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SEGURANÇA A EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE CURSO BÁSICOB 1 INTRODUÇÃO A SEGURANÇA A DO TRABALHO SEGURANÇA DO TRABALHO - HISTÓRICO Através da história, o homem conseguiu criar tecnologia que possibilitasse sua existência no planeta. Até o advento da máquina a vapor, desenvolvida por Watt, poucas e vagas notícias têm-se sobre saúde ocupacional. Em 1700, na Itália, foi publicado o livro - que foi um marco para a medicina ocupacional - De morbis artificum Diatriba, de Bernardinus Ramazzini, conhecido como pai da medicina do trabalho. A ocupação de mão-de-obra de mulheres e crianças e a improvisação das fábricas, resultaram em problemas ocupacionais muito graves, representando inúmeros acidentes. Não havia limitação de horário. Condições de iluminação precárias, ruído intenso, ventilação deficiente e falta de controle dos patrões, contribuíam para a ocorrência dos acidentes.

4 SEGURANÇA NO TRABALHO Pratique a PREVENÇÃO!

Riscos em Instalações e Serviços em Risco é a condição existente num processo, com o potencial necessário para causar danos humanos e materiais ou redução da capacidade para executar uma atividade programada. Especialistas de diversos países têm estudado detidamente os efeitos da passagem da corrente elétrica pelo corpo humano. As conclusões a que chegaram eminentes cientistas e pesquisadores, através de experiências feitas com seres humanos e com animais, foram utilizadas pela IEC em sua Publicação nº. 479-1, Effects of current passing through the human body, de 1984. É nesse documento que se baseiam as principais normas internacionais de instalações elétricas, inclusive a nossa NBR5410, nas partes que tratam da proteção das pessoas e dos animais domésticos contra os choques elétricos. Podem ser caracterizados quatro fenômenos patológicos críticos: a tetanização, a parada respiratória, as queimaduras e a fibrilação ventricular. Uma grande parte das causas de acidentes com eletricidade está associada ao comportamento humano, através de atos inseguros, ou ao desconhecimento do risco em si e de suas conseqüências, principalmente quando se trata de baixas tensões. Por isso, torna-se extremamente necessária a divulgação das informações, tanto sobre o risco inerente quanto sobre as causas e conseqüências dos acidentes envolvendo a eletricidade. Deve-se partir do princípio real de que as pessoas não acreditam que a eletricidade representa um grande risco. A ausência de um fator que venha a sensibilizar os sentidos (pois a eletricidade é invisível, não tem cheiro, não apresenta movimentos perceptíveis), contribui muito para o descrédito quanto aos riscos que envolvem esse tipo de energia. Circuito ou equipamento energizado Essa circunstância é a principal responsável pela grande maioria dos acidentes envolvendo a eletricidade. A exposição à energia elétrica, que tem como conseqüência o choque elétrico e o curto-circuito, que pode provocar vários tipos de danos como incêndios, perda de equipamentos, etc., ocorre nas condições de circuitos e/ ou equipamentos energizados. Aqui, consideram-se tanto a energização direta, ou seja, circuitos ou equipamentos ligados diretamente nas fontes de energia, quanto a indireta, devido à indução eletromagnética. Para melhor entendimento, consideram-se energizados os circuitos e/ou equipamentos que se encontram sob potencial diferente do potencial de terra. Descargas atmosféricas As descargas atmosféricas causam sérias perturbações nas linhas de transmissão e redes de distribuição de energia elétrica, além de provocarem danos materiais nas construções atingidas por elas e submeterem pessoas e animais a riscos de vida. As descargas atmosféricas induzem surtos de tensão que chegam a centenas de kv nas LTs e RDs das concessionárias de energia elétrica, obrigando a utilização de cabos-guarda ao longo das linhas de tensões mais elevadas e pára-raios a resistor não-linear, para a proteção de equipamentos e cabos subterrâneos instalados nesses sistemas.

