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Transcrição:

1 CAPÍTULO IX DOS VEÍCULOS Seção I Disposições Gerais Art. 96. Os veículos classificam-se em: I - quanto à tração (Identifica a forma como o veículo é deslocado no pavimento): a) automotor (Exs. Pálio, Gol, Pólo, Fusca); b) elétrico (Ex. Trolebus); c) de propulsão humana (Exs. Bicicleta, carro-de-mão); d) de tração animal (Exs. Carroça e charrete); e) reboque ou semi-reboque; * Automóvel: Veículo automotor destinado ao transporte de passageiros, com capacidade para até oito pessoas, exclusive o condutor. * Bicicleta: Veículo de propulsão humana, dotado de duas rodas, não sendo, para efeito deste Código, similar à motocicleta, motoneta e ciclomotor. * Bonde: Veículo de propulsão elétrica que se move sobre trilhos. * Caminhão-trator: Veículo automotor destinado a tracionar ou arrastar outro. * Caminhonete: Veículo destinado ao transporte de carga com peso bruto total de até três mil e quinhentos quilogramas. * Camioneta: Veículo misto destinado ao transporte de passageiros e carga no mesmo compartimento. * Charrete: Veículo de tração animal destinado ao transporte de pessoas. * Microônibus: Veículo automotor de transporte coletivo com capacidade para até vinte passageiros. * Motocicleta: Veículo automotor de duas rodas, com ou sem side-car, dirigido por condutor em posição montada. * Motoneta: Veículo automotor de duas rodas, dirigido por condutor em posição sentada. * Ônibus: Veículo automotor de transporte coletivo com capacidade para mais de vinte passageiros, ainda que, em virtude de adaptações com vista à maior comodidade destes, transporte número menor. * Trailer: Reboque ou semi-reboque tipo casa, com duas, quatro, ou seis rodas, acoplado ou adaptado à traseira de automóvel ou camionete, utilizado em geral em atividades turísticas como alojamento, ou para atividades comerciais. * Trator: Veículo automotor construído para realizar trabalho agrícola, de construção e pavimentação e tracionar outros veículos e equipamentos. * Reboque: Veículo destinado a ser engatado atrás de um veículo automotor. * Semi-reboque: Veículo de um ou mais eixos que se apóia na sua unidade tratora ou é a ela ligado por meio de articulação. * Veículo leve: São considerados veículos leves os automóveis (veículo de passageiro com capacidade para até oito pessoas, inclusive o condutor), camionetes (veículo de transporte de cargas de até 15.00Kg e reboque com PBT até 750Kg) (veículo com um ou mais eixos, que se move tracionado por automotor). * Veículo pesado: São considerados veículos pesados os microônibus, ônibus, misto, reboque com PBT acima de 750Kg, semi-reboque, caminhão e caminhãotrator. * Peso bruto total: Peso máximo que o veículo transmite ao pavimento, constituído da soma da tara mais a lotação. * Peso bruto total combinado: Peso máximo transmitido ao pavimento pela combinação de um caminhão-tratormais seu semi-reboque ou do caminhão mais o seu reboque ou reboques. * Utilitário: Veículo misto caracterizado pela versatilidade do seu uso, inclusive fora de estrada. * Veículo articulado: Combinação de veículos acoplados, sendo um deles automotor. * Veículo automotor: Todo veículo a motor de propulsão que circule por seus próprios meios, e que serve normalmente para o transporte viário de pessoas e coisas, ou para a tração viária de veículos utilizados para o transporte de

2 pessoas e coisas. O termo compreende os veículos conectados a uma linha elétrica e que não circulam sobre trilhos (ônibus elétrico). * Veículo de carga: Veículo destinado ao transporte de carga, podendo transportar dois passageiros, exclusive o condutor. * Veículo de coleção: aquele que, mesmo tendo sido fabricado há mais de trinta anos, conserva suas características originais de fabricação e possui valor histórico próprio. * Veículo conjugado: combinação de veículos, sendo o primeiro um veículo automotor e os demais reboques ou equipamentos de trabalho agrícola, construção, terraplenagem ou pavimentação. * Veículo de grande