1. O que é o Evangelho? A palavra evangelho é mencionada com tanta freqüência no Novo Testamento que é claramente o termo que resume em si o tema central do cristianismo. Mas, porque o evangelho é o tema central do evangelho? Conceito chave - Evangelho Leia e marque com? se não entendeu algo, e com! se compreendeu bem. a) O Evangelho são notícias e não instruções O termo grego evangelho (ev-angelion) distingue a mensagem cristã de outras religiões. Um ev-angel eram as notícias de um grande evento histórico que mudava a condição dos ouvintes e que requeria uma resposta (como uma vitória na guerra ou a ascensão de um novo rei). Assim, o Evangelho é a notícia do que Deus fez para cumprir a salvação através de Jesus Cristo na história. Este não é um aviso do que devemos fazer para alcançarmos a salvação. Nós não podemos conquistá-la. Nós somente a aceitamos. ANOTAÇÕES
b) O Evangelho é graça em lugar de mérito O Evangelho é: Eu sou aceito por Deus através de Cristo, portanto obedeço a Deus. Religião é: Eu obedeço a Deus, portanto sou aceito por Deus. Desta maneira, o evangelho é diferente da religião e da irreligião. Na religião você pode guardar os mandamentos para obter sua salvação. Na irreligião você busca seu próprio senhor e salvador quebrando os mandamentos de Deus. A incredulidade para com o evangelho da graça nos separa de Deus. Mas a falta de uma profunda crença no evangelho é também a causa principal da fraqueza espiritual, medo e orgulho nos cristãos porque seus corações agem sempre na base do Eu obedeço a Deus, conseqüentemente, sou aceito por Deus. Por exemplo, se falhamos em perdoar os outros isto não é somente desobedecer a Deus, mas também uma falha em crer que somos salvos pela graça. Se mentimos para encobrir um erro isto não é somente desobedecer a Deus, mas também uma falha pelo fato de buscarmos a aprovação humana no lugar da aceitação de Deus. Desta maneira, não somos salvos para crer no evangelho e depois crescermos tentando viver de acordo com os princípios bíblicos. Crer no Evangelho não é só um caminho para conhecer a Deus, senão também o caminho para crescermos nele. c) O Evangelho faz do fraco forte Cristo conquistou nossa salvação através da perda, alcançou poder através da fraqueza e serviço, obteve a riqueza através da entrega de tudo. Aqueles que recebem Sua salvação não são os fortes e perfeitos, senão aqueles que admitem que são fracos e perdidos. Este modelo cria um povo diferente (Mt 5.14-16) que tem uma concepção completamente diferente do mundo em relação ao poder, reconhecimento, posição e riqueza. Quando entendemos que podemos ser salvos por pura graça através de Cristo, paramos de buscar salvação nas coisas. A morte de cruz e a graça de Deus nos liberta da escravidão do poder das coisas materiais e de uma posição mundana de classes em nossas vidas. 1. Qual parágrafo lhe impressionou mais e porque? 2. Se a salvação é pela fé, não importando a maneira como se vive, que motivação você tem para viver uma vida obediente? Pense em várias respostas. 3. Se você sabe que sempre é perdoado, então que motivação você tem para se arrepender? Pense em várias respostas.
Estudo Bíblico Gálatas 2.11-16 1. Porque Pedro começou comendo com os gentios (v.11-12) e depois veio a afastar-se? (v.12b) 2. No versículo 14 Paulo diz que Pedro não estava agindo de acordo com a verdade do evangelho. O que isso significa? APÊNDICE Justificação é um termo legal utilizado nas cortes legais. É exatamente o oposto de condenação. Condenar é declarar alguém culpado; justificar é declará-lo... justo. Na Bíblia isto se refere ao ato imerecido de Deus pelo qual Ele faz um pecador justo, não só perdoando ou absolvendo, mas aceitando e tratando como justo. (John Stott)
Leitura (Leia e marque com? se não entendeu algo, e com! se compreendeu bem) Existe uma justiça que Paulo chama de a justiça da fé. É a justiça cristã. Deus nos imputa essa justiça, não por nossas obras. em outras palavras, é uma justiça completamente passiva, em quanto que as outras são ativas. Ela é chamada de passiva, porque não fazemos nada por conseguir-la, nem damos nada em troca só a recebemos e permitimos que outro atue, ou seja, Deus. Esta justiça passiva é um mistério que o mundo não pode entender. Efetivamente, os cristãos nunca chegam a compreendê-la totalmente, e por isso, não pode tirar o melhor proveito dela quando se encontrar com problemas e tentações. Daí que devemos de ensiná-la constantemente, repeti-la, e pô-la em prática. Porque qualquer pessoa que não entender esta justiça ou que não a abrigar no seu coração e consciência, será continuamente esmurrado pelos medos e pela depressão. Nada proporciona mais paz que esta justiça passiva. Os seres humanos, por natureza, quando estão em perigo ou diante da morte, por necessidade, consideram os seus próprios méritos. Defendemo-nos ante todas as ameaças considerando nossas boas ações e esforços morais. Por aquele momento, as lembranças dos pecados e das falhas acodem inevitavelmente na nossa memória, a qual nos atormenta, o que faz pensarmos: -Quantos erros, pecados, e equívocos já cometi! Por favor, meu Deus, permita-me viver para que possa arrumar umas coisas e emendar outras. Nos obcecados com a nossa justiça ativa e nos aterrorizam suas imperfeições. Porém, o autêntico mal é o de confiarmos na nossa própria capacidade para ser justos, e não elevamos nossos olhos para ver o que Cristo fez por nós... de modo que, a consciência atribulada não tem cura do seu desespero e do sentido de indignidade ao não ser que se apegue ao perdão dos pecados pela graça, oferecida livre de cordas que amarram em Jesus Cristo. Nisto consiste a justiça passiva ou cristã. Se tenho a intenção de cumprir a lei por mim mesmo, não posso confiar que verdadeiramente a cumpri, nem posso me manter de pé diante do julgamento de Deus. por isso, descanso unicamente na justiça de Cristo que não devo produzir, senão receber, pois Deus-Pai nos oferece ela gratuitamente por intermédio de Jesus Cristo. Ninguém deveria pensar que rejeitamos a importância das boas obras ou da obediência à Lei. Quando recebemos a justiça cristã, podemos consequentemente viver uma vida boa, de maneira natural, pela gratidão. Se tentarmos alcançar nossa justiça por meio das nossas abundantes boas obras, não faremos nada. Dessa forma, nem agradamos a Deus com as nossas obras de justiça nem honramos o propósito pelo qual a Lei nos foi dada. Porém, se recebermos primeiro a justiça cristã, podemos usar a Lei, não para a nossa salvação, senão para honrar e glorificar a Deus, e para mostrar-lhe amorosamente nossa gratidão.
Perguntas para Aplicação 1. Qual parágrafo ou frase chamou mais a sua atenção e por quê? 2. O que se quer dizer com Justiça Passiva? 3. Compartilhe a coisa mais importante que você aprendeu da leitura e como esse entendimento tornaria uma pessoa diferente se colocado em prática.