PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N.º /2017

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Transcrição:

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N.º /2017 Dispõe sobre Condições Especiais de Promoção na Polícia Militar e Corpos de Bombeiros Militar do Estado do Espírito Santo e dá outras providências. Art. 1º Esta Lei Complementar institui, de forma acessória, condições especiais de ingresso em curso e promoção na Polícia Militar do Estado do Espírito Santo - PMES e Corpos de Bombeiros Militar do Estado do Espírito Santo - CBMES, em relação à Lei Complementar nº 467, de 05.12.2008. 1º Por condição especial de promoção e ingresso em curso, nos termos do caput deste artigo, entender-se-á o seguinte: I - promoção do militar estadual da graduação de Soldado a Cabo, quando este possuir no mínimo 10 (dez) anos de efetivo serviço; II - ingresso no Curso de Habilitação de Sargentos - CHS quando o militar estadual da graduação de Cabo possuir no mínimo 15 (quinze) anos de efetivo serviço; III - promoção do militar estadual da graduação de 3º Sargento a 2º Sargento, quando este possuir no mínimo 20 (vinte) anos de efetivo serviço; IV - promoção do militar estadual da graduação de 2º Sargento a 1º Sargento, quando este possuir no mínimo 25 (vinte e cinco) anos de efetivo serviço. 2º Em cada caso, as promoções ou ingresso no CHS previstos no 1º deste artigo, serão feitas em observância do maior tempo de efetivo serviço de cada militar estadual, e em caso de empate a definição será pelo critério de antiguidade, conforme previsto no inciso III do 1

artigo 3º da Lei Complementar nº 467/2008, independente do militar estadual figurar em quadro de acesso ou não. 3º Os militares estaduais promovidos com base neste artigo serão transferidos imediatamente para o Quadro de Praças Especial - QPE, todavia guardando pertinência com seu quadro de origem, sem ocupar vaga nele, para os casos de retorno e promoção, nos termos desta Lei Complementar. 4º As promoções previstas nos incisos I, III e IV do 1º do artigo 1º desta Lei Complementar serão a contar da data de surgimento da respectiva vaga no QPE. 5º Em qualquer caso, somente ocorrerá promoção ou ingresso no CHS, nos termos desta Lei Complementar, se existir vaga no QPE das respectivas corporações militares do estado. 6º Para concorrer ao ingresso no CHS e ser promovido nos termos deste artigo, o militar estadual deve preencher todos os demais requisitos previstos na Lei Complementar nº 467/2008. 7º Existindo menos que 30 (trinta) vagas a serem preenchidas no QPE na PMES ou 10 (dez) no CBMES, desconsiderar-se-á as determinações da presente Lei Complementar no tocante à matrícula no CHS. Art. 2º A relação dos militares estaduais que preenchem os requisitos previstos no inciso II, 1º do artigo 1º desta Lei Complementar, será elaborada logo após o término de cada processo seletivo do CHS, previsto na Lei Complementar nº 467/2008, em que o militar candidato foi inabilitado exclusivamente por falta de vaga, devendo ser finalizada antes da matrícula do referido curso. 2

1º Os militares estaduais, previstos no caput deste artigo, deverão ser matriculados no CHS em andamento, em data posterior, sendo esta data no mínimo de 10 (dez) dias e no máximo 20 (vinte) dias, dos demais Cabos aprovados no processo seletivo previsto na Lei Complementar nº 467/2008, em cada ano em que ocorrer o respectivo curso. 2º A data de promoção, em qualquer caso, não poderá ser comum entre militares matriculados no CHS com base no artigo 1º e os militares matriculados em virtude da Lei Complementar nº 467/2008, devendo sempre estes precederem aqueles, em relação ao término de curso e promoção efetivada pelo ato legal. Art. 3º Atendidos os requisitos especiais previstos nos artigos 1º e 2º da presente Lei Complementar, em relação ao ingresso no CHS, em condições especiais, a cada Corporação deverá obrigatoriamente observar: I - a matrícula no respectivo curso se dará exclusivamente por Tempo de Efetivo Serviço, e em caso de empate, observar-se-á a antiguidade nos ternos do inciso III do artigo 3º da Lei Complementar nº 467/2008; II - fracionar a matrícula dos militares estaduais em turmas não superiores a 300 (trezentos) alunos que vierem a pertencer ao QPE, não podendo este número estabelecido ser inferior, salvo quando da inexistência de militares que preencham os requisitos especiais desta Lei Complementar ou o limite de vagas a serem preenchidas ser menor; III- ocorrendo fracionamento, nos termos do inciso II, caput deste artigo, as vagas devem ser preenchidas sempre pelo princípio do maior Tempo de Efetivo Serviço, observando as regras de desempate já mencionadas nesta Lei Complementar; 3

