COMUNICADO AO MERCADO

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Sendo o que nos cabia informar, subscrevemo-nos, permanecendo à inteira disposição desta d. Comissão de Valores Mobiliários.

Assunto: Solicitação de esclarecimentos sobre notícia veiculada na mídia

Rio de Janeiro, 22 de setembro de À Comissão de Valores Mobiliários CVM Rua Sete de Setembro, º andar Centro Rio de Janeiro RJ

Rio de Janeiro, 08 de julho de 2016.

Prezados, João Marcello Dantas Leite Diretor de Relações com Investidores do Banco BTG Pactual S.A.

RAÍZEN ENERGIA S.A. Companhia Aberta Categoria B CNPJ / NIRE ESCLARECIMENTOS SOBRE NOTÍCIA VEICULADA NA IMPRENSA

TPI - TRIUNFO PARTICIPAÇÕES E INVESTIMENTOS S.A. Companhia Aberta de Capital Autorizado CNPJ n / NIRE:

ESTÁCIO PARTICIPAÇÕES S.A. COMPANHIA ABERTA CNPJ/MF N.º / NIRE

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OSX BRASIL S.A. CNPJ/MF n / Companhia Aberta em Recuperação Judicial BM&FBOVESPA: OSXB3 COMUNICADO AO MERCADO

Gerência de Acompanhamento de Empresas GEA-1

ADVANCED DIGITAL HEALTH MEDICINA PREVENTIVA S.A. Companhia Aberta CNPJ/MF nº / NIRE COMUNICADO AO MERCADO

Ofício nº 221/2018/CVM/SEP/GEA-2 Rio de Janeiro, 20 de julho de 2018.

À Comissaõ de Valores Mobiliaŕios CVM At.: Gerente de Acompanhamento de Empresas-1 - Sra. Nilza Maria Silva de Oliveira Cópia para:

ULTRAPAR PARTICIPAÇÕES S.A. Companhia Aberta CNPJ nº / NIRE COMUNICADO AO MERCADO

ESTÁCIO PARTICIPAÇÕES S.A. COMPANHIA ABERTA CNPJ/MF N.º / NIRE

São Paulo, 21 de outubro de Comissão de Valores Mobiliários. Gerência de Acompanhamento de Empresas 2. Sr. Guilherme Rocha Lopes

ANEXO A POLÍTICA DE DIVULGAÇÃO DE ATOS OU FATOS RELEVANTES DA VIX LOGÍSTICA S.A. ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO E OBJETIVO

BRF S.A. Companhia Aberta CNPJ / NIRE CVM

POLÍTICA DE DIVULGAÇÃO DE ATO OU FATO RELEVANTE DA BR TOWERS SPE1 S.A.

NORMAS SOBRE DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES DA COMPANHIA DISTRIBUIDORA DE GÁS DO RIO DE JANEIRO - CEG

Transcrição:

M. DIAS BRANCO S.A. INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ALIMENTOS COMPANHIA ABERTA CVM nº 20338 CNPJ 07.206.816/0001-15 NIRE 2330000812-0 COMUNICADO AO MERCADO M. DIAS BRANCO S.A. INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ALIMENTOS, companhia aberta com sede na Cidade de Eusébio, Estado do Ceará, na Rodovia BR 116 - Km 18, CEP 61760 000, inscrita no CNPJ sob o nº 07.206.816/000-15 comunica ao mercado ter recebido da Comissão de Valores Mobiliários CVM o Ofício transcrito abaixo: Ofício nº 180/2015/CVM/SEP/GEA-2 Rio de Janeiro, 19 de maio de 2015. Ao Senhor GERALDO LUCIANO MATTOS JÚNIOR Diretor de Relações com Investidores da M DIAS BRANCO SA IND E COM DE ALIMENTOS ROD. BR 116 - KM 18 JABUTI EUSÉBIO CE CEP: 61760-000 Tel.: (85) 4005-5667 Fax: (85) 4005-5598 E-mail: geraldo@mdiasbranco.com.br C/C: gre@bvmf.com.br Assunto: Solicitação de esclarecimentos Senhor Diretor, 1. Reportamo-nos à notícia veiculada no jornal Valor Econômico, Caderno: Política no dia 19/05/2015, sob o título Diretores de moinhos terão de explicar pagamentos a Luiz Argôlo, em especial sobre os trechos transcritos abaixo: Diretores de moinhos terão de explicar pagamentos a Luiz Argôlo Por André Guilherme Vieira e Fábio Pupo De Curitiba

