VALE DOTUA MICRO-RESERVAS

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Transcrição:

VALE DOTUA MICRO-RESERVAS

Micro-reservas No contexto do PNRVT, emergem locais de excecional valia ambiental e natural, distribuídas por sete Micro-reservas e que materializam extraordinários espaços de visitação. Elas são marcantes evidências da biodiversidade, consubstanciando verdadeiras arcas de Noé do originário território natural do Vale do Tua. Micro-reserva de Foz Tua > Foz Tua GPS: 41º12 47 N, 7º25 44 O A Micro-reserva de Foz Tua permite caminhar sobre um troço da antiga linha de caminho-de-ferro, uma obra do final do século XIX, construída com notável engenho em escarpas rochosas íngremes. Contemplam-se de perto paredes rochosas com espécies de plantas muito raras, como é o caso de Silene marizzi. Aqui se concentram áreas importantes para a avifauna: chasco-preto, melro-azul, andorinha-das-rochas, águia-de- Bonelli e muitas outras espécies. Micro-reserva de São Lourenço > São Lourenço GPS: 41º17 30 N, 7º22 27 O A Micro-reserva de São Lourenço corresponde a um local clássico de herborização desde o século XIX, sítio obrigatório para os botânicos ou naturalistas, graças à enorme diversidade de espécies de plantas, muitas delas raras. As suas florestas e afloramentos rochosos são habitat de muitas espécies de aves, morcegos, répteis e anfíbios. Micro-reserva do Amieiro > Amieiro GPS: 41º16 53 N, 7º23 44 O A Micro-reserva do Amieiro é essencialmente florestal e a maior parte da sua área é de difícil acesso, o que condiciona as atividades humanas.

Em contrapartida, estas encostas declivosas e ricas em afloramentos rochosos, são território ideal de caça da aguia-de-bonelli e de outras rapinas, assim como de morcegos e mamíferos. Micro-reserva de Caldas de Carlão / Santa Maria Madalena > Caldas de Carlão / Santa Maria Madalena GPS: 41º19 48 N, 7º22 19 O A Micro-reserva de Caldas de Carlão / Santa Maria Madalena desenvolvese no magnífico vale do rio Tinhela, cujo perfil profundo concorre para a sua beleza cénica e cria uma notável diversidade de habitats. As encostas voltadas a norte, na margem direita do rio, são sombrias e frescas, o que se espelha na vegetação, profundamente diversa da que se encontra na margem esquerda, voltada a sul. O uso das águas termais das Caldas de Carlão remonta ao tempo da ocupação romana.

Micro-reserva de Abreiro > Abreiro GPS: 41º20 50 N, 7º16 43 O Na Micro-reserva de Abreiro situa-se o único troço do baixo Tua que não é submerso pela albufeira. Ocorrem aqui espécies da fauna de enorme interesse para a conservação, como o rato-de-cabrera, a lagartixa-dededos-denteados e o mexilhão-do-rio. Abreiro é um importante local de atravessamento do rio para a fauna terrestre. Micro-reserva de Ribeirinha > Ribeirinha GPS: 41º21 58 N, 7º14 26 O A Micro-reserva da Ribeirinha acompanha o rio Tua e as suas margens a montante da albufeira até ao Cachão. As águas límpidas correm pelo leito aberto, por vezes atrasadas pelas azenhas, desenhando praias rochosas ou sedimentares, emolduradas por belíssimas galerias ripícolas. A contrastar com a maior suavidade do rio neste troço, erguem-se as imponentes cristas quartzíticas do Cachão, na base da Serra de Valverde. Micro-reserva do Castanheiro > Castanheiro GPS: 41º14 08 N, 7º23 07 O A Micro-reserva do Castanheiro corresponde a uma área notável em termos de flora vascular, musgos e líquenes. As manchas mais relevantes são os bosques de carácter higrófilo (fresco e húmido) e as paredes rochosas quase verticais. Este é um excelente território de caça para águia de Bonelli, bufo-real e numerosas espécies de morcegos.

Período e locais de observação Flora A primavera é a época na qual mais espécies estão em floração. Répteis Período mais favorável à observação - verão, outono e primavera, durante o dia. Biótopos mais comuns - áreas florestais, afloramentos e paredes rochosas e áreas agrícolas com parcelas de olival. Mamíferos Período mais favorável à observação - verão, outono e primavera, durante o crepúsculo ou à noite. Biótopos mais comuns - áreas florestais e áreas agrícolas com parcelas de olival, galerias ripícolas e outros habitats nas margens do rio.

Aves Período mais favorável à observação - de manhã cedo ou ao fim da tarde, especialmente na Primavera. Biótopos mais comuns - margem do rio, áreas florestais, áreas agrícolas com parcelas de olival e paredes rochosas (para as aves rupícolas), leitos de cheia e galerias nas margens do rio. Anfíbios Período mais favorável à observação - outono e primavera, durante o crepúsculo ou à noite. Biótopos mais comuns - florestas nas proximidades de cursos de água e todos os habitats com elevados níveis de humidade ou com disponibilidade de água (ex: margem direita do rio Tinhela e todos os habitats com elevados níveis de humidade ou com disponibilidade de água) floresta e campos de cultivo nas proximidades do rio.

Guia da Natureza PNRVT / Texto Alberto Tapada / Paula Canha Fotografia Dinis Cortes / Jorge Delfim / Nuno Silva Produção Longomai Tiragem XXXXX