Redes de Computadores II INF-3A

Documentos relacionados
Na Figura a seguir apresento um exemplo de uma "mini-tabela" de roteamento:

Arquitetura de Rede de Computadores

1. Explicando Roteamento um exemplo prático. Através da análise de uns exemplos simples será possível compreender como o roteamento funciona.

Protocolo TCP/IP. Neste caso cada computador da rede precisa de, pelo menos, dois parâmetros configurados:

Introdução Introduç ão Rede Rede TCP/IP Roteame Rotea nto nto CIDR

Aula 4. Pilha de Protocolos TCP/IP:

O que se tem, na prática, é a utilização do protocolo TCP/IP na esmagadora maioria das redes. Sendo a sua adoção cada vez maior.

Entendendo como funciona o NAT

Máscaras de sub-rede. Fórmula

Redes TCP/IP. Prof. M.Sc. Alexandre Fraga de Araújo. INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO Campus Cachoeiro de Itapemirim

Arquitetura de Rede de Computadores

Serviço de datagrama não confiável Endereçamento hierárquico. Facilidade de fragmentação e remontagem de pacotes

Equipamentos de rede. Repetidores. Repetidores. Prof. Leandro Pykosz

Endereços Lógicos, Físicos e de Serviço

Veja abaixo um exemplo de um endereço IP de 32 bits:

OS endereços IP v.4 consistem em 4 octetos separados por pontos. Estes endereços foram separados

Há dois tipos de configurações bidirecionais usados na comunicação em uma rede Ethernet:

Laboratório - Visualização das tabelas de roteamento do host

Tecnologia de Redes de Computadores - aula 5

Preparando um esquema de endereçamento de sua rede

Fundamentos à Redes de Computadores. Prof. Victor Guimarães

SUMÁRIO 1. AULA 6 ENDEREÇAMENTO IP:... 2

Centro Tecnológico de Eletroeletrônica César Rodrigues. Atividade Avaliativa

Faculdade INED Curso Superior de Tecnologia: R d es e Comput d a ores Bibliografia da disciplina Endereçamento IP Bibliografia Obrigatória

** Distance Vector - Trabalha com a métrica de Salto(HOP),. O protocolo que implementa o Distance Vector é o RIP.!

A máscara de sub-rede pode ser usada para dividir uma rede existente em "sub-redes". Isso pode ser feito para:

Interconexão de redes locais. Repetidores. Pontes (Bridges) Hubs. Pontes (Bridges) Pontes (Bridges) Existência de diferentes padrões de rede

Selecionar o melhor caminho para uma finalidade particular; Usar o caminho para chegar aos outros sistemas;

FTIN Formação Técnica em Informática Módulo de Administração de Servidores de Rede AULA 02. Prof. Gabriel Silva

FACULDADE PITÁGORAS. Prof. Ms. Carlos José Giudice dos Santos

Teleprocessamento e Redes (MAB-510) Gabarito da Segunda Lista de Exercícios 01/2010

Aula Prática Roteador

Endereçamento IP. Rede 2 Roteador 2 1

ESTUDOS REALIZADOS. Camada Física. Redes de Computadores AULA 13 CAMADA DE REDE. Camada Física Camada de Enlace Subcamada de Acesso ao Meio AGORA:

ICORLI. INSTALAÇÃO, CONFIGURAÇÃO e OPERAÇÃO EM REDES LOCAIS e INTERNET

Arquitetura TCP/IP. Parte III Endereçamento IP e roteamento. Fabrízzio Alphonsus A. M. N. Soares

Interconexão de Redes. Aula 03 - Roteamento IP. Prof. Esp. Camilo Brotas Ribeiro cribeiro@catolica-es.edu.br

Modelo em Camadas Arquitetura TCP/IP/Ethernet. Edgard Jamhour

A camada de rede. A camada de rede. A camada de rede. 4.1 Introdução. 4.2 O que há dentro de um roteador

Unidade 2.4 Endereçamento IP

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar

Endereçamento IP. Aula Extra Prof. Fred Sauer, D.Sc.

