3º. Domingo de Páscoa Segue-me 10º ano Passionistas
Introdução: As leituras de hoje recordam-nos que os cristãos têm como missão testemunhar o projecto de Jesus e continuar esse projecto. Lembram-nos ainda que Jesus está vivo e acompanhará sempre a sua Igreja em missão, vivificando-a com a sua presença e orientando-a com a sua Palavra. 1º leitura: A primeira leitura apresenta-nos o testemunho que a comunidade de Jerusalém dá de Jesus ressuscitado. Embora o mundo se oponha ao projecto de Jesus o cristão não deve temer mas sim continuar a missão de testemunhar a palavra que Jesus transmitiu. LEITURA I Actos 5,27b-32.40b-41 Leitura dos Actos dos Apóstolos Naqueles dias, o sumo sacerdote falou aos Apóstolos, dizendo: «Já vos proibimos formalmente de ensinar em nome de Jesus; e vós encheis Jerusalém com a vossa doutrina e quereis fazer recair sobre nós o sangue desse homem». Pedro e os Apóstolos responderam: «Deve obedecer-se antes a Deus que aos homens. O Deus dos nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós destes a morte, suspendendo-o no madeiro. Deus exaltou-o pelo seu poder, como Chefe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e o perdão dos pecados. E nós somos testemunhas destes factos, nós e o Espírito Santo que Deus tem concedido àqueles que Lhe obedecem». Então os judeus mandaram açoitar os Apóstolos, intimando-os a não falarem no nome de Jesus, e depois soltaram-nos. Os Apóstolos saíram da presença do Sinédrio cheios de alegria, por terem merecido serem ultrajados por causa do nome de Jesus.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 29 (30) Refrão 1: Eu vos louvarei, Senhor, porque me salvastes. Eu Vos glorifico, Senhor, porque me salvastes e não deixastes que de mim se regozijassem os inimigos. Tirastes a minha alma da mansão dos mortos, vivificastes-me para não descer à cova. Cantai salmos ao Senhor, vós os seus fiéis, e dai graças ao seu nome santo. A sua ira dura apenas um momento e a sua benevolência a vida inteira. Ao cair da noite vêm as lágrimas e ao amanhecer volta a alegria. Ouvi, Senhor, e tende compaixão de mim, Senhor, sede Vós o meu auxílio. Vós convertestes em júbilo o meu pranto: Senhor meu Deus, eu Vos louvarei eternamente. Introdução ao Evangelho: No Evangelho que vamos escutar Jesus lembra que a missão dos discípulos só terá sentido se eles souberem reconhecer que Jesus ressuscitado está junto deles e se se deixarem guiar pela sua palavra. EVANGELHO Jo 21,1-19 Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João Naquele tempo, Jesus manifestou-se outra vez aos seus discípulos, junto do mar de Tiberíades. Manifestou-Se deste modo: Estavam juntos Simão Pedro e Tomé, chamado Dídimo, Natanael, que era de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e mais dois discípulos de Jesus. Disse-lhes Simão Pedro: «Vou pescar». Eles responderam-lhe: «Nós vamos contigo». Saíram de casa e subiram para o barco, mas naquela noite não apanharam nada. Ao romper da manhã, Jesus apresentou-se na margem, mas os discípulos não sabiam que era Ele. Disse-lhes Jesus: «Rapazes, tendes alguma coisa de comer?»
