Setor Elétrico Brasileiro: Crescimento e Desafios

Documentos relacionados
FÓRUM DE DEBATES DO JORNAL GGN AS HIDROELÉTRICAS DA AMAZÔNIA E O MEIO AMBIENTA

IV SIMPÓSIO BRASILEIRO DE SISTEMAS ELÉTRICOS SBSE 2012

MATRIZ ENERGÉTICA BRASILEIRA

MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

EXPANSÃO DO CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL PDE2026

Fundação Getúlio Vargas Instituto Brasileiro de Economia Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura

ESCOLA DE COMANDO E ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO (ECEME) 4º Congresso de Ciências Militares

APROVEITAMENTO DO POTENCIAL HIDRELÉTRICO NACIONAL : Alternativas Após o Seu Esgotamento

O Setor Elétrico do Brasil

Painel 6 Expansão das Energias Renováveis. Amilcar Guerreiro Economia da Energia e do Meio Ambiente Diretor

WORKSHOP PERSPECTIVAS E DESAFIOS DA ENERGIA NUCLEAR NA MATRIZ ELÉTRICA DO BRASIL

OPORTUNIDADES E DESAFIOS DO SETOR ELÉTRICO

2 Sistema Elétrico Brasileiro

Seminário Inserção de Fontes Renováveis no Brasil

Impactos dos Recursos Energéticos Distribuídos. Francisco José Arteiro de Oliveira Diretoria de Planejamento e Programação da Operação

Matriz Energética Os Desafios e as Oportunidades. Jerson Kelman. Belo Horizonte, 20 de maio de 2010

Planejamento nacional e Integração elétrica regional. Amilcar Guerreiro Diretor de Estudos de Energia Elétrica

Reestruturação do Setor Elétrico Brasileiro Desafios e Perspectivas

Painel 3 MATRIZ ENERGÉTICA BRASILEIRA: DESAFIOS E ALTERNATIVAS. Nivalde de Castro Coordenador do GESEL Instituto de Economia da UFRJ

FÓRUM DA MATRIZ ENERGÉTICA Tendências Dificuldades Investimentos Política para Energias Alternativas: Biomassa, Solar, Eólica, Nuclear, Gás, PCH

A Energia na Cidade do Futuro

Expectativas Relacionadas às Políticas Governamentais e Incentivos Fiscais para as Térmicas à Biomassa

A BIOELETRICIDADE DA CANA EM NÚMEROS ABRIL DE 2016

A Importância das Fontes Alternativas e Renováveis na Evolução da Matriz Elétrica Brasileira

Agenda Setorial Luiz Eduardo Barata Ferreira Diretor-geral

A BIOELETRICIDADE DA CANA EM NÚMEROS NOVEMBRO DE 2016

Desafios Técnicos e Socioeconômicos da Oferta de Energia

Energia Limpa: Viabilidade e Desafios A Bioeletricidade

Seminário Energia Soluções para o Futuro Geração Hidrelétrica. Flávio Antônio Neiva Presidente da ABRAGE

A BIOELETRICIDADE DA CANA EM NÚMEROS SETEMBRO DE 2016

Amilcar Guerreiro Diretor de Estudos Econômicos e Energéticos Empresa de Pesquisa Energética - EPE

Panorama Geral do Setor Elétrico

JOSÉ CARLOS DE MIRANDA FARIAS Empresa de Pesquisa Energética EXPANSÃO DA OFERTA DE ENERGIA PLANEJAMENTO E LEILÕES

A BIOELETRICIDADE DA CANA EM NÚMEROS JANEIRO DE 2017

Seminário Biomassa: Desafios e Oportunidades de Negócios

MUDANÇA CLIMÁTICA E CRESCIMENTO VERDE

A BIOELETRICIDADE DA CANA EM NÚMEROS DEZEMBRO DE 2015

Perspectivas do Setor de Energia Elétrica

BOLETIM: A Bioeletricidade da Cana em Números Fevereiro de 2017

Setor Elétrico Brasileiro Presente e Futuro

PAINEL 30 ANOS DE BIOELETRICIDADE: REALIZANDO O POTENCIAL

Disciplina: Recursos Energéticos e Meio Ambiente. 2- Introdução. Professor: Sandro Donnini Mancini. Fevereiro, 2016