ADDRESS RESOLUTION PROTOCOL. Thiago de Almeida Correia

Resolução de Problemas de Rede. Disciplina: Suporte Remoto Prof. Etelvira Leite

CCNA 1 Modelos OSI e TCP/IP. Kraemer

FICHA INFORMATIVA E DE TRABALHO MÓDULO REDE LOCAL INSTALAÇÃO

Aula prática. Objetivo IPCONFIG. Prof. Leandro Pykosz Informa a configuração atual de rede da máquina;

APOSTILA DE REDES DE COMPUTADORES PARTE - III

Endereçamento. Endereço IP. Exemplo. Endereço IP. Como verificar? Certo ou errado? 13/12/2011

O modelo ISO/OSI (Tanenbaum,, 1.4.1)

Redes de Computadores II. Professor Airton Ribeiro de Sousa

3) Na configuração de rede, além do endereço IP, é necessário fornecer também uma máscara de subrede válida, conforme o exemplo:

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ COORDENADORIA DE CONCURSOS CCV

REDES DE COMPUTADORES - I UNI-ANHANGUERA. CURSO DE ANÁLISE E DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS PROF. MARCIO BALIAN

Conteúdo. Endereçamento IP Sub-redes VLSM Variable Length Subnetwork Mask CIDR Classless Inter-Domain Routing

Aula 5 Cálculo de máscara e de subredes

Abra o software de programação. Clique na opção VOIP, depois opção configuração conforme as imagens:

Camadas da Arquitetura TCP/IP

Prof. Samuel Henrique Bucke Brito

Capítulo 6 - Protocolos e Roteamento

Capítulo 9 - Conjunto de Protocolos TCP/IP e Endereçamento. Associação dos Instrutores NetAcademy - Julho de Página

APOSTILA DE REDES DE COMPUTADORES PARTE - I I

Roteamento Estático (2)

Segurança de redes com Linux. Everson Scherrer Borges Willen Borges de Deus

Fundamentos de Redes de Computadores. Elementos de Redes Locais

APLICAÇÃO REDE APLICAÇÃO APRESENTAÇÃO SESSÃO TRANSPORTE REDE LINK DE DADOS FÍSICA 1/5 PROTOCOLOS DE REDE

Redes de Computadores

Laboratório. Assunto: endereçamento IP e roteamento.

Introdução Ligação direta Ligação direta Default

Guia de Conectividade Worldspan Go Res! A V A N Ç A D O

Um sistema de comunicação necessita de um método de identificação de seus computadores. Numa rede TCP/IP, cada computador recebe um

Comunicação de Dados IV. Gabarito da Lista de Exercícios 2

TCP é um protocolo de TRANSMISSÃO, responsável pela confiabilidade da entrega da informação.

Exercícios de Revisão Redes de Computadores Edgard Jamhour. Nome dos Alunos

Redes de Computadores. Protocolo IP

1 Redes de Computadores - TCP/IP Luiz Arthur

Redes de Computadores Modelo de referência TCP/IP. Prof. MSc. Hugo Souza

Arquitetura de Redes: Camadas de Protocolos (Parte II)

Redes Locais. Prof. Luiz Carlos B. Caixeta Ferreira

Redes de Computadores II

Aula pratica 4 Testar Conexões TCP/IP em Redes Industrias Usando os comandos Ping e Net View (1.a Parte)

Prof. Rafael Gross.

Administração de Redes

Redes de Computadores I. Gabarito da Lista de Exercícios 2 B C. Tabela de B B C

O Protocolo IP (2) Prof. José Gonçalves Pereira Filho Departamento de Informática

Roteamento e Comutação

TCP/IP O guia definitivo para cálculos

Aula 6 Modelo de Divisão em Camadas TCP/IP

CONFIGURAÇÃO DE ROTEADORES CISCO. Prof. Dr. Kelvin Lopes Dias Msc. Eng. Diego dos Passos Silva

TRANSMISSÃO DE DADOS Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar

Rede de Computadores

O endereço IP (v4) é um número de 32 bits com 4 conjuntos de 8 bits (4x8=32). A estes conjuntos de 4 bits dá-se o nome de octeto.

Consulte a exposição. Qual declaração descreve corretamente como R1 irá determinar o melhor caminho para R2?

QUAL O PROCEDIMENTO PARA CONFIGURAR AS IMPRESSORAS DE REDE BROTHER EM UM SISTEMA DEC TCP / IP para VMS (UCX) Procedimento

Antes da popularização da Internet existiam diferentes protocolos sendo utilizados nas redes das empresas. Os mais utilizados eram os seguintes:

Endereçamento IP. Cálculo do endereço de rede. Sérgio Teixeira. Cálculo do endereço de rede

CIDR. Professor: Leandro Engler Boçon Disciplina: Redes e Serviços

Curso: Redes II (Heterogênea e Convergente) Tema da Aula: Características Roteamento

09/06/2011. Profª: Luciana Balieiro Cosme

Protocolo TCP/IP. Protocolo TCP/IP. Protocolo TCP/IP. Protocolo TCP/IP. Conexão de Redes. Protocolo TCP/IP. Arquitetura Internet.

