Cigré/Brasil. CE B5 Proteção e Automação



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Transcrição:

Cigré/Brasil CE B5 Proteção e Automação Seminário Interno de Preparação para o Colóquio do SC B5 2009 Paper 109 Intelligent Electronic Device Remote Test Architecture Solution Using a Test Unit Rio de Janeiro, 15-16 de setembro de 2009

Dados do Artigo Número: 109 Título: Intelligent Electronic Device Remote Test Architecture Solution Using a Test Unit Autoria: Paulino, M (Adimarco) Carmo, U (CHESF) País: Brazil Seminário Interno de SC B5 2009 2

Testes Remoto e Resultados O objetivo do trabalho é apresentar um cenário de teste onde possibilite a realização de ensaios remotos de IEDs e Sistemas baseados na norma IEC61850 e analisar o resultado dos testes. A principal vantagem na realização de ensaios remotos é o fato de o especialista estar distante do local do ensaio eliminando o tempo de espera do deslocamento até o local do problema, melhorando a desempenho de atendimento Seminário Interno de SC B5 2009 3

O Estabelecimento da Norma IEC 61850 Não é somente outro protocolo Faz muito mais que qualquer outro padrão de comunicação Cria o caminho para os equipamentos trabalhar em conjunto Define O QUE comunicar e COMO comunicar Tudo tem um nome Cria uma Linguagem de Configuração para os equipamentos e subestações Seminário Interno de SC B5 2009 4

Separação das Aplicações em Três Níveis N Hierárquicos rquicos Nível estação ão: : definido pela parte 8-18 1 da norma, com o mapeamento das camadas de comunicação (TCP/IP), mensagens GOOSE/GSSE (link) e sincronização de tempo (SNTP). Nível vão: : definido pelo modelo de dados e aplicação das funções do sistema (capítulo 7) Nível processo: : definido pelo capítulo 9 da norma, com os valores analógicos de tensão e corrente amostrados trafegando pela rede (9-2) e mensagens GOOSE/GSSE (9-1), também m com a realização de sincronização de tempo (SNTP). Seminário Interno de SC B5 2009 5

Barramento de rede único na Subestação Seminário Interno de SC B5 2009 6

A Linguagem de Configuração de Subestação SCL SSD: System Specification Description: : Descrição XML dos dados do Sistema SCD: Substation Configuration Description: : Descrição XML de uma subestação. ICD: IED Capability Description: : Descrição XML dos itens aplicados em um IED. CID: Configured IED Description: : Descrição XML da configuração de um IED especifico. Seminário Interno de SC B5 2009 7

As Funções e a Conformidade da Comunicação As funções não são padronizadas pela norma IEC61850. Elas continuam sendo especificadas e determinadas pelos fabricantes dos IEDs ou em conjunto com os usuários É importante ressaltar que a conformidade com a norma IEC 61850 não implica em conformidade com as necessidades funcionais do usuário. Seminário Interno de SC B5 2009 8

Validação de Dispositivos Baseados na IEC 61850 Seminário Interno de SC B5 2009 9

Testes Remoto e Resultados Seminário Interno de SC B5 2009 10

Cenário de teste entre Recife-PE e Camaçari ari-ba Seminário Interno de SC B5 2009 11

Ajuste da falta aplicada Omicron NetSim Seminário Interno de SC B5 2009 12

Sinais binários e mensagens GOOSE analisados Seminário Interno de SC B5 2009 13

Resultado de teste Omicron NetSim. Seminário Interno de SC B5 2009 14

Tabelas dos Resultados de Teste Remoto e Local Seminário Interno de SC B5 2009 15

Constatações (1) Os resultados obtidos não mostraram diferenças importantes entre valores de atuação do IED para o teste remoto e para o teste local. Isto correu porque a leitura da resposta do IED foi feita pelo equipamento de teste e não pelo computador que estava gerenciando o teste. É imperativo que o equipamento de teste comporte-se como um IED e possua um GOOSE Data-Set para subscrever e simular as mensagens GOOSE. Para o caso analisado, a resposta do IED utilizando as mensagens GOOSE foi mais rápida que a resposta utilizando cabeamento convencional. Seminário Interno de SC B5 2009 16

Constatações (2) Nessas condições, a localização do observador ou usuário responsável pelo teste não influencia no resultado do teste. O equipamento de teste, apesar de estar disponível na rede, deve possuir um dispositivo de segurança para que somente o observador ou usuário responsável pelo teste tenha acesso aos comandos de teste do equipamento. O equipamento de teste deve estar apto a atender à simulação do processo convencional com sinais analógicos (tensões, correntes, sinais lógicos binários). Seminário Interno de SC B5 2009 17

Constatações (3) O equipamento deve simular sinais de falta em regime permanente ou transitório, fornecendo para o sistema sob teste sinais analógicos. O equipamento de teste deve simular, mapear, capturar, ler, medir, comparar e checar os sinais de comunicação, sejam ele sinais convencionais binários utilizando fiação rígida ou mensagens GSSE/GOOSE via rede Ethernet. Essas funções devem ser realizadas pelo equipamento de teste e não por dispositivos de controles acoplados ao sistema. Seminário Interno de SC B5 2009 18

Trabalhos Futuros Os autores já iniciaram estudos para realização de testes de funções distribuídas, como aplicação em testes ponta a ponta em linhas de transmissão sincronizados via satélite ou IRIG-B (por exemplo, teste de uma proteção diferencial de linha). Neste caso a avaliação do desempenho das funções distribuídas estará baseada na subscrição das mensagens GOOSE dos diferentes IEDs que participam das aplicações distribuídas testadas. Comparação de dados de relés de saída com fiação rígida convencional e dados utilizando rede de comunicações. Seminário Interno de SC B5 2009 19

Respostas às questões do REP Número da questão: 1.12 Questão: Remote access Witch use of remote access for maintenance of DSAS is possible and how remote supervision used in this moment? What are the constraints identified by user and vendor? Resposta: Seminário Interno de SC B5 2009 20

Perguntas? Seminário Interno de SC B5 2009 21