PLANEJAMENTO E PERSPECTIVAS DO MERCADO DE ENERGIA PARA O SETOR SUCROENERGÉTICO: BIOELETRICIDADE

Ricardo Gorini. Diretor do Estudos Econômico-Energéticos e Ambientais da Empresa de Pesquisa Energética (EPE)

Disciplina: Eletrificação Rural. Unidade 1 Energia elétrica no âmbito do desenvolvimento sustentável: balanço energético nacional

A Política Estadual de Energia e o Meio Ambiente. João Carlos de Souza Meirelles Secretário

Transcrição:

XXIII SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRNSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA Setor Elétrico Brasileiro: Crescimento e Desafios Políticas do Ministério de para o Setor Elétrico Brasileiro Altino Ventura Filho Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético Foz do Iguaçu, 19 de Outubro de 2015

SUMÁRIO TEMA I - QUESTÕES ESTRUTURAIS 1) POLÍTICA ENERGÉTICA E PRINCIPAIS DESAFIOS DO SETOR ENERGÉTICO NACIONAL 2) MATRIZES ENERGÉTICAS DO MUNDO E DO BRASIL ATUAIS 3) EXPANSÃO DO SISTEMA ENERGÉTICO NACIONAL NO HORIZONTE DECENAL 4) EXPANSÃO DO SISTEMA ENERGÉTICO NO LONGO PRAZO - APÓS O HORIZONTE DECENAL TEMA II - QUESTÕES CONJUNTURAIS 1) USINAS HIDROELÉTRICAS SEM RESERVATÓRIOS DE REGULARIZAÇÃO PLURIANUAL 2) SISTEMA HIDRO / TÉRMICO SEGURANÇA ENERGÉTICA E OPERAÇÃO DAS USINAS 3) SUPRIMENTO NO TRIÊNIO 2015 / 2016 / 2017 E NO HORIZONTE DO PDE 2024

PRINCIPAIS DESAFIOS DO SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO ( 1 / 2 ) Planejamento e Políticas Energéticas (MME e EPE) Atuação das Agências Reguladoras (ANEEL, ANA e ANP) Expansão do Sistema Elétrico / Energético - Energia do Amanhã Financiamento do Programa de Expansão (BNDES) Operação do Sistema Elétrico Confiabilidade / Custos (ONS) Comercialização da Energia Fluxo Financeiro entre Agentes (CCEE)

PRINCIPAIS DESAFIOS DO SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO ( 2 / 2 ) Desenvolvimento Tecnológico Integração Indústria / Universidade Formação e Treinamento das Equipes do Setor Energético Integração Elétrica / Energética com os Países Vizinhos e Outras Ações Internacionais Transição da Expansão Hidro para a Expansão Térmica e a Inserção das Fontes Renováveis Eólica, Biomassa e Solar no Sistema Gerador Usinas Hidroelétricas a Fio-d água (sem reservatórios de regularização plurianual), Inclusão de Usinas Reversíveis (de bombeamento) e o Balanço de Ponta (demandas elevadas diárias) da Carga de Energia

CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA (Período 2000 / 2012) País Taxa de Crescimento Sistema Elétrico 2000 / 2012 (%) Dobra em N Anos China 11,4 7 Índia 7,2 10 Correia Sul 5,3 14 Brasil 3,5 (*) 21 (*) França 0,7 100 Alemanha 0,6 116 USA 0,4 174 Canadá 0,3 232 (*) Taxa de Crescimento Anual Média de 4,5%: Sistema Elétrico Dobra em 16 Anos 5

MW Ministério de BRASIL CAPACIDADE INSTALADA INCREMENTO ANUAL MÉDIO - MW Histórico MW Previsão PDE 2024

PLANEJAMENTO E MONITORAMENTO DO SETOR ENERGÉTICO BRASILEIRO VISÃO ESTRATÉGICA ESTUDOS DE LONGO PRAZO (ATÉ 30 ANOS) PLANO NACIONAL DE ENERGIA MATRIZ ENERGÉTICA NACIONAL VISÃO DE PROGRAMAÇÃO ESTUDOS DE CURTO E MÉDIO PRAZOS (ATÉ 10 ANOS) PLANO DECENAL DE ENERGIA LEILÕES MONITORAMENTO VISÃO DE 1 A 3 ANOS Petróleo e Gás Energia Elétrica Transmissão Biodiesel