IV - ocorrendo fracionamento, nos termos do inciso II, caput deste artigo, há de ser observado para esta turma, de forma análoga, as regras previstas nos 1º e 2º do artigo 2º desta Lei Complementar, em relação à primeira turma do fracionamento; V - ocorrendo fracionamento, nos termos do inciso II, caput deste artigo, é defeso qualquer alegação de retroatividade de data de promoção, não sendo esta situação a prevista para os militares do Corpo de Bombeiros Militar, descrita no artigo 19 da Lei Complementar nº 705, de 29.08.2013, por ser regras de condições especiais para o CHS; VI - ocorrendo fracionamento em turmas, nos termos do inciso II, caput deste artigo, este não poderá ser superior a 02 (duas) turmas por ano, sendo observado: a) O início, no decorrer do ano, do processo seletivo do CHS previsto na Lei Complementar nº 467/2008; b) A inserção dos militares estaduais que não obtiveram nota para formatura, ou de alguma forma foram impedidos de concluir o referido curso, no processo seletivo do CHS descrito na alínea a do inciso VI, caput deste artigo, observado cada caso em concreto e nos termos da legislação; c) A inserção dos militares estaduais determinada na alínea b do inciso VI, caput deste artigo, somente ocorrerá na fase da aplicação da Prova de Conhecimento Intelecto- Profissional, ou não, no estrito caso de ser candidato à vaga por antiguidade, e em qualquer caso preenchem todos os requisitos previstos na Lei Complementar nº 467/2008 e que a solicitem formalmente. Art. 4º A previsão do número de militares pertencentes ao QPE não será utilizado para efeito do cálculo percentual, previsto no artigo 23 da Lei Complementar nº 467/2008, para confecção de qualquer quadro de acesso, na PMES ou CBMES. 4

Parágrafo único. Será levado em consideração o número de 1º Sargento do QPE para realização do CAS. Art. 5º A antiguidade entre os militares pertencentes ao QPE e aos demais quadros de praças na PMES ou CBMES, será definida conforme o artigo 3º da Lei Complementar nº 467/2008. Parágrafo único. Não haverá distinção entre os militares estaduais promovidos com base nas condições especiais definidas nos artigos 1º, 2º e 3º desta Lei Complementar, em relação aos demais militares estaduais de mesma graduação, salvo as presentes nesta Lei Complementar. Art. 6º Os militares estaduais promovidos com base nas condições especiais descritas nesta Lei Complementar concorrerão às demais promoções: I - no quadro a que pertenciam antes da transferência para o QPE, ou II - dentro do próprio QPE. 1º Para o cumprimento da regra prevista no inciso I, caput deste artigo, cada Corporação ao promover o militar e transferi-lo para o QPE deverá relacioná-lo, sem ocupar vaga, no quadro que pertencia antes desta transferência e na nova graduação. 2º Ocorrendo outra promoção do militar estadual dentro do QPE, novamente proceder-seá na forma prevista no 1º deste artigo. 3º Ainda que não ocupe vaga no seu quadro de origem, na forma estipulada nos 1º e 2º deste artigo e 3º do artigo 1º, cada Corporação deverá observar se o militar estadual preenche os requisitos da Lei Complementar nº 467/2008 para ingresso em quadro de 5

acesso, no seu quadro de origem. Em caso afirmativo proceder-se-á a inserção deste militar estadual e se for o caso a promoção ao nível hierárquico superior. 4º É defeso a transferência para qualquer outro Quadro, salvo para o QPE, diverso da que o militar estadual pertencia quando da graduação de Soldado, Cabo, 3º Sargento ou 2º Sargento, ainda que os militares do Quadro de Praças Auxiliares da Saúde ou Quadro de Praças Músicos, na PMES, possam vir a pertencer ao QPE, observada em qualquer caso as regras do artigo 11 da Lei Complementar nº 467/2008. Art. 7º Na data de publicação desta Lei Complementar, na PMES, todo militar estadual integrante da Qualificação Policial Militar de Praças Combatentes - QPMP-C será transferido para o Quadro de Praça Combatente - QPC, todo militar estadual integrante da Qualificação Policial Militar de Praças Músicos - QPMP-M será transferido para o Quadro de Praças Músicos - QPM e todo militar estadual integrante da Qualificação Policial Militar de Praças Auxiliares de Saúde - QPMP-S será transferido para o Quadro de Praças Auxiliares da Saúde - QPAS. 1º A transferência prevista no caput deste artigo será feita dentro da estrita antiguidade, assim definida nos termos do inciso III do artigo 3º da Lei Complementar nº 467/2008. 2º A transferência prevista no caput deste artigo não implica mudança da cédula de identidade dos praças da PMES, salvo nas futuras promoções. Art. 8º O artigo 12 da Lei Complementar nº 533, de 29.12.2009 passa a vigorar com a seguinte redação: Art.12. [...] I (...) (...) 6

