FERNANDES, I. C. 1 ; MATOS, A. T. de².

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Transcrição:

8 ISSN: 23170336 INDUÇÃO HORMONAL EM NOVILHAS NULÍPARAS COM POSTERIOR PROTOCOLO DE INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL EM TEMPO FIXO (IATF) COMO ALTERNATIVA PARA MAXIMIZAR A EFICIÊNCIA REPRODUTIVA FERNANDES, I. C. 1 ; MATOS, A. T. de². RESUMO: Nas últimas décadas foram desenvolvidos inúmeros protocolos hormonais com a finalidade de induzir a puberdade precoce em novilhas, aumentando a eficácia reprodutiva de um rebanho. O objetivo desse estudo foi avaliar o efeito da indução ao cio em novilhas, baseado na taxa de prenhez das mesmas. Foram utilizadas 30 fêmeas de mesma raça e idade com escore corporal uniforme. Os animais foram divididos em dois grupos, sendo que no Grupo 1 (grupo pré-sincronização) foi realizada a indução hormonal com implante de progesterona de liberação lenta e benzoato de estradiol 30 dias antes de dar início ao protocolo de IATF, e no Grupo 2 apenas o mesmo protocolo de IATF sem a indução ao cio (grupo controle). Os resultados obtidos em G1 e G2 a partir da avaliação da taxa de concepção foram de 25% e 22%, respectivamente. Palavras-chave: inseminação, prenhez, cio, progesterona. HORMONAL INDUCTION IN NULLIPAROUS HEIFERS WITH POSTERIOR PROTOCOL OF FIXED TIME ARTIFICIAL INSEMINATION (FTAI) AS AN ALTERNATIVE TO MAXIMIZE REPRODUCTIVE EFFICIENCY ABSTRACT: In the last decades, numerous hormonal protocols have been developed in order to induce precocious puberty in heifers, increasing the reproductive efficiency of a herd. The aim of this study was to evaluate the effect of inducing estrus in heifers, ¹Acadêmica de Medicina Veterinária do Centro Universitário da Grande Dourados (UNIGRAN). Endereço: Joaquim Alves Taveira, 1965. E-mail: isabella_fernandes3@hotmail.com ² Docente do curso de Medicina Veterinária da UNIGRAN. Endereço: Avenida Presidente Vargas Nº1900. E-mail: atmato@hotmail.com.

9 based on the pregnancy rate. 30 females of the same race and age with uniform body condition were used. The animals were divided into two groups, with Group 1 (presynchronization group) the hormonal induction was performed by a slow release insertion of progesterone and estradiol benzoate, 30 days before initiating the FTAI protocol, and in the Group 2, the same FTAI protocol without induction of estrus (control group). The results obtained in G1 and G2 from the evaluation of the conception rate were 25% and 22%, respectively. Keywords: insemination, pregnancy, estrus, progesterone. INTRODUÇÃO A Inseminação Artificial tem a finalidade de gerar descendentes geneticamente superiores, contribuindo para o melhoramento genético através do uso de reprodutores de grande potencial produtivo, que podem ser selecionados pelo produtor levando em consideração as características desejáveis a serem melhoradas no rebanho. Essa técnica foi desenvolvida para eliminar as dificuldades da Inseminação Artificial convencional, principalmente as falhas de observação de cio. Ela permite inseminar um grande número de animais em dia e hora determinado e encurta o anestro pós-parto (FERREIRA, 2011). Alternativas hormonais e estratégias de manejo inovadoras são cada vez mais utilizadas a fim de melhorar a indução da ovulação e sincronização de ciclos estrais (intervalo médio entre os dois cios consecutivos é de 21 dias), otimizando os resultados da IATF (BARUSELLI, 2005). Tem sido desenvolvido inúmeros protocolos hormonais, os quais tem sido de muita utilidade para induzir a puberdade em novilhas. Estes tratamentos baseiam-se na associação ou não entre hormônios como: hormônio liberador de gonadotrofina (GnRh), gonadotrofinas coriônicas (hcg e ecg), progestágenos e/ou progesterona, estrógenos e prostaglandinas (SILVA FILHO et al., 2005). A sincronização do estro é uma biotécnica reprodutiva que permite a concentração da inseminação artificial (IA) e da parição em épocas desejáveis dentro dos sistemas de produção (EVANS E MAXWELL, 1987). Programas que empregam a IA em tempo fixo (IATF), sem a necessidade de detecção do estro, auxiliam de forma direta no emprego desta biotecnologia (BARUSELLI E SENEDA, 2004) pela

