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Transcrição:

1 Projeto Conceitual (geralmente no modelo E-R): o modelo E-R o esquema do BD é representado graficamente. Quais as entidades e os relacionamentos na empresa? Que informações sobre essas entidades e relacionamentos devemos armazenar no BD? Quais as restrições de integridade ou regras do negócio? (Algumas podem podem ser expressas no diagrama E-R, mas não todas.) Projeto Lógico: apeamento do diagrama E-R num esquema relacional. Refinamento do esquema (ormalização). Projeto Físico e Database Tuning: Levam em conta os padrões de uso e a carga do sistema. 2 Copyright 1998, 1999 Francisco Reverbel 1

Entidade: odela um objeto do mundo real. Uma entidade é descrita por um conjunto de atributos. Conjunto de entidades: Coleção de entidades similares. Exemplo: Todos os funcionários. Todas essas entidades tem o mesmo conjunto de atributos. Cada atributo tem um domínio. umd omed Descr 3 Copyright 1998, 1999 Francisco Reverbel umd omed Descr Relacionamento: Associação entre duas ou mais entidades. Exemplo: João da Silva está lotado (trabalha) no Departamento de Vendas. Conjunto de relacionamentos: Coleção de relacionamentos similares. Exemplo: O conjunto de relacionamentos, entre e. 4 Copyright 1998, 1999 Francisco Reverbel 2

"!$#%!$&('*)+, -,(. 0/12435#*64,#%72, O atributo CPF é determinante (é um atributo chave). O atributo ome é composto. Tem três componentes: Primeiroome, omesdoeio e Últimoome. O atributo Telefones é multivalorado. Um funcionário pode ter mais de um telefone. Primeiroome omesdoeio Últimoome Telefones 5 Copyright 1998, 1999 Francisco Reverbel 1 umd omed DescrD Gerências 1 1 Participações Projetos ump omep DescrP A classe de um conjunto de relacionamentos pode ser 1:1 (1 para 1), 1: (um para muitos), :1 (muitos para 1), ou : (muitos para muitos). é :1. Gerências é 1:1. Participações é :. 6 Copyright 1998, 1999 Francisco Reverbel 3

1 umd omed DescrD Gerências 1 1 Participações Projetos ump omep DescrP O conjunto de relacionamentos Gerências é total em (todo departamento precisa ter um gerente) e parcial em (nem todo funcionário é gerente de departamento). O conjunto de relacionamentos é total em e total em. O conjunto de relacionamentos Participações é parcial em e total em Projetos. 7 Copyright 1998, 1999 Francisco Reverbel 8:9<;>=@?BADC5;E?%FHG$CI JK?L=@OQP0?SRQT?HVUW X YPZQ[\?BU]X ^S_`Q[\? umd omed DescrD (1,1) (4,n) (0,1) (1,1) Gerências Participações (1,n) Projetos ump omep DescrP Cada par (min, max) indica as cardinalidades mínima e máxima das entidades participando num conjunto de relacionamentos. O (4,n) em indica que cada departamento deve ter no mínimo 4 funcionários e que não há limite máximo de funcionários. O (1,1) em indica que cada funcionário deve estar lotado a exatamente um departamento (no mínimo 1 e no máximo 1). 8 Copyright 1998, 1999 Francisco Reverbel 4

a9<b<u=cbdchpefcg?hw+h 9d?HW AiCH;(?SFHjkU2W l mhnpoqnsrztvuxwhnponpy{z(t} umd omed DescrD 1 (1,1) (4,n) Participações (1,n) Projetos ump omep DescrP O fato das cardinalidades máximas serem iguais a 1 determina a classe do conjunto de relacionamentos: 1:1 se as duas cardinalidades máximas forem iguais a 1, 1: ou :1 se uma for igual a 1 e a outra não, : se ambas forem diferentes de 1. Cardinalidade mínima maior que zero indica totalidade: O fato de Participações ser parcial em é indicado pela cardinalidade mínima zero. Além da classe e da totalidade ou parcialidade do relacionamento, a notação (min, max) traz informações adicionais. (Por exemplo: a informação de que cada departamento deve ter no mínimo 4 funcionários.) 9 Copyright 1998, 1999 Francisco Reverbel umd omed DescrD (1,1) (4,n) DataLotação é um atributo do relacionamento. DataLotação Código ome Descr CGC omef Endereço ateriais Fornecimentos Fornecedores Tipo e Condições são atributos do relacionamento Fornecimentos. Tipo (Fabricação, Revenda) Preço Condições Prazo Quantidade 10 Copyright 1998, 1999 Francisco Reverbel 5