Carga estática Quando as descargas entram em contato direto com quaisquer tipos de construção tais como edificações, tanques metálicos de armazenamento de líquidos e partes estruturais ou não de subestações, são registrados grandes danos materiais, que poderiam ser evitados caso essas construções estivessem protegidas adequadamente por pára-raios. Quando eletricistas estão trabalhando em linhas de transmissão ou em redes de distribuição, e estas recebem uma descarga atmosférica, podem ocorrer acidentes graves e até fatais, por choque elétrico, se não houver aterramento (temporário) eficaz. O fenômeno da geração da eletricidade estática é bastante simples na sua concepção. É um fenômeno de superfície, associado ao contato e posterior separação de duas superfícies. Há exemplos bastante significativos nos quais o surgimento de descargas por eletricidade estática pode gerar sérios acidentes como explosões, incêndios, choques elétricos, etc. A eletrização, devido à tendência de certos tipos de material em receber ou doar elétrons, pode ocorrer, em síntese, quando são atritados dois objetos. O nível de potencial eletrostático vai depender do grau de geração e dissipação das cargas e da capacitância do corpo eletrizado. A umidade relativa do ar também possui um significado importante na prevenção de acidentes. Em ambientes onde a umidade relativa do ar é baixa, torna-se maior o risco, pois o valor da tensão eletrostática pode atingir níveis elevados, já que a rigidez dielétrica do ar seco é muito grande. Seguem-se alguns exemplos: 1) Deve-se destacar que o corpo humano é condutor de eletricidade e, em atmosferas de baixa umidade relativa, pode acumular cargas eletrostáticas, resultando em tensões de alguns kv. Essas cargas resultam do atrito dos sapatos com o piso e do ar com o corpo humano, além do contato, por exemplo, com vários tipos de operações industriais, embora, na maioria das vezes, os sapatos e as roupas reúnam condições de dissipar as cargas eletrostáticas instantaneamente. Um homem carregado eletrostaticamente pode provocar explosões, desde que provoque o faiscamento pela aproximação com partes metálicas com diferença de potencial suficiente, num ambiente contendo mistura explosiva numa concentração entre seu limite superior e inferior de expiosividade. 2) Máquinas de fiação e tecelagem (atrito dos fios ou dos tecidos em movimento com partes das máquinas), impressoras de jornais (rotativas), etc. são grandes geradoras de cargas estáticas; 3) Longas linhas de transmissão desligadas e não-aterradas podem acumular grande quantidade de carga eletrostática pela ação dos ventos em seus condutores. A intensidade de carga acumulada depende de uma série de fatores, tais corno o comprimento da LT, velocidade do vento, direção do vento em relação à LT, umidade relativa do ar, etc.

Gradiente de potencial - Tensão de passo/tensão de toque Na ocorrência de surtos e/ou defeitos no sistema elétrico (curtos-circuitos fase-terra, desequilíbrio de malha, etc.) ou por indução eletro-magnética em estruturas metálicas aterradas, pode surgir uma elevação de potencial nos pontos de aterramento, ou de energização para a terra, de tal forma que partes diferentes da superfície do solo encontrem-se sob potenciais diferentes em relação a um terra de referência (por exemplo, a haste de aterramento). Quando um ponto de um circuito energizado é aterrado, devido a defeito nas instalações, queda de condutos ao solo, falha de equipamento, etc., surgem, em torno desse ponto, superfícies equipotenciais concêntricas dispostas em valores decrescentes de potencial, a partir do ponto de contato com o solo (aterramento). Essa situação faz com que surjam as tensões de passo, ou seja, uma diferença de potencial entre os dois pontos da superfície da terra situados a uma distância correspondente a um passo de uma pessoa, e que podem dar origem à circulação de uma corrente através das pernas de um indivíduo ao caminhar. Caso idêntico ocorre quando uma pessoa toca numa estrutura aterrada posicionada numa área com gradiente de potencial. Nesse caso, o indivíduo está submetido a uma tensão denominada de toque, que pode proporcionar choque elétrico pela circulação de corrente entre o ponto de contato (normalmente, mão ou braço) na estrutura e o ponto de contato no solo (pés), através do seu organismo. A RESISTÊNCIA DO CORPO HUMANO CHOQUE ELÉTRICO É uma perturbação acidental que se manifesta no organismo humano, quando percorrido por uma corrente elétrica. Ri2 200 Ω Ri3 100 Ω Ri1 200 Ω Rit 500 Ω INTERNA 500 Ω EXTERNA pele úmida 0 Ω pele seca de 1000 a 2000 Ω

R TENSÃO RESIDENCIAL DE 110 V Calculemos a quantidade de corrente que pode transitar pelo corpo humano: E I COM A PELE SECA Rt = RC + RH = 2000 + 500 = 2500 Ω E 110 I = = = 0,044 A ou 44 ma R 2500 I = E R R = Resistência (Ω) E = Tensão (V) I = Intensidade de corrente (A) Ω = ohm. V = Volt. A = Ampére. COM A PELE ÚMIDA Rt = RC + RH = 0 + 500 = 500 Ω E 110 I = = = 0,22 A ou 220 ma R 500 C = contato H = humano OS RISCOS MAIS CASUAIS 1. Superfície energizadas: a) Carcaça de motores. b) Aparelhos eletrodomésticos. c) Chão, paredes e tetos. d) Torneiras e chuveiros. e) Cercas, grades e muros. f) Caixas de controle de medição de energia. g) Postes energizados. h) Chão energizado em volta do poste. i) Luminárias energizadas. j) Painéis e conduites. 2. Fios e cabos com isolamento deficiente: a) Isolamento com defeito de fábrica. b) Isolamento velho e partido. c) Isolamento danificado por objetos pesados. d) Isolamento rompido por roedores. e) Isolamento super aquecido. 3. Fios e cabos energizados caídos no chão. OS RISCOS MAIS CASUAIS 4. Redes aéreas energizadas: a) Construção em baixo das linhas. b) Sacadas próximas das redes. c) Podas de árvores. d) Antenas, guindastes, basculantes, pulverizadores. e) Empinar papagaios (linha met. e dias chuvosos). f) Bambus e outros objetos longos. 5. Redes aéreas desenergizadas: TENSÃO DE TOQUE a) Residual capacitivo. b) Gerador particular. c) Alimentação através da BT via transformador. d) Efeitos da indução de outras linhas que passam bem próximas. e) Energizamento através de manobras incorretas. TENSÃO DE PASSO

