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Transcrição:

Textos para estudo 9 ANO Abiogênese x Biogênese Os homens sempre tiveram curiosidade a respeito da vida e de seu surgimento. Desde os primeiros pensadores eles procuram entender como surgiu a primeira forma de vida na Terra. Fato concreto é que nada surgiu da mesma maneira como é visto hoje, mas uma dúvida permanece: De onde surgiu a vida? A princípio acreditava-se que a vida surgia de matéria inanimada, sem vida. Essa era a teoria da geração espontânea, também chamada de abiogênese. Os estudiosos da época, incluindo o filósofo Aristóteles (384-322 a.c.), afirmavam que os seres vivos poderiam vir de material que não era vivo. Hoje percebemos claramente que a ideia é ilógica, mas na época diversos experimentos foram realizados para prová-la. O mais clássico experimento que tentava explicar a abiogênese era o surgimento de ratos a partir de roupas sujas. Colocavam-se roupas sujas acompanhadas de grãos de trigo em determinado local e, após alguns dias, nasciam ratos. Para nós é claro que os ratos eram atraídos pelo odor das roupas sujas e pelo alimento, porém a ideia da abiogênese perdurou por diversos anos. Francesco Redi (1626-1697) foi o primeiro a colocar em xeque a teoria. Segundo ele, seria impossível um ser vivo nascer de matéria bruta. Mas como ele poderia provar que a teoria aceita por diversos anos estava errada? Redi criou um experimento para tentar acabar de vez com essa ideia errônea. Sua experiência consistia em colocar carne em diversos vidros de boca larga, deixando alguns fechados com gaze e outros abertos. O resultado foi que nos vidros abertos, onde moscas podiam pousar livremente, surgiram larvas. Já o vidro fechado não apresentou nenhuma larva. Redi concluiu, então, que as larvas eram algum estágio da vida das moscas e que elas não surgiam dos pedaços de carne. A teoria da abiogênese ficou, então, abalada e surgiu a teoria da biogênese. Figura disponível em: http://educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensino/refazendo-os-experimentos-sobreabiogenese.htm A teoria da abiogênese continuou sendo aplicada para explicar o surgimento de microorganismos. Entretanto, alguns pesquisadores ainda não aceitavam que essa teoria pudesse estar correta e continuaram as pesquisas.

Louis Pasteur, por volta de 1860, realizou alguns experimentos para acabar com qualquer dúvida que restasse acerca dessa questão. Ele colocou caldos nutritivos no interior de frascos de vidro, depois aqueceu e curvou os gargalos. Essa curvatura impedia a entrada de poeira e outras partículas presentes no ar, mas ainda mantinha o caldo em contato com ele. Depois ele ferveu o caldo para que todos os micro-organismos presentes morressem, deixando o líquido então livre de qualquer forma de vida. O resultado foi que em nenhum frasco apareceu micro-organismos. Pasteur concluiu, então, que os micro-organismos ficavam presos no gargalo torcido e, por isso, o caldo não apresentava nenhum desses seres. Para comprovar de vez sua hipótese, ele quebrou os gargalos de alguns frascos. Após alguns dias, os frascos que tiveram seus gargalos retirados apresentaram micro-organismos, enquanto os outros não. Figura disponível em: http://brasilescola.uol.com.br/biologia/louis-pasteur.htm Pasteur provou definitivamente que a teoria da abiogênese estava incorreta e que a vida poderia surgir apenas a partir de outra vida preexistente. Entretanto, ao fazer essa afirmação, outra dúvida surgiu: Como surgiu a primeira forma viva? Disponível em: http://biologianet.uol.com.br/origem-universo-vida/abiogenese-x-biogenese.htm, acessado dia 09 de novembro de 2016. Teoria dos Coacervados A vida é um tema que desperta curiosidade e intriga a sociedade e pesquisadores. Várias teorias foram feitas para explicar como ela surgiu. Segundo a teoria da biogênese, um ser vivo só pode surgir a partir de outro pré existente. Mas como surgiu o primeiro ser vivo? Inicialmente, acreditava-se que a atmosfera da Terra primitiva era formada por alguns elementos básicos: vapor de água, amônia, hidrogênio, e metano. Essas substâncias se encontravam em contante instabilidade, pois sofriam a ação das descargas elétricas e radiação. É importante lembrar que não existia a camada de ozônio nesta época e portanto, a radiação chegava de maneira muito intensa na superfície terrestre. Além disso a temperatura atingia níveis muito elevados e o planeta era constantemente atingido por meteoros. Atualmente muitos acreditam que a água e o carbono chegaram a Terra graças a estas colisões com meteoros. Com o passar do tempo, a Terra foi esfriando. Isso fez com que ocorresse o endurecimento de rochas e consequentemente a formação da crosta terrestre. Iniciou-se também a condensação

