MESTRADO TEORIA DO PODER E DA CONSTITUIÇÃO PROFESSOR: Prof. Dr. Luís Carlos Martins Alves Jr. AULAS: Quinta-feira, das 9:30 às 12:30 EMENTA: Análise crítica dos feitos que tramitaram no Supremo Tribunal Federal nos autos dos Mandados de Segurança ns. 26.602, 26.603 e 26.604, Os referidos mandados de segurança discutiram o tema da fidelidade partidária. Serão reconstruídos os argumentos manejados e será verificada a coerência interpretativa e narrativa das manifestações, bem como a eventual consistência retórica dos argumentos. Os referenciais doutrinários imediatos serão Ruy Barbosa, Carl Schmitt, Hans Kelsen e Bruce Ackerman. PALAVRAS-CHAVE: Constituição. Partidos Políticos. Fidelidade Partidária. Supremo Tribunal Federal. Jurisdição Constitucional. Ativismo Judicial. Intervenção Política. MS 26.602. MS 26.603. MS 26.604. Ruy Barbosa. Carl Schmitt. Hans Kelsen. Bruce Ackerman. OBJETO: No segundo semestre de 2011 a disciplina visitará, inicialmente, os acórdãos do Plenário do Supremo Tribunal Federal dos julgamentos dos referidos Mandados de Segurança ns. 26.602, 26.603 e 26.604. O principal objeto de estudo será a hermenêutica, a retórica e argumentação nas justificativas utilizadas pelos atores envolvidos no processo de controle judicial das decisões políticas, verificando a coerência narrativa e normativa das manifestações judiciais na realização ou concretização dos direitos enunciados nos textos jurídicos, verificando a adequação e a compatibilidade entre o enunciado jurídiconormativo e o provimento normativo-judicial. Também serão surpreendidas as seguintes obras: e Atos Inconstitucionais, de Ruy Barbosa; O Guardião da Constituição, de Carl Schmitt; Jurisdição Constitucional, de Hans Kelsen; e Nós, o povo soberano fundamentos do direito constitucional, de Bruce Ackerman. JUSTIFICATIVAS: A disciplina descansa a sua justificativa no fato incontestável de que nos regimes políticos democráticos são delicadas as relações entre o Poder e a Constituição, tendo havido um crescente fenômeno de judicialização das questões políticas e uma indisfarçável politização das causas e demandas judiciais, amplificando as tensões entre o Direito e a Política, sendo a Constituição o eixo normativo de mediação dessas relações hipercomplexas na sociedade plural contemporânea. A disciplina surpreenderá os limites da jurisdição política exercida pelo Poder Judiciário, a partir das manifestações judiciais, à luz dos postulados constitucionais da Separação dos Poderes e do Estado Democrático de Direito, mormente a possibilidade de o juiz atuar como legislador ou administrador positivo.
OBJETIVOS: A disciplina tem como finalidade uma análise crítica das manifestações judiciais que apreciam as opções (ações ou omissões) político-governamentais, sejam as legislativas ou executivas, na concretização dos mandamentos constitucionais, especialmente aqueles dotados de ampla margem de conformação política dos órgãos governamentais ou que exijam para sua efetivação um conjunto de procedimentos legislativos e administrativos suficientes para transformar as promessas jurídicas contidas na Constituição em realidade normativa e social, sobretudo no concernente às prestações positivas do Poder Público. METODOLOGIA: O curso se desenvolverá mediante apresentação de seminários pelos alunos, cujos temas serão distribuídos no primeiro dia de aula. Após a exposição, com a mediação do professor, será aberto o debate para a crítica da exposição e do tema explanado. AVALIAÇÃO: Para a composição da menção final, os mestrandos serão avaliados a partir de suas participações nos debates, de suas apresentações nos seminários e da monografia de final de curso a ser entregue, na secretaria do Mestrado/Doutorado, impreterivelmente até 60 dias após o último dia de aula da disciplina (15º encontro). O mestrando que não entregar a monografia receberá menção final SR (sem rendimento). A citada monografia, que deverá ser feita em conformidade com as normas estabelecidas pelo CEUB/ABNT, terá, além da Introdução, da Conclusão e da Bibliografia, no mínimo 5 capítulos (1º Resumo dos acórdãos dos mandados de segurança; 2º Resumo do livro de Ruy Barbosa; 3º Resumo do livro de Carl Schmitt; 4º Resumo do livro de Hans Kelsen; e 5º Resumo do livro de Bruce Ackerman). O referido trabalho deverá ter um mínimo de 50 e um máximo de 150 páginas, papel A4, letra times new roman (tamanho 12, espaçamento entre linhas 1,5). DESENVOLVIMENTO DOS ENCONTROS E TEMAS DAS APRESENTAÇÕES: 1º Apresentações gerais: perspectivas e expectativas. 2º Análise e discussão dos MMSS ns. 26.602, 26.603 e 26.604 ( Fidelidade Partidária ). 3º Análise e discussão dos MMSS ns. 26.602, 26.603 e 26.604 ( Fidelidade Partidária ). 4º Análise e discussão da obra Atos Inconstitucionais (pp. 1-102) 5º Análise e discussão da obra Atos Inconstitucionais (pp. 105-203) 6º Análise e discussão da obra O Guardião da Constituição (pp. 1-70). 