Ref.ª Newsletter 04/2014

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Transcrição:

Há 20 anos a contribuir para a segurança das empresas. Ref.ª Newsletter 04/2014 Enquadramento Legal: Decreto-Lei n.º 220/2008, 12 de Novembro: Regime Jurídico de Segurança Contra Incêndios em Edifício (SCIE). Portaria n.º 1532/2008, 29 de Dezembro: Regulamento Técnico de Segurança contra Incêndios em Edifícios. Consistem em procedimentos de organização e gestão da segurança e têm duas finalidades principais: a garantia da manutenção das condições de segurança definidas no projeto e a garantia de uma estrutura mínima de resposta a emergências. Pretendem também salvaguardar que os equipamentos e sistemas de segurança contra incêndios estão em condições de ser operados permanentemente e que, em caso de emergência, os ocupantes abandonem o edifício em segurança. As medidas de autoproteção e a gestão da segurança contra incêndios aplicam-se a todos os edifícios e recintos, incluindo os existentes à data da entrada em vigor do regulamento. (De acordo com o art.º 22, do Decreto-Lei 220/2008 de 12 de Novembro) A responsabilidade pela elaboração dos projetos de Segurança Contra Incêndios em Edifícios (SCIE) referentes a edifícios e recintos classificados na 3.ª e 4.ªcategorias de risco, decorrentes da aplicação do presente decreto-lei e portarias complementares, tem de ser assumida exclusivamente por um arquiteto, reconhecido pela Ordem dos Arquitetos (OA) ou por um engenheiro, reconhecido pela Ordem dos Engenheiros (OE), ou por um engenheiro técnico, reconhecido pela Associação Nacional dos Engenheiros Técnicos (ANET). (De acordo com o art.º 16, do Decreto-Lei 220/2008 de 12 de Novembro) Página 1 de 6

Quais as contraordenações e coimas aplicáveis à inexistência de medidas de autoproteção? A título exemplificativo, apresentam-se de seguida algumas contra ordenações e coimas aplicáveis no âmbito das medidas de autoproteção. (De acordo com o art.º 25, do Decreto-Lei n.º 220/2008, 12 de Novembro) As Medidas de Autoproteção exigíveis dependem da utilizaçãotipo e da categoria de risco do espaço. Só após a determinação da utilização-tipo e da categoria de risco se pode definir quais as medidas de autoproteção exigíveis e para tal importa analisar inúmeros fatores determinados na legislação referida. Após termos a utilização tipo e a categoria de risco verifica-se no quadro XXXIX, art.º 198, da Portaria n.º 1532/2008, 29 de Dezembro, quais as medidas a elaborar. Página 2 de 6

Utilizações Tipo de Edifícios e Recintos Considera-se que a maioria dos edifícios ou recintos foram classificados em 12 utilizações tipo, apresentadas no seguinte quadro: Tipo Utilização Edifícios Tipo I Tipo II Tipo III Tipo IV Tipo V Tipo VI Tipo VII Tipo VIII Tipo IX Tipo X Tipo XI Tipo XII Habitacionais Estacionamentos Administrativos Escolares Hospitalares e Lares de Idosos Espetáculos e Reuniões Públicas Hoteleiros e Restauração Comércio e Gares de Transportes Desportivos e Lazer Museus e Galerias de Arte Bibliotecas e Arquivos Industrias, Oficinas e Armazéns - Condomínios fechados para habitação. - Moradias isoladas, geminadas ou em banda. - Prédios de habitação. - Garagens para recolha de veículos. - Parques de Estacionamento. - Silos auto, abertos ou fechados, públicos ou privados. - Conservatórias do registo civil, comercial, predial. - Balcões de atendimento e Centros de atendimento. - Escritórios de empresas e outras entidades públicas ou privadas. - Centros de formação profissional e de tempos livres. - Estabelecimentos de ensino privados e públicos. - Jardins de infância. - Centros de apoio a idosos e centros de dia e deficientes. - Centros de saúde e clínicas privadas ou públicas. - Hospitais privados e públicos. - Casinos. - Discotecas e estúdios de gravação. - Teatros. - Bares. - Hotéis. - Restaurantes - Centros Comerciais. - Lojas. - Hipermercados. - Estádios. - Ginásios e Health Club. - Pavilhões gimno-desportivos. - Galerias de arte, Museus. - Oceanários, Parques zoológicos, botânicos. - Pavilhões de exposição. - Arquivos. - Bibliotecas. - Cinematecas. - Armazéns. - Estabelecimentos industriais. - Oficinas de reparação e manutenção. (De acordo com art.º 8, do Decreto-Lei 220/2008 de 12 de Novembro) Página 3 de 6