BRASIL - PDE 2014 DEMOGRAFIA E ECONOMIA Milhões de habitantes 10 3 R$ per capita (2010) 240 120 0 40 30 20 10 0 204 218 2014 2024 19,7 População 0,7% a.a. 1,4 milhões/ano PIB Per Capita 2,5% a.a. PDE 2023 3,2% a.a. bilhões de habitantes 25,1 2014 2024 PIB: 3,2% a.a. Fonte: Plano Decenal 2024, IBGE, MME/SPE. e EPE

milhões tep 500 250 0 Ministério de 306 BRASIL - PDE 2014 OFERTA DE ENERGIA 399 2014 2024 % Renováveis 39,4 % Fósseis 59,3 Energia 2,7% a.a. PDE 2023 3,7% a.a. % Renováveis 45,2 % Fósseis 53,1 TWh 1.000 750 500 250 0 Fonte: Plano Decenal 2024, MME/SPE e EPE. 624,3 Energia Elétrica 4,2% a.a. 941,0 2014 2024 % Renováveis 74,6 % Fósseis 22,9 % Renováveis 86,2 % Fósseis 11,1

RECURSOS ENERGÉTICOS NACIONAIS Renováveis Não Renováveis Hidroelétrica Biomassa Eólica Solar Petróleo Gás Natural Carvão Mineral Urânio

% 50 40 30 20 10 0 39,4 Ministério de 34,9 Petróleo e Derivados MATRIZ DE OFERTA DE ENERGIA BRASILEIRA PDE 2014 Participação das Fontes 2014 / 2024 (%) 16,9 15,7 Derivados da Cana 13,5 11,8 11,5 13,3 8,1 Gás Natural Hidro Lenha e Carvão Vegetal 2014 2024 Oferta de Energia (milhões tep) 2014 305,6; 2024 399,5 Crescimento anual médio: 2,7% Crescimento (%) PIB: 3,2 População: 0,7 6,9 5,7 5,8 4,7 8,8 1,3 1,7 Carvão Outras (*) Nuclear * Inclui Gás Industrial Taxa de crescimento Anual Médio (%) 1,5 3,5 1,3 4,2 1,1 2,9 9,4 5,5 Combustíveis Fósseis Brasil: 2014 59,3% 2024 53,1% Mundo:2014 81,2% Renováveis Brasil: 2014 39,4% 2024 45,2% Mundo:2014 13,6% Fonte: Balanço Energético Nacional e Plano 2024

65,2 Ministério de MATRIZ DE OFERTA DE ELETRICIDADE BRASILEIRA PDE 2024 Participação das Fontes 2014 / 2024 (%) % 80 60 65,8 Oferta de Energia Elétrica - TWh 2014 624,3; 2024 940,8 Crescimento anual médio: 4,2% 40 20 0 13,0 8,1 Hidro Gás Natural Biomassa Petróleo e Derivados Crescimento (%) PIB: 3,2 População: 0,7 11,8 7,4 5,1 8,0 0,3 2,9 1,6 2,5 2,8 2,0 1,9 1,1 0,0 0,6 Carvão Nuclear Eólica Gás Industrial 2014 2024 Solar Taxa de crescimento Anual Médio (%) 4,3-0,6 9,1-21,5-1,8 5,2 19,7-1,4 - Combustíveis Fósseis Brasil: 2014 22,9% 2024 11,1% Mundo:2014 66,5% Fonte: Balanço Energético Nacional e Plano 2024 Renováveis Brasil: 2014 74,6% 2024 86,2% Mundo:2014 22,6%

BRASIL CAPACIDADE INSTALADA - PDE 2024 2014: 133,9 GW (89 hidro 67%) 2024: 212,5 GW (120 hidro 56%) 78,6 GW no Decênio 2014 / 2024 (7,86 GW/ano) Fonte GW % Hidro 30,8 39 Eólica 19,3 25 Biomassa 8,7 11 Solar 8,3 10 85% Gás 10,9 14 Nuclear 1,4 2 Petróleo (-1,4) (-2) Carvão 0,5 1 15% Total 78,6 100,0 (6,8 GW de Autoprodutor) Fonte: PDE 2024, MME/SPE e EPE Obs.- Não inclui a importação de Itaipu/Paraguai e a geração nas plataformas de petróleo