7º Análise e discussão da obra O Guardião da Constituição (pp. 71-140). 8º Análise e discussão da obra O Guardião da Constituição (pp. 141-234). 9º Análise e discussão da obra Jurisdição Constitucional (pp. 3-117). 10º Análise e discussão da obra Jurisdição Constitucional (pp. 123-236). 11º Análise e discussão da obra Jurisdição Constitucional (pp. 239-319). 12º Análise e discussão da obra Nós, o Povo Soberano (pp. 3-110). 13º Análise e discussão da obra Nós, o Povo Soberano (pp. 111-226). 14º Análise e discussão da obra Nós, o Povo Soberano (pp. 229-319). 15º Análise e discussão da obra Nós, o Povo Soberano (pp. 321-444). BIBLIOGRAFIA BÁSICA (E INDISPENSÁVEL): ACKERMAN, Bruce. Nós, o povo soberano fundamentos do direito constitucional. Tradução de Mauro Raposo de Mello. Belo Horizonte: Del Rey, 2006.
BARBOSA, Ruy. Atos inconstitucionais. Campinas: Russel, 2003. BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Mandado de segurança n. 26.602. Relator Ministro Eros Grau. Plenário. Julgado de 4.10.2007. Diário de Justiça n. 197. Publicação de 17.10.2008. BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Mandado de segurança n. 26.603. Relator Ministro Celso de Mello. Plenário. Julgado de 4.10.2007. Diário de Justiça n. 241. Publicação de 19.12.2008. BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Mandado de segurança n. 26.604. Relatora Ministra Cármen Lúcia. Julgado de 4.10.2007. Diário de Justiça n. 187. Publicação de 3.10.2008. KELSEN, Hans. Jurisdição constitucional. Tradução de Alexandre Krug. São Paulo: Martins Fontes, 2003. SCHMITT, Carl. O guardião da Constituição. Tradução de Geraldo de Carvalho. Belo Horizonte: Del Rey, 2007. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR: ADEODATO, João Maurício. A retórica constitucional. São Paulo: Saraiva, 2009. ALEXY, Robert. Teoria da argumentação jurídica. São Paulo: Landy, 2001. -------------------. Teoria dos direitos fundamentais. São Paulo: Malheiros, 2008. ALVES JR., Luís Carlos Martins. O Supremo Tribunal Federal nas Constituições Brasileiras. Belo Horizonte: Mandamentos, 2004. -------------------------------------------. Direitos Constitucionais Fundamentais. Belo Horizonte: Mandamentos, 2010. -------------------------------------------. Memória jurisprudencial Ministro Evandro Lins. Brasília: Supremo Tribunal Federal, 2009. ARANHA, Márcio Iorio. Interpretação constitucional e as garantias institucionais dos direitos fundamentais. São Paulo: Atlas, 2000. ARISTÓTELES. Arte retórica e arte poética. Rio de Janeiro: Ediouro, 1994. ATIENZA, Manuel. As razões do direito teorias da argumentação. São Paulo: Landy, 2002. ÁVILA, Humberto. Teoria dos princípios. São Paulo: Malheiros, 2005. BARROSO, Luís Roberto. Interpretação e aplicação da Constituição. São Paulo: Saraiva, 1998. BANKOWSKI, Zenon. Vivendo plenamente a lei. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. BETTI, Emilio. Interpretação da lei e dos atos jurídicos. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
BINENBOJM, Gustavo. A nova jurisdição constitucional brasileira legitimidade democrática e instrumentos de realização. Rio de Janeiro: Renovar, 2001. BITTAR, Eduardo. Linguagem jurídica. São Paulo: Saraiva, 2009. BOBBIO, Norberto. Dicionário de política. Volumes 1 e 2. Brasília: UnB, 2002. BRANCO, Paulo Gustavo Gonet. Juízo de ponderação na jurisdição constitucional. São Paulo: Saraiva, 2009. BROSSARD, Paulo. O impeachment. São Paulo: Saraiva, 1992. BULOS, Uadi Lammêgo. Manual de interpretação constitucional. São Paulo: Saraiva, 1997. BUSTAMANTE, Thomas da Rosa de. Teoria do direito e decisão racional. Rio de Janeiro: Renovar, 2008. CAMARGO, Margarida Maria Lacombe. Hermenêutica e argumentação. Rio de Janeiro: Renovar, 2003. CAMPILONGO, Celso Fernandes. Política, sistema jurídico e decisão judicial. São Paulo: Max Limonad, 2002. CAPPELLETTI, Mauro. Juízes legisladores? Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris, 1999. DINIZ, Márcio Augusto Vasconcelos. Constituição e hermenêutica constitucional. Belo Horizonte: Mandamentos, 1998. DWORKIN, Ronald. A virtude soberana a teoria e a prática da igualdade. São Paulo: Martins Fontes, 2005. FARIAS, Edilson. Colisão de direitos fundamentais. Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris: 1996. FRANÇA, Rubens Limongi. Hermenêutica jurídica. São Paulo: RT, 2009. FREITAS, Juarez. A interpretação sistemática do direito. São Paulo: Malheiros, 1998. GRAU, Eros Roberto. Ensaio e discurso sobre a interpretação/aplicação do direito. São Paulo: Malheiros, 2006. GÜNTHER, Klaus. Teoria da argumentação no direito e na moral. São Paulo: Landy, 2004. HABERMAS, Jürgen. Direito e democracia entre facticidade e validade, volumes I e II. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2003. HÖFFE, Otfried. Justiça política. São Paulo: Martins Fontes, 2001. KELSEN, Hans. O que é justiça? São Paulo: Martins Fontes, 1997.
