ERA VARGAS:

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Natal, RN / /2015 ALUNO: Nº SÉRIE/ANO: TURMA: TURNO: 9 M/V DISCIPLINA: TIPO DE ATIVIDADE: PROFESSOR(A): HISTÓRIA TEXTO COMPLEMENTAR 3º Trimestre DAIANNE ERA VARGAS: 1930-1945 I - GOVERNO PROVISÓRIO (1930-1934): Recebendo o poder, Vargas tratou de tomar medidas para assumir o controle político do país. Nomeou ministros de Estados de sua Inteira confiança e entre as suas principais providencias, ordenou: O fechamento do Congresso Nacional, das Assembléias Legislativas Estaduais e das Câmaras Municipais; A extinção dos partidos políticos; A suspensão da Constituição Republicana de 1981; A indicação de interventores para chefiar os governos estaduais, geralmente tenentes. a) Revolução Constitucionalista de 32: Movimento ocorrido em São Paulo ligado à demora de Getúlio Vargas para reconstitucionalizar o país. Teve também como fator a tentativa da oligarquia cafeeira retomar o poder político. Contou com apoio das camadas médias urbanas. Formou-se a Frente Única Paulista, exigindo a nomeação de um interventor paulista. Em maio de 1932 houve uma manifestação contra Getúlio que resultou na morte de quatro manifestantes: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. Iniciou-se a radicalização do movimento, sendo que o MMDC passou a ser o símbolo deste momento marcado pela luta armada. Após três meses de combates as forças leais a Vargas forçaram os paulistas à rendição. Procurando manter o apoio dos paulistas, Getúlio Vargas acelerou o processo de redemocratização realizando eleições para uma Assembleia Constituinte (1933) que deveria elaborar uma nova constituição para o Brasil. b) A Constituição de 1934: Convocação para luta.

Promulgada em 1934 apresentando os seguintes aspectos: A manutenção da República com princípios federativos; Existência de três poderes independentes entre si: Executivo, Legislativo e Judiciário; Estabelecimento de eleições diretas para o Executivo e Legislativo; O voto direto, secreto e facultativo a todos os brasileiros maiores de 18 anos (incluindo mulheres), com exceção de analfabetos, mendigos, soldados e clérigos e a criação da Justiça Eleitoral. A primeira eleição seria feita de maneira indireta pelos membros da Assembleia Constituinte. Representação classista no Congresso (elementos eleitos pelos sindicatos); Estabelecimento de monopólio estatal sobre algumas atividades industriais; Possibilidade da nacionalização de empresas estrangeiras. Criação do Tribunal do Trabalho e legislação trabalhista: salário mínimo; férias remuneradas; carga horária de 8 horas por dia; hora extra; trabalho proibido para menores de 14 anos. A Constituição de 1934 foi inspirada na Constituição de Weimar preservando o liberalismo e mantendo o domínio dos proprietários visto que a mesma não toca no problema da terra. No dia seguinte a promulgação da Carta de 1934, Getúlio Vargas foi eleito presidente constitucional do Brasil. Iniciava-se a segunda etapa do seu governo. II GOVERNO CONSTITUCIONAL (1934/1937): Durante o período em que Getulio Vargas governou constitucionalmente a nação, dois grandes grupos políticos com ideologias totalmente diferentes, ganharam destaque na vida publica brasileira. Trata se da Ação Integralista Brasileira (integralismo - AIB) e da Aliança Nacional Libertadora (aliancismo - ANL). a) O integralismo: AIB A ideologia nazi-fascista chegou ao Brasil, em 1932, servindo de inspiração para a fundação da Ação Integralista Brasileira (AIB), liderada pelo jornalista Plínio Salgado. Movimento de extrema direita, anticomunista, que tinha como lema "Deus, pátria, família. Defendia a implantação de um Estado totalitário e corporativo. A milícia da AIB era composta pelos camisas verdes, que usavam de violência contra seus adversários. Os integralistas receberam apoio da alta burguesia, do clero, da cúpula militar e das camadas médias urbanas. Os integralistas apreciavam demonstrar disciplina, hierarquia e organização. Distinguiam-se pelo símbolo que usavam e a forma de saudação (Anauê! Eis me aqui!) que, em tudo lembravam os rituais nazi-fascistas. b) O aliancismo: ANL Saudação da AIB. O agravamento das condições de vida da classe trabalhadora possibilitou a formação de um movimento de caráter progressista, contando com o apoio de liberais, socialista, comunistas, tenentes radicais e dos sindicatos trata-se da Aliança Nacional Libertadora (ANL). Luís Carlos Prestes, filiado ao Partido Comunista Brasileiro foi eleito presidente de honra. A ANL reivindicava a suspensão do pagamento da dívida externa, a nacionalização das empresas estrangeiras e a realização da reforma agrária. Colocava-se contra o totalitarismo e defendia a democracia e um governo popular. A adesão popular foi muito grande, tornando a ANL uma ameaça ao capital estrangeiro e aos interesses oligárquicos. Procurando conter o avanço da frente progressista o governo federal - por meio da aprovação da Lei de Segurança Nacional (1935) decretou o fechamento dos núcleos da ANL. A reação, por parte dos filiados e