porte: Veículo automotor destinado ao transporte de carga com peso bruto total máximo superior a dez mil quilogramas e de passageiros, superior a vinte passageiros. * Veículo de passageiros: Veículo destinado ao transporte de pessoas e suas bagagens. * Veículo misto: Veículo automotor destinado ao transporte simultâneo de carga e passageiro. * Triciclo: Veículo de três rodas impulsionado a motor. * Quadriciclo: Veículo de quatro rodas, com propulsão a pedal em estradas de rodagem. * Motor-casa: É aquele movido com combustível líquido ou gasoso, sendo classificado como veículo automotor quanto à tração e como veículo especial quanto à espécie. Entende-se por carroceria motor-casa, a carroceria fechada destinada a alojamento, escritório, comércio ou finalidades análogas. II - quanto à espécie (Destinação dada pelo fabricante ao veículo produzido): a) de passageiros: 1 - bicicleta; 2 - ciclomotor (Ex. Kasinski 50cc); 3 - motoneta (Ex. Modelo BIS - HONDA); 4 - motocicleta (Ex. Modelo CG 125 - HONDA); 5 - triciclo; 6 - quadriciclo; 7 - automóvel; 8 - microônibus; 9 - ônibus; 10 - bonde; 11 - reboque ou semi-reboque; 12 - charrete; b) de carga: 1 - motoneta; 2 - motocicleta; 3 - triciclo; 4 - quadriciclo; 5 - caminhonete (Exs. C-20, D-20, Silverado, Pampa, Saveiro, D-10); 6 - caminhão; 7 - reboque ou semi-reboque; 8 - carroça; 9 - carro-de-mão; c) misto: 1 - camioneta (Blazer, Pajero, Cherokee, Rural); 2 - utilitário (Variante, Santana Quatum, Brasília, Palio Weekend, Corsa- Wegon); 3 - outros; d) de competição; e) de tração: 1 - caminhão-trator; 2 - trator de rodas; 3 - trator de esteiras; 4 - trator misto;

3 f) especial (Veículo de transporte de valores - carro forte, ambulâncias); g) de coleção; III - quanto à categoria (Identifica a propriedade e/ou atividade desenvolvida pelo veículo): a) oficial; b) de representação diplomática, de repartições consulares de carreira ou organismos internacionais acreditados junto ao Governo brasileiro; c) particular; d) de aluguel; e) de aprendizagem * Resolução 45/98 (Cores da placas dos veículos) * Res 493/75 - Placas de Experiência: Art. 1º - Aos estabelecimentos onde se executam reformas, recuperação, compra, venda, montagem e desmontagem de veículos, serão concedidas placas de "Experiência " cujo modelo constado Anexo III do Regulamento do Código Nacional de Trânsito. Art. 2º - Os veículos dotados de placas "Experiência" só poderão circular no território sob jurisdição da autoridade de trânsito que as expedir e estarão sujeitas a todas as exigências referentes à circulação, inclusive as relativas à categoria ou classe do condutor e Seguro de Responsabilidade Civil Contra Terceiros. * Obs: As placas de Experiência possuem fundo verde e dígitos brancos. Essas placas não determina uma categoria para o veículo quando utilizadas no mesmo. * Res. 783/84: Art. 1º - Será obrigatório o uso de segunda placa traseira de identificação nos veículos em que a aplicação do dispositivo de engate para reboques resultar no encobrimento, total ou parcial, da placa traseira localizada no centro geométrico do veículo. 1º - Não será exigida a segunda placa traseira para os veículos em que a aplicação do dispositivo de engate de reboques não cause prejuízo para visibilidade da placa de identificação traseira. 2º - O cumprimento do disposto nesta Resolução não se aplica aos veículos em circulação internacional temporária, admitidos regularmente no Brasil Art. 2º - A segunda placa de identificação será aposta em local visível, ao lado direito da traseira do veículo, podendo ser instalada no pára-choque ou na carroceria, admitida a utilização de suportes adaptadores. Parágrafo único - A segunda placa de identificação será lacrada na parte estrutural do veículo em que estiver instalada (pára-choque ou carroceria). Art. 3º - À placa de que trata o presente ato resolutivo aplica-se a legislação em vigor, especialmente o disposto na Resolução n.º 754/91, CONTRAN, e na Portaria n.º 19/91, DENATRAN, mantida a obrigatoriedade de iluminação.