10 otimização do tempo, da mão-de-obra e dos recursos financeiros, permitindo que mais animais se tornem prenhes com a IA. O objetivo do trabalho em questão, baseia-se na avaliação do índice reprodutivo de novilhas nulíparas que foram induzidas ao cio anteriormente ao protocolo de IATF, na tentativa de elevar o potencial reprodutivo dessas fêmeas, fazendo com que as mesmas reproduzam mais cedo e criem mais terneiros em sua vida reprodutiva, gerando assim maior lucratividade para o produtor. MATERIAIS E MÉTODOS O experimento foi executado na propriedade Pão e Mel, a qual se encontra na latitude de 21 44 22 S e longitude 54 29 8 W, localizada na BR-163, no km 328, pertencente ao município de Rio Brilhante no estado de Mato Grosso do Sul, Brasil. Foram utilizadas 30 fêmeas comerciais da raça Nelore (Bos taurus indicus) com idade média de 2 anos e com escore corporal variando de 3 a 4. Antes de dar início ao protocolo nos animais, os mesmos foram avaliados a partir de ultrassonografia e assim selecionaram-se apenas as fêmeas que ainda não haviam apresentado o estro, excluindo aquelas que já possuíam alguma estrutura ovariana (corpo lúteo e/ou folículo). As fêmeas foram divididas em dois grupos: um de 20 animais e outro de 10 animais (G1 e G2). No grupo 1 utilizou-se o seguinte protocolo de IATF: 30 dias antes do início do protocolo (D-30) foi administrado 2 ml de benzoato de estradiol por via intramuscular (IM) (Sincrodiol 50 ml Benzoato de Estradiol) e introduzido o dispositivo vaginal de progesterona de 4 uso (Sincrogest 1g); 15 dias depois (D-15) novamente 2 ml de benzoato de estradiol por via IM e retirada do dispositivo de progesterona (P4). No dia zero (D0) as novilhas receberam um implante intravaginal de progesterona (P4) de terceiro uso e 2ml de benzoato de estradiol via intramuscular. Após oito dias (D8), os implantes de progesterona foram retirados e administrou-se 1ml de benzoato de estradiol, 1,5ml de PGF2α (prostaglandina) e 0,5ml de ECG (gonadotrofina coriônica equina) todos por via intramuscular. Dois dias depois (D10), foi realizada a inseminação artificial (IA). No grupo 2 realizou-se o mesmo protocolo para inseminação, mas sem a pré- indução com benzoato de estradiol. No dia zero (D0) foi colocado o implante de progesterona Prociclar monodose 750mg (P4) nos animais e administrado 2ml de

11 benzoato de estradiol via intramuscular (IM) (Sincrodiol 50 ml Benzoato de Estradiol). Oito dias depois (D8), os implantes foram retirados e foi administrado 1ml de benzoato de estradiol, 1,5ml de PGF2α (prostaglandina) e 0,5ml de ECG (gonadotrofina coriônica equina) todos por via intramuscular (IM). No D10, dois dias depois, realizou-se a inseminação artificial (IA). O sêmen utilizado foi de boa procedência, armazenado em palhetas e descongelado em água a temperatura de 35 C a 37 C por no máximo 30 segundos, com o auxílio do descongelador automático de sêmen. Após descongelado, o material a ser implantado foi avaliado microscopicamente, a fim de verificar sua motilidade e consequentemente a possibilidade de utilizá-lo ou não. Após 40 dias do IATF foi realizado o diagnóstico de gestação a partir da realização de exames de ultrassonografia (coleta de resultados). RESULTADOS E DISCUSSÃO No Gráfico 1, pode-se verificar que a taxa de prenhez obtida em função da pré indução foi superior ao grupo controle, sendo 25 e 22% respectivamente. Ainda que os resultados obtidos não tenham sido satisfatórios, é possível notar uma diferença positiva significativa de G1 em relação a G2. PFEIFER (2009) comparou taxa de prenhez entre quatro grupos, sendo que dois grupos eram de novilhas pré-púberes e os outros de novilhas púberes, ambos induzidos ao cio com tratamentos de longa e curta duração com progestágenos. O que diferenciou os grupos de longo e curto tratamento foi o uso do implante oito dias antes do D0 nos grupos de longo tratamento. Entre os tratamentos de longa e curta duração não houve diferença significativa na taxa de prenhez, contudo as novilhas púberes tiveram maior taxa de prenhez as novilhas pré-púberes. Neste experimento a taxa de prenhez de novilhas pré-púberes induzidas ao cio também foi menor. O estradiol, nessa pesquisa foi utilizado o benzoato de estradiol (BE), se adiciona ao implante de P4 no protocolo de pré indução. Bragança et al. (2004) afirma que esta associação hormonal é útil para elevar as taxas de estro e de prenhez em novilhas próximas a puberdade, fazendo com que o BE seja aplicado no momento da introdução do progestágeno e 4,3 dias após essa associação ocorreria atresia dos folículos dominantes e emergência de uma nova onda folicular.