BRASIL CAPACIDADE INSTALADA DE GERAÇÃO ELÉTRICA (*) (GW) CAPACIDADE INSTALADA DE GERAÇÃO (GW) Fonte 2014 2024 Estrutura (%) 2014 2024 Hidro 89,2 120,0 66,6 56,5 Nuclear 2,0 3,4 1,5 1,6 Gás Natural 12,5 23,2 9,4 10,9 Carvão 3,4 3,9 2,5 1,8 Óleo 7,9 6,5 5,9 3,1 Gás Industrial 1,7 1,9 1,2 0,9 Biomassa 12,3 21,1 9,2 9,9 Eólica 4,9 24,2 3,7 11,4 Solar 0,015 8,3 0,0 3,9 TOTAL 133,9 212,5 100,0 100,0 Fonte: PDE 2024, MME/SPE e EPE Obs.- Inclui autoprodutor cativo, e não inclui a importação de Itaipu/Paraguai e plataformas de petróleo

BRASIL PDE 2024 EXPANSÃO DE PETRÓLEO, GÁS NATURAL E BIOCOMBUSTÍVEIS Petróleo Produção atual (2,3 milhões bbl/dia). Produção 2024 (5,1 milhões bbl/dia). Crescimento de 8,5 % ao ano. Superávit em 2024 (2,2 milhões bbl/dia, incluindo derivados); Gás Natural Produção atual (87,4 milhões m 3 /dia). Produção bruta potencial de gás convencional 2024 (172 milhões m 3 /dia). Crescimento de 7,0 % ao ano. Déficit líquido em 2024 (8 milhões m 3 /dia); Etanol Produção atual (28,5 milhões m 3 ). Produção 2024 (43,9 milhões m 3 ). Crescimento de 4,4 % ao ano. Exportações líquidas em 2024 (1,8 milhões m 3 ); Biodiesel Produção atual (3,4 milhões m 3 ). Produção 2024 (5,1 milhões m 3 ). Crescimento de 4,1% ao ano. Percentual mistura com diesel fóssil (7%).

BRASIL PDE 2024 INVESTIMENTOS NO SISTEMA ENERGÉTICO PERÍODO 2014 / 2024 Investimentos em Energia R$ bilhões (*) % Petróleo e Gás Natural 993 70,6 Eletricidade 376 26,7 Biocombustíveis 39 2,6 Total de Investimentos (**) 1.407 100,0 A expansão prevista para a produção primária de energia possibilitará Superávit de 25,6% sobre a demanda total de energia, revertendo os atuais déficits, próximos de 13% (*) Câmbio R$ 2,65/US$ (**) Representa cerca de 2,8% do PIB e 14,4% da FBCF, ambos acumulados no período

POTENCIAL HIDRELÉTRICO BRASILEIRO APROVEITÁVEL (Competitivo e Ambientalmente Viável) Potencial Hidrelétrico Brasileiro: 260.000 MW (3º / 4º do mundo) PLANO 2030 (11 / 2007 ): cerca de 180.000 MW aproveitável, semelhante ao PLANO 2015 da ELETROBRAS (04 / 1994) Atualmente conta-se com segurança com 150.000 MW, montante necessário até o final da década 2020 / 2030 (função do cenário energético e ambiental futuro)

BRASIL - HIDRELETRICIDADE Usinas de Maior Porte na Região Norte Bacia do Madeira (7.310 MW) : Jirau (3.750 MW) e Santo Antônio (3.560 MW) - 2013 / 2016 Bacia do Xingu (11.233 MW) : Belo Monte (11. 233 MW) 2016 / 2018 Bacia do Tapajós (~28.200 MW) : Alto Tapajós : Teles Pires (5 usinas, ~3.600 MW) e Juruena (13 usinas, ~8.600 MW), totalizando 12.200 MW 2015 / 2018. Médio Tapajós: 7 usinas (Complexo São Luiz), totalizando 16.000 MW 2021 / 2026;