Eles responderam: «Não». Disse-lhes Jesus: «Lançai a rede para a direita do barco e encontrareis». Eles lançaram a rede e já mal a podiam arrastar por causa da abundância de peixes. O discípulo predilecto de Jesus disse a Pedro: «É o Senhor». Simão Pedro, quando ouviu dizer que era o Senhor, vestiu a túnica que tinha tirado e lançou-se ao mar. Os outros discípulos, que estavam apenas a uns duzentos côvados da margem, vieram no barco, puxando a rede com os peixes. Quando saltaram em terra, viram brasas acesas com peixe em cima, e pão. Disse-lhes Jesus: «Trazei alguns dos peixes que apanhastes agora». Simão Pedro subiu ao barco e puxou a rede para terra, cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e, apesar de serem tantos, não se rompeu a rede. Disse-lhes Jesus: «Vinde comer». Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar-lhe: «Quem és Tu?», porque bem sabiam que era o Senhor. Jesus aproximou-se, tomou o pão e deu-lho, fazendo o mesmo com os peixes. Esta foi a terceira vez que Jesus Se manifestou aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado dos mortos. Depois de comerem, Jesus perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, tu amas-me mais do que estes?» Ele respondeu-lhe: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta os meus cordeiros». Voltou a perguntar-lhe segunda vez: «Simão, filho de João, tu amas-me?» Ele respondeu-lhe: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta as minhas ovelhas». Perguntou-lhe pela terceira vez: «Simão, filho de João, tu amas-me?» Pedro entristeceu-se por Jesus lhe ter perguntado pela terceira vez se O amava e respondeu-lhe: «Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta as minhas ovelhas. Em verdade, em verdade te digo: Quando eras mais novo,
tu mesmo te cingias e andavas por onde querias; mas quando fores mais velho, estenderás a mão e outro te cingirá e te levará para onde não queres». Jesus disse isto para indicar o género de morte com que Pedro havia de dar glória a Deus. Dito isto, acrescentou: «Segue-Me». Introdução Comunhão: Com um espírito de missão, tendo presente que Jesus Ressuscitado está connosco, encaminhemo-nos para o altar. Acção de Graças Narrador: Um carregador de água levava dois baldes, pendurados na ponta de uma vara, que ele carregava atravessada no pescoço. Um dos baldes tinha uma rachadura e o outro era perfeito, o balde perfeito chegava a casa da patroa com toda a água, enquanto o da rachadura chegava sempre meio. Foi assim durante dois anos. O balde perfeito dizia: eu sou perfeito e transporto toda a água. Enquanto o balde rachado sentia-se envergonhado com o seu defeito. Um dia à beira do poço o balde rachado falou assim para o carregador de água. Balde rachado: Há muito que me sinto envergonhado e quero pedir-lhe imensas desculpas. Carregador de água: De quê? Balde rachado: Nestes dois anos eu só fui capaz de transportar metade da água enquanto o meu irmão leva a água toda. Por causa do meu defeito a sua patroa até talvez não lhe pague o salário completo porque você chega a casa dela com balde e meio de água em vez de chegar com dois, e a culpa é do meu defeito da minha rachadura. Narrador: O homem ficou triste e disse: Carregador de água: Quando daqui a momentos, regressarmos a casa da minha patroa, quero que olhes bem para as flores que estão à margem do caminho. Narrador: De facto, enquanto seguiam pelo caminho o balde rachado viu muitas e belas flores do seu lado. Mas sentia-se ainda triste porque tinha vazado metade da água e voltou a dizer ao carregador de água: Balde Rachado: Mesmo assim sinto-me triste porque vazei na mesma metade da água. Narrador: Então o carregador de água disse: Carregador de água: Não notaste que, pelo caminho só havia flores do teu lado? Eu, ao saber do teu defeito, procurei tirar vantagem dele. Lancei sementes de flores no caminho do teu lado. Todos os dias quando voltávamos, tu as regavas. Durante estes dois anos eu pude colher lindas flores. Fruto do teu defeito para ornamentar a mesa da minha patroa. Sem o teu defeito, sem a tua rachadura, sem seres do jeito que és, não haveria flores na margem do caminho nem na mesa da minha patroa. Narrador: No dia seguinte a patroa mandou chamar o carregador de água e disse-lhe: Patroa: Há já algum tempo que vejo a minha mesa ornamentada com lindas flores. De onde as trazes?
Carregador de água: Minha senhora, aponho-as pelo caminho pois são regadas com a água que cai do balde rachado, pois aproveitei o seu defeito e lancei sementes no chão, que ele rega sempre que voltamos a casa. Narrador: Então a patroa disse: Patroa: Fico muito satisfeita por teres aproveitado tão bem o defeito do balde. Faz-me lembrar como todos nós somos, Baldes rachados com muitos defeitos e limitações. Porem se pegarmos na nossa cruz e permitirmos que Deus se possa servir de todos os nossos defeitos, podem brotar lindas flores no caminho da nossa vida, porque Deus sabe tirar partido de todos os nossos defeitos e limitações, tal como tu, e muito bem fizeste com o balde rachado. Para que tal missão seja possível necessitamos de acreditar que Jesus Ressuscitado está sempre connosco e que nos guia mesmo quando o caminho parece difícil.