KOLM, Serge-Christophe. Teorias modernas da justiça. São Paulo: Martins Fontes, 2000. LEAL, Mônia Clarissa. A Constituição como princípio. São Paulo: Manole, 2003. LEAL, Rosemiro Pereira. Teoria processual da decisão jurídica. São Paulo: Landy, 2002. LORENZETTI, Ricardo Luis. Teoria da decisão judicial. São Paulo: RT, 2009. MACCORMICK, Neil. Retórica e o estado de direito. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. MAXIMILIANO, Carlos. Hermenêutica e aplicação do direito. Rio de Janeiro: Forense, 1994. MENDES, Gilmar. Jurisdição constitucional. São Paulo: Saraiva, 1999. MONTEIRO, Cláudia Servilha. Teoria da argumentação jurídica e nova retórica. Rio de Janeiro: Lumen Juris; 2003. MOTTA, Moacyr Parra. Interpretação constitucional sob princípios. Belo Horizonte: Mandamentos, 2003. MÜLLER, Friedrich. Teoria estruturante do direito. São Paulo: RT, 2008. NEVES, Marcelo. Entre Têmis e Leviatã: uma relação difícil. São Paulo: Martins Fontes, 2006. PEIXINHO, Manoel Messias. A interpretação da constituição e os princípios fundamentais. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2000. PEREIRA, Rodolfo Viana. Hermenêutica filosófica e constitucional. Belo Horizonte: Del Rey, 2001. PERELMAN, Chaïm. Tratado da argumentação. São Paulo: Martins Fontes, 2002. POSNER, Richard. Problemas de filosofia do direito. São Paulo: Martins Fontes, 2007. PRODI, Paolo. Uma história da justiça. São Paulo: Martins Fontes, 2005. RAWLS, John. Justiça e democracia. São Paulo: Martins Fontes, 2000. RAZ, Joseph. Razão prática e normas. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. REBOUL, Olivier. Introdução à retórica. São Paulo: Martins Fontes, 2000. RODRÍGUEZ, Victor Gabriel. Argumentação jurídica. São Paulo: Martins Fontes, 2005. SAVIGNY, Friedrich. Metodologia jurídica. Campinas: Edicamp, 2001. SCHLEIERMACHER, Friedrich. Hermenêutica. Bragança Paulista: São Francisco, 2003.
SCHMIDTZ, David. Os elementos da justiça. São Paulo: Martins Fontes, 2008. SILVA, Christine Oliveira Peter da. Hermenêutica de direitos fundamentais. Brasília: Brasília Jurídica, 2005. SILVA, Kelly Susane Alflen da. Hermenêutica juridica e concretização judicial. Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris, 2000. SILVA, Virgílio Afonso. Direitos fundamentais. São Paulo: Malheiros, 2009. SLERCA, Eduardo. Os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2002. STEINMETZ, Wilson Antônio. Colisão de direitos fundamentais e princípio da proporcionalidade. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2001. STRECK, Lenio Luiz. Jurisdição constitucional e hermenêutica. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2002. TRIBE, Laurence. Hermenêutica constitucional. Belo Horizonte: Del Rey, 2007. VIEIRA, Oscar Vilhena. A Constituição e sua reserva de justiça. São Paulo: Malheiros, 1998. ZYMLER, Benjamin. Política & direito uma visão autopoiética. Curitiba: Juruá, 2002.