Percurso da Corrente no Corpo F F Percurso 1 Quando o choque fica limitado a, por exemplo, dois dedos de uma mesma mão, não há risco de morte, mas a vítima pode sofrer queimaduras ou perder os dedos. Percurso 3 A corrente entra por uma das mãos e sai por um dos pés. Percorre parte do tórax, centros nervosos, diafragma. Dependendo da intensidade da corrente produzirá asfixia e fibrilação ventricular e, consequentemente, parada cardíaca. Percurso 2 A corrente entra por uma das mãos e sai pela outra, percorrendo o tórax. É um dos percursos mais perigosos. Dependendo da intensidade de corrente, pode ocasionar parada cardíaca. Percurso 4 A corrente vai de um pé a outro, através de coxas, pernas e abdômen. O perigo é menor que nos dois casos anteriores, mas a vítima pode sofrer perturbações dos órgãos abdominais e músculos. F Os perigos do choque elétrico podem ser mais danosos ainda, desde que a corrente passe a transitar com maior intensidade pelo coração. N DIRETAS CHOQUE ELÉTRICO E SUAS CONSEQÜÊNCIAS PARA O SER HUMANO - Contrações musculares, - fibrilação ventricular, - parada cardíaca, - queimaduras, - asfixia, anoxia, anoxemia. I n t e n s i d a d e d a c o r r e n t e a l t e r n a d a 0, 5 a 1 m A 1, 1 a 9 m A 1 0 a 2 0 m A P e r t u r b a ç õ e s p o s s í v e i s d u r a n t e o c o n t a t o N e n h u m a. A p e n a s u m a l e v e s e n s a ç ã o d e f o r m i g a m e n t o. S e n s a ç ã o c a d a v e z m a i s d e s a g r a d á v e l a m e d i d a q u e a i n t e n s i d a d e a u m e n t a. H á p o s s i b i l i d a d e d e c o n t r a ç õ e s m u s c u l a r e s. S e n s a ç ã o d o l o r o s a. P o d e h a v e r c o n t r a ç õ e s m u s c u l a r e s e p o s s í v e l a s f ix i a c o m p e r t u r b a ç õ e s n a c i r c u l a ç ã o s a n g u í n e a. E s t a d o p o s s í v e l d a v í t i m a a p ó s o c o n t a t o N o r m a l N o r m a l a p a r e n t e S a l v a - m e n t o R e s p i r a ç ã o a r t i f i c i a l R e s u l t a d o f i n a l m a i s p r o v á v e l N o r m a l N o r m a l R e s t a b e l e c i - m e n t o INDIRETAS - Quedas de níveis elevados, - batidas, - fraturas, - traumatismos, - perda de membros. MORTE 2 1 a 1 0 0 m A A c i m a d e 1 0 0 m A P r ó x i m o d e 1 0 0 0 m A S e n s a ç ã o i n s u p o r t á v e l c o m c o n t r a ç õ e s v i o l e n t a s. A s f i x i a. P e r t u r b a ç õ e s c ir c u l a t ó r i a s g r a v e s c o m p o s s i b i lid a d e d e f i b r i la ç ã o v e n t r i c u l a r. A s f i x i a i m e d i a t a. F i b r i l a ç ã o v e n t r i c u l a r e a l t e r a ç õ e s m u s c u l a r e s, m u i t a s v e z e s a c o m p a n h a d a s d e q u e im a d u r a s. A s f i x i a i m e d i a t a. P a r a l i s i a d o s c e n t r o s n e r v o s o s c o m p o s s í v e l d e s t r u i ç ã o d e t e c i d o s e q u e i m a d u r a s g r a v e s. a p a r e n t e a p a r e n t e. a p a r e n t e o u i m e d i a t a R e s p i r a ç ã o a r t i f i c i a l M u i t o d i f í c i l P r a t i c a m e n t e i m p o s s í v e l R e s t a b e l e c i - m e n t o o u m o r t e d e p e n d e n d o d o t e m p o

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