EXPANSÃO DA CAPACIDADE INSTALADA DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL NO FINAL DA DÉCADA 2020 / 2030 (Após o Aproveitamento do Potencial Hidrelétrico Econômico e Ambientalmente Viável ) Programa Térmico (operação de base) Gás Natural (outros usos, matéria prima na indústria, oferta e preço) Nuclear (aceitação pública, resíduos, segurança e outros) Carvão Mineral (queima limpa, gases de efeito estufa e captura do carbono). Complementado por Fontes Energéticas Renováveis Eólica Biomassa (bagaço de cana-de-açúcar) Solar Fotovoltaica Lixo Urbano Eficiência Energética com Avanços Tecnológicos

SUMÁRIO TEMA II - QUESTÕES CONJUNTURAIS 1) USINAS HIDRELÉTRICAS SEM RESERVATÓRIOS DE REGULARIZAÇÃO PLURIANUAL 2) SISTEMA HIDRO / TÉRMICO SEGURANÇA ENERGÉTICA E OPERAÇÃO DAS USINAS 3) SUPRIMENTO NO TRIÊNIO 2015 / 2016 / 2017 E NO HORIZONTE DO PDE 2024

UHEs COM RESERVATÓRIOS DE REGULARIZAÇÃO PLURIANUAL (Existentes) Histórico ( 1 / 2 ) Bacia do São Francisco (década 1970): Sobradinho (volume útil: 29 bilhões m 3 ); Três Marias (volume útil: 15 bilhões m 3 ) Bacia do Paraná (década 1970): Furnas (volume útil: 17 bilhões m 3 ) Emborcação (volume útil: 13 bilhões m 3 ) Itumbiara (volume útil: 12 bilhões m 3 ) Nova Ponte (volume útil: 10 bilhões m 3 )

UHEs COM RESERVATÓRIOS DE REGULARIZAÇÃO PLURIANUAL (Existentes) Histórico ( 2 / 2 ) Bacia do Tocantins (década 1980) Serra da Mesa (volume útil: 43 bilhões m 3 ) Tucuruí (volume útil: 32 bilhões m 3 ) Bacia do Iguaçu (década 1980) Foz do Areia (volume útil: 6 bilhão m 3 ) Salto Santiago (volume útil: 4 bilhões m 3 ) Segredo (volume útil: 0,4 bilhões m 3 ) Bacia do Uruguai (década 1980) Barra Grande (volume útil: 2 bilhão m 3 ) Machadinho (volume útil: 1 bilhão m 3 )

UHEs A FIO D ÁGUA DA REGIÃO NORTE (Operação, Construção) Bacia do Madeira (operação / ampliação) Jirau Santo Antônio Obs.: nenhuma usina a jusante; reservatórios de regularização na Bolívia (eventualmente a binacional em fase de planejamento) Bacia do Xingu (construção) Belo Monte Obs.: Nenhuma usina a jusante; regularização com reservatório a montante em região de planície (grande área inundada com reduzida profundidade / antigo reservatório de Babaquara com 6.000 km 2 )

UHEs A FIO D ÁGUA DA REGIÃO NORTE (Construção e Planejadas) Bacia do Tapajós (planejada / construção) UHEs do Complexo São Luis (cerca de 15.000 MW) Obs.: nenhuma usina a jusante UHEs no Rio Teles Pires Obs.: usinas de Teles Pires e Colider são a fio d água; usina de Sinop tem um reservatório de regularização com 2 bilhões m 3 )

SEGURANÇA ENERGÉTICA E OPERAÇÃO DAS USINAS Critério de Suprimento da Geração Histórico 1. Critério Determinístico da CANAMBRA de Energia Firme de Período Crítico,dadécadade1970atémeadosdadécadade1980; 2. Critério Probabilístico de 5% de Risco Anual de Déficit, de 1985 até o racionamento de 2001 (o custo unitário de déficit da energia não suprida é resultado, parâmetro implícito, a partir da igualdade do CME com o CMO) 3. Critério do Custo do Déficit, Limitado a 5% de Risco de Déficit Anual (CNPE), desde o racionamento de 2001 (o risco de déficit anual de energia é resultado, parâmetro implícito, a partir da igualdade do CME comocmo)