Transcrição:

Redes de Computadores II INF-3A 1

ROTEAMENTO 2

Papel do roteador em uma rede de computadores O Roteador é o responsável por encontrar um caminho entre a rede onde está o computador que enviou os dados (computador de origem) e a rede onde está o computador que irá receber os dados (computador de destino). 3

Como funciona 4

Como é feita a inter ligação Vamos analisar como é feito o roteamento, quando um computador da rede em SP, deseja acesar informação de um computaor da rede no RJ. O computador SP-01 (10.10.10.5), deseja acessar um arquivo que está sendo compartilhado pelo computador RJ-02 (10.10.20.12). 5

Como é feita a inter ligação Origem 10.10.10.5 00001010 00001010 00001010 00000101 255.255.255.0 11111111 11111111 11111111 00000000 10.10.10.0 00001010 00001010 00001010 00000000 Destino 10.10.20.12 00001010 00001010 00010100 00001100 255.255.255.0 11111111 11111111 11111111 00000000 10.10.20.0 00001010 00001010 00010100 00000000 6

Como é feita a inter ligação Como os computadores pertencem a redes diferentes, os dados devem ser enviados para o Roteador. No roteador de SP chega o pacote de informações com o IP de destino: 10.10.20.12. O roteador precisa consultar a sua tabela de roteamento e verificar se ele conhece um caminho para a rede 10.10.20.0. 7

Como é feita a inter ligação O roteador de SP tem, em sua tabela de roteamento, a informação de que pacotes para a rede 10.10.20.0 devem ser encaminhados pela interface 10.10.30.1. Os pacotes de dados chegam na interface 10.10.30.1 e são enviados, através do link de comunicação, para a interface 10.10.30.2, do roteador do RJ. 8

Como é feita a inter ligação No roteador do RJ chega o pacote de informações com o IP de destino: 10.10.20.12. O roteador precisa consultar a sua tabela de roteamento e verificar se ele conhece um caminho para a rede 10.10.20.0. 9

Como é feita a inter ligação O roteador do RJ tem, em sua tabela de roteamento, a informação de que pacotes para a rede 10.10.20.0 devem ser encaminhados pela interface de LAN 10.10.20.1, que é a interface que conecta o roteador a rede local 10.10.20.1. O pacote é enviado, através da interface 10.10.20.1, para o barramento da rede local. 10

Algumas considerações A chave toda para o processo de roteamento é o software presente nos roteadores, o qual atua com base em tabelas de roteamento. Ou o roteador sabe entregar o pacote diretamente para a rede de destino ou sabe para qual roteador enviar. Esse processo continua, até que seja possível alcançar a rede de destino. 11

Algumas considerações Em redes mais complexas pode haver mais de um caminho entre origem e destino. Por exemplo, na Internet, pode haver dois ou mais caminhos possíveis entre o computador de origem e o computador de destino. 12

Algumas considerações Quando um arquivo é transmitido entre os computadores de origem e destino, pode acontecer de alguns pacotes de informação serem enviados por um caminho e outros pacotes por caminhos diferentes. Os pacotes podem, inclusive, chegar fora de ordem no destino. O protocolo TCP/IP é o responsável por identificar cada pacote e colocá-los na seqüência correta. 13

Algumas considerações Existem também um número máximo de roteadores pelos quais um pacote pode passar, antes de ser descartado. Normalmente este número é de 16 hopes (roteadores). Isso é feito para evitar que pacotes fiquem circulando indefinidamente na rede e congestionem os links de WAN, podendo até chegar a paralisar a rede. 14

Algumas considerações Uma situação que poderia acontecer, por erro nas tabelas de roteamento, é um roteador x mandar um pacote para o y, o roteador y mandar de volta para o x, o roteador x de volta para y e assim indefinidamente. Esta situação ocorreria por erros nas tabelas de roteamento. Para evitar que estes pacotes ficassem circulando indefinidamente na rede, é que foi definido o limite de 16 hopes. 15

Tabela de roteamento 16

Campos da tabela de roteamento Network ID Network Mask Next Hop Interface Metric 17

Network ID Este é o endereço de destino. Pode ser o endereço de uma rede, o endereço de um equipamento da rede, o endereço de uma sub-rede ou o endereço da rota padrão (0.0.0.0). 18

Network Mask A máscara de sub-rede utilizada para a rede de destino. 19

Next Hop Endereço IP da interface para a qual o pacote deve ser enviado. 20

Interface É a interface através da qual o pacote deve ser enviado. Geralmente será o endereço IP da própria placa de rede, a menos que o equipamento possua duas ou mais placas de rede. 21

Metric A métrica é um indicativo da distância da rota, entre destino e origem, em termos de hopes. Se forem encontrados mais de uma rotas entre dois equipamentos é utilizada a com o menos valor no campo Metric. Normalmente isso significa menos hopes entre origem e destino. 22