simpatizantes, foi violenta e imediata. Movimentos eclodiram no Rio de Janeiro, Recife, Olinda e Natal episódio conhecido como Intentona Comunista. OBSERVAÇÂO: A Intentona Comunista Luís Carlos Prestes. A "intentona" comunista (1935): as contradições sociais aguçadas com o desenvolvimento industrial fortaleceram o partido comunista. O objetivo do PC era criar alianças com setores mais progressistas da sociedade por isso criou a Aliança Nacional Libertadora (ANL) com um programa nacionalista, antifascista e democrático. Com a repressão de Vargas a ANL, os comunistas passaram a preparar uma insurreição armada. Devido a não participação popular, a intentona terminou em uma "quartelada" fracassada liderada por Prestes. Os dois anos que se seguiram foram marcados pelo fechamento político (estado de sítio) que prenunciava a ditadura que se iniciaria em 1937. c) Eleições de 1937: No ano de 1937 deveriam ocorrer eleições presidenciais para a sucessão de Getúlio Vargas. A disputa presidencial foi entre Armando de Sales Oliveira que contava com o apoio dos paulistas e de facções de oligarquias de outros Estados. Representava uma oposição liberal ao centralismo de Vargas. A outra candidatura era a de José Américo de Almeida, apoiado pelo Rio Grande do Sul, pelas oligarquias nordestinas e pelos Partidos Republicanos de São Paulo e Minas Gerais. Um terceiro candidato era Plínio Salgado, da Ação Integralista. A posição de Getúlio Vargas era muito confusa não apoiando nenhum candidato. Na verdade a vontade de Getúlio era a de continuar no governo, em nome da estabilidade e normalidade constitucional; para tanto, contava com apoio de alguns setores da sociedade. O continuísmo de Vargas recebeu apoio de uma parte do Exército Góes Monteiro e Eurico Gaspar Dutra representavam a alta cúpula militar surgindo a ideia de um golpe, sob o pretexto de garantir a segurança nacional. O movimento de salvação nacional que garantiu a permanência de Vargas no poder foi à divulgação de um falso plano de ação comunista para assumir o poder no Brasil. Chamado de Plano Cohen, o falso plano serviu de pretexto para o golpe de 10 de novembro de 1937, decretando o fechamento do Congresso Nacional, suspensão da campanha presidencial e da Constituição de 1934. Iniciava-se o Estado Novo.

III - O Estado Novo (1937-1945): O Estado Novo período da ditadura de Vargas apresentou as seguintes características: Intervencionismo do Estado na economia e na sociedade; Centralização política nas mãos do Executivo, anulando o federalismo republicano. a) A Constituição de 1937: Foi outorgada em 1937 e redigida por Francisco Campos. Baseada na constituição polonesa (daí o apelido de polaca ) apresentava aspectos fascistas. Principais características: Centralização política e fortalecimento do poder presidencial; Extinção do legislativo; Subordinação do Poder Judiciário ao Poder Executivo; Instituição dos interventores nos Estados Legislação trabalhista. Prorrogação do mandato presidencial pra seis anos. A Constituição de 1937 eliminava a independência sindical e extinguia os partidos políticos. A extinção da AIB deixou os integralistas insatisfeitos com Getúlio. b) Política Trabalhista: O Estado Novo procurou controlar o movimento trabalhador através da subordinação dos sindicatos ao Ministério do Trabalho. Proibiram-se as greves e qualquer tipo de manifestação. Por outro lado, o Estado efetuou algumas concessões, tais como, o salário mínimo, a semana de trabalho de 44 horas, a carteira profissional, as férias remuneradas. As leis trabalhistas foram reunidas, em 1943, na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), regulamentando as relações entre patrões e empregados. A aproximação de Vargas junto à classe trabalhadora urbana originou, no Brasil, o populismo forma de manipulação do trabalhador urbano, onde o atendimento de algumas reivindicações não interfere no controle exercido pela burguesia. c) Política Econômica: O Estado Novo iniciou o planejamento econômico, procurando acelerar o processo de industrialização brasileiro. O Estado criou inúmeros órgãos com o objetivo de coordenar e estabelecer diretrizes de política econômica. Entre eles foram criados o IBGE, o Conselho Nacional do Petróleo; Instituto do Açúcar e do Álcool, do Chá Mate e do Sal. O governo interveio na economia criando as empresas estatais sem questionar o regime privado. As empresas estatais encontravam-se em setores estratégicos, como a siderurgia (Companhia Siderúrgica Nacional), a mineração (Companhia Vale do Rio Doce), hidrelétrica (Companhia Hidrelétrica do Vale do São Francisco), mecânica (Fábrica Nacional de Motores) e química (Fábrica Nacional de Álcalis). d) Política Administrativa: Procurando centralizar e consolidar o poder político, o governo criou o DASP (Departamento de Administração e Serviço Público), órgão de controle da economia. O outro instrumento do Estado Novo foi à criação do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), que realizava a propaganda do governo. O DIP controlava os meios de comunicação, por meio da censura. Como exemplo de propaganda tem-se a criação da Hora do Brasil que difundia as realizações do governo e de seus ministros, apresentações de famosos artistas como: Francisco Alves, Carmem Miranda e Heitor Vila-Lobos. Rádio dos anos 1940.

