Olimpíada Rio 2016 "Voleibol, um jogo que é ouro"
Olimpiadas Investimento Segundo informações da Autoridade Pública Olímpica (APO), os gastos com os jogos eram estimados em R$ 28,8 bilhões quando a candidatura foi lançada. O valor dos investimentos foi atualizado e já passa dos R$ 39,1 bilhões. A cifra é maior do que o que foi gasto durante a Copa de 2014, mas é inferior aos R$ 65,3 bilhões investidos em Londres nas olimpíadas de 2012. Além das obras para os complexos onde serão realizados os jogos, investimentos foram feitos em outras áreas. Foi necessária a criação de um plano de políticas públicas com obras para melhorar a infraestrutura urbana da cidade, como mobilidade. A principal obra realizada para receber os jogos foi o Parque Olímpico, em Jacarepaguá.
Com mais de um milhão de metros quadrados de área, os três pavilhões esportivos contam com espaço para 36 mil lugares. Também foram construídos o Parque dos Atletas, o Campo de Golfe Olímpico, o Complexo Esportivo de Deodoro, além da reforma do Sambódromo. Números A Olimpíada Rio 2016 contará com 41 esportes, incluído duas novidades: o golfe, que volta a ser disputado depois de 112 anos, e o rúgb, que não estava entre os jogos desde 1924. São 306 provas diferentes, sendo 136 modalidades femininas e 161 masculinas, além de outras nove disputadas de forma mista. Devem desembarcar no Rio de Janeiro 10.500 atletas de 206 países. A maioria das disputas deve acontecer em 32 arenas espalhadas pela cidade, com exceção do futebol, que também terá partidas nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Salvador e São Paulo.
Vôlei nas olimpíadas Nas olimpíadas de 1924 nasceu uma modalidade que viria a se tornar umas das principais modalidades de hoje em dia, essa modalidade só poderia ser aceita após o termino da segunda guerra mundial onde os eventos eram reprimidos pelo governo em função da guerra. Talvez ninguém imaginasse que esse esporte se tornaria tão popular e tornaria referencia nas olimpíadas como umas das principais modalidades. Esse jogo americano foi criado em 1895 por Willian George, talvez não com muitas intenções na cabeça ele criou esse esporte sem muita expectativa. Ele inicialmente queria um esporte que evitasse o contato físico, pata que todos jogassem sem muito medo de se machucar. Como peculiaridade da época, o esporte já foi chamado de esporte para mulheres, pois jogava quem não tinha disposição o suficiente para jogar os jogos populares na época como o futebol e entre outros que envolviam o contato físico.
Ao tempo esse estereotipo foi se dissipando e o esporte foi ganhando popularidade sendo usado como atividades em escolas. A entrada dele nas olimpíadas que o fez ser mundialmente conhecido, criando então umas das mais tradicionais modalidades da olimpíada. O voleibol chegou ao Brasil em 1915, sendo jogado pela 1ª vez no Colégio Marista de Pernambuco. Porém, as informações divergem entre os estudiosos, em 1916 que o voleibol chegou ao nosso país, sendo praticado pela 1ª vez na Associação de Cristãos e Moços de São Paulo4. Em 1923, aconteceu à primeira iniciativa para a difusão do voleibol no Brasil, o Fluminense promoveu o 1º torneio desse esporte. Hoje esse jogo é modalidade olímpica, tendo destaque no Brasil por causa dos seus excelentes resultados. Porém, é interessante para o estudante conhecer o desenvolvimento do voleibol no Brasil e o efeito da evolução científica da Educação Física brasileira nesse esporte. Quando são consultados estudos sobre a história do voleibol e da história da Educação Física.
Existem acontecimentos importantes entre os anos 40 e 50 para a difusão do voleibol no Brasil, merecendo destaque: em 1944 aconteceu o 1º Campeonato Brasileiro, em 1955 ocorreu o 1º Campeonato Sul- Americano e em 1954 foi fundada a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). Entretanto, apesar dessas datas relevantes, o voleibol era pouco praticado nos anos 50 pelos homens por achar seus gestos afeminados. A técnica de quebrar o punho durante uma cortada era indicada para moças, mas não para rapazes. Isso perdurou até os anos 60. Contudo, o voleibol para o sexo feminino era considerado um esporte ideal, não existia contato físico (considerado pouco violento) e os seus fundamentos eram elegantes quando as mulheres praticavam. Através dessas informações, o leitor pode entender porque o voleibol no Brasil é tão adorado pelo sexo feminino, tendo seu ápice de popularidade nos anos 80 com a Geração das Musas e atualmente também possui muito interesse pelas meninas e adolescentes, o Brasil vem conseguindo bons resultados.