O Regulamento classifica os edifícios em categorias de risco. A 1.ª categoria de risco refere-se aos edifícios com mais baixo risco e a 4ª categoria de risco aos edifícios com risco mais elevado. Em função do nível de risco de cada edifício, assim vão ser mais ou menos exigentes as medidas de segurança (autoproteção). Os fatores de risco que condicionam esta classificação variam de utilização tipo para utilização tipo (UT). Em resumo, esses fatores são: Altura da UT; Número de pisos ocupada pela UT abaixo do nível de referência; UT inserida em edifício ou ao ar livre; Área bruta ocupada pela UT; Efetivo da UT (total e em locais do risco D ou E, em edifício ou ar livre); Locais de risco D ou E com saídas independentes diretas ao exterior, no plano de referência; Carga de incêndio modificada; Densidade de carga de incêndio modificada (em edifício ou ar livre). (Despacho 2074/2009) (De acordo com o art.º12 do Decreto-Lei 220/2008 de 12 de Novembro) De quantos em quantos pisos é necessário um edifício estar equipado com meios de extinção? O atual Regulamento Técnico de Segurança contra Incêndios em Edifícios, publicado através da Portaria nº 1532/2008, de 29 de Dezembro, refere o seguinte, no seu artigo 163º: 1 - Todas as utilizações-tipo, com exceção da utilização-tipo I das 1ª e 2ªcategorias de risco, sem prejuízo das especificações do presente regulamento para os locais de risco, devem ser equipados com extintores devidamente dimensionados e adequadamente distribuídos, em edifícios e nos recintos alojados em tendas ou em estruturas insufláveis, de forma que a distância a percorrer de qualquer saída de um local de risco para os caminhos de evacuação até ao extintor mais próximo não exceda os 15m. 2 - Na ausência de outro critério de dimensionamento devidamente justificado, os extintores devem ser calculados à razão de: a)18l de agente extintor padrão por 500m 2 ou fração de área de pavimento do piso em que se situem; b) Um por cada 200m 2 de pavimento do piso ou fração, com um mínimo de dois por piso. Página 4 de 6

Os laboratórios e cozinhas devem ser dotados de mantas ignífugas em complemento dos extintores. (De acordo com o ponto 5, art.º 163 da Portaria 1532/2008 de 29 de Dezembro) Os edifícios ou recintos e as suas frações estão sujeitos a inspeções regulares, a realizar pela ANPC ou por entidade por ela credenciada, para verificação da manutenção das condições de SCIE aprovadas e da execução das medidas de autoproteção, a pedido do responsável de segurança. No caso dos edifícios da 1ª categoria de risco, a responsabilidade de fiscalização é dos municípios, na sua área territorial. A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica também pode fiscalizar no âmbito da colocação no mercado dos equipamentos, o que pode ter implicações nas medidas de autoproteção. As medidas de autoproteção podem ser auditadas a qualquer momento, pelo que o responsável de segurança deve fornecer a documentação e facultar o acesso a todos os espaços dos edifícios e recintos à entidade competente. Embora a segurança contra incêndio diga respeito a todos os ocupantes de um edifício, a segurança é uma responsabilidade que deve ser potenciada ao mais alto nível de gestão da entidade. A manutenção das condições de segurança contra risco de incêndio aprovadas e a execução das medidas de autoproteção aplicáveis aos edifícios e recintos são da responsabilidade das entidades a seguir referidas, consoante a utilização-tipo: Utilização - Tipo Ocupação Responsável de Segurança (RS) II a XII Cada Utilização Tipo Espaços Comuns a várias Utilizações - Tipo Proprietário ou Entidade Exploradora de cada Utilização Tipo Entidade Gestora dos Espaços Comuns a várias Utilizações - Tipo Página 5 de 6

As medidas de autoproteção devem ser entregues no centro distrital de operações e socorro - Autoridade Nacional da Proteção Civil (CDOS-ANPC): Até aos 30 dias anteriores à entrada em utilização do espaço, no caso de obras de construção nova, de alteração, ampliação ou mudança de uso. No caso dos edifícios e recintos existentes, a implementação deve ser imediata uma vez que o prazo legal estabelecido para o efeito expirou a 1 de Janeiro de 2010. OBS: Todo o conteúdo apresentado anteriormente nesta Nota Informativa, é baseada na legislação apresentada. Página 6 de 6