Foi o mais importante instrumento de sustentação da ditadura que, ao lado da polícia secreta, comandada por Filinto Müller, instaurou no Brasil o período do terror: prisões, repressão, exílios, torturas. O exemplo do terror fica por conta do caso de Olga Benário, mulher de Prestes, que foi presa e deportada para a Alemanha (grávida). Foi assassinada num campo de concentração. e) O Brasil e a Segunda Guerra Mundial: Devido a pressões internas e externas Getúlio Vargas rompeu a neutralidade brasileira, em 1942, e declarou guerra ao Eixo (Alemanha, Itália, Japão). A forte tendência de Vargas ao Eixo fez com que os EUA tentassem aproximação com o Brasil autorizando um empréstimo de 20 milhões dólares com o objetivo de iniciar a construção da usina siderúrgica de Volta Redonda. Tal decisão forçou uma definição do país em relação à guerra. A participação do Brasil foi efetiva nos campos de batalha mediante o envio da FEB (Força Expedicionária Brasileira) e da FAB (Força Aérea Brasileira). A cobra vai fumar FEB. Vale destacar no contexto da Segunda Guerra Mundial o envolvimento de Natal/RN. Pela sua posição geográfica privilegiada próximo ao Atlântico Sul e pelos bons portos se tornou uma peça indispensável. No ano de 1942 a Base Aérea de Natal foi criada e a Base Aérea Americana. As cidades de Natal e Parnamirim (que surgia com a guerra) sofreram uma grande modernização com a chegada de lojas que vendiam óculos Ray BAn, cigarros Camel e Pall Mall; uma fábrica de engarrafamento da coca cola (era o quarto país do mundo a consumir o refrigerante); entre outros. Além da visita do presidente Roosevelt à Natal e seu encontro com Vargas. A participação brasileira na guerra provocou um paradoxo político: externamente o Brasil luta pela democracia e contra as ditaduras, internamente há ausência democrática em razão da ditadura. Esta situação, somada à vitória dos aliados contra os regimes totalitários, favorece o declínio do estado Novo e amplia as manifestações contra o regime. f) O Fim do Estado Novo: Em 1943 Vargas prometeu eleições para o fim da guerra. A luta do Brasil contra o fascismo, durante a Segunda Guerra Mundial, foi aproveitada pelos grupos de oposição para denunciar o fascismo interno, acobertado do Estado Novo. À medida que as potências liberais foram derrotando militarmente as potências do Eixo, um clima favorável às ideias democráticas foi-se espalhando pelo mundo e, pouco a pouco, afetando as rígidas estruturas do Estado Novo. Sentindo a onda liberal que varria a nação e o mundo, Getulio Vargas promoveu uma reforma constitucional. A reforma representava a abertura política do Estado Novo. Renascia a vida partidária, sendo fundados diversos partidos: UDN (União Democrática Nacional); PSD (Partido social Democrático); PTB (Partido Trabalhista Brasileiro); PSP (Partido Social Progressista); PCB (Partido Comunista Brasileiro). Nas eleições presidenciais, marcadas para 2 de dezembro de 1945. Para concorrer às eleições surgiram os seguintes partidos políticos: UDN (União Democrática Nacional) - Oposição liberal a Vargas e contra o comunismo. Tinha como candidato o brigadeiro Eduardo Gomes; PSD (Partido Social Democrático) era o partido dos interventores e apoiavam a candidatura do general Eurico Gaspar Dutra; PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) organizado pelo Ministério do Trabalho e tendo como presidente Getúlio Vargas. Apoiava, junto com o PSD, Eurico Gaspar Dutra; PCB (Partido Comunista Brasileiro) tinha como candidato o engenheiro Yedo Fiúza. PRP (Partido de Representação Popular) de ideologia integralista e fundado por Plínio Salgado. g) Queremismo: Em 1945 houve um movimento popular pedindo a permanência de Vargas contando com o apoio do PTB e do PCB. Este movimento ficou conhecido como queremismo, devido ao lema da campanha Queremos Getúlio.

O movimento popular assustou a classe conservadora, temendo a continuidade de Vargas no poder. No dia 29 de outubro foi dado um golpe, liderado por Goes Monteiro e Dutra. Vargas foi deposto sem resistência. O governo foi entregue a José Linhares, presidente do Supremo Tribunal Federal. Em dezembro de 1945 foram realizadas as eleições com a vitória de Eurico Gaspar Dutra. BIBILOGRAFIA: Suassuna, Luis Eduardo Brandão; MARIZ, Marlene da Silva. História do Rio Grande do Norte. Natal: Sebo Vermelho Edições, 2005. VICENTINO, Cláudio; DORIGO, Gianpaolo. História do Brasil. São Paulo: Scipione, 1997.