima do pedúnculo cerebelar superior Rigidez de decerebração: lesões de ronco acima do nucleo rubro até diencéfalo
FORÇA MUSCULAR
Lesão encefálica FUNÇÕES MOTORAS Força muscular Lesão medular Lesão de nervos periféricos
FUNÇÕES MOTORAS Força muscular Grupos musculares Músculos-chave Músculos específicos: nervos periféricos
FUNÇÕES MOTORAS Monoparesia / monoplegia Paraparesia / paraplegia Hemiparesia / hemiplegia Completa / incompleta Proporcionada Desproporcionada Predomínio braquial Predomínio crural Tetraparesia / tetraplegia Diparesia / diplegia
FUNCIONALIDADE
FUNCIONALIDADE Atividades que permitem interagir com o ambiente Mudar ou mover: orientação corporal posição de objetos ambos Gentile, 2003
FUNCIONALIDADE Níveis de análise: Ações Movimentos Conseqüência perceptível que resulta da interação intencional do executor com o ambiente Meio pelo qual os objetivos das ações são alcançados Processos motores São organizados antes dos movimentos observáveis Gentile, 2003
FUNCIONALIDADE Objetivo da ação Movimento Processos Neuromotores Gentile, 2003
FUNCIONALIDADE Medida de Independência Funcional (MIF) AUTOCUIDADO ( alimentação, higiene pessoal, banho, vestuário, uso do vaso sanitário) CONTROLE ESFINCTERIANO (bexiga, intestino) MOBILIDADE (transferências, LOCOMOÇÃO ( marcha, escadas) COMUNICAÇÃO ( compreensão, expressão) COGNIÇÃO SOCIAL (participação, resolução de problemas, memória)
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO DEPARTAMENTO DE NEUROCIÊNCIAS E CIÊNCIAS DO COMPORTAMENTO NEUROVASC LAB LABORATÓRIO DE NEUROLOGIA VASCULAR E NEUROSSONOLOGIA taiza@fmrp.usp.br