c) Praças, compreendendo os seguintes quadros: 1. Combatentes: 1.1 Quadro de Praças Combatentes (QPC); 2. Especialistas; 2.1 Quadro de Praças Músicos (QPM); 2.2 Quadro de Praças Auxiliares de Saúde (QPAS); 3. Especial 3.1 Quadro de Praças Especial (QPE) (...) (NR) Art. 9º O artigo 13 da Lei Complementar nº 533, de 29.12.2009, já alterados pela Lei Complementar nº 627, de 24.05.2012 e Lei Complementar nº 742, de 24.12.2013, passa a vigorar com a seguinte redação: Art. 13. O efetivo da PMES é fixado em 14.284 (quatorze mil duzentos e oitenta e quatro) policiais militares conforme Anexo I desta Lei Complementar. (...) (NR) Art. 10. O anexo I da Lei Complementar nº 533, de 29.12.2009, já alterados pela Lei Complementar nº 627/2012 e Lei Complementar nº 742/2013, passa a vigorar conforme o anexo I da presente Lei Complementar. 7

Art. 11. O efetivo do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Espírito Santo, distribuídos em seus Quadros de Organização, na forma do anexo II desta Lei Complementar, é fixado em 2.365 (dois mil trezentos e sessenta cinco). Art. 12. Todo militar estadual que estiver sub judice, ainda que não amparado pela Lei Complementar nº 166, de 12.11 1999, alterada pela Lei Complementar nº 189, de 06.11.2000, poderá ser promovido ou matriculado em curso, desde que cumulativamente: I - preencha os demais requisitos previstos em lei para promoção, e sendo o caso ser devidamente matriculado em curso de habilitação ou aperfeiçoamento, assim como figurar em quadros de acessos; II - não incida em processo penal cuja pena in abstrato seja superior a 04 (quatro) anos; III - não incida em processo penal por crime tipificado como propriamente militar; IV - não incida em processo penal que tenha denegrido o decoro das Instituições Militares do Estado do Espírito Santo. Parágrafo único. A restrição prevista no inciso IV, caput deste artigo, pressupõe instauração de Conselho de Justificação, Conselho de Disciplina ou Processo Administrativo de Rito Ordinário, antes do recebimento da denúncia pelo juízo competente. Art. 13. Todo militar estadual que estiver sub judice, amparado nos termos da Lei Complementar nº 166/99, alterada pela Lei Complementar nº 189/00, terá o direito de ser agraciado, inexistindo outro motivo, com a Medalha Valor Policial Militar, prevista no Decreto Estadual nº 1.569-E, de 25.12.1977. 8

Parágrafo único. A regra prevista no caput deste artigo será observada quanto à medalha por tempo de serviço no CBMES. Art. 14. As disposições previstas nos artigos 12 e 13 da presente Lei Complementar, terão efeitos ex nunc, sendo defeso qualquer alegação de retroatividade de direitos por estes dispositivos estabelecidos, salvo os casos de ressarcimento de preterição segundo normas próprias já estabelecidas. Art. 15. Para a valoração da Avaliação de Títulos e Desempenho Profissional - ATDP, nos termos previstos na Lei Complementar nº 467/2008, todos os cursos à distância patrocinados pela Secretaria Nacional de Segurança Pública - SENASP, serão observados, desde que possuem carga horária mínima prevista para a valoração. 1º É defeso a utilização deste dispositivo para questionar cursos, e por via de consequência a não valoração em ATDP ou quadros de acesso por merecimento, para efeito de promoção, não reconhecidos pela PMES, anteriores à publicação desta Lei Complementar, salvo, observado o caso concreto, provimento judicial favorável. 2º Os cursos da SENASP reconhecidos pela PMES ou CBMES anteriores a data de publicação desta Lei Complementar permanecerão válidos, sendo defeso sua retirada. Art. 16. As normas de ensino na PMES e CBMES devem, em seus cursos exigidos para promoção, observar que as disciplinas que exijam esforço físico deverão possuir apenas conceito APTO ou INÁPTO. Art. 17. Qualquer militar estadual da ativa, independente do tempo de serviço, poderá concorrer a concurso público para ingresso em quadro diverso do seu, desde que preencha os demais requisitos presentes na legislação vigente, salvo em relação às regras já estabelecidas nesta Lei Complementar e pela Lei Complementar nº 467/2008. 9

