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Transcrição:

MANUAL DE GESTÃO DE RISCOS DA JUNHO 2016

ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO... 3 1.1. Objetivo... 3 2. POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS... 3 2.1. Diretrizes... 3 3. RISCO DE MERCADO... 4 4. RISCO DE LIQUIDEZ... 5 4.1. Introdução... 5 4.2. Definição de Risco de Liquidez... 5 4.3. Análise e Controle de Risco de Liquidez... 5 4.4. Risco de Liquidez de Financiamento... 6 4.5. Risco de Liquidez de Mercado... 6 5. RISCO DE CRÉDITO... 6 6. RISCO OPERACIONAL... 7 7. RISCO LEGAL... 8 2

1. INTRODUÇÃO 1.1. Objetivo O presente Manual de Gestão de Riscos ( Manual ) tem como objetivo elencar as políticas relacionadas ao processo de gerenciamento de riscos da VISTA INVESTIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA. ( Vista ou Sociedade ) bem como de seus portfolios geridos (fundos de investimentos ou carteiras de títulos e valores mobiliários. 2. POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS 2.1. Diretrizes A Vista e seus sócios têm plena consciência que o risco é inerente à atividade de gestão de recursos e que uma gestão disciplinada, através de monitoramento e controle dos diversos fatores de riscos a que a atividade está sujeita, tem papel fundamental para a busca de melhores retornos aos seus clientes a médio e longo prazo. Com um foco em gestão de recursos através de metodologia quantitativa e sistemática, o risco tem uma importância e abordagem diferente na Vista quando comparada com a forma tradicional de gestão de risco feita pelo mercado. Desta maneira, o papel fundamental da área de risco da Vista torna-se avaliar as estratégias e a forma como as alocações dos modelos impactam a volatilidade e o risco do fundo, tendo uma visão prévia de cada estratégia e possíveis impactos, positivos ou negativos, na volatilidade e riscos assumidos em cada estratégia e classe de ativo. O diretor da Vista, Sr. Thiago Bellini Motta Leomil, é o diretor responsável pela área de risco, além de ser o Diretor de Compliance da Vista. Os Comitês de Gestão de Risco e de Compliance têm plena autonomia para a avaliação e monitoramento da exposição do fundo às variações de preços dos diversos ativos, de maneira a discutir e definir regras para o tamanho de exposição por estratégia e ativos que são negociados. 3

Os parâmetros e métricas de riscos, bem como a própria política de gestão de riscos, são discutidos semanalmente em reunião de análise de riscos com a participação dos sócios da Vista. O Sr. Thiago Bellini Motta Leomil, responsável pela área de risco da Vista, possui completa isenção e autonomia para exigir que a área de gestão cumpra as métricas definidas e reduza as posições. Isto permite uma abordagem sistemática e disciplinada de gestão de recursos, e mais importante ainda, de gestão de risco, minimizando possíveis eventos de desenquadramento de risco. Apesar da tecnologia e metodologia quantitativa implementada, a equipe de risco acompanha diariamente os seguintes riscos para os fundos da Vista: (i) Risco de Mercado; (ii) Risco de Liquidez; (iii) Risco de Crédito; (iv) Risco Operacional; e (v) Risco Legal. Os itens a seguir, detalharão todos os procedimentos a serem adotados e observados pela Vista para acompanhamento dos riscos acima mencionados. 3. RISCO DE MERCADO O risco de mercado consiste no risco de flutuações nos preços e na rentabilidade dos ativos das carteiras de investimento dos fundos geridos pela Vista, os quais são afetados por diversos fatores de mercado, como liquidez, crédito, alterações políticas, econômicas e fiscais. Esta constante oscilação de preços pode fazer com que determinados ativos sejam avaliados por valores diferentes ao de emissão e/ou contabilização, podendo acarretar volatilidade das cotas dos fundos e perdas aos cotistas. 4