A Polícia Federal (PF) convocará diretores do Moinho M. Dias Branco (...) para depor em inquérito que apura suspeita de pagamento de propina de R$ 1,3 milhão ao ex-deputado federal Luiz Argôlo (SD- BA), preso e acusado de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro pela Operação Lava-Jato. Os diretores dos moinhos investigados serão ouvidos pela PF em seus Estados, por meio de carta precatória, apurou o Valor PRO, serviço em tempo real do Valor. Foram três notas fiscais emitidas pela Arbor Contábil (...) Para o M. Dias Branco foram R$ 646.737,18 em duas notas fiscais. Youssef disse ainda que "o montante entregue no apartamento funcional de Luiz Argôlo era de cerca de 60% do total das notas emitidas contra o M.Dias Branco, em torno de R$ 2 milhões a R$ 3 milhões." 2. A respeito, requeremos a manifestação de V.S.a sobre a veracidade das afirmações veiculadas na notícia, e se confirmada, explicar os motivos pelos quais entendeu não se tratar de Fato Relevante, nos termos da Instrução CVM n.º358/2002. 3. Tal manifestação deverá incluir cópia deste Ofício e deverá ser encaminhada ao módulo IPE do sistema Empresas.net, categoria Comunicado ao Mercado, tipo Esclarecimentos sobre consultas CVM/BOVESPA. 4. Ressaltamos que, nos termos do art. 3º da Instrução CVM nº 358/02, cumpre ao Diretor de Relações com Investidores divulgar e comunicar à CVM e, se for o caso, à bolsa de valores e entidade do mercado de balcão organizado em que os valores mobiliários de emissão da companhia sejam admitidos à negociação, qualquer ato ou fato relevante ocorrido ou relacionado aos seus negócios, bem como zelar por sua ampla e imediata disseminação, simultaneamente em todos os mercados em que tais valores mobiliários sejam admitidos à negociação. Lembramos ainda da obrigação disposta no parágrafo único do art. 4º da Instrução CVM nº 358/02, de inquirir os administradores e acionistas controladores da Companhia, com o objetivo de averiguar se estes teriam conhecimento de informações que deveriam ser divulgadas ao mercado. 5. Cientificamos para os devidos fins que caberá à Superintendência de Relações com Empresas, no uso de suas atribuições legais e com fundamento no inciso II, do artigo 9º, da Lei nº 6.385/1976, e no artigo 7º c/c o artigo 9º da Instrução CVM nº 452/2007, determinar a aplicação de multa cominatória, no valor de R$ 1.000,00 (mil reais), sem prejuízo de outras sanções administrativas, pelo não atendimento ao presente ofício, ora também enviado via fax e e-mail, no prazo de 1 (um) dia útil. Atenciosamente, GUILHERME ROCHA LOPES Gerente de Acompanhamento de Empresas 2 em exercício FERNANDO SOARES VIEIRA Superintendente de Relações com Empresas