Nos anos 70 aconteceu significativa evolução do voleibol brasileiro e da Educação Física do nosso país. Foi inserida a preparação física com embasamento científico por Tubino e Rocha na seleção brasileira e em alguns clubes aderiram a idéia. Foi o caso do Fluminense, onde Tubino foi preparador físico. As equipes brasileiras passaram a jogar através do sistema 5x1. Em 1976, no Brasil, o 1º professor de Educação Física a conseguir o título de Doutor foi Fernanda Beltrão. Ela cursou o Doutorado em Administração e Supervisão Educacional na Universidade de Nova Iorque, Estados Unidos. Outros professores de Educação Física também saíram do Brasil com o intuito de adquirir o título de Mestre ou Doutor. Muitos desses professores quando retornaram ao Brasil, contribuíram diretamente ou indiretamente com o conhecimento científico que foi aplicado no treinamento do voleibol brasileiro.
Por exemplo, Lamartine Pereira da Costa estruturou o Treino da Altitude para a seleção brasileira de futebol tricampeã em 70, sendo uma referência de prescrição para ser aplicada em qualquer equipe de voleibol. O preparador físico Tubino, elaborou em 1975, o treino intervalado anaeróbio para a seleção brasileira masculina de voleibol por 3 meses, com intuito de amenizar as interferências da altitude. A equipe chegou ao México poucos dias antes da disputa e obteve excelente resultado, foi medalha de prata no Pan- Americano. Com a evolução científica da Educação Física brasileira, dispondo de treinadores competentes, jogadores talentosos e uma direção atuante da CBV, o voleibol brasileiro começou a obter resultados satisfatórios. Na Olimpíada de 76 a seleção masculina repetiu a mesma colocação de 64, foi 7º lugar. Mas teve uma grande surpresa, o ponteiro Bernard, de apenas 19 anos, foi eleito o 5º melhor jogador do mundo e ficou entre os 6 melhores atletas para integrar a seleção da Olimpíada de 76.
Ainda em 77, alguns dos jogadores do Sul-Americano Juvenil serviram a seleção juvenil que disputou o 1º Mundial da categoria sob o comando do técnico Jorge Bittencourt, o Jorginho. O Brasil conseguiu o 3º lugar no Mundial disputado no Brasil. Enquanto que o voleibol feminino alcançou um 4º lugar no Mundial Juvenil de 77. Em 1978, o voleibol brasileiro adotou um plano de expectativa para preparar a seleção adulta para as grandes competições. Em 1979, aconteceu um marco na literatura da Educação Física brasileira, Tubino escreveu o 1º livro de treinamento esportivo do nosso país, obra que foi importante para os treinadores do voleibol da época e de diversos esportes. Essa referência apesar de ser antiga, continua atualizada, está na 13ª edição.
Os anos 80 foi um prosseguimento do trabalho efetuado na época de 70. Os jogadores da seleção brasileira juvenil masculina de 77 (do Sul-Americano e do Mundial) que tiveram oportunidade (Obs.: Muitas injustiças aconteceram na escolha dos juvenis para a seleção principal. Por exemplo, o oposto Paulão Crioulo, uma das cortadas mais fortes do Brasil, não foi selecionado. João Paraíba, reserva capitão, atuava mais como levantador, mas tinha excelente desempenho jogando na ponta, de oposto e como central, porém, não foi relacionado para integrar ao grupo), se juntaram aos veteranos (Suíço, Moreno, Granjeiro e outros) da seleção adulta e disputaram Olimpíada de 1980, o grupo ficou com um honroso 5º lugar, naquela ocasião era uma vitória. Conclusão Conclui-se que a evolução do voleibol brasileiro aconteceu junto com a melhora da Educação Física do nosso país, tendo um futuro promissor nas próximas disputas.