O gerenciamento do risco está atrelado a um efetivo controle a partir das melhores práticas, utilizando-se da prática para a mensuração e acompanhamento dos limites definidos, das sensibilidades e estresses às oscilações de preços, prevendo os riscos inerentes a novas atividades e produtos, adequando os controles e procedimentos necessários para tanto. 4. RISCO DE LIQUIDEZ 4.1. Introdução Este item tem como objetivo estabelecer as políticas e metodologias adotadas pela Vista no gerenciamento do risco de liquidez. 4.2. Definição de Risco de Liquidez O risco de liquidez refere-se ao risco de que um fundo não será capaz de atender suas necessidades de fluxo de caixa, atuais e futuras, sem influenciar suas operações diárias ou sofrer perdas expressivas. Pode-se separar o risco de liquidez, de forma geral, em duas categorias: (i) Risco de Liquidez de Financiamento: Se refere às obrigações que não podem ser cumpridas sem causar desequilíbrio econômico ou risco sistêmico; e (ii) Risco de Liquidez de Mercado: Se refere ao risco de não conseguir liquidar posições abertas, na quantidade necessária e em tempo hábil, evitando sofrer perdas relevantes. 4.3. Análise e Controle de Risco de Liquidez Os procedimentos adotados para a gestão do risco de liquidez dos fundos de investimentos geridos pela Vista levam em consideração os seguintes aspectos: (i) análise da liquidez dos ativos que compõem o fundo, segundo os métodos a serem explicitados nos itens 4.4 e 4.5 abaixo; 5

(ii) relação entre as medidas de liquidez dos ativos e as políticas de resgates de cotas previstas no regulamento; (iii) operações que geram fluxo de caixa. As saídas de caixa são referentes às despesas com corretagem, auditoria, custódia, taxas de administração e performance, bem como o resgate de cotas, compra de ativos da carteira e ajustes diários. As entradas são decorrentes de aplicações financeiras de cotistas, venda de ativos da carteira, proventos, ajustes diários, etc.; e (iv) resposta aos cenários de estresse, que reproduzem situações de falta de liquidez dos ativos da carteira e alto percentual de resgates. 4.4. Risco de Liquidez de Financiamento Para manter o fluxo de caixa adequado aos prazos de aplicação e resgate estabelecidos, é necessário possuir e manter um planejamento e controle rígido do caixa disponível do fundo. Além disso, é essencial assegurar que este montante também seja suficiente para o pagamento de despesas. Sendo assim, a Vista monitora diariamente as operações de fluxo de caixa de maneira que sempre haja saldo disponível para o cumprimento de suas obrigações. Esta tarefa inclui fazer previsões do saldo em caixa disponível nas datas de pagamento de despesas, incluindo o valor total das mesmas, a receita do fundo e os possíveis resgates. 4.5. Risco de Liquidez de Mercado O risco de liquidez de mercado surge da necessidade de liquidar uma posição em aberto. Uma análise da liquidez dos ativos que compõem o fundo é importante, pois diz o quão rápido pode-se fechar uma posição próximo ao último preço de mercado. Este risco muda ao longo do tempo e, portanto, o seu monitoramento deve ser constante. De forma a evitar problemas de liquidez, a Vista adota a política de adquirir ativos financeiros de renda fixa e de liquidez de curtíssimo prazo. 5. RISCO DE CRÉDITO 6

O setor de gestão de riscos também possui a responsabilidade de monitorar e estabelecer limites de risco de crédito associados às operações de renda fixa. O acompanhamento do risco de crédito é realizado pela área de gestão, em primeiro lugar, através de seleção e análise detalhada da situação financeira e perspectivas futuras de empresas emissoras. Porém, visando à redução de exposição ao risco de crédito, a gestora não deterá mais de 10% (dez por cento) em títulos de renda fixa emitidos por instituições que não o governo federal (títulos públicos) nos seus portfólios. Caso seja desenvolvido algum fundo com perfil diferente e que exceda o estabelecido, o material do fundo explicitará o alerta devido aos investidores. De forma a evitar problemas de liquidez, a Vista adota a política de adquirir ativos financeiros de renda fixa e de liquidez de curtíssimo prazo. 6. RISCO OPERACIONAL O risco operacional pode ser definido como o risco associado a um inadequado sistema de gerenciamento, controles ineficazes ou erros humanos. Sabendo das possibilidades de enfrentar tais situações, buscamos a redução substancial destes riscos implementando os seguintes procedimentos de controle: (i) segregação de atividades de modo a evitar conflitos de interesse; (ii) treinamento e incentivo à capacitação dos colaboradores; (iii) política baseada na meritocracia para reconhecimento dos resultados, motivação e alinhamento de interesses dos colaboradores; (iv) divisão das funções entre as áreas de controle, possibilitando sempre uma dupla checagem das operações realizadas; (v) sistemas internos de controles para as operações executadas e monitoramento de riscos para verificação e elaboração de relatórios do administrador; e (vi) aplicação de testes periódicos de segurança para os sistemas de informações. 7

7. RISCO LEGAL O risco legal é constantemente monitorado pela Vista, de modo a cumprir as regulamentações em vigor para a administração de fundos e operações da Vista. A Vista possui o Código de Ética, Conduta e Procedimentos Internos que são as bases para a conduta de todos os colaboradores. 8