A Companhia, em resposta ao encetado Ofício, por seu Diretor de Relações com Investidores, informa o que segue: (i) A Companhia já se manifestou publicamente acerca do tema aludido na notícia veiculada no jornal Valor Econômico, Caderno: Política no dia 19 de maio de 2015, sob o título Diretores de moinhos terão de explicar pagamentos a Luiz Argôlo ; (ii) A questão foi tratada, por meio de um Comunicado ao Mercado ( 1º Comunicado ao Mercado ), que a Companhia divulgou no dia 27 de agosto de 2014, em vista das menções feitas à Companhia, na matéria de fls. 54 a 61, divulgada na edição 2386 ano 47, n.º 33, de 13 de agosto de 2014, da revista Veja; (iii) O referido 1º Comunicado ao Mercado explicou que: (1) a Companhia contribuiu à criação de uma Frente Parlamentar pela Moagem e consumo de Trigo ( Frente Parlamentar do Trigo ), registrada, em atendimento ao requerimento n.º 9.639/2014, por determinação do despacho da mesa diretora da Câmara dos Deputados, de 11 de março de 2014, com o fim de mediar a interlocução entre o setor de beneficiamento de trigo e o Parlamento brasileiro, para defender legítimos interesses econômicos do País; e (2) a Companhia disponibilizou recursos financeiros e humanos à organização da Frente Parlamentar do Trigo, sempre em observância à regulamentação que se impõe à disciplina das frentes parlamentares e, no particular, ao que sobre elas determina o Ato 69, de 10 de novembro de 2005, da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados ( Ato 69/05 ); e (3) a Companhia se comprometia a apurar internamente todos os fatos relacionados ao tema; (iv) As frentes parlamentares não são um fenômeno exclusivo da política brasileira. São, como as define o art. 1º do Ato 69/05, associações suprapartidárias, compostas por ao menos um terço dos membros do Poder Legislativo Federal, destinadas a promover o aprimoramento da legislação federal sobre determinado setor da sociedade. São formas legítimas de organização do diálogo institucional entre o Parlamento, seus membros e grupos de pressão que exsurgem no seio da sociedade civil, em defesa de interesses econômicos, sociais e políticos; (v) A 55ª Legislatura da Câmara dos Deputados, que é a atual, registrou até hoje aproximadamente 100 (cem) frentes parlamentares, sem prejuízo das muitas outras que, registradas em outras legislaturas, encontram-se em atuação; (vi) A Frente Parlamentar do Trigo, reitere-se, registrada em março de 2014, portanto, na 54ª Legislatura, foi requerida e coordenada pelo então-deputado Luiz Argôlo, recebendo o apoio de mais de 200 (duzentos) parlamentares dos mais diversos partidos, representantes de inúmeros Estados da Federação; (vii) A Frente Parlamentar do Trigo observou, em todos os aspectos, em especial no que se refere à justificação, o registro e o financiamento, as determinações expressas do Ato 69/05; (viii) O referido Ato 69/05 permite que as frentes parlamentares utilizem o espaço físico da Câmara dos Deputados, para a realização de reuniões, à critério de sua

Mesa Diretora, mas impede a contratação de pessoal ou o fornecimento de passagens aéreas com recursos do Parlamento; (ix) A justificação do Ato 69/05 é clara ao vedar o registro de frentes parlamentares que importem gastos ao erário, para limitar ao máximo a utilização de recursos públicos; (x) O regular funcionamento de frentes parlamentares pressupõe, contudo, a realização de viagens, eventos, reuniões e estudos das mais diversas naturezas; (xi) Por essa razão, portanto, e sob a orientação do coordenador da Frente Parlamentar do Trigo, a Companhia contribuiu para o seu financiamento, efetuando pagamentos, devidamente contabilizados e documentados, em valores absolutamente compatíveis com o objeto da frente parlamentar em questão, em favor de pessoas jurídicas indicadas pelo seu coordenador; (xii) Essas pessoas jurídicas, como informou à Companhia o coordenador da Frente Parlamentar do Trigo, fariam a gestão desses recursos, justamente para promover, por si ou por terceirizados, encontros, debates, e para levantar dados e elaborar estudos necessários à consecução dos fins próprios da referida frente parlamentar; (xiii) A Companhia não realizou quaisquer pagamentos discrepantes das finalidades modelares da Frente Parlamentar do Trigo ou quaisquer outros, no mesmo sentido, para além daqueles mencionados no articulado (xi); (xiv) A Companhia tem investigado internamente os fatos aqui descritos, na forma do compromisso assumido no 1º Comunicado ao Mercado do dia 27 de agosto de 2014, e não apurou, no âmbito de suas condutas e de seus administradores, qualquer fato desabonador, contrário à lei ou que possa afetar o curso regular de suas atividades e o preço de mercado de seus valores mobiliários; (xv) Em vista de todo o exposto e, sobretudo, do resultado corrente de suas apurações internas, a Companhia entendeu que (1) os únicos fatos a noticiar são os já expressos no 1º Comunicado ao Mercado do dia 27 de agosto de 2014; e (2) inexiste Fato Relevante, na forma da Instrução CVM n.º 358/02 a divulgar; (xvi) A Companhia está à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários e para colaborar sempre e a qualquer tempo com a elucidação da verdade. (xvii) A Companhia coloca à disposição das autoridades, do mercado e dos investidores toda a documentação que provê respaldo cabal às informações ora prestadas. Eusébio/CE, 21 de maio de 2015. Geraldo Luciano Mattos Júnior

Vice-Presidente de Investimentos e Controladoria Diretor de Relações com Investidores