Dependem de outro conjunto de entidades para fins de identificação. Para se identificar uma entidade fraca é necessário considerar a chave da entidade que a possui. Deve haver um relacionamento 1: entre as entidades possuidoras e as entidades fracas (1 possuidor para muitas entidades fracas). Este relacionamento deve ser total na entidade fraca. omedep Dataasc Dependências (1,1) Dependentes Entidades possuidoras Relacionamento identificador Entidades fracas O atributo omedep é uma chave parcial, que distingue os vários dependentes de um dado funcionário. Para se determinar um dependente precisamos também do CPF do funcionário. 11 Copyright 1998, 1999 Francisco Reverbel (0,1) Associações entre elementos de um mesmo conjunto de entidades. Os elementos associados desempenham diferentes papéis. Supervisor Supervisionado 1 Supervisões ateriais otar os papéis: Supervisor e Supervisionado, É_componente_de e Tem_como_componente. É_componente_de Composições Tem_como_componente 12 Copyright 1998, 1999 Francisco Reverbel 6

O grau de um relacionamento é o número de entidades associadas. Até agora só vimos relacionamentos binários (de grau dois). Exemplo de relacionamento ternário: o relacionamento P-A-D, entre Professores, Alunos e Disciplinas. A classe deste relacionamento é 1::. O que significam os pares, (0,4) e (6,40)? Professores 1 P-A-D (0,4) Alunos (6,40) Disciplinas 13 Copyright 1998, 1999 Francisco Reverbel Correntistas C-C Contas Correntes (0,1) Agregações são a forma de se promover relacionamentos a entidades, para que eles possam participar de outros relacionamentos. Emissões de Cartões 1 (1,1) Cartões agnéticos 1 Os elementos desta agregação são pares (correntista, conta). O relacionamento Emissões de Cartões associa cartões a pares (correntista, conta). Seria possível empregar um relacionamento ternário, em vez da agregação? 14 Copyright 1998, 1999 Francisco Reverbel 7

Horistas e ensalistas são Prestadores de Serviços e herdam os atributos CPF, ome e Endereço. Restrição de superposição: Pode haver um prestador de serviços que seja ao mesmo tempo horista e mensalista? Generalização Restrição de cobertura: Pode haver um prestador Horistas de serviços que não seja horista nem mensalista? Razões para se usar hierarquias de generalização/especialização: Adicionar atributos descritivos a uma subclasse de entidades. Especificar a subclasse das entidades que participam de um relacionamento. CPF ome Prestadores de Serviços Tipo Endereço Especialização ensalistas Custo Por Hora Horas Trabalhadas Salário 15 Copyright 1998, 1999 Francisco Reverbel Generalização/especialização com restrição de superposição e de cobertura total. Clientes ome Endereço Generalização e especialização não faziam parte da definição original do modelo E-R. Pessoas Físicas Tipo Fiscal Pessoas Jurídicas CGC CPF Origem Empresas do Grupo Empresas Fora do Grupo 16 Copyright 1998, 1999 Francisco Reverbel 8

O projeto conceitual é subjetivo. Geralmente há muitas maneiras de se modelar uma situação. Algumas das opções de projeto: odelar um conceito como uma entidade ou como um atributo? Entidade fraca ou atributo composto e multivalorado? Atributo de entidade ou de relacionamento? Relacionamento binário ou ternário? Agregação? Usar hierarquias de generalização/especializacão? 17 Copyright 1998, 1999 Francisco Reverbel ~ W(;>=@?L;p2 $?HW+U] TC5=%T?$ $U,P0WOU ƒt=%cs U;EC JKCHP SUQ;ˆ9?SR Estratégias: Projeto descendente (top-down). Projeto ascendente (bottom-up). Estratégia inside-out. Estratégia mista. Abordagens: Centralizada ou one-shot ( de uma vez ). Primeiro faz-se a integração dos requisitos de diferentes usuários ou grupos de usuários, depois projeta-se um esquema que atenda aos requisitos combinados. Integração de visões. Primeiro projeta-se um esquema parcial (ou visão ) para cada usuário ou grupo de usuários, de modo a atender aos seus requisitos. Depois cria-se um esquema global que compreenda todos os esquemas parciais. 18 Copyright 1998, 1999 Francisco Reverbel 9