Administração de Redes Distribuições Linux

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Transcrição:

Administração de Redes Distribuições Linux Rafael S. Guimarães IFES - Campus Cachoeiro de Itapemirim

História Em 1973, um pesquisador da Bell Labs, Dennis Ritchie, reescreveu todo o sistema Unix numa linguagem de alto nível, chamada C, desenvolvida por ele mesmo. Por causa disso, o sistema passou a ter grande aceitação por usuários externos à Bell Labs. A origem do Unix tem ligação com o sistema operacional Multics, projetado na década de 1960. Esse projeto era realizado pelo Massachusets Institute of Technology (MIT), pela General Eletric (GE) e pelos laboratórios Bell (Bell Labs) e American Telephone na Telegraph (AT&T). A intenção era de que o Multics tivesse características de tempo compartilhado, sendo assim, o sistema mais arrojado da época.

Qual a relação entre o Unix e o Linux? O Minix é uma versão do Unix, porém, gratuita e com o código fonte disponível. Isso significa que qualquer programador experiente pode fazer alterações nele. Ele foi criado originalmente para uso educacional, para quem quisesse estudar o Unix "em casa". No entanto, ele foi escrito do zero e apesar de ser uma versão do Unix, não contém nenhum código da AT&T e por isso pode ser distribuído gratuitamente. Em 1991, por hobby, Linus Torvalds decidiu desenvolver um sistema mais poderoso que o Minix. Para divulgar sua idéia, ele enviou uma mensagem a um grupo pela Usenet (uma espécie de antecessor da Internet). No mesmo ano, ele disponibilizou a versão do kernel (núcleo dos sistemas operacionais) 0.02 e continuou trabalhando até que em 1994 disponibilizou a versão 1.0. O nome Linux surgiu da mistura de Linus + Unix.

Open Source Código Aberto Linus Torvalds, quando desenvolveu o Linux, não tinha a intenção de ganhar dinheiro e sim fazer um sistema para seu uso pessoal, que atendesse suas necessidades. O estilo de desenvolvimento que foi adotado foi o de ajuda coletiva, ou seja, ele coordena os esforços coletivos de um grupo para a melhoria do sistema que criou. Milhares de pessoas contribuem gratuitamente com o desenvolvimento do Linux, simplesmente pelo prazer de fazer um sistema operacional melhor.

Significados GPL - General Public License GNU - GNU Not Unix Distribuições Linux - (Red Hat, Suse, Ubuntu, CentOS, Mandriva, Debian, Fedora, Slackware, etc.)

Licença GPL O Linux está sob a licença GPL, permite que qualquer um possa usar os programas que estão sob ela, com o compromisso de não tornar os programas fechados e comercializados. Ou seja, você pode alterar qualquer parte do Linux, modificá-lo e até comercializá-lo, mas você não pode fechá-lo (não permitir que outros usuários o modifiquem) e vendê-lo.

GNU GNU é um projeto que começou em 1984 com o objetivo de desenvolver um sistema operacional compatível com os de padrão Unix. Linus Torvalds, na mesma época que escrevia o código-fonte do kernel, começou a usar programas da GNU para fazer seu sistema. Gostando da idéia, resolveu deixar seu kernel dentro da mesma licença. O kernel é a parte mais importante, pois é o núcleo e serve de comunicador entre o usuário e o computador. Por isso, com o uso de variantes dos sistemas GNU junto com o kernel, o Linux se tornou um sistema operacional.

Visão Geral do Linux Linux Possui varias caracterís1cas que diferenciam dos outros sistemas operacionais e que aproximam do UNIX, sendo um dos mo1vos da sua escolha em várias aplicações nas quais são necessárias estabilidade e segurança. Kernel É o nucleo do sistema operacional, a parte mais próxima do nível Hsico (hardware). Composta de chamadas ao sistema, de acesso aos disposi1vos de entrada e saída e de gerência dos recursos da máquina. Shell Shell é o nome genérico de uma classe de programas que funcionam como interpretador de comandos e linguagem de progromação script(interpretada) no Unix. Os shells mais populares são bash, csh, tcsh, ksh e zsh. O shell é a interface entre o usuario e o kernel. O usuário pode escolher qual dos shells vai u1lizar. Oshell- Padrão do linux é o bash.

Visão Geral do Linux Shell Kernel Hardware

Distribuições Raramente o usuário instala o Linux isoladamente, geralmente o Linux é instalado por meio de uma distribuição. Uma distribuição consiste em um conjunto de programas que são acrescidos ao kernel, a configuração básica desses programas e do kernel e uma filosofia de uso e administração.

Distribuições A distribuição Linux mais antiga ainda em desenvolvimento é a Slackware, surgida em abril de 1993. A Slackware é uma distribuição de Linux para uso geral e que tenta se aproximar ao máximo de outras versões de UNIX.

Distribuições Uma outra distribuição de uso comum que merece destaque é a Debian. Baseado no Debian, o Ubuntu surgiu como uma iniciativa do milionário Mark Shuttleworth, e seu nome é um conceito sul-africano que significa humanidade para com os outros. Sua proposta pauta em ofertar um SO completo que possa ser utilizado sem dificuldades e que seja baseado totalmente em software livre.