Analise da tabela de roteamento IP 10.204.200.50 Mask 255.255.255.0 Gateway 10.204.200.50 23

Rota padrão Esta rota é indicada por uma identificação de rede 0.0.0.0 com uma máscara de sub-rede 0.0.0.0. Quando o TCP/IP tenta encontrar uma rota para um determinado destino, ele percorre todas as entradas da tabela de roteamento em busca de uma rota específica para a rede de destino. 24

Rota padrão Caso não seja encontrada uma rota para a rede de destino, será utilizada a rota padrão. Em outras palavras, se não houver uma rota específica, mande através da rota padrão. 25

Rota padrão Observe que a rota padrão é justamente o default gateway da rede (10.204.200.1), ou seja, a interface de LAN do roteador da rede. O parâmetro Interface (10.204.200.50) é o número IP da placa de rede do próprio servidor. 26

Endereço da rede local Esta rota é conhecida como Rota da Rede Local. Quando o endereço IP de destino for um endereço da minha rede local, envie as informações através da minha placa de rede (observe que tanto o parâmetro Gateway como o parâmetro Interface estão configurados com o número IP do próprio computador). 27

Endereço da rede local Se for para uma das máquinas da minha rede local, manda através da placa de rede, não precisa enviar para o roteador. 28

Local host (endereço local) Este endereço faz referência ao próprio computador. Observe que 10.204.200.50 é o número IP do servidor que está sendo analisado. 29

Local host (endereço local) Esta rota diz que os programas do próprio computador, que enviarem pacotes para o destino 10.204.200.50 (ou seja, enviarem pacotes para si mesmo, como no exemplo de dois serviços trocando informações entre si), devem usar como Gateway o endereço de loopback 127.0.0.1. 30

Local host (endereço local) Ao usar a interface de loopback, toda a comunicação ocorre a nível de software, ou seja, não é necessário enviar o pacote através das diversas camadas do protocolo TCP/IP, até que o pacote chegue na camada de enlace (ou seja, a placa de rede), para depois voltar. 31

Local host (endereço local) Observe que esta entrada tem como máscara de sub-rede o número 255.255.255.255. Esta máscara indica que a entrada é uma rota para um endereço IP específico (no caso o próprio IP do servidor) e não uma rota para um endereço de rede. 32

Broadcast de rede Esta rota define o endereço de broadcast da rede. Quando é utilizado o endereço de broadcast, todos os computadores da rede recebem o pacote e processam o pacote. 33

Broadcast de rede Observe que o gateway é o número IP da placa de rede do servidor e a Interface é este mesmo número, ou seja, para enviar um broadcast para a rede, envie através da placa de rede do servidor, não há necessidade de utilizar o roteador. 34

Broadcast de rede Um detalhe interessante é que, por padrão, a maioria dos roteadores bloqueia o tráfego de broadcast, para evitar congestionamentos nos links de WAN. 35

Rede/endereço de loopback Anteriormente foi dito que os endereços da rede 127.0.0.0 são endereços especiais, reservados para fazer referência a si mesmo. 36

Endereço de Multicast Multicast é um tráfego direcionado para um grupo de computadores, os quais estão configurados e "inscritos" para receber o tráfego multicast. Um exemplo prático de utilização do multicast é para uma transmissão de vídeo através da rede. 37

Endereço de Multicast Vamos supor que de uma rede de 1000 computadores, apenas 30 devam receber um determinado arquivo de vídeo com um treinamento específico. Se for usado tráfego unicast, serão transmitidas 30 cópias do arquivo de vídeo, uma cópia para cada destinatário. 38

Endereço de Multicast Com o uso do Multicast, uma única cópia é transmitida através do link de WAN e o tráfego multicast (com base no protocolo IGMP), entrega uma cópia do arquivo apenas para os 30 computadores devidamente configurados para receber o tráfego multicast. 39

Endereço de Multicast Lembrando da Aula passada, quando falamos sobre classes de endereços, a classe D é reservada para tráfego multicast, com IPs iniciando (o primeiro número) a partir de 224. 40

Broadcast Limitado Esta é a rota utilizada para o envio de broadcast limitado. O endereço de broadcast limitado é formato por todos os 32 bits do endereço IP sendo iguais a 1 (255.255.255.255). 41

Broadcast Limitado Este endereço é utilizado quando o computador tem que fazer o envio de um broadcast na rede local (envio do tipo um para todos na rede), porém o computador não conhece a número da rede local (network ID). 42

Broadcast Limitado Mas em que situação o computador não conhecerá a identificação da rede local? Por exemplo, quando você inicializa um computador, configurado para obter as configurações do TCP/IP a partir de um servidor DHCP. 43