Sistema Hidrelétrico / 2.000 séries Energias Afluentes Déficit de Energia Anual, Geração Térmica, Excedente Hidrelétrico 50 40 % Hidrologias com algum Déficit 30 20 10 0 Hidrologias Favoráveis Hidrologias com as Térmicas na Base 2.000 Séries de Energia Afluentes às Hidrelétricas 40 2 1 (*) (*) 100 Déficit de Energia Anual (% da Carga) 21 1 41 61 101 81 121 141 161 181 201 221 241 261 281 301 321 341 361 381 401 421 441 461 481 501 521 541 561 581 601 621 641 661 681 701 721 741 761 781 801 821 841 861 881 901 921 941 961 981 1 Risco de déficit anual de 2% 2 Risco de déficit anual de 5% (*) Indicação Qualitativa Sem adoção de escala

OPERAÇÃO DAS USINAS TÉRMELÉTRICAS (Sistema Gerador Nacional - Hidrelétrico / Termelétrico / Eólico) As condições hidrológicas são em geral favoráveis; Anos isolados de hidrologias muito desfavoráveis (60/65% da média de longo termo) são eventos estatisticamente raros. Vários anos consecutivos de hidrologias muito desfavoráveis são estatisticamente mais raros; A operação das térmicas, neste contexto hidrológico, é da seguinte forma: usinas com custos de combustível baixos (nuclear, carvão mineral e gás natural)- operação de base usinas com custos de combustível elevados (óleo diesel e óleo combustível) de complementação ao sistema gerador hidroelétrico, nos raros eventos de hidrologias desfavoráveis

QUALIFICAÇÃO DA SEGURANÇA ENERGÉTICA Critério Atual de Suprimento da Geração O critério de suprimento da geração atualmente adotado resulta em riscos de déficit anuais na faixa de 2 a 3%, ao longo do horizonte de planejamento analisado; A segurança energética do sistema de geração é elevada, com a adoção deste critério. O evento racionamento é raro, estatisticamente ocorrendo uma vez ao longo de várias décadas e quando ocorre implica numa parcela reduzida, em geral inferior a 10 / 15 % da carga total, podendo ser plenamente ou parcialmente administrado por medidas operativas e de conservação e uso consciente da energia por parte dos consumidores, com reduzidos impactos na economia nacional

PLANO DECENAL 2024 Riscos de Déficit Anuais de Energia (%) Subsistema 2018 2021 2024 SE/CO 1,7 0,6 0,6 S 1,4 0,3 0,3 NE 0,1 0,0 0,4 N 0,1 0,3 0,4 29

85 Ministério de CARGA DO SISTEMA INTERLIGADO NACIONAL (GWmédio) PDE 2015, PDE 2019, PDE 2023 e PDE 2024 Carga de Energia (Gwmédio) 75 65 55 45 PDE 2015 PDE 2023 PDE 2019 PDE 2024 CARGA 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 Fonte: PDE 2015, PDE 2019 e PDE 2023.

ARMAZENAMENTO NOS RESERVATÓRIOS (%) Sudeste / Centro-Oeste % 100 2012 Armazenamento 80 60 40 20 2013 2014 2015 0 jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez Chuvoso Seco Fonte: MME/SEE.

Armazenamento % 100 80 60 40 20 Ministério de ARMAZENAMENTO NOS RESERVATÓRIOS (%) Nordeste 2013 2012 2014 2015 0 jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez Chuvoso Seco Fonte: MME/SEE.

EVOLUÇÃO DA OFERTA DE GERAÇÃO E DA CARGA Biênio 2013 / 2014 (taxa de crescimento anual média) Capacidade instalada: 5,6% Carga: 2,6% ( Cerca de 7.500 MW entraram em operação no ano 2014 ) Ano de 2015 (taxa de crescimento anual) Capacidade instalada: 5% Carga: próximo de zero ( Cerca de 7.400 MW deverão entrar em operação no ano 2015 ) Biênio 2016 / 2017 Previstos 9.600 MW e 7.700 MW, neste biênio, em usinas em fase final de construção e fora das regiões com hidrologias desfavoráveis. Esta expansão terá um crescimento superior à da carga. O suprimento de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (geração) está assegurado no triênio 2015/2017, não sendo estatisticamente visualizados déficits ou racionamentos neste período

Muito Obrigado Altino Ventura Filho Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético MME/ Brasil spe@mme.gov.br