4 * Res 793/94: Art. 1º A placa de "FABRICANTE", que é aquela constante do anexo III do Decreto nº 62.127, de 16 de janeiro de 1968, será usada pelos fabricantes ou montadoras de veículos automotores ou de pneumáticos, para a realização de testes destinados ao aprimoramento de seus produtos. 1º O fabricante poderá, ainda, entregar veículo dotado com placas de "FABRICANTE", as empresas que lhe forneçam peças, acessórios e/ou prestem serviços especializados no ramo automobilístico. A entrega a que se refere este parágrafo será feita mediante celebração de contrato de comodato. 2º O fabricante ou montadora de veículos automotores poderá apor sua placa de "FABRICANTE" em veículos por ele importados. 3º Quando, por motivos de ordem técnica ou empresarial, duas ou mais montadoras utilizarem, em veículos, componentes fabricados por qualquer delas, poderão, nos testes de desempenho e aprimoramento do produto, utilizar sua placa de "FABRICANTE" em qualquer dos veículos, independentemente da marca de fábrica exibida pelos mesmos. 4º O comodante e o comodatário de veículo dotado de placa de "FABRICANTE" respondem solidariamente pelos danos eventualmente causados a terceiros e nas violações da legislação de trânsito. Art. 2º A utilização da placa de "FABRICANTE", independerá de horário, situação geográfica ou restrições de qualquer natureza, respeitado o disposto artigo 4º e seus parágrafos. Art. 3º As placas serão entregues em avulso aos fabricantes, observado o disposto no 1º, que se incumbirão de colocá-las nos veículos, sendo uma na sua parte dianteira e outra na sua parte traseira, mantidas sempre em boas condições de visibilidade. Art. 4º No uso da placa de "FABRICANTE", observar-se-á o seguinte: a) o veículo que ostentar a placa de "FABRICANTE" somente poderá ser conduzido por técnicos ou engenheiros do fabricante ou das empresas a que se refere o 1º do art. 1º desta Resolução; b) o veículo somente poderá conduzir, além do motorista, conforme alínea anterior, técnicos ou engenheiros igualmente autorizados pelo fabricante ou pelas empresas já mencionadas, aos quais também poderá ser exigida identificação pessoal. c) o fabricante e as empresas já mencionadas, ficam obrigadas a manter em condições hábeis de informação e exibição, registro do uso da placa de "FABRICANTE", no qual deverá constar relação nominal dos condutores, dia e hora de uso da placa. d) a critério do fabricante, o controle mencionado na alínea anterior poderá ser feito por sistemas computadorizados. e) o veículo portador da placa de "FABRICANTE" deverá se conter às normas disciplinadoras do trânsito em geral, podendo excepcionalmente ser concedida autorização para testes ou experiências em condições anormais ou excepcionais de uso. 1º Do condutor deverá ser exigida a apresentação da autorização emitida pelo fabricante, ou quando for o caso, pelas empresas mencionadas no artigo 1º, hipótese em que deverá tal autorização fazer menção ao respectivo contrato de comodato. Poderá ser exigida a identificação pessoal dos ocupantes bem como a identificação pessoal e a carteira de habilitação do condutor. 2º Quando se tratar de testes ou experiências fora das condições normais de uso do veículo ou de trânsito, a sua realização dependerá de prévia autorização da autoridade de trânsito com jurisdição sobre o local em que se deva realizar o teste, e conterá especificamente as condições de sua realização, local e horário. * Res. 835/97: Art. 1º Os veículos automotores pertencentes às Missões Diplomáticas, às Repartições Consulares de Carreira, aos Organismos Internacionais, aos Funcionários Estrangeiros Administrativos de Carreira e aos Peritos Estrangeiros de Cooperação Internacional, serão registrados, emplacados e licenciados pelos

5 órgãos de trânsito em conformidade com o funcionamento do Registro Nacional de Veículos Automotores - RENAVAM. 1º Os documentos de registro e de licenciamento dos veículos a que se refere o caput do artigo são os previstos na Resolução CONTRAN nº 766/93. 2º As placas de identificação dos veículos de que trata esta Resolução são as previstas na Resolução CONTRAN nº 754/91, terão o fundo na cor azul e os caracteres na cor branca, as combinações alfanuméricas serão as adotadas em cada unidade de federação, e deverão conter as seguintes gravações estampadas na parte central superior da placa, substituindo-se a identificação do Município/UF: a) CMD, para os veículos de uso dos Chefes de Missão Diplomática; b) CD, para os veículos pertencentes ao Corpo Diplomático; c) CC, para os veículos pertencentes ao Corpo Consular de Carreira; d) OI, para os veículos pertencentes a Organismos Internacionais; e) ADM, para os veículos pertencentes a funcionários estrangeiros administrativos de carreira de Missões Diplomáticas, Repartições Consulares e Representações de Organismos Internacionais; f) CI, para os veículos pertencentes a peritos estrangeiros sem residência permanente que venham ao Brasil no âmbito de Acordo de Cooperação Internacional. Art. 2º O registro de veículo, a expedição do Certificado de Registro e a designação da combinação alfanumérica da placa de identificação serão realizadas pelos Órgãos de Trânsito mediante a apresentação de autorização expedida pelo Cerimonial do Ministério das Relações Exteriores. Art. 97. As características dos veículos, suas especificações básicas, configuração e condições essenciais para registro, licenciamento e circulação serão estabelecidas pelo CONTRAN, em função de suas aplicações. (Vide Resoluções n.