12 Rasby et al. (1998) avaliaram o efeito do tratamento com dispositivo intravaginal contendo 1,9 g de P4 por sete dias e a associação deste com benzoato de estradiol 24 a 30 horas após a remoção do dispositivo na indução de puberdade, semelhante ao experimento realizado nesse estudo. Novilhas recebendo a combinação de P4 + benzoato de estradiol (BE) tiveram maior proporção de estro comparado às novilhas dos grupos P4 e controle 68,3% [ n = 101] vs 44,1% [n = 102] vs 12% [n = 108], respectivamente. No presente experimento, a variação da taxa de prenhez entre os dois grupos (G1 e G2) foi de 3%, valor pouco significativo quando comparado aos grupos que foram induzidos ao cio e o grupo controle de Rasby et al. (1998). Neste experimento foi realizado o protocolo de indução com implante intravaginal de P4 e benzoato de estradiol via intramuscular, no qual foi obtido 25% de prenhez. Já Silva Filho (2006) utilizou uma outra alternativa de indução de puberdade através do uso de progesterona, estrógeno e ecg (gonadotrofina coriônica equina análogo do GnRH). No dia zero, foi introduzido o progestágeno (CIDR) e injetado 200mg de BE. No dia 9, o implante de progesterona foi retirado e realizou-se a aplicação 200UI de ecg. A inseminação ocorreu 54 horas após a remoção do progestágeno. 90% das novilhas apresentaram sinais de estro 42 horas após a retirada do implante. Este protocolo apresentou 52% de prenhez. Claro Junior et al. (2010) avaliaram o efeito de um dispositivo intravaginal contendo 1,9 g de P4 (CIDR) novo ou previamente utilizado por 27 dias (4º uso) durante 12 dias, na indução de estro e prenhez em novilhas pré-púberes em 45 dias. Novilhas tratadas com CIDR tiveram maior taxa de detecção de estro comparado às novilhas Controle, sendo que o diâmetro folicular, o escore uterino no momento da retirada do CIDR e concepção foram maiores paras as novilhas tratadas com CIDR de 4º uso comparadas as novilhas tratadas com CIDR novo. Os autores atribuíram o resultado a menor concentração de P4 no CIDR de 4º uso, o que pode ter estimulado a liberação de LH levando a um maior crescimento folicular, maiores concentrações de estradiol e melhor escore uterino. Avaliando os dados obtidos nesta pesquisa notou-se que novilhas induzidas ao cio com implante de 3º uso obtiveram maior taxa de prenhez do que as novilhas induzidas com implante de 1º uso. Acredita- se que a explicação seja o mesmo ocorrido no trabalho citado acima. Certamente as novilhas de 3º uso tiveram melhor cio, quando comparadas as de 1º uso.

13 Gráfico 1 - Taxa de prenhez obtida em novilhas nulíparas em função dos tratamentos realizados. CONCLUSÃO A pré - sincronização em novilhas é um método que quando associado ao IATF, auxilia no aumento das taxas de prenhez e consequentemente numa maior eficiência reprodutiva dos animais. Acredita-se que a baixa taxa de prenhez tenha ocorrido devido a problemas na técnica de inseminação, contudo, junto com os trabalhos aqui expostos, pode-se concluir que é possível a existência de uma viabilidade econômica e maior rentabilidade com o uso da indução hormonal de novilhas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BARUSELLI, P. S.; SENEDA, M., Biotecnologia da Reprodução em Bovinos. 1. ed. São Paulo, v. 1, p. 246, 2004. BARUSELLI, P. Introdução da IATF no manejo reprodutivo de rebanhos bovinos de corte no Brasil. Simpósio Internacional de Reprodução animal, 2005. BRAGANÇA, J. F. M.; GONÇALVES, P. B. D.; BASTOS, G. M.; NEVES J. P.; OLIVEIRA J. F. C.; SIQUEIRA L. C.; BORGES L. F. K.; POMBO R. D. Sincronização de estro e ovulação em novilhas de 12 a 14 meses de idade e inseminadas

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