Art. 18. As medalhas referentes ao tempo de efetivo serviço na PMES ou CBMES deverão, nos termos da regulamentação própria, ser concedidas até o dia 30 de dezembro de cada ano. Art. 19. O período de licença maternidade deve ser observado para efeito de ressarcimento de preterição previsto na Lei Complementar 467/2008, salvo se ocorrer liberação médica antes do período, para a realização do Teste de Aptidão Física - TAF. Art. 20. O militar estadual portador de incapacidade parcial, temporária ou definitiva, constatada em inspeção de saúde, que esteja desempenhando regularmente atividade incluída no conjunto de serviços de natureza policial ou bombeiro militar, poderá realizar o TAF em condições especiais a serem definidas, de acordo com as peculiaridades de cada caso, pela Junta Militar de Saúde - JMS, ou até mesmo ser liberado totalmente, para efeito do processo seletivo do CHS, Curso de Aperfeiçoamento de Sargento e Cursos de Aperfeiçoamento de Oficiais, no âmbito da PMES e do CBMES. 1º A nota final no TAF será a média das notas obtidas nas provas realizadas pelo militar, de acordo com a indicação da JMS. 2º Não será exigido TAF como condicionante de ingresso e promoção no CHS, nos termos do caput deste artigo, aos militares estaduais liberados totalmente de sua realização pela JMS. Art. 21. Os Quadros de Oficiais Administrativos na PMES e CBMES serão constituídos de 2º Tenente, 1º Tenente, Capitão, Major e Tenente Coronel. Art. 22. O artigo 9º da Lei Complementar nº 467/2008 passa a vigorar com a seguinte redação: Art. 9º [...] 10

(...) X - para ser promovido ao posto de Major do QOA, o militar estadual deve estar no posto de Capitão do respectivo quadro; XI - para ser promovido ao posto de Tenente Coronel do QOA, o militar estadual deve estar no posto de Major do respectivo quadro. (NR) Art. 23. O inciso III do artigo 10 da Lei Complementar nº 467/2008 passa a vigorar com a seguinte redação: Art. 10. [...] (...) III - para as graduações de 2º Sargento, 1º Sargento e Subtenente e os postos de 2º Tenente, 1º Tenente, Capitão, Major e Tenente Coronel do QOA, as promoções obedecerão aos critérios de metade por merecimento e metade por antiguidade, efetuadas na data do surgimento da vaga nos respectivos quadros da PMES ou do CBMES. (...) (NR) Art. 24. Para ser incluído nos quadros de acesso e para a promoção ao posto de Major do QOA, o Capitão deverá satisfazer, além das condições previstas na Lei Complementar nº 467/2008, as seguintes: I - ter no mínimo 25 (vinte e cinco) anos de efetivo serviço na corporação; II - possuir o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais Administrativos - CAOA. 11

1º O CAOA será regulamentado por ato do chefe do poder executivo observando o seguinte: I - todo Capitão e 1º Tenente do QOA serão matriculados por antiguidade, desde que preencham os requisitos descritos no 3º do artigo 23 da Lei Complementar nº 467/2008; II - só ocorrerá o curso caso haja 20 (vinte) candidatos na PMES e no CBMES no mínimo 10 (dez); III - o curso não poderá ter duração superior a 400 (trezentos e sessenta) horas e será ministrado no período diurno em tempo integral; IV - o militar estadual poderá desistir formalmente da matricula no curso. 2º A falta do CAOA, desde que exista vaga, não obstará a promoção do militar estadual, devendo realizá-lo posteriormente, salvo se a inexistência do curso se der pelo exercício do direito previsto no inciso IV do 1º deste artigo. 3º Na incidência do 2º deste artigo, caso o militar estadual venha a ser reprovado no CAOA, deverá ser imediatamente revogado o ato de sua promoção. 4º Serão disponibilizadas vagas no CAOA realizado para o QOA quando houver no posto de 1º Tenente e Capitão do Quadro de Oficiais de Administração de Saúde QOAS e Quadro de oficiais de Administração Músicos QOAM militar estadual sem o CAOA. 5º É defeso aos militares estaduais integrantes do QOAS e QOAM serem promovidos nas vagas dos integrantes do QOA, mesmo na situação de similaridade de cursos estabelecidos no 4º deste artigo. 12

Art. 25. Na data de publicação desta Lei Complementar a graduação de Soldado na PMES e CBMES, exclusivamente aos militares estaduais que percebem remuneração por subsídio, nos termos da Lei Complementar nº 420, de 30.11.2007, será subdividida nas classes A e B. 1º A classe A corresponderá ao tempo decorrido entre a data de promoção até 10 (dez) anos de efetivo serviço. 2º A classe B corresponderá a tempo de efetivo serviço superior ao descrito no 1º deste artigo. 3º A remuneração por subsídio da graduação de Soldado Classe B deverá corresponder a 97% (noventa e sete por cento) do subsídio da graduação de Cabo, observado as devidas referências por tempo de efetivo serviço. Art. 26. Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação. 13