ºs 056, 068, 075, 077, 082 e 115) * Licenciamento: Procedimento anual, relativo a obrigações do proprietário de veículo, comprovado por meio de documento específico (Certificado de Licenciamento Anua - CLA). Art. 98. Nenhum proprietário ou responsável poderá, sem prévia autorização da autoridade competente, fazer ou ordenar que sejam feitas no veículo modificações de suas características de fábrica. (Vide Resolução n.º 025) Parágrafo único. Os veículos e motores novos ou usados que sofrerem alterações ou conversões são obrigados a atender aos mesmos limites e exigências de emissão de poluentes e ruído previstos pelos órgãos ambientais competentes e pelo CONTRAN, cabendo à entidade executora das modificações e ao proprietário do veículo a responsabilidade pelo cumprimento das exigências. Art. 99. Somente poderá transitar pelas vias terrestres o veículo cujo peso e dimensões atenderem aos limites estabelecidos pelo CONTRAN. (Vide Resoluções n.ºs 012, 068 e 075 e 104) 1º. O excesso de peso será aferido por equipamento de pesagem ou pela verificação de documento fiscal, na forma estabelecida pelo CONTRAN. (Vide Resoluções n.ºs 012 e 068 e 102 e 114) 2º. Será tolerado um percentual sobre os limites de peso bruto total e peso bruto transmitido por eixo de veículos à superfície das vias, quando aferido por equipamento, na forma estabelecida pelo CONTRAN. (Vide Lei n.º 7.408/85) * Peso Bruto Total: Peso máximo que o veículo transmite ao pavimento, constituído da soma da tara mais a lotação. * Peso Bruto Total Combinado: peso máximo transmitido ao pavimento pela combinação de um caminhão-trator mais seu semi-reboque ou do caminhão mais o seu reboque ou reboques. 3º. Os equipamentos fixos ou móveis utilizados na pesagem de veículos serão aferidos de acordo com a metodologia e na periodicidade estabelecidas pelo CONTRAN, ouvido o órgão ou entidade de metrologia legal. Art. 100. Nenhum veículo ou combinação de veículos poderá transitar com lotação de passageiros, com peso bruto total, ou com peso bruto total combinado com peso por eixo, superior ao fixado pelo fabricante, nem ultrapassar a

6 capacidade máxima de tração da unidade tratora. (Vide Resoluções n.ºs 012 e 062) * Infração art. 231, X. * Capacidade máxima de Tração: Máximo peso que a unidade de tração é capaz de tracionar, indicado pelo fabricante, baseado em condições sobre suas limitações de geração e multiplicação de momento de força e resistência dos elementos que compõem a transmissão. * Lotação: Carga útil máxima, incluindo condutor e passageiros, que o veículo transporta, expressa em quilogramas para os veículos de carga, ou número de pessoas, para os veículos de passageiros. Parágrafo único. O CONTRAN regulamentará o uso de pneus extralargos, definindo seus limites de peso. (Vide Resolução n.º 062) Art. 101. Ao veículo ou combinação de veículos utilizados no transporte de carga indivisível, que não se enquadre nos limites de peso e dimensões estabelecidos pelo CONTRAN, poderá ser concedida, pela autoridade com circunscrição sobre a via, autorização especial de trânsito(aet), com prazo certo, válida para cada viagem, atendidas as medidas de segurança consideradas necessárias. (Vide Resoluções n.ºs 068 e 101) 1º. A autorização será concedida mediante requerimento que especificará as características do veículo ou combinação de veículos e de carga, o percurso, a data e o horário do deslocamento inicial. 2º. A autorização não exime o beneficiário da responsabilidade por eventuais danos que o veículo ou a combinação de veículos causar à via ou a terceiros. (Vide Resolução n.º 082) 3º. Aos guindastes auto-propelidos ou sobre caminhões poderá ser concedida, pela autoridade com circunscrição sobre a via, autorização especial de trânsito, com prazo de seis meses, atendidas as medidas de segurança consideradas necessárias. (Vide Resolução n.º 082) Art. 102. O veículo de carga deverá estar devidamente equipado quando transitar, de modo a evitar o derramamento da carga sobre a via. * Infração art. 231, II. Parágrafo único. O CONTRAN fixará os requisitos mínimos e a forma de proteção das cargas de que trata este artigo, de acordo com a sua natureza.