do vapor de água e o inicio das chuvas. Com as chuvas, ocorreu a formação de lagos e oceanos, locais onde possivelmente a vida se originou. Oparin e Haldane, de forma independente, formularam uma teoria que se difere em alguns pontos, mas de maneira geral postula que a vida originou a partir de moléculas orgânicas nos oceanos primitivos. Segundo eles, os gases da atmosfera durante milhões de anos sofreram com a ação de descargas elétricas e radiações. Isso fez com que as moléculas inorgânicas dessem origem às moléculas orgânicas, como as proteínas. As proteínas eram então arrastadas pela água até o interior dos oceanos primitivos, agregavam-se e formavam os coacervados. Os coacervados podem ser definidos como proteínas aglomeradas e envoltas por moléculas de água. Os mares primitivos podiam ser considerandos grandes sopas nutritivas, devido a presença dessas substâncias orgânicas. Miller após observar a teoria proposta por Oparin e Haldane, tentou demonstrar experimentalmente o que seria a Terra primitiva e como ocorreria o surgimento das proteínas. Ele colocou em um recipiente água, metano, amônia e hidrogênio e submeteu o recipiente à constantes descargas elétricas e aumento de temperatura. Após algum tempo, Miller conseguiu observar a presença de aminoácidos em seu experimento. Como todos sabem, os aminoácidos são as partículas formadoras das proteínas. Infelizmente o experimento de Miller estava errado quanto a composição real da atmosfera terrestre. Apesar de não haver ainda um consenso, acredita-se hoje que a atmosfera era formada principalmente por vapor de água, gás carbônico, monóxido de carbono, hidrogênio e nitrogênio. Entretanto, hoje grande parte dos pesquisadores aceitam a teoria de que os seres vivos são resultado de diversas modificações químicas. Sendo assim, os trabalhos de Oparin, Haldane e Miller foram essenciais para essa compreensão. Disponível em: http://biologianet.uol.com.br/origem-universo-vida/teoria-dos-coacervados.htm, acessado em 09 de novembro de 2016. Cadeia e Teia alimentar Todos os seres vivos apresentam relações de alimentação no meio em que vivem. Um gafanhoto, por exemplo, não é capaz de sobreviver sem se alimentar dos vegetais de uma área, assim como um pássaro, que não vive seu alimento, que pode ser, inclusive, o gafanhoto. Todas as relações de alimentação em um ecossistema podem ser representadas de duas maneiras: a cadeia alimentar e a teia alimentar. Vamos aprender mais sobre cada uma dessas representações! Cadeia Alimentar A cadeia alimentar refere-se às representações das relações de alimentação que existem em um determinado ecossistema. Nas cadeias, o fluxo de energia é unidirecional, ou seja, é sempre em um mesmo sentido. Veja um exemplo simples de cadeia alimentar: Capim Lagarta Pássaro Cobra

No exemplo acima, vemos uma representação dos organismos que servem de alimento para outro em um fluxo unidirecional. As setas ( ) podem ser lidas como serve de alimento para. Assim sendo, o capim serve de alimento para a lagarta, que serve de alimento para o pássaro, que serve de alimento para a cobra. É importante salientar que, apesar de não estarem representados acima, fungos e bactérias agem sobre todos esses organismos após a sua morte. Fungos e bactérias são denominados de decompositores e são essenciais na ciclagem de nutrientes. Níveis tróficos Os níveis tróficos são conjuntos de organismos que possuem hábitos alimentares semelhantes, ocupando a mesma posição no ecossistema. As plantas, por exemplo, produzem seu próprio alimento, pois são organismos autotróficos. Assim, todas as plantas ocuparão o mesmo nível trófico, pois apresentam hábitos alimentares semelhantes. Existem basicamente três níveis tróficos: Produtores: Os organismos incluídos nesse nível trófico apresentam em comum o fato de serem autotróficos. Isso quer dizer que todos os organismos produtores são capazes de produzir seu próprio alimento por meio de processos como fotossíntese e quimiossíntese. Exemplos: plantas e algas. Consumidores: Os organismos que fazem parte desse nível trófico são heterotróficos, ou seja, todos os organismos desse nível alimentam-se de outro ser vivo. Os consumidores que se alimentam de produtores recebem a denominação de consumidores primários. Os que se alimentam de consumidores primários são chamados de consumidores secundários. Já os que se alimentam dos secundários são chamados de terciários e assim sucessivamente. Decompositores: organismos heterotróficos que realizam o processo de decomposição, no qual devolvem nutrientes ao meio. Como exemplo de decompositores, podemos citar bactérias e fungos. Teia alimentar A teia alimentar mostra a conexão entre as várias cadeias de um ambiente Diferentemente da cadeia alimentar, que obedece a uma representação unidirecional, na teia alimentar, há várias relações alimentares interligadas. A teia alimentar conecta, portanto, várias cadeias alimentares.

Em uma teia alimentar, um mesmo organismo pode ser consumidor secundário e terciário, por exemplo. Isso se deve ao fato de que muitos seres vivos não se alimentam exclusivamente de um mesmo organismo e alguns não são presas de apenas um ser. Cadeia x Teia Alimentar Para representar um ecossistema, a teia alimentar é a melhor opção. Isso porque a teia mostra os diversos caminhos que a energia pode seguir, não apresentando um fluxo unidirecional como observado na cadeia alimentar. Disponível em: http://biologianet.uol.com.br/ecologia/cadeia-teia-alimentar.htm, acessado em 09 de novembro de 2016.