Android

Distribuição CentOS O CentOS é uma versão gratuita do Red Hat Enterprise, gerado a partir do código fonte disponibilizado pela Red Hat e mantido de forma bastante competente por um grupo de desenvolvedores, que combina representantes de diversas empresas que utilizam o sistema (sobretudo empresas de hospedagem) e voluntários. Ele é, basicamente, uma versão gratuita do RHEL, que possui um excelente histórico de segurança e conta com uma boa estrutura de suporte comunitário e atualizações pontuais de segurança, qualidades que o tornam uma das distribuições Linux mais populares em servidores, sobretudo em servidores web.

Se você está interessado na estabilidade do Red Hat Enterprise, ou precisa rodar softwares como o Oracle, que são suportados apenas nele, mas não tem como pagar caro pelo sistema, o CentOS é a sua melhor opção. Red Hat x RHEL x CentOS x Fedora: Foi uma das primeiras distribuições Linux a conquistar um grande público. A primeira versão foi lançado em 1994 e o sistema conseguiu ganhar espaço tanto entre os desktops (devido à relativa facilidade de uso) quanto entre os servidores, devido à boa estabilidade do sistema.

O Red Hat Enterprise possui um ciclo de desenvolvimento mais lento (que prioriza a estabilidade) e tem suas versões suportadas por um período de nada menos do que 7 anos após o lançamento. Para quem está acostumado com o rápido ritmo de desenvolvimento das distribuições Linux domésticas, um sistema que é suportado por 7 anos pode soar estranho, mas dentro do ramo corporativo este é um diferencial importante, já que atualizar os desktops e os servidores é sempre um processo arriscado e caro.

Instalação O processo de instalação de um sistema Linux varia de uma distribuição para outra. A maioria das distribuições atuais de uso geral possuem interface gráfica de instalação, tornando o processo relativamente simples. Mesmo alguns instaladores em modo texto não oferecem dificuldade. De uma forma sintética, uma instalação Linux consiste em três passos:

Instalação Particionamento do disco e formatação dos sistemas de arquivo; Seleção, por parte do usuário, de quais aplicativos (pacotes) serão instalados inicialmente; Estabelecimento de configurações básicas, como senha de root e informações de rede e instalação do gerenciador de boot.

Particionamento do Disco Temos geralmente duas interfaces IDE na placa-mãe, onde cada uma permite a conexão de dois HDs, configurados como master ou slave. O primeiro HD, conectado à interface IDE primária e configurado como master é reconhecido pelo Linux como hda, o segundo HD, slave da IDE primária é reconhecido como hdb, enquanto os dois HDs conectados à IDE secundária são reconhecidos como hdc e hdd.

Particionamento do Disco Ao mesmo tempo, cada HD pode ser dividido em várias partições. A primeira partição primária, do primeiro HD (hda) é chamada de hda1. Caso o HD seja dividido em várias partições, as demais partições primárias são camadas de hda2, hda3 e hda4. Caso o HD seja SATA, as partições aparecem como sda1, sda2.

Particionamento do Disco Além da partição do sistema, é importante também criar a partição de swap. A partição swap não é obrigatória, você pode instalar o Linux sem ela, mas é importante lembrar que sem swap o sistema pode ficar sem memória ao abrir muitos programas ao mesmo tempo ou editar arquivos de imagem, som ou vídeo muito grandes. A partição swap serve justamente como uma malha de segurança para quando a memória física se esgota. A partição swap permite o uso da memória virtual, que possibilita que uma parte do HD seja utilizada, caso sua memória principal não seja suficiente para armazenar todos os programas em execução.

Particionamento do Disco O Linux pode ser instalado em partições EXT2, EXT3, ReiserFS e XFS. O ReiserFS é o sistema de arquivos default, pois é o mais seguro, mais rápido e aproveita melhor o espaço do HD. Os demais foram incluídos apenas para respeitar a liberdade de escolha, mas não são recomendados. Após a formatação e o processo de escolha da partição e sistema de arquivos, é necessário escolher o nome do usuário básico do sistema e da sua respectiva senha. Após a apresentação do resumo de instalação, o processo segue automaticamente.

Gerenciador de Boot Existem vários gerenciadores de boot disponíveis no mercado capazes de inicializar o Linux. É possível, inclusive, usar gerenciadores de boot comerciais (como o gerenciador disponível no Windows NT ou Windows 2000). Os mais conhecidos e utilizados no mundo Linux são, com certeza, o LILO e o GRUB.

Lilo LILO é a abreviação de LInux boot LOader, ou seja, é um aplicativo responsável pela carga do sistema operacional na máquina. O LILO apresenta a flexibilidade de poder fazer a carga a partir de qualquer sistema de arquivo, além de possibilitar ao usuário escolher o sistema operacional que será carregado. As modificações também poderão ser realizadas manualmente, atuando diretamente no arquivo /etc/lilo.conf (ou /etc/lilo/config para as versões mais antigas do LILO).

Grub GRUB (GRand Unified Bootloader), foi originalmente projetado e implementado por Erich Stefan Boleyn e hoje é distribuído como software livre. Como características principais, podem ser destacadas as seguintes: Utiliza um arquivo de configuração textual; Interface por meio de menus; Possui flexibilidade mediante linha de comando; Suporta múltiplos tipos de sistemas de arquivos; A configuração manual pode ser realizada mediante a edição em um dos arquivos /boot/grub/